terça-feira, 20 de outubro de 2015

Hoje joga o Porto! (vs Maccabi)


Um pequeno passo na fase de grupos. Um salto de gigante rumo ao apuramento. Se vencermos, claro.


Bruno Sousa


Depois de uma vitória tranquila na Póvoa à custa da backup force, temos agora pela frente o adversário teoricamente mais acessível do grupo dos campeões. E reforço o "teoricamente" porque como sabemos não há jogos ganhos pelo favoritismo. 

Até por ser uma visão rara na competição, o Maccabi Tel-Aviv F.C. e mais concretamente os seus jogadores, não vão querer sair de prova sem pontos. Querem naturalmente aproveitar a brutal exposição a que por uma vez estão sujeitos para se darem a conhecer ao mundo e tentar seduzir peixes (e pescadores) maiores. Individualmente, o maior destaque vai para o médio ofensivo Zahavi, mas há outros com vontade e potencial para se mostrarem ao mundo do futebol. Como equipa, não serão o arquétipo do joga bonito, mas que ninguém pense que lhes ganha um jogo sem correr pelo menos tanto como eles. 

Terá portanto de ser esse o espírito dos nossos desde o primeiro ao último suspiro do jogo. Ter a predisposição para enfrentar uma batalha muito física e sempre que possível, conquistá-la pela grande diferença de talento que nos favorece. Crer, querer e saber, eis a receita para este jogo.

Dificilmente será um jogo em que por se fazer um golo cedo as portas da goleada se abrirão em acto contínuo. São tipos habituados a lutar pela vida desde o berço e transportam essa marca para o jogo, pelo que teremos de ser consistentes ao longo da partida. Se porventura as coisas se complicarem com um golo sofrido ou pela ansiedade de não fazer nenhum, a solução passará sempre por querer mais do que eles e demonstrá-lo em cada lance. Se assim for, a nossa maior valia deverá impor-se naturalmente.

Considerando a saída (previsível) de Lich e Varela da convocatória e os regressos de Maxi, Marcano e Rúben, o meu onze para hoje é este:




Reservo Corona, Bueno e Osvaldo para uma eventual segunda vaga de assalto.

Quanto a motivação, não é preciso fazer absolutamente nada nestes jogos. Esta nossa equipa vive para a Liga dos Campeões e portanto sei que estarão a top. Se estarão inspirados ou não, fica para logo o prognóstico.


Vamos lá então garantir - pela nossa parte - uma ida a Israel o mais pacífica possível.


Do Porto com Amor



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Onde está a bola? #8 - SC Braga


Cá estamos de volta com mais 2 bilhetes para oferecer ao leitor mais perspicaz e afortunado, desta vez para o jogo F.C. Porto - S.C. Braga que terá lugar no próximo domingo, dia 25 de Outubro.


Onde está a bola? #8

Enquanto o João Gomes se prepara para usufruir dos bilhetes para o jogo contra o Maccabi, pode ser a sua vez de acertar na mouche e ir ao mágico Dragão apoiar o nosso Porto, ajudando-o a continuar no único caminho que nos interessa - o das vitórias!


Para se habilitar a ganhar, basta acertar qual das respostas à seguinte pergunta é a correcta:

Onde está escondida a verdadeira bola de jogo?

1 - Bola Azul
2 - Bola Preta
3 - Bola Laranja
4 - Bola Púrpura
5 - Não há nenhuma bola escondida na imagem.


Já tem o seu palpite? Então é só responder na caixa de comentários.


As regras são as do costume:

1 - Descobrir na imagem acima onde está escondida a bola de jogo verdadeira (ou se não está lá de todo) e escrever na caixa de comentários deste post qual a resposta certa, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória (pode comentar como "anónimo" desde que no comentário inclua estes dados).

2 - Entre os que acertarem, será sorteado o vencedor (através de uma app geradora de sorteios).

3 - Para ser elegível para os bilhetes, o concorrente deverá fazer o obséquio de seguir o FB e o Twitter do DPCA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). Sim, quem não tiver conta na(s) referida(s) rede(s), não será excluído por isso... mas cuidado porque o Lápis irá investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, será anunciado o vencedor, que receberá instruções no seu email sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Mesmo que já tenha Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferece-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

6 - Este passatempo termina às 22h00 de dia 23 de Outubro e o vencedor será anunciado até ao final de dia 24.

7 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data do anúncio, será feito novo sorteio entre todos os que tiverem acertado na resposta (e assim sucessivamente até se encontrar um vencedor que reclame o prémio).


