terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Passagem de Ano (no) Top


Noite fria no Dragão, que nem a boa onda do Mar Azul conseguiu disfarçar, perante um sempre incómodo CS Marítimo, que desde o apito inicial mostrou ao que vinha: evitar que o Porto jogasse, quer através de um posicionamento muito baixo e marcações apertadas no último terço, quer através de constantes interrupções de jogo.


A nós, custou-nos um pouco "arrancar", talvez devido ao frio. Nem percebendo o (anti-)jogo do adversário, tivemos grande capacidade para alterar a habitual forma de assaltar o castelo. Resultado, mais de metade da equipa encostada na frente, invariavelmente a receber a bola de costas para a baliza e sem possibilidade (ou vontade, ou capacidade) imediata para "tocar e virar", criando o indispensável desequilíbrio.

Rotações de um lado para outro (as famosas basculações), lentas e previsíveis, que dificilmente desposicionavam a compacta muralha maritimista. Assim se percebe que o primeiro remate só tenha chegado aos dez minutos e que o golo inaugural tenha nascido num canto. Bem a aproveitar esteve Reyes, devolvendo com juros a aposta que SC fez nele. 

O que não estava no "guião" é que, meia-dúzia de minutos volvidos, o Porto estendesse a passadeira para o Marítimo marcar, à segunda, o golo do empate. Muito má "decisão" colectiva na forma de abordar todo o lance, com a sorte a decidir penalizar-nos no ressalto final. Tudo se voltava a complicar, não fosse pela generosidade de João Gamboa, que se expôs a um justo segundo amarelo e assim deixou a sua equipa reduzida a dez. Lance decisivo no jogo, que nos atiçou ainda mais na busca dos três pontos. 

Ainda assim, foi preciso esperar quase pelo intervalo para que Marega desfizesse a igualdade, num lance pleno de oportunidade mas também de qualidade (na finalização e na assistência de Brahimi). Timing perfeito, tudo em paz para os balneários.

O que a mim mais me desiludiu foi mesmo a segunda parte, de tão morna e amarrada que foi quase até final. Mesmo perante um adversário ainda mais recuado, esperava mais criatividade, mais soluções para criar perigo e fazer rapidamente o terceiro e definitivo golo. Nada disso.

A entrada de Corona foi tardia dadas as circunstâncias da partida, mas lá chegou, o que deu um pouco de vida àquele jogo empastado e sem soluções. Foi já perto dos oitenta minutos que Marega sentenciou, finalmente, o desfecho final. Poderia ter acontecido mais cedo, é verdade, até pelo próprio maliano, mas soube realmente a pouco em termos de jogo jogado. O que soube mesmo, mas mesmo bem, foram os três pontos e manutenção do primeiro lugar. Que seja sempre assim...





Notas DPcA 


Dia de jogo: 18/12/2017, 21h00, Estádio do Dragão, FC Porto - CS Marítimo (3-1)


José Sá (6): Sofreu um golo fruto de um desvio num companheiro, na sequência de uma defesa de recurso para o lado e... nada mais a registar. Fez bem em optar pelos collants...

< 65' Maxi (6): Bem na ajuda ofensiva, foi um dos réus no golo sofrido, não só por estar fora de posição, mas sobretudo porque não travou o lance quando teve oportunidade (em falta, se necessário). Saiu naturalmente, embora o pudesse ter feito logo ao intervalo, dada a vantagem numérica.

Alex Telles (7): Mais uma batelada de lances de bola parada, um com destino feliz e alguns outros que mereciam mais acerto por parte dos destinatários. Pelo seu lado, não deu grandes baldas a ninguém. Um jogo completo do titular mais indiscutível desta equipa...

Marcano (6): Outro dos "fofinhos" no lance do golo sofrido, limitando-se a marcar com os olhos e a deixar rolar. Teve boa oportunidade para se redimir, mas o cabeceamento saiu ao lado.

