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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Supercaça ao Dragão


Talvez seja por terem nome de um tipo de animal desde sempre martirizado pela caça, os caceteiros do Mota decidiram tentar mudar o seu fado e passarem de caçados a caçadores. E como não fazem a coisa por menos, quiseram começar logo por um dragão - ou melhor, quatorze deles, todos impecavelmente equipados com a coleccionável camisola dos 125 anos do FC Porto.




Desse-se o caso de se tratar de uma caçada, a coisa até se poderia tolerar (para quem aprecia a coisa, que não é de todo o meu caso). Acontece que se tratava de um jogo de futebol, com regras bem definidas e supostamente defendidas dentro de campo pelo senhor do apito. Ora deu-se também o caso de "aleatoriamente" ter sido escolhido para o evento o senhor Luís marcha-a-ré-a-ver-se-levo-com-uma-coisa-grande Godinho, uma nova-mas-velha raposa deste tipo de malabarismo de anti-Portismo primário.

O resultado prático foi caça aberta aos jogadores do Porto. Era raro o lance em que o avense não ia ao lance com dureza excessiva e à margem das leis do Jogo, mas como cedo se aperceberam da complacência do apitadeiro, toca de aviar à grande e à motense. Já quando o (ocasional) excesso de vigor partia dos campeões nacionais, o espírito benevolente desaparecia e dava lugar à intransigência e ao excesso de zelo que caracterizam um coiso com uma missão.

O polvo sujo dos sem-vergonha apostou forte na rapina da Supertaça e Godinho não lhes falhou - até impediu Sérgio Conceição de estar no banco no(s) primeiro(s) jogo(s) do campeonato e tudo - mas o querer e a qualidade dos nossos dragões conseguiu superar este duro mas nada inesperado obstáculo logo a abrir a temporada.

É triste abrir a temporada oficial deste blogue a falar de vigarices e outras imundices, mas não podia ser de outra forma: se dúvidas houvesse, aí está a prova inequívoca de que esta será outra época onde o futebol será muito jogado fora de campo e todos estes sempre inclinados a favor dos sem-vergonha e contra o Porto. Que ninguém se distraia, porque há um vigarista-mor com o trono em perigo e só a reconquista (re-roubo não ficava bem) do campeonato lhe poderá dar mais uns tempos sem a justiça à roda.




No meio desta caçada ilegal patrocinada por Luís Godinho, houve também um jogo de futebol. É verdade, houve mesmo. E nele, o Porto não conseguiu entrar forte, a impor a sua lei, permitindo ao vigoroso adversário alicerçar-se na rudeza dos contactos para ganhar bolas aéreas e segundas bolas, tudo bem orquestrado pelo carniceiro Mota (deve ser do apelido), que viu bem a falta de capacidade física de uma ala composta por Brahimi e Telles e a que nenhum dos médios acorria a preceito. Foi quase sempre por ali que o Aves construiu os seus lances ofensivos, alguns com muito mérito e alguma qualidade, diga-se. 

E foi assim, com alguma felicidade mas sem grande surpresa, que os avenses se adiantaram no marcador, após tabela no árbitro e um bom remate de Cláudio Falcão que não deu hipótese de defesa a Casillas. Brahimi repôs a igualdade cerca de 10 minutos depois, sem que também muito tivéssemos feito por isso. Mas deu-nos alguma tranquilidade para continuar à procura da melhor estratégia para chegar à baliza adversária sem entrar em desesperos precoces. Poderíamos ter feito outro golo antes do intervalo, mas, diga-se também que, antes e depois do empate, o Aves teve ocasiões flagrantes para voltar a marcar.

O que não correu bem foi a lesão do argelino, infligida por um amilton qualquer, que o obrigou a sair do jogo ao minuto 39, sendo substituído por Corona. O intervalo não nos poderia fazer mal e chegou em boa hora.