 E é só! Mais simples não podia ser. Concorra e divulgue!


Do Porto com Amor (e bilhetes)


Onde está a bola? #7 - VENCEDOR


foi encontrado o VENCEDOR da sétima edição de "Onde está a bola?" que desta vez ofereceu 2 BILHETES para o jogo contra o Maccabi Tel-Aviv FC, a contar para a Liga dos Campeões 2015/16.

Mas antes de revelar o vencedor, eis a fotografia original seguida da "mascarada" :






Assim se comprova que a resposta correcta era a azarada... BOLA PRETA! Desta vez foram poucos os que acertaram, certamente porque a armadilha foi bem montada ;-)

Esses poucos que acertaram tiveram o seu nome escrito numa "rifa" que por sua vez entrou numa "tômbola virtual" (app Lucky Raffle), que determinou que o grande vencedor é...


  
João Gomes !


... parabéns e agora toca a responder ao email que já seguiu para o contacto fornecido. É fundamental fazê-lo para confirmar e poder reclamar os 2 bilhetes para o grande jogo europeu!

O nosso agradecimento a todos os participantes, em especial aos que já acertaram várias vezes na resposta mas ainda não foram favorecidos pela Dona Sorte, aos quais envio um incentivo especial para continuarem a tentar... porque um dia será o seu!


Já de seguida, novo concurso para assistir ao fundamental jogo contra o SC Braga! Participe e divulgue.


Do Porto com Amor (e bilhetes)



domingo, 18 de outubro de 2015

Dia de jogo: Varzim SC - FC Porto (0-2)


Missão cumprida. E mais umas coisas.


Um vislumbre de outrora

Que bom foi regressar à Póvoa para ver futebol.

Mesmo apesar da hora ridícula e do tempo agreste (ainda assim, não tão mau como se temia), soube-me bem.

Tal como ver a malta da claque do Varzim a cumprimentar amigos que estavam na nossa bancada e vice-versa. Desencontros ocasionais e efémeros. E os nossos ultras apoiar a equipa durante todo o jogo. E a malta genuína que me rodeou na bancada, gente que já raramente encontro no Dragão. Portistas poveiros ou das cercanias, que só nestas ocasiões vão à bola. Mas nem por isso menos exigentes, garanto-vos eu.

Ah, e houve um jogo pelo meio.

Um jogo que controlamos de principio a fim e sem grande dificuldade. O Varzim apresentou-se compacto e lutador mas demasiado tolhido pelo respeito. Uma espécie de oportunidade foi tudo o que conseguiram. E assim sendo, a nós bastou-nos não cometer erros de palmatória e ir procurando a oportunidade para fazer o golo. Que surgiu aos 20 minutos, numa bela combinação Bueno - Tello. Antes e sobretudo depois, várias oportunidades para fazer mais. Na segunda parte voltamos mais amorfos mas sem perder o total controlo da partida (tanto quanto é possível com apenas um golo de vantagem). O segundo chegou já perto do fim mas não por falta de oportunidades. O nosso Johnny Depp esteve desastrado ontem e só por isso se explica um resultado tão curto. Quem não foi de sentimentalismos foi André, que de regresso a casa marcou logo à primeira oportunidade.  Por último, estranhei que Lopetegui não esgotasse as substituições num jogo controlado, nem que fosse após o segundo golo. Mas passou-se assim, sem sobressaltos.

Águas calmas, portanto. Fosse assim o mar que os bravos poveiros da faina enfrentam diariamente e as suas vidas seriam um paraíso. A todos eles, uma singela homenagem.


Festejos no golo de André aos 79'


Notas DPcA: 


Helton (6): Regresso tranquilo mas seguro do Zé do Violão. Nas poucas vezes que foi chamado ao jogo, fê-lo bem. Gostei de te rever, abraço.

Layún (6): Um jogo discreto com ou e outro erro de posicionamento. Boa disponibilidade ofensiva mas com pouca eficácia. Arriba. 

Cissokho (6): Regresso após a travessia do oceano (diz que veio a nado da Madeira) que saúdo mas que não lhe saiu como por certo desejaria. Menor fulgor ofensivo do que lhe conhecemos e alguma atrapalhação com a bola nos pés.

Martins Indi (7): O verdadeiro pronto-socorro em 3 ou 4 situações em que os companheiros se distraíram, anulando com autoridade lances de potencial perigo. De resto, continuo a achar que se a cabeça funcionar em contínuo, tem tudo para ser o nosso melhor central. Prove me right, Bruno! 

Lichnovsky (5): O acerto do seu parceiro correspondeu ao seu desacerto. Demasiadas bolas mal endossadas e posicionamentos incorrectos face aos adversários. Entende-se algum nervosismo pela estreia, bem como falta de entrosamento com os companheiros, mas não pode repetir a graça em futuras oportunidades, sob pena de ser enviado para o gulag do esquecimento. 

Imbula (6): Começou a trinco sem parceiro e não parece ter gostado muito. Ou pelo menos o jogo não lhe correu bem, com muitas imprecisões no passe e algumas más decisões. A partir da entrada de Danilo deu a sensação de ter serenado, mas também não acrescentou muito mais ao jogo.

<-78' Evandro (6): Desde o início do jogo um dos mais trabalhadores, com bola e sem ela, mas nem sempre esclarecido. Logicamente que tem a atenuante de não ter ritmo e nesse contexto, tem de ser considerada positiva a sua exibição. Curioso para mim foi reparar na sua movimentação corporal, que em muitos momentos me fez lembrar... o saudoso Alenichev. 

Bueno (8): Muito bem Seu Alberto! Foi a primeira oportunidade que tive de o ver jogar 90 minutos num jogo competitivo e gostei bastante das indicações que deixou (ou se preferirem, confirmou face aos jogos de pré-época). Jogou simples mas com inteligência e fez aquela primorosa assistência para o primeiro do jogo. Não só se apresenta como uma solução válida mas também diferente, para quando o jogo pede outra melodia. Espero que mais alguien lhe tenha detectado esta capacidade...

Melhor em Campo Tello (8): Uiiii... ainda bem que ninguém me lançou um desafio do tipo "queres apostar que o Tello vai ser o melhor em campo?", porque ontem tinha perdido bom dinheiro. Perante as suas características normais e também um cenário metereológico que ameaçava a planura do relvado, jamais imaginaria tal desfecho. Felizmente que nem uma nem outra se concretizaram e o jovem Cristian fez um belo jogo coroado com um bom golo. Mas foi mais do que isto, porque (sentem-se p.f.) lutou pela bola e até... ganhou lances, recuperando a bola! Uau! Mia san mia? Nem sempre! 

<-64' Varela (5): Assim não vais lá, Silvestre. Não é que não queiras, mas... falta intensidade e consistência. Não podes estar sempre a desaparecer do jogo. E quando reapareces, não podes ser tão pastelão. Falta-te atitude e isso é muita coisa a menos. Vá lá, tu consegues. Pensa naquela assistência brilhante que afundou a barcaça encarnada e inspira-te para segundas doses!

The Curse of the Black Pearl ?

Osvaldo (5): Jogo para esquecer. Um avançado tem várias funções em campo mas a primordias será sempre a de fazer golos (ou assistir, pelo menos). O hombre ontem esteve claramente em dia no, desperdiçando pelo menos 4 ocasiões claras de golo (uma delas... ai senhores...). Teve também azar de lhe terem anulado à nascença os dois golos que marcou (um bem, mas no outro parece em linha...). Como registo positivo, a sua entrega ao jogo desde o primeiro até ao último apito. E foi mesmo isso que lhe garantiu uma nota menos má. De resto, total confiança de que voltará em pleno já na sua próxima oportunidade. 

->64' Danilo (6): Entrou para a sua posição natural, sem nada de relevante a registar. Cumpriu, portanto.

->78' André (7): Entrou tarde mas decidido a resolver de vez a eliminatória. Guerreiro como é seu timbre até ao golo da tranquilidade. Continua em alta e ainda bem. 


Lopetegui (6): Lançou em campo uma equipa quase nova, em minha opinião demasiado nova. O jogo deu-lhe razão, porque correu bem e ganhámos, mas nada garante que numa próxima eliminatória os dados saiam da mesma maneira. Durante o jogo, mexeu na equipa sem a pressão de um resultado desfavorável e nem chegou a esgotar as substituições, o que não é fácil de compreender mesmo com o Maccabi à porta. Se Sérgio Oliveira estivesse no banco, não teria entrado?



Outros intervenientes:


Uma pequena desilusão a equipa do Varzim. Não deixaram de correr e lutar mas sempre e apenas para evitar males maiores na sua baliza. Nunca quiseram sequer atrever-se a discutir a eliminatória. Um lance de perigo na primeira parte foi tudo o que se viu em termos ofensivos. É pouco. 

Arbitragem tranquila porque os jogadores também não complicaram, mas para a posteridade ficam alguns lances de relevo mal ajuizados, com destaque para foras de jogo mal assinalados e um penálti por braço na bola (o árbitro terá interpretado como não influente no desenrolar do lance mas parece-me que mal).

Segue-se o jogo com o Maccabi, importante para dar mais um passo rumo a um apuramento sem sobressaltos.


Do Porto com Amor



sábado, 17 de outubro de 2015

Hoje joga o Porto! (vs Varzim)



Dia de Taça. Confesso que gosto.




Mas gosto especialmente em dias como este, em que vamos jogar fora contra uma equipa de uma divisão inferior.

É uma espécie de viagem no tempo que me faz recuar a um passado que quase não conheci mas sobre o qual construí uma clara imagem no meu imaginário. É o regresso a um tempo que em boa medida continua a fazer parte deste presente anacrónico

A milhas de distância do profissionalismo absoluto que nos caracteriza, onde tudo é pensado, programado e preparado ao milímetro e executado o mais próximo possível da perfeição. Longe dos centros de estágio ultra-modernos, dos treinos auxiliados por GPS e analisados por software, dos equipamentos meticulosa e impecavelmente dobrados, deixados nos luxuosos balneários à disposição de cada jogador. Longe da observação exaustiva dos adversários, longe da tecnologia ao serviço do desporto.

Mas de regresso às origens do jogo. Aos odores que invadem os balneários vindos da lavandaria anexa, do snack-bar da esquina ou até da pequena habitação do "curador" do recinto. Ao cimento e betão das bancadas. Às cadeiras de plástico desbotado. Aos WCs improvisados e aos bares da sande e do refrigerante. Aos megafones dos imperceptíveis anúncios e da K-7 da moda.

Não será exactamente o caso do meu querido Varzim, por quem desde sempre nutro uma simpatia especial, como se fosse mais um dos nossos. Bem sei que não e que apesar de ser a filial nº 1 do Porto, é apenas e só dos varzinistas. No entanto sempre o vi assim, sem saber porquê. Já são muitos os anos que distam desde a minha última (e creio que única) ida ao Estádio do Varzim Sport Club (assim mesmo), pelo que certamente terá hoje condições bem diferentes. Mas o espírito, esse acredito que ainda sobreviva, em paralelo com as naturais ambições de crescer e um dia regressar ao primeiro escalão.

Aproveito para saudar a decisão da Federação em alterar o regulamento da prova no sentido de nesta terceira ronda todos os clubes da I Liga jogarem fora. Peca ainda por escassa - na minha opinião deveria ser uma constante sempre que clubes da Liga NOS defrontassem equipas de divisões inferiores - mas é um bom primeiro passo.

No sentido inverso, não posso deixar de criticar de forma veemente a porcaria do horário. 20h15, a sério? Por que carga de água? Uns míseros trocados da transmissão televisiva? Péssima, péssima gestão. Porque não jogar a meio ou ao final da tarde? Definitivamente, alguém responsável (FPF neste caso, Liga no campeonato) tem que assumir esta questão e enfrentá-la, em nome do futebol. E da economia local também. Vejamos neste caso, a Póvoa é um sítio gastronómico por (e de) excelência, de quantos jantares ou almoços adicionais não poderia beneficiar à custa deste jogo? Com este horário, nem se vai almoçar porque é muito distante, nem se janta antes porque é cedo e nem depois porque as cozinhas já estarão a fechar! Ridículo. Ganham as francesinhas portuenses, como sempre.

E de resto, é um jogo de Taça. Para ganhar, por supuesto.

Quanto ao onze, sempre fui contra alterações radicais apenas porque se defronta uma equipa menos cotada. Para mim, qualquer competição em que entramos é para respeitar (ou seja, jogar para a vencer). Não interessa se é a Taça de Portugal, a Taça da Liga (registo com satisfação o desejo público do presidente de a vencer, finalmente) ou um torneio de verão, é sempre para ganhar. Dito isto, obviamente que há espaço para mudanças. Aliás, é salutar e necessário. Tendo o lote de convocados em consideração, já me parece faltar gente a mais... a defesa toda nova é sempre um risco... mas enfim, com o que temos disponível eis a minha proposta para hoje:




Hélton, logicamente. Lich e Angel, aliás Cissokho, para ver se ainda vivem. Bueno primeiro e Evandro mais tarde, pelos mesmos motivos. E Varela, para se redimir. E já agora, Sérgio Oliveira é para enterrar vivo?


Vamos lá!


Do Porto com Amor