segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Vestes de Campeão

Quem foi assistindo aos primeiros jogos da pré-época, a par com o desvario directivo nas contratações, certamente não antecipou uma exibição tão agradavelmente convincente logo a abrir o campeonato.




Mesmo sabendo de antemão que o jogo era no Dragão e o adversário o "remodelado" GD Chaves. Remodelado talvez não seja o termo mais apropriado, "em remodelação" talvez seja. Porque, de facto, este Chaves que se apresentou na primeira jornada é uma espécie de suculento bife do lombo; pitadas de sal e pimenta, 30 segundos de cada lado na grelha e lá vai ele goela abaixo, quase sem necessidade de mastigar de tão tenro que é (foi).

Não me cansem com a ladainha do luso-futebolês de que uma equipa joga o que a outra deixa e cousa e tal. É evidente que assim é, mas cada uma faz o que pode, quer ou sabe e a outra responde exactamente pelos mesmos parâmetros. É, é um jogo entre duas equipas. Irra.

O Porto jogou bem, jogou agradável e... jogou pouco. Sim, pouco, porque a mais não foi obrigado. Chegou para golear por alguns que poderiam ter sido muitos. E em bom estilo, concordo. Houve momentos de futebol de manual, como no caso do segundo golo. Estava tudo a nanar que nem pastéis de carne ligeiramente mais achatados e em forma de leque? Talvez, mas e nós com isso? Rico brilharete fizeram o Sérgio, o Otávio, o Yacine, o Abou, o Jesus e até um tal de Marius. Maravilha, amigos do Tâmega, assim voltem sempre!

Pronto, está resumido o jogo inaugural do Porto na Liga NOS. Gostei? Gostei. Fiquei descansado para o que aí vem? Claro que não. Os problemas continuam lá, por resolver, não é ó Conceição (ó Conceição, ó Conceição faz o Porto campeão)? Mas o primeiro obstáculo foi superado e com distinção. Venha o próximo, bem mais complicado com certeza. Entretanto, é fazer pela vida, senhores directores. Pela nossa, a do Clube, quero eu dizer.




Notas DPcA 


Dia de jogo: 11/08/2018, 21h00, Estádio do Dragão, FC Porto - GD Chaves (5-0)


Iker (6): Espectador atento. Vá lá que a noitinha estava agradável.

Maxi (7): Mais uma exibição à Maxi, sem fazer prisioneiros, embora desta vez sem marcar ou assistir. Está bem e não será fácil a ninguém relegá-lo para o banco nesta fase.

Alex Telles (6): Vítima das suas exibições, agora não basta que jogue bem; tem mesmo que continuar a fazer a diferença com golos e assistências para que a plateia se sinta confortável na sua normalidade.

Diogo Leite (7): Boa estreia em casa, de novo a sugerir ter já muitos anos disto. Cheira bem, cheira a grande carreira pela frente. Que os primeiros anos sejam ao nosso serviço.

Felipe (7): Seguro, sem dar veleidades aos adversários mais directos.

Sérgio Oliveira (7): Outro jogo de altos e baixos, agora com a vantagem de os baixos terem sido menos baixos e os altos, mais altos. Desenho magnífico do lance do segundo golo. Brilhante mesmo. 

Herrera (6): Jogo menos exigente do que o habitual, talvez por isso se tenha deixado relaxar um pouco e assim cometido um par de "herros". Positivo, nevertheless.

< 74' Melhor em Campo Otávio (8): Poucos alinharão comigo nesta distinção, mas sinto que a merece e mais, que dela precisa. Não sou o maior fã do moço, longe disso, mas nunca perdi a esperança que conseguisse elevar o seu jogo para um patamar superior. Neste jogo fê-lo, assumindo-se como a peça mais importante na primeira parte, mormente na primeira meia hora e que se materializou nas duas primeiras assistências da partida. Boa visão, melhor posicionamento e capacidade para decidir bem no momento certo. Parece fácil mas não é. Será possível transformar a excepção na regra?


Brahimi (7): O nosso solista presenteou-nos com alguns breves trechos de magia e sedução, por entre uma actuação de orquestra, embora nem sempre afinado com o resto da banda (em especial a defender o "seu" homem). Começa a época a prometer muito...

< 81' Aboubakar (8): Não me interessa se fez dois golos fáceis, já vi muitos falharem "pior". Assim é que se quer, a marcar o que há para marcar. Ok, ok, não foi bem assim... mas com dois golos por jogo, assino já. Para dar seguimento, sff.

< 67' André Pereira (6): Lidou bem com a pressão do estádio ou pelo menos pareceu fazê-lo, tal a forma desinibida como se apresentou em campo. Não foi brilhante, longe disso, mas ajudou no esforço de guerra sem destoar.

> 67'  Corona (7): Chegou, viu e voltou a facturar com categoria! É o nosso chuta-chuta, mas em bom e bonito (não-feio vá, por comparação ao original).

> 74' Ádrian (6): Entrou benzinho o morto-vivo, com a vantagem de não tentar comer as tripas a ninguém. Procurou fazer tudo simples mas bem e só se distinguiu mesmo quando não conseguiu fazer um golo fácil. Continuo ateu, confesso

> 81' Marius (7): Entrou e marcou na estreia. Dez minutos para a (sua) história.

Sérgio Conceição (7): Vitória segura e convincente, talvez até demasiado para os seus propósitos no que toca ao reforço da equipa. A jogar assim, não faltará quem "lá de cima" lhe diga "vês como estes chegam?". Só que ele e eu sabemos que não chegam. Em todo o caso, o fundamental é sempre ganhar cada jogo. O primeiro já está e ainda deu para lançar dois monos, perdão, dois jogadores cuja utilização se prevê escassa ao longo da temporada (salvo imponderáveis...). Bem ao renovar a confiança no onze que venceu a Supertaça.




Outros Intervenientes:



Uma sombra, esta equipa do Chaves. Demasiado frágil para se poder destacar alguém pela positiva. Muito trabalhinho pela frente para Daniel Ramos.

Quem é mau, apita mal por regra. Nuno calhambeque Almeida é mau, e por isso apitou mal um jogo muito fácil de apitar. Permitiu alguns excessos, nomeadamente aos nossos, e também facilitou, para ambos os lados. Ao sabor do vento, sem rumo nem propósito. Simplesmente mau.



Conforme referi, o próximo obstáculo promete ser bem mais duro de ultrapassar. Os Belenenses, ou a facção dissidente ou lá o que é, quase que nos punham fora de combate na época passada. E historicamente, quase nunca é fácil para nós. Vá lá que se joga no Jamor, talvez alivie a carga simbólica... Sem mas, vamos lá conquistar mais três pontos.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Ligas Do Porto com Mística 2018/19: Kick-off!


Senhoras e senhores, estão de volta as melhores ligas fantasy do mercado para a época 2018/19, as ligas Do Porto com Mística - uma parceria de sucesso renovado entre o blogue A Mística Azul e Branca e este vosso humilde espaço.




Como em equipa vencedora não se mexe, continuaremos a apostar na plataforma portuguesa RealFevr, que esta época se aliou à LPFP e ao patrocinador do campeonato para lançar a única competição fantasy oficial da Liga Portuguesa.

Além da prova rainha nacional, estará também disponível a La Liga, a Champions League e a Europa League. Apenas a Fantasy Premier League (FPL) será disputada na sua própria plataforma oficial.

A inscrição na RealFevr é muito simples e se for feita com uma conta FB ou Google, demora apenas alguns segundos a completar-se. A partir daí, é só escolher as competições em que se quer entrar (todas, obviamente!), criar uma equipa (que será sempre passível de ser alterada até ao início da respectiva competição) e adicionar-se às nossas ligas Do Porto com Mística conforme as simples instruções já aqui abaixo.



Liga NOS Virtual



Quem participou na época passada já percebeu as imensas melhorias face a tudo o que existia antes da Realfevr, mas agora que há parceria oficial é de esperar ainda mais e melhor. Além de tudo o resto, é completamente gratuito e oferece muitos prémios aos vários vencedores (semanais, mensais, finais).

Para participar na nossa liga Do Porto com Mística PT basta clicar aqui ou usar o token 7b4fcb99 no caso de já terem criado a vossa equipa. Podem e devem desafiar os vossos amigos a juntarem-se, partilhando este link: https://fantasy.realfevr.com/t/7b4fcb99

Token: 7b4fcb99

Início: 10 de Agosto (hora limite para participar na primeira jornada: 19h30)

Prémios: Sim, DPcM + RealFevr

Além dos prémios da plataforma, também haverá os exclusivos da nossa liga, a serem anunciados muito em breve, mas claro... serão sempre em tons de azul e branco!



Fantasy Premier League



A mais clássica de todas as competições fantasy, a FPL é uma espécie de modelo a seguir, de tantos anos que leva de experiência e desenvolvimento do conceito. Tem algumas diferenças interessantes face às regras da Realfevr, mas continua a ser muito fácil e desafiante de jogar. Nem hesitem!

Code: 415058-88447

Início: 10 de Agosto (hora limite para participar na primeira jornada: 19h00)

Prémios: Sim, da FPL (consultar aqui)



La Liga Fantasy



Quem participou na época passada já percebeu as imensas melhorias face a tudo o que existia antes da RealFevr, mas agora que há parceria oficial é de esperar ainda mais e melhor. Além de tudo o resto, é completamente gratuito e oferece muitos prémios aos vários vencedores (semanais, mensais, finais).

Para participar na nossa liga Do Porto com Mística ES basta clicar aqui ou usar o token 5b0552c9 no caso de já terem criado a vossa equipa. Podem e devem desafiar os vossos amigos a juntarem-se, partilhando este link: https://fantasy.realfevr.com/t/5b0552c9

Token: 5b0552c9

Início: 17 de Agosto (hora limite para participar na primeira jornada: 18h15)

Prémios: Sim, RealFevr (a anunciar)



Fantasy Champions League*



À semelhança da época passada, vamos abrir uma liga DPcM nas duas plataformas, RealFevr e UEFA, sendo que a minha preferência vai claramente para a plataforma portuguesa, por ter regras mais estimulantes e porque a própria plataforma é mais simples e intuitiva.

RealFevr


A nossa liga Do Porto com Mística vai presentear o vencedor com uma camisola oficial 2018/19 do FC Porto, tal como aconteceu nas edições anteriores. A isto, acrescem os muitos prémios desta plataforma para serem ganhos a vários "ritmos" - por jornada, mensais e finais.

UEFA


Aqui os prémios serão exclusivamente atribuídos pela UEFA.


Fantasy Europa League*



Por fim, a liga para especialistas. Com equipas oriundas dos quatro cantos do continente, é preciso saber de bola para conseguir bons resultados logo desde o início. Pode não ter o glamour da Champions, mas tem o seu brilho próprio que atrai os maiores conhecedores do jogo. Atreves-te?
Como incentivo adicional, o vencedor da nossa liga também receberá uma camisola oficial 2018/19 do FC Porto!


*Estas ligas só começam na fase de grupos, sendo lançadas após os respectivos sorteios


E por agora é isto, vamos lá fazer os plantéis para a Liga NOS e FPL, que é já daqui a 3 dias o arranque destas competições! Participa e convida os teus amigos para jogar contigo!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Supercaça ao Dragão


Talvez seja por terem nome de um tipo de animal desde sempre martirizado pela caça, os caceteiros do Mota decidiram tentar mudar o seu fado e passarem de caçados a caçadores. E como não fazem a coisa por menos, quiseram começar logo por um dragão - ou melhor, quatorze deles, todos impecavelmente equipados com a coleccionável camisola dos 125 anos do FC Porto.




Desse-se o caso de se tratar de uma caçada, a coisa até se poderia tolerar (para quem aprecia a coisa, que não é de todo o meu caso). Acontece que se tratava de um jogo de futebol, com regras bem definidas e supostamente defendidas dentro de campo pelo senhor do apito. Ora deu-se também o caso de "aleatoriamente" ter sido escolhido para o evento o senhor Luís marcha-a-ré-a-ver-se-levo-com-uma-coisa-grande Godinho, uma nova-mas-velha raposa deste tipo de malabarismo de anti-Portismo primário.

O resultado prático foi caça aberta aos jogadores do Porto. Era raro o lance em que o avense não ia ao lance com dureza excessiva e à margem das leis do Jogo, mas como cedo se aperceberam da complacência do apitadeiro, toca de aviar à grande e à motense. Já quando o (ocasional) excesso de vigor partia dos campeões nacionais, o espírito benevolente desaparecia e dava lugar à intransigência e ao excesso de zelo que caracterizam um coiso com uma missão.

O polvo sujo dos sem-vergonha apostou forte na rapina da Supertaça e Godinho não lhes falhou - até impediu Sérgio Conceição de estar no banco no(s) primeiro(s) jogo(s) do campeonato e tudo - mas o querer e a qualidade dos nossos dragões conseguiu superar este duro mas nada inesperado obstáculo logo a abrir a temporada.

É triste abrir a temporada oficial deste blogue a falar de vigarices e outras imundices, mas não podia ser de outra forma: se dúvidas houvesse, aí está a prova inequívoca de que esta será outra época onde o futebol será muito jogado fora de campo e todos estes sempre inclinados a favor dos sem-vergonha e contra o Porto. Que ninguém se distraia, porque há um vigarista-mor com o trono em perigo e só a reconquista (re-roubo não ficava bem) do campeonato lhe poderá dar mais uns tempos sem a justiça à roda.




No meio desta caçada ilegal patrocinada por Luís Godinho, houve também um jogo de futebol. É verdade, houve mesmo. E nele, o Porto não conseguiu entrar forte, a impor a sua lei, permitindo ao vigoroso adversário alicerçar-se na rudeza dos contactos para ganhar bolas aéreas e segundas bolas, tudo bem orquestrado pelo carniceiro Mota (deve ser do apelido), que viu bem a falta de capacidade física de uma ala composta por Brahimi e Telles e a que nenhum dos médios acorria a preceito. Foi quase sempre por ali que o Aves construiu os seus lances ofensivos, alguns com muito mérito e alguma qualidade, diga-se. 

E foi assim, com alguma felicidade mas sem grande surpresa, que os avenses se adiantaram no marcador, após tabela no árbitro e um bom remate de Cláudio Falcão que não deu hipótese de defesa a Casillas. Brahimi repôs a igualdade cerca de 10 minutos depois, sem que também muito tivéssemos feito por isso. Mas deu-nos alguma tranquilidade para continuar à procura da melhor estratégia para chegar à baliza adversária sem entrar em desesperos precoces. Poderíamos ter feito outro golo antes do intervalo, mas, diga-se também que, antes e depois do empate, o Aves teve ocasiões flagrantes para voltar a marcar.

O que não correu bem foi a lesão do argelino, infligida por um amilton qualquer, que o obrigou a sair do jogo ao minuto 39, sendo substituído por Corona. O intervalo não nos poderia fazer mal e chegou em boa hora.

A segunda parte foi mais do nosso agrado, com maior pressão sobre o adversário e intensidade de jogo, mas não recomeçou logo assim. O Aves continuou apostado em não nos deixar sair com a bola no pé, marcando com três homens logo à saída da área e obrigando a bater as bolas para a frente - onde muitas vezes se superiorizavam nos duelos aéreos. Foi preciso começar a ganhar essas bolas e sobretudo a interceptar tentativas de saída para o ataque, para então começar a criar perigo real e a fazer recuar o adversário.

Ao minuto 57, a obra-prima de Godinho. Herrera é agredido (talvez até sem intenção, mas não interessa para o caso) ao ponto de ficar a sangrar do sobrolho, o cegueta do apito nada assinala, o Aves recupera a bola e lança um contra-ataque, Sérgio Oliveira faz uma falta normalíssima ainda no meio-campo ofensivo e é premiado com cartão amarelo. Sérgio Conceição não se conteve na verborreia e acabou expulso. Polvus Orelhudus Est. Magnífico.

Os jogadores sentiram a injustiça e trataram dar ainda um pouco mais de si e ao jogo, "movimento" de que Maxi Pereira foi e é quase sempre o expoente máximo, tendo desta vez indo um pouco mais adiante, marcando o golo da re(vira)volta. A partir daqui, o Aves quebrou mesmo sem desistir e passou a ser mais fácil gerir o jogo. O terceiro, da autoria de Corona, foi o ponto final na partida, numa altura em que já jogávamos apenas com dez, devido à lesão impeditiva do recém-entrado Soares.

Conquista justíssima do troféu que é mais do nosso do que todos os outros juntos, abrindo-se assim a temporada com chave de ouro. E com o tal aviso do que aí vem, também. Seguiremos fortes contra todo o tipo de adversários, como é do nosso feitio.





Notas DPcA 


Dia de jogo: 04/08/2018, 20h45, Estádio Municipal de Aveiro, FC Porto - CD Aves (3-1)


Iker (7): O golo a frio e sem possibilidade de o evitar não o impediram de ser decisivo ou travar um outro que parecia certo, numa altura crítica do jogo.

Melhor em Campo Maxi (8): A idade está lá, com a consequente menor velocidade, mas nada que não pudesse disfarçar com a sua imensa experiência. Foi capaz de ir e voltar, tudo bem doseado, até que numa das vezes fez o seu golo, após um bom lance colectivo. Tudo o que deu à equipa foram bálsamos de tranquilidade e confiança. O mais decisivo de todos para o resultado final.

Alex Telles (6): Já se viu um bocadinho do senhor Telles, mas ainda tem alguns quilómetros para percorrer até chegar ao seu normal. Defensivamente, foi muito massacrado mas resistiu quase sempre bem.

Diogo Leite (6): Boa estreia oficial, ajudando à conquista do seu primeiro troféu sénior. Teve alguns passes perdidos, mas nada que ofusque uma exibição segura e tranquila, quase fazendo esquecer que ainda agora cá chegou.

Felipe (6): Algumas hesitações de pré-época, uma e outra falta desnecessária, mas a segurança habitual. Vai melhorar, seguramente.

Sérgio Oliveira (5): Primeira metade muito fraca, sendo o principal "culpado" do falhanço colectivo da primeira meia hora. Recompôs-se mesmo sem brilhar, devolvendo alguma coesão e acerto ao meio campo. Tem de dar mais e ele sabe-o.

Herrera (6): Está mais bonito. O futebol dele, quero dizer. Mais seguro, mais confiante, menos errático. Será de efeitos tão duradouros com os da sua cirurgia facial?
 

Otávio (5): Voluntarioso mas pouco acertado, andou quase sempre pelo limbo exibicional mas deixou a sua marca no jogo na combinação que permitiu a Maxi fazer o segundo.

< 39' Brahimi (7): Estava em crescendo após o golo marcado quando foi abalroado e forçado a abandonar por lesão. Que recupere depressa.

< 75' Aboubakar (6): Foi a jogo com vontade de voltar a facturar seis meses depois, mas a verdade é que desperdiçou um par de boas ocasiões e o melhor que conseguiu foi uma boa assistência para Brahimi. 

< 71' André Pereira (6): Foi o Marega de ocasião, mas evidentemente que não o poderia substituir nas funções desempenhadas e que tão decisivas são para a forma de jogar desta equipa. Entrou solto e desinibido, mas nunca conseguiu verdadeiramente entrar no esquema ofensivo da equipa ao ponto de criar perigo. Ainda assim, boa participação de "emergência".

> 39'  Corona (7): Parecia que ainda não ia ser desta que respondia ao desafio do treinador, mas lá engatou e arrancou uma exibição convincente  (metade dela, pelo menos), coroada com um belo golo.

> 71' Óliver (6): Entrada positiva, já com o controlo do jogo em mente, mas nem por isso deixou de desenhar bons lances ofensivos, com destaque para o grande passe que descobriu Corona para o terceiro golo. Bem também na fase final, já com a equipa reduzida a dez, a saber esticar e segurar a bola longe da sua baliza.

> 75' Soares (-): Entrou para refrescar o centro do ataque mas nem quinze minutos durou. Outra arreliadora lesão após tantas outras, a lançar dúvidas sobre o que poderá ser o seu real contributo ao longo da época.

Sérgio Conceição (7): Conquista suada e justa, mas totalmente exigível e exigida. O Porto tem sempre de ser superior ao Aves e de o demonstrar em campo, ainda mais numa final. Desconta-se a ausência de última hora de Marega e o impacto que isso tem no jogo colectivo mas renova-se o alerta: é preciso alternativas a este "modelo" de jogo. Não só já é mais do que conhecido por todos os adversários nacionais, como há fortes probabilidades de nos vir a faltar o elemento-chave. E isso é função do treinador. Quanto ao resto, vamos com calma. O que interessa mesmo, para já, é ir vencendo os jogos, um após o outro, sem pensar muito na forma como o conseguimos. Mais adiante logo se verá.




Outros Intervenientes:



Já perceberam por certo que não sou fã de José Mota, em nenhuma das suas facetas. Reconheço que soube montar uma estratégia "esperta" para nos condicionar, mesmo se exponenciada pela ajuda do árbitro, o que valorizou a final e merece um elogio por isso. No campo, voltei a gostar de ver Rodrigo Soares e fiquei com curiosidade para saber mais de Cláudio Falcão. E sim, sonho com o dia em que alguém me vai contar a estória que levou os progenitores a nomearem o seu descendente de Mama Baldé. Ainda se tivesse uma vírgula a separar os nomes...

A arbitragem liderada por Luís Godinho foi mais do que fraca, foi tendenciosa e com o claro intuito de prejudicar seriamente o Porto. Não há por que usar de meias-palavras. Foi evidente. Se é com isto que nos contam impedir de chegar ao bicampeonato, parabéns, podem mesmo consegui-lo. Que vergonha, que descaramento, que nojo de futebol de vigaristas sem-vergonha.


Conquistado o primeiro troféu, há que saber tirar partido dos high spirits que daí resultaram, garantindo já no sábado a primeira vitória no campeonato. Terá de ser assim, vitória sobre vitória, para ir comprando tempo para a reconstrução desta equipa. Sim, terá mesmo de ser reconstruida, nos seus intervenientes e nos seus princípios, para voltar a ter sucesso. Vamos a isso.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



terça-feira, 24 de julho de 2018

Fantasy World Cup: Classificação Final


Uau, mas que grande Mundial que este foi... grandes jogos, com muita evolução táctica à mistura, muitos e grandes golos, estreia positiva do VAR, boas revelações e um campeão justíssimo. Na mesma medida foi a nossa fantasy, a liga Do Porto com Mística, realizada na excelente plataforma portuguesa RealFevr




Aquando do lançamento da liga, deixei o desafio de entregar prémios aos três do pódio se ultrapassássemos as 100 inscrições... chegamos às 107, parabéns e obrigado a todos!

Assim sendo, cumpre-me anunciar a classificação final da nossa liga e agraciar os três primeiros da tabela:


-> O Grande Vencedor é o Hélder Bruno Aguiar, que somou uns fantásticos 502 pontos e vai receber a novíssima Camisola Oficial FC Porto 2018/19!

-> O 2º classificado é o RULY, que somou 463 pontos e vai receber o CD "Já Nasci Assim" do talentoso João Dias!

-> O  3º classificado é o guilherme_vasconcelos_37, somou 458 pontos e também vai receber o CD "Já Nasci Assim" do talentoso João Dias!


Parabéns aos três e uma nota importante: para que possam receber os prémios, é essencial que me contactem pelo email habitual com a maior brevidade possível.

Deixo-vos o top 20 final:

clicar para ampliar


Agora uma outra nota, menos agradável: alguns poderão ter reparado que havia um outro vencedor na primeira tabela final. Acontece que se tratou de um aproveitamento ilícito por parte de quem venceu a competição a nível global, juntando-se a várias ligas privadas - entre as quais a nossa - já no final da competição, na tentativa de arrecadar os respectivos prémios. Facto que não passou despercebido e foi devidamente reconhecido pela própria RealFevr. Foi, obviamente, desclassificado da nossa liga. É triste, mas é a condição humana. Siga para bingo...


E assim se encerra com chave de ouro a temporada fantasy 2017/18. Renovo os nossos agradecimentos a todos quantos participaram nas várias competições e renovo o desafio para a época 18/19 que está quase a começar. Fiquem atentos, muito em breve será feito o lançamento oficial da nova temporada!



Do Porto com Amor & A Mística Azul e Branca





segunda-feira, 23 de julho de 2018

Strawberry Fields Forever (Algarve Cup)


Ao segundo e último jogo da Algarve Cup, chegou a primeira vitória (à porta aberta). Por sorte, contra a equipa teoricamente mais forte, os azuis de Liverpool, agora treinados pelo lampião de nariz empinado que dá pelo nome de Marco Silva. Calhou mesmo bem, digo eu.




Quem só assistiu a primeira meia hora do jogo jamais imaginaria que o desfecho final seria este. O Everton entrou muito mais forte (mesmo sem o ser) e abafou por completo as ténues tentativas do Porto construir o seu jogo - ou melhor, de ter espaço para lançar os seus ataques rápidos.

Quase sempre retidos no seu meio-campo, o Porto limitava-se a correr atrás da bola e dos adversários, aguentando estoicamente sem quebrar (até porque o poste intercedeu por nós naquele lance de Tosun). Nas reposições ou recuperações, foi raro ver a equipa conseguir levar a bola até perto da grande área dos ingleses. Sobrevivemos.

Ali entre os 25 e os 30 minutos, tudo começou a mudar. Algumas ameaças e o peso da pré-época terão tirado algum gás ao Everton e os nossos começaram - finalmente! - a explanar algum do seu futebol. E assim fomos, em crescendo, até ao intervalo.

No recomeço, os de Liverpool tentaram reganhar o ascendente na partida, mas o facto é que já não o conseguiram fazer. O Porto não voltou a deixar-se encostar ás cordas e acabou mesmo por rapidamente desferir o golpe que acabaria por ser decisivo: bom passe de Otávio para a desmarcação de Marega que, isolado, teve tempo para fazer um ligeiro compasso de espera e depois bater sem piedade Stekelenburg.

A partir daí, soubemos manter o adversário em sentido, por forma a evitar uma avalanche ofensiva na busca do empate. Tivemos, tal como eles, mais um par de oportunidades para marcar, mas nada de escandaloso. Por volta do minuto 70, começaram as substituições e a fluidez do jogo diminuiu, como seria expectável. Vencemos e vencemos bem, em mais um jogo de preparação para a nova época.


Notas de destaque:

 - João Pedro. Não brilhou nem nada que se pareça (embora se tivesse marcado poderia ter ficado lá perto), mas mostrou muito mais que nos dois jogos anteriores. E mostrou muita vontade de ter uma fighting chance, algo que nos é sempre muito querido neste clube. Mantenho a ideia que está longe de estar preparado para ser uma primeira opção, mas talvez tenha a capacidade para evoluir o suficiente e em tempo útil para lá chegar. Talvez. 

 - Diogo Leite, uma vez mais. Ou melhor, desta vez de corpo inteiro. Considerando o seu verdor, foi muito interessante e promissora a sua exibição perante adversários de valor. Qualquer rumor em relação à sua saída não poderá passar disso mesmo, porque de crimes lesa-Clube já estamos fartos (alguns de nós, pelo menos).

 - Telles, Alex Telles. O homem está de volta e com uma missão: voltar a ser um dos mais decisivos da equipa. Impressionou-me a sua garra e disponibilidade física, considerando as amostras recentes. Voltará a ser fundamental nesta equipa. Qualquer rumor em relação à sua saída não poderá passar disso mesmo, porque de crimes lesa-Clube já estamos fartos (alguns de nós, pelo menos).

 - Maxi, que só precisou de quinze minutos para dizer que está pronto para começar. E começará, aposto. Mais para meio da época é que não sei como será, mas um passo de cada vez.

 - Os suspeitos do costume estão a regressar aos poucos. Brahimi, Marega e Abou a aquecer os motores...

 - O meio-campo dos 3Os - Oliveira, Otávio e Óliver - já funcionou melhor e com isso, fez funcionar melhor a equipa. Nenhum se excedeu, mas todos tiveram bons momentos na partida. Queria apenas ressalvar uma nota em relação a Óliver: tem de jogar mais perto da área adversária para colocar o seu bom futebol ao serviço da equipa: foi assim aquando da sua primeira passagem e assim terá de ser; caso contrário, será apenas um recuperador de bolas mediano. 




Uma vitória é sempre boa, seja qual for a circunstância. Quando as águas estão agitadas, ainda melhor "cai". Poderá ter servido para todas as partes baixarem um pouco o tom e levantarem a cabeça à procura de soluções para os muitos problemas ainda por resolver.

Sim, porque estruturalmente nada mudou. Talvez por isso vi Sérgio Conceição mais agitado e irritado do que nos jogos mais decisivos da época passada. Ninguém está tranquilo com a indefinição que se vive. 

É preciso que o treinador, que já foi perfeitamente cristalino quanto àquilo que precisa, assuma agora um auto-controle e uma serenidade que se reflicta no plantel. Bem sei que está profundamente descontente e até desconfiado do que poderá ser o seu futuro próximo, mas a bem de todos e principalmente do Clube, deve prosseguir o caminho e confiar que receberá o que pediu.

Quanto à direcção liderada pelo presidente Pinto da Costa, só tem um caminho benigno a seguir: ser mais competente e focar-se exclusivamente nos superiores interesses do FC Porto. Continuar a ser menos do que isso, simplesmente não é aceitável.


Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see
It's getting hard to be someone
But it all works out
It doesn't matter much to me

(Strawberry Fields Forever)



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco