Estamos no ano de 2018 D.C. Todo o país está subjugado à teia cefalópode do Terreiro do Paço... Todo? Não! Uma tribo de irredutíveis tripeiros resiste ainda e sempre ao centralismo opressor.
Navegava eu pelas águas calmas do Twitter DPCA quando me deparo com um RT de um companheiro portista relacionado com as transferênciasnada suspeitas do Benfica para o Valência. Já não consegui desligar e fui ver... era o Grande Negociador em xeque!
Legenda:
VFC - Valência
AG - André Gomes
RM - Rodrigo Moreno
JC - João Cancelo
EP - Enzo Pérez
Segundo esta informação (de adeptos informados do clube Che), o Valência pagou 85M pelos quatro jogadores ao Benfica que apenas reteve 53,5M, torrando o restante - 31,5M! - em "gastos e comissões". Ou seja, mais de 37% do que o Valência pagou não acabou nos cofres dos encarnados. Mesmo descontando os cerca de 10M da parcela destinada ao Benfica Stars Fund (que foi recomprado pelo clube por imposição regulamentar), continua a ser uma percentagem inacreditável de desperdício.
Se já todos sabíamos que o "tudo a 15 milhões" só poderia ser uma farsa, agora ficamos a conhecer em detalhe o grande businessman que é o presidente do Benfica. Confesso que não sei se os benfiquistas já tinham deduzido isto pela análise dos seus R&C, mas o que sei é que não vi nenhuma notícia do género a desmascarar mais um embuste negocial de LFV. Sobretudo da parte dos palermas que se fartam de mal-escrever sobre a relação do Porto com a Doyen, acusando-a de incluir remunerações obscenas mas que depois se esquecem de olhar para as negociatas do SLB.
A dura realidade a que os grandes portugueses se submeteram (o Sporting de outra forma, mais gravosa, mas isso fica para outro dia) é esta, ou aceitam pagar as "remunerações obscenas" ou reduzem dramaticamente o seu nível de gastos, perdendo "toda" a competitividade internacional e até nacional, se os rivais não seguirem o mesmo caminho.
Mas obviamente que para os merdia nacionais, o que em casa de uns é submissão duvidosa, na de outros é sucesso empresarial.
Um dia destes ainda me deparo com um tweet a demonstrar que a Emirates recebeu dinheiro para aceitar colocar o seu nome nas camisolas saltitantes...
Do Porto com Amor
Nota: amigos sportinguistas, que tal serem apenas Not Portugal? É que conseguem embaraçar-nos ainda mais do que o glorioso... (nem tentem falar do Bayern, 12-1 ok?)
Foi um jogo simples, sobretudo face às expectativas.
Comecemos pelo Maccabi, que entrou mais forte no jogo, com um remate perigoso logo a abrir, mas que só durou até ao golo de Tello. Nesse momento os isrealitas baixaram os braços e deram-se por vencidos. Incompreensivelmente, diga-se. Mas ainda bem. Tiveram ainda uma boa oportunidade para marcar na primeira parte e o golo de honra com os cumprimentos do árbitro grego. Foi pouco para justificar fazer parte desta grande competição.
Já o Porto, por seu turno, voltou a entrar no jogo na expectativa, a ver no que dava. Digam o que disserem, eu não compreendo. Estavamos a jogar contra o Maccabi, não contra o Madrid. Será que alguém se confundiu? Infelizmente sei que não foi confusão, porque é recorrente. Seja qual for o adversário, a regra é entrar na expectativa. E outra vez com André como falso extremo (ou 4-2-3-1, como preferirem), tal como em Kiev. É a fórmula que dá confiança a alguém tão obcecado pelo controlo do jogo como é o nosso treinador.
Felizmente aconteceu o nosso primeiro golo, já depois de duas boas possibilidades desperdiçadas por Abou (que noite...). Mas foi suficiente para nos tranquilizar e abater a moral dos israelitas. Durante o restante da primeira parte fizemos uma circulação de bola interessante, com boas penetrações em profundidade a explorar bem as fragilidades de uma equipa que não parece talhada para jogar tão alto no campo. E ainda a perdida mais escandalosa da noite, de novo por Abou. Nem parecia a habitual equipa de Lopetegui.
O regresso do balneário foi mais uma vez a pensar no controlo do jogo. Com apenas um golo de vantagem, seria de esperar uma reação do Maccabi e não fazia sentido facilitar-lhes a vida, dificultando a nossa. De novo o Macabbi foi inócuo e nós continuamos com a estrelinha. O corolário de alguns momentos de bom futebol surgiu logo aos 49', com segundo golo marcado por André a finalizar uma belíssima jogada de futebol. No entanto, quando se facilita em demasia, o adversário cresce e volta a acreditar que pode ainda levar algo do jogo. Seja por não aproveitar oportunidades clamorosas como a de que dispôs Evandro, seja por erros individuais. Casillas teve uma parada cerebral, entregou mal a bola na reposição e teve que se redimir a dobrar; primeiro a anular esse lance para canto e na sequência deste, a defender um remate complicado. Na resposta, quase fazíamos o terceiro. Que chegou aos 72' através de um bom remate de Layún, a passe de Tello. Logo a seguir, a equipa de arbitragem viu-se grega para descortinar um penálti fantasma supostamente cometido por Maxi. Não houve falta mas deu em golo de Zahavi. Será que o Maccabi também oferece vouchers?
Até ao fim ainda houve tempo para mais uma perdida de Abou. E de fazer entrar Varela e mesmo a acabar Imbula, ambos precedidos por Herrera que substituiu Evandro perto da hora de jogo. Foi uma vitória mais fácil do que se previa. Por mérito nosso, obviamente, mas patrocinada por uma prestação decepcionante do adversário. A único real desapontamento da noite chegou de Londres, com a notícia de Willian ter desfeito a igualdade já perto do fim. Paciência. Lá teremos que voltar a provar que somos melhores.
(Getty images) Deixa lá Iker, este teve o patrocínio do museu da cerveja de Tel-Aviv...
Extra-futebol, a nota negativa da noite foi providenciada pelo dueto NOS/Sporttv. Estando eu fora do lar e a recorrer ao serviço (pago à parte) Multiscreen dos Oliveirinhas, eis que por volta do minuto 70... blackout. Assim mesmo, tudo ás escuras. Nem NOS, nem Iris Online, nem o caraças. Uma verdadeira frustração só resolvida já no final dos descontos. Uma tristeza. Certamente que os piquetes de intervenção rápida estiveram ontem ao serviço em alerta máximo e hoje foi dia de folga. Numa única expressão: cambada de palhaços.
Entretanto já vi o resumo alargado mas ainda assim não faço ideia se Varela entrou bem ou mal, se Herrera mostrou serviço ou se Lopetegui deu muitos saltinhos esbracejantes na sua zona de acção. E portanto, para já as notas refletem o que vi e ficam a aguardar versão final, quando tiver oportunidade de ver esses 20 minutos em falta. Cambada de palhaços.
Notas DPcA:
Casillas (7):
Uma noite com pouco mas exigente trabalho, ao qual respondeu de forma competente. A única mancha na exibição esteve no tal lance em que assistiu um adversário. E já depois do apito final, a elegância e humildade do costume na troca (cedência!) de camisola e luvas com dois adversários.
Maxi (7): Entrou com menos gás e menos acerto do que é o seu habitual mas melhorou na segunda parte, ficando ligado ao jogo pelo seu grande lance individual que culminou com a assistência para André finalizar. Foi injusta e duplamente penalizado no lance da grande penalidade e consequente cartão. Desta vez (como noutras), não merecia.
Melhor em CampoLayún(8): Se eu sonhava alguma vez eleger este muchacho como melhor em campo? Não. Ainda para mais na Champions? Ainda menos. Mas aconteceu. Apenas e só pelo seu mérito. Nem sequer houve falta de outros candidatos à distinção. Foi mesmo ele que defendeu, atacou, passou, cruzou e até marcou um belo golo. Grande Miguel!
Martins Indi(7): Esteve certinho ao longa da partida e ainda ajudou com alguns passes de início de construção ofensiva. Sem nada de excepcional a apontar, cumpriu bem.
Marcano (6): Razoavelmente bem nas marcações, mas também teve alguns passes/alívios sem nexo e (mais) uma daquelas suas hesitações com a bola que podem acabar mal. Mas porquê, Ivan, porquê?
Rúben Neves (7):
Outra vez menino capitão, outro jogo de bom nível. Importante a defender mas melhor a distribuir na construção. Dá largura e profundidade à equipa, com critério. Cresce a cada jogo que passa e nós felizes da vida. Aguardemos com tranquilidade pelos próximos capítulos.
Danilo (7): Dupla surpresa, pela inclusão no onze inicial e pela grande subida de produção face às mais recentes exibições. Igualmente bem a defender e a atacar, o que é quase uma novidade de dragão ao peito. Gostei muito e destaco o envolvimento no lance do segundo golo e a desmarcação de longo alcance de Tello pela esquerda.
<-62' Evandro(6): A surpresa de Lopetegui para este jogo. Creio que terá cumprido com o que o técnico lhe pediu. Sem ser exuberante, ajudou a manobrar o meio campo, não apenas no controlo defensivo mas no apoio ofensivo aos companheiros mais adiantados. Pena não ter feito aquele golo fácil que certamente lhe daria mais confiança e créditos junto do treinador.
<-89'André (7): Não começou bem, com evidente e raro desacerto no passe. Sempre lutador, foi melhorando e corou a sua passagem por Haifa com o importante segundo golo, onde se antecipou com mérito ao defesa já ancorado. Um jogo bem positivo ainda que não excepcional (nos 70 minutos que já vi, claro).
<-76' Tello(8): Finalmente uma exibição quase condizente com a sua valia. Quase porque ainda assim bastante intermitente e com vários lances perdidos por displicência. No entanto, o que sobressaiu foi a sua importância decisiva para o resultado final. Um golo e uma assistência são sempre um pacote de muito valor acrescentado. A ver se dá seguimento...
Aboubakar (6): Ohhh what a night! Para esquecer ou para lembrar (e não repetir). Falhou mais golos hoje do que em todos os outros jogos juntos! É caso para dizer "sai de mim Osvaldo!". Não é não, foi apenas uma noite não, tal como o argentino teve na Póvoa. Mas nem por isso deixou de trabalhar e ajudar os companheiros a ganhar metros e segundos. Adiante!
->62'Herrera (6): Entrou com dois ou três passes descabidos à Herrera mas rapidamente se recompôs e encaixou bem no jogo da equipa. Pode ter muitos defeitos neste momento, mas percebe o que Lopetegui espera dele (outro defeito?:-).
->76'Varela(6): Cerca de quinze minutos em campo, o suficiente para algumas arrancadas de algum perigo. Não destoou.
->89'Imbula(-): Não teve tempo para sequer justificar uma nota. As usual.
Lopetegui (7): Outra abordagem à Lopetegui, fazer o quê? Eu não gosto, outros gostam, mas no final o que conta é o resultado (não só, mas principalmente). E nesse ponto o jogo de hoje foi um sucesso. Não tive oportunidade de avaliar o impacto das substituições mas na realidade, apenas Herrera ainda poderia ter tido impacto relevante no jogo. As substituições não revolucionaram nem era isso o que se pretendia, apenas permitiram manter o esforço de guerra gerindo cansaços acumulados. Por isso, arrisco concluir que saiu de Haifa com mais créditos do que os que tinha à chegada. Cumprir, às vezes, é o quanto baste.
E pronto, volta(re)mos (amanhã) de Israel satisfeitos da vida.
Já descansados e prontos para iniciar nova campanha. A de preparação do desafio do campeonato, onde domingo teremos mais um jogo onde apenas a vitória é admissível. Quem se quiser habilitar a ganhar 2 bilhetes para o jogo contra o Vitória (de Setúbal), ainda pode fazê-lo aqui.
Uma deslocação mais difícil do que parece. Daremos resposta à altura?
Quando terminou o sorteio e ficamos a saber quais os adversários a enfrentar na fase de grupos, rapidamente se concluiu que a visita ao terreno (emprestado) do Maccabi Tel-Aviv seria a mais acessível das deslocações, onde seria quase obrigatório vencer para as restantes três equipas, as candidatas ao apuramento.
Decorridas que estão três das seis jornadas, mais importante se tornou vencer hoje em Haifa. Porquê?
Porque o Dynamo já aqui venceu, com um resultado enganador segundo rezam as crónicas dessa partida, mas a realidade é que levou os três pontos para Kiev.
Porque o Chelsea tem falhado o seu papel de favorito e com isso transformando a luta pelo apuramento numa disputa a 3, o que por um lado abre boas perspectivas de conseguirmos o primeiro lugar (se cumprirmos as expectativas, lá está) mas por outro nos coloca ao alcance de duas equipas se as coisas não correrem conforme o desejado.
À mesma hora jogarão igualmente Chelsea e Dynamo em Stamford Bridge, jogo não definitivo mas muito decisivo para as aspirações dos londrinos. Uma derrota caseira significaria a quase eliminação se o Porto vencer o seu jogo. Um empate deixaria as coisas igualmente complicadas, ainda que susceptíveis de serem corrigidas na jornada seguinte, quando o Chelsea se deslocar a Israel. Já a vitória significaria a ultrapassagem do Dynamo, vantagem no confronto directo e regresso à luta pelo primeiro lugar.
Nós, que lideramos com 2 e 3 pontos de avanço sobre ucranianos e ingleses (respectivamente), vencendo ficaremos sempre muito perto da qualificação, seja qual for o resultado no outro grupo. O empate só será menos mau se igual resultado se verificar no outro jogo. Já uma impensável derrota deixaria-nos de novo a lutar pela sobrevivência e a ter que "fazer tudo de novo" frente aos outros dois candidatos nas duas últimas rondas. E aqui convém não esquecer que terminamos a fase de grupos em Londres, jogo onde tudo indica o Chelsea necessitará de vencer.
Resumindo, nenhum resultado que se verifique amanhã será decisivo mas uma vitória nossa será um passo colossal rumo ao primeiro lugar do grupo.
Com as ausências forçadas de Osvaldo, Maicon e sobretudo Brahimi - o habitual abono de família nesta competição - fica claro que não estaremos na máxima força. Ainda assim, com qualidade mais do que suficiente para chegar, ver e vencer.
Conforme escrevi na crónica do jogo no Dragão, o Maccabi foi para mim uma agradável surpresa em termos de qualidade de jogo e da facilidade com que criou várias situações de envolvimento ofensivo, sendo a sua maior lacuna a (in)capacidade de finalização, certificada pela ausência de golos nesta competição até ao momento. No entanto, sabemos que têm jogadores que sabem fazer golos de várias maneiras e feitios. Sobretudo Zahavi (8 golos em 9 partidas da liga doméstica), mas também os dois Ben Haim e o defesa espanhol Carlos Garcia. Tudo somado, têm a bonita média de 2 golos por jogo no campeonato israelita. Outros adversários, é certo, mas a ter em consideração.
Regressando ao que interessa - Porto - eis o meu onze:
Sem dúvidas quanto ao quinteto defensivo, as variações poderão surgir do meio para a frente. Optei por manter o trio do costume no meio, mas apenas porque me parece que Danilo servirá como resguardo para eventual necessidade de substituir um defesa. Houvesse um defesa de raíz no banco, colocaria-o com Rúben e André porque Imbula não está em bom momento. Na frente, a única dúvida seria colocar André no lugar de Tello e Bueno atrás de Aboubakar. No entanto, receio que Herrera possa voltar. Já veremos daqui a umas horas qual a escolha de Lopetegui.
Sejam eles quem forem, os que jogarem têm tudo para vencer. Que façam jus às suas posses. Vamos a eles, carago!
Em mais um furo exclusivo DPcA, apresento ao estimado leitor a continuação do breve relinchar de JJ (sem ofensa, mas de facto o cavalheiro projecta a dentadura de tal forma que de facto se assemelha a um equídeo) com o 4º condicionado Daniel Cardoso a que todos assistimos este fim-de-semana (excepto o Ministério Público, a CII e o CD da FPF, obviamente).
Para usufruto destes últimos, aqui fica o registo videográfico:
Pois bem, apesar de já ter dito muito, JJ não se ficou por aqui.
Através do nosso nano-tech-mega-hiper-fly-spy-drone, tivemos acesso exclusivo à segunda parte da conversa já após o final do jogo, quando JJ se deslocou à cabine dos condicionados. Dada a má qualidade do áudio recolhido (porque cruzado com o som de um gorila rouco, que na divisão adjacente repetia incessantemente ao espelho "Pór-Tchú-Gól, Not Lisbon!"), aqui fica a rigorosíssima transcrição da conversa:
Toc! Toc!
Daniel Cardoso - Quem é?
Jorge Jesus - Abressamerda que tás em minha casa, ó caramelo! Quero falar com o Jotinha!
Jorge Ferreira - Entre, Mister, entre...
JJ- Ó Jarge... venham de lá esses ossos, homem! Taváver que tinha de me chatear contigo, cara*ho! Mê grande filha da p*ta! Dá cá um abrace!
JF - Ó Mister... não se zangue comigo... hoje não recebi nenhum telefonema do chefe para me dar força...
JJ - Clare que não, homém, hoje nã jugarem os lampiães!
JF - Ah pois... não ligue... eu ainda o continuo a ver do outro lado, no meio daquele vermelho lindo que até dá vontade de saltar...
JJ - Oh pá, entã comé? Queres ver que vou ter mesme que ma chatiar? Esses gaijes nã prestem para nada! Antes de eu ir para lá, não ganhavam népia... agora que saí, também já deixarem de ganhar!
JF - Pois Jorge, você é muita bom... mas nós sabemos que mesmo assim só com o nosso patrocínio é que lá foi....
JJ - Verdade... e a propósimo, ainda não tive opartanidade de tagradecer passoalmente por aquela maravilha no Moreirense na época passada... cara*ho que aquilo ia descambar se nã fosses tu... fostum bocado óvio demais, mas prós barmelhos passa tudo he he he... Olha, milhor quisso só mesme aquela expulsão do Maricon contra os remendados! Mas prontes, a questão não é essa... é que mesme com a vossa ajuda os outros não consiguiram... ah pois, foi praciso lá chigar um génio como eu para saber tirar partido das condições que lá haviem... porra pá, vocês mesmo quando não lhas pedem nada são sempre pelo ÉSSÓLBÊ...
JF - Nem todos, nem todos... há um do Belenenses e outro do Estoril! E convenhamos que o Mister apanhou a período áureo do Grande Líder em que ninguém lhe escapava (pisca o olho)!
JJ - Váitámasé fornicar Joige!
JF - Até ia... mas parece que disso só em jogos internacionais... para nós é camisolas velhas, jantares e promoções. E claro, a vidinha lá fora. É que o futebol não dura para sempre, não é?
JJ - Ok pá, estames escarnecidos. Mas tu a mim nam me voltes a gamar, oviste? Lembra-te que eu sei bem como é que sou bicampeã... e quanto aos teus amigos bromelhos, esquece... este ano nem que o Vitor Paneira voltasse a apitar! Ainda vã chorar muito por mim... Até te digue mais... o Bêfica sou eu e mais 13,9 milhões!
Brincadeira à parte, foi mais um esclarecedor episódio da série "Como se fabrica um campeão".
O por demais evidente e inegável #colinho da última época foi apenas o mais desavergonhado do pós-74, mas outros existiram antes dele.
Aliás, vou mais longe e afirmo com todas as letras que, para mim, o último campeonato do Benfica conquistado por mérito própriofoi o de 1993/94. Todos os (poucos) que se seguiram ficaram manchados por episódios vergonhosos:
- Em 2004/05, um dos mais renhidos de sempre, venceram escandalosamente à custa de muitos episódios de favorecimento, cujo mais mediático foi sem dúvida a transferência do jogo Estoril- Benfica para o Algarve e respectiva arbitragem, tendo por isso ficado carinhosamente conhecido como o campeonato do Estorilgate. Mas não se pense que foi o único escandâlo nessa época, foram muitos e bons. Aliás, se bem me lembro, terminou em beleza no Bessa...
- Em 2009/10 assistimos impotentes, amordaçados pelos apitos morgados, ao campeonato do túnel onde o melhor jogador da liga, de seu nome Hulk Não Tarda Vão Levar Cinco, se deixou apanhar... e apanhou um castigo de quatro meses de suspensão que o obrigou a falhar 18 jogos, mas que à posteriori, foi reduzido para... 3 jogos! Tal como o menos mediatizado Sapunaru, que viu a pena ser reduzida de seis meses para quatro jogos. Brilhante.
- Em 2013/14, o ano de maior discrição... foi um colinho ali, um andor acolá, sem levantar grandes ondas e a coisa fez-se. Em homenagem a Eusébio...
