domingo, 15 de novembro de 2015

A leste


Que me desculpem os estimados leitores pela falta de "notícias", mas tenho estado a leste.




A leste do teclado, para começar. Afortunadamente, não sou um espécie de ganso em vias de se tornar foie grás, confortavelmente sentado a escrevinhar em frente ao monitor enquanto um tubo ligado ao esófago me alimenta sem qualquer esforço da minha parte. E me faz engordar o fígado até me matar. Não sem antes me fazer viver dias a fio com dores insuportáveis, é claro. Não sou, sou apenas um ser humano com vida própria e tal.

A leste do futebol também. Não vi o inútil jogo da seleção nem quis saber de detalhes. Perfeitamente inútil. E culpado de outro fim de semana sem futebol a sério, pelo que não lhe perdoo. Na mesma onda, também não vi os jogos do play-off de apuramento para o Euro 2016 - mais justificáveis mas igualmente culpados. Vi o Argentina - Brasil para desanuviar das tristes novas do momento. Não consegui, mas sempre assisti a um dos mais entretidos e movimentados superclássicos de que tenho memória. Não se jogou muito bem, mas jogou-se muito. E houve molho, que lhe deu aquele gostinho especial.

A leste da compreensão.

Tinha planeado escrever sobre a situação política nacional enquanto o futebol não regressa. E ainda o farei, certamente. Quando sexta passada me preparava para me arrastar do sofá até ao posto de escrita, vi um tweet sobre o amigável França-Alemanha que havia sido interrompido por suspeita de bomba. Cativou-me a atenção e fui até ao canal apropriado. A Sky News, obviamente. E depois a CNN. E a France24, a Al-Jazeera, o Euronews, a RAI News. E também, nos intervalos para publicidade, os canais nacionais. Fiquei irremediavelmente colado ao "pequeno" ecrã.

Porquê?

Com que finalidade?

Quem é que está a produzir estes monstros e qual a nossa quota-parte de responsabilidade nisso?

Fartei-me (literalmente) de ler e ouvir idiotas e mentecaptos a justificarem o injustificável e, pior ainda, a explicarem motivos e oferecerem soluções, um 2-em-1 de estupidez e ignorância, muito aproximado do nível dos assassinos que semearam o terror por Paris na sexta passada.

As redes sociais, essa enorme rede de esgotos do atraso civilizacional humano. Como se já não bastasse o degradante resultado offline do nível geral de ignorância e boçalidade que caracteriza a imensa maioria dos seres humanos que poluem e delapidam este nosso belo planeta, de repente "demos-lhes" um meio que tem tanto de fácil como de covarde para nos presentearem, a cada segundo, com diarreia mental atrás de diarreia mental.

Regra geral sou tolerante, importa dizer. Procuro não ler comentários de ninguém a nada (excepto aqui no blogue), mas se por acaso me distraio e cedo à tentação, costumo ainda assim refrear o meu instinto primário de baixar muitos níveis e responder à letra. E então se se tratar de futebol, até me consigo rir de tanta boçalidade junta.

Hoje não. Desde sexta passada que não. Ainda não.

É absolutamente verdade que antes e desde então se passaram no mundo coisas piores. Certamente até enquanto escrevo este desabafo. Piores na quantidade e na qualidade da demência humana. Perdão, desumana. Mas não é por isso que desvalorizo os ataques de Paris. Contextualizo apenas. Se é certo que hoje a dimensão das tragédias se mede muito pela quantidade de vítimas, também não é errado dizer que é uma medida incompleta. É que se por um lado tendo a valorizar todas a vidas de igual forma, por outro sinto necessidade irreprimível de acrescentar atributos e contextos que as ordenem e diferenciem entre si. No entanto, há sempre um elemento comum que me (nos, certamente) transtorna: os inocentes. Inocentes nesse incidente fatal, obviamente. Não faço ideia se nas suas vidas foram abnegados altruístas, sacanas da pior espécie ou qualquer coisa pelo meio. Quase sempre qualquer coisa pelo meio, é igualmente certo. 

Os actos terroristas de sexta passada em Paris foram cometidos por gente que não compreendo. Honestamente. Mesmo considerando que "a ignorância é a mãe de todos os males" (Rabelais), não consigo compreender o que leva indivíduos deste século, nascidos e criados na nossa civilização ocidental, a abdicarem radicalmente do uso do seu intelecto e com isso, das suas próprias vidas, em nome de uma "causa" repleta de falsidades e com isso destruir aleatoriamente o máximo de vidas que conseguiram nos seus últimos instantes de vida. É assombroso. É assustador. O que lhes terão feito? Por que situações terão passado ao ponto de aceitarem chegar a este caminho de sentido único? É culpa minha, de alguma maneira indirecta? Se calhar é, mas não consigo encontrar a ponte que me leve ao outro lado. 




