Do Porto com Amor

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

De Novo Em Primeiro (sem Sado-Maso)


Decorridos dez minutos de jogo, poucos poderiam antecipar o desfecho final da partida. A verdade é que o Vitória entrou um pouco melhor, atrevido e "aditivado" por aquele incentivo que está sempre lá, sempre à mão de semear de todos os nossos adversários.


Foto de Carlos Alberto Costa

A nossa menor concentração e falta de acerto colectivo ajudaram à pequenita festa setubalense, que nem chegou a ter direito a foguetes porque as duas tentativas morreram sem sequer subir aos céus. Serviu para fazer soar o alarme nos do Porto, que deixaram de conceder veleidades e trataram de ir atrás do resultado. 

Coisa que não tardou, pela mão da fortuna que normalmente sorri aos audazes. Sobre a meia-hora de jogo, canto de Telles para Abou finalizar de cabeça ao primeiro poste. Lance polémico, pelo contacto que envolveu o camaronês e o seu marcador de ocasião, mas após ver as repetições creio que muito bem ajuizado pelo árbitro e restante comitiva. 

A partir daqui, ficamos em definitivo por cima do adversário e o golo às três tabelas de Moussa dez minutos volvidos como que quebrou o espírito dos de Setúbal. Sobre o intervalo, penálti bem assinalado sobre Abou e fim do jogo.

Só que havia ainda toda uma parte para jogar. E os nossos não se fizeram rogados, valorizando o esforço de quem enfrentou os elementos e se deslocou ao Bonfim. Jogo mais aberto e propício ao nosso futebol de esticão, que acabou por resultar em mais dois golos e 45 minutos de futebol bem agradável.

Regressámos ao primeiro lugar e reforçamos a liderança com o reforço do goal-average. Tudo bem feito, siga para a Taça.



Notas DPcA 


Dia de jogo: 10/12/2017, 20h15, Estádio do Bonfim, Vitória FC - FC Porto (0-5)


José Sá (6): Duas intervenções logo a abrir (importantes mas sem dificuldade) e pouco mais.

Maxi (6): Guerreiro como sempre, mesmo quando as pernas já não podem o que a cabeça lhes pede. Vai compensando, sempre que possível, com a imensa experiência.

Alex Telles (7): Mais uma assistência, desta vez de bola parada, e todo um corredor para atacar, primeiro com Brahimi e depois com Corona. Fê-lo quase sempre bem e a bom ritmo.

Marcano (6): Está com algumas intermitências desde há alguns jogos, espero que seja apenas cansaço e que possa ter o merecido descanso já na quarta. Não jogou mal, pelo contrário, mas...

Reyes (6): Hesitante naquele quarto de hora inicial, mas compôs-se e fez um jogo de razoável qualidade, até porque a verdadeira exigência não durou muito mais do que esses primeiros quinze, vinte minutos.

< 73' Danilo (7): Sério candidato a melhor em campo, pelo que jogou e pelo que incentivou a que os outros jogassem, com aquela atitude de mostrar poder sempre mais do que os outros, sejam eles quem forem. 

Herrera (7): Arranque francamente mau, a pautar o (mau...) andamento inicial da equipa, que se foi corrigindo até ao ponto em que se sentiu como sal na tequilha, dando asas ao seu futebol "de comprimento". É um fenómeno mais imprevisível do que ojindependentes...

< 65' Ricardo (6): Voltou a ser chamado para funções mais ofensivas e cumpriu q.b. Curioso ter acabado por descair mais vezes para o meio do que seria previsível. Saiu para ter algum (merecido) descanso e não deixou grande marca no jogo.

< 46' Brahimi (6): Não consegui conter o pequeno insulto quando falhou isolado com o resultado ainda em branco, não só pela sua falha como por não ter visto Marega completamento isolado e pronto para encostar. O jogo acabou por correr de feição, também com o seu contributo, ainda que modesto, pelo que se livrou de maiores males. Não pode, senhor Yacine, não pode perdoar naquelas situações...

Marega (7): O grosso da nota justifica-se pela segunda parte, com novo golo, assistência e muitas jogadas de envolvimento "por esticão", porque na primeira foi quase tudo "sem saber como". A entrega é que foi constante e quase era posto fora de combate por um caceteiro sem punição (adequada), mas o mousso é de aço ou algo equivalente e ri-se na cara da adversidade...


Foto de Carlos Alberto Costa

Melhor em Campo Aboubakar (8): Tem mesmo de ser a figura maior do jogo, com um hat-trick e uma assistência no espólio pessoal. O Vincent anda feliz e isso nota-se em campo. Longe parece ir o tempo em que se recusou a voltar a jogar cá... e ainda bem. Só lhe falta mesmo é deixar de falhar golos fáceis, como hoje mostrou saber fazer no primeiro golo.

> 46' Corona (6): Boa entrada em cena, alavancada pelas circunstâncias mais do que favoráveis, realizando 45 minutos de bom nível. Bonzinho, vá.

> 65' André André (5): Entrou com o jogo já sentenciado e mais não fez do que seguir à risca o que lhe terá sido pedido, primeiro mais adiantado, depois a par de Herrera. Não fez nada mal, mas também não sei se fez algo realmente bem...

> 73' Soares (5): Fase de descontração, apenas deu para uma bicicleta com o "guiador" mal apontado.

Sérgio Conceição (7): Voltámos a vencer quando já nenhuma outra possibilidade se admitia, pelo que o mérito de saber lidar com essa pressão tem de lhe ser atribuído (por muito que a descarte, ela existia e a gritar bem alto). Bem também a sentar Felipe, creio que no momento certo: se o central não quiser aprender, o prejuízo maior será dele. De resto, o jogo acabou por nos sorrir, com as decisões arbitrais mais polémicas a serem bem apitadas nosso favor (apenas uma capital - a primeira, por sinal - não o foi) e a fortuna de fazer os golos nos momentos certos. A segunda parte foi uma mera formalidade e aproveitada para gerir esforços.



Outros Intervenientes:



Num Vitória que começou atrevido mas que cedo quebrou, ninguém se destacou sobre os demais (a meus olhos, evidentemente).


Ora bem, já tinha saudades disto. Escrever sobre um jogo do Porto sem ser forçado a tratar a equipa de arbitragem como (os) criminosos (que têm sido). Tiago Martins e seu gangue resistiram à tentação de agradar ao padrinho (ou terá sido por instrução deste, de modo a acalmar os ânimos?...) e tiveram a coragem de, na (eventual) dúvida, marcar a favor do Porto: parecendo que não, é uma raridade nos dias que correm.

De novo a meus olhos: o erro mais grave foi mesmo perdoar a expulsão de Vasco Fernandes por entrada muito violenta sobre Marega; o primeiro golo e o penálti são lances difíceis de analisar em bola corrida, pelo que só mesmo o VAR poderia esclarecer cabalmente o árbitro principal. Aparentemente, fê-lo pelo menos de forma neutra, aconselhando a ver o lance do penálti e não invalidando o golo. Creio que bem em ambos, porque sem ser escandalosamente nítido, em ambos se consegue observar e justificar o acerto das decisões.


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Com os espíritos mais aliviados, podemos agora preparar com tranquilidade a complicada eliminatória da Taça de Portugal contra o outro Vitória, que vai querer "fazer" a época nesta competição. Mesmo sendo no Dragão, que ninguém espere facilidades! É preciso encher o Mar Azul e ajudar a equipa a progredir para a ronda seguinte.

Antes disso, ficaremos a saber quem será o nosso adversário nos oitavos-de-final da Champions. Racionalmente, quero a Roma. Não sendo possível, posso ir a Anfield, posso?...


Nota: como habitualmente, não haverá OEaB? para a Taça de Portugal (na eliminatória anterior, foi uma excepção).



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Foi Bonito, Pá!


Falcao e Moutinho regressaram a casa (uma delas, pelo menos) e a festa foi bonita. Houve golos, muitos golos, expulsões, futebol bonito e festa nas bancadas. Tudo o que o futebol deveria ser sempre, independentemente de quem ganhasse.

foto Catarina Morais / Kapta +
Claro que ganhando a festa tem outro colorido, ainda mais quando a vitória garante o apuramento para os oitavos e mais uns relevantes milhões aos depauperados cofres da casa. Nesse sentido, o AS Monaco foi o convidado perfeito: jogou alguma coisa mas não muito, fez os seus golos e assistiu despreocupado ao que nós fomos fazendo. 

Foi bonito ver Abou bisar e ainda assistir Brahimi, como que retribuindo a gentileza ao argelino. Foi bonito registar mais duas assistências para a conta do "tecnicamente limitado" Danilo, com a esperança de que sirva para ir abrindo a pestana a mais uns quantos. Foi bonito que Telles tivesse finalmente feito um golo (e um senhor golo, ainda por cima), ele que tantas vezes o oferece a outros. E foi muito bonito ver aquele último golo de Soares: primeiro, porque foi um lance de compêndio, tal a perfeição de assistência e finalização; segundo e mais relevante, porque o minino estava mesmo (mesmo) a precisar de marcar. A ver se produz os efeitos desejados.

De negativo, apenas a expulsão do tonto Felipe e a nova lesão de Otávio, que nem sequer chegou a provar o sabor da titularidade que por certo muito desejava. Pessoalmente, teria gostado de ver como seria aquele onze com ele. 

Já quanto a Óliver, parece-me avisado assumir que tem novas funções: a de tratador da relva da zona de aquecimento. É que passa lá mais de metade do jogo, aos saltinhos, de um lado para o outro, pisa que pisa, e depois... nada, lá vai ele para o duche sacudir as aparas do seu árduo labor. Juro que não percebo.

No final, missão cumprida. Próxima segunda, lá estaremos em Nyon, para ver quem nos calha em sorte (?). Creio que é de senso comum que a Roma seria o adversário mais acessível e resultaria numa eliminatória de verdadeiros 50/50, mas pessoalmente gostava muito de ir a Anfield. De evitar mesmo, mas mesmo: City e PSG, os brinquedos caros dos entediados sheiks das Arábias. E o Barça, num grau ligeiríssimamente inferior.


S.O.S. ao estilo SD (foto Catarina Morais / Kapta +)


Notas DPcA 


Dia de jogo: 06/12/2017, 19h45, Estádio do Dragão, FC Porto - AS Monaco (5-2)


José Sá (7): Sofreu dois golos sem culpas e ainda evitou outros tantos.

Ricardo (6): Vários deslizes preocupantes que acabaram por ser inofensivos e lhe permitem uma avaliação positiva, face a tudo o que foi fazendo bem feito.

Alex Telles (7): Finalmente o tão procurado golo e num belo remate de fora da área (até porque nas bolas paradas vai faltando acerto). Bem pelo flanco fora, tanta a atacar como a defender.

Marcano (6): Pois é, quando o oponente se chama Falcao, a coisa complica-se. Mas enfim, podia ter sido pior. Num jogo nunca demasiado complicado, foi mantendo a calma mesmo quando o parceiro se esfumou na sua estupidez.

Felipe (1): Estúpida, é o adjectivo que me ocorre, para definir a reacção à provocação. E por ter sido estúpido nesse momento, fica de fora no próximo jogo. Certamente que lhe custará mais a ele do que a mim, pelo que espero que sirva de lição.

Danilo (7): Jogo de muito bom nível, no controlo das operações "centrais", ainda com tempo para assistir por duas vezes. Como peixe na água.

Herrera (6): Começou mal e foi melhorando (lentamente), para acabar em bom estilo. Bem, antes assim do que o inverso, suponho...

< 42' André André (6): Não contava ser titular e isso parece tê-lo condicionado. Por alguma coisa se diz que todos têm de estar sempre preparados para dar o seu contributo, meu caro. Ou então foi só ele a ser igual a ele próprio no que concerne a esta temporada...

Brahimi (8): Hoje sim, um jogo de nível europeu, bem a definir e a imaginar. Coincidência ou não, perante um adversário com segundas linhas e já sem nada por que jogar. Será sina ou feitio?

Um predador letal (desta vez)
(foto Catarina Morais / Kapta +)

< 74' MeC Aboubakar (9): Dois golos, uma assistência e bastante mais jogo jogado, é mais do que suficiente para se distinguir como o melhor em campo. Destaque para a delícia que foi a sua movimentação no segundo golo. Fosse sempre assim e no verão ir-sei-a por cem milhões...

< 67' Marega (6): Parece não ter ainda recuperado do enguiço do Clássico, faltou-lhe aquela "alegria" habitual que o impele campo afora, apesar das muitas tentativas. Redimes-te em Setúbal, pode ser?

> 42' Reyes (6): Saltou cedo do banco e entrou para 4 sua posição "natural", rendendo o expulsado Felipe (por troca com AA). Começou por exibir as fragilidades que o acabam por relegar para a condição de suplente, fosse no timing da abordagem aos lances, fosse na capacidade para ler e antecipar as movimentações contrárias. Melhorou com a passagem do tempo, passando a mostrar mais confiança. O que é natural, suponho.

> 67' Corona (6): Entrou para evitar que a equipa evitasse o marasmo de uma vantagem confortável e de facto agitou as águas. Não foi muito eficaz, mas ajudou.

> 74' Soares (7): Marcou um belíssimo golo, que lhe fazia imensa falta para voltar a reerguer a indispnsável couraça de confiança em si mesmo. Conto ver os frutos dessa metamorfose já a seguir, à beira-Sado...

Sérgio Conceição (8): Um jogo à partida facilitado pela desmotivação do adversário mas que o treinador encarou com a mesma responsabilidade como se de uma final (para ambos) se tratasse. O resultado foi o previsto, o melhor possível, ou seja, uma vitória gorda e a ambicionada passagem no bolso sem depender do que se passou em Leipzig. Uma campanha que começou mal, se reergueu apenas para voltar a tombar mas que daí em diante nunca mais se descompôs. "Todo" o mérito é de SC, e por isso as minhas felicitações. As únicas peças que não encaixam são a saída de Iker da baliza (já anestesiada pela boa resposta de Sá) e a proscrição de Óliver ("ferida" ainda bem aberta). A ver como evoluem. Em todo o caso, estar nos oitavos é a segundo grande milestone de Conceição no Porto (o primeiro foi ter conseguido que voltássemos todos a acreditar).

O vermelho, que mal que vos fica... (foto Catarina Morais / Kapta +)

O que se segue é "somente" o jogo mais importante da época. A sério que é, pensem comigo. Vimos de dois comprometedores empates no campeonato - a nossa maior e mais importante ambição - que nos retiraram uma merecida liderança isolada. Qualquer resultado que não seja uma vitória em Setúbal levar-nos-á a entrar num processo de degradação emocional que não se adivinha nada bonito. Por isso é que domingo teremos um jogo crucial, fundamental, como o eram o das Aves e o Clássico, mas ainda um pouco mais - precisamente porque falhámos nesses dois. O como e o porquê desses falhanços foram já amplamente dissecados, a realidade é que desperdiçamos quatro pontos e a margem de erro se reduziu a zero. E o polvo desavergonhado não dorme.

Nota: não estou ainda seguro de que interromper a escrita não seja a melhor opção, mas enquanto não resolvo o puzzle, vou escrevendo. Até porque na UEFA, padreco não entra e a música é outra.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




domingo, 3 de dezembro de 2017

Onde Está a Bola? #55


O roubo desavergonhado de sexta passada tem de ficar para trás, porque já de seguida temos novo jogo decisivo para a nossa continuidade na Champions, prova onde muitos chegam sem saber bem como, mas só os melhores progridem para a fase a eliminar (e os menos-maus para a Liga Europa).

Para ajudar a recompor o desanimado Mar Azul, o Onde Está a Bola? (OEaB?) contribui com as suas duas gotas de sempre. Para as ganhar, basta que acerte onde está escondida a bola verdadeira (ou se não está lá de todo).


OEaB? #55 (Mónaco)



Respostas possíveis #55 (Mónaco):

A - Bola Azul
B - Bola Verde
C - Bola Laranja 
D - Bola Preta
E - Não há nenhuma bola escondida 


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:


1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória.

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo, acompanhadas da resposta à pergunta "Como foi a sua ida ao Estádio?" (duas frases bastam, desde que venham do fundo da Alma Portista...);

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #55 deste passatempo termina às 22h00 de 5 de Dezembro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o prémio até às 11h00 de dia 6.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio).

9 - A edição especial anual do passatempo tem um novo critério: o da melhor selfie. Todos os vencedores de edições anteriores ficarão automaticamente habilitados. Mas não só: todos os concorrentes de todas as edições podem participar, desde que também enviem as suas selfies no Dragão em dia de jogo (email para envio das fotos: lapisazulebranco@gmail.com )

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio de Portistas!



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A terminar, o encerramento de contas da edição #54.


#54 - SL Sem-Vergonha

 

Resposta certa: C - Bola Laranja

 

Vencedora: Joaquim Chaves!



Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.



A seguir, os habilitados ao sorteio e respectivo vencedor.




Por fim, a compilação das fotos enviadas pelo Joaquim e as suas "duas linhas" sobre esta ida ao magnífico Dragão:



"Grande noite de futebol com estádio cheio, noite muito fria, mas a chama do Dragão não deixou ninguém gelado. 

Obrigado ao "Porto com Amor", por esta grande noite, todos queríamos a vitória, mas aconteceram coisas que ninguém sabe explicar, mas continuamos à frente e vamos até ao fim."

Será mesmo que ninguém sabe explicar? Enfim, um abraço Portista e continue a participar!


Vamos lá, é agora que a equipa mais precisa do nosso carinho...



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



sábado, 2 de dezembro de 2017

Roubados e Gozados


Tenho dificuldade em começar esta crónica. Se, por um lado, sinto uma elevada dose de frustração por aquilo que não fomos capazes de fazer em campo e me apetece discorrer sobre isso, por outro, não sou capaz de o fazer sem ter em conta o fundamental: a jogar bem ou mal, teríamos ganho aos sem-vergonha, não fosse por mais uma arbitragem escandalosamente benfiqueira. Segunda consecutiva, a somar ao que aconteceu com os lampiões das Aves. E assim se transformam oito pontos de avanço em três e liderança repartida com o empurradito Sporting.


O Polvo corrupto em acção

Comecemos então pela parte que nos competia. Talvez a minha expectativa estivesse desajustada, mas por toda a conjuntura, não esperava nada menos do que um esmagamento dos rapazes vítimas do holocausto de Basileia, esse portento do futebol europeu. Ganhando por um ou por dez, esperava que os sufocássemos, que os tivéssemos encostados às cordas durante boa parte dos noventa minutos, a sorrir perante as vigarices dos árbitros e a atropelá-los a todos.

Digamos que era pedir muito, então. Fiquemo-nos pelo básico: em casa, contra o Benfica, com ou sem-vergonha, a nossa missão é sempre a mesma: fazer tudo mais do que eles e ganhar. Correr mais, lutar mais, bater mais, jogar mais. E ganhar. Sinceramente, acho que falhámos em alguns desses pontos. Fomos superiores, sim, mas não de forma tão evidente como eu espero sempre contra estes.

Entrámos mal, com receio não sei de quê, e deixamos que eles ganhassem indevida confiança. Equilibramos, passamos a estar ligeiramente por cima mas nunca de forma avassaladora, excepto nos últimos dez (+4) minutos, finalmente em superioridade numérica. 

Em boa parte, creio que o erro esteve nas opções estratégicas de Sérgio Conceição. Bem no onze escolhido, mal nos tais 99% de "adivinhação" da forma como o adversário ia jogar. E a reagir a ela. A colocação de Herrera tão subido acabou por ditar novo desequilíbrio no miolo e correspondente dificuldade em travar as investidas, ganhar segundas bolas e construir de forma organizada. Faltava sempre gente para pegar, para receber, para tocar e ir. Só depois do intervalo (uma parte "ao ar") se notou o imperioso reajuste, o que é difícil de compreender.




Outro ponto que me decepcionou, à luz dessa minha exigência de ganhar sempre no Dragão, foi a troca de Soares por Aboubakar. Sérgio como que se justificou com a entrada prévia de Otávio e o cansaço acumulado do camaronês, mas eu não "engulo" nenhuma das duas. 

Primeiro, sendo Otávio um jogador sem ritmo algum, parece-me descabido sacrificar o nosso melhor marcador por antes ter optado pelo brasileiro. 

Segundo, cansado ou não, este era o jogo onde tinha de dar mais do que tinha - ele e todos os demais - pelo que não me encaixa. Brahimi foi um elemento em claro sub-rendimento, desaparecido do jogo durante largos períodos (mais ainda na segunda parte), pelo que seria mais lógico ser ele o sacrificado, arriscando colocar Soares e Abou lado a lado e Marega a carregar a partir do flanco, com o apoio de Herrera e dos laterais para um assalto final mais físico e directo (estava evidente que o adversário recuara e não dava grande espaço para os desenhos do argelino).

Não arriscamos tudo para ganhar, certamente com receio de perder. Entendo, mas não concordo. Kelvins aparecem de 100 em 100 anos. Ainda assim, criámos oportunidades para ganhar, verdade? Então de que me queixo, das opções do treinador ou da falta de pontaria? Ambas, evidentemente. Tivesse havido a pontaria e estaria muito mais feliz, mas na mesma a apontar o dedo ao treinador.

Falta agora o óbvio: mesmo com opções técnicas discutíveis e tremenda falta de eficácia, teríamos ganho o jogo e, com grande probabilidade, por mais de um golo de diferença. Primeiro, porque marcamos um golo que nos foi surripiado a meias entre o fiscal de linha e Jorge Sousa: um porque levantou o pequeno pau, o outro porque apitou de imediato, inviabilizando a intervenção (not) do VAR. Segundo, porque ainda na primeira parte Luisão fez penalti, visível no campo e claríssimo nas repetições televisivas. Ficariam desde logo com dez e - provavelmente - a perder. E seria outro jogo, como é óbvio.

Tudo somado, fomos menos competentes do que se exigia e uma vez mais indecentemente prejudicados pela equipa de gatunagem. Em nossa casa e em dia de visita do inimigo. No final, tudo embora caladinho, que o cheque chega na mesma no final do mês. Não aceito.


Tão crescidinhos mas tão ingénuos ainda...


Notas DPcA 


Dia de jogo: 1/12/2017, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - SL Benfica (0-0)


José Sá (7): Primeira intervenção algo titubeante mas sempre em crescendo a partir daí, culminando com a grande intervenção aos pés do isolado Krovinovic.

Ricardo (5): Primeira metade fraquinha e alguns erros defensivos comprometedores espalhados ao longo do jogo.

Alex Telles (6): Mais retraído do que o habitual, não conseguiu fazer a diferença nem nas bolas paradas.

Marcano (6): Regular e discreto, como convém.

Felipe (5): Brigão mas alguns erros perigosos.

Melhor em Campo Danilo (7): Não sendo brilhante, foi o jogador em que mais me revi enquanto jogador à Porto. Quem sabe o que isso é, não precisa de mais explicações.

< 60' Sérgio Oliveira (6): Muita luta e desigual naquele miolo, o que acabou por lhe retirar tempo e espaço para construir.

Herrera (6): A primeira metade viu o regresso do velho e mau Herrera, quase sempre mal posicionado a e passar mal a bola. Melhorou um pouco no regresso e quase virava herói nacional, não fosse o desarme ilegal da dupla árbitro / fiscal-de-linha.

Brahimi (6): Sendo o enorme talento que todos sabemos que é, tem este pequeno/grande defeito de raramente aparecer nos grandes jogos. Neste, exagerou até na sobriedade. Teria sido o meu sacrificado para acrescentar poder de fogo.

Marega (7): Não fosse pelos desperdícios capitais, seria o melhor em campo. Foi quase só ele a criar perigo lá na frente e a lutar contra a corrente. Grande regresso de lesão, cruéis os falhanços, tão decisivos como as vigarices da arbitragem.

< 76' Aboubakar (6): O lutador do costume, conseguiu segurar muitas bolas e dar tempo aos companheiros para subir, embora por vezes tenha exagerado nesse controlo de bola. Para não variar, dispôs de uma oportunidade flagrante para marcar, desta feita reaproveitada por Herrera mas apenas para os vigaristas se divertirem a anular.

> 60' Otávio (6): Sentiu naturais dificuldades, vindo de longa ausência competitiva para um jogo tão intenso. Foi reagindo e acabou mesmo o jogo a ganhar uma bola na raça e servir exemplarmente Marega para o que seria o justo golo da vitória, se o maliano tivesse mais (algum?) acerto. 

> 76' Soares (5): Pouco ou nada, foi o que o vi fazer de concreto e efectivo.

Sérgio Conceição (5): Já expliquei quase tudo acima, foi surpreendido pela forma como o adversário entrou no jogo e demorou muito a conseguir reagir (ou a conseguir que a equipa reagisse, o que vai dar ao mesmo). Depois, não viu bem as substituições nem quis arriscar tudo para ganhar - entendo, mas discordo, porque mesmo assim eles tiveram as suas oportunidades. No entanto, poderia e deveria deitar-se hoje feliz da vida e com a consciência de dever cumprido, não fosse pelo assalto de que fomos vítimas por parte dos miseráveis do apito. Vá lá que, terminado o jogo, não deixou passar nada em claro. Não remedeia, mas alivia a dor de não ter NENHUM dirigente do Clube a dar sinais da mais pequena reacção que fosse.





Outros Intervenientes:



São sem-vergonha e não me merecem uma linha que seja. Jaula com eles, para que um dia clube e adeptos se possam voltar a orgulhar do que já foram.

Sobre a ladroagem de Jorge Sousa e respectiva cáfila (com destaque o "duas bossas" Hugo Miguel), há muito para dizer, sendo que o essencial é que nos impediram, ilegalmente, de ganhar o jogo:

- Começou logo pela falta não assinalada sobre Sá na pequena área;

- Aos vinte minutos, um lance muito, muito duvidoso entre Jardel e Marega dentro da área;

- À meia hora, o momento zen da noite: Herrera remata, Varela defende para canto e o árbitro assinala pontapé de baliza ou uma qualquer infracção inexistente;

- Pouco depois, fizeram vista grossa ao mimo de Jonas na cara de Danilo;

- Em cima do intervalo (minuto 44), começaram a mudar a história verdadeira do jogo, ao deixar passar incólume um penalti claro de Luisão, a que acresceria respectivo segundo amarelo e correspondente expulsão;

- Aos 55', golo extorquido por offside inventado pelo bandeirinha e prontamente oficializado pelo árbitro, impossibilitando o VAR de ter o gostinho de ser ele a invalidar um golo limpo;

Com o jogo já totalmente inquinado, fizeram por disfarçar a coisa, ao expulsar correctamente um inimigo por acumulação de amarelos a pouco menos de dez minutos para os noventa. Ah, e faltou também um amarelo a Felipe, logo no início, por entrada (pouco) dura sobre o farsante Jonas. Ena...


Vídeoquê?
 

Seguimos na frente, mas o campeonato como que recomeça agora. Esfumou-se a confortável vantagem tão arduamente conquistada. Veremos se a crença e a pujança se mantêm intactas.

Quanto a mim, é provável que pare de escrever por uns tempos. 

Comecei o blogue pela necessidade inadiável de defender o meu Porto de tudo o que o lhe estava a ser infligido, tanto daquela pouca-vergonha que hoje todos conhecem por polvo, como do evidente declínio da gestão de Pinto da Costa - incapaz de combater essa sem-vergonhice - e gritante falta de alternativas para um novo rumo.

Ao fim deste tempo, pouco mudou. 

Os vigaristas enchem a boca com um tetra da treta, mais falso do que eles próprios, dando-se ao desplante de vir a nossa casa gozar com os "pretos", roubar-nos debaixo dos nossos narizes e sair daqui a sorrir, sem que nada lhes aconteça. 

E o que dizem ou fazem os dirigentes por nós vós eleitos? Nada, zero. Pinto da Costa manda umas atoardas quando nada o justifica, normalmente a anteceder um mau resultado desportivo - desta vez foram dois (and counting); restante administração, nem vê-los, excepto a tentar justificar o injustificável, de seis em seis meses. Ficam o FJM e o treinador sozinhos, cada um em seu "departamento", a dar o corpo às balas e gritos de revolta. Para isso, façam do Francisco presidente, sempre fica mais em conta.

Por outro lado, se um destes dias ouvirem notícia de que um selvagem Portista agrediu um árbitro (vigarista), um delegado (bajulador) ou um dirigente (corrupto), desconfiem e interroguem-se se não terá sido o Lápis que perdeu a cabeça. É o mais provável. Estou farto de ser roubado e gozado por cima. Passaram todos os limites, não se admirem com o que possa acontecer.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A Portista


Em jeito de preparação para a leitura do que se segue, faça o caro leitor o favor de fechar os olhos por uns segundos e cantarolar mentalmente o Hino Nacional. Lálá lálaaá, lá lálá lálá láláláláá lá lá lálá...
Mantendo-o como música de fundo, coloque a mão direita sobre o coração azulebranco e avance sem precaução, cantando a plenos pulmões. Senhoras e senhoras, eis A Portista:


Heróis do VAR, padres podres
Jogos com vício
Tudo a cheirar mal
Demonstrai sexta de novo
O pior de Portugal

Entre os zurros da escória
Ó Dragão, ergue a tua voz
Que é a de todos nós
E há-de guiar-te à vitóoooria!

Às armas! Às armas!
Sobre a relva e no Azul Mar
Às armas! Às armas!
Pelo nosso Porto lutar
Contra os burlões, massacrar, massacrar!
 
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo! 

Às armas! Às armas!
Sobre a relva e no Azul Mar
Às armas! Às armas!
Pelo nosso Porto lutar
Contra os lampiões, ganhar, ganhar!


Muitos ficarão surpreendidos ao tomar conhecimento que a estrofe a preto pertence à versão completa d'A Portuguesa (actual hino português, composto por Alfredo Keil e escrito por Henrique Lopes de Mendonça) mas aplica-se tão bem ao nosso sentimento que não pude deixar de a incluir.

Sexta, é sem dó nem piedade. Dentro de campo e no apoio incessante e incondicional fora dele.

Conto com o nosso treinador, Sérgio Conceição, para fazer perceber a todos os jogadores, um por um, a importância de vencer categoricamente este jogo. Por tudo o que nos têm feito e por tudo o que somos.

Conto, igualmente, com o sentido de responsabilidade e a determinação de todos os jogadores, muitos deles já vítimas bem reais dos truques sabujos dos sem-vergonha, para que deixem no relvado do Dragão tudo o que têm e ainda um pouco mais.

Mas se detectarem um lampião perto de vós, não o maltratem, por favor. Limitem-se a ter pena dele. Somos diferentes e temos de o demonstrar uma vez mais.

Sexta, é com tudo para cima deles, c@r@lho!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco