Setembro 2018

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Do Bonfim aos Aliados: Navegação à Vista


Navegar à vista vem dos tempos idos dos Descobrimentos em que os valentes marinheiros lusos se faziam rumo ao Sul desconhecido, procurando manter visível a bombordo a costa africana por forma a minimizar os riscos associados a cada uma dessas epopeias. Era, portanto, uma navegação passo-a-passo, improvisada em função de cada novo desafio e sem grande ciência por detrás. "Vamos indo e vamos vendo", pensariam eles.



Tendo estado no Bonfim a assistir a mais um jogo deste Porto 18/19, creio que já vi o suficiente para constatar uma espécie de padrão de rendimento da equipa, bem como as principais falhas e insuficiências do jogo colectivo, pelo que me proponho projectar o que pode vir a ser esta temporada a nível do campeonato (aquilo que verdadeiramente nos interessa ganhar), não só mas também por comparação do que se tem visto dos outros três candidatos.

Sobre o jogo propriamente dito, não me vou alongar. Foi mais um, idêntico ao que têm sido quase todos: pouco futebol, poucas ideias positivas sobre como chegar com sucesso à baliza adversária, nenhuma capacidade de gerir o jogo, muitas falhas individuais e algumas colectivas e a felicidade de marcar nos momentos certos e de não sofrer nos errados. Pouco, muito pouco para quem pretende renovar o título.

O que mudou da época passada para esta, de forma assim tão radical, que justifique este "comportamento" da equipa aparentemente tão inferior ao que conseguiu fazer em 17/18?


E será que os resultados comprovam essa ideia de inferioridade de rendimento face a igual período da época passada? 

Comecemos por aí, pela comparação de resultados.


(clicar para ampliar)


 - Na época passada contávamos com um registo imaculado no campeonato nas primeiras sete jornadas; este ano, o mais próximo que poderemos chegar é às seis vitórias em sete jogos - o que a acontecer, implicará ter vencido Tondela e na Luz.

- Na Champions melhoramos substancialmente, passando de uma derrota caseira a um empate fora; Se vencermos em casa contra o Galatasaray melhoraremos a nossa prestação, qualquer resultado em Moscovo;

- Este ano já temos um troféu conquistado e um empate na Taça da Liga, ao passo que em 17/18 já tínhamos ultrapassado a primeira entrada na Taça de Portugal;


Resumindo, mesmo levando em conta a derrota inesperada com o Guimarães, em termos de resultados não estamos assim tão distantes do conseguido em 17/18: 5 vitórias, 2 empates e uma derrota versus 7 vitórias e 1 derrota. Pior, mas não muito.

Se conseguirmos vencer os três próximos jogos, ficaremos até em melhor situação do que no ano transacto. Se, se, se. Três grandes "ses" que se levantam não pela valia dos adversários, mas pela evidente fraca produção ao nível futebolístico.

A questão é (por enquanto) apenas essa: a qualidade do futebol produzido pela equipa. Temos conseguido vencer quase sempre apesar dela, o problema é que a jogar "assim" temos grandes probabilidades de voltar a falhar, uma e outra vez. De onde vem isto?

- Defeso demasiado atribulado. Pedem ao treinador para elaborar um plano para a época seguinte, destacando necessidades de reforços e colmatação de saídas (previstas e imprevistas). O treinador elabora e entrega esse plano à administração. E o que é que esta faz com ele? Decoração de gabinete ou algo pior. Só assim se entende as sucessivas fugas de jogadores pretendidos, por oposição à chegada de jogadores sem o aval do treinador. Um grande menosprezo pelo que Sérgio Conceição conseguiu dar ao Clube na época passada, digo eu. Consequência: um treinador instável, ofendido e com vontade de "partir tudo" e com isso menos focado no essencial.

- Balneário. Marega foi provavelmente a ponta visível e mediática do iceberg, porque parece terem desaparecido aquela alegria e bem-estar colectivo que transparecia ainda há poucos meses. Saíram alguns jogadores relevantes para o jogo e para o balneário (Ricardo e , por exemplo), chegaram outros que ainda precisam de completar a integração no grupo. Tudo normal a este nível. Mas será só isto? Não parece. Quem souber o quê e porquê, que trate de resolver o problema.




- Má forma. Assusta ver este Telles em campo por comparação ao portento das épocas anteriores. Lento, maus tempos de entrada, má leitura de jogo, má execução técnica, incapacidade de fazer a diferença nas bolas paradas. Se fosse só ele, ainda a coisa ia (embora coxa). Mas e então Herrera, Felipe, Oliveira, Aboubakar, Brahimi e Marega? A mesma coisa, sombras do que já provaram serem capazes! Como se explica um fenómeno desta dimensão? A questão pode também ser de ordem física, mas garantidamente não será só e provavelmente nem a mais importante.

- Estratégia. Pegando no que se descreve acima, seria plausível de concluir que com jogadores em má forma nenhuma estratégia é boa, o que seria parcialmente verdade. O problema é que também é suposto que as estratégias potenciem e promovam a "forma" dos jogadores, que se adaptem ao que de melhor cada um dos jogadores pode dar à equipa. E isso eu não tenho visto. Constato antes a recorrência de um modelo quase único e que nem com as variantes que contém, consegue promover um exercício colectivo de futebol de qualidade na maior parte do tempo. Na esmagadora maioria do tempo, diga-se.

