sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Onde está a bola? #11 - VENCEDOR!


E na 11ª edição de "Onde está a bola?" temos a segunda senhora a vencer o passatempo!

Antes de revelar o nome da felizarda que vai poder assistir ao Porto - Paços de Ferreira do próximo sábado com uma companhia à sua escolha, vamos às imagens para decifrar a resposta acertada.







Fica portanto fácil de ver que a resposta acertada é a BOLA LARANJA!

Desta vez foram apenas três os concorrentes que acertaram e o sorteio (app Lucky Raffle) ditou que o... aliás, a grande vencedora é...




... Maria Teixeira!


O meu agradecimento a todos os participantes e uma menção especial aos que continuam a acertar na resposta mas ainda não foram favorecidos pela Lady Luck, aos quais envio um incentivo adicional para continuarem a tentar... porque um dia será o seu!



Nota final: o DPcA tem finalmente activo o sistema de subscrição por email, que permite que o estimado leitor seja notificado na sua inbox sempre que um novo artigo é publicado. O pessoal que tem concorrido a este passatempo fica por defeito adicionado, basta clicar no link do email de confirmação que já receberam para finalizar o processo (se não recebeu, p.f. procure no spam/junk ou em "promoções" no gmail). Se desejar remover-se basta clicar no link apropriado no final do email (ainda que eu não consiga imaginar porquê...). A todos os demais, recomendo vivamente que o façam inserindo o seu email no campo apropriado aqui a direita... não é aí, é lá em cima junto ao título do post... isso mesmo, nas "Cartas de Amor"!



Do Porto com Amor (e bilhetes e subscrição por email!)




quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Dia de jogo: CF União - FC Porto (0-4)


Já tinha saudades desta leveza de espírito. Vitória normal e fácil, fruto da uma nova atitude.

E a vida sorri...

Finalmente um jogo dentro dos parâmetros expectáveis quando o Porto defronta um União

Sem desprimor para os madeirenses, que reagiram bem a uma desvantagem madrugadora de três golos. Apesar de nunca terem verdadeiramente estado próximos de marcar, conseguiram pelo menos evitar uma goleada histórica, sofrendo o quarto golo já perto do final do jogo.

Hoje e por uma vez, entrámos decididos a pegar no jogo e até a mandar nele, como deveria ser sempre que defrontarmos qualquer equipa deste campeonato (mais prudente na visita aos redutos dos dois rivais, naturalmente). Equipa bem subida, com a defesa encostada à linha do meio-campo e os médios e avançados a pressionarem logo na saída de bola do União. Coincidência ou não (ou não), fizemos três golos em 22 minutos. Três golos. Que é o mesmo que dizer que ganhámos o jogo nesses 22 minutos. Depois foi só gerir. É bom, não é? Então porque não fazê-lo sempre? 

Outra coisa que é capaz de ter ajudado foi aquilo que podemos apelidar de táctica do quadrado. O que é? Apenas um nome pomposo para a forma mais simples de jogar futebol e fazer golos, que é jogar pelos flancos. Pelos dois flancos, em simultâneo. Impossível sem desequilibrar a equipa? Não, se houver as indispensáveis compensações dentro do quadrado. Pensem nos marcadores e "construtores" dos 3 primeiros golos, vejam a imagem e já continuámos.




Primeiro golo, boa jogada pelo flanco esquerdo com Brahimi a desmarcar Layún que foi até à linha cruzar para o cabeceamento feliz de Herrera. Nota de destaque para a presença de pelo menos mais dois jogadores na área na zona de finalização, coisa rara no futebol desta nossa equipa.

Segundo golo, Corona recupera a bola na raça (alguém imagina o Tello a fazer semelhante?) entregando-a a Maxi, que já em zona de cruzamento descobre Brahimi à entrada da área, que inventa novo golaço.

Terceiro golo, o argelino abriu na direita para Corona que arrancou um cruzamento de que bateu na toupeira e entrou directo. Mas ainda assim, foi mais um cruzamento para uma área onde vários companheiros se preparavam para entrar e atacar a bola.

Tudo passou pelos pés dos quatro homens que formaram este quadrado (até o quarto golo começou na assistência de Layún, mas aqui resultado de uma bola parada).



Notas DPcA: 


Casillas (6): Noite tranquila que até por isso não justificava aqueles passes mal medidos e mal pensados. Tem demasiada experiência para ainda ter a pretensão de nunca poder jogar feio. Não compliques, hombre.

Melhor em Campo Layún (8): Regresso às boas exibições e à sua participação directa nos lances decisivos - mais duas assistências para a sua conta pessoal. Muito interessante.

Maxi (7): Mais um que meteu duas abaixo e subiu a rotação do seu jogo para mais próximo da sua normalidade. Voltou a trincar a língua, lutando por todas as bolas no seu radar e ainda fez uma assistência. Seja bem regressado, seu Maximiliano.

Marcano (6): Dos jogos mais tranquilos dos últimos tempos, mas ainda assim com trabalho. Esteve genericamente bem, pese a precipitação num ou noutro lance.

Martins Indi (6): Exibição semelhante à do seu companheiro central, a cumprir sem nada de assinalável.

Danilo (8): Belo jogo do menino Godzuki, que deu mais força à minha suspeição de que ele e Rúben juntos acabam por ser um pouco redundantes contra equipas "menores". Assumiu por inteiro a sua zona e envolveu-se bem nos lances ofensivos, em especial os de bola parada, de onde nasceu o seu golo.

Herrera (7): Uau! Quem diria... afinal la cucaracha sabe jogar (razoavelmente) à bola... um golo feliz, com o menino Joãozinho a pregar uma partida ao seu GR, mas mais do que isso, participou positivamente nas acções colectivas, dando-lhes até alguma profundidade que tem faltado. Não deixou de fazer os seus disparates, mas também não se lhe pode pedir tudo de uma vez. Já lhe podiam ter dado a estatueta à mais tempo, carago!

<-87' André (6): Desta vez não deu nas vistas nem foi decisivo, mas ainda assim trabalhou muito e bem. O melhor que se pode dizer da sua exibição é que ajudou (bastante) os seus companheiros a brilhar.

<-78' Corona (7): Contra toda a lógica, passou directamente de não-convocado para titular e... contra toda a lógica, deu-se bem com isso! Além da felicidade que teve no seu golo, foi o extremo que deveria ser sempre, concentrado e confiante na sua missão ofensiva sem no entanto nunca descurar o apoio ao seu lateral de circunstância.

<-70' Brahimi (8): Segundo jogo consecutivo a marcar e a jogar bem, que luxo. Esteve bem mais solto do que em Tondela, ajuizando melhor os tempos de finta e de passe. E mais um belo golo de autor. Até na bonomia com que aceitou a substituição se percebeu que já estava satisfeito com o que havia dado ao jogo. Que seja para manter.

Osvaldo (5): Foi imprudente no lance da expulsão, sobretudo quando uns segundos antes tinha já encostado noutro adversário nas barbas do árbitro, mas não o vou crucificar por isso porque concordo com Lopetegui na avaliação que fez do lance: terá acertado na perna com os pitons traseiros mas claramente a disputar a bola; ajustava-se o amarelo pela imprudência mas nunca o vermelho. Até esse lance, é que as coisas não sairam bem. Continua desintegrado da equipa, pelo que pouco jogo lhe chega ou passa por si. Menos ainda em situações de finalização.

->70' Varela (5): O primeiro a entrar, para dar descanso a Brahimi. Integrou-se sem sobressalto no momento do jogo e da equipa, em que já não se procurava muito para além de deixar o tempo correr tranquilamente.

->78' Maicon (5): Foi a jogo fruto da expulsão de Osvaldo, em mais uma dança de posições na equipa. Passou pelo jogo sem se dar por isso.

->87' Evandro (-): Sem tempo útil para ser avaliado.

Lopetegui (7): Até me sinto mais leve chegado aqui. A sério, sempre a bater no mesmo ceguinho voluntário, cansa. Desta vez, nem na reorganização pós-expulsão vou bater. Hoje guardei a moca no armário e não a tiro de lá. Voltou a inovar no onze inicial, com pouca lógica disse eu à priori, mas o que conta é o resultado (não só do jogo como também do que se jogou) e esse foi categórico. Porque abordamos o jogo com a atitude mental correcta e o jogo sorriu-nos de volta. Se quando a equipa entra apática culpo o treinador, hoje tenho que o felicitar pela tão desejada mudança de chip. Queria muito que tivesse sido o início de um novo ciclo, mas isso só os próximos capítulos poderão (ou não) confirmar. Aguardemos, pois. Entretanto, bien hecho!



Outros intervenientes:

Já me referi ao União, que foi aniquilado em vinte minutos e como tal, se limitou a conter danos num primeiro momento e depois a um breve esboço de reação no regresso do intervalo, que rapidamente sucumbiu perante a impotência de alterar o curso do jogo. Não consegui identificar nenhum jogador que se destacasse dos demais.

Já o senhor Paixão esteve em evidência, como sempre faz questão de estar. Sem grandes complicações num jogo que se resolveu cedo, tinha que deixar a sua marca no jogo com a precipitada expulsão. Outros lances também deixaram dúvidas, incluindo uma disputa de bola na nossa área em que Maxi e Élio Martins se agarram mutuamente e acabam por cair. Nesse acho que ajuizou bem porque não me pareceu merecedor de grande penalidade, mas mal ao marcar falta ofensiva. Não que tivesse qualquer influência, mas Paixão de camisola vermelha é isto, um cúmulo de erros que nunca se sabe quando acabam em tragédia.



O adversário não era de topo, como não é nenhum do nosso campeonato, mas o momento era (é?) delicado, pelo que não podemos desvalorizar a categoria ou a importância desta vitória. Não ficou tudo bem de um dia para o outro, mas temos agora um novo balão de oxigénio que deverá continuar a ser enchido já no próximo sábado, quando defrontarmos o Paços no Dragão. A propósito, ainda podem concorrer aos DOIS BILHETES que estamos a oferecer, clicando aqui.

Até lá, teremos uns dias mais descontraídos. Já fazia falta, vão saber bem.



Do Porto com Amor




quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Hoje joga o Porto! (vs União da Madeira)


Acerto de calendário em dias difíceis. Equação perigosa que só admite uma solução.


Em frente que melhores dias virão! - Bruno Sousa


Naquele que é indiscutivelmente o período de maior contestação a Lopetegui, uma viagem à Madeira para acerto de calendário. Se tiver partido de si o adiamento na primeira tentativa, deve agora estar muito arrependido de o ter feito.

Dois jogos francamente maus (ainda que com resultados opostos) puseram a nu as fragilidades da equipa e sobretudo das ideias deste treinador. Como sempre no futebol, enquanto se ganha (ou se vai ganhando) pouco se questiona. Aliás, questiona-se mais quem ousa questionar: "estamos a ganhar, não estamos?". Pois, o problema é que quem joga como esta equipa, está apenas a um pequeno passo de não ganhar. 

Hoje vamos defrontar outro dos últimos classificados, o também recém-promovido Clube de Futebol União e num estádio que (também) não é o seu. Muitos paralelismos com o Tondela, excepto num pequeno pormenor: o jogo é na Madeira.

Já o disse e reafirmo, isto do "trauma da ilha" é uma fantochada sem pés nem cabeça, com um grau de obscurantismo inaceitável numa equipa profissional. Houve uma coincidência de maus resultados (provocados por más exibições) e nada mais. Nada mais.

Portanto, o que espero que Lopetegui tenha feito nestes últimos dias e continue a fazer até à hora do jogo é remover qualquer bloqueio mental que possa subsistir nas cabeças dos jogadores. E claro, já agora, que apresente o melhor onze possível do grupo que levou consigo na convocatória. Falta lá Bueno, não sei por que motivo, mas os que viajaram são mais do que capazes de vencer o jogo. 

Mais uma vez o técnico complica a sua própria vida com decisões difíceis de decifrar. Além da exclusão de Bueno, decidiu agora chamar Angél. Agora, que Maicon está recuperado e portanto um dos defesas já terá obrigatoriamente de ficar no banco. Enquanto o central esteve lesionado, fizemos uma série de jogos sem um único defesa entre os suplentes (com o mesmo Angél e Cissokho disponíveis). Agora que Maicon voltou, volta também o lateral. Alguém entende isto? Se sim, que me faça o favor de explicar.

Seja como for, o único resultado admissível para hoje é a vitória. Gostava de acrescentar adjectivos como "robusta" ou "convincente", mas prefiro não fazer de conta e concentrar-me na única coisa que interessa nesta altura: ganhar. Qualquer outro resultado poder revelar-se insustentável.

E para ganhar, há que jogar com os melhores. Para mim, hoje seriam estes onze:




Como sempre, jogue quem jogar, terá capacidade (mais do que) suficiente para ganhar. Por isto e por tudo o resto, vamos a eles!


Do Porto com Amor



P.S. - não podia deixar de voltar aqui para registar a tremenda reviravolta protagonizada pelo Porto B esta tarde, frente ao Farense. A perder por 0-2 ao intervalo, viraram o jogo marcando 4 golos consecutivos e consentindo um já perto do fim. Vitória por 4-3, liderança destacada e uma atitude à Porto. Neste momento, são eles que merecem vestir a nossa pele. Espero que as vedetas tenham assistido e corado de vergonha. Logo não lhes peço o mesmo futebol, apenas a mesma atitude.




terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Ontei sonhei que... #2


... a zanga das comadres da segunda circular era, afinal, uma enorme farsa mediática montada pelos seus astutos líderes, com o intuito de entorpecer o espírito combativo que sempre nos caracterizou, assistindo de poltrona à peixeirada pública com que águias e leões nos têm presenteado dia sim dia sim.

O eixo do mal ?


Em detalhe, ontem sonhei que, a altas horas da madrugada, tinha entrado num qualquer prostíbulo da noite alfacinha (ao engano, claro está) e que o primo do Luisão me tinha indicado e conduzido a uma mesa recatada num dos cantos mais escuros do decadente estabelecimento. Ao sentar-me, qual não foi o meu espanto ao reconhecer dois vultos na mesa adjacente, num recanto ainda mais escuro do que o meu. 

Enquanto via os dentes do primo do Luisão a afastarem-se e a sua mão a estalar os dedos a duas jovens casadoiras, realizei que quem se sentava na mesa ao lado, quase ao colo um do outro, eram nada mais nada menos do que os digníssimos presidentes de Benfica e Sporting

Contaram-me que nestes locais do demo raramente se consegue conversar sem ser ao ouvido e com uma garrafa de espumante (paga ao preço de champagne) já servida, mas por sorte o pigarro de Bruno de Carvalho sobrepôs-se à musica ambiente e lá consegui ouvir metade da conversa.


BdC - Mas você acha que isso pode resultar? Olhe que eles lá em cima não são parvos...

LFV - ...

BdC - Eu sei que você come as papas na cabeça do Vitor Pereira, aliás toda a gente sabe, mas...

LFV - ...

BdC - Três para vocês e dois para nós porquê? Nem pensar, como o Sporting ninguém se m...

LFV - ...

BdC - Sim, tem razão, desculpe lá a lenga-lenga, é o hábito. Ok, têm mais adeptos, pode ser... Mas como é que vamos fazer isto? Estamos sem cheta, sem jogadores... o Marco é um chato do car...

LFV - ...

BdC - O Octávio? Você quer matar-me de riso? Nem para adjunto!

LFV - ...

BdC - O Inácio também não, é um mitra... deixe-me pensar... só se fosse o Jesus!

LFV - ...

BdC - Você até "agardece"? Isso é que é confiança... Queima o Vitória e daqui a dois anos mete um a sério? Você lá sabe...

LFV - ...

BdC - Mas e o Vitinho alinha nisto?

LFV - ...

BdC - Está lá dentro no privado? Maland... Ah... com o Reinaldo... porra pá, que gajo esquisito...

LFV - ...

BdC - Certo! Vamos fazer de conta que nós vos gamamos o JJ (sem ele saber, claro) e depois passamos a vida com comunicados e queixas uns contra os outros! Olhe, se me der na gana até me pego com aquele gordo asqueroso...

LFV - ...

BdC - Ah! Ah! Ah! Não é o Barroso, é o vosso! Combinado então! Aqueles morcões nem vão perceber o que lhes acertou!


De repente senti-me enjoado - não sei se pela visualização mental do ninho de amor do Vitinho e do Reinaldo ou se pelo espumante barato que entretanto uma das casadoiras me foi despejando pela goela abaixo - e senti a inadiável necessidade de ir arejar.

Enquanto me dirigia para a saída, ocorreu-me que ali se estava a escrever outra das páginas mais negras do futebol português, como se o Sr. Oliveira ainda não tivesse caído da cadeira. E também que foi dos melhores discursos que havia ouvido de LFV. 

Ao passar pela escadaria de acesso aos privados, vi alguém descer e passar por mim a grande velocidade, semi-nu, e logo atrás outro vulto, o de um finguelinhas, a gritar "Não fujas meu Reizinho, a noite ainda é uma criança!", mas que com a excitação tropeçou e vinha estatelar-se mesmo em cima de mim... 

"Acorda, tens que levar as crianças à escola!"

Ufa. Salvo pelas crianças.


Obviamente, foi apenas um pesadelo. Obviamente, a Liga Aliança não passou de um tentativa falhada de LFV se tentar perpetuar no SLB, a salvo de qualquer efeito nefasto de qualquer pó incriminador. Obviamente, o #colinho não passou a #colinho. Obviamente, o primo do Luisão não sabe estalar os dedos.


Obviamente. Mas e se não fosse apenas um pesadelo?



Do Porto com Amor




The Show Must Go On


Em noite de gala azul e branca, houve também pragmatismo encarnado e providencial mão divina pintada de verde... e azul pastel.




Pela primeira vez assisti a uma gala dos Dragões de Ouro de princípio ao fim. E devo confessar que, contra as minhas expectativas, não dei o tempo por mal empregue.

Primeiro porque teve momentos de verdadeiro portismo. Lamentavelmente, quase limitado aos vídeos exibidos entre troféus, mas houve. Quem viu a divertida reportagem de rua e ouviu portistas como nós a desafinar o hino e a escolher os seus heróis preferidos, não pode certamente ficar indiferente.

Em segundo, porque houve justíssimas homenagens a alguns dos galardoados, desde a nadadora Diana Durães até ao nosso supercraque do andebol Gilberto Duarte, passando pela distinção de carreira ao massagista da natação Manuel Ferreira Pinto e a póstuma recordação do "pai de todos os jogadores", o senhor Domingos Pereira.

Em terceiro, porque houve comédia.
Da boa, pela doce voz radiofónica da grande Joana Marques, que não desperdiçou a oportunidade de, através de fina ironia, malhar forte e feio nos da segunda circular. 
E da , com a entrega dos Dragões de Ouro de futebolista e dirigente do ano a Herrera e Adelino Caldeira. Presumo que por esta ordem, mas se invertida o espanto não seria maior. Patético, para não ir mais longe.

não gostei do discurso de Pinto da Costa. Eu que nunca tinha assistido a nenhum nesta circunstância, esperava uma espécie de discurso de estado da nação portista, ao estilo da tradição anual do presidente norte-americano. Esperava renovação de convicções, recados para dentro e para fora e acima de tudo, uma mensagem de mobilização das hostes portistas, que por estes dias desconfiam muito de tudo e de todos e também por isso necessitavam de ser reconfortados pela voz de comando. Mas não, foi um discurso inócuo como o futebol de Lopetegui, divido entre a longa introdução, a nomeação e justificação de cada um dos galardoados e a valorização de um conjunto de infraestruturas, como se fossem estas a porta de acesso a um futuro rumo ao infinito. Como se fosse essa a essência do nosso clube.

Tudo somado, foi um pedaço de noite relativamente bem passado. Ainda que passando por cima (ou ao lado) do paupérrimo momento que o futebol atravessa. But... The show must go on.


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Terminado o nosso espetáculo, fui ver o dos outros.

Começo pelo Braga-Benfica, onde mais uma vez os de Lisboa tiveram o pragmatismo de uma equipa pequena, consciente das suas limitações, e a felicidade de, do outro lado, estar um treinador que se contenta em ser melhor, mesmo perdendo. Para que não me entendam mal, a única crítica que faço é a Paulo Fonseca, que não teve a audácia (eu diria decência) de ter esta postura no jogo do Dragão. O Benfica, felicito por tirar o melhor partido do pouco que tinha para esta partida. Quem não tem águias, caça com pardais. Parar é que não, porque... The show must go on.

Por último, o milagre da noite. Mais um.
Mas desta vez não foi Jesus nem um árbitro a fazê-lo, foi um jogador. Do Sporting? Não, isso era muito fácil... do Belenenses! Razão tem quem diz que jogar no clube dos viscondes deixa marcas para toda a vida. Quando o jogo estava irremediavelmente empatado a meio dos descontos... eis que surge o milagre. E uma adivinha: sabe o estimado leitor o que é que Liedson e Tonel têm em comum? Ambos resolvem. No final, quem tinha razão era JJ: os campeonatos também se ganham assim. Ai não que não se ganham. The show must go on.



Do Porto com Amor