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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Vendaval Azul e Branco


Há não muito tempo, houve quem tentasse justificar uma derrota inesperada com o vento. Sim, foi mesmo verdade. Como se as duas equipas não o tivessem de enfrentar (e dele beneficiar, na outra parte do jogo). 

Pois bem, deixem-me que vos diga: ontem estava uma ventania tramada no Estoril (como a minha garganta não pára de me lembrar) e, mesmo assim, o Porto conseguiu virar um resultado desfavorável em apenas 45 minutos, contra o vento, alargando a vantagem para cinco pontos face aos muito-favorecidos perseguidores da Segunda Circular.




A intensidade e a determinação com que a equipa entrou em campo foram decisivas para a reviravolta, até porque o adversário deu a sensação de estar conformado com tudo o que de mal lhe viria a acontecer. Estranho, para quem está a vencer ao intervalo, mas em sintonia com as declarações de Ivo Vieira, muito duras e contundentes para com a sua equipa. Problema deles, anyway.

Não há muito para contar sobre estes 45 minutos de sentido único. Pressão intensa logo na saída de bola do Estoril e quase todos os duelos aéreos e segundas bolas ganhos no miolo. Recuperar a bola e partir de imediato para cima do Estoril.

Os golos surgiram com naturalidade e apenas a falta de pontaria inibiu o marcador de ser (justamente) mais ampliado. Cinco, seis, sete... qualquer um destes cenários se poderia ter verificado se a eficácia de Herrera, Marega, Hernáni e companhia fosse um pouco superior.

As más notícias do fim de tarde foram as lesões, em particular a de Alex Telles, pela possível gravidade e pela importância nuclear que tem no rendimento ofensivo da equipa. Alex, as tuas lágrimas são as nossas, nada temas: voltarás em breve e ainda mais forte! O mexicano Corona também fará falta, mas por certo regressará muito em breve, talvez até já em Portimão.

Para lá da atitude dos que estiveram em campo, impressionou-me ver, a poucos metros de onde estava sentado, todos os não-convocados a sofrerem e vibrarem com o que os companheiros iam fazendo em campo. E a sua paciente simpatia, no final, para atender a todos os pedidos de selfies e autógrafos (Daniiiilo, faz-me um fiiilho :-)). São detalhes, mas é de muitos detalhes destes que se faz uma equipa vencedora.

No final, melões e melancias (verdes e vermelhas) para todos os que sonhavam com uma resistência inquebrantável do pobre Estoril, que nem sequer sabe receber condignamente os seus visitantes, e a imensa alegria de quem tem consciência da importância que estes três pontos podem ter para as contas finais.


Notas DPcA 



Dia de jogo: 21/02/2018, 18h00, Estádio António Coimbra da Mota, GD Estoril-Praia - FC Porto (1-3)


José Sá (4): Um peru de tamanho suficiente para alegrar o Natal de uma família numerosa e a intranquilidade que se lhe seguiu.

Maxi (6): Cumpriu discretamente em ambas as partes.

< 45' Ricardo (5): Primeira parte francamente abaixo do seu normal, à imagem do resto da equipa. Lesionado, não pode participar na reviravolta.

< 58' Alex Telles (7): Igualmente mal na primeira parte (ainda assim, dos melhores) e decisivo ontem ao marcar o primeiro golo. Saiu lesionado.

< 45' Reyes (5): Francamente mal, inseguro e a chegar tarde aos lances (a falta que deu origem ao golo estorilista é de sua autoria e perfeitamente desnecessária).

Felipe (6): Não comprometeu na primeira e ajudou ao assalto na segunda parte.

< 45' Danilo (5): Foi subjugado pela força do meio-campo canarinho na primeira metade. Lesionado na segunda.

Herrera (6): Mal na primeira parte, melhor na segunda, muito envolvido em todos os lances e na pressão ofensiva. Trapalhão mas a conseguir levar água ao moinho azul-e-branco.

< 45' Layún (5): Aposta falhada do treinador, não conseguiu ser mais do que medíocre naqueles primeiros 45 minutos.

Marega (7): Foi o rei do desperdício na primeira metade, mas ajudou decisivamente à reviravolta, mesmo sem marcar.

< 45' Aboubakar (5): Outro que foi forçado a falhar a segunda parte por lesão e não ficou com saudades do que (não) fez na primeira, com destaque para o golo desperdiçado à boca da baliza.
- - -

> 45' Iker (6): Com pouco que fazer, disse "presente" nos momentos em que foi chamado.

> 45' Marcano (6): Pouco trabalho mas atento e rápido a anular as investidas adversárias.

> 45' Sérgio Oliveira (7): O cérebro da equipa, num jogo onde esse órgão até parecia ser dispensável. Mas não era, foi importante para ir pautando os movimentos e na disputa de bolas no meio.

> 45' < 77' Corona  (6): Alguns bons movimentos mas pouco inspirado, até que saiu por... (sim, adivinharam) lesão.

> 45' < 87' Brahimi (6): Ainda na fase lunar, tentou agitar as águas desde o primeiro apito. Mesmo desinspirado como anda, é sempre uma fonte de preocupação para um par de adversários. Uma picardia quase lhe custava a expulsão...

foto Lusa

> 45' Melhor em Campo Soares (8): Só chegou para o segundo andamento mas muito a tempo de ser, uma vez mais, o mais decisivo para o resultado final. Dois golos fruto de um bom posicionamento para encostar. Está num grande momento.

> 74' Dalot (6): Depois de estreia, uma chamada inesperada pela lesão de Alex. Adaptou-se bem ao jogo e ao lado contra-natura, cumprindo sem deixar mácula, como se já andasse nisto há muito tempo.

> 77' Hernáni  (5): O lance em que remata em vez de tentar o passe para um dos dois companheiros isolados no centro da área define-o na perfeição: quer fazer tudo de uma vez e acaba por não fazer nada de jeito. Cabecinha...

> 87' André André (-): Nada a declarar

Sérgio Conceição (7): Bem, Serginho, muito bem. Os jogadores foram exactamente aquilo que deveriam ter sido e esse mérito tem de ser partilhado contigo. Excelente. Agora tratemos de não borrar a pintura em Portimão, ok? 



Outros Intervenientes:



Diferença do dia para a noite na prestação do Estoril, tão fraquinha que nem Evangelista escapou a mediocridade.


Arbitragem complicada e polémica de Vasco Santos e sus muchachos (VARes incluídos), dada a pressão intensa do Porto e os muitos lances no limite do fora-de-jogo. No estádio, não festejei nenhum dos dois primeiros golos antes que o VAR os confirmasse, pelas naturais dúvidas quanto à legalidade dos lances. Recorrendo depois à televisão, eis a minha opinião:

- Golo de Alex Telles: fora-de-jogo. Mesmo sem tocar na bola, Soares e até os demais que se faziam ao lance claramente condicionam a percepção que o GR tem do lance e a forma como a ele se fez. Admito que esteja coberto pela letra da lei, mas para mim, que vejo futebol há muitos anos, é offside e não deveria ter sido validado. E não, não me esqueço da forte probabilidade de os "rivais" já terem beneficiado de muitos lances idênticos. Mas eu não quero ser como eles, certo?

- Golo de Soares: golo limpo, sem mácula, Soares está atrás do penúltimo defesa.

Dito isto, não faltará quem conclua que o Porto foi beneficiado de forma decisiva para conseguir a vitória. Eu discordo. Pelo mesmo motivo de já ter visto muito futebol, infiro que a postura de ambas as equipas indiciava uma única e a mesma coisa: o Porto ia marcar e virar o jogo seria uma questão de tempo. Em todo o caso, fomos beneficiados com a validação de um golo irregular. Uma pequena gota que se dilui de imediato no oceano de benefícios decisivos (esses sim, que têm valido pontos) de que Sporting e Benfica têm beneficiado.




Agora, há que ir a Portimão buscar mais três pontos e assim consolidar esta vantagem, para que na jornada seguinte estejamos em condições de mandar um dos dois perseguidores às malvas. Vamos lá, malta, não se distraiam com o quentinho bom dos nossos Algarves.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Artigo 94º? Nahhh, isso é para meninos...


Estou absolutamente boquiaberto com o que acabei de ler. O meu Clube aceitou, sem sequer contestar, disputar os 45 minutos em falta no próximo dia 21 de Fevereiro

A ser verdade, em minha opinião é uma decisão lesa-Clube por parte da administração da SAD e que tem de ser detalhadamente explicada e justificada. E não me venham com a treta de que é nas AGs que se discute estas questões. Não, não é. É uma decisão pública com efeitos imediatos, que no mínimo é questionável e que exige esclarecimentos cabais da parte de quem a tomou.



Vamos a factos

1) Ontem fomos disputar um jogo do campeonato ao estádio do Estoril;
2) Ao intervalo perdíamos por 0-1, fruto dos piores 45 minutos da época;
3) A segunda parte não se pode disputar, por falta de condições de segurança;
4) As condições de segurança devem ser garantidas, em primeira e última instância, pelo organizador do jogo, o Estoril;
5) O artigo 94º do Regulamento de Competições da LPFP/FPF, titulado "Não realização de jogos por falta de condições do estádio, de segurança ou dos equipamentos" prevê inequivocamente a sanção de "derrota" para o "clube que o indica", neste caso, o Estoril;

Perante isto, por que raio é que o departamento jurídico do Porto não age em conformidade? 

Não vão à luta porquê? Porque estávamos a perder ao intervalo?

Estarão assim tão "vesgos" para se deixar levar na lenga-lenga do "nós somos diferentes", quando há um regulamento, aprovado por todos os clubes, que prevê a derrota para o clube visitado?

Ser diferente deles é cumprir e fazer cumprir os regulamentos!

O que acham que sucederia se o problema tivesse ocorrido no Dragão? Alguém duvida que perdíamos o jogo? Está tudo maluco ou quê?

Será assim tão evidente que este caso não se enquadra neste artigo? Ouçamos alguém insuspeito:




Quando até um assumido lampião vai a uma televisão com orientação reconhecidamente "lampiã" dizer isto (peça completa aqui, enquanto não for censurada), por que raio é que no meu Clube não se faz cumprir os regulamentos?

Não entendo.

A quem, por esta altura, já se aprontar para escrever, de peito feito, que "nós queremos é ganhar no campo", não percam tempo e reflictam sobre isto: os regulamentos existem para TODOS, devem ser aplicados a TODOS, resulte isso num prejuízo ou numa vantagem. 

Todos queremos ganhar no campo, mas exige-se, pela segurança de todos, que o "campo" reúna as indispensáveis condições de segurança.

Que raio de moral querem vocês ter para criticar os sem-vergonha por viciarem as competições e ganharem de forma ilícita, quando nós próprios não exigimos que se cumpram as leis do jogo?



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Primeira Vaga do Mar Azul


Está feito. Arrancámos o campeonato e a época com uma vitória gorda e limpa. Melhor era possível, mas será que isso era relevante neste momento?

Não, não era. Digo-o assim, taxativamente, porque não admito (no meu raciocínio, como é evidente) que se pense de forma diferente.


Catarina Morais / Kapta +


A primeira parte contra o Estoril Praia foi bem mais complicada do que o resultado final sugere, o jogo só se desatou graças a uma oferenda de Mano à lá Miguel Rosa e nós tardamos a encontrar aquela fluidez e desenvoltura que caracterizou a pré-época. 

Foi o improvável Marega, entrado para render o (ainda?) lesionado Soares - para quê forçar a sua recuperação, Sérgio? - a aproveitar o erro infantil do defesa canarinho. Outra vez ele, tal como contra o Depor. Pode ser sorte, mas o maliano tem feito por ela. A vantagem ao intervalo era incontestável, tal como a margem mínima que a sustentava.

A segunda metade resultou num melhoramento significativo quase geral - quase, porque houve um jogador que até piorou... e muito, mas já lá vamos. A equipa soltou-se com o segundo golo, um bate até que fura de Brahimi, que teve também o condão de destruir a esperança que ainda alimentava a alma estorilista. Depois, houve um festival de golos...falhados, quase todos por conta de Aboubakar. Perdidas incríveis de cabeça já a rondar a pequena área e quase sem oposição. Algo que já vinha da primeira parte, aliás. Não era mesmo a noite do pobre Vincent, pelo que foram Marcano e outra vez Marega a facturar o remanescente da conta final.

Vitória segura, incontestável e moralizadora. Vencemos com folga apesar das coisas que ainda há para resolver. Good enough for me.



Notas DPcA 


Dia de jogo: 9/08/2017, 19h00, Estádio do Dragão, FC Porto - GD Estoril Praia (4-0)


Casillas (7): Algumas intervenções boas e vistosas na segunda parte a demonstrar que está aí para as curvas, quando realmente é preciso.

Ricardo Pereira (6): Foi o lateral mais ofensivo da equipa, em especial após o intervalo, esticando muito jogo pelo seu corredor. Faltou-lhe ser mais clínico na hora de assistir. A defender, quase sempre bem.

Alex Telles (6): Jogo positivo, mas que poderia ter sido muito mais, tivesse Abou finalizado os passes açucarados que lhe fez por duas vezes. Está com bom ritmo, o que se saúda.

Marcano (7): Outra vez o farol defensivo da equipa, bem posicionado e com bom tempo de antecipação, curiosamente após um lance inicial menos positivo. Teve ainda tempo para fazer o seu golo. Muito bem.

Felipe (6): Menos acertado que o companheiro de eixo, com e sem bola, diga-se. Nada de muito preocupante, mas a rectificar. Pode ser do equipamento novo, mas pareceu-me um pouco mais "robusto"... ilusão de óptica?

Danilo (6): Está ainda na sua pré-época, mas aquela garra que lhe permite recuperar metros num sprint de 40 metros e depois fazer o corte (limpo para toda a gente menos para o árbitro), está lá. E isso tranquiliza-me para saber esperar pelo seu melhor.

< 81' Melhor em Campo Óliver (8): Como que ressuscitou com o desaparecimento do Espírito Santo, recuperando a alegria do jogo e mostrando qualidades que a mim me surpreendem, por não saber que as tinha. Consegue ser relevante a criar rupturas e fazer assistências (hoje foram duas) mas também a recuperar bolas e ocupar espaços defensivos. A evoluir sempre assim, nesta dupla-função, os vinte milhões vão parecer preço de saldo...




< 72' Corona (6): Continua apagado, apesar do bom início e depois reaparecer na segunda parte. Temo que possa haver alguma incompatibilidade entre esta forma de jogar da equipa e a sua... a rever nos próximos capítulos.

Brahimi (7): Dá-se bem com o que o treinador lhe pede (e lhe dá) e isso nota-se no sua entrega ao jogo. Muitos lances a carregar jogo por caminhos por ele inventados, nem sempre bem a concluí-los. Mas foi essa persistência que lhe permitiu fazer o seu golo, aquele que quase sentenciou o jogo. Bom nível.

Aboubakar (5): Uma noite negra (pun not intended) porque é um avançado e a sua missão principal é a de marcar golos. Sobretudo os fáceis. O desperdício foi demasiado e não compatível com um titular do Porto, nem com tudo o que vinha fazendo até aqui - e por isso, acredito que tenha sido apenas um dia mau. Os cinco pontos são pelo outro trabalho, que foi bem positivo. A segurar a bola, a combinar com os companheiros e a massacrar os defesas. Só faltou... o principal.

< 31' Soares (5): Durou trinta minutos, o tempo necessário para que todos ficássemos a suspeitar que a recuperação da lesão não estava ainda completa. Pelo que sobra a pergunta: porque jogou? Nessa meia-hora, o período mais complicado da equipa, trabalhou bem e estaria a preparar-se para o que vinha a seguir. Ficou adiado.

> 31' Marega (8): Estava ainda a terminar o seu aquecimento (tinha entrado à pressa) e eis que o mano lhe deu a mão. Isolado frente a Moreira, não perdoou. Jogo desbloqueado e a sua cabeça também. Teve mais oportunidades, criou outras e bisou após excelente movimento de Óliver. Uma noite quase de sonho que terá carimbado em definitivo a sua continuidade no plantel. Mais destas, por favor.

> 72' Hernáni (5): Muita vontade mas pouco esclarecimento. Quer mostrar tudo de uma vez só e assim, quase nada lhe sai bem. Calma, homem, um lance de cada vez. Hoje teve uma boa oportunidade para mostrar serviço. Veremos se voltará a ter...

> 81' Herrera (5): Rendeu Óliver e a equipa não se ressentiu (quase nada). Ok...

Sérgio Conceição (7): Estreia vitoriosa e muito positiva, se olharmos para o resultado final. A equipa demorou a soltar-se, a encontrar o seu jogo, mas admito que isso seja normal num primeiro jogo. A sua alma contagiou a nação Portista, que voltou a esgotar o Dragão e se prepara para o fazer de novo contra o Moreirense e antes disso em Tondela. Há que saber rentabilizar todo este crédito. E bem também no pós-jogo, a levantar a moral aos preteridos neste jogo.

A única nota negativa tem a ver com a utilização de Soares, claramente ainda não recuperado. Não sei se foi o departamento médio quem garantiu a sua total recuperação ou se houve um certo risco envolvido na decisão de o fazer alinhar. O que sei é que, provavelmente, agora ficará sem ele algumas semanas. Valeu a pena?



Outros Intervenientes:



Gostei de algumas coisas deste Estoril do sempre nosso Pedro Emanuel. A combatividade e o rigor táctico que caracterizam as suas equipas, "lamentavelmente" (not!) traídos por um erro individual. Nota-se que ainda lhe falta poder de fogo, mas nota-se também a apreciável qualidade técnica de grande parte dos seus jogadores. Conto que façam uma época tranquila, se conseguirem resolver a questão ofensiva. Individualmente, gostei de ver dois jogadores: Allano (apesar das fitas) e Lucas Evangelista. Cheira-me que ainda vão dar que falar...


Quanto à arbitragem, com e sem vídeo, a mesma _ _ _ _ _ de sempre. Este indivíduo Hugo Miguel é um ordinário, um provocador que nem se dá ao trabalho de disfarçar a animosidade que tem por nós, ao mesmo nível do palhaço dos três smiles




Ainda bem ò Hugo, só espero é que nunca te enganes nos sítios onde vais - sobretudo aqui pela Invicta. Arrogante, petulante e provocador. Raramente tem dúvidas quando se trata de decidir contra o Porto. Já a favor... espera lá, deixa-me consultar o horóscopo... está bem, toma lá uma faltinha inócua. 

O vídeo-invisual, a mesma coisa. Está lá, mas a dormir. Só se alguém lhe berrar ao ouvido (uns 40 mil, mais coisa, menos coisa) é que o artista desperta e lá decide ver o que se passa. O (quase-não) golo de Marcano é um lance que demonstra na perfeição tudo o que escrevi antes. Cambada de _ _ _ _ _ _   _ _   _ _ _ _, um dia pode ser que tenham o que merecem.

(preencher os _ _ com imaginação)

Noutras paragens, diz que a malta da casa saiu de lá satisfeitinha com as novas tecnologias. I wonder why.


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Escrevi acima que vencemos este jogo apesar do que ainda não foi feito. Uma parte tem a ver com os processos da equipa, outra com o plantel. Vou desenvolver um pouco a segunda.

Hoje, mais do que me qualquer outro jogo desta nova era, ficou bem patente o quão "estreito" é o plantel actual. Até nem era preciso que Soares se lesionasse - por "acaso", Marega entrou e foi decisivo - para o constatar. Olhando para a ficha de jogo e em particular para o banco, eram estes os nomes para os planos de B a Z: , Maxi, Reyes, Herrera, Otávio, Hernáni e Marega.

Se na defesa se pode considerar que temos a cobertura mínima (no centro, é apenas isso), daí para a frente a coisa complica-se.  

Danilo não tem substituto nesta altura (não me atirem com o André André à cara que dói), num jogo como este talvez Herrera desenrascasse. Mas noutros mais complicados, não tem.

Óliver poderia ser rendido por quem? Herrera? (...) Otávio não faz o trabalho defensivo que o espanhol faz.

Hernáni poderia render sem sobressalto algum dos médios-ala? Para já, nem pensar.

E o felizardo da noite, Moussa Marega, tem o que é preciso para render qualquer um dos avançados hoje titulares? Já vi coisas mais estranhas acontecerem, mas custa-me a acreditar. Por agora, pelo menos.

Em resumo, Sérgio conseguiu encontrar um bom onze-base (treze, se somarmos Maxi e Otávio), mas terá de rezar a todos os santinhos (ah, expressão infeliz) para que não existam lesões e castigos em catadupa. Visto pelo outro lado, parece-me que fazem falta alguns reforços para acrescentar profundidade ao banco. Isto sem considerar eventuais saídas, como as de Indi e Layún.


Para já, são estes os que temos. E é com eles que teremos de ir vencer a Tondela, já no próximo domingo. Vamos a isso!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A Reconquista: Primeiro Andamento


Começa hoje a nossa caminhada desportiva rumo à reconquista do título de campeão nacional.

Uma vez mais com um novo treinador, uma vez mais a começar do zero e (também por isso) atrás dos outros candidatos. Sinais de tempos que se fecham. Apesar da tendência, este ano carrego uma confiança que já não sentia desde a chegada de Paulo Fonseca.


Bruno Sousa

Bem sei que o que aconteceu depois não justificou essa confiança, mas o que releva aqui é a minha crença naquilo que Sérgio Conceição pode conseguir. Gostei quase sempre do que o ouvi dizer, fosse antes ou depois dos jogos de pré-época, que aliás foram também quase todos interessantes de se ver.

A seu favor, tem o seu carácter (desde que o contenha nos limites do razoável) e um plantel claramente melhor do que PF tinha. O final do mês ainda está longe, pode haver mudanças significativas, mas nem assim creio que esta "verdade" deixe de o ser. 

Tem também o inequívoco e entusiástico apoio da esmagadora maioria dos Portistas, que aliás já foi apelidado de Mar Azul. Gosto da boa onda que sugere. Um imenso Mar Azul cujas ondas de espuma branca encontrarão a sua praia na costa da Glória.

Hoje é o primeiro jogo do resto da vida do nosso Clube. Lá estarei, como sempre. Vamos a isso!


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Fora do campo, a batalha já recomeçou ontem, com a rentrée do Universo Porto da Bancada. Os mesmos protagonistas pré-férias numa exibição morna, ainda à procura do melhor ritmo competitivo.

Foi, todavia, suficiente para se saber (ou melhor, comprovou-se com factos o que já se sabia) que este Benfica está mesmo tomado de assalto por uma corja de vigaristas sem-vergonha, que não hesitam em recorrer a qualquer tipo expediente, mesmo se ilegal (sobretudo se o for, digo eu), para conquistar fora de campo aquilo que não conseguiriam apenas dentro. 

E sempre devidamente auxiliados por um exército de lacaios sem escrúpulos, estrategicamente colocados em posições decisivas nas estruturas do futebol. Ontem, foi necessário voltar-se a conspurcar a transmissão do Porto Canal com o odor putrefacto de duas ratazanas de esgoto: Ricardo Costa, o justiceiro cego (pela luz do candeeiro) e Ferreira Nunes (a.k.a. Frankc Vargas), o tal das classificações dos árbitros aquando da descida de Marco Ferreira, no auge do #colinho. Ambos, sempre em modo lambe-botas, dispostos a dar tudo para ser os mais queridos. Nojento(s).

Ainda sem outros factos que não fosse o ter assistido aos jogos, escrevi convictamente logo no início deste blogue, em 2015 (na segunda parte deste post):

"Desde 1994 que o Benfica não ganha um campeonato por seu exclusivo mérito"


Pois agora ratifico o que disse, actualizado com a pouca-vergonha que foi a treta do ano passado.

Mal sabia eu que algum dia se haveria de demonstrar publicamente os "processos" que o comprovam. Simplesmente vergonhoso, até o Benfica salazarento merecia melhor sorte. Não a tendo, são o que são: um bando de desavergonhados. Todos eles, os que perpetram os crimes e os que festejam assobiando para o lado como se nada fosse. Todos.


VAR = Vícios Antigos Renovados


Por muitas denúncias que tenham sido feitas e se venham ainda a fazer, que ninguém se iluda: o polvo orelhudo está bem vivo e não afrouxará a pressão dos seus tentáculos antes que lhe seja cortada a cabeça. Até que se faça alguma justiça neste país candeeiro, o polvo reinará. A vergonhosa "exibição" do vídeo-árbitro na Supertaça é a prova mais evidente. E só um Porto muitas vezes melhor conseguirá ganhar apesar dele.


Por tudo isto e sobretudo pelo Porto, a batalha recomeça hoje. Contamos contigo, meu caro Portista?



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Onde Está a Bola? #45 (e vencedor #44)


Cá está a primeira edição da época oficial do Onde Está a Bola? (OEaB?), o mais melhor e máior passatempo do universo fintabolístico nacional.

O jogo em questão realizar-se-á às 19h00 do dia 9 de Agosto e o adversário no sempre importante primeiro jogo do Campeonato é o GD Estoril Praia.

Relembro as novidades deste ano:

- Para além do envio de fotos, deve igualmente enviar duas linhas a descrever como foi a sua ida ao Estádio.

- A edição especial do passatempo, que normalmente ocorre perto do final da época, terá um novo critério: o da melhor selfie. Todos os vencedores de edições anteriores ficarão automaticamente habilitados a ganhar, desde que cumpram o essencial requisito de enviar as obrigatórias fotos.

Mas não são só eles: todos os concorrentes de todas as edições podem participar, desde que também enviem as suas selfies no Dragão em dia de jogo - e quanto mais enviarem ao longo da época, maiores serão as possibilidades de uma delas ser a eleita.

O email para envio das fotos é o do blogue: lapisazulebranco@gmail.com   

Feitos os esclarecimentos, vamos ao passatempo #45.


Onde Está a Bola? #45


Respostas possíveis #45 (Estoril):

A - Bola Azul
B - Bola Verde 
C - Bola Castanha
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida 


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:


1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória.

2 - Entre os que acertarem, será sorteado o vencedor através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo, acompanhadas da resposta à pergunta "Como foi a sua ida ao Estádio?" (duas frases basta, desde que venham do fundo da Alma Portista...);

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #44 deste passatempo termina às 23h00 de 7 de Agosto e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 13h00 de dia 8.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio).

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio de Portistas! 


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Falta ainda dar conta do vencedor da edição anterior, a #44.


#44 - Deportivo

 

Resposta certa: B - Bola Verde

 

Vencedora: Catarina Machado!



Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.




Depois, os habilitados ao sorteio e respectivo vencedor.




Por fim, a compilação das fotos enviadas pela Catarina, seguida do seu testemunho escrito sobre a ida ao Dragão.




"Foi bom regressar ao Estádio do Dragão para a apresentação de mais uma época, que esperemos seja uma época de conquistas!  O Mar Azul que invadiu o estádio demonstrou a crença que os adeptos depositam neste grupo de trabalho. 

Quanto ao jogo, ainda que com aspetos a melhorar, principalmente defensivos, já se vislumbram melhorias relativamente à época passada com uma equipa mais objetiva, pressionante e com mais presença na área. 

Saí do Dragão feliz pela vitória e por ver uma equipa unida e focada em trazer alegrias à nação portista! Obrigada ao blog Do Porto com Amor"


Eu é que agradeço, Catarina, pela participação e pelo excelente exemplo prático daquilo que se pretende de todos os concorrentes!


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Para quem ainda não se inscreveu, relembro que as datas-limite para participar desde o início nas ligas Do Porto com Mística: 

- Liga Portuguesa: dia 6 de Agosto, 17h00 (até este limite, é possível fazer transferências ilimitadas). Inscrição aqui: https://fantasy.realfevr.com/t/apagtudo (token: APAGTUDO)





- Premier League: 11 de Agosto, 18h45. Código 82619-22735. Se ainda não o fizeram, devem primeiro registar-se e criar o vosso plantel

(Nota: as competições europeias só arrancam em Setembro)




Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




domingo, 29 de janeiro de 2017

Provavelmente... O Pior Treinador do Mundo


Assim que recebi informação da equipa inicial pela App FC Porto, comecei a repetir frenética e catatonicamente uma espécie de mantra mental:

Eu sou um simples adepto, pouco percebo de futebol
Eu sou um simples adepto, pouco percebo de futebol
Eu sou um simples adepto, pouco percebo de futebol

Quer dizer, de que outra forma se consegue manter a sanidade e calma necessárias para assistir a um jogo que - na opinião de um simples adepto, que pouco percebe de futebol - logo à partida está condenado a ser muito mais complicado do que seria necessário, a expensas únicas da falta de categoria do treinador?



Como se justifica alinhar de início sem nenhum jogador que, por vocação, dê profundidade ao jogo pelas alas, preferindo encher o campo de médios com pouca (ou nenhuma) capacidade para, através do passe, criar espaços e desequilibrar a defesa adversária?

Não há como fugir a isto. Felizmente ganhámos. Felizmente e apesar de Nuno Espírito Santo

Quase aposto que saiu da Amoreira orgulhoso dos três pontos, mas também da sua genialidade, que se concretizou no deitar ao lixo toda a primeira parte, quem sabe se para desgastar o adversário ou, conforme disse no final, para não lhe permitir oportunidades. Mas o que é isto? Se fosse o Estoril a adoptar essa estratégia, compreendia-se: equipa claramente inferior, à procura de sobreviver na primeira hora, com a esperança de ser feliz perto do final. Agora, o Porto?

Para piorar, aquela ridícula substituição ainda antes do intervalo. Tirar Jota por que motivo? Estava a ser pior do que alguém? Brahimi (e/ou Corona) devia estar em campo desde o início, mas por troca com um dos médios! Haverá quem diga que NES continuou coerente com a sua estratégia, eu prefiro chamar-lhe cegueira voluntária.

Felizmente a sua genial estratégia contemplava lançar o único extremo "verdadeiro" para os 25 minutos finais, bem como um segundo avançado (que ele havia subtraído, ao retirar Jota). Logicamente, passamos a ser mais perigosos, a chegar à baliza de Moreira com grande assiduidade, no fundo, a fazer o que um candidato ao título tem que fazer desde o primeiro minuto de jogo.

Ainda assim, Setúbal voltou a pairar sobre o nosso destino, outra vez à porta de um clássico no Dragão. Ironicamente, desta vez o penalti foi mesmo assinalado, concretizado e ficámos com os três pontos. Imaginam a diferença que faria termos ganho esse jogo, apesar de Nuno? Pois. Não menos ironicamente, é o líder que lá vai nesta jornada. Que tenha a mesma sorte que nós tivemos, é o que desejo.


Ó p'ra mim a decidir o jogo...



Notas DPcA 

Dia de jogo: 28/01/2017, 18h15, Estádio António Coimbra da Mota, GD Estoril Praia - FC Porto (1-2)


Casillas (6): Jogo tranquilo, sem nenhuma intervenção de relevo. Sem a mínima hipótese no golo sofrido.

Maxi (6): Foi eminentemente defensivo, poucas vezes se atrevendo pelo seu corredor. Não duvido que por instruções recebidas, mas na prática a sua acção pareceu curta para o que pode e sabe.

Telles (7): Por oposição a Maxi, tinha carta branca para invadir constantemente o flanco ofensivo, e fê-lo melhor quando o jogo "alargou", porque se abriram mais espaços e havia mais gente com quem combinar. Globalmente, mais um jogo de bom nível.

Marcano (7): Muito bem na sua zona de actuação, com destaque para um corte providencial e algumas antecipações. Muito bem...

Felipe (6): Também bem, sem falhas de relevo, foi o parceiro "merecido" para o Iván. E quase marcava, outra vez.

Danilo (7): O melhor na idade das trevas e muito bem no renascimento. Hoje saiu ainda mais vezes com a bola, transportando-a muitos metros antes de a entregar a preceito. Supostamente, aquilo em que o Héctor seria melhor. Supostamente.

< 66' Herrera (5): A mesma entrega, a mesma incapacidade, a mesma ineficácia, o mesmo desespero. Já não sei o que mais dizer, excepto que hoje houve quem estivesse pior do que ele... como se isso servisse de algum consolo.

< 66' Óliver (4): Garantidamente, o seu pior jogo pelo Porto. As "ideias" de Nuno e provavelmente o contágio de Herrera transformaram-no num jogador banalíssimo, que não parece capaz de fazer um passe de relevo e nem de ter uma ideia para o fazer. Felizmente, sabemos que ele não é isto. Tem é que reaprender a jogar apesar daqueles dois...

André André (5): Deveria ter sido um dos sacrificados aquando da dupla substituição, tal a fraqueza da sua exibição naquela hora de jogo. Caprichosamente, melhorou bastante a partir daí, tendo sido importante na recuperação de bolas e a matar na origem potenciais contra-ataques estorilistas. Mas a jogar como na primeira parte, suspeito que nem no Vitória calçaria...

< 36' Diogo Jota (5): Estatisticamente falando, estava a ser muito displicente, tal a quantidade de bolas perdidas. Mas olhando à volta e para tudo o que não se estava a fazer, fica difícil entender a lógica por detrás da sua substituição. A entrada de Brahimi fazia todo o sentido, mas por troca com um dos médios. Não merecia ser isolado como culpado, quando o culpado estava no banco.



Melhor em Campo André Silva (8): A primeira parte foi fraquinha, com quase nada de positivo a destacar que não fosse a sua entrega ao jogo. Com as entradas de Corona e Rui Pedro, ficou mais liberto, com mais bola para se destacar e acabou a ser o mais decisivo para o desfecho final. (mas o penalti foi outra vez mal batido...)

> 36' Brahimi (7): Fundamental a sua entrada, ainda que os frutos mais sumarentos só se tenham colhido já perto do final. Mas ele lançou as sementes e cuidou de fazer crescer a árvore, quando antes só havia um deserto de ideias. Precisamos muito deste Yacine, de preferência a marcar também, para enfrentar com mais confiança tudo o que aí vem.

> 66' Corona (8): Reconheço que, cada vez mais, sou um fã deste Jesus. Tem uma capacidade inata para ir para cima do adversário e sair por cima, quase sempre em situação de assistir ou finalizar. Foi assim que hoje marcou um grande golo, aquele que acabaria por se revelar fundamental para a retenção dos três pontinhos. É um crime lesa-clube não alinhar de início quando está bem (dou o benefício de não estar a 100%, dada a lesão com que se debateu durante a semana).

> 66' Rui Pedro (7): Entrou bem, ajudou a construir a vitória e a sua juventude só se fez sentir quando nem levantou os olhos da bola para reparar que Corona estava isolado à sua direita, optando por um remate que saiu ligeiramente por cima e - a frio - difícil de censurar. E marcou quando teve oportunidade, mesmo tendo sido invalidado.

NES (5): Coerência é conseguir fazer a mesma análise, entre ou não a bola na baliza num momento de decisão. Eu tento ser coerente comigo mesmo. E com o Nuno também. Péssima ideia de jogo, péssima estratégia, consubstanciada no onze inicial. Não lembraria ao diabo fazer alinhar André André, Herrera, (este) Óliver e Danilo num jogo onde só se admitia vencer. Ao fazê-lo, aumentou consideravelmente as possibilidades de não o conseguirmos. A saída de Jota ainda piorou mais o "soneto" e só a dupla entrada que se seguiu (bem mais adiante) ajudou a compor uma melodia audível. Eu - um simples adepto, que pouco percebe de futebol - teria retirado Óliver e André André, claramente os dois piores em campo até esse momento, mas enfim, resultou à maneira de NES e isso vale mais do que qualquer "e se". Por isso, e só por isso, fica com a nota negativa mais elevada.

Olha ali um unicórnio alado!


Outros Intervenientes:


Filho de Bebeto sabe jogar. Pode estar longe do nível que o pai atingiu, mas Matheus tem suficiente futebol, nos pés e na cabeça, para sobressair neste fraco Estoril. E o golo de honra resultou de um grande gesto técnico do neandertal que dá pelo nome de Dankler.

Quanto à equipa de arbitragem liderada por Manuel Oliveira, começou por deixar jogar até ao limite da falta, até que começou a distribuir cartões aos molhos. Várias faltas por sancionar para ambos os lados (com maior prejuízo para os visitados) e cartões para a comunidade.  

Lances capitais também houve: aos 55' erro duplo, primeiro a não invalidar o lance por offside, segundo por não marcar grande penalidade por agarrão a André Silva - entenda-se que o lance deveria ser anulado logo à partida, mas, não tendo sido, ocorre o segundo erro; o golo anulado a Rui Pedro parece ser boa decisão por ligeiro adiantamento; o penalti de que resulta o primeiro golo é claramente forçado, um típico penalti à Jonas, onde o avançado desvia a bola do redes e depois aguarda ligeiro e angélico pelo inevitável toque (preferia que nunca se assinalasse estes lances, mas prefiro ainda mais que seja igual para todos); logo de seguida, pode ter ficado um penalti por marcar sobre Rui Pedro, que se deixou cair mas antes foi tocado - mas aceito a decisão, até porque o jogador também a aceitou. Em resumo, alguns erros, mas sem influência na distribuição dos pontos.


Foi muito bom - e um enorme alívio - ter ganho. Por cada passo que dá em frente, Nuno parece dar sempre dois atrás. Assim, vai ser muito difícil a equipa aguentar-se. Como se já não bastasse ter de enfrentar adversários e árbitros, agora tem também que vencer apesar do seu treinador? Já veremos o que nos "oferece" contra o Sporting, mas também Nuno tem que evoluir - aliás, "revolucionar-se", para ainda ser em tempo útil.


Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor


P.S. - começa mal o clássico, com a impossibilidade da lesma Carvalho ser opção...