Naturalmente que todos os adversários nacionais já se adaptaram a esta forma de jogar, ainda que por vezes recorrendo a estratégias sujas, que em nada valorizam o desporto. Mas isso é lana-caprina porque sempre assim foi e é ao Porto (ao seu treinador e jogadores) que cabe a missão de vencer apesar disso. E sendo justo, mesmo perante adversários que pretendem jogar "algum" futebol, o nosso futebol pouco melhora.

Acresce que os pilares fundamentais em que assentava este "modelo" de Conceição estão de momento severamente "danificados": Marega primeiro e depois Telles, Ricardo e o meio-campo. Todos uma lástima. Tudo somado, temos o que temos.

E os outros candidatos?


Benfica, Braga e Sporting, pela ordem de "ameaça" que pressinto neste momento.

Os sem-vergonha, mesmo atolados no lamaçal que eles próprios criaram, seguem neste momento na frente da Liga e têm a oportunidade de ampliar a liderança ao receber o Porto em sua casa. Não por estarem a apresentar um futebol de grande qualidade - algo que aliás já não fazem há mais de cinco anos - mas porque têm conseguido vencer os seus joguitos, um a um. E já empataram com o Sporting, relembre-se. Pela plantel razoável que têm e pelo polvo que ainda mexe e muito, são o mais sério candidato a destronar o campeão, se este não fizer pela vida.

O Braga, treinado por um ser que me provoca desde arrepios até vómitos sempre que o ouço "discursar", tem o plantel mais forte da Liga em termos de profundidade. Pode não ter craques do nível dos melhores dos 3 grandes, mas têm bons jogadores para todas as posições e quase sempre a duplicar. E pese a alergia que tenho a Abel, não deixo de reconhecer que já pôs a equipa a jogar muito bom futebol (ano passado) e que neste parece estar mais apostado em garantir resultados do que na qualidade do jogo. Chama-se crescer, suponho. Fora das provas europeias, vão sem dúvida tentar manter-se colados ao líder e aproveitar um eventual descalabro simultâneo dos outros três.

Sendo (cada vez mais) certo que já mereciam ter sido campeões com Domingos Paciência ao leme, talvez tenham nesta época a sua melhor oportunidade de sempre para lá chegar.

O Sporting recuperou bem face à brutal queda no abismo que sofreu. Não perdeu os principais jogadores, livrou-se de uma lesma ou outra e tem finalmente nova liderança. O maior problema estará mesmo no treinador. Nunca gostei do treinador Peseiro e mais escaldado fiquei com a sua passagem pelo Porto. É mesmo um perdedor nato (sorry mister, mas é o que eu penso) e com esta derrota em Braga, não sei bem como as coisas se desenvolverão. Em todo o caso, enquanto se mantiverem próximos da frente, serão sempre um possível vencedor final. O último em que apostaria dinheiro.

E então nós, meu Porto?


Pois é, "nós" é que não sei.

Neste momento, acho que tanto podemos "re-engatar" e recuperar a dinâmica da temporada passada, como "engasgar" e atravessar uma época frustrante ao melhor estilo de NEStums, Lorpas & Associados. E não consigo dizer qual dos cenários é mais provável.

Pressinto, pelo que observo dentro e fora de campo, que muita coisa não está bem na equipa (no Clube já há muito tempo e não seria um título a mudar a situação). Quem tem a missão de reverter a situação é o líder, o treinador, Sérgio "Campeão" Conceição.

Mas primeiro terá de fazer as pazes com quem tiver de as fazer e consigo mesmo. Aceitar a situação actual e fazer dela o melhor possível. Ter a coragem e a humildade para rever as suas convicções e processos, identificar o que tem de ser mudado e seguir por esse caminho. Balanços e ajustes de contas têm mesmo de ficar para o próximo defeso.

Agora é hora de tocar a rebate, voltar a reunir e a motivar as tropas e partir para cada batalha como um só. Foi assim que, contra tudo, todos e todas as expectativas, fizemos das fraquezas forças e nos tornámos Campeões de Portugal. E só assim voltaremos a sê-lo.



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Notas DPcA 



Dia de jogo: 22/09/2018, 21h00, Estádio do Bonfim, Vitória FC - FC Porto (0-2)



Melhor em Campo Iker (7): Muito bem nas vezes que foi chamado a intervir, mantendo intactas as nossas aspirações em momentos decisivos.

Maxi (6): Sempre melhor no auxílio ao ataque do que a proteger a sua baliza, onde se acentua a preocupante tendência de ser batido pelas costas nas bolas aéreas. De resto, incansável.

Alex Telles (5): "Assusta ver este Telles em campo por comparação ao portento das épocas anteriores. Lento, maus tempos de entrada, má leitura de jogo, má execução técnica, incapacidade de fazer a diferença nas bolas paradas"

Éder Militão (7): Outro jogo de bom nível, incluindo um corte providencial e limpo a evitar uma situação de golo eminente. Vai durar pouco por cá...

Felipe (5): O lance em que quase foi expulso exemplifica bem a sua má leitura de jogo, ao deixar-se arrastar por um adversário e abrindo assim uma avenida que o avançado vitoriano aproveitou. Está em claro abaixamento de forma.

Danilo (6): Liderou o meio-campo, até por ausência dos demais companheiros de sector e genericamente esteve bem. Mais um passo rumo à sua recuperação completa-

Herrera (5): Outra vez Errera, embora um nível acima do que fez na Alemanha. Num meio-campo tão "curto", a sua ausência do jogo faz-se sentir de forma desproporcional. Com renovação ou não, tem é de voltar a jogar. Ou voltar para o banco.

< 60' Otávio (5): Muito desastrado a nível técnico, falhando várias recepções de bola e alguns passes fáceis. Teve também o seu lado positivo, ajudando em alguns momentos a equipa a chegar com relativo perigo à baliza contrária - algo que, devo reconhecer, só me apercebi ao rever o jogo na televisão. 

 < 79' Brahimi (6): Luta, corre, tenta mas não consegue fazer a diferença. E assim acaba por passar por banal, algo que não é nem nunca será.

< 74' Aboubakar (6): Melhorou também face a Gelsenkirschen e até fez o primeiro da noite, aproveitando bem a bola solta dentro da área. Procurou mais e melhor e quase conseguiu. Se fizer um golo por jogo, já não é mau de todo.

Marega (6): Ao contrário de Abou, não evoluiu face ao último jogo. Esteve no mesmo registo, um par de tentativas mas de pouco sucesso. Em todo o caso, a sua presença desgasta e ocupa o pensamento de vários adversários em simultâneo, libertando espaço noutros sítios do campo. E foi nele que começou a desenhar-se o primeiro golo.

> 60' Oliveira (6): Marcou o golo da tranquilidade (relativa) e só isso fez dele aposta ganha. Mas fez mais, fazendo-se notar clara melhoria ao que vinha sendo feito antes da sua entrada.

> 74' André Pereira (6): Regresso positivo após lesão a indiciar que terá mais oportunidades.

> 79' Corona (5): Nada acrescentou ao jogo, além de falhar um golo fácil.

Sérgio Conceição (6): Vitória importante como são todas, mas conseguida sem nenhum brilho e com dúvidas quanto ao desfecho quase até final. O Vitória marcou um golo que foi anulado e teve ainda outras duas grandes oportunidades (uma delas em offside), pelo que a clean sheet acaba por ser muito lisonjeira para a prestação da equipa. Tal como a diferença de dois golos, acrescento. Dá a sensação que está a insistir em ver as horas num relógio avariado e que se agarra às duas vezes por dia em que está certo para concluir que tudo está bem. Passe o exagero, porque obviamente tem melhor noção do que qualquer outro de que as coisas não estão a sair bem, parece não estar a encontrar a solução para reparar o relógio. Algo a rever com muita urgência, companheiro Conceição.



Outros Intervenientes:


Equipa bem arrumada e com um par de bons executantes lá na frente - Hildeberto e Valdu - o Vitória deu muito boa réplica e quase acabava a sorrir, mesmo com meia equipa amarrada atrás por Vidigalito. Porque das insuficiências do adversário não tem culpa nenhuma.

Jogo com casos complicados para Manuel Oliveira, que no essencial parece ter decidido bem em quase todos eles. Acharia o penálti sobre Marega forçado, tal como exagerado o vermelho a Felipe (ficou a faltar o amarelo). O golo do Vitória foi bem invalidade pelo VAR. Apesar da dificuldade, trabalho positivo. 


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Seguem-se dois jogos no Dragão e a ida à Luz. Três vitórias que nos elevariam para outro patamar. Menos do que isso... não sei. Vamos lá ao estádio e sempre a apoiar enquanto a bola rolar. E a Sérgio o que é de Sérgio. 



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




terça-feira, 18 de setembro de 2018

No Tempo dos Empatas


Schalke 04 e Chaves, dois jogos, dois empates. Mudou radicalmente o contexto, manteve-se a confrangedora incapacidade da equipa para jogar futebol (com o mínimo) de qualidade. Quo Vadis, Porto de Conceição?




Começo pelo fim. O campeão português estreou-se hoje na mais importante prova futebolística de clubes do planeta, a Champions League, com um empate fora, na inesquecível Arena Auf Schalke.

Quem não tenha visto o jogo, dirá com grande probabilidade que não é um mau resultado tendo a qualificação em vista. E não é. A não ser que o Schalke venha a perder os seus restantes dois jogos caseiros, é um desfecho que em nada compromete as nossas aspirações. Começamos portanto sem atrasar nem adiantar.

O problema, o grande problema, é que voltamos a não jogar um caracol. Vindos de um intragável empate com o Chaves no Dragão (que também não comprometeu em nada a nossa continuação na Taça da Liga), voltamos a demonstrar uma intranquilidade e um desnorte difíceis de entender. É normal o nervoso miudinho a cada estreia na prova milionária, mas isso é algo passageiro, que desaparece após uns minutos de jogo.

A inultrapassável dificuldade para construir jogo e ligar sectores a propósito é que já não se percebe. E ainda menos a intranquilidade em momentos de pouca pressão, como quando na circulação da bola pela defesa e meio-campo recuado. Ou as incontáveis atrapalhações de quase todos os jogadores, desde as precipitações de Iker ao chuto na atmosfera de Herrera, com dezenas de outros pequenos erros não forçados pelo meio que, todos somados, resultam numa fragilidade excessiva e difícil de entender.

Não vale ainda a pena recapitular a paupérrima pré-época no que toca ao reforço do plantel, mas é preciso recuar até aí para tentar deslindar o que se passa com o grupo e, em particular, com Sérgio Conceição. A expulsão no último jogo ao intervalo é apenas o culminar lógico da sua atitude no banco, também já com alguns salpicos nas conferências de imprensa. 

Aos meus olhos, Conceição é neste momento um treinador que se sente desconfortável no seu papel de treinador do Porto. Tendo ele o feitio emotivo que todos lhe reconhecem, não consegue (ou não quer) sequer disfarçar. O pior deste estado de coisas é que aparentemente lhe acaba por tolher o raciocínio e o leva a tomar decisões durante o jogo menos do que óptimas, para ser suave. E, provavelmente, passa para os jogadores - os seus jogadores, que justamente o reconhecem como o seu líder - esse seu desconforto e intranquilidade.




Sendo claro, esta equipa alemã foi hoje uma equipa pouco mais do que vulgar, que teria muitas dificuldades em manter-se na primeira liga alemã se entretanto não melhorar muito (e certamente o fará). Um Porto próximo do que foi o ano passado teria vencido este jogo com alguma facilidade. Começando pelo aproveitamento dos lances de bola parada, com destaque óbvio para a penalidade falhada por Telles. O Porto actual não mereceu mais e teve até alguma felicidade em apanhar um árbitro que não quis saber do ambiente caseiro para nada e marcou (bem) o que viu.

Se alguma melhoria se viu hoje, foi a capacidade de luta que individualmente já se viu em muitos jogadores, tanto nos lances corridos como de bola parada. Temo é que seja ainda apenas um boost decorrente de estar a jogar na Champions, mas pode ser que não. Já veremos no Bonfim como vai ser.

É difícil de entender os motivos que levam a que quase toda a equipa (titulares e quem entrou) se apresentem abaixo do seu normal (já nem sequer falo em boa forma). Um ou outro é o habitual em qualquer equipa; quase todos já dá que pensar.

Deixando Iker de fora disto (apesar das tais precipitações incompreensíveis), como se explica que Telles, Felipe, Sérgio Oliveira, Herrera, Aboubakar, Marega não tenham simultaneamente um rendimento aceitável? E mesmo os que estão um pouco melhor, como Maxi e Brahimi, também não estão propriamente ao seu nível. Porquê? Coincidência terrível? Hard to buy. Há qualquer coisa de significativa a passar-se no ou com o grupo. Tem de haver. 

O lance do golo sofrido é o exemplo perfeito daquilo que tento dizer. Sucessão de disparates, equívocos e hesitações difíceis de entender, desde a ridícula perda da bola na área contrária até que ela se deteve, descontraída e importunada, no fundo da nossa baliza. Dá a sensação que os jogadores ou não sabem bem o que fazer ou então o que lhes é pedido não se adequa ao que o jogo "pede"; algo que colide frontalmente com o que se passou na época passada.

Mais do que saber o que realmente se passa, quero é que tudo se resolva rapidamente e que o grupo reencontre o Norte. Já em Setúbal, de preferência. Porque no campeonato cada ponto perdido vai ser o cabo dos trabalhos para recuperar.



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Notas DPcA 

(por ordem cronológica)


Dia de jogo: 14/09/2018, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - GD Chaves (1-1)



Nota (6): Vaná, João Pedro, Herrera, Diogo Leite, Danilo, Brahimi (>64'), Hernáni (>72') 

Nota (5): Telles, Maxi, Felipe, Otávio (<84'), Corona (<60'), Adrian

Nota (-): Aboubakar (>84')

Sérgio Conceição (5)

A "sorte" desta vez abandonou-o. Podemos acusar árbitro de erros grosseiros, adversário de anti-jogo e a Rússia de invadir a Crimeia e sendo tudo verdadeiro, nenhum dos factos justifica uma exibição tão frouxa e descaracterizada e a incapacidade para marcar mais golos a este pequenito Chaves. 

Certamente que fomos melhores, certamente que poderíamos ter vencido ainda assim. No entanto, o essencial é que a jogar ASSIM serão mais as vezes em que não ganharemos do que as que sim. A equipa está mal e não o consegue disfarçar. A rever com muita urgência.




Outros Intervenientes:


Fui dos que antecipou uma boa carreira para Daniel Ramos, mas neste momento devo reconhecer que talvez me tenha enganado com aquela época que fez no Marítimo. Compreendo que não poderia vir ao Dragão levar mais cinco, mas o que é demais, é moléstia. Demasiado pequenino para poder aspirar a vir a ser grande, digo eu.

Desconhecia até este jogo quem era Vítor Ferreira e sinceramente preferia continuar sem conhecer. Postura em campo que denuncia as evidentes insuficiências que o definem enquanto juiz. Demasiados erros com influência no resultado (para ambos os lados, diga-se, embora com mais razões de queixas para o Porto), incapacidade de liderar pelo exemplo, dificuldade gritante em ajuizar cada lance. Quem o trouxe até aqui e fez dele um árbitro de futebol profissional que se explique. Eu só quero que não se cruze connosco mais nenhuma vez.


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Dia de jogo: 18/09/2018, 20h00, Arena Auf Schalke, Schalke 04 - FC Porto (1-1)



Iker (6): Bem entre os postes, mas com erros na reposição da bola que não dá para entender. Ás vezes, fica difícil acreditar que acumula tanta experiência.

Maxi (6): Foi a todas, como sempre, mas por várias vezes se distraiu e chegou tarde à sua área de actuação defensiva. Talvez se tenha esquecido que já não tem as pernas que tinha aos vinte anos.

Alex Telles (5): Continua uma sombra do que é, com a agravante de ter desperdiçado um penálti por clara má marcação. Vouta prá nóis, tá?

Éder Militão (7): Estreia na Champions e quase parecia o mais experiente. Bem em quase todas as suas acções, só a menor (e compreensível) falta de entrosamento com Felipe deu alguma preocupação. Grande futuro pela frente.

Felipe (5): Esteve numa roda-viva, ou melhor, numa montanha russa de lances bem e mal decididos, alguns que quase mudavam o marcador (em ambas as balizas). Tem de esquecer a canarinha e voltar à sua realidade, até para que um dia possa lá voltar.

< 75' Danilo (7): Muito bom regresso à alta competição, já descontando a falta de forma devida à longa paragem. Não sei se foi o melhor em campo, mas foi claramente o melhor da equipa.

Herrera (5): Não tenho memória curta, começou muito bem a época (até foi o MeC contra o Moreirense). Mas neste jogo (e no anterior, em menor escala) voltou a ser Errera: trapalhão, despropositado e comprometedor. O que se seguirá?

Otávio (6): Teve a frieza para conseguir o empate na segunda grande penalidade, o que obviamente é de realçar sobretudo pelo antecedente. Mas se dependesse de mim, já não estaria em campo por essa altura. Se a primeira metade foi razoável, na segunda desapareceu até ser chamado a este lance. E depois até "regressou" ao jogo, mas só depois. Pouco.




< 82' Brahimi (6): Sempre muito cercado nos terrenos centrais que pisou durante a primeira hora, foi ainda assim tentando furar e ganhar terreno. Já mais descaído na lateral, conseguiu um pouco mais de espaço, insuficiente para brilhar como tanto deseja.

< 64' Aboubakar (5): Quase sempre desligado da equipa e longe da acção, não sei se por culpa própria, da equipa ou 50/50. Mas o certo é que quase não "produziu" jogo, limitando-se a fixar a atenção dos defesas contrários. Saiu bem pela exibição, mal pela ausência de banco à altura.

Marega (6): Um bocadinho melhor, mas sem ser ainda decisivo como foi. Corrijo, foi sobre ele a segunda penalidade, foi decisivo. Mas soube a pouco, foi mais burrice do defesa do que outra coisa. Pode e deve fazer bem mais, sobretudo se se julga mesmo merecedor de outros voos.

> 64'  Corona (5): Nada acrescentou ao que a equipa vinha fazendo, nem mesmo a largura que suponho o treinador lhe tenha "pedido".

> 75' Oliveira (6): Continuo sem ver essa subida de qualidade no jogo da equipa que supostamente provoca quando entra, mas deve ser por culpa de expectativas mal formadas.

> 90' Hernáni (-): Esteve em campo nos descontos, sem nada a relevar.

Sérgio Conceição (6)

Ouvi boa parte da sua conferência de imprensa enquanto escrevia esta crónica e fiquei com dúvidas se teríamos visto o mesmo jogo. Não me deveria surpreender, porque ao contrário do que aconteceu durante boa parte da época passada, este ano temos visto jogos muito diferentes em quase todos os jogos. Claro que sou eu quem não está a ver bem. Só falta que me prove que assim é (com urgência). A pontuação reflecte o resultado, positivo sem ser excelente, porque o jogo que nos trouxe a este resultado nunca teria nota tão alta. Tantos equívocos individuais até podem ser trágica coincidência, mas a incapacidade da equipa de esticar o jogo com critério e causar perigo já não. Tem mesmo A VER com o treinador.

Como sugestão de T.P.C. lanço desafio de analisar o que nos tem acontecido sempre que decidiu trocar um avançado por um ala ou médio, isto é, sem o substituir por outro avançado minimamente equiparado. A ver se ajuda para o futuro.




Outros Intervenientes:


Não tinha expectativas sobre este Schalke 04 que desconhecia, excepto o que a sua actual classificação na Bundesliga sugeria. No final, bateu certo: jogam realmente pouco. Tão pouco que nem deu para distinguir nenhum jogador (nem mesmo Embolo, jogador sobre o qual tenho boas sensações desde que o vi despontar na Suíça).

Muito boa arbitragem de Gil Manzano e seus pares pela capacidade de se alhear do ambiente pressionante dos da casa. Creio que decidiu quase sempre bem e adoptou um critério largo e uniforme.


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Vendo as coisas pelo lado positivo, está feita a estreia na Champions e continuamos com as mesmíssimas aspirações que se formaram após o sorteio. O resultado do outro jogo do grupo sugere que o Galatasaray será o outro candidato ao primeiro lugar e por acaso até é o próximo adversário que vamos defrontar, desta vez no Dragão. 

Antes disso, temos campeonato pela frente. Competição bem mais importante, digo eu. Há que preparar rápido e bem a estratégia para ir ao Sado buscar os essenciais três pontos. O resto... virá a seguir. Vamos lá.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




terça-feira, 11 de setembro de 2018

Ligas DPCM 18/19: Champions, Europa League e... Serie A!


Acabou a aborrecida paragem à conta das Seleções (a primeira de várias...) e assim regressam as competições de clubes e com elas as nossas ligas fantasy.




E regressam em grande estilo, com o início das competições europeias e respectivas ligas - Champions e Europa - e com uma estreia inesperada: a ITALY FANTASY da Realfevr que, como o nome sugere, se "ocupará" da Serie A italiana.

Isto significa que passam a ser seis as competições fantasy Do Porto com Mística, disputadas em sete ligas: Liga NOS Virtual, Fantasy Premier League, Spain Fantasy, Italy Fantasy, Europa Fantasy e a Champions que terá duas ligas, uma por plataforma, RealFevr e UEFA.



Italy Fantasy


Uma surpresa que a Realfevr nos reservou, a possibilidade de disputar uma liga fantasy da Serie A italiana, facto a que não será alheio o tremendo aumento de interesse registado pela competição à conta da transferência de CR7 para a Juve. Sorte a nossa, que poderemos desfrutar de mais uma liga!

Para participar na nossa liga Do Porto com Mística IT basta clicar aqui ou usar o token b5bb12b4 no caso de já terem criado a vossa equipa. Podem e devem desafiar os vossos amigos a juntarem-se, partilhando este link: https://fantasy.realfevr.com/t/b5bb12b4.

Token: b5bb12b4

Início: 15 de Setembro (hora limite para participar na primeira jornada: 15h00)

Prémios: Sim, RealFevr



Fantasy Champions League


À semelhança da época passada, vamos abrir uma liga DPcM nas duas plataformas, RealFevr e UEFA, sendo que a minha preferência vai para a plataforma portuguesa, por ter regras mais estimulantes e porque a própria plataforma é mais simples e intuitiva. No entanto, a UEFA tem vindo a esforçar-se, lançou uma plataforma redesenhada e um gaming hub, pelo que merece manter o nosso apoio.

RealFevr


A nossa liga Do Porto com Mística UCL vai presentear o vencedor com uma camisola oficial 2018/19 do FC Porto, tal como aconteceu nas edições anteriores. A isto, acrescem os muitos prémios desta plataforma para serem ganhos a vários "ritmos" - por jornada, mensais e finais.

Token: d022ad65

Início: 18 de Setembro (hora limite para participar na primeira jornada: 16h55)

Prémios: Sim, DPcM + RealFevr

UEFA


Aqui os prémios serão exclusivamente atribuídos pela UEFA, mas o número de adversários a bater e consequente desafio será consideravelmente maior.

Token: 09660564

Início: 18 de Setembro (hora limite para participar na primeira jornada: 17h55)

Prémios: Sim, UEFA



Fantasy Europa League


Por fim, a liga para especialistas. Com equipas oriundas dos quatro cantos do continente, é preciso saber de bola para conseguir bons resultados logo desde o início. Pode não ter o glamour da Champions, mas tem o seu brilho próprio que atrai os maiores conhecedores do jogo. Atreves-te?

Como incentivo adicional, o vencedor da nossa liga também receberá uma camisola oficial 2018/19 do FC Porto! 

Token: 231073ab

Início: 20 de Setembro (hora limite para participar na primeira jornada: 16h55)

PrémiosSim, DPcM + RealFevr


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Além destas estreias, relembro que ainda se podem (e devem!) adicionar às ligas que já estão em andamento:


Liga NOS Virtual


Token: 7b4fcb99

Início: a decorrer

Prémios: Sim, DPcM + RealFevr


Vencedores semanais:

J01 - CaciquesFX (Juan) - 107 pts
J02 - Abrantes F.C. (João Ventura) - 80 pts
J03 - Draconense (Bruno Almeida) - 66 pts
J04 - Jornalistas, Padres & Toupeiras (Frederico Cotta) - 86 pts


 

Spain Fantasy


Token: 5b0552c9

Início: a decorrer

Prémios: Sim, RealFevr


Vencedores semanais:

J01 - CaciquesFX (Juan) - 81 pts
J02 - Ruly All Star (Ruly) - 83 pts
J03 - Ruly All Fevr (Ruly) - 109 pts



Fantasy Premier League


Code: 415058-88447

Início: a decorrer

Prémios: Sim, FPL


Vencedores semanais:

GW01 - Salvador & Santiago (Hélder Aguiar) - 95 pts
GW02 - Vintage (Nuno Mateus) - 99 pts
GW03 - FCP1893 (Paulo Ferreira) & furaredes (Nuno Luz) - 66 pts
GW04 - Parrampeiros (Luís Pereira) - 68 pts



A oferta é muita e boa, agora é só escolher e jogar! Vamos lá, solta o Mister que há em ti...



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Reposta a Normalidade


Está reposta a normalidade, no Dragão ganha o FC Porto. Sempre que acontece uma anormalidade, como a derrota da jornada antecedente, há uma natural tendência para desconfiar de quase tudo e todos. É apenas humano, digam o que disserem muitos da boca para fora.




O jogo não foi fácil e sobretudo não decorreu com a "limpeza" que o resultado final sugere. Não apenas porque o Moreirense deu boa réplica e quis ser atrevido (quis, mas não foi), mas também porque do jogo com o Guimarães vinha a memória de uma derrota que começou por ser uma vantagem de 2-0 no marcador... Creio mesmo que só com o golo de Marega se pode "ouvir" o desabafo colectivo de alívio no estádio.

Não me sobra muito para comentar sobre o jogo que não seja o termos jogado malzinho durante largos períodos, que o adversário teve uma principal ocasião soberana para marcar mas Iker não deixou, que Marega ainda está longe de ser Marega, que Oliveira está um farrapo e que temos craque no pedaço. Como se tratam de destaques individuais, podem encontrar as respectivas referências já aqui abaixo.

Sobre a partida, pouco mais. Jogo ganho com mérito mas sem grande qualidade. Outra substituição que não resultou e que não entendo o propósito. A de Aboubakar por Corona, obviamente. Percebo a chamada do mexicano ao jogo mas não a subtracção do camaronês, quando (de novo) o meio-campo estava uma lástima, muito por culpa do sub-rendimento de Oliveira. Se a intenção era a de alargar o jogo e simultaneamente que Otávio reforçasse o sector intermédio, claramente não resultou. Se era outra, não alcancei, mas não muda o facto de que não resultou na mesma.

Aproveito apenas para dizer que me pareceu normal a relegação de Diogo Leite para o banco por troca com a titularidade de Militão (ainda antes do jogo, entenda-se).

Acrescento ainda que não faz sentido criar polémica à volta dos escolhidos para a Champions sem se saber as previsões de recuperação dos lesionados, em particular de Soares. Compreenda-se no entanto a frustração do jogador e a normal solidariedade do seu amigo/representante, que, por acaso, é apenas e só o Mágico Deco. Quem não sabe ou não entende o quanto vale esta jóia eterna do Portismo, que faça um favor à comunidade e a si próprio e que não se atreva a comentar. Imbecil por imbecil, mais vale que ninguém se aperceba disso.



Notas DPcA 


Dia de jogo: 02/09/2018, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - Moreirense FC (3-0)


Iker (6): Espectador atento até ser chamado a um par de intervenções importantes.

Maxi (6): Lutador como sempre, desta vez sem se evidenciar de forma clara. Cumpriu, pois claro.

Alex Telles (6): Está a melhorar os índices físicos, mas ainda não está "pronto". Preparava-se para acrescentar mais um golo ao seu pecúlio quando o VAR reverteu a decisão de penálti e depois disso, pouco mais se viu no farejamento do golo, excepto aquele livre (quase) muito bem marcado.

Éder Militão (7): Não sou facilmente impressionável e "exijo" sempre observar uma série longa de jogos antes de qualificar um jogador, mas devo dizer que fiquei muito agradado com o que vi e não vi na primeira aparição deste minino. Toque de bola, jogo simplificado, tranquilidade, posicionamento... pode ter sido apenas um jogo, mas creio que não. Aliás, os dois melhores elogios que lhe posso fazer são que até me pareceu ser "desperdício" tê-lo a central e que - ainda assim - a ter que sair alguém da dupla, não seria ele o escolhido... Vamos com calma, mas a estreia foi muitíssimo promissora.

Felipe (6): Deve ser coincidência, mas desde que saiu a convocatória para o escrete, não voltou a fazer um bom jogo do princípio ao fim. Tem hesitações e mini-paragens à Maicon, que também parecem indiciar alguma deficiência na condição física. Tem de melhorar e depressa, se sonha continuar a ser testado na sua seleção.

< 75' Sérgio Oliveira (5): Não há outra forma de o dizer: é neste momento um passivo para a equipa e tem mesmo de ceder o lugar, fazer um refresh e depois voltar à luta. Assim, vai caindo até que um dia se estatelará ao comprido. 

Melhor em Campo Herrera (7): A operação cosmética parece ter tido impacto profundo a nível psicológico, porque está mais calmo e confiante do que nunca, o que se reflecte no bom que faz dentro do campo. Conseguiu desbloquear o marcador e fez um jogo muito positivo, o que num jogo em que ninguém se distinguiu de forma clara, me parece merecedora da distinção de melhor em campo.




Otávio (7): A nota reflecte mais a sua importância na definição do resultado do que a constância da qualidade da sua exibição. Teve maus momentos no jogo, alguns desesperantes, mas no final saiu a sorrir porque foi mesmo dos mais decisivos para os três golos marcados.

< 82' Brahimi (6): Tentou muito mas nem sempre bem, quedando-se por uma exibição de que ninguém guardará grande memória. Contribuiu, nevertheless.

< 64' Aboubakar (6): O mérito próprio no seu golo - importante e decisivo - foi pouco mais do que estar no sítio certo no momento certo e fazer a bola tabelar em si, pelo que não lhe confere grande "valor acrescentado" no acto. No demais, fez um jogo de esforço, poucas vezes solicitado pelos companheiros, tendo sido mais vítima do que culpado (embora o treinador pareça ter pensado o contrário).

Marega (6): Regresso discreto e quase "vulgar" à titularidade, um pouco disfarçado pelo golo. Está sem o mojo que fez dele a locomotiva imparável que nos levou ao título, falta saber se conseguirá voltar a sê-lo depois da rábula de verão.

> 64'  Corona (5): Nada acrescentou ao que a equipa vinha fazendo, nem mesmo a largura que suponho o treinador lhe tenha "pedido".

> 75' Óliver (6): Continuo sem ver essa subida de qualidade no jogo da equipa que supostamente provoca quando entra, mas deve ser por culpa de expectativas mal formadas.

> 82' Danilo (6): Momento arrepiante e emocionante que valeu a ida ao estádio só por si: o regresso ao relvado do Dragão de um dos que mais merece ser considerado dos nossos. Que o tendão não o volte a trair e continue a sua progressão rumo a ser um dos melhores da actualidade na sua posição.

Sérgio Conceição (6): Regressámos às vitórias, mas a não-progressão da equipa preocupa. Relembro, no entanto, que o mesmo sucedeu na época passada e também por esta altura (ou talvez um pouco mais adiante). A diferença é que agora já têm um ano de trabalho feito, com sucesso e deveria conseguir construir sobre essa base e acrescentar qualidade e variedade ao jogo colectivo. Veremos o que se segue.




Outros Intervenientes:



Foi interessante ver jogar este Moreirense, para lá de saber se tal se deveu mais às nossas fraquezas do que a forças próprias, mesmo que lhes tenha faltado conseguir finalizar as boas jogadas que desenvolveram. Não consegui estar atento o suficiente para me aperceber de destaques a nível individual.


Bem a equipa de arbitragem liderada por Hélder Malheiro ao assinalar penálti e depois reverter a decisão com recurso ao VAR, menos bem em alguns fora-de-jogo em lances promissores. No resto, algumas irritações mas insuficiente para desfazer o veredicto de arbitragem positiva. 

Pena que noutros campos, o VAR não tenha igualmente servido para assegurar a verdade desportiva: refiro-me concretamente ao golo "roubado" ao Marítimo nas Aves (sempre lá) e a expulsão perdoada a Cervi. Como acreditar na competência/seriedade desta gente perante imagens tão esclarecedoras?


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A actualidade fervilha com revelações quase diárias de novas alegadas trafulhices dos sem-vergonha, a par de se irem conhecendo desenvolvimentos das investigações das entidades competentes. A mais recente dá conta da constituição da SAD benfiquista como arguida no processo E-Toupeira, para lá do lavar de roupa suja das comadres ainda mais sujas da Secretaria do Desporto e do seu tutelado IPDJ.

Como já há alguns meses que não comento o assunto, aqui vai um refresh, um voto e um prognóstico num só: 

 - quem viu, como eu vi, como foram "ganhos" os últimos cinco ou seis campeonatos por estes sem-vergonha, tem poucas ou nenhumas dúvidas de que muito de ilícito foi feito à margem das quatro linhas (mas com impacto directo dentro delas) e que o SL Benfica só poderá voltar a levantar a cabeça sem vergonha quando tudo for apurado e punido de acordo com as leis em vigor;

 - até agora, tenho visto a Justiça (de forma genérica mas não abstracta) a circundar a carcaça fedorenta, mas sem realmente ir directa ao cadáver putrefacto; há uma série de "processos" a correr relacionados com assuntos graves mas periféricos face ao que realmente interessa a quem gosta de futebol: a (alegada) corrupção desportiva. Essa sim é que verdadeiramente importa apurar, condenar e castigar, porque será o corolário óbvio e justo de tantos anos de alarves vigarices. 

 - sabendo como funciona este estado dentro do Estado e conjugando com a corja parasitária que dá corpo a este centralismo bacoco e atrofiante que os políticos "de sempre" perpetuam e aprofundam, tenho ainda muitas dúvidas de que se permita que os bons e honestos possam ir até ao fim e levar os resultados do seu trabalho até às últimas consequências. Duvido mas não deixo de ter esperança e será talvez fundamental para o desfecho que todos nós façamos a nossa parte, divulgando, repetindo, provocando ecos sem fim de tudo o que se vai fazendo e com isso pressionando os outros sem-vergonha (governantes, políticos, juízes, polícias, etc.) a que se faça Justiça.
 


Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco