sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Hoje joga o Porto! (vs Benfica)


Um problema inesperado a dificultar a tarefa que se prevê complicada mas inadiável: vencer para encurtar distâncias e manter legítimas aspirações de conquistar o campeonato.


Bruno Sousa

A má construção do plantel (e a não-correção do erro em janeiro) ficam visíveis do espaço a olho nú neste momento crucial da época. Quem dos (apenas) 3 centrais que constituem o grupo 2015/16 tira um lesionado e outro proscrito, fica com... Chidozie ou Danilo para acompanhar Indi no eixo da defesa.

Nenhuma das duas soluções me agradam especialmente, mas não é por achar que farão pior trabalho do que qualquer um dos ausentes. Não senhor, que desses não sinto falta nenhuma. É por motivos diversos.

Optar por Danilo a central na Luz significa retirá-lo da posição onde mais e melhor pode dar à equipa. Para agravar um pouco mais a situação, Danilo será possivelmente o jogador em melhor forma. Bom se pensarmos que se pode superar a central, mau considerando que deixará de estar no meio campo a travar as investidas vermelhas e a assumir o início das nossas.

Lançar Chidozie às feras num jogo tão exigente é um risco duplo. Para a equipa, que se pode ver reduzida a 10 num ápice por imprudência "natural" da impetuosidade e inexperiência do nigeriano. E para o próprio, sabendo-se o efeito que uma má prestação poderá ter no desenrolar da sua carreira. Se for o jovem central o eleito para a Luz e o jogo (lhe) correr bem, ganharemos uma nova solução para o centro da defesa. Se correr mal...

Problema bicudo para José Peseiro. Penso que tudo se resume à fé que o treinador (e direção) tenha em Chidozie. Se de facto acreditam que possa estar pronto para o desafio, que o lancem. Se duvidam, talvez seja melhor Danilo amanhã.

Por outro lado, a alteração forçada no centro da defesa poderá levar a que este quarteto caia na tentação de se proteger contra investidas nas suas costas recuando a linha defensiva. O que seria quase de certeza um erro fatal. Jogue quem jogar, parece-me fundamental que Peseiro vinque bem esta questão ANTES do jogo. Defender subidos e compactos, sem deixar espaços "fáceis" entre linhas.

E há ainda uma outra questão, relacionada não com este mas com o jogo seguinte: nem Danilo (castigado) nem Chidozie (não-inscrito) estarão disponíveis para Dortmund. Mas isso já são contas de outro rosário.

À parte deste problema central, espera-nos um jogo complicado num ambiente divertido.

Com Maxi a canalizar 99% das atenções encarnadas (e que a sua experiência fará certamente com que as devolva para onde o sol não brilha dos respectivos), os demais jogadores poderão ter mais facilidade em abstrair-se do cenário e focarem-se em exclusivo nas suas tarefas dentro de campo.

Será um jogo bom para Corona se mostrar. Brahimi terá vigilância muito mais apertada e com isso abrirá espaços para os mexicanos (Layún além de Tecatito). Espero também ver ressurgir a imensa alma de André, dado que tem andado um pouco desaparecida. E sonho ainda que Herrera ficará no banco, mas sei bem que me estou a iludir. E também que Abou esteja um pouquinho menos perdulário...

Consigo visualizar sem esforço uma vitória na Luz. Já as condições para a conseguir talvez sejam um pouco mais complicadas de garantir:

 - uma equipa de arbitragem isenta e inspirada

 - uma equipa concentrada, corajosa e solidária

 - um treinador inteligente, matreiro e audaz


Mas que é possível, é. Perfeitamente. Aliás, não será nada de extraordinário. Muito saboroso mas nada de extraordinário.

O meu onze para ganhar:



Este é mesmo decisivo. Para nós, claro. Creio até que o empate não será um resultado que Rui Vitória descarte a dada altura do jogo, se este estiver equilibrado e for forçado a arriscar para tentar vencer. Já nós não nos podemos dar a esse luxo. Se queremos ser campeões, temos que vencer. Empatar servirá apenas os interesses do Sporting. Perder significa começar a estar atento aos resultados do Braga.

Não vale a pena continuar a fazer de conta que matematicamente ainda será possível. Porque mesmo sendo-o, não o será.

Eu vou lá estar. Incógnito, no meio deles, como tanto aprecio. Espero conter-me quando fizermos o 0-3.

Vamos a eles c@r@lho! Com tudo o que temos. Com tudo o que somos!


Do Porto com Amor



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Vazio de Liderança


Em busca de explicações plausíveis para o momento que a equipa e o clube atravessam.




Tendo como ponto de partida as boas análises ao "caso Maicon" do Porta 19 e do Tribunal do Dragão, que o abordam de forma compreensiva e se complementam, permito-me aventurar directamente na busca dos porquês. Não apenas do que se passou com o tronco Roque no jogo de domingo passado, mas do que se vai passando com a floresta portista em geral.

Para mim Maicon é um alvo fácil, o verdadeiro sitting duck. Dentro do meu grupo de amigos, todos sabem bem da fobia que lhe desenvolvi há já muito tempo. Não entendo como alguém com tão pouco talento consegue uma carreira como a que ele teve até agora. Percebo que se tenha evidenciado no Nacional pelas aptidões físicas e que com meia dúzia de videos bem montados, o tenham conseguido vender ao Porto. 

Mas que se tenha mantido no plantel todos estes anos, inclusivé passando de segunda linha a titular e finalmente a capitão, já é mais do que um mistério. É um sinal evidente de que muita coisa mudou no clube. E para pior, infelizmente.

Maicon terá (terá?) porventura algumas características importantes de personalidade que o tenham feito aguentar nos vários planteis quando claramente o seu futebol não o justificava. É bravo, determinado e acredito que boa influência para o grupo. Num plantel de 25, pode haver espaço para manter um jogador assim, que compense fora de campo aquilo que não pode fazer dentro dele. Mas só se compreende se ele for terceira ou quarta opção na posição, tem que haver quem tenha qualidades futebolísticas para... como dizer... jogar!

Fazendo agora um zoom out, deixemos o pobre "capitão" a arder no seu pequeno inferno e foquemo-nos na equipa actual. E depois, nas várias equipas que nos representaram nestes últimos anos.

Sabendo-se que o paradigma do futebol profissional se alterou radical e inexoravelmente face há 30 anos atrás, altura em que, ano após ano, nos habituamos a ter equipas feitas de homens que se entregavam de corpo e alma à causa portista durante épocas a fio (e até carreiras inteiras), seria puro romantismo pensar que no Porto as coisas não evoluiriam com o "mercado". 

Apesar dos muitos sucessos que conquistamos a nível internacional (aliás, bem acima do nosso paygrade), nunca deixámos de ser um clube de dimensão média a nível europeu, não só em termos do apoio associativo, mas sobretudo a nível da capacidade financeira (ela própria, condicionada pela dimensão restrita da base de apoio). 

Cruzando a Lei Bosman com a entrada de cada vez mais recursos financeiros no futebol, pelas vias dos direitos televisivos (Liga dos Campeões, profissionalização absoluta da Liga Inglesa) e mais recentemente, dos bilionários oligarcas de origem duvidosa (ou nada duvidosa, se preferirem), o fosso que nos separa das quatro grandes ligas aumentou quase exponencialmente. Até ao ponto de um "mero" Stoke City (quéssamerda?) nos fazer o jeito de resgatar aquele que ameaçava ser simultaneamente o maior e o pior investimento da nossa história.

E para que serviu este longo introito? Para concluir algo evidente e simples: os melhores jogadores são contratados pelas equipas com maior poder financeiro. Apenas meia dúzia de equipas se pode dar ao luxo de dizer que "não vende", porque não precisa e porque pode pagar ao mesmo nível de quem se dispõe a comprar. Há outros fatores, evidentemente, que levam a que "qualquer" jogador prefira jogar num dos dois grandes espanhóis do que no PSG ou City, por exemplo, mas que não relevam para o caso do Porto, dada a diferença abismal de escalas.


Para o Porto, releva sim que as nossas referências de outrora só o chegaram a ser porque ficaram no clube o tempo suficiente. Muito nos anos 80, menos nos 90 e algum já neste novo século. Mas nem por isso deixamos de os ter. Ontem o Porto Universal focou-se um jogador que está no meu Olimpo pessoal de jogadores, onde não cabe mais do que um zodíaco: Lucho González. Também eu senti um vazio quando, apesar das juras de amor de jogador e clube, ele saiu para o OM. Não havia na altura mais ninguém que percebesse e gostasse tanto do clube dentro do plantel. Terá sido mesmo o último capitão digno desse estatuto. Tivemos Bruno Alves, Hulk, Falcão, Moutinho; e temos ainda Hélton - tudo gente com história importante no clube, mas sem aura de grande capitão. 

