terça-feira, 9 de agosto de 2016

Onde Está a Bola? #23 (e vencedor #22)


A época ainda mal começou mas o "Onde Está a Bola?" já segue a todo o gás para a edição #23, que vai oferecer dois bilhetes ao leitor mais perspicaz e afortunado para assistir ao decisivo FC Porto - AS Roma, a contar para a primeira mão do playoff de apuramento para a Champions League. O encontro de (pré) campeões está marcado para as 19h45 de 17 de Agosto.


Onde Está a Bola? #23


Para se habilitar a ganhar os bilhetes, o estimado leitor apenas terá que observar com atenção a imagem acima e decifrar onde está escondida a verdadeira bola da imagem original (ou se não está lá de todo).

Respostas possíveis:

A - Bola Azul
B - Bola Laranja
C - Bola Verde
D - Bola Castanha
E - Não há nenhuma bola escondida


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:

1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória (atenção: comentários anónimos já não são permitidos no blogue).

2 - Entre os que acertarem, será sorteado o vencedor através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (com pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo;

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis irá investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - Este passatempo termina às 23h00 de dia 15 de Agosto e o vencedor será anunciado até às 14h00 de dia 16.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no email que lhe será enviado, haverá novo sorteio entre todos os que tiverem acertado na resposta (e assim sucessivamente até se encontrar um vencedor que reclame o prémio).

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão cheio!


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A primeira edição da época 2016/17 teve como brilhante vencedor o Telmo Ferreira, que foi o sorteado de entre os que acertaram na resposta. 


Os candidatos e o vencedor #22


E qual era a resposta correcta? Compare a foto original com a imagem do passatempo...



Pois, assim é mais fácil... a resposta certa era a "D - Bola Lilás"!

Cumpridos os requisitos, nada mais podia separar o Telmo dos dois bilhetes. E foi com eles que teve a oportunidade de assistir, com o filho, à apresentação aos sócios e ao jogo que se seguiu.

Em termos de foto-reportagem, começou bem a época, deixando assim a fasquia elevada para o/a senhor(a) que se seguir. Apenas um reparo quanto à selfie (para edições futuras), apenas incluiu o filho do Telmo e não ambos como seria desejável. Um pormenor, mas importante.




Obrigado Telmo Ferreira, assim é um prazer (ainda maior) oferecer bilhetes!


Agora é o momento de se concentrar e deixar a sua resposta na caixa de comentários, para que possa ser o felizardo a ganhar os bilhetes para o próximo jogo. E como ele será importante para as nossas cores...



Do Porto com Amor



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A Apresentação, o "Pin" Belga e o Embuste


Foi bom regressar ao Dragão. Pouco importou que a temporada passada tenha sido miserável. A cada novo ciclo, o fervor reacende-se e a esperança renasce. Só mesmo o prazer de voltar a casa é que se mantém, absoluto e imutável.




E foi bem interessante de seguir o jogo. Avanço já para aqui porque não assisti à "festa" que o antecedeu - estou certo que foi muito boa, mas não me cativa. Eu vou mesmo é pela bola a rolar.

Começando pelo final, pareceu-me uma oportunidade muito bem aproveitada por NES para fazer um treino muito sério, uma espécie de ensaio geral tendo em vista ao playoff com a AS Roma. E que melhor equipa para fazê-lo do que uma que também vai participar nesse mesmo playoff? 

É certo que a forma de jogar do Villarreal CF e a dos romanos é substancialmente diferente, mas a atitude competitiva teria obrigatoriamente de ser a mesma e independente do adversário: rigor defensivo, fechar a baliza a sete chaves e lograr seguir para Roma com uma vantagem no marcador sem golos sofridos. Fundamental para atingir o objectivo, digo eu.

E foi dentro deste espírito que eu vi o jogo e creio que foi também assim que os jogadores o jogaram. Face a jogos anteriores, gostei de ver maior acerto defensivo (o adversário teve algumas oportunidades para marcar, mas seria de esperar que assim fosse) e de maior noção do espaço e equilíbrio em todos os momentos. Quando tínhamos a bola, a atitude foi regra geral ambiciosa, com a colocação sistemática de 4,5 e até mais elementos na zona de assalto. Quando a bola nos fugia e era altura de defender, a concentração e a entreajuda falaram mais alto. Não foi excepcional, nem sequer muito bom, mas foi positivo. E somando o resultado à exibição, foi mesmo muito positivo.




Não vou ainda dar notas individuais aos jogadores (começam na sexta em Vila do Conde), mas vou destacar o que me parece de realce:

- Alex Telles mostrou ter subido mais um patamar na sua adaptação ao clube, companheiros e treinador;

- Felipe e Marcano estiveram bem, certinhos a defender e sem inventar com a bola no pé, o que nestes tempos é sempre nota de realce;

- Danilo reavivou os mais distraídos do porquê de ser ele e mais dez, mesmo se ainda a meio-gás;

- Otávio também confirmou o porquê de neste momento ser ele, Danilo e mais nove;

- E claro, André Silva. Ele, Danilo, Otávio e mais oito;

- Devo ainda destacar Corona, por motivos diferentes do habitual: a menor exuberância ofensiva, na minha opinião, justificada pela concentração e rigor táctico - creio até que nunca o tinha visto com esta postura. Agora só falta juntar as duas coisas... ;


"Qual deles é o Angél?"


- Outra nota, para mim interessante: apesar dos poucos minutos, gostei do efeito positivo da entrada de Evandro e... Bueno. Poucos minutos mas com detalhes relevantes;

- De resto, creio que ninguém esteve mal. Mesmo Casillas, que a certa altura resolveu testar se os menos pacientes ainda sabiam como assobiar, teve boas intervenções. Até Herrera ficou em positivos (barely)...

Foi bom. Venha de lá o Rio Ave e a primeira vitória oficial. E depois os romanos. Quando saírem daqui vão achar que os gauleses são um bando de maricas... 


Os novos bancos são um luxo e os novos ecrãs o último grito da tecnologia, pelo que aproveito para renovar o pedido, tão simples de executar mas com tão grande impacto em potência: comecem a passar a letra do Hino nos ecrãs à medida que ele é tocado! Já é mais do que tempo de termos todo o estádio a cantá-lo em uníssono. Allô senhor liaison officer e cavalheiro dos supportters e adeptos também, está à escuta? 


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"Pinheirinho, valãozinho, como tu és altinho
Vem de lá, traz uma trappista e marca um goliiiiinho..."



Jeito nenhum para a música, eu sei. E ainda menos para a escrita. Mas é o que de mais positivo se me oferece dizer sobre a contratação de Laurent Depoitre. Não, não sabia quem era o moço (aliás, tal como o presidente). E não, não era obrigatório que soubesse para que seja uma boa contratação. Tem 27 anos mas uma carreira muito curta ao nível máximo do futebol (belga). E marcou uma quantidade interessante de golos nesse período. E tem para lá de um metro e noventa.

É bom, é mau ou é assim-assim? 

Não faço ideia, mas sei que os garantidamente bons custam bem mais (e tivemos um muito, muito bom aqui à porta para assinar, mas o salário pedido era simplesmente incomportável). O tempo dirá se foi bem contratado ou não, quando for público o seu custo e factual o seu rendimento. Para já é apenas e só mais um dos nossos e merece ser tratado como tal. Bienvenue Laurent! Traz lá um six-pack de Chimay Blue que eu fico já rendido!


P.S. - Na altura da publicação deste post, faltam já menos de duas horas para terminar o prazo de inscrição de jogadores para o playoff. Virá ainda mais alguém?

Actualização: não virá. Lista oficial para o playoff aqui (muito satisfeito pela confirmação de Sérgio Oliveira). Li por aí que até 24h antes do primeiro jogo, ainda é possível inscrever um jogador. Não Já confirmei a veracidade, mas não creio que venha a ser utilizada essa eventual cláusula. A não ser que...


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Escrevi ontem no Twitter que pela primeira vez tinha visto o Benfica vencer uma competição sem a ajuda decisiva da arbitragem, ou seja, apenas por mérito próprio. E fi-lo após ter "acompanhado" o jogo - não estava sentado a vê-lo em exclusivo, mas tinha a tv ligada e prestava atenção sempre que o histerismo incontrolável dos comentadeiros da TVI dava sinais de vida (ou seja, com muita frequência). 

Nota aliás para o expoente máximo desse histerismo: o primeiro golo do jogo. Na sua ânsia de enterrar Gaitán com benefícios, não perderam um segundo a elevar o tal Cervi ao panteão dos craques. Tivessem um pouco mais de compostura e dignidade e talvez se tivessem apercebido da felicidade que permitiu que aquele golo acontecesse (de resto, é um bom golo, ponto). Para tirar as dúvidas, é favor atentar ao segundo 4 do vídeo que se segue:




Regressando à questão do #semcolinho, pensei ter visto o suficiente para fazer a histórica afirmação, no entanto... quando hoje vejo O Jogo e logo na capa leio "Tribunal unânime: penálti por marcar a favor do Braga antes do segundo golo benfiquista", fico a pensar que se calhar me precipitei...

Por outro lado, tivesse sido marcado o tal penálti e fosse Rafa o escolhido para o marcar... é, devem ter ganho bem. Mas em todo o caso, acompanharei com ainda mais interesse o desvendar do próximo passo da carreira do internacional português.



Do Porto com Amor




sábado, 6 de agosto de 2016

Arrivederci, Roma!


Já é conhecida a nossa "sorte" no playoff de acesso à Liga dos Campeões. E que sorte... nada mais, nada menos do que o histórico Associazone Sportiva Roma, ou "a Roma" para os amigos.




Conclusão, o sacana do Murphy voltou a fazer das suas. Sim, sim, o tal que como contributo para a Humanidade deixou o fatal corolário que postula que "Qualquer coisa que possa correr mal, correrá mal, no pior momento possível" (tradução livre).

Haveria entre Roma, Mónaco, Rostov, Young Boys e Steaua Bucareste osso mais duro para roer? Não sendo ciência exacta, parece-me claramente que não. Saiu-nos mesmo a "fava". E agora?

E agora, nada. Temos de tratar de os vencer em 180 minutos (ou mais...), divididos por dois jogos. É essa a nossa obrigação - a de fazer tudo para o conseguir. Depois logo se verá no que deu (e de que forma se lá chegou).

Procurando fazer uma análise mais desapaixonada (difícil), parece-me que desta vez é mesmo acertado dizer que cada equipa tem 50% de possibilidades de se qualificar.

Num Porto de há não muito tempo atrás, não hesitaria em atribuir-nos algum favoritismo, não só pelo hábito de vencer internamente, mas também pela imensa tarimba de Champions acumulada, quer pelo clube, quer por grande parte dos jogadores. Hoje em dia não estamos nesse patamar.

Basta aliás pensar na experiência que os jogadores deste plantel têm na prova. Tirando o estratosférico Iker (156 presenças!), Maxi (41) e Varela (26) e em menor escala também Marcano (que espero ver sair) com 18 presenças, Indi (que vai sair) com 17, Herrera (que pode sair) com 16 e Brahimi e Abou (que devem sair) com 14 e 10 respectivamente, sobram Adrián (14!), Rúben (13), Alex Telles e Evandro (7 jogos). Depois, nove jogadores têm o equivalente a uma fase de grupos ou menos e o restante nunca ouviu o hino alinhado no relvado. É alguma coisa, mas não muito. Em especial considerando o potencial/provável onze que irá defrontar os romanos. 50/50 portanto.

Há uns dias escrevi que a SAD portista vive sob um dilema que assume a forma de um círculo vicioso:  

Não investir por não ter garantidos os milhões da Champions -> Correr o risco de não chegar à Champions por falta de investimento -> Não entrando na Champions, não entra dinheiro fresco para os reforços necessários.

Pois com este sorteio este dilema agravou-se até ao limite. Agora será mesmo do or die. Ou se acredita cegamente na passagem, apostando em trazer já um ou dois reforços de peso, correndo o risco de não ter como os pagar em caso de insucesso; ou se tenta lá chegar com os que já cá estão, aumentando a probabilidade de não o conseguir. Não é fácil.


A AS Roma é uma espécie de Sporting de Itália, ainda que a comparação seja injusta para os romanos. Isto porque em Itália o poder futebolístico (e não só) há muito tempo que saiu da capital e mora agora em Turim, depois de já ter passado por Milão e brevemente por Nápoles e Florença, para não ir mais longe. Já o Sporting continua a beneficiar do nacional-centralismo bacoco, ainda que como filho bastardo (todos sabemos quem é o legítimo herdeiro do salazarismo). 

Em todo o caso, a comparação ajusta-se porque ambos são clubes da capital, com uma grande massa de apoio (apenas a quinta maior de Itália, no caso da Roma) e que se habitou a viver do "quase" - e aí sim, almas gémeas Roma e Sporting. Vejamos o palmarés de ambas no século XXI:

Roma - 1 campeonato, 2 taças Itália, 2 supertaças, 0 títulos europeus;
Sporting -  2 campeonatos*, 4 taças Portugal, 4 supertaças, 0 títulos europeus.

*sendo generoso e incluindo o que começou em 1999

Um pouco melhor o palmarés sportinguista, sem dúvida, mas que se explica pelo facto de apenas haver três clubes a disputar títulos em Portugal, ao contrário da "multiplicidade" italiana. Em termos relativos face aos outros grandes, são registos pobres em ambos os casos. Gémeos, portanto.

E o que vale o Sporting de Itália neste momento?

Foi terceiro classificado na época passada, tal com o Porto. Longe da campeã Juventus mas próximo do Nápoles segundo classificado.

Manteve o grosso do plantel - o que desde logo lhes dá vantagem sobre nós, reforçando-se apenas cirurgicamente. Exemplos maiores são o regresso de Szczesny e a mui recente adição de Fazio (suspiro). Já batidos no plantel e sobre a batuta do (quase) eterno capitano Totti (um dos jogadores com que mais me identifico, mas isso fica para outro dia), destacam-se os "craques" Nainggolan e Dzeko, bem coadjuvados por outros bons jogadores como Rudiger (que já esteve nos nossos planos), De Rossi, Salah e El Shaarawy. Ah... e um tal de Iturbe, se é que já ouviram falar dele...

Um plantel muito competitivo e equilibrado, mas longe de ser perfeito. Um grande desafio para este novo Porto. Para ser completamente honesto, a minha maior esperança reside em ambos os bancos. Explicando, conto que Nuno seja capaz de acrescentar aquilo que me parece que Spalletti subtrai (ou pelo menos não acrescenta).

Vamos a eles, com inteligência e coragem. Provar que o "Somos Porto" é mais do que um chavão desnatado.

O meu prognóstico (travestido de desejo)? Dá-lhe Mario: Arrivederci, Roma!


Do Porto com Amore




quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Onde Está a Bola? #22


Está de regresso o "Onde Está a Bola?" e com ele a possibilidade de ganhar dois bilhetes para a festa e jogo de apresentação da equipa aos sócios. O jogo terá lugar no próximo sábado e os adversários serão a apetitosa equipa do Villarreal CF.


Onde Está a Bola? #22


Para se habilitar a ganhar os bilhetes, o estimado leitor apenas terá que observar com atenção a imagem e decifrar onde está escondida a verdadeira bola da imagem original (ou se não está lá de todo).

Respostas possíveis:

A - Bola Azul e Branca
B - Bola Laranja
C - Bola Verde
D - Bola Lilás
E - Não há nenhuma bola escondida


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:

1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória (atenção: comentários anónimos já não são permitidos no blogue).

2 - Entre os que acertarem, será sorteado o vencedor através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (com pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo;

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis irá investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - Este passatempo termina às 23h00 de dia 4 de Agosto e o vencedor será anunciado até às 14h00 de dia 5.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no email que lhe será enviado, haverá novo sorteio entre todos os que tiverem acertado na resposta (e assim sucessivamente até se encontrar um vencedor que reclame o prémio).

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão cheio!



Do Porto com Amor 



segunda-feira, 1 de agosto de 2016

De Amarelo e com Mais Pedalada


E logo a dobrar! Quis a providência cósmica que os astros se alinhassem de forma a que as equipas de futebol e de ciclismo vestissem de amarelo e mostrassem significativos progressos em simultâneo uma com a outra. 




E é já aqui que paro de escrever sobre ciclismo, menos pela falta de interesse sobre a modalidade do que pela falta de conhecimento para o fazer. Vestem de azul e branco e usam o meu emblema ao peito, pelo que é sempre um prazer vê-los ter bons resultados e disso dar conta. Ouro sobre "amarelo" seria conseguir manter a amarela num dos ciclistas da equipa até final da Volta. Como prémio, mandava-se pintar o Lambo de azul e branco com um dragão dourado no capô.





Avançando para o futebol, foi uma agradável surpresa para mim (e para muitos, suponho) a exibição de ontem em Guimarães contra o Vitória local. A primeira metade teve coisas interessantes e a mais interessante de todas terá sido mesmo a sua duração. Não foram obviamente 45 minutos à Porto, mas em cerca de 30 (divididos por vários períodos) jogou-se benzinho e houve salpicos de genialidade e bom futebol. Ambos os golos resultam de grandes trabalhos individuais, primeiro por Corona sobre a esquerda e depois pelos olhinhos do pé de Otávio. Ambos acabaram por proporcionar (ainda que de forma diferente) oportunidades que André Silva não desperdiçou (o nosso ÁS, aproveitando a feliz "criação" de um amigo). 

Mas houve mais para lá dos golos. Houve fluidez no jogo, muita gente a cercar e a "invadir" o castelo vitoriano e algo parecido com uma defesa sincronizada. É neste sector que por agora moram os piores fantasmas. A questão dos centrais é mesmo central, mas as laterais também podem vir a dar que falar. Importante mesmo é que rapidamente consigam funcionar como "um só corpo".

Com a segunda parte vieram as substituições, mais espaçadas e em menor quantidade, e o jogo ressentiu-se. Mas não logo no recomeço, onde do nosso lado apenas entraram Adrián e Layún para os lugares de Otávio e Danilo. Alterou-se o esquema mas não o rendimento. Adrián está ainda longe de se assumir como solução consistente mas deu uns passos nessa direcção. Arrancou uma expulsão (não consumada) após grande passe de Corona e envolveu-se no jogo da equipa, coisa rara nele.

Destaques individuais para os "reforços" Otávio e Telles, o primeiro a subir a cada jogo que faz (que passe aquele...) e o segundo a fazer a primeira exibição convincente e indicativa dos seus pergaminhos, espero que a primeira de muitas. E ainda... Adrián. Duas grandes toladas e alguns sinais de que as notícias da sua morte futebolística possam ter sido exageradas.

Quanto aos "velhos", José Sá e Corona de novo bastante bem, André André subiu muito de rendimento e evidentemente o nosso AS, que começa a dar forma à peça do puzzle de grande avançado que ainda lhe falta: marcar golos.

Menos positivo o ensaio para Maxi, JC Teixeira e Rúben. Nada de preocupante, mas a rever.



Divido os destaques entre os golos de André Silva e as oportunidades para fazer mais, estas últimas repartidas por todo o encontro e por vários jogadores, desde o próprio AS até ao inesperado Adrián, passando por Felipe. Os verdadeiro sintomas das melhorias. Jogar, marcar e criar oportunidades. Já soube a campeonato e já fizemos mais em Guimarães do que nos últimos três anos.

Por último, se na derrocada contra o PSV fiz questão de salientar a grande valia do adversário, agora também não posso deixar de referir a fragilidade actual do Vitória. Pouco para quem começa o campeonato contra o grande rival, mas isso é problema deles. E não retira nenhum mérito ao que nós fizemos no jogo, apenas o contextualiza melhor. 


Segue-se a apresentação no próximo sábado, em casa contra o Villareal, onde espero poder assistir a novo salto qualitativo no jogo colectivo. Bilhetes para a festa já a seguir.



Duas notas finais:

 - Um abraço portista ao herói Hugo Laurentino que foi agraciado pela sua maior defesa de sempre, a defesa de uma vida humana (agradecido, Anónimo);

 - Condolências à família e amigos do Senhor Professor Mário Moniz Pereira, que para além de todos os méritos desportivos que lhe são reconhecidos, foi também (sobretudo?) uma grande pessoa.



Do Porto com Amor