quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

The Almost One


Confesso que fui apanhado de surpresa. Não contava de todo que fosse esta a escolha da direcção para suceder a Lopetegui.

Como muitos, apenas duvidava entre a vinda imediata do treinador para as próximas épocas (com Jardim e Marco à cabeça das minhas preferências) e a de um “interino de provas dadas” como Jesualdo Ferreira.


Adrego Design

Por José Peseiro, de facto não esperava. E não, a surpresa não foi positiva. Tenho lido (com agrado) vários argumentos válidos que justificam o acerto da contratação no contexto actual e até lhes reconheço uma boa lógica, mas simplesmente sinto que é curto para as nossas ambições.

Após dois falhanços consecutivos, esperava uma contratação à Pinto da Costa: relâmpago, eficaz e a provocar ahhhs em toda a gente. Quero lá saber se o(s) preferido(s) está/ão a trabalhar, queria é que ele fosse convencido e viesse de imediato treinar o meu clube!

Não foi assim. Foi José Peseiro o escolhido. Discordo da escolha.

Por que motivos ?

- Pelo seu historial profissional. Falhou no Sporting (pouco releva que quase tenha ganho) e não tenho ideia de que posteriormente tenha tido verdadeiro sucesso em algum lado. Sim, ganhou-nos uma Taça da Liga. Mas convenhamos que é manifestamente pouco.

- Pela desconfiança que a sua contratação vai gerar junto dos adeptos. Não é uma pessoa que (enquanto treinador) granjeie empatia com facilidade. A sua forma de falar, a sua postura corporal, tudo contribui um pouco para isso. Prova disso são as dificuldades que tem sentido em todo o lado por onde a sua carreira tem passado. Haverá uma quantidade relevante de adeptos dos seus ex-clubes que o tenha em boa conta? E claro, a lembrança do regozijo que provocou em muitos portistas aquando das decepções leoninas - e o medo que as coisas se invertam agora.

- Pelo contexto do clube. Escolher alguém que não gera à partida um consenso alargado, no momento actual que a equipa atravessa, é exponenciar o risco de forma pouco avisada. À primeira falha, que margem de manobra sobrará a José Peseiro? Quanto do seu capital de reconhecimento, granjeado durante todos estes anos, estará PdC disposto a apostar em sua defesa?

Definitivamente, não seria José Peseiro a minha escolha. Mas eu sou apenas um adepto.


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Dito isto, vamos ao futuro.

Não o longínquo, mas aquele que começa já hoje (ou talvez amanhã).

José Peseiro é agora o meu treinador. Sim, o meu, não apenas o da SAD ou de Pinto da Costa, mas o meu também.

Como tal, só lhe posso garantir o meu apoio incondicional durante os jogos, ainda que sempre crítico antes e depois deles, até que um dia deixe de o ser. Já nada me interessa tudo o que fez antes de cá chegar, apenas me interessa o que fará daqui em diante.

Meu caro Zé, só te posso desejar todo o sucesso do mundo, porque ele será também o meu, o nosso, o de todos os portistas. Tens agora uma oportunidade dourada (quem sabe se a única) de provares a todos e a ti próprio que o “quase” foi apenas uma infeliz conjugação de factores, que és capaz de ir até ao fim e cortar a meta em primeiro. Pode parecer-te injusto, mas o mínimo que te peço é sermos campeões já este ano. E o mínimo que te exijo é que te esforces por compreender o que é o FC Porto e que o respeites em cada momento de cada jogo. Não é muito, mas é tudo. Vamos a eles carago!


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Hoje joga o Porto! Às 19h45, em Famalicão, para disputar o nosso segundo jogo na Taça da Liga. 

É absolutamente irrelevante que as nossas possibilidades de apuramento sejam muito reduzidas, teremos que (como sempre) entrar fortes, assumir o favoritismo e vencer. Só isto. E depois... e depois José Peseiro is in da'house!


Do Porto com Amor



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Stop. Rebobina a fita, puxa o filme atrás. Stop. Replay


Nada como umas más horas de sono para pôr as coisas em perspectiva.



Já temos treinador. Thy name is Peseiro, José Peseiro.

Vamos por partes.


1 - Há umas semanas atrás, deixei bem clara a minha posição sobre a então eventual mudança de treinador a meio da época.

"Como regra, não acredito em mudanças de treinador a meio do percurso. Apenas se reunidas condições excepcionais e incontornáveis admito que a mudança possa trazer benefícios. E que condições poderão ser essas?
 
a) O treinador abandonar o clube unilateralmente;

b) Já não haver nada para ganhar na época desportiva;

c) A direcção decidir mudar de rumo, ter já encontrado o sucessor e ele estar disponível para assumir funções de imediato, começando já a preparar a época seguinte enquanto luta pelos objectivos ainda atingíveis da actual.

Mas - um enorme "mas" - no caso desta última alínea, esta opção representa para mim o assumir de um rotundo falhanço por parte da direcção. As ilações que cada sócio portista retirar do processo, deverão ser reflectidas no seguinte acto eleitoral."

Isto é o que mais releva desse post para o assunto em questão. Mas recomendo a leitura completa para melhor compreensão do meu pensamento sobre todos os intervenientes.

Primeira conclusão: Pinto da Costa e a sua direção falharam duas vezes neste processo. Primeiro, na manutenção de Lopetegui após a desastrosa época anterior. Segundo, ao despedi-lo a meio da época - contradizendo as suas convicções de há seis meses atrás - sem ter uma alternativa melhor já contratada para lhe suceder.


2 - Não havendo plano B, foi Rui Barros o cordeiro sacrificial escolhido para carregar com o peso morto desta equipa até que finalmente fosse encontrado o sucessor do basco. Conseguiu fazê-lo com sucesso nos dois confrontos com o Boavista (apurando-nos para a meia-final da Taça) mas falhou estrondosamente em Guimarães. 

Segunda conclusão: a ausência de um plano custou-nos mais 3 pontos, numa jornada em que o líder até empatou em casa com o último. E não se ouve a voz a um dirigente portista desde que tivemos a fugaz passagem pelo primeiro lugar. Haverá correlação entre uma e outra? Aposto que sim.


3 - Ontem à noite, o universo portista foi brindado com mais uma notícia estrondosa: José Peseiro é o escolhido para recolher e colar os cacos desta equipa, reabilitando-a de forma a ainda conseguirmos atingir o nosso grande objectivo de qualquer época, sermos campeões. Apesar de todas as pequenas catástrofes que já vivenciamos esta época, estamos a apenas 5 pontos do primeiro quando ainda faltam disputar 48 pontos! Quarenta e oito! Isto após uma semana em que foram apontados muitos nomes para assumir o nosso comando técnico, um deles o próprio Sérgio Conceição que nos acabou de derrotar. O que tinham em comum? Serem portugueses e (na minha opinião) os "interessantes" estarem todos empregados. E Peseiro também, já agora.

Terceira conclusão: José Peseiro não era nenhuma das primeiras opções do plano de contingência traçado à pressa pela SAD. Terá sido a quarta ou quinta solução, já apontando para baixo. É evidente que Conceição foi sondado, tal como AVB, Marco Silva e Leonardo Jardim, pelo menos. Podem não ter sido "contactados directamente", brinquem o que quiserem com o português, mas foram sondados. 

Quarta conclusão: aquele Porto a quem bastava estalar os dedos para que qualquer treinador português abanasse a cauda e suspirasse de ilusión já não existe; a dura realidade é que hoje em dia já nem sequer conseguimos convencer aspirantes a deixarem os seus medianos (ainda que muito bem pagos) empregos para virem treinar o Futebol Clube do Porto. Sim, porque não estamos a falar de treinadores consagrados, que já venceram tudo ou qualquer coisa que fosse, mas sim de técnicos jovens, promissores mas com quase tudo por conquistar no futebol (apenas AVB não se enquadra nesta conclusão, já têm CV, ainda que ganho cá ).


4 - No meio disto tudo, estão previstas eleições no clube ainda antes do final da temporada. E se nada mudar entretanto, de novo com lista única.

Quinta conclusão: seria de todo recomendável que as eleições fossem adiadas para setembro/outubro, por dois motivos principais. Primeiro, para que a actual direção pudesse ser avaliada pela totalidade das épocas desportivas que compuseram este mandato. Segundo, para que outros interessados tivessem tempo para ganhar coragem e preparar as suas candidaturas com projectos credíveis. Ainda não averiguei se alguma questão estatutária o impede, mas em todo o caso temo que apenas se a voz de muitos portistas se fizer ouvir alto e em bom som é que será colocada a hipótese do adiamento.


Termino renovando o meu apelo a todos os portistas com aspirações a serem presidentes do meu clube: se querem ter a possibilidade de conseguir o meu voto, é agora que têm que dar a cara

Agora é que o clube precisa de alternativas, para que cada um as possa comparar e escolher em função da sua avaliação. Nada poderia ser mais nocivo do que voltarmos a ter eleições de lista única. Tem que haver quem contradiga, quem esteja atento, quem pense diferente. 

O tempo da unanimidade está morto e enterrado. Quase arriscaria dizer que para sempre. 

Quem continuar na penumbra, assistindo impávido enquanto Roma é consumida pelas chamas, para depois surgir como o salvador da pátria, só terá o meu desprezo. O meu e de muitos milhares de portistas, tenho quase a certeza.


Quanto a José Peseiro, é já a seguir. Estou mesmo a acabar a digestão. A carne de sapo sempre me provocou uma azia terrível, ainda para mais em sashimi.


Do Porto com Amor




segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O novo Zé


It's SAD, so SAD

It's a SAD, SAD situation
 

And it's getting more and more absurd
 

It's SAD, so SAD
 

Why can't we talk it over
 

Oh it seems to me
 

That sorry seems to be the hardest word




Estou sem reacção. Paralisado. Peseiroso.



Do Porto com Amor




O Elefante de Circo


Falhanço total. Não há outra forma de abordar estes noventa minutos de Guimarães.

"Isto é só um pesadelo, estou a sonhar acordado. Daqui a nada vou tirar as mãos e..."


Aos 15 segundos de jogo surgiu a primeira jogada de perigo... para o Vitória. Estava escrito nas estrelas o fado que o destino nos tinha reservado?

De maneira alguma! Fado é bom e eu gosto, mas tocado e cantado. O resto... são cantigas.

O problema não é o destino mas o que temos feito com ele. Esta equipa não acredita em nada. É como o elefante de circo, que após muitos anos de vergastadas e cativeiro, já não necessita estar preso, porque já não acredita em nada diferente. Mesmo removendo os grilhões que durante muito tempo lhe prenderam as patas, ele não foge. Está preso àquele passado a que se habituou e dele já não consegue escapar.

(Aproveito a metáfora para apelar ao fim dos animais de circo em Portugal. Todos eles.

Esta equipa é neste momento um velho elefante de circo, demasiado presa aos costumes da era lopeteguiana. O basco foi-se, mas o espartilho das suas ideias continua por cá. Este jogo foi todo ele uma desesperante caminhada rumo ao cadafalso, de princípio ao fim. Não posso acusar os jogadores de falta de esforço ou até atitude. Posso sim, afirmar sem receio que nenhum deles esteve à altura de ser um jogador do Porto. Porque nenhum teve a presença, a coragem e o discernimento para assumir as responsabilidades, gritar bem alto com os companheiros dizendo-lhes "Estamos livres! Vamos jogar futebol e ganhar esta merda!". Nem um. Todos se resignaram à falta de ideias, à falta de soluções tácticas, à falta de crença de que poderiam mesmo marcar golos. Que poderiam e que iam marcar, desse por onde desse! Vive-se um sentimento de orfandade tal na equipa que se nos parte o coração. De desespero.

Não me apetece analisar muito em detalhe o jogo porque acredito que nenhum de nós se importe muito com isso. Já passou. Apenas quero deixar escrito que assumimos todas as despesas do jogo, muito caudal ofensivo mas pouquíssimas oportunidades reais de marcar. Um tremendo desperdício de energia a fazer o cerco ofensivo, mas quase total incapacidade de entrar no castelo e salvar a princesa. Ah, e mais uma expulsão na equipa. Sintomático.

O que me interessa saber é quem e quando alguém da direção do meu clube vai parar de fazer de morto e dar a cara, explicando sem rodeios o que se passou com Lopetegui e o que pretendem fazer de imediato para estancar esta ferida aberta, que a cada dia que passa dá a sensação de sangrar mais. Pior do que este resultado, só mesmo não darem a cara no final. Lamentável, meus senhores.

Mesmo sem essas explicações, antecipo que este jogo foi o fim de linha para Rui Barros enquanto técnico principal, pelo que lhe quero agradecer por mais uma vez se ter sujeitado ao que acabou de acontecer, sem receio quanto ao seu próprio futuro no clube (ou tendo-o, fazendo de conta, ao colocar o pedido que lhe foi feito acima de si). 

"FOD@-SE! É mesmo verdade..."


Vamos rapidamente às notas DPcA:


Dia de jogo: 17/Jan/2016, 20h30, Estádio D. Afonso Henriques. Vitória SC - FC Porto (0-1).

Iker (1): Falhou por completo a sua missão. Foi ele quem pressionou o botão "eject" ainda o avião estava a levantar voo.

Maxi (6): Jogo de muito suor e foi dos mais esclarecidos em missões ofensivas. Merece ser salvo do naufrágio.

Layún (5): Mal, Miguel, muito mal. É o que dá criar expectativas tão elevadas... ter exibições em que nos levas a pensar que és sempre capaz de colocar a bola com açucar num dos teus colegas e de seguida abraçares-te a eles em festejo. Não és, mesmo descontando este Aboubakar.

Marcano (6): A imagem que me vem à cabeça sempre que penso nele é a dum pudim de gelatina. Abana por todo o lado ao mais pequeno sobressalto. Hoje até tentou ajudar a equipa a construir, quando nenhum dos médios parecia estar interessado em fazê-lo. Pena que a sua função principal não seja essa. Fica o esforço.

Martins Indi (6): Outro que se entregou ao jogo sem reservas mas não conseguiu ser realmente útil à equipa. Mas, lá está, garantiu serviços mínimos na sua função principal: defender.

Danilo (6): Foi o melhor do meio campo, sobretudo porque durou o jogo todo. Sem ser brilhante, foi importante nas recuperações que nos iam permitindo lançar uma vaga após a outra de tentativas de assalto.

<-86' André André (5): Foi dos melhores na primeira parte, mesmo sem ser exuberante. Mas o termo de comparação principal era Herrera e portanto, não lhe posso dar muito crédito por isso. O pior foi a segunda metade, em que se escondeu e não assumiu a pesada responsabilidade. Tens que assumir, André. Mesmo debilitado fisicamente, não te podes esconder. Já não estás em Guimarães... 

<-72' Herrera (3): Enfim, lá voltou ele à sua normalidade de passes ridículos e más decisões. Tudo o que vai fazendo de bom acaba inevitavelmente por sucumbir a tanto disparate de amador. Alô Napoli?...

<-62' Corona (5): Lá tentar, tentou. Mas estava tão desinspirado que quase sempre fez mal. Precisamos de muito mais de ti, meu rapaz. Muito mais.

Brahimi (6): Mais um que merece um lugar no bote de salvamento. Fez muito ainda que com pouco acerto. Mas fez e merece ter esse crédito, sobretudo perante a impiedosa mediocridade que o rodeou. 

Aboubakar (1): Desisto. Por agora, pelo menos. É neste momento uma autêntica nódoa negra, um bloqueador do jogo ofensivo da equipa. Não só não marca a dois metros da linha de golo como nega aos companheiros a possibilidade de o fazer. O primeiro amarelo é apenas mais um sintoma de uma cabeça avariada. O segundo pode até ter sido exagerado, mas pôs-se a jeito. Que bom que não vai poder jogar no próximo jogo. 

->62' Varela (5): Não desgostei da sua entrada, mas infelizmente não foi o suficiente para ajudar a virar o rumo dos acontecimentos. Fica a intenção, Silvestre.

->72' André Silva (4): Mais uma vez chamado ao jogo em circunstâncias extremas. Deu umas corridas, uns tropeções na bola e já está. Insisto, estamos a atrasar o seu crescimento. Devolvam-no à equipa B!

->86' Sérgio Oliveira (-): Sem tempo para ser avaliado, mas suficiente para ainda ver o amarelo. Está tudo com os nervos à flor da pele...

Rui Barros (1): Uma despedida triste e inglória. Merecia melhor sorte e que os jogadores tivessem feito muito mais por isso. Certamente terá tido a sua quota-parte de culpa, mas seguramente é das mais reduzidas.

Nota: é evidente que todos os jogadores são capazes de muito mais do que isto. Todos, sem excepção. As notas reflectem, como não poderia deixar de ser, aquilo que fizeram hoje e não aquilo que sei que podem fazer. Isto para dizer que não será saudável começar agora a questionar o valor de toda a gente, nós sabemos que são bons jogadores (uns mais do que outros, é certo).


Outros intervenientes: 


Parabéns ao Vitória que "das suas (muitas) fraquezas fez forças". Não os censuro minimamente por se terem começado a atirar para o chão desde o minuto 75, todos sentiram que estavam perto de fazer história para o seu clube e não quiseram desperdiçar a oportunidade. Conforme tinha referido na antevisão, têm alguns jogadores interessantes. Desde logo o seu jovem GR João Miguel, que parece ter demasiada qualidade para continuar em Guimarães para lá do verão. Tem pinta de craque. Ricardo Valente mostrou talento e os laterais merecem ser seguidos.


Quanto ao artista do apito Manuel Oliveira e seus muchachos, não tenho muito a comentar. Ficou claro desde cedo que não estavam lá para nos facilitar a vida, mas também não é essa a sua missão. Tenho uma dúvida imensa no golo, porque a incompetente/desonesta (riscar a que não interessa p.f.) realização da Sport TV não foi capaz de nos mostrar uma única repetição a partir da linha lateral. Nem uma. Não tem explicação nem se aceitam desculpas: incompetentes ou desonestos. Fora isso, pareceu-me desajustado o segundo cartão a Aboubakar. Não lhe descortinei um movimento suficientemente amplo do braço para que o árbitro pudesse considerar intencional.


Os próximos dias não serão fáceis.

Se não tiver um perfil insuspeito e um CV com provas dadas, o próximo treinador vai entrar já sob contestação e não lhe antevejo que lhe seja concedida grande margem  de manobra pelo exigente Dragão. Ele sim, será uma perfeita vítima dos últimos falhanços desta direção, cujo futuro aliás parece ser cada vez mais curto. 

Fico a aguardar ansiosamente a revelação do nome do nosso treinador (e até lá vou ignorar tudo o que me tem sido soprado, para não entrar em desespero), bem como da data das eleições do clube.



Do Porto com Amor



domingo, 17 de janeiro de 2016

Hoje joga o Porto! (vs V. Guimarães)


Um dos jogos mais importantes da nossa época onde apenas a vitória serve os nossos propósitos.


Na última década de "invasões" ao D. Afonso Henriques, conquistamos o castelo por sete vezes e empatamos três, dois deles nas duas épocas mais recentes. O jogo do ano passado ficou irremediavelmente marcado por uma vergonhosa arbitragem de Paulo Baptista, num dos andamentos programados do andor lampião.

Hoje estamos obrigados a vencer. Porque o Sporting escorregou, é verdade, mas sobretudo porque o Benfica venceu e soma mais três pontos do que nós. Cair para terceiro pode provar ser um golpe demasiado forte para a actual capacidade de resposta anímica da equipa. E por isso é fundamental ganhar.

No banco vai estar pela terceira vez Rui Barros (e provavelmente a última). Será mais um teste à sua capacidade de mobilizar as tropas e de as dispor sobre o relvado de forma a potenciar as suas melhores qualidades e minorar o impacto dos seus pontos fracos. Até agora os jogadores responderam afirmativamente, pelo que não espero outra atitude em Guimarães.

O adversário está numa trajectória ascendente, apenas interrompida por mais uma arbitragem determinada no jogo contra o SLB. Tem alguns jogadores interessantes a despontar, incluindo o nosso Otávio que hoje está impedido de actuar. E a orientá-los, o homem de quem tanto se tem falado: Sérgio Conceição.

Aproveito aliás a oportunidade para, duma penada, esgotar o assunto.

Não sou especial apreciador do estilo, nem pessoal, nem profissional. 

Considero-o um dos nossos, sem dúvida. Mas tende a levar aquela garra que tanto aprecio para lá do limite em que deixa de ser um factor positivo para se converter num problema. Tem problemas de temperamento e até que o consiga domar, será sempre uma bomba-relógio.

A nível técnico e táctico também não lhe descortinei ainda qualidades de excepção. No entanto, é ainda aprendiz e pode perfeitamente lá chegar. A final da Taça do ano passado foi dos piores jogos que vi um treinador fazer, quase perdeu o jogo sozinho depois de o estar a vencer de forma confortável. Disse-o na altura. Tal como disse que lhe poderia servir de lição e fazer daquela derrota um ponto de partida para o seu futuro, uma espécie de troféu negativo para afixar na parede como lembrança do que nunca mais quereria repetir.

Não tenho a noção exacta de quanto poderá ter evoluído desde então, mas é factual essa tal subida de rendimento da sua equipa. Não seria a minha escolha mas terá obviamente o meu apoio (se vier é claro).

Quanto à polémica, tão bem explorada pelos mérdia do costume, apenas tenho a dizer o que se segue. Se Sérgio se tornar nos próximos dias no nosso treinador, é evidente que os contactos já vêm de trás. E nesse caso, a única forma correcta de lidar com a situação teria sido ter assumido publicamente os contactos e o treinador já não estar envolvido na preparação deste jogo. Não por pensar que ele poderia tentar facilitar - não penso e desprezo quem o faz, mas porque à mulher de César não basta ser séria. Não podemos apontar o dedo às indignidades cometidas pelos nossos rivais para depois fazer de conta quando coisas menos claras se passam em nossa casa.

Regressando ao jogo de hoje, eis o meu onze:



Sem complicar. Os melhores disponíveis tendo em conta o adversário.

Vamos a eles carago!


Do Porto com Amor