Reyes (7): Abriu o marcador, depois de conseguir aparecer isolado a finalizar o canto de Telles, o que por certo lhe aumentará a confiança e talvez até a vontade de continuar depois de Junho... Quase sempre seguro e eficaz, prepara-se para fazer a vida negra às aspirações de Felipe.

Danilo (7): Outra vez o Senhor Porto dentro de campo; luta muito, joga bem e não leva desaforos para casa. Precisamos de mais assim. Bem mais.

Herrera (6): O início foi prometedor, mas depois andou mais próximo do Errera do que do Herrera, embora com saldo final ainda positivo, pelo que foi ajudando a equipa a ligar-se na fase de construção.

Ricardo (6): Recentemente, quando ocupa esta posição mais avançada, acaba por flectir em demasia para o centro. Percebo que sejam ordens para permitir a entrada do lateral, mas parece-me que leva demasiado à letra e acaba por se atrapalhar ao coincidir com outros companheiros no mesmo espaço. Em todo o caso, foi importante na manobra ofensiva e merece ser lembrado por uma actuação positiva.

< 83' Brahimi (7): Sentiu muitas dificuldades na fase inicial para conseguir expor o seu jogo, facto que não é alheio à marcação cerrada de que foi alvo. Mas mesmo quando se conseguia libertar, não estava fácil dar o melhor seguimento. Até que, em cima do intervalo, fez uma bela assistência para Marega repor a vantagem. E gostou tanto, que replicou a dose na segunda parte. No final, saldo claramente positivo e diferenciador, mesmo sem grande exibição.



Melhor em Campo Marega (7): Quero começar já pela sua finalização no 2-1, que foi de muito bom nível e num momento em que era realmente importante que não falhasse. Isso denota alguma "variação" face à sua norma, o que é bom. Mas fez muito mais, sempre muito disponível para acorrer e lutar por todas as bolas, acabando mesmo por bisar nesse seu movimento diagonal característico. Jogo muito interessante.

< 72' Aboubakar (6): Hoje não foi dia de Abou, foi dia de ver o seu companheiro de ataque brilhar. E contribuir para isso, entenda-se. Sempre muito envolvido no jogo colectivo, não teve a felicidade de as bolas de golo passarem por ele.

> 65' Corona (6): Conseguiu sacudir um pouco a equipa daquela letargia em que estava mergulhada, acabando por ser relevante mesmo sem se evidenciar inter pares.

> 72' Soares (5): Está ainda à procura de ritmo, após o regresso da lesão. Mais do que isso, parece ter alguma dificuldade em ligar-se à forma de jogar actual da equipa, mas admito que tal se possa dever à tal falta de ritmo.

> 83' André André (-): Nada a relevar.

Sérgio Conceição (6): A vitória por si só talvez justificasse nota melhor, mas confesso que me angustiou um pouco aquela incapacidade de matar o jogo durante quase toda a segunda metade, deixando-nos assim vulneráveis a qualquer outro lance fortuito, tal como o do golo sofrido. Podia e devia ter trocado Maxi por Corona logo ao intervalo, dada a superioridade numérica em campo. E, mais importante, esperava que conseguisse alterar as pedras no tabuleiro para conseguir tirar real partido dessa superioridade. Repetindo-me: percebo da dificuldade de enfrentar equipas que se encostam atrás, mas queria ter visto um pouco mais, um pouco mais cedo. No final do dia, parabéns ao mister, que assegurou mais uma importante vitória nesta longa caminhada.


Outros Intervenientes:



Tenho sido admirador de Daniel Ramos, precisamente pelo bom (muito bom) trabalho que fez no Marítimo, mas esta época confesso que me desilude a forma como coloca a equipa a jogar. Os resultados dão-lhe razão (tal como deram muitas vezes a Mourinho), mas a mim não me agrada. Espero que seja apenas uma estratégia temporária para combater as muitas mudanças face à última temporada. Caso contrário, estará ele próprio a definir os seus limites - bem modestos. Hoje nem a expulsão explica aquela forma de (não querer) jogar. Sabe a pouco e ninguém se consegue evidenciar...


Quanto a Manuel Mota e companhia, nada de grave a registar, apesar de demasiados erros sem que nada o justificasse. E então aquele tiquezinho de autoritarismo, quando se lembra de ir para a linha conversar com os treinadores sem que nada o justifique, e impede o jogo de prosseguir? Um predestinado para a coisa... (ámen). 
Quanto ao lance mais relevante, a expulsão de João Gamboa, tendo a concordar com a análise de Daniel Ramos, mas reforçando o que aqui mais interessa: o jogador foi bem expulso. Se noutros campos e jogos outros são perdoados, isso é outra conversa.



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Peço desculpa por não ter escrito a crónica do jogo anterior, mas não tive possibilidade de o fazer em tempo útil. Fica, no entanto, o registo do encontro e as notas em versão redux.


Dia de jogo: 14/12/2017, 20h15, Estádio do Dragão, FC Porto - Vitória SC (3-1)

Nota (7): Telles, Danilo, Herrera <79'Aboubakar <72', André André >62', SC
Nota (6): Iker, Maxi, Marcano, Reyes, Corona, Ricardo <62', Marega, Soares >72'
Nota (-): Óliver >79'



Seguem-se dois jogos que decidirão o nosso destino na Taça da Liga. Bem sei que muitos se estão a borrifar para esta prova (ou dizem que estão), mas eu não. Aliás, já me enerva solenemente que ainda não more no Museu. Já fomos "maltratados" de todas as formas nesta taça, na maior parte das vezes fruto de auto-mutilações, pelo que já é hora de a vencer. Podem tratar disso, por favor? Agradecido.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Onde Está a Bola? #56 & #57


Com 2017 a dar as últimas, sobra ainda tempo para uma edição dupla do Onde Está a Bola? (OEaB?) para fechar o ano em beleza. Para juntar àquele magnífico conjunto de lencinhos e ao lote de três pares de peúgas que por certo já estarão debaixo da árvore à vossa espera, nada como quatro bilhetes para o nosso Dragão: dois para o jogo do campeonato contra o CS Marítimo, que se disputa já na próxima segunda, 18 de Dezembro pelas 21h00; e mais dois para o segundo andamento na Taça da Liga, desta vez contra o moralizado Rio Ave FC, três dias depois, às 21h15 de dia 21.

Feita a introdução, vamos sem mais demora aos passatempos!


OEaB? #56 - Marítimo


OEaB? #57 - Rio Ave


Respostas possíveis #56 (Marítimo):

A - Bola Azul
B - Bola Verde
C - Bola Laranja
D - Bola Castanha
E - Não há Nenhuma bola escondida


Respostas possíveis #57 (Rio Ave):

A - Bola Azul
B - Bola Púrpura
C - Bola Laranja
D - Bola Castanha
E - Não há Nenhuma bola escondida



Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:


1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória. Pode obviamente concorrer a ambos os passatempos, se assim o desejar.

Exemplo: "#56: A - Amarela; #57: D - Verde"

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo, acompanhadas da resposta à pergunta "Como foi a sua ida ao Estádio?" (duas frases bastam, desde que venham do fundo da Alma Portista...);

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #56 deste passatempo termina às 22h00 de 17 de Dezembro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 12h00 de dia 18. A edição #57 deste passatempo termina às 22h00 de 20 de Dezembro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 12h00 de dia 21.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio).

9 - A edição especial anual do passatempo tem um novo critério: o da melhor selfie. Todos os vencedores de edições anteriores ficarão automaticamente habilitados. Mas não só: todos os concorrentes de todas as edições podem participar, desde que também enviem as suas selfies no Dragão em dia de jogo (email para envio das fotos: lapisazulebranco@gmail.com )

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio de Portistas! 


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Antes de partir, vamos encerrar as contas da edição anterior, a #55.


#55 - Mónaco

 

Resposta certa: C - Bola Laranja

 

Vencedor: Sara Ribeiro Lopes!



Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.


Agora, os habilitados ao sorteio e respectivo vencedor.


E o vídeo do sorteio, para que saibam como a Dona Sorte vos escolhe... ou não...


Por fim, a compilação das fotos enviadas pela Sara, onde podemos ver o seu afortunado e compenetrado afilhado que a acompanhou ao Dragão

"Foi uma experiência única, foi o primeiro jogo da champions que [ele] foi ver. Noite cheia de golos e de muita emoção. Conseguimos o apuramento para os oitavos e mostramos a todos que sem o polvo somos superiores. Seguimos fortes e unidos. FORÇA PORTO!!"


Força Portooooooo!


 
Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Por Amor À Camisola!


Estimados leitores, aproxima-se o Natal e o DPcA não quer ficar indiferente a todo este consumismo desenfreado que desvirtua por completo o original espírito da coisa. Assim sendo, estamos cheios de vontade de oferecer uma belíssima CAMISOLA OFICIAL 2017/18, assim os estimados o queiram (e por isso façam...).

Este é um passatempo exclusivo do Twitter DPcA, pelo que apenas por lá poderão concorrer. Como? É muito simples:

1 - Encontrar o tweet relativo ao passatempo: clicando aqui ou através do perfil @lapisazulebranco;

2 - Fazer RT e Follow, ou seja, retweetar e seguir o Twitter DPcA; 

3 - Fazer Reply ao dito tweet escrevendo " #poramoracamisola"




Termos e Condições [editado]

1 - Passatempo aberto a todos os possuidores de uma conta Twitter;
2 - Cumpridos os requisitos abaixo listados, o vencedor será apurado por escolha aleatória entre todos os participantes utilizando a app Lucky Raffle ou similar;
3 - O prémio único (camisola principal oficial 2017/18 do FC Porto) será sorteado se quando for atingida a meta mínima de 500 RTs (retweets) antes da data limite estabelecida;
4 - A data limite para este passatempo é 24 de Dezembro de 2017 (até às 23h59'59)
5 - O vencedor será contactado via Twitter, devendo responder nas 72h seguintes ao contacto. Se não o fizer, o DPcA apurará novo vencedor, que disporá de outras 72h e assim sucessivamente até que o prémio seja reclamado
6 - A entrega do prémio será combinada com o vencedor, de acordo com a sua localização geográfica. Se o vencedor pretender receber o prémio por correio num endereço fora de Portugal Continental, o DPcA reserva-se o direito de exigir pagamento antecipado dos portes de envio.
7 - Eventuais omissões nestes T&Cs serão decididas unilateralmente pelo DPcA (ah pois, manda quem pode)


Compreendido? Hope so! Vamos lá participar e divulgar; quantos mais, melhor! Tudo #poramoracamisola



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Lapidar - Até os Benfiquistas Se Revoltam


Salvo revelações graves e irrefutáveis, não contem que embarque na onde da divulgação massiva de tudo o que está a ser "libertado" dos emails dos sem-vergonha (grupelho criminoso que lidera o Benfica). 

Primeiro, porque não reconhecendo a tal especial gravidade, não vejo motivo para vasculhar e expor vidas alheias. 

Segundo, porque não tenho a certeza das reais intenções destas divulgações massivas. Há já quem suspeite terem sido eliminadas as partes comprometedoras, ficando apenas alguma "palha" e os burros sacrificiais... para que se conclua que não houve nada de ilegal. Estão a perceber, certo?

Terceiro, tenho mais e melhor que fazer.

Esta excepção que agora abro parece-me justificadíssima pela actualidade do tema - impunidade das claques ilegais do Benfica e vista grossa das autoridades - e porque reaviva a minha crença de que grande parte dos benfiquistas, por muito megalómanos e delirantes que possam ser, não se revêm nestes comportamentos criminosos. E é disso que o clube deles mais precisa.

Sem mais demoras, fiquem com um apelo desesperado de uma benfiquista. Um entre muitos, segundo os próprios. Dividido em duas imagens, a primeira identifica o assunto e a segunda contém a emocionada missiva.

E não, isto não é de agora. Isto é de... 2008!




(clicar para ampliar)

Não só não foi atendida, como fizeram ou permitiram o preciso oposto. Como vem sendo habitual, onde há porcaria, está Paulo Gonçalves. Ele e os demais elementos do gangue são, portanto, co-responsáveis por tudo o que esses criminosos e assassinos têm feito desde então. Que paguem também por isso.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

De Novo Em Primeiro (sem Sado-Maso)


Decorridos dez minutos de jogo, poucos poderiam antecipar o desfecho final da partida. A verdade é que o Vitória entrou um pouco melhor, atrevido e "aditivado" por aquele incentivo que está sempre lá, sempre à mão de semear de todos os nossos adversários.


Foto de Carlos Alberto Costa

A nossa menor concentração e falta de acerto colectivo ajudaram à pequenita festa setubalense, que nem chegou a ter direito a foguetes porque as duas tentativas morreram sem sequer subir aos céus. Serviu para fazer soar o alarme nos do Porto, que deixaram de conceder veleidades e trataram de ir atrás do resultado. 

Coisa que não tardou, pela mão da fortuna que normalmente sorri aos audazes. Sobre a meia-hora de jogo, canto de Telles para Abou finalizar de cabeça ao primeiro poste. Lance polémico, pelo contacto que envolveu o camaronês e o seu marcador de ocasião, mas após ver as repetições creio que muito bem ajuizado pelo árbitro e restante comitiva. 

A partir daqui, ficamos em definitivo por cima do adversário e o golo às três tabelas de Moussa dez minutos volvidos como que quebrou o espírito dos de Setúbal. Sobre o intervalo, penálti bem assinalado sobre Abou e fim do jogo.

Só que havia ainda toda uma parte para jogar. E os nossos não se fizeram rogados, valorizando o esforço de quem enfrentou os elementos e se deslocou ao Bonfim. Jogo mais aberto e propício ao nosso futebol de esticão, que acabou por resultar em mais dois golos e 45 minutos de futebol bem agradável.

Regressámos ao primeiro lugar e reforçamos a liderança com o reforço do goal-average. Tudo bem feito, siga para a Taça.



Notas DPcA 


Dia de jogo: 10/12/2017, 20h15, Estádio do Bonfim, Vitória FC - FC Porto (0-5)


José Sá (6): Duas intervenções logo a abrir (importantes mas sem dificuldade) e pouco mais.

Maxi (6): Guerreiro como sempre, mesmo quando as pernas já não podem o que a cabeça lhes pede. Vai compensando, sempre que possível, com a imensa experiência.

Alex Telles (7): Mais uma assistência, desta vez de bola parada, e todo um corredor para atacar, primeiro com Brahimi e depois com Corona. Fê-lo quase sempre bem e a bom ritmo.

Marcano (6): Está com algumas intermitências desde há alguns jogos, espero que seja apenas cansaço e que possa ter o merecido descanso já na quarta. Não jogou mal, pelo contrário, mas...

Reyes (6): Hesitante naquele quarto de hora inicial, mas compôs-se e fez um jogo de razoável qualidade, até porque a verdadeira exigência não durou muito mais do que esses primeiros quinze, vinte minutos.

< 73' Danilo (7): Sério candidato a melhor em campo, pelo que jogou e pelo que incentivou a que os outros jogassem, com aquela atitude de mostrar poder sempre mais do que os outros, sejam eles quem forem. 

Herrera (7): Arranque francamente mau, a pautar o (mau...) andamento inicial da equipa, que se foi corrigindo até ao ponto em que se sentiu como sal na tequilha, dando asas ao seu futebol "de comprimento". É um fenómeno mais imprevisível do que ojindependentes...

< 65' Ricardo (6): Voltou a ser chamado para funções mais ofensivas e cumpriu q.b. Curioso ter acabado por descair mais vezes para o meio do que seria previsível. Saiu para ter algum (merecido) descanso e não deixou grande marca no jogo.

< 46' Brahimi (6): Não consegui conter o pequeno insulto quando falhou isolado com o resultado ainda em branco, não só pela sua falha como por não ter visto Marega completamento isolado e pronto para encostar. O jogo acabou por correr de feição, também com o seu contributo, ainda que modesto, pelo que se livrou de maiores males. Não pode, senhor Yacine, não pode perdoar naquelas situações...

Marega (7): O grosso da nota justifica-se pela segunda parte, com novo golo, assistência e muitas jogadas de envolvimento "por esticão", porque na primeira foi quase tudo "sem saber como". A entrega é que foi constante e quase era posto fora de combate por um caceteiro sem punição (adequada), mas o mousso é de aço ou algo equivalente e ri-se na cara da adversidade...


Foto de Carlos Alberto Costa

Melhor em Campo Aboubakar (8): Tem mesmo de ser a figura maior do jogo, com um hat-trick e uma assistência no espólio pessoal. O Vincent anda feliz e isso nota-se em campo. Longe parece ir o tempo em que se recusou a voltar a jogar cá... e ainda bem. Só lhe falta mesmo é deixar de falhar golos fáceis, como hoje mostrou saber fazer no primeiro golo.

> 46' Corona (6): Boa entrada em cena, alavancada pelas circunstâncias mais do que favoráveis, realizando 45 minutos de bom nível. Bonzinho, vá.

> 65' André André (5): Entrou com o jogo já sentenciado e mais não fez do que seguir à risca o que lhe terá sido pedido, primeiro mais adiantado, depois a par de Herrera. Não fez nada mal, mas também não sei se fez algo realmente bem...

> 73' Soares (5): Fase de descontração, apenas deu para uma bicicleta com o "guiador" mal apontado.

Sérgio Conceição (7): Voltámos a vencer quando já nenhuma outra possibilidade se admitia, pelo que o mérito de saber lidar com essa pressão tem de lhe ser atribuído (por muito que a descarte, ela existia e a gritar bem alto). Bem também a sentar Felipe, creio que no momento certo: se o central não quiser aprender, o prejuízo maior será dele. De resto, o jogo acabou por nos sorrir, com as decisões arbitrais mais polémicas a serem bem apitadas nosso favor (apenas uma capital - a primeira, por sinal - não o foi) e a fortuna de fazer os golos nos momentos certos. A segunda parte foi uma mera formalidade e aproveitada para gerir esforços.



Outros Intervenientes:



Num Vitória que começou atrevido mas que cedo quebrou, ninguém se destacou sobre os demais (a meus olhos, evidentemente).


Ora bem, já tinha saudades disto. Escrever sobre um jogo do Porto sem ser forçado a tratar a equipa de arbitragem como (os) criminosos (que têm sido). Tiago Martins e seu gangue resistiram à tentação de agradar ao padrinho (ou terá sido por instrução deste, de modo a acalmar os ânimos?...) e tiveram a coragem de, na (eventual) dúvida, marcar a favor do Porto: parecendo que não, é uma raridade nos dias que correm.

De novo a meus olhos: o erro mais grave foi mesmo perdoar a expulsão de Vasco Fernandes por entrada muito violenta sobre Marega; o primeiro golo e o penálti são lances difíceis de analisar em bola corrida, pelo que só mesmo o VAR poderia esclarecer cabalmente o árbitro principal. Aparentemente, fê-lo pelo menos de forma neutra, aconselhando a ver o lance do penálti e não invalidando o golo. Creio que bem em ambos, porque sem ser escandalosamente nítido, em ambos se consegue observar e justificar o acerto das decisões.


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Com os espíritos mais aliviados, podemos agora preparar com tranquilidade a complicada eliminatória da Taça de Portugal contra o outro Vitória, que vai querer "fazer" a época nesta competição. Mesmo sendo no Dragão, que ninguém espere facilidades! É preciso encher o Mar Azul e ajudar a equipa a progredir para a ronda seguinte.

Antes disso, ficaremos a saber quem será o nosso adversário nos oitavos-de-final da Champions. Racionalmente, quero a Roma. Não sendo possível, posso ir a Anfield, posso?...


Nota: como habitualmente, não haverá OEaB? para a Taça de Portugal (na eliminatória anterior, foi uma excepção).



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco