terça-feira, 19 de junho de 2018

Análise da Época 17/18: Parte Três - Produção Ofensiva e Pontos DPcA


Após a observação do desempenho colectivo e dos tempos de utilização, segue-se a dissecação dos desempenhos individuais ao nível da sua contribuição ofensiva (medida pelos golos e pelas assistências) e da qualidade das exibições (medida pelos Pontos DPcA).


Quadro 1 - Golos e Assistências (clicar para ampliar)


Começando pelos golos e assistências - o sal e a pimenta deste jogo fabuloso - podemos falar numa época marcada pela magia africana

Magia na finalização mas também na sua antecâmara, porque os nossos goleadores de 17/18 também se distinguiram por uma notável contribuição ao nível do último passe antes da felicidade.

O rei absoluto dos goleadores foi o "monarca" camaronês Aboubakar I, que teve uma primeira metade da temporada fulgurante mas depois se "esvaziou" ao ponto de perder a titularidade, após interregno forçado para debelar problemas físicos (e de outra ordem, possivelmente). Em todo o caso, fez o suficiente para terminar a temporada como o melhor marcador da equipa com 26 golos bem distribuídos pelas várias competições. Não satisfeito, ainda contribuiu com 7 assistências.

O segundo melhor goleador foi o inesperado príncipe maliano, Moussa Marega de seu nome, que foi também o melhor marcador Portista no campeonato: 22 dos seus 23 golos foram marcados em jogos da Liga. Bem mais constante ao longo da temporada do que Abou, foi somente travado por arreliadoras lesões que o obrigaram a ausentar-se por várias partidas, com impacto negativo imediato na produtividade pontual da equipa.

Ainda ao nível dos golos, destaque para Brahimi, o Mago do Magreb, que finalmente fez uma temporada (minimamente) condizente com as suas capacidades técnicas. Com 12 golos foi o terceiro melhor marcador e as 10 assistências deram-lhe a "prata" nesse ranking. Todos sabemos que ainda pode dar mais e melhor, mas já foi bem bom. Bem bom!

Ainda na finalização, destaque também para Soares (11 golos entre várias lesões), Marcano (7 golos) e Herrera (com 5, mas um deles a valer por 10).


Passando para as assistências, o "rei" foi o mesmo mas o pecúlio não: Alex Telles conseguiu somar 20 assistências em 17/18, o dobro da época passada! Um registo a todos os títulos brilhante e que nos pode valer um grande dissabor neste defeso...

Brahimi foi então segundo com 10, seguido por Marega com 8 e por um grupo com 7 assistências, no qual destaco Ricardo e Herrera sobre os avançados Abou e Soares. Nota ainda para as 5 assists de Óliver, apesar da fraca utilização.


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Avançamos agora para a segunda metade deste capítulo, a dos Pontos DPcA e das designações de Melhor em Campo (MeC), as proxys utilizadas com o intuito de medir a qualidade das exibições de cada jogador em cada um dos jogos em que participou.


Quadro 2.1 - Pontos DPcA e Mec (clicar para ampliar)


Apesar dos muitos pretendentes ao trono, Brahimi manteve a liderança que já era sua a meio da temporada e sagrou-se o jogador mais pontuado da temporada, totalizando uns notáveis 313 pontos e um avanço de 15 sobre o segundo classificado. 

Sendo certo que parte deste avanço se justifica pelo facto de ter participado em 49 jogos (mais 4 do que o segundo), não se pode retirar nem um cêntimo do mérito do argelino, até porque pelo meio teve algumas notas muito fracas. Além disto, e apesar das 49 aparições, não ficou sequer no top 3 em termos de minutos, o que em teoria lhe retiraria possibilidades de melhores pontuações.

A par de Marega, o argelino foi ainda o mais destacado como MeC, com 8 nomeações no total.

Tudo somado, uma época muito positiva de Brahimi, que, mesmo assim, deixa água na boca em relação ao que ainda poderá melhorar. Logo saberemos se aqui ou noutro lado.

Nem Abou, nem Marega: os segundo e terceiro classificados em termos de pontuação foram dois defesas

Em segundo, o inevitável Alex Telles, dono e senhor do seu lado e o verdadeiro artesão de golos da equipa. Participação em 45 jogos e o recordista de minutos jogados, somou 298 pontos. Grande, grande temporada do brasileiro: é realmente importante que por cá continue, no meio de tanta anunciada sangria. 

A fechar o pódio, o já "defunto" Ivan Marcano. Jogador do ano em 16/17, voltou a realizar uma época de muito bom nível e vai mesmo deixar um grande vazio por preencher. Esteve em 45 partidas, foi o segundo mais utilizado e somou 287 pontos.

De entre os mais utilizados do plantel, destaque ainda para Soares e sobretudo para Sérgio Oliveira, que conseguiram pontuações muito interessantes se considerados os minutos de jogos que tiveram. O primeiro foi "saltando" de lesão para lesão, conseguindo pelo meio dar importantes contributos à equipa. O segundo foi mesmo a grande revelação da segunda metade, assumindo a ausência de Danilo - num registo totalmente diferente, como é evidente - e assim conquistando o seu espaço no plantel. Boas indicações para o que está para vir? 

Quanto às distinções de MeC, Aboubakar ficou na terceira posição com 4 (metade de Brahimi e Marega), seguido por Soares com 3 nomeações.


Quadro 2.2 - Pontos DPcA e MeC cont. (clicar para ampliar)


Deixo também as estatísticas dos elementos menos utilizados do plantel, para destacar pela negativa uma vez mais, André André e Hernáni, que registaram as piores médias de pontos por jogo. No fundo, a confirmação do que já se vinha escrevendo desde o início desta análise.

Abaixo dos 500 minutos de jogo, não valorizei nenhum dos indicadores, precisamente pela insuficiência de dados para análise. A única vertente que se pode considerar é mesmo a da escassa utilização. Aqui, destaque para Otávio, que só reapareceu já perto do final da época, mas não a tempo de o fazer subir nos rankings. Veremos se terá oportunidade de fazer melhor em 2018/19.



Continua em:  Análise da Época 17/18: Parte Quatro - Reforços & Regressados



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




segunda-feira, 11 de junho de 2018

Análise da Época 17/18: Parte Dois - Utilização


Concluída a resumida observação do comportamento colectivo do Porto 17/18, segue-se agora um conjunto de análises aos diversos parâmetros individuais dos jogadores.

Cada análise pressupõe dados quantitativos (jogos, minutos, golos, assistências, etc.), dados qualitativos e, portanto, sempre mais subjectivos (pontos DPcA, melhor em campo [MeC]) e métricas calculadas a partir desses dados (médias, minutos por golo, golos por minuto, etc.).

Comecemos então pelos dados objectivos e quantificáveis, reservando as pontuações para o grande final. Dentro destes, avançamos agora com a utilização efectiva dos jogadores, socorrendo-nos dos quadros seguintes.


Quadro 1.1 - Utilização 11+ (clicar para ampliar)
 
Este primeiro quadro destaca os onze jogadores mais utilizados por Sérgio Conceição, que de forma um pouco grosseira se pode designar como o onze preferido do treinador - mesmo tendo em conta as prolongadas lesões, como no caso de Danilo, que ainda assim "durou" o suficiente para se manter neste lote.

Aliás, esta foi uma época bem marcada por lesões e também por castigos, o que aliado à vontade/necessidade de experimentação do treinador recém-chegado, acabou por ditar o fim da "ditadura dos centrais" no topo da tabela dos minutos de jogo.

Foi Alex Telles quem acabou por ser o mais utilizado do plantel, com 4059 minutos de jogo (um valor semelhante ao que registou na temporada passada, mas inferior em quase 100 minutos face ao "vencedor" do ano passado, Marcano), mesmo tendo sofrido aquela arreliadora lesão no Estoril, que o afastou do relvado por várias partidas. Percebe-se bem os motivos: além de ser um elemento determinante na produtividade ofensiva, nunca teve um concorrente à altura para o lugar (foi Dalot quem o substituiu durante a lesão). Logo a seguir, a dupla de centrais, desta vez com Felipe a somar uns minutinhos a mais face a Marcano.

Para mim, a verdadeira surpresa vem a seguir, na quarta posição: Brahimi. O mago do Magreb ficou a uma centena de minutos do trio do pódio, mas ainda assim teve uma evolução muito significativa face a 16/17, onde se quedou num modesto 14º lugar sem sequer atingir os 2.000 minutos. Além disso, foi o jogador do plantel que participou em mais jogos, 49 num total de 52 partidas oficiais.

Destaque também para Casillas, que mesmo com a sabática forçada, acabou por ser o guarda-redes mais utilizado do plantel - e nem poderia ser doutra forma.

A presença de Corona neste 11+ também me surpreende um pouco, considerando a sua irregularidade exibicional e consequente irregularidade competitiva (apenas 3 jogos completos em toda a temporada).

E já que se fala de jogos completos, foi a dupla Felipe / Marcano quem se destacou da concorrência, somando 43 no total, mais dois que Telles.

No lado reverso, destaque pela negativa para Aboubakar (além de Corona, claro), com apenas 13 jogos em campo do primeiro ao último minuto. No entanto, foi mesmo o camaronês quem registou a maior série consecutiva de presenças na equipa: foram 28 jogos seguidos sempre a "calçar".


Quadro 1.2 - Utilização restantes jogadores (clicar para ampliar)

Quanto aos "outros", os restantes jogadores, destaque para a elevada utilização de sete jogadores, todos somando mais de mil minutos de jogo: Sérgio Oliveira, , Soares, Maxi, Óliver, Reyes e Otávio. Por comparação, apenas cinco ultrapassaram esta marca em 16/17, o que permite dizer que este ano houve de facto uma "exploração intensiva" dos recursos à disposição, havendo mais jogadores a contribuir para o resultado final da temporada. Fruto da escassez de qualidade e de soluções, mas também do tal espírito que o treinador devolveu ao balneário do Dragão: um por todos e todos pelo Porto.

Neste lote, a surpresa mais positiva foi Sérgio Oliveira, um dos nados-mortos que ressuscitou e se impôs finalmente, primeiro a espaços, como arma secreta para um meio-campo a três nos jogos mais complicados; depois em full-time, após a lesão de Danilo. No entanto, devo dizer que quase todos me causaram esta boa sensação de estar a dar mais do que vinha sendo habitual.


Quase todos... porque Óliver foi a decepção. Foi o cordeiro sacrificado (injustamente) pelo treinador após a primeira derrota (Besiktas), passando de titular a suplente e até não-convocado e disso nunca mais se recompôs. Voltou a ter oportunidades (mais adiante), mas nunca conseguiu verdadeiramente impor-se ou sequer mostrar as suas melhores qualidades dentro de campo. Ainda assim, note-se que ficou bem dentro da "ficha de jogo" tipo (18 jogadores).

José Sá teve a sua oportunidade. Começou nervoso, recompôs-se, teve uma boa série e depois voltou a tremer entre os postes até que não lhe sobrava outra alternativa que não fosse o regresso ao banco. Em todo o caso, foi bom para ele, deu-lhe minutos imprescindíveis para continuar a evoluir a este nível e não saiu "queimado". Não muito... 

Verdadeira decepções foram André André e Hernáni, não por a expectativa que recaía sobre eles ser elevada, mas precisamente porque mesmo perante expectativas modestas não foram capazes de cumprir. Utilização escassa que se ficou a dever muito... às suas utilizações. Quanto mais jogavam, menos vontade dava de os voltar a ver jogar... Épocas muito fracas.

Nota negativa também para a baixíssima utilização dos reforços (?) de inverno Waris, Paulinho, Osório e Gonçalo Paciência, confirmação inequívoca do desacerto conjuntural do recrutamento. Ainda assim, o mais utilizado foi o jovem avançado português, ficando um pouco acima dos 300 minutos de jogo.

E sim, Vaná afinal jogou... boa compra...


Continua em:  Análise da Época 17/18: Parte Três - Produção Ofensiva e Pontos DPcA



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco





quinta-feira, 7 de junho de 2018

Aí Está a Febre do Mundial!


Pois é, estimados fantasistas, está aberta a liga Do Porto com Mística para o Mundial 2018 (parceria entre A Mística Azul e Branca e este vosso blogue)! Para Portistas e desportistas, é só seguir as instruções abaixo para aderir e lutar pelo ceptro mundial!




Uma vez mais, a nossa liga será disputada na plataforma da RealFevr, agora renovada, ainda com mais pinta (e funcionalidades) para nos acolher. Melhor ainda, vão oferecer uma carrada de prémios a todos os participantes: prémios por jornada, prémios da fase de grupos e da fase a eliminar e prémios finais! Prémios que nunca mais acabam...


Quanto à nossa Liga, também vamos ter prémios para os 3 primeiros... SE foram ultrapassados os 100 inscritos:

 - Vencedor - Camisola Oficial FC Porto 2018/19

 - 2º & 3º classificados - CD "Já Nasci Assim" do talentoso João Dias

Cabe-te a ti, fantasista de primeira água, juntares-te à liga de imediato e depois divulgar pelo máximo de gente possível, convocando todos os amigos, primos e periquitos a também participar!

Nota: tivemos perto de 150 inscritos na Liga NOS, pelo que agora queremos chegar aos 200!


Para se juntarem à liga DPcM World Cup, têm duas opções:

1 - Clicar em "JUNTAR A LIGA" e inserir o token 7c30a18c

2 - Clicar directamente aqui: https://fantasy.realfevr.com/t/7c30a18c


Faltam menos de dez dias para começar a febre do Mundial, não percam tempo com coisas insignificantes como família ou trabalho... inscrevam-se e comecem já a construir o vosso plantel inicial!

AVISO IMPORTANTE: participar nesta liga pode causar danos consideráveis e até irreparáveis na auto-estima futebolística. A organização não assumirá qualquer responsabilidade no que possa acontecer nas vossas mentes frágeis :-)


Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



quarta-feira, 6 de junho de 2018

Análise da Época 17/18: Parte Um - Desempenho Colectivo


Até parece mentira, mas é a primeira vez que neste blogue faço uma análise de época enquanto campeão nacional. Muito já escrevi sobre os porquês desta verdadeira anomalia, pelo que agora me focarei exclusivamente na análise ao desempenho da equipa de futebol sénior do Futebol Clube do Porto na época 2017/18 recém-terminada.




Como é habitual, esta análise será divida em partes, três para ser mais preciso. Nesta primeira, vamos analisar o desempenho colectivo da equipa. Nas seguintes, o foco estará sobre os comportamentos individuais dos jogadores, nomeadamente na sua utilização ao longo da temporada, na produção ofensiva, nos pontos DPcA acumulados e, por fim, um olhar isolado sobre os reforços (incluindo regressados de empréstimos).

Também habitual é a utilização de dados estatísticos como base destas análises, cujo tratamento e ordenação permite posteriormente a construção de ideias, raciocínios e extrapolações, estes sim, sempre com um inevitável cunho de subjectividade.

Feita a introdução, vamos então à primeira parte da análise, o desempenho colectivo.


Parte Um - Desempenho Colectivo


Fortemente condicionado pelo fairplay financeiro (FFP) da UEFA, a temporada começou praticamente sem nenhum investimento em novas contratações: a única que houve foi Vaná, que jogou 80 minuto no último jogo em Guimarães apenas para ser campeão. 
Em Janeiro, houve a possibilidade e a necessidade de reforçar posições debilitadas no plantel, chegando Waris e Gonçalo para a frente de ataque, Paulinho para o miolo e Osório para o centro da defesa. A expectativa, sem ser extraordinária, era razoável de que estes reforços se confirmassem como tal. 
No entanto, o que se verificou foi que nenhum passou a ser opção regular de Sérgio Conceição, limitando-se a utilizações esporádicas e quase sempre forçadas por ausências dos habituais escolhidos.
Em boa verdade, não fosse pela profundidade que se acrescentou ao plantel pelo aumento simples da quantidade, ficaria a dúvida se não teria sido melhor nada fazer. Danilo lesionou-se uma e duas vezes e nunca houve substituto com o mínimo de "semelhança".

Logo no início da segunda volta, na meia-final da Taça da Liga em Braga, Danilo saiu lesionado ainda nos primeiros minutos da partida. Estávamos de início de Janeiro, mas nem assim foi possível recrutar um substituto. Podem alguns congratular-se pela ideia de que ainda assim fomos campeões, mas lembrem-se dos jogos com o Liverpool, como maior exemplo, da falta que "um" Danilo nos fez.

No final, a verdade é que acabamos a celebrar a conquista mais desejada, o Campeonato, apesar de termos falhado nas taças internas, que no entanto mais não são do que cerejas no topo do bolo da Liga; isoladas, sabem apenas a prémio de consolação.

Pelo feito e por tudo o que lhe está subjacente, Sérgio Conceição é o maior vencedor da temporada. Chegou com poucos créditos, sem títulos que lhe suportassem a competência, mas não se deteve por isso. Nem pelo garrote financeiro que o Clube lhe impôs. Pegou nas que tinha à disposição, limpou-as, deu-lhes um novo brilho e foi à guerra com elas. Após os altos e os baixos que todos conhecemos, acabou por cima, em primeiro - e nós às suas costas. 

Escrevi na análise intercalar que "a aposta era de risco" mas que desta vez parecia seguro dizer que era acertada, acontecesse o que acontecesse até final da época, no entanto, "só a conquista da Liga o confirmará em definitivo como treinador de topo".

Está conquistada a Liga e confirmado o treinador de topo. Venha de lá o próximo capítulo da saga.






LIGA NOS


Começou de forma inusitada a nossa segunda volta do campeonato, na Amoreira, com o jogo a não ser retomado após o intervalo por suspeita de falta de condições de segurança numa das bancadas. Muita tinta correu sobre o caso e consequências (ainda estamos à espera delas, não é verdade?), mas o que foi factual é que ficámos com um jogo em atraso, cedendo assim a liderança na Liga. Mesmo se à condição, o factor psicológico poderia ter causado danos mais sérios.

Seguimos caminho vencendo o Tondela em casa e assim aproveitamos a escorregadela do Sporting em Setúbal para retomar o primeiro lugar, mesmo com um jogo em atraso. No entanto, na jornada seguinte deu-se o primeiro dos três desaires da segunda volta, um frustrante empate em Moreira de Cónegos após um jogo mal disputado mas que teríamos vencido mesmo a terminar, não fosse por mais uma má decisão arbitral.

Nas seis partidas que se seguiram tudo correu de forma perfeita, porque garantimos outras tantas vitórias, incluindo a revira-volta no Estoril e a recepção ao Sporting. À sétima partida, descansamos. E perdemos pela primeira vez nesta competição. Foi em Paços, após outro jogo mal e pouco jogado, graças ao anti-jogo primário do visitado e à terrível falta de eficácia dos nossos.

A equipa tremeu, mas segurou-se. Ou assim parecia, com a vitória no derby da Invicta. Na deslocação a Belém, nova derrota e liderança perdida com a meta já à vista. Foi o ponto mais baixo da época, mas que segundo testemunhos da equipa, foi também o momento decisivo e que os convenceu da necessidade de vencer na Luz. Assim foi, graças a um golo de Herrera já perto dos descontos. Justiça poética, em vários sentidos.

A partir daí, "só faltava" ultrapassar o Marítimo em sua casa, o que também foi conseguido ao cair do pano, após outra exibição cinzenta. O que se seguiu foi a confirmação do título e os festejos a ele associados. Uma festa muito bonita, porque autêntica e há muito desejada.


TAÇA DE PORTUGAL


Tudo parecia estar bem encaminhado para o regresso ao Jamor após a vitória caseira pela margem mínima frente ao Sporting. Antes disso, despachamos Moreirense num jogo com pouca história. O problema deu-se na segunda mão, onde claramente não entramos com a mentalidade nem com a estratégia certas para garantir um lugar da final. Expusemo-nos à sorte e acabamos por ter azar, quer no golo sofrido, quer nas grandes penalidades (uma vez mais). Para mim, foi mesmo a pior "exibição" de Sérgio Conceição em toda a temporada. Uma lástima.


TAÇA DA LIGA


Começo por registar a melhoria significativa do desempenho nesta prova face às épocas anteriores. Não só vencemos (e convencemos) o nosso grupo, como tivemos a postura correcta na meia final frente ao Sporting. O que correu mal? A lesão de Danilo, o excesso de imaginação do VAR, que nos roubou um golo limpo e a falta de pontaria na finalização, tanto durante o jogo como nas grandes penalidades. Foi pena, mas digeri com facilidade, dadas as atenuantes. Em todo o caso, já ficamos mais próximo do objectivo, que tenha servido como rampa de lançamento para a conquista do troféu em 2018/19.


CHAMPIONS LEAGUE


Após uma fase de grupos brilhantemente concluída após início comprometedor, deparamo-nos com um Liverpool numa forma demolidora e não tivemos a inteligência de nos submeter a essa supremacia (foi o treinador quem o disse). A pesada derrota em casa arrumou logo ali a eliminatória, pelo que apenas nos sobrou uma ida a Anfield para recuperar algum do prestígio perdido na primeira mão. Foi a participação exigível a um clube da nossa dimensão financeira, que nunca seja pior.


GLOBAL






A observação dos quadros acima pode esclarecer quanto à melhoria significativa do desempenho da equipe em 2017/18 face às três temporadas precedentes, com destaque para Campeonato e Taça da Liga. Nas competições europeias e na Taça de Portugal, igualmente bons resultados mas não os melhores deste comparativo época a época.

Na liga, mais vitórias e menos empates; apenas retrocedemos nas derrotas, averbando uma inusitada segunda face aos anos anteriores.

Na Taça da Liga, chegámos à meia-final, muito acima das vergonhosas participações em 16/17 e 15/16.

Na Taça de Portugal, ficamos a um jogo de igualar 15/16, mas na verdade o número de troféus conquistados é o mesmo: zerinho.

Já na Europa do futebol, dividida entre Champions e Liga Europa, fizemos menos jogos do que no ano passado (o que foi bom, porque nos livrámos da pré-eliminatória) e do que em 14/15, o ano do Lorpa de Munique (quartos de final).

Tudo somado, uma época boa, como será sempre uma em que conquistemos o campeonato. A melhorar na próxima, as tais cerejas no topo do bolo de campeão: vencer as duas taças nacionais.


To be continued em: Análise da Época 17/18: Parte Dois - Utilização



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco

 




terça-feira, 29 de maio de 2018

Ligas DPcM 17/18 - Vencedores Champions League


Cá estou para concluir a sessão solene de agraciamento dos grandes vencedores das Ligas Fantasy Do Porto com Mística (uma parceria entre o grandioso A Mística Azul e Branca e este vosso humilde blogue), as melhores ligas fantasy do mundo e arredores.




Para o final, ficou a prova rainha do futebol europeu - a Champions League - que teve "direito" a duas ligas, uma no site oficial e outra na excelente plataforma da RealFevr. Quem não esteve atento, pode agora consultar os resultados das outras competições aqui e aqui.



Champions Fantasy League


 

A - RealFevr 

 

Na mãe de todas as fantasy, houve disputa acesa durante toda a competição. Houve luta violenta e alternância na liderança até à jornada 8, altura em que os Semos Cão Piões Europeus do mister Just-do-it assumiram a dianteira para nunca mais a largar, pese as muitas e boas tentativas de Icesa_city de Vitorgaspar (sim, sim, é mesmo o ex-ministro) e dos Do Porto com Amor deste vosso guru fantasista. 

Foi esta a ordem final da classificação, pelo que é o Marco "Just-do-it" quem vai receber a magnífica Camisola Oficial do FC Porto 2017/18!

Como nota de despedida, aqui fica mais um sábio ensinamento do vosso mestre: quando decidirem jogar o wildcard, não se esqueçam de o activar... houve quem se esquecesse e com isso fosse penalizado em 44 pontos... (ele há cada um)...



Vencedor: Semos Cão Piões Europeus (Just-do-it) - 912 pts.

Segundo: Icesa_city (Vitorgaspar) - 869 pts. 

Terceiro: Do Porto com Amor (LAeB) - 850 pts.

 

High Score Semanal: Passa Nhaga Team (luis_Azevedo_34) - 107 pts. (J11)

Mais Vitórias Semanais: Icesa_city e Do Porto com Amor (2)



Top 10 final (clicar para ampliar)


Vencedores semanais:

J01 - RedChamps Champions (arturmalmeida) - 86 pts.
J02 - Semos Cão Piões Europeus (Just-do-it) - 103 pts.
J03 - Banda de Cabreiros (joao_gomes_73) - 94 pts.
J04 - Euro Pancas (pedro_martins_96_58) - 88 pts.
J05 - Icesa_city (vitorgaspar) & JDBayern (jdguez) - 92 pts.
J06 - Do Porto com Amor (LAeB) - 105 pts.
J07 - red river (redriver03) - 44 pts.
J08 - Fanáticos FC (henrique_matos_10) - 84 pts.
J09 - FK Sheriff (pedro_silva_27) - 84 pts.
J10 - Semper_Invictum (joaquim_nisa) - 50 pts.
J11 - Passa Nhaga Team (luis_azevedo_34) - 107 pts.
J12 - Do Porto com Amor (LAeB) - 55 pts.
J13 - Icesa_city (vitorgaspar) - 43 pts.




B - Site UEFA



Na versão oficial (mas bem menos interessante), quem mais orden(h)ou foi o Ricardense 04 de Ricabrantes, deixando a léguas os mais directos perseguidores, onde se destacaram os LBV 1974 (do mesmo) e o EuroChampion2016 do Marco. Parabéns ao vencedor e felicitações aos demais, para o ano... há mais!


Vencedor: Ricardense 04 (Ricabrantes) - 750 pts.

Segundo: LBV 1974 (LBV 1974) - 700 pts. 

Terceiro: EuroChampion2016 (Marco) - 698 pts.

 

High Score Semanal: Rissóis Goleada (João Pinto) - 89 pts. (MD1)

Mais Vitórias Semanais: Ricardense 04 e LBV 1974 e EuroChampion2016 (2)




Top 10 final (clicar para ampliar)


Vencedores semanais:

MD01 - Rissóis Goleada (João Pinto) - 89 pts.
MD02 - Barroselo (mariarosa) - 73 pts.
MD03 - Alvini FC (Alves) - 66 pts.
MD04 - FC Madragon (Madragon) - 81 pts.
MD05 - FCPorto-Fafe (Sérgio Castro) - 83 pts.
MD06 - Ricardense 04 (Ricabrantes) - 84 pts.
MD07 - Red River FC (Pedro A) - 84 pts.
MD08 - Ricardense 04 (Ricabrantes) - 57 pts.
MD09 - EuroChampion2016 (Marco) - 66 pts.
MD10 - EuroChampion2016 (Marco) - 45 pts.
MD11 - LBV 1974 (LBV 1974) - 75 pts.
MD12 - vale (Elav) - 48 pts.
MD13 - LBV 1974 (LBV 1974) - 35 pts.



Está finalmente concluída a "Gala Fantástica 2017/18", pelo que me despeço com amizade, saudando todos os participantes e venerando os vencedores, cujos nomes viverão para sempre na história das fantasies ou talvez não... Cá vos esperamos na próxima temporada, de preferência com mais um (ou vários) amigo(s) a juntarem-se ao grupo!



Último e muito importante AVISO: está quase a chegar a febre do Rússia 2018 e, com ela, a nossa liga DPcM World Cup. Fiquem atentos!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco