quarta-feira, 9 de março de 2016

Onde está a bola? #17


Cá estamos de volta, sem tempo a perder, com mais 2 bilhetes para oferecer ao leitor mais perspicaz e afortunado!

Nesta edição vamos dar a possibilidade de dois portistas assistirem ao FC Porto - CF União da Madeira do próximo sábado, dia 12 de Março. Mesmo depois do descalabro de Braga, há ainda muito em jogo e todo o apoio não será demasiado. Aliás, é nestes momentos que os jogadores mais precisam de sentir o nosso carinho, quando ganham é fácil.

Feito o introito, vamos ao que interessa...


Onde está a bola? #17



Para se habilitar a ganhar, basta acertar qual das respostas à seguinte pergunta é a correcta:

Onde está escondida a verdadeira bola de jogo?

1 - Bola Laranja
2 - Bola Azul
3 - Bola Verde
4 - Bola Amarela
5 - Não há nenhuma bola escondida na imagem.

Já tem o seu palpite? Então é só responder na caixa de comentários.


As regras são estas:

1 - Descobrir na imagem acima onde está escondida a verdadeira bola de jogo (ou se não está lá de todo) e escrever na caixa de comentários deste post qual a resposta certa, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória (pode comentar como "anónimo" desde que no comentário inclua estes dados).

2 - Entre os que acertarem, será sorteado o vencedor (através da app Lucky Raffle).

3 - Para ser elegível para os bilhetes, o concorrente deverá fazer o obséquio de registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue) e seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). Sim, quem não tiver conta na(s) referida(s) rede(s), não será excluído por isso mas... cuidado porque o Lápis irá investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, será contactado o vencedor por email onde constarão instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Mesmo que já tenha Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

6 - Este passatempo termina às 21h00 de dia 11 de Março e o vencedor será anunciado até às 12h00 de dia 12.

7 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no email que lhe será enviado, será feito novo sorteio entre todos os que tiverem acertado na resposta (e assim sucessivamente até se encontrar um vencedor que reclame o prémio). 


Nota importante: dada o pouco tempo disponível para a realização desta edição do passatempo, é fundamental que todos os concorrentes estejam atentos ao seu email a partir das 21h15 de dia 11, para que caso vençam o concurso, possam confirmar o interesse e receber os bilhetes para o jogo do dia seguinte!


Deixo-os com duas imagens enviadas pelo estimado Manuel Machado, o vencedor da edição anterior, a quem volto a agradecer o envio mas aproveitando também para relembrar que o que realmente gostamos é de ver são as carinhas larocas dos felizes contemplados em pleno estádio!














E é só! Mais simples não podia ser. Concorra e divulgue! 


Do Porto com Amor


segunda-feira, 7 de março de 2016

O campeonato do Xistra


E pronto, já temos designação oficial para mais um logro que cedo ou tarde se confirmará na história do futebol português. Que me desculpe o bom do Jorge Larápio de Fafe, mas "só Paços" não chega, terá que fazer mais para ser consagrado.


Já a seguir... voleibol!


Fim de semana perfeito para falsários e contrabandistas de campeonatos. Ganhar em dois campos aos dois outros candidatos ao título com pouco mérito mas muito fervor não é para todos, é para quem pode. E eles podem.

Mas não vamos resumir a derrota em Braga a arbitragem de Carlos Xistra. Vamos antes colocá-la em perspectiva. Foi decisiva pelo que se observou ontem em campo. Mas poderia não ter sido, se fossemos - como sabemos que temos sempre de ser - muito mais competentes?

Acredito que sim.

Se o clube em geral e o futebol em particular fossem geridos com um pouquinho mais competência, logo para começar. Mais uma vez os desequilíbrios do plantel ficaram a nu. É quase injusto cobrar o que quer que seja ao treinador sendo ele obrigado a fazer alinhar Marcanos & Ángels jogo sim, jogo não. É de uma incompetência atroz ter nas mãos o diagnóstico e nem assim fazer os indispensáveis ajustes no mercado de inverno. Ao invés, parece que foi passado a tentar contratar... Rafa. Ou algures nos Alpes, não sei.

Ainda assim, Peseiro não sai ileso.

Poderá ele argumentar com propriedade que tudo o Xistra inclinou. E que tudo o Ivan (o terrível) enterrou. Poderá. É factual.

Mas não tem como se livrar da preparação que fez para este jogo. Pensava eu ter-me livre disto com o bom despacho de Lopetegui mas afinal não, saiu um lorpa para entrar um pequenito. Ter medo de jogar em Braga assumindo o estatuto de favorito e de candidato ao título não é aceitável. Pelo menos para mim não é.

Não aceito que não assuma o risco de jogar com dois extremos, nem que faça alinhar André ou Rúben (pior, os dois em simultâneo) sem que nenhum esteja em condições para o fazer - como tão eloquentemente vinham a demonstrar nos jogos mais recentes. E também me custa a aceitar que com o resultado desfavorável (empate incluído) não tenha tido a coragem de arriscar mais. Acabou por perder na mesma, de nada lhe valeu o medo. Excepto críticas como esta. 

Tivesse Peseiro preparado mental e tacticamente a equipa para assumir o jogo, para impor respeito ao Braga desde o início e talvez nem Xistra nem Marcano tivessem conseguido evitar a nossa vitória. Talvez.



Mesmo antes de começar, já tudo estava a ser bem cozinhado. E André, eufórico por mais um jogo...



Notas DPcA:


Dia de jogo: 2/Mar/2016, 20h30, Estádio AXA. SC Braga - FC Porto (3-1).


Casillas (5): Paragem cerebral no terceiro golo e bastante insegurança em remates pouco complicados. Não foi por ele que perdemos mas também não ajudou a equipa a ganhar confiança.

Maxi (6): Estreia inglória a marcar, por ter sido um dos culpados no segundo golo e claro, pela derrota. Esteve bem no global, mas aquele lance não podia ter acontecido apenas alguns minutos após conseguirmos o empate.

Layún (5): Esteve longe daquilo que de positivo tem feito com tanta regularidade. Já os seus defeitos marcaram presença, em particular o comprometimento da linha defensiva. Mau dia para não ser decisivo...

Marcano (3): Pinto da Costa. Antero Henrique. Adelino Caldeira. Um ponto por cada responsável pelo facto de Peseiro ser forçado a contar com este craque. Ou três pontos oferecidos ao Braga. Como preferirem.

Indi (5): Não esteve particularmente mal e em minha opinião foi injustamente expulso. No entanto, a derrota não lhe passa ao lado.

Danilo (7): Recebeu o primeiro aviso logo aos 15 segundos mas nem assim se atemorizou. Nem com o amarelo por (supostos e justificados) protestos. Jogou sempre no limite e bem. É, de longe, o melhor da equipa neste momento. Infelizmente, "de longe".

<-76' Rúben (4): Mais um jogo muito fraco. Então a primeira parte foi um autêntico desastre com a bola nos pés. Melhorou ligeiramente na segunda mas nem assim justificou mais uma titularidade. Foi também por ele que não ganhámos. 

Herrera (6): Jogo bem mais interessante do que o seu habitual. Menos "tolinho" a ir às bolas, menos passes sem nexo e bastante assertividade nas movimentações. Esteve muitos furos acima de André e Rúben e isso (também) quer dizer alguma coisa de positivo para o mexicano. 

<-74' André (5): Mete dó vê-lo movimentar-se em campo. Aliás desde subiu ao relvado, mesmo antes do apito inicial, já parecia estar ali contrariado, ou desanimado, qualquer coisa menos motivado para aquilo. Pelo que mantenho a pergunta: se não está em condições, por que joga?

Brahimi (6): Tentou, tentou, tentou mas não conseguiu. Com os olhos pregados ao chão fica difícil ver onde estão os companheiros, pelo que muitas vezes optou por seguir sozinho, até perder a bola. Esteve ainda assim nos melhores momentos da equipa, como sempre se espera que esteja.

<-61' Suk (7): Outra boa prestação do coreano que só não se transformou em altamente produtiva porque os ceguinhos do apito não quiseram ver. Eu vejo dois penáltis claros e um outro deixa-me dúvidas. Corre muito e desgasta as defesas contrárias, mas obviamente que se as leis do jogo não se aplicarem, perde parte da sua utilidade. Não me parecia assim tão desgastado para sair tão cedo do jogo. Mas arriscar mantê-lo com Abou frente a este "super-Braga" era demasiado para o coruchense que nos orienta...

->61' Aboubakar (5): Entrou para o lugar de Suk, em mais um rasgo audacioso de Peseiro... não acrescentou nada ao que o companheiro vinha fazendo, mas tentou.

->74' Corona (5): Já estava na linha para entrar quando sofremos o primeiro golo. Azar da gaita. Entrou e nada conseguiu fazer para reverter a situação.

->76' Marega (5): Entrou tardiamente mas ainda acrescentou largura e poder físico a frente de ataque. Sem ser decisivo, ajudou positivamente rumo ao empate. Depois, perdeu-se juntamente com toda a equipa.


Peseiro (4): Já na crónica do jogo em Belém tinha referido o risco que era "brincar com o fogo". Pois ontem o senhor Peseiro decidiu imolar-se mesmo antes do jogo começar. Teve medo deste Braga que nos limpou 5 em 6 pontos possíveis sem ter merecido mais do que um. E quando se mostra medo, o adversário agradece. Neste caso, o Fonseca das focas ficou a saber que não estava sozinho no mundo, que eram dois cagarolas. Só que a responsabilidade de estar no banco do FC Porto é apenas de um dos dois. Não encontro nem um motivo para encarar o Braga com a táctica palerma do lorpa basco. Ainda por cima com um André sem condições para jogar no seu melhor. 

A derrota de ontem começou por Peseiro, que preferiu ver o que o jogo dava ao invés de arriscar fazer o nosso jogo. Não nego a influência decisiva dos apitadores e de Marcano no desfecho final, mas a responsabilidade pela atitude é de Peseiro. Não há como negá-lo. E depois, mais adiante, as substituições foram apenas conservadoras. Já vinha mal impressionado da eliminatória europeia, mas pensei que se limitava à pequenez da alma lusa quando sai fora de portas. Afinal não era só fora. É a última vez que lhe digo isto, mister, mantendo-me no final ainda a seu lado: "Not Sporting Lisbon".



Risco total: entra Abou, sai... Suk



Outros intervenientes:


O SC Braga foi nitidamente feliz neste jogo. Ganhou-o mas nunca quis mais do que o não perder. Só Xistra e Marcano o obrigaram a agarrar essa ambição. Sintomático é o foquinha ter feito duas das três substituições já nos descontos. Mas devo homenagear os jogadores do Braga porque foram bravos apesar do seu treinador. E, ao saber aproveitar todas as incidências do jogo, acabaram por merecer a felicidade. Rafa devia ter equipado de azul e branco, certo? E já agora, aquele central alto e muito moreno, não teria lugar ao lado de Indi? E os laterais do Braga, nenhum deles é melhor que Ángel? (risada sonora). 

Por último, destaco as declarações ridículas do presidente bracarense, qualificando de "excelente" a actuação da "terceira equipa". Além de bronco é aldrabão, o que não surpreende sendo sócio de quem é (ou foi).


Passando para a arbitragem, acaba-se o humor. 

Ontem vi o jogo numa das primeira filas do estádio, precisamente atrás da casota do quarto árbitro, que fica a uns dois metros do banco do Porto. Perdi a perspectiva isométrica de análise das jogadas mas recolhi dados preciosos para entender esta arbitragem. A linguagem gestual, a arrogância provocatória do tal quarto árbitro e os abracinhos a malta da casa não deixavam margem para grandes dúvidas.

Logo aos 15 segundos não tive dúvidas sobre o amarelo que teria que ser mostrado a Djavan. Xistra também não teve. No primeiro lance de Suk na área com Ricardo Ferreira, pareceu-me logo penálti mas só confirmei depois na TV, dissipando as dúvidas. Mas Xistra não as teve. Na expulsão de Peseiro foi o quarto cego que informou Xistra da gravíssima infracção que cometera: protestar um lance evidente de falta sobre Danilo. Os amarelos que nos foram oferecido na primeira parte são quase cómicos, por oposição aos que ficaram por mostrar ao jogadores adversários. Na segunda parte, excelente gesto técnico de vólei de um bracarense na sua grande área, mas Xistra, que viu tudo, não teve dúvidas. E muitos, muitos mais lances de maior discrição mas que, tudo somado, enervam e condicionam uma equipa e libertam a outra.

Por fim, aquela entrada de Renato Sanches sobre Ruiz. O quê? Foi no outro jogo? E o que interessa isso, o beneficiário não foi o mesmo?

"Por quem eu torço? Vê lá se o cartão te dá uma dica..."


Jornada paradigmática do que é o #colinho e de que - está confirmado - os nossos dirigentes não querem/podem/sabem como o combater. Por esta e pela arbitragem de Guimarães, creio que devemos render a nossa homenagem ao glorioso Carlos Xistra, dando o seu nome a mais um título fajuto dos lampiões.

Depois dos estoril-gate, campeonato do túnel, campeonato do eusébio e do #colinho, a época 2015/16 ficará conhecida como o campeonato do xistra. Por outras palavras, no século XXI ainda não ganharam um campeonato exclusivamente por mérito próprio. Mas já vão contar cinco no seu palmarés. E nós a vê-los roubar... ai não, espera, o que nos vale é o Dragões Diário! Que acutilância... vai-se a ver ainda se assustam e devolvem-nos os três pontos...

Aguardo ansiosamente por notícias da visita acidental dos Super Dragões ao estabelecimento comercial da tia ou da prima de Xistra. E deixo uma sugestão: no regresso, não se esqueçam de passar na SAD. Entre outras coisas, para agradecer terem-se mantido ao lado do treinador! Se o ridículo matasse, estaríamos sem dirigentes.




O campeonato acabou aqui. O Benfica vai ser campeão. Campeão do empurrão. Ou aos empurrões, como preferirem. Fica em aberto o segundo lugar que, apesar de tudo, ainda acredito vai ser nosso. Isto se os xistras não se sucederem. 

Não tenho por hábito referir-me à imprensa, simplesmente porque sei que são facciosamente parciais. É uma realidade e de nada adianta estar sempre a relembrá-la, porque a massa acéfala não vai deixar de o ser por isso. No entanto, desta vez abro uma excepção para registar mais uma vergonhosa operação lixívia que genericamente canais de televisão, rádios e imprensa escrita levaram a cabo nesta jornada. Realmente, quando há coordenação, tudo funciona melhor. Um mimo.


Actualizando o diagnóstico sobre o 13º mandato de Pinto da Costa, passou de "demasiado pobre" para "paupérrimo". Com ou sem taça. É definitivamente altura de os sócios do clube voltarem a pegar nas rédeas do seu destino, com ou contra quem for. E é já na Assembleia Geral do próximo dia 14 que começa esse futuro, pelo que faço um apelo a todos os meus consócios para que marquem presença. Só a força dos números poderá obrigar a mudanças drásticas e imediatas, antes que seja tarde demais.



Do Porto com Amor



quinta-feira, 3 de março de 2016

Eleições no FC Porto


Faltam 14 dias para terminar o período de apresentação de candidaturas às eleições dos órgãos sociais do Futebol Clube do Porto. Onde param os (outros) candidatos?




Após treze mandatos consecutivos, Jorge Nuno Pinto da Costa prepara-se para, mais uma vez, concorrer sozinho à presidência do meu clube. Porquê?

Tem feito um trabalho assim tão notável que dispense a existência de alternativas?

Seremos por esta altura um clube sem outros adeptos com capacidade para liderar o clube com competência e seriedade?

Estaremos por esta altura reduzidos a um clube onde putativos candidatos aguardam cobarde e dolosamente na sombra, sem se preocupar realmente com o bem-estar do clube, mas apenas com as suas possibilidades de sucederem a Pinto da Costa quando este deixar de concorrer?

Não acredito. E a avaliar pela recente sondagem aqui feita, os adeptos também não. Aliás, o que a maioria dos votantes pede é o aparecimento de gente nova, de fora do círculo habitual. Renovação.

A pergunta "Quem gostaria de ver como candidato à presidência do FC Porto?" teve como respostas o que a imagem documenta (clicar para ver melhor). O meu grande destaque vai para os extremos: a mais e a menos votadas. A amostra é pequena, mas tirem as vossas conclusões.



 


Ninguém (portista) quer o caos. Ninguém. Só um irresponsável poderia preferir um clube desgovernado ou ingovernável a uma má liderança. Mas entre as duas coisas há alternativas. Tem que haver.

Por muito que três décadas de liderança incontestada tenham criado em todos nós uma sensação de cristalização, a realidade é que tudo muda, tudo passa, tudo tem o seu fim. Tudo e todos. Não vou, de novo, ser exaustivo na valorização da imensa obra que Pinto da Costa fez no clube, porque já o fiz muitas vezes. Para ser claro, Pinto da Costa praticamente refundou o FC Porto. Com a sua liderança atingimos o domínio absoluto nacional e uma projecção universal, ambos conquistados pela competência e tenacidade do líder e dos muitos que o acompanharam ao longo dos anos nos mais variados projectos. Merece uma estátua do tamanho do Cristo-Rei, ver o estádio nomeado com o seu e outras homenagens mais. Merece, sim senhor, serei o primeiro a subscrever tais iniciativas.

Mas toda essa obra justifica que possa agora delapidá-la? A obra pertence-lhe? Obviamente que não. Foi o arquitecto, o engenheiro e o mestre-de-obras, mas a obra é património do clube, é nossa.

Cabe-nos a nós, associados portistas, preservá-la e fazê-la crescer. Protege-la de toda e qualquer ameaça, venha ela de onde vier, mesmo se de quem tanto fez para a construir.

Este 13º mandato de Pinto da Costa é que deveria ir a votos, não o somatório dos doze anteriores, porque esses, cada um deles, deveria ter sido validado em cada uma das respectivas eleições passadas. Não quero sugerir que se ignore que existiram, mas apenas que se avalie o que deve ser avaliado: o último mandato.

E a minha avaliação é claramente negativa. Demasiado negativa, acrescentaria. Suficientemente negativa para que sinta a necessidade de ter outras propostas eleitorais para avaliar e depois decidir em consciência.

A 12ª recondução confirmou-se em finais de Maio de 2013, o que significa que em avaliação estão as três últimas épocas desportivas: 2013/14, 2014/15 e 2015/16.

Reconhecendo o futebol sénior como o principal objecto do clube, detalhemos sucintamente.


2013/14

 - 3º classificado na Liga (a 6 pontos do Sporting e a 13 do Benfica)
 - Taça de Portugal: eliminado na meia-final (a duas mãos) pelo Benfica
 - Taça da Liga: eliminado na meia-final (em casa) pelo Benfica
 - Vencedor da Supertaça (vs. V. Guimarães)
 - Liga dos Campeões: terceiros na fase de grupos com 6 pontos 
 - Liga Europa: eliminados nos quartos pelo Sevilha

Resumo: 1 supertaça e 2 treinadores (Paulo Fonseca e Luís Castro)


2014/15

 - 2º classificado na Liga (a 3 pontos do Benfica)
 - Taça de Portugal: eliminado na 3ª eliminatória (em casa) pelo Sporting
 - Taça da Liga: eliminado na meia-final (fora) pelo Marítimo
 - Supertaça: não classificado
 - Liga dos Campeões: eliminados nos quartos pelo Bayern 

Resumo: zero títulos e 1 treinador (Lopetegui)


2015/16

 - Liga: ainda a decorrer (neste momento em 3º, a 3 pontos do Benfica e a 4 do Sporting)
 - Taça de Portugal: ainda a decorrer (apurados para a final)
 - Taça da Liga: eliminado na fase de grupos
 - Supertaça: não classificado
 - Liga dos Campeões: terceiros na fase de grupos com 10 pontos 
 - Liga Europa: eliminados nos 16-avos pelo Borussia Dortmund

Resumo: em aberto a possibilidade de conquistar a Liga e a Taça de Portugal, apenas uma delas ou nenhuma e 2 treinadores (Lopetegui e José Peseiro).


Portanto, demasiado pobre, concluo eu. Sobretudo porque indicia, mais do que uma excepção, uma tendência.

Se quisermos ser generosos, podemos incluir o magnífico Museu FC Porto by BMG como obra deste mandato (inaugurado a 28 de Setembro de 2013), mas em rigor toda a sua projecção foi feita no mandato anterior. Mas seja, fica como o grande marco positivo do 13º mandato. E mais? Que mais de positivo podemos destacar? O andebol, sem dúvida. E mais? A recuperação do basket? Talvez, desde que nos lembremos que foi a mesma direcção que o "extinguiu". O fim do ciclo vitorioso no hóquei? A não abertura do futsal?




Sem mais atenuantes à vista (e havendo, agradeço que faça o caro leitor a justiça de as apontar), consideremos ainda as agravantes extra-resultados:


1) A trajectória desportiva


A travessia de deserto iniciada com Paulo Fonseca não se começou a desenhar nesse momento. É indesmentível que foi a má opção de o contratar que mais determinou o seu próprio insucesso, mas convém não esquecer que o plantel que teve à disposição terá sido dos mais fracos deste século.

Mas recuemos ao pós-Dublin, para não ir mais longe - se quiséssemos, era fácil recuar ainda mais, até ao triénio sem campeonatos precisamente no virar do século, por obra e graça do insonso engenheiro do penta (secundado pelo agora tão exigente Rodolfo Reis) e do paupérrimo Octávio Machado. Surgiu Mourinho, um conjunto extraordinário de jogadores e as duas conquistas internacionais que ainda hoje de tanto orgulho nos enchem. E depois disso? Sete títulos de campeão nacional em onze possíveis. E pelo meio, nova conquista europeia com AVB. Excelente, dirá qualquer um. E, de facto, é muito bom.

O problema é o que com a saída de AVB terá emergido uma nova tendência (ou simplesmente retomada, segundo os mais pessimistas) que sugere a decadência da gestão desportiva: plantéis sucessivamente mais fracos, más escolhas de treinadores e apostas insustentáveis de "fuga para a frente", como aconteceu na época anterior a esta. Algo que nem a tão desejada conquista deste campeonato poderá voltar a tapar.


2) A incapacidade de combater o #colinho


Na verdade, não sei se se trata de incapacidade, falta de vontade ou impossibilidade de o fazer. Mas sinceramente não me interessa. Interessa-me, sim, o que ressalta à vista de todos: o actual e quase absoluto domínio do Benfica das instâncias desportivas, desde a arbitragem à justiça desportiva. Se o presidente está de alguma forma condicionado pelas investigações a que foi sujeito no Apito Limitado, pois então deveria ter encontrado alguém que o pudesse fazer por ele. E se não está, bom, então será mesmo incapacidade. E avisos não faltaram.


3) A evolução da situação económico-financeira


O admirável mundo (de novo-riquismo) que se abriu após a conquista da Champions em 2004 levou a que se apostasse em definitivo num modelo de gestão altamente alavancado e portanto, de alto risco, em que todos os exercícios se baseiam em receitas "extraordinárias" para que acabem equilibrados. Passou a ser essencial uma boa prestação europeia que permita valorizar os activos (jogadores) ao ponto de possibilitara encaixar mais-valias sucessivas com os melhores de cada plantel.

Mas até este modelo foi sofrendo alterações significativas, com a compra de jogadores cada vez mais caros, oferecendo-lhes salários cada vez mais elevados e, mais recentemente, reduzindo as participações do clube nos direitos económicos dos jogadores. Tudo no sentido de aumento do risco. Ao ponto de a situação presente ser perto de explosiva, como tão bem o Tribunal do Dragão explicou neste artigo. É demasiado risco para tão pouco proveito. Gestão imprudente, no mínimo.


4) O clientelismo e a falta de transparência 


Este ponto é uma lástima, dá-me voltas ao estômago ter que o reconhecer. Mas é preciso fazê-lo. É por demais evidente e está plasmado nos sucessivos R&Cs, para quem os quiser aprofundar.

Vou-me focar apenas em Alexandre Pinto da Costa, que não sendo o único, será o mais paradigmático. Não sei nem quero saber se tem outras fontes de rendimentos, mas o que é factual é que só aquilo que o clube lhe tem dado a ganhar permite a qualquer pessoa viver muitíssimo bem. Como é evidente, não é o facto de ser filho do presidente que está em causa (embora apenas essa condição os obrigasse a serem absolutamente transparentes em todos os negócios, para que não suscitassem dúvidas a ninguém). O que está em causa é o valor que a pessoa acrescentou em todos esses negócios pelos quais recebeu comissões do clube. De novo, cinjo-me ao exemplo mais emblemático: €500.000 foi quanto terá recebido pelo regresso de Quaresma ao clube. Sendo o jogador livre naquela altura, o que poderá Alexandre ter feito para justificar tão avultado pagamento?

Dentro e fora do clube, criaram-se muitos vícios ao longo dos anos e a sensação que hoje tenho é a de que muita gente lá dentro se julga inimputável ou, pelo menos, acima de qualquer escrutínio ou auditoria independente. E isso não é aceitável.


5) O crescente distanciamento dos adeptos


É raro o associado portista que não se queixe. Desde os mais fiéis, que vão ao estádio jogo sim, jogo sim, aos que apenas visitam o Dragão quando podem. O clube que outrora os cativou e os fez parte da família através daqueles valores que julgávamos garantidos, hoje trata-os como meros clientes, espartilha-os pela justa medida das suas bolsas e recusa-se a tratá-los como aquilo que são: os verdadeiros donos do clube.

Não será um fenómeno exclusivo do Porto nem tão pouco fácil de deslindar. Houve a obrigatória modernização, a consequente empresarialização do clube e contratação de profissionais. Tudo factores que sugerem distanciamento e perda de identidade. No entanto, um clube nunca poderá ser igual a uma qualquer empresa, porque há um lado emocional, afectivo que se sobreporá sempre à gestão impessoal; no mínimo, terão de coabitar pacificamente.

E nestas coisas o exemplo vem sempre de cima. Se o pessoal que atende os telefones é pouco simpático, se quem nos atende cara-a-cara é pouco compreensivo, se quem nos tenta vender uma camisola (ou nem isso) pouco percebe sobre o emblema que leva agarrado, não é apenas por deficiente formação ou má política de recrutamento. É porque esses tais valores portistas não são os 10 mandamentos com que todo e qualquer funcionário se depara desde o seu primeiro dia de trabalho, porque se não os souber ou simplesmente os ignorar, não há outros que o chamem à atenção e o ensinem a bem ou a mal. Falta sim, cultura de tratar os portistas como aquilo que realmente são: uma segunda família. Mas como, se no topo o que é mais visível é a própria família de quem comanda?



Com tudo isto somado e avaliado, a minha posição é simples. O clube precisa urgentemente de novo(s) projecto(s) de liderança. E por urgência refiro-me a estas próximas eleições. Não sei se os apoiarei ou não, caso apareçam, tudo dependerá do que trouxerem para cima da mesa. Mas o que não deixarei de fazer é de as estudar e comparar, dando eco posterior da minha análise. E mesmo que não me identifique com elas, alguns méritos ninguém lhes poderá retirar: o de suscitar o debate, o de demonstrar que há outras vias e o de por em sentido a actual direcção.

Termino portanto lançando um repto e um aviso a todos os putativos candidatos.


Senhores Joaquim Oliveira, Vítor Baía, Fernando Gomes e outros ainda por se revelarem,

Se de facto têm como objectivo vir a liderar o Futebol Clube do Porto, o momento de se apresentarem é agora. Agora. Mais do que nunca, o clube precisa de despertar deste unanimismo que nos deformou e tolheu a veia democrática passadas mais de três décadas. O clube precisa de se renovar e tal só será possível com o surgimento de novas ideias e novas propostas. 

Se de facto o objectivo de ser presidente tem como pressuposto principal servir o clube, a apresentação de uma candidatura a estas eleições é um dever. Certamente reconhecem a trajectória pouco auspiciosa em que o clube se encontra, pelo que ficar confortavelmente recolhido na sombra ou no conforto dos comentários será um comportamento inaceitável e revelador de que o engrandecimento do clube não é a prioridade maior. 

Por isso, apelo-vos: apresentem-se a eleições. Agora. O tempo urge mas ainda permite que o façam com rigor e credibilidade.

Enquanto portista, associado e accionista, se não o fizerem estarão a defraudar-me em relação às vossas putativas intenções. Pelo que, se e quando decidirem finalmente avançar, num futuro mais ou menos longínquo, cá estarei para os renegar, justificando-o a todos quantos me queiram ouvir.

Ser Portista não é ter um cargo, é uma condição, uma forma de encarar o mundo. Ou se é, ou não se é.  




Faltam 14 dias para terminar o período de apresentação de candidaturas às eleições dos órgãos sociais do Futebol Clube do Porto. Onde param os (outros) candidatos?



Do Porto com Amor



Desligados (e vencedor #16)


Um jogo proforma que serviu para pouco mais do que confirmar a presença no Jamor, cinco longos anos depois.




Era à partida um daqueles jogos que se dispensava. Seria obrigatório disputá-lo, não me entendam mal, que aqui não se defende a abdicação de eliminatórias em troca de visitas de cortesia. Não senhor, aqui defende-se a lisura e o respeito por todos os adversários, por mais pequenos que eles sejam e por mais inconveniente que seja a data da contenda.

Mas que este jogo não contava para (quase) nada, não contava. Os únicos que poderiam vir a retirar algum benefício desta partida seriam os menos utilizados de cada uma das equipas. Nem para isso serviu muito bem, se exceptuarmos o ter dado algum ritmo aos regressados de lesão. Mas adiante, diretos ao jogo.

Morninho, tranquilo, airado, como num daqueles finais de noite, em que quase todos já foram para casa experimentar o kamasutra, menos o casalinho de jovens imberbes que acabaram de dar o primeiro beijo e os dois amigos, já totalmente cegos de etílico, encostados um ao outro para se manterem de pé. E a música arrasta-se, tal como os resistentes, alternando entre o slow dos eighties e o internacional pimba fatela que apenas por ser internacional deixa de o ser. Para eles, os que dançam ainda como se não houvesse (a)manhã, tanto faz. Nem que soasse o alarme de incêndio, o passo de dança seria diferente. Quase se ouve o ar ameaçador da Cremilde, que entretanto já pegou ao serviço, para que tudo fique como um brinco para a noite seguinte.

Valeu pela estreia a marcar de Chidozie. Foi bom para ele e para nós. Ponto finalíssimo na eliminatória e boost de confiança para o rapaz. Bueno entrou cedo, por troca com o lesio-cansado Evandro. Apesar de ter desperdiçado um par de golos quase feitos, ganhou ritmo e deu-nos um cheirinho da qualidade de passe diruptivo que poderá acrescentar ao jogo da equipa. Marega esteve um pouquinho melhor e até marcou graças ao altruísmo de Abou (vou acreditar que foi altruísmo, que como sabemos é tão típico de um goleador esfomeado...). Sérgio alternou entre o bom (canto do primeiro golo, passes ofensivos) e o menos bom (perdas de bola perigosas). Victor Garcia confirmou o que já todos sabíamos: que é bem melhor do que os anjinhos que por aí andam. Indi regressou e fez 20 minutinhos em ritmo de treino ligeiro, acelerando a preparação para Braga. E de resto, nada de relevante a registar, excepto talvez o facto de Hélton se ter esquecido dos pitões no balneário...

Num palco quase vazio (cinco mil, a sério?), uma vitória normal por 2-0 e uma mão cheia de golos desperdiçados. Venha de lá o Jamor.



Notas DPcA:


Dia de jogo: 3/Mar/2016, 21h00, Estádio do Restelo. FC Porto - Gil Vicente FC (2-0).

Nota 7: Chidozie

Nota 6Victor Garcia, Layún, Marega, Abou, Bueno, Indi, José Peseiro

Nota 5Hélton, Ángel, André, Rúben, Evandro, Sérgio, Varela


Segue-se o fim-de-semana desportivo da época, onde teremos obrigatoriamente de vencer em Braga para encurtar distâncias face a quem perder pontos no derby lisboeta. Não estou a ver muito bem como o vamos fazer, mas... tenho fé.


----------------------------------------------------------------


Quanto à edição #16 do passatempo "Onde está a bola?", o feliz contemplado com os dois bilhetes para assistir ao jogo desta noite foi o estimado leitor Manuel Machado, já um veterano do passatempo que finalmente viu a sua resiliência dar frutos. Para estar entre os candidatos ao prémio, teve que descobrir que a Bola Laranja era a resposta certa. Para terminar, deixo-vos com as imagens da praxe.




Conforme referi no lançamento desta edição, lá mais para a frente haverá uma edição especial do passatempo que reconhecerá a persistência de quem mais tem tentado a sua sorte. Por isso, continuem a jogar que talvez venha a valer a pena, mesmo não ganhando entretanto...





Do Porto com Amor





terça-feira, 1 de março de 2016

Sou do Sporting desde pequenino


Sou, sou. A sério. Ou então não sou. Mas serei, seguramente, durante os próximos 90 minutos que eles vão disputar. Eis porquê.




Diz hoje Carlos Xavier que tem "mais medo do FC Porto do que do Benfica". Ele lá saberá porquê. Sejam recalcamentos ou simplesmente tentar menorizar o próximo adversário, pouco importa. O que interessa é que em minha opinião está profundamente equivocado

Tanto ele como nós deveríamos estar principalmente preocupados com o Benfica

O calendário remanescente do campeonato é-lhes claramente favorável e com tanto tapete voandor que por aí anda, se se apanham em primeiro nunca mais de lá caem. E o impensável #tricolinho passará a ser uma triste realidade.



Para ter uma noção mais realista das dificuldades de calendário de cada um dos três candidatos, fiz um pequeno exercício de adivinhação e preenchi por completo o totobola do que ainda falta disputar (excluindo a jornada 25 - a próxima, do derby). O resultado é o que se segue.




O grande destaque que daqui resulta é o facto de me parecer muito provável que o Sporting seja a equipa que vai perder mais pontos até final.

Em função das chaves obtidas, calculei a classificação final somando os respectivos pontos à classificação actual sob a forma de intervalo (omitindo ainda a jornada 25), fixando o mínimo e o máximo de pontos que cada equipa poderá conseguir tendo por base este meu palpite de resultados.

Finalmente, peguei nesses intervalos e cruzei com os três possíveis desfechos do Sporting-Benfica. Conclusão? Vejamos os quadros primeiro.




 
Fica bom de ver que outro resultado que não seja a derrota do Benfica os deixa numa posição claramente privilegiada para chegar ao fim em primeiro. Nesse cenário a), pode mesmo vir a ser decisivo o confronto directo connosco no qual, como bem sabemos, levamos vantagem (2 vitórias). Ou seja, basta-nos garantir o mesmo número de pontos que o Benfica.

Em caso de empate (b), as coisas complicam-se. Aparentemente até poderia ser o resultado mais interessante, mas não nos esqueçamos do calendário favorável (e dos ventos amigos). E um outro factor, secundário mas ainda relevante: o Sporting sai desta jornada na liderança e com esse bónus de confiança pode muito bem chegar ao Dragão sem perder mais pontos. E aí não será apenas o primeiro lugar que ficará em disputa mas também o segundo. Por outras palavras, corremos o risco real de ficar em terceiro.

Já em caso da vitória encarnada (c), penso que será caso para encomendar as faixas. Lá teremos a nação a unir-se de novo em torno de novo desígnio nacional, o de levar o SLB em ombros rumo ao #tricolinho. Ficaremos então a lutar para ultrapassar o Sporting e à espera de um milagre tipo K92.


Ah, e um pequeníssimo detalhe que talvez me tenha escapado até agora: tudo isto só fará sentido se ganharmos em Braga. Qualquer outro resultado será, pelas minhas contas, o adeus definitivo ao título. Evidentemente que não deixarei de acreditar até que já não seja possível, mas racionalmente ficam já feitas as despedidas.


Concorda, discorda ou antes pelo contrário? Fico à espera do seu palpite.



Do Porto com Amor