Seria simples e reconfortante abraçar a mais do que desenvolvida teoria de que nós, ocidentais, somos desde sempre uma "sociedade" egoísta, que apenas se preocupa verdadeiramente com o seu bem-estar, em nome do qual explora sem escrúpulos as demais "civilizações", supostamente mais atrasadas no seu processo de desenvolvimento. E que inevitavelmente esse egoísmo nos haveria de trazer a este ponto, porque a miséria e o desespero são sempre excelentes pontos de recrutamento de pessoas dispostas a tudo, precisamente porque nada têm ou tudo perderam. 

A obscena opulência a que possam assistir à distância enquanto os seus próximos e queridos padecem pela falta de um pedaço de pão ou de um banal medicamento é de facto um poderoso desinibidor, que erradamente manipulado por gente que já por lá passou ou apenas vive à custa disso, se transforma finalmente num colete-bomba a disparar uma Kalashnikov de forma indiscriminada.

Seria simples e reconfortante, mas não esclarecedor. Porque faltam peças no puzzle. 

Primeiro, porque não é linear que alguém desesperado perca o discernimento ao ponto de querer inflingir igual sofrimento a pessoas inocentes. E sim, eles sabem que são inocentes, por muito que os seus "treinadores" lhes contem uma data de patranhas, de índole religiosa ou outra qualquer. Podem não querer "ver", mas sabem. E isso é, pelo contrário, um poderoso desinibidor.

Segundo, porque não explica a existência dos instigadores, essas vastas redes de recrutamento e treino. Podem ser eles próprios vítimas da sua realidade, mas daí a dedicarem a sua existência a fazer mal a inocentes através de outros inocentes - onde, à partida, todos perdem - vai uma grande distância. Não pode ser nem apenas nem sobretudo por isto. Lamentavelmente, os motivos serão ainda mais reles. A ganância.

Terceiro, porque entre as fileiras dos jihadistas de hoje contam-se muitos "ocidentais". Ainda que tenham ascendência em países muçulmanos (só uso esta expressão por falta de uma melhor para os caracterizar num grupo uniforme), já nasceram em França, Alemanha, Inglaterra ou noutro qualquer país ocidental. E lá foram "criados" e supostamente "aculturados". Só que não foram (muitos deles). Este é um problema já há muito identificado e que está a gerar terroristas nascidos nos nossos quintais: a não integração plena e consequente marginalização das comunidades imigrantes, mesmo após várias gerações. Mas muitos simplesmente se tornaram delinquentes, gangsters, etc. Dentro de casa. O que os leva "agora" a entregarem-se nas mãos dos seus irmãos de sangue, deslocarem-se para os campos de treino e regressarem para matar os seus concidadãos? Dar emoção a uma vida fútil? Fazer cumprir uma qualquer profecia adulterada? Levar ao extremo o conceito de jovem rebelde? Não sei. Mesmo. Mas como acredito que todos sejam providos de massa cinzenta - por muito pouca que possa ser - qualquer explicação será sempre insuficiente.

Não vou desenvolver qualquer teoria sobre o que pretendem os ordenantes de mais um massacre. Já há demasiados doutores e idiotas (e doutores idiotas) a fazê-lo, basta dar um pontapé no Google que caiem centenas de uma vez só. No entanto, para mim é claro que, seja o que for, falharão. Nós, ocidentais, podemos ser gatos gordos como Bono Vox um dia disse (ainda que referindo-se a uma minoria de muito, muito gordos) e com isso estarmos acomodados ao nosso conforto. Mas que ninguém pense por um segundo que alguma vez abdicaremos do nosso modo de vida e das nossas tradições por mais terror que espalhem no nosso seio. Transtorno, rupturas, dor. Tudo isso é inevitável. Mas no fim prevaleceremos. Sem dúvida. 

Mas tal não nos deve inibir de começar já a reparar os muitos erros que temos cometido a lidar com outros povos e civilizações. Não pode ser a força das armas a impor o que quer que seja, está mais do que provado que nunca resulta, em lugar nenhum. Terá de ser a força das ideias, devidamente abraçadas pela solidariedade e pela compaixão, que definitivamente nos impeçam de desfrutar do nosso conforto alheios à miséria que nos rodeia. No outro lado do mundo, noutro continente, noutro país e já agora, à porta de nossa casa.


Termino com sentida homenagem a todos os inocentes que perderam a vida e aos que os perderam a eles, na passada sexta em Paris. Extensiva a todos os inocentes de todas as raças, credos e convicções, que já sofreram, ainda sofrem e virão a sofrer. E fico a pensar: por eles, serei eu capaz de pegar numa arma e matar os culpados sem hesitar? Empalideço com a resposta.


Tenho perfeita consciência de ter escrito sem grande nexo de causalidade bem como de não ter ordenado as ideias para as tornar mais compreensíveis. Nem sequer vou reler, confesso. Que me desculpem os estimados leitores, mas hoje sou eu que preciso da vossa compreensão.



Do Porto com Amor


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Dia de jogo: FC Porto - Vitória FC (2-0)


Rolha difícil de sacar. Mas lá saiu, ainda a tempo do brinde. Ainda que, no fim do dia, sem muito para festejar.


"Merci, Saint-Layún!"


Se calhar avanço directo para a segunda parte. Afinal, foi o que nós fizemos, mais coisa menos coisa. Acelera, meia oportunidade, trava, engonha, volta a acelerar e a criar oportunidade... e volta a travar. Intervalo.

Regressámos bem do balneário (ALELUIA!), a pressionar alto desde o primeiro minuto. E a insistir sem desistir, vaga após vaga de ataques não concretizados. Resilientes. A dizer aos jogadores do Vitória que seria uma questão de tempo até entrar o primeiro. E foi.

Quando não temos medo de mandar, os outros tendem a aceitar a nossa superioridade e, mais minuto, menos minuto, resignar-se a ela. Não quero com isto menosprezar o Vitória, que a par do Estoril, foi a equipa que melhor jogou no Dragão está época (Champions incluída). Mas contra factos é difícil inventar argumentos. E o adversário não os teve quando precisou de ir atrás do prejuízo e nós também não facilitamos.

Abrandamos o ritmo após o primeiro, até excessivamente em detalhes como a demora na reposição da bola em jogo (não gosto nem se justificava neste jogo), mas tudo em nome do holly freaking control. Avaliada a inofensiva resposta ao nosso golo, voltamos então a acercar-nos (calmamente) da baliza de Raeder e aos 84' fizemos o segundo, que sentenciou em definitivo o vencedor.

Abou quebrou finalmente o recente enguiço e Layún voltou a fazer o gosto ao pé. Outros ficaram por marcar, mas 2-0 costuma valer três pontos e hoje a tradição manteve-se. Vamos às notas.



Pressão ofensiva no regresso do balneário. Começava-se a pressentir o primeiro da noite...


Notas DPcA: 

Casillas (6): Uma noite ainda mais tranquila do que o habitual. Nada a relevar.

Maxi (6): Jogou com um cilindro a menos, mas lutou como sempre. Menos esclarecido e assertivo do que é seu timbre, mas ainda assim assistiu (não sei se intencionalmente) Layún para o segundo. 

Melhor em Campo Layún (8): Depois do belo jogo que o levou a ser eleito MeC em Haifa, voltou a "exceder-se"e arrancou uma enorme exibição. Cada vez ganha mais peso na equipa, em particular na missão de construir golos. Outro golo e outra assistência é muito bom. Pelo que esta segunda distinção (consecutiva) é apenas justa.

Martins Indi (7): Porventura um dos melhores jogos com a nossa camisola. Excelente a eliminar na raíz potenciais lances perigosos do Setúbal, na antecipação e na raça. Boa leitura dos lances. E ainda fez uma perninha na frente. Claramente o melhor central nesta altura.

Marcano (6): Continuo o seu calvário auto-infligido, com lances infantis que oscilam entre a lobotomia e a displicência. E eu insisto: porquê Ivan? Assim, havendo justiça, vai para o banco quando Maicon estiver apto.

<-46' Rúben Neves (7): É o menino que joga e faz jogar a equipa. E o mais interessante para mim, é que lhe descubro muitos pormenores que o denunciam como um verdadeiro predestinado. Não é um joga bonito, mas é um joga fácil. Que bom. O motivo da sua substituição é para mim uma incógnita (foi-me sugerido que seria o receio de que visse o segundo amarelo, mas obviamente não posso crer).

Danilo (7): Outra exibição de qualidade, ainda que com menor envolvimento ofensivo do que contra o Maccabi. Auxiliou a malta toda ao seu redor, um verdadeiro facilitador de jogo. Vai Godzuki!

<-59' Evandro (6): Segunda oportunidade consecutiva, segunda oportunidade desperdiçada. Para brilhar, pelo menos. É um jogador inteligente, com futebol nos pés, mas que parece demasiado preso às tarefas que lhe são consignadas para o demonstrar. E durante boa parte dos primeiros 45, denotou inclusive dificuldade em perceber o jogo colectivo face ao que os companheiros lhe davam e pediam. Não esteve mal, mas também não se evidenciou. E temo que assim voltará ao banco ou à bancada muito em breve. 

Tello (7): Está a subir de rendimento, é notório de jogo para jogo, o que confirma a minha "teoria" de ser um slow starter. Mas, à semelhança de Marcano, teima em oscilar entre a competência e a palermice. Tão depressa faz uma boa arrancada como a seguir cruza para a superior. Recupera bem a bola para depois a entregar infantilmente ao adversário. Felizmente hoje teve muito mais competência do que palermice (apesar dos desaparecimentos temporários do jogo) e assim vai continuar na equipa.

<-73' Brahimi (6): É sempre o inimigo nº1 das defesas contrárias e com esse estatuto vem a vigilância redobrada. Não estando nos seus melhores dias, tende a manter os olhos na relva e a desperdiçar os lances que constrói. O que o enerva (e a nós também). Hoje foi uma noite dessas. E veio de lesão (...).

Aboubakar (7): Jogo semelhante ao de Haifa, com muito suor e ajuda aos companheiros (até na ala) mas com desacerto na baliza. Até que a bola finalmente entrou. Esperemos que seja o tónico que lhe faltava para regressar aos muitos e bons golos.

->46' André (6): Entrou bem no jogo, tal como toda a equipa na segunda metade. Menos notório o seu trabalho mas ainda assim importante. Ajudou a pressionar alto até que se quebrasse o enguiço. E depois continuou a jogar, controlando a sua zona de influência.

->59' Osvaldo (6): Lançado cedo no jogo em função do nulo que se mantinha, procurou jogar simples e envolver-se nos desenhos ofensivos. Não esteve particularmente feliz, mas foi importante a empurrar o Setúbal para as cordas para que outros a seguir lhe enfiassem dois socos. Com a saída de Brahimi, ficou sozinho na frente mas não teve nenhuma oportunidade para marcar.

->73' Imbula (6): Entrou a tempo de fazer os suas investidas de marca rumo à área contrária, mas desta vez bem sucedidas, a entregar a bola no momento certo (ou seja, antes de a perder). Uma dessas subidas esteve mesmo na origem da assistência de Maxi para Layún. Foi pouco (tempo) mas bom. E se o fizesse durante 90 minutos?


Lopetegui (7): Mais um novo meio-campo de sua autoria (deve divertir-se a calcular combinações) que, não apenas mas também, contribuiu para o nulo ao intervalo. Como o pior cego é sempre o que não quer ver, teve a audácia de mexer cedo e bem e colheu os frutos. Era impensável não ganhar, mas aos 60' já havia quem temesse o impensável. E um enorme pormenor: desde há muito, muito tempo, é o primeiro treinador a deixar três (sim, três!) jogadores na linha de meio-campo nos cantos contra. Há quem diga que é coragem, há quem defenda que é irresponsabilidade, para mim é tal e qual o que deve ser quando estamos empatados em casa com o Setúbal. Bravo. Obviamente que aquele esbracejamento descontrolado junto à linha me enerva solenemente (sobretudo quando, em momento da mais pura ironia, o faz pedindo calma aos jogadores), mas estou perto de aceitar que não é defeito, é feitio...


Três jogadores na linha de meio-campo nos cantos contra: cojonudo!


Outros intervenientes: 


Sim senhor, rica equipa tem este Vitória, caro Quim Machado. Hoje valeram muito pelo conjunto, mas gostei especialmente de ver André Horta (nº77) e Costinha(11) nas movimentações ofensivas e Rúben Semedo(35) a defender. E o gigante alemão Raeder na baliza, claro. Não foram quase nada ameaçadores da dama de Casillas, mas também não jogaram à Paulo Fonseca.

Já o senhor de vermelho - o tal escolhido de encomenda - cedo mostrou que não se sentia confortável no Dragão. E seguiu a velha máxima de que mais vale agradar a quem nomeia do que arriscar a ser caseiro. No final, justiça lhe seja feita, o saldo é largamente positivo (conduziu bem o jogo, procurando não o parar em demasia) excepto no critério de amostragem de amarelos, sempre mais apertado para o nosso lado.



Pena foi que a noite não terminasse como deveria, com o Sporting a apenas 3 (ou 2) pontos de distância. O Cosme Manchado voltou a fazer das suas e carregou os leões rumo à imerecida vitória. Antes da expulsão que lhe deverá valer vários jogos de castigo (haja justiça), Naldo cometeu um penálti tão descarado que até Octávio Malvado deve ter corado. Como é que se deixa passar impunemente um lance tão evidente? Ah, já sei, é a fazer peixeirada em programas apaineleirados e a trocar piropos com o quarto árbitro em pleno jogo. Afinal, resulta. E já antes, Slimani tinha também feito outro penálti que poderia inclusive dar bónus: expulsão pela cotovelada, se o árbitro assim o interpretasse. Enfim, fica registado, para memória futura dos calimeros.



Segue-se mais uma desesperante paragem para as seleções e depois um fim-de-semana só para a taça. A sério, é um desespero para quem gosta de vibrar com a competição. Um futebolis interruptus. Mas enfim, é o que é. Regressaremos para a visita ao Angrense e uns dias depois, para a recepção ao Dynamo de Kiev.



Do Porto com Amor



domingo, 8 de novembro de 2015

Hoje joga o Porto! (vs Setúbal)


Vindos de um empate na competição e com um jogo em atraso, não se admite nada menos do que uma vitória. E convincente, se possível.

Foi boa a viagem a Israel, trouxemos de lá os três pontos e correspondente contentor de €uros e ainda a moral reforçada. Não deslumbrou mas teve alguns momentos de bom futebol, livre, sem as habituais grilhetas que a posse obsessiva impõe. E isso será sempre relevado por mim. 

Não façamos confusão, no entanto, quanto às prioridades. Primeiro, ganhar, sempre. Depois, jogar bem e merecer a vitória. E quanto à destrinça entre competições, nem valeria a pena repetir-me, mas porque este Porto é tão europeu, eu faço o obséquio: o campeonato, sempre

A não ser que estejamos na final da Champions e "me" obriguem a optar entre jogá-la na máxima força ou antes ir com tudo no jogo decisivo do campeonato. Mas como actualmente essa questão até já nem se coloca, dada a data da final e sobretudo o facto de ser disputada ao sábado, eu insisto: CAMPEONATO, SEMPRE! Nem oitavos, nem quartos, nem sequer meias de nada: campeonato.

E para conquistar o campeonato 2015/16, temos obrigatoriamente de vencer este Vitória de Setúbal (FC de nome), que chega ao Dragão num momento de forma muito interesssante. Sobretudo para um clube que na última década (se não mais) tem vindo a ser fustigado com graves problemas relacionados com a sua própria sobrevivência enquanto clube de futebol profissional. 

Alheio a toda esta envolvente, Quim Machado (raio de nome, homem) tem vindo a conseguir bons frutos do seu trabalho. Deve dizer que nem sequer o tenho em grande consideração enquanto treinador, mas é inegável que está a fazer um pequeno milagre à beira-Sado, pelo menos assim parece visto de fora. Actual sexto classificado da liga, é um conjunto que tem conseguido melhores resultados fora de casa e que marca muitos golos (16 no total). Portanto, se o seu treinador não se resignar à sorte divina do senhor dos autocarros, poderemos ter um jogo bem interessante em perspectiva.

Do nosso lado, destaque para o regresso surpreendente de Brahimi ao lote dos disponíveis, imediatamente convertido em convocado. Ainda sem Maicon mas já com Osvaldo, eis o onze que proponho para hoje:


É o chamado regresso à normalidade. De novo, só não coloco Danilo a "seis" porque me parece prudente tê-lo a 100% caso seja necessário substituir alguém da defesa e, mais uma vez, não mora nenhum no banco.

Por último e ao contrário do que é meu hábito, deixo já um pré-aviso de possível mau tempo: diz que o árbitro foi escolhido a dedo, mais uma vez. Para seguir com atenção, em casa ou no estádio.

Quem vai ter o privilégio de assistir no estádio e apoiar o nosso Porto é a Cláudia Cardoso, a feliz contemplada com os 2 bilhetes oferecidos pelo Do Porto com Amor.

Por ela e por todos nós, que seja um partidazo e que regressemos a casa com a barriguinha cheia de golos (marcados) e de bom futebol.

Vamos a eles!


Do Porto com Amor



sábado, 7 de novembro de 2015

Onde está a bola? #9 - VENCEDOR!


Está encontrado o grande VENCEDOR da nona edição de "Onde está a bola?", que desta vez ofereceu 2 BILHETES para o jogo contra o Vitória FC que será disputado no próximo domingo, dia 8 de Novembro.

Antes de ter o prazer de revelar o vencedor, vamos "descobrir" qual a resposta acertada através da comparação da fotografia original com a "mascarada" :



Gordon West, uma lenda do Everton

Facilmente se conclui que a resposta certa era... a BOLA PRETA!

E agora... tenho o verdadeiro prazer de anunciar que, de entre os muitos que acertaram na resposta, o... ou melhor, a feliz contemplada foi:



Cláudia Cardoso !


Finalmente uma senhora a vencer, já era devido... parabéns Cláudia! Já está confirmada a reclamação do prémio, pelo que agora basta entrar em contagem decrescente até que chegue a hora de ir para o estádio... para então poder respirar aquele maravilhoso ar portista do nosso Dragão e assistir ao grande jogo de domingo!

O nosso agradecimento a todos os participantes e uma menção especial aos que continuam a acertar na resposta mas ainda não foram favorecidos pela Dona Sorte, aos quais envio um incentivo adicional para continuarem a tentar... porque um dia será o seu!


Nota final: o DPcA tem finalmente activo o sistema de subscrição por email, que permite que o estimado leitor seja notificado na sua inbox sempre que um novo artigo é publicado. O pessoal que tem concorrido a este passatempo fica por defeito adicionado, basta clicar no link do email de confirmação para finalizar o processo (se não receber, p.f. procure no spam/junk ou em "promoções" no gmail). Se desejar remover-se basta clicar no link apropriado no final do email (ainda que eu não consiga imaginar porquê...). A todos os demais, recomendo vivamente que o façam inserindo o seu email no campo apropriado aqui a direita... um pouco mais acima... isso mesmo, as "Cartas de Amor"!



Do Porto com Amor (e bilhetes e subscrição por email!)



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Tweet! Tweet! #1 - O Grande Aldrabowski


Navegava eu pelas águas calmas do Twitter DPCA quando me deparo com um RT de um companheiro portista relacionado com as transferências nada suspeitas do Benfica para o Valência. Já não consegui desligar e fui ver... era o Grande Negociador em xeque!


Legenda:

VFC - Valência
AG - André Gomes
RM - Rodrigo Moreno
JC - João Cancelo
EP - Enzo Pérez

Segundo esta informação (de adeptos informados do clube Che), o Valência pagou 85M pelos quatro jogadores ao Benfica que apenas reteve 53,5M, torrando o restante - 31,5M! - em "gastos e comissões". Ou seja, mais de 37% do que o Valência pagou não acabou nos cofres dos encarnados. Mesmo descontando os cerca de 10M da parcela destinada ao Benfica Stars Fund (que foi recomprado pelo clube por imposição regulamentar), continua a ser uma percentagem inacreditável de desperdício.

Se já todos sabíamos que o "tudo a 15 milhões" só poderia ser uma farsa, agora ficamos a conhecer em detalhe o grande businessman que é o presidente do Benfica. Confesso que não sei se os benfiquistas já tinham deduzido isto pela análise dos seus R&C, mas o que sei é que não vi nenhuma notícia do género a desmascarar mais um embuste negocial de LFV. Sobretudo da parte dos palermas que se fartam de mal-escrever sobre a relação do Porto com a Doyen, acusando-a de incluir remunerações obscenas mas que depois se esquecem de olhar para as negociatas do SLB.

A dura realidade a que os grandes portugueses se submeteram (o Sporting de outra forma, mais gravosa, mas isso fica para outro dia) é esta, ou aceitam pagar as "remunerações obscenas" ou reduzem dramaticamente o seu nível de gastos, perdendo "toda" a competitividade internacional e até nacional, se os rivais não seguirem o mesmo caminho.

Mas obviamente que para os merdia nacionais, o que em casa de uns é submissão duvidosa, na de outros é sucesso empresarial.

Um dia destes ainda me deparo com um tweet a demonstrar que a Emirates recebeu dinheiro para aceitar colocar o seu nome nas camisolas saltitantes...


Do Porto com Amor


Nota: amigos sportinguistas, que tal serem apenas Not Portugal? É que conseguem embaraçar-nos ainda mais do que o glorioso... (nem tentem falar do Bayern, 12-1 ok?)