E não, não houve mais. Campeonatos, digo.
Como sempre faço neste ponto do meu discurso, todos estes favorecimentos ilícitosem nada justificam a nossa incompetência própria. Sabemos desde sempre que para ganhar temos que vencer mais do que o adversário de cada jogo. Já está assimilado no nosso ADN. Cada uma destas 4 épocas (sim, foram só 4, não batam mais nos ceguinhos) teve a sua dose de erros meus, desde o descalabro pós-Gelsenkirchen até à inépcia de Lopetegui, passando por Jesualdo "Tenho Medo" Ferreira e Paulo "Oho I'm an Alien, I'm a legal alien..." Fonseca.
Mas como também sempre faço questão de acrescentar, não há qualquer relação directa entre a nossa menor competência e o sucesso do Benfica. Por outras palavras, não é pelo facto de estarmos mais fracos, a jogar menos bem ou a falhar mais golos que o Benfica ganha o direito de vencer seja o que for. Não entendem? Eu explico. A jogar mal também se ganham campeonatos. E taças. Porque o nosso "mau" pode ainda assim ser melhor que o "bom" dos outros. Como aliás foi em alguns destes anos. A não ser que outros factores externos desequilibrem. Como aliás aconteceu em todas estas quatro épocas acima referidas.
Faço votos sinceros (e exigentes) para que não permitamos que 2015/16 entre para esta lista negra, onde aliás também se encontram o Boavista "canela até ao pescoço" e o Sporting "JVPenálti-Jardel". Até agora, nada a assinalar. Mas... estejamos atentos porque os indícios são como o Amor, estão no ar...
De regresso com mais 2 bilhetes para oferecer ao leitor mais perspicaz e afortunado, desta vez para o jogoF.C. Porto - Vitória F.C. que terá lugar no próximo domingo, dia 8 de Novembro.
Desta vez é uma imagem clássica de um grande keeper de outros tempos. Onde estará escondida a bola verdadeira?
Para se habilitar a ganhar, basta acertar qual dasrespostas à seguinte pergunta é a correcta:
Onde está escondida a verdadeira bola de jogo?
1 - Bola Azul
2 - Bola Preta
3 - Bola Laranja
4 -Bola Amarela
5 - Não há nenhuma bola escondida na imagem.
Já tem o seu palpite? Então é só responder na caixa de comentários.
As regras são as de sempre:
1 - Descobrir na imagem acima onde está escondida a bola de jogo verdadeira (ou se não está lá de todo) e escrever na caixa de comentários deste post qual a resposta certa, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória (pode comentar como "anónimo" desde que no comentário inclua estes dados).
2 - Entre os que acertarem, será sorteado o vencedor (através de uma app geradora de sorteios).
3 - Para ser elegível para os bilhetes, o concorrente deverá fazer o obséquio de seguir o FB e o Twitterdo DPCA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). Sim,
quem não tiver conta na(s) referida(s) rede(s), não será excluído por
isso... mas cuidado porque o Lápis irá investigar :-)
4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.
5 - Cumpridos todos os critérios, será anunciado o vencedor, que receberá instruções no seu email sobre como e quando levantar os bilhetes.
6
- Mesmo que já tenha Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá
oferece-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.
6 - Este passatempo termina às 23h00 de dia 5 de Novembro e o vencedor será anunciado até ao final de dia 7.
7
- Se o vencedor não reclamar o prémio até à data do anúncio, será feito
novo sorteio entre todos os que tiverem acertado na resposta (e assim
sucessivamente até se encontrar um vencedor que reclame o prémio).
E é só! Mais simples não podia ser. Concorra e divulgue!
Antes de terminar, falta ainda dar conta do vencedor da edição anterior, bem como de revelar onde estava escondida a bola de jogo.
Na edição #8 (vs. SC Braga), o grande vencedor foi Ezequiel Andrade, bafejado pela sorte no sorteio composto por todos os que acertaram na resposta correcta...
A perspectiva de Ezequiel Andrade em pleno Dragão
... a Bola Azul, conforme se comprova pela imagem original!
Todos os que AINDA não tiveram a sorte de ganhar, têm já nova oportunidade para concorrer e quem sabe... quebrar o enguiço. Façam as vossas apostas!