E mesmo aquando da segunda passagem pelo clube, Lucho já não seria o mesmo, mas sobretudo era o clube que lhe parecia irreconhecível. Voltou a sair, sem o reconhecimento e principalmente sem o aproveitamento de tudo o que poderia dar.




A aposta na contratação de jogadores passou a ser feita quase exclusivamente em função do potencial de retorno financeiro (quanto mais rápido, melhor) e quase nada em função do capital humano que cada um aporta consigo. Passámos a alavancar ainda mais as nossas finanças, aumentando o risco na mesma proporção e com ele, a obrigatoriedade de vender, vender, vender para sobreviver. A estratégia seria, obviamente, ir ganhando campeonatos pelo meio.

O apex (espero eu) desta política chegou com Lopetegui. Em definitivo, pôs-se de lado tudo o que tivesse a ver com capacidade de liderança, identificação com o clube e até, parcialmente, a estratégia de comprar "barato" para vender caro. O desespero que a época Paulo Fonseca gerou na SAD impeliu-os a dar um grande salto em frente rumo ao desconhecido. Treinador desconhecido e desconhecedor, jogadores contratados ao sabor das oportunidades mediáticas e dos interesses financeiros dos "novos parceiros" - incluindo emprestados sem opção de compra (o inverso da anterior política). Um melting pot de proporções bíblicas num clube bairrista - estão a ver a coisa a funcionar? Eu não.

Sobrou Maicon. Um dos mais antigos no plantel, deve contar para alguma coisa, terá pensado alguém. Pois, não conta. Os azulejos do estádio estão lá desde 2004 mas nem assim me parece que tenham perfil para liderar uma equipa. Domingo passado, partiu-se um azulejo.

Mas poderia contar? Poderia Maicon chegar a ser um bom capitão? Talvez. Será Maicon assim tão diferente de Bruno Alves ou Jorge Costa? Não creio. Se houvesse uma outra liderança, acima dele, em que se pudesse inspirar ou simplesmente mimetizar. Aquela liderança tão visível, tão presente, tão fundamental que durante décadas caracterizou Pinto da Costa. Que garantia, pelo exemplo, que ninguém se poderia posicionar acima do clube. Que exigia, pelo exemplo, que todos e cada um dessem sempre tudo em prol do clube. Que moralizava, pelo exemplo que dava combatendo quem nos ameaçava espoliar. Em suma, que liderava como só um grande líder o sabe fazer.

Esse grande líder está desaparecido. Continuo a vê-lo amiúde e a ouvi-lo de longe a longe, mas o seu espírito de liderança já não se faz sentir. 

Não se conclua no entanto que o maior problema do Porto é o seu grande presidente. Não é. O nosso maior problema é a falta de alternativas a Pinto da Costa. Quem por aí anda, com pretensões de um dia ser presidente, não pode continuar à espera que Pinto da Costa saia de cena. Não, o momento é agora. Esta direção precisa de ser confrontada com ideias alternativas e de responder com as suas próprias, para que todos os sócios possam avaliar tudo o que se lhes oferecer e escolher. É de poder escolher que este clube precisa. Mesmo que seja para manter o mesmo presidente, certamente algo mudará. E desta vez, para melhor.


Do Porto com Amor



Actualização: goste-se ou não do comportamento que Baía tem adoptado nos últimos tempos, nestas declarações de hoje acerta na mouche. Palavra por palavra.



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Gritante Falta de Qualidade


Sem estofo para resistir a Ángel, Maicon, Rui Costa e outras coisas mais. Mas a culpa maior mora noutro lado.

Getty images

Não foi o nosso pior jogo da temporada, nem sequer um dos cinco piores, arrisco dizer. Foi, até, em várias componentes do jogo, muito aceitável. Muito caudal ofensivo, boas oportunidades para fazer vários golos e entrega total ao jogo de grande parte dos jogadores.


Mas perdemos. Porquê?

 - Porque alinhámos com um tal de José Ángel de início, que com tudo o que não sabe nem sonha, nos deixou a perder aos NOVE SEGUNDOS de jogo. Nove. E que nos restantes 89 minutos e 51 segundos de tempo regulamentar conseguiu sozinho torrar uma dezena de cruzamentos que um júnior do Ramaldense transformaria em duas ou três assistências, sem grande esforço;

 - Porque alinhámos com um tal de Maicon, que além de ter menos jeito para jogar futebol do que uma cruzeta (um dos mistérios mais insondáveis do futebol mundial, pena ter-nos calhado a nós), hoje conseguiu atingir o Olimpo da infâmia, ao abandonar o jogo após um erro normal para o seu calibre;

 - Porque Herrera atingiu hoje a bonita marca de 100 jogos com a nossa camisola (outro mistério insondável, mas este de cariz exclusivamente interno), somando uma provável nonagésima péssima exibição sem que o treinador o mande tomar banho antes do apito final;

- Porque Aboubakar continua a falhar golos isolado frente ao GR adversário;

 - Porque Peseiro ainda não descobriu onde colocar Brahimi em campo, preferindo então retirá-lo dele;

 - Porque o Arouca, apesar do comportamento absolutamente vergonhoso de Bracali, Artur e mais uns quantos, sob as instruções precisas de um tal Lito, tem um avançado que hoje não falhou golos isolado frente ao GR adversário;

 - Porque no meio do lodo pantanoso em que se converteu a arbitragem nacional, ainda subsiste gente como este tal de Rui Costa, que não sendo à partida viciado como muitos outros que por lá proliferam viçosos, é simplesmente muito mau naquilo que faz. Aliado a um qualquer zé-ninguém de bandeira na mão da sua igualha, sonegou-nos um golo limpíssimo num momento decisivo do jogo; E depois, permitiu uma repugnante demonstração de anti-jogo durante 25 minutos que além de nos ter impedido de jogar, insultou todas as pessoas que gostam de ver jogar-se futebol.


Eu, que não tenho aspirações presidenciais, aventuro-me ainda assim a pensar que partilho com o Pinto da Costa um dos seus muitos dons, o de saber interpretar os assobios do público do Dragão. E socorrendo-me dele, consigo descortinar com relativa facilidade que os tremendos assobios para Maicon, Ángel e até Herrera não foram mais para os próprios do que para o presidente e direcção que lidera. 

São absolutamente evidentes desde o início da época as enormes debilidades que fragilizam o nosso plantel mas nem assim tiveram a competência de as eliminar ou no mínimo debelar neste mercado de inverno. 

Defesas laterais para além de Maxi e Layún? Zero.

Centrais de qualidade indiscutível? Zero.

Goleadores? Um, ou melhor, meio.

O que andaram Pinto da Costa, Antero e os seus nebulosos parceiros das Doyens, Gestifrutas e afins a fazer durante o mês de janeiro?


Última nota para os outros assobios, desta vez protagonizados pelas duas claques em forma do cântico "uma vergonha, vocês são uma vergonha": profundamente injustos! Se Herrera, Ángel e sobretudo Maicon mereciam isso e muito mais, outros como Danilo, Layún, Rúben, André, Corona, etc. não. Correram, jogaram, tentaram. Não foi por eles que perdemos. Quem se perdeu na sua (e minha) frustração foram mesmo as claques, ao tratarem todos (os jogadores) por igual. Acertado teria sido virarem-se para a tribuna presidencial enquanto gritavam "uma vergonha, vocês são uma vergonha".

Getty images


Notas DPcA: 


Dia de jogo: 7/Fev/2016, 19h15, Estádio do Dragão. FC Porto - FC Arouca (1-2).


Iker (5): Piora a cada jogo que passa. Posso até admitir que não poderia fazer mais no primeiro golo e reconhecer as boas intervenções que fez (ainda que tenha sido mais o meco no sítio certo), mas não consigo alhear-me dos bloqueios vários que teve em lances aéreos dentro da pequena área. Não batem certo com o seu estatuto. Estatuto esse que aliás é tudo menos inquestionável - se continuar a não responder à altura, Hélton deve ter uma oportunidade.

Layún (7): O segundo melhor da equipa. É um dos jogadores nucleares na construção ofensiva e continua a oferecer golos aos companheiros a torto e a direito. E a defender não esteve mal...

Ángel (1): De certeza que é bom rapaz. Não é jogador de futebol com qualidade para jogar no Porto. Nem na Liga. Nem na Segunda Liga. Mas deve ser uma joia dum moço...

<-68' Maicon (0): Como se não bastasse a merda de jogo que mais uma vez estava a fazer, atingiu o ponto mais baixo que alguma vez assisti a um jogador do Porto dentro de campo. Nem me vou alongar. Fosse eu presidente, amanhã tinha as malas à porta. Ou ainda hoje.

Martins Indi (5): Está a deixar-se arrastar pela mediocridade que o acompanha. Hoje falhou em várias abordagens, a mais notória a da disputa de bola no lance do segundo golo. 

Danilo (8): Um jogo enorme. De talento, coragem, garra e competência. Merecia outra equipa à volta dele. Enorme.

<-63' André André (5): Não está claramente numa boa fase, mas ainda assim fez mais do que o suficiente para merecer continuar em campo no lugar de Herrera. Não compreendi a substituição tendo isto em conta e acredito que, não havendo impedimento físico, foi um dos erros técnicos que marcou o desfecho final.

Herrera (3): Cem jogos com a nossa camisola. Cem. Sem. Porquê, senhores, porquê???

Corona (5): Lutador mas desinspirado. Tentou mas sem arte nem engenho.

<-74' Brahimi (5): Lutador mas desinspirado. Tentou mas sem arte nem engenho.

Aboubakar (6): Um golo, muita luta e pouco esclarecimento. E mais uma perdida que nos custou pontos. Não chega, Abou. Nota positiva apenas pelo extra do golo marcado.

->63' Varela (5): Hoje não conseguiu trazer nada de melhor para o jogo. Tentou, mas não conseguiu.

->68' Rúben Neves (6): Entrada forçada por troca com o central que abandonou o barco, assumiu e carregou nos ombros o peso de comandar a equipa para a investida pós-trauma. Fez o colectivo funcionar melhor e ser mais assertivo a chegar às zonas de finalização. 

->74' Marega (4): Entrou com vontade mas mal, desligado do jogo colectivo, falhando combinações e sobretudo desperdiçando aquele golo feito após passe açucarado de Layún.

José Peseiro (4): Não foi dos principais responsáveis pelo desaire, mas teve a sua quota parte também. Primeiro (opinião minha), por alinhar com Herrera de início mais uma vez. Eu dei-lhe a dica na minha antevisão, mas nem assim. Depois, por não o substituir. Pode não parecer, mas jogar com praticamente menos um jogador faz diferença! Nas três substituições que fez, apenas a "forçada" resultou bem. E mais genericamente, não conseguiu que a equipa fizesse o mais fácil: após o empate aos 14 minutos, sobravam pelo menos 76 para garantir a vitória caseira sobre o Arouca. É quase um jogo inteiro...

Tabela de pontuação concluída, não deixem de visitar



Outros intervenientes:


Ao contrário do que quase sempre faço, hoje não dou os parabéns ao adversário pelo seu feito histórico. Que me desculpem os Arouquenses (em particular os que são meus amigos e que tão bem me tratam sempre que lá vou), que nenhuma culpa têm desta mancha embaraçosa, mas a postura de hoje do Arouca pós segundo golo não pode ter lugar no futebol profissional. O maior culpado - senão o único - é o seu treinador Vidigal, que aliás até hoje sempre elogiei pela sua qualidade técnica. Disse ele no final que não são uma equipa defensiva; pois não, são uma trupe circense de anti-jogo. Depois do que vi hoje, só tenho isto a dizer: não merece ter a oportunidade de ser treinador de futebol. Uma vergonha. Como grande destaque e inevitavelmente o mais decisivo em campo, o desconhecido goleador (?!) Walter González.

Sobre o árbitro Rui Costa e sua trupe já disse o suficiente. Claramente não será dos que inclinam o campo por fervor clubista ou carreirismo facilitado, é apenas e só muito, muito fraquinho. Absolutamente incapaz de impedir vinte e cinco minutos de anti-jogo, dos quais duvido que se tenham jogado dez. Ou cinco até. Mais o golo que nos invalidou. Demasiado.


Perdemos. O que só por si já dói muito. Mas ainda mais doloroso é constatar a taberna em que o Dragão se transformou. Qualquer bandalho sem eira nem beira cá vem desrespeitar-nos, seja ele árbitro, jogador ou treinador, sem que da nossa parte (jogadores, mas acima de todos, dirigentes) alguém se dê ao respeito e os obrigue a respeitarem-nos. A bem ou a mal. E isso corrói-me a alma.

Resta-nos vencer na Luz. E todos os jogos subsequentes. Caso contrário, serão três anos consecutivos sem vencer o campeonato. E sem que nada de particularmente favorável se perspective para evitar o quarto. 

Não é tempo ainda para escalar a situação ou pedir a cabeça de ninguém, mas hoje caiu sobre mim um convicção plena e absoluta (tanto quanto um relativista pode aspirar, anyway): chegou o fim de um ciclo. Já nada funciona, já nada resulta, está consumado um fim. Ainda que sem final à vista.


Do Porto com Amor



domingo, 7 de fevereiro de 2016

Hoje joga o Porto! (vs Arouca)


Bom dia caros Portistas, hoje é dia de celebração fraterna, hoje joga o Porto!


Bruno Sousa


Recebemos em nossa casa o modesto mas mui respeitável F.C. Arouca, terra de boas gentes e boas comidas. Em minha perspectiva, este é o último jogo da segunda pré-época desta temporada, após o qual se iniciará um novo ciclo infernal e absolutamente decisivo para determinar o espólio que conseguiremos arrecadar desta época desportiva. Será, portanto, ainda mais importante vencer e convencer para nos apresentarmos de peito feito na Luz frente a um Benfica com Via Verde (perante o qual todos se abrem para o deixar passar). Tema(s) para abordar na próxima semana em detalhe.

Regressando ao jogo de hoje, conto naturalmente com algumas dificuldades criadas pelo adversário e outras tantas pela fase de aprendizagem em que os jogadores se encontram. Mas como já referi noutros posts, não há tempo para tirar um curso, terá mesmo de ser na base do aprender fazendo. E fazendo bem. 

Ausência de vulto apenas Maxi (mas, pelo menos, não corre o risco de não jogar o próximo). Marcano também está castigado (agradecido), Bueno e Evandro continuam a recuperar de lesão. Nada de especialmente relevante, portanto, tendo em consideração o objectivo principal para hoje: vencer. E digo principal porque há de facto um outro, secundário, o de garantir que ninguém fica arredado do jogo de Lisboa, o que face ao panorama actual só aconteceria havendo expulsão ou lesão acontecerá se Rúben, Danilo ou Marega virem amarelo. Com tino, portanto (mas sem Rans). Eis a minha proposta de onze:




Gostava que fosse dada uma oportunidade a sério ao Sérgio sem que fosse numa situação de desespero. Sei que não tem correspondido da melhor forma nas últimas solicitações, mas preferiria insistir em vez de desistir. E quero ver mais de Marega, sinto que temos ali um joker por explorar.


Aproveito ainda para informar que a grande vencedora do "Onde está a bola? #13" foi a Joana Machado, que assim terá a oportunidade de assistir a este jogo com uma companhia à sua escolha. Parabéns Joana e até logo!


Seguem-se as duas imagens do passatempo, a original e a disfarçada, que confirmam a Bola Preta como a resposta acertada. Foram vários os que acertaram mas apenas a Joana foi escolhida pela Dona Sorte (também conhecida por app Lucky Raffle). Que ninguém desista porque no próximo jogo há mais!


 
E é tudo por agora. 

Vamos a eles, carago!


Do Porto com Amor


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Saborosa normalidade


Notas muito breves sobre o jogo de hoje, cujo maior destaque é este suave regresso à nossa normalidade de melhor clube português.




Só vi a segunda parte, pelo que análise completa e notas ficam para segundas núpcias, quando regressar a casa e puxar o filme atrás.

Gostei da fluidez, da "leveza" e de Marega. Feliz pelos golos de Rúben, Suk e Sérgio, na expectativa de que moralizem os seus autores para exibições mais consistentes. E contente por finalmente saber que vou regressar ao Jamor e - melhor ainda - por termos duas vias para garantir presença no jogo de arranque da próxima época, a supertaça.

Pós-jogo, gostei (mais uma vez) do discurso de Peseiro. Neste aspecto tem sido para mim uma boa surpresa.

E por agora é tudo, que o tempo é o de usufruir de umas curtas mas intensas férias, onde acordar (muito) cedo faz parte do ritual.


Longe da vista mas sempre perto do coração
 

Termino relembrando que ainda podem concorrer para ganhar 2 BILHETES para o jogo do próximo domingo contra o Arouca.

Vamos carago!



Do Porto com Amor