A segunda parte foi mais do nosso agrado, com maior pressão sobre o adversário e intensidade de jogo, mas não recomeçou logo assim. O Aves continuou apostado em não nos deixar sair com a bola no pé, marcando com três homens logo à saída da área e obrigando a bater as bolas para a frente - onde muitas vezes se superiorizavam nos duelos aéreos. Foi preciso começar a ganhar essas bolas e sobretudo a interceptar tentativas de saída para o ataque, para então começar a criar perigo real e a fazer recuar o adversário.

Ao minuto 57, a obra-prima de Godinho. Herrera é agredido (talvez até sem intenção, mas não interessa para o caso) ao ponto de ficar a sangrar do sobrolho, o cegueta do apito nada assinala, o Aves recupera a bola e lança um contra-ataque, Sérgio Oliveira faz uma falta normalíssima ainda no meio-campo ofensivo e é premiado com cartão amarelo. Sérgio Conceição não se conteve na verborreia e acabou expulso. Polvus Orelhudus Est. Magnífico.

Os jogadores sentiram a injustiça e trataram dar ainda um pouco mais de si e ao jogo, "movimento" de que Maxi Pereira foi e é quase sempre o expoente máximo, tendo desta vez indo um pouco mais adiante, marcando o golo da re(vira)volta. A partir daqui, o Aves quebrou mesmo sem desistir e passou a ser mais fácil gerir o jogo. O terceiro, da autoria de Corona, foi o ponto final na partida, numa altura em que já jogávamos apenas com dez, devido à lesão impeditiva do recém-entrado Soares.

Conquista justíssima do troféu que é mais do nosso do que todos os outros juntos, abrindo-se assim a temporada com chave de ouro. E com o tal aviso do que aí vem, também. Seguiremos fortes contra todo o tipo de adversários, como é do nosso feitio.





Notas DPcA 


Dia de jogo: 04/08/2018, 20h45, Estádio Municipal de Aveiro, FC Porto - CD Aves (3-1)


Iker (7): O golo a frio e sem possibilidade de o evitar não o impediram de ser decisivo ou travar um outro que parecia certo, numa altura crítica do jogo.

Melhor em Campo Maxi (8): A idade está lá, com a consequente menor velocidade, mas nada que não pudesse disfarçar com a sua imensa experiência. Foi capaz de ir e voltar, tudo bem doseado, até que numa das vezes fez o seu golo, após um bom lance colectivo. Tudo o que deu à equipa foram bálsamos de tranquilidade e confiança. O mais decisivo de todos para o resultado final.

Alex Telles (6): Já se viu um bocadinho do senhor Telles, mas ainda tem alguns quilómetros para percorrer até chegar ao seu normal. Defensivamente, foi muito massacrado mas resistiu quase sempre bem.

Diogo Leite (6): Boa estreia oficial, ajudando à conquista do seu primeiro troféu sénior. Teve alguns passes perdidos, mas nada que ofusque uma exibição segura e tranquila, quase fazendo esquecer que ainda agora cá chegou.

Felipe (6): Algumas hesitações de pré-época, uma e outra falta desnecessária, mas a segurança habitual. Vai melhorar, seguramente.

Sérgio Oliveira (5): Primeira metade muito fraca, sendo o principal "culpado" do falhanço colectivo da primeira meia hora. Recompôs-se mesmo sem brilhar, devolvendo alguma coesão e acerto ao meio campo. Tem de dar mais e ele sabe-o.

Herrera (6): Está mais bonito. O futebol dele, quero dizer. Mais seguro, mais confiante, menos errático. Será de efeitos tão duradouros com os da sua cirurgia facial?
 

Otávio (5): Voluntarioso mas pouco acertado, andou quase sempre pelo limbo exibicional mas deixou a sua marca no jogo na combinação que permitiu a Maxi fazer o segundo.

< 39' Brahimi (7): Estava em crescendo após o golo marcado quando foi abalroado e forçado a abandonar por lesão. Que recupere depressa.

< 75' Aboubakar (6): Foi a jogo com vontade de voltar a facturar seis meses depois, mas a verdade é que desperdiçou um par de boas ocasiões e o melhor que conseguiu foi uma boa assistência para Brahimi. 

< 71' André Pereira (6): Foi o Marega de ocasião, mas evidentemente que não o poderia substituir nas funções desempenhadas e que tão decisivas são para a forma de jogar desta equipa. Entrou solto e desinibido, mas nunca conseguiu verdadeiramente entrar no esquema ofensivo da equipa ao ponto de criar perigo. Ainda assim, boa participação de "emergência".

> 39'  Corona (7): Parecia que ainda não ia ser desta que respondia ao desafio do treinador, mas lá engatou e arrancou uma exibição convincente  (metade dela, pelo menos), coroada com um belo golo.

> 71' Óliver (6): Entrada positiva, já com o controlo do jogo em mente, mas nem por isso deixou de desenhar bons lances ofensivos, com destaque para o grande passe que descobriu Corona para o terceiro golo. Bem também na fase final, já com a equipa reduzida a dez, a saber esticar e segurar a bola longe da sua baliza.

> 75' Soares (-): Entrou para refrescar o centro do ataque mas nem quinze minutos durou. Outra arreliadora lesão após tantas outras, a lançar dúvidas sobre o que poderá ser o seu real contributo ao longo da época.

Sérgio Conceição (7): Conquista suada e justa, mas totalmente exigível e exigida. O Porto tem sempre de ser superior ao Aves e de o demonstrar em campo, ainda mais numa final. Desconta-se a ausência de última hora de Marega e o impacto que isso tem no jogo colectivo mas renova-se o alerta: é preciso alternativas a este "modelo" de jogo. Não só já é mais do que conhecido por todos os adversários nacionais, como há fortes probabilidades de nos vir a faltar o elemento-chave. E isso é função do treinador. Quanto ao resto, vamos com calma. O que interessa mesmo, para já, é ir vencendo os jogos, um após o outro, sem pensar muito na forma como o conseguimos. Mais adiante logo se verá.




Outros Intervenientes:



Já perceberam por certo que não sou fã de José Mota, em nenhuma das suas facetas. Reconheço que soube montar uma estratégia "esperta" para nos condicionar, mesmo se exponenciada pela ajuda do árbitro, o que valorizou a final e merece um elogio por isso. No campo, voltei a gostar de ver Rodrigo Soares e fiquei com curiosidade para saber mais de Cláudio Falcão. E sim, sonho com o dia em que alguém me vai contar a estória que levou os progenitores a nomearem o seu descendente de Mama Baldé. Ainda se tivesse uma vírgula a separar os nomes...

A arbitragem liderada por Luís Godinho foi mais do que fraca, foi tendenciosa e com o claro intuito de prejudicar seriamente o Porto. Não há por que usar de meias-palavras. Foi evidente. Se é com isto que nos contam impedir de chegar ao bicampeonato, parabéns, podem mesmo consegui-lo. Que vergonha, que descaramento, que nojo de futebol de vigaristas sem-vergonha.


Conquistado o primeiro troféu, há que saber tirar partido dos high spirits que daí resultaram, garantindo já no sábado a primeira vitória no campeonato. Terá de ser assim, vitória sobre vitória, para ir comprando tempo para a reconstrução desta equipa. Sim, terá mesmo de ser reconstruida, nos seus intervenientes e nos seus princípios, para voltar a ter sucesso. Vamos a isso.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



segunda-feira, 9 de abril de 2018

Uns Fazem, Outros Compram Feito


Em véspera do jogo decisivo para as nossas aspirações, o Porto garantiu uma vitória de forma relativamente tranquila e incontestada, perante um Aves que, nem recebendo o habitual incentivo por antecipação, se conseguiu constituir como obstáculo sério para nos impedir de amealhar os três pontos.

Foto de Catarina Morais / Kapta +

O golo logo a abrir contribuiu em muito para o andamento da partida, mas apenas é só porque, desta vez, Alex Telles marcou o penálti (e nem sequer foi lá muito bem batido, mas enfim). Em acto quase contínuo, um mau alívio de um avense fez ricochete em Otávio e a bola acabou por entrar na baliza de Facchini pela segunda vez.

A vencer por 2-0 aos onze minutos, tudo ficava mais facilitado mas nem por isso resolvido. A equipa entendeu bem essa condição e durante o que remanescente da primeira metade tentou de todas as formas e feitios chegar ao terceiro, que esse sim já garantiria uma margem muito confortável. Por inépcia ou má fortuna, a bola acabou sempre por se recusar a entrar uma vez mais que fosse. Sem jogar muito mas a cumprir o essencial, a equipa foi de consciência tranquila para o descanso.

O regresso foi menos interessante porque mais atabalhoado e menos intenso. A conjugação de ambos com a determinação do adversário em agradecer o autocarro em segunda mão, levaram a que o jogo se dividisse em alguns momentos da segunda parte, com o Aves a ter algumas oportunidades para fazer estragos. Nós também as voltamos a ter, mas - yet again - voltámos a desperdiçar.

E assim o tempo foi correndo, com a estabilidade precária que o 2-0 permitia - mas que permitia, inclusive para lançar Hernáni em campo - desde que a diferença de dois golos se mantivesse. Sérgio Conceição deu ainda oportunidade a Óliver para desenferrujar e a Gonçalo para dar duas corridas. Sem nenhuma melhoria no nosso jogo - mas, relembro, antes deles já Hernáni havia entrado... 

A fechar, o Aves atirou ao poste de San Iker, o melhor que conseguiu em toda a partida. Se calhar, durante esta semana vai um autocarro recambiado para Lisboa por "problemas técnicos". Um jogo quase sem história e de que ninguém se lembrará daqui a muito pouco tempo. Faz parte da receita de qualquer campeonato, suponho.

Foto de Catarina Morais / Kapta +


Notas DPcA 


Dia de jogo: 08/04/2018, 18h00, Estádio do Dragão, FC Porto - CD Aves (2-0)


Iker (6): Jogo sem grande trabalho, apesar dos sustos sofridos. Continua a exibir aquela incompreensível falha de entregar mal a bola sem nenhuma necessidade de o fazer: será necessário sofrer um golo à custa disso para que se emende? Não entendo.

Melhor em Campo Ricardo (7): Nem se nota que regressou há pouco tempo de lesão, tal o ritmo endiabrado que imprime pelo seu flanco. Foi essa velocidade que lhe permitiu ganhar o penálti (inequívoco) e que lhe possibilitou um conjunto muito interessante de descidas pelo flanco, ora em apoio, ora em jogada individual e que arrastam a equipa consigo. Merecia realmente ter feito o seu golo naquela oportunidade já no segundo tempo. Quem tem um jogador destes à disposição e não o convoca para um Mundial, só pode estar condicionado. E está, como todos sabemos.

Alex Telles (7): Regressou a casa e retomou o filme no ponto onde o tinha interrompido: a dar e a fazer golos e, com isso, toda a diferença entre ganhar e não ganhar os jogos. É um jogador absolutamente fulcral nesta equipa, talvez mesmo ao nível da importância de Marega. Nenhum outro se consegue aproximar neste momento.

Marcano (6): Alguns momentos de desatenção ou excesso de aventureirismo na frente deixaram a equipa exposta a contra-ataques em inferioridade numérica, algo rectificado prontamente assim que alertado para o facto. Fora isso, a habitual discrição e eficácia.

Felipe (6): Geriu bem a necessidade de cortar os lances de perigo e o perigo dos cartões, pelo que a exibição só pode ser positiva.

Sérgio Oliveira (6): Cumpriu à tangente, porque a sua prestação foi decaindo de forma precipitada ao longo do jogo. Acredito que parte da culpa seja do companheiro do lado, mas, enfim, não tenho provas...

Foto de Catarina Morais / Kapta +

Herrera (5): Num raríssimo dia bom, é um jogador interessante. Num dia normal, é uma espécie de borbulha (volta e meia, faz comichão) e num dia mau é simplesmente inenarrável. Hoje foi um dia (quase) normal, deu coceira a meio-mundo com aqueles passes ridículos, absurdos e incompreensíveis num jogador profissional. O que vale é que é uma jóia dum moço.

< 78' Otávio (6): Entrou cheio de genica e foi recompensado com um golo à tabela. Teve acção importante a conduzir a bola, sobretudo em posse, mas a verdade é que não conseguiu manter a intensidade inicial e saiu com naturalidade.

Brahimi (5): Teve pelo menos dois lances que, com um pouco mais de "felicidade", lhe permitiriam dar um colorido totalmente diferente à sua exibição. Desperdiçou-os, tal como o par de passes que fez para "eventual" golo, pelo que o que sobra é um Yacine muito, muito desinspirado e desinspirador. E a falta que o Yacine "bom" nos faz neste momento...

< 62' Aboubakar (4): "Está um monte de cacos. Ponto." - Parte X. A isto, acresce uma atitude aquando da substituição que eu não aceito a nenhum jogador. Estava chateado com f, tivesse jogado um bocadinho que fosse. Se não conseguiu, tem de ser actor e aceitar "graciosamente" uma substituição mais do que merecida. 

< 88' Soares (6): Bem mais envolvido e consequente do que Abou na construção de jogo, mas não o suficiente para conseguir marcar, que é sempre o ponto de avaliação primordial de um avançado centro.

> 62' Hernáni (5): Não sei para que foi chamado, mas certamente que não correspondeu.

> 78' Óliver (5): Demasiada alternância entre coisas bem e mal feitas para justificar a "positiva". Em sua defesa, diga-se que o tempo foi realmente pouco.

> 88' Gonçalo (-): Entrou para desentorpecer e nada mais.

Sérgio Conceição (6): Conseguiu ficar com os três pontos, algo que não foi capaz de fazer em duas das anteriores três jornadas, pelo que foi positivo. O jogo da equipa não deslumbrou ninguém, mas teve momentos interessantes e até empolgantes durante a primeira metade. Não entendo a insistência em Hernáni numa fase tão crucial e final da temporada, mas o treinador lá terá os seus motivos. Dos reforços de inverno, só Gonçalo (que, na verdade, é apenas mais um regresso a casa) é que teve uns minutos. Cumpriu porque a equipa cumpriu e nem vale mais a pena perder tempo a detalhar este joguinho. O que importa e que o definirá como treinador são os jogos que se seguem.




Outros Intervenientes:



Certamente que me desculpam e até talvez agradeçam por não perder tempo a escrever sobre o Aves ou sobre a arbitragem. Tudo medíocre, de uma ponta à outra.

Registo sim, para a posteridade, mais um andamento da farsa colossal em que os sem-vergonha transformaram o futebol em Portugal e estes últimos cinco campeonatos em particular.

O jogo em Setúbal foi tão rico em vigarice, compadrio, falta de profissionalismo e indecência que o melhor é mesmo deixar imagens, a valer por milhares de palavras.







Resumindo, mais dois pontos roubados à descarada e dois titulares importantes poupados a cartões justíssimos que os impediriam de nos defrontar. É este o único combustível que alimenta a farsa destes sem-vergonha.


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Todos sabemos da importância de ganhar o próximo jogo.

Pelas nossas aspirações de ainda poder desafiar a farsa que há muito está montada e realmente contra tudo e todos ganhar este campeonato, mas também pela oportunidade única de mostrar a essa corja de sem-vergonha que são muitas vezes inferiores a nós e que sem as vigarices da arbitragem há muito que estavam fora da corrida pelo título - eles e todos os demais, para ser claro.

Espero e desejo ardentemente que ainda exista alguém vivo no meu Clube que saiba e possa explicar tudo isto àquele balneário liderado por Sérgio Conceição.

Pelo Clube e pela Cidade, mas essencialmente por um país mais decente onde todos se possam sentir minimamente confortáveis em viver. Eu, neste momento mais do que em qualquer outro, tenho vergonha de ser português - mesmo sabendo que estou, em tudo, nos antípodas daquela corja sem-vergonha, ao final do dia somos todos cá do Burgo e avaliados por igual.

Não, meus caros, não será apenas mais um jogo. Será tudo menos apenas um jogo. Entendam isso, por favor.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




domingo, 26 de novembro de 2017

Gripe nas Aves


Poucos minutos após o final do jogo de ontem, recebi por Whatsapp a pergunta incrédula de um amigo que não teve possibilidade de assistir ao jogo: Que merd@ foi esta??

Na altura, apenas me saiu um singelo "Demasiado mau. E previsível, o aviso estava feito".

Hoje, acrescento isto: as "pernas" ficaram em Istambul e a cabeça foi andando para o 1º de Dezembro no Dragão. O que sobrou, não foi bonito de se ver.

Vítor Parente / Kapta+

Foi realmente má a exibição do Porto, ontem nas Aves. A pior da época, sem sombra de dúvida. Se formos por aí, o empate não só é justo como até lisonjeiro. Na inenarrável primeira parte, os visitados tiveram pelo menos três grandes oportunidades para marcar, além de dominarem durante a maior parte do tempo. Nós, tivemos um golo madrugador, centenas de escorregadelas... e nada mais. 

Uma pobreza franciscana.

Foi preciso que um imprudente Corona se fizesse expulsar e que o CD Aves (nunca um nome de um clube foi tão apropriado para definir o seu desígnio) chegasse ao empate num lance muito consentido, para que equipa e treinador acordassem finalmente. Em inferioridade, lá demos finalmente ao pedal. Com onze? Naaaa, isso é para meninos. Nós gostamos é de nos testar constantemente...

A entrada de Marega recolocou-nos em aparente igualdade numérica, tal a sua capacidade para arrastar adversários e levar a bola para perto da baliza de Quim. Sozinho, criou duas boas oportunidades, mas ninguém atendeu a chamada do outro lado dos seus passes. Mais flagrante, só mesmo a de Aboubakar, que uma vez mais, na cara do GR, atirou por cima.

Já o Aves, teve de se contentar com o empate, porque o "fulgor" (wink wink) se esgotou cedo e o subsídio de Natal antecipado já estava garantido com a divisão de pontos. O frustradote Verruga Vidigal, após o encontro, não foi sequer capaz de esconder ao que foram: "tivemos a possibilidade de tirar mais pontos [ao Porto]". De tirar, note-se, não de conquistar pontos para a "sua" equipa. Que desçam até aos distritais, é o que lhes desejo com todo o Amor.

E assim chegamos aos descontos. Ai não, esperem lá. Parece que mesmo ao soar dos noventa, houve um lancezito de razoável importância... em linguagem técnica, diz-se grande penalidade por assinalar. Relevante no desfecho final, não diriam? 

Certo, certo, é que a equipa de gatunagem nem hesitou. Com vídeo ou sem ele, nada, um silêncio sepulcral. E sim, houve compasso de espera e comunicações entre o Covil do Futebol e as Aves, ao contrário do que sucedeu aquando da visita e do golo precedido de escandalosa falta dos lampiões de Lisboa. Para não arriscar nadinha, o bandeirinha (o mesmo que tão diligente foi a indicar ao árbitro a expulsão de Corona) anulou a última possibilidade de perigo, ao inventar uma falta de Herrera junto à linha, mesmo no final dos descontos. Priceless.




Notas DPcA 


Dia de jogo: 25/11/2017, 20h30, Estádio do CD Aves, CD Aves - FC Porto (1-1)


José Sá (6): Sem culpa no golo, esteve bem a evitar outros.

Ricardo (5): Bom golo e pouco mais. Uma decepção.

Alex Telles (5): Vontade mas pouco esclarecimento.

Marcano (5): Cumpriu, sort of.

Felipe (4): O rei das escorregadelas e das parvoíces. Já chateia. A sério. E mais não digo.

Danilo (6): Um dos melhores, sobretudo em termos da disponibilidade física e da entrega, conseguiu ainda sacar primorosa assistência para Abou desperdiçar e sofreu um penalti que deveria ter valido a vitória.

Herrera (5): Jogo fraco, valendo-lhe apenas a disponibilidade. Não percebeu a mudança que a entrada de Soares para o lado de Abou implicava, aumentando a confusão à frente e os buracos atrás.

52' Corona (1): Sem desculpa.

< 87' Brahimi (5): Sem espaço, clarividência ou tracção para jogar o seu futebol. Em termos prácticos, pouco mais do que nada.

< 68' Aboubakar (5): Muito perdido no meio dos contrários, pareceu custar-lhe adaptar-se À chegada de Tiquinho. E falhou "a sua" do costume, fazendo o mais difícil (domínio de bola) e desbaratando o menos difícil.

< 56' Soares (5): O seu regresso e logo à titularidade foi uma das surpresas da noite, e logo tratou de mostrar que veio para ficar, ao assinar um excelente passe para Ricardo abrir o marcador. Depois, deixou-se contagiar pelo ritmo da equipa e não foi capaz de lhe acrescentar grande coisa. Saiu com naturalidade, após a expulsão de Corona.

Olha o tal bandeirinha...
> 56' Maxi (5): Muita devoção mas pouca resolução. Não sendo ele o maior culpado disso, entenda-se.

> 68' Marega (6): A segunda surpresa da noite, anunciando uma recuperação antecipada. E que bem entrou no jogo, disfarçando por completo a inferioridade numérica. Tentou, por várias vezes, fazer tudo até ao passe final, mas lamentavelmente nunca conseguiu encontrar interessados em recebê-los. Talvez o melhor da equipa, apesar do pouco tempo de jogo.

> 87' André Pereira (-): Tentou ajudar no assalto final, mas não fez especial diferença.

Sérgio Conceição (4): Sérgio, Sérgio, detesto escrever isto mas... eu avisei. Eu e muitos milhares de Portistas, seguramente. Andávamos a abusar da sorte. No Bessa, na taça com Portimonense, para mencionar só alguns. O onze pareceu-me excessivamente ofensivo, ou, por outras palavras, sem músculo suficiente no meio, onde o adversário já tinha prometido deixar suor e sangue para nos levar às lágrimas. Ainda por cima, esqueceste-te de avisar o bom do Héctor Miguel que o Tiquinho tinha regressado, que já não era preciso nem desejável aquela imbecilidade de pressionar alto, sob pena de deixar Danilo completamente só e à mercê das galinholas esfomeadas por uma mala choruda. 

Eu sei que tu sabias, Sérgio. Gostas tanto do Verruga como eu, aposto. Tu sabias. Então como explicas não teres conseguido passar o aviso para os jogadores? Como explicas que eles não tenham dado tudo para chegar ao intervalo com o jogo resolvido? E porquê o Maxi à frente do Ricardo, pá? Compreendo a escolha na altura da substituição, mas depois? Empatados naquele galinheiro de aluguer, não te pareceu que o Ricardo poderia ser mais acutilante na frente? Foi mau, companheiro. Fazes bem em gritar "assalto!" para todos saberem da nossa indignação, mas não acredites que fizeste tudo bem. Porque não fizeste - longe disso. Agora, só basileiando os lampiões é que te redimes. Ah pois, cincazero.

Vítor Parente / Kapta+



Outros Intervenientes:



Recuso-me a falar sobre os lampiões das Aves. Fica um abraço ao Paulo Machado, que merecia melhor sorte.

Já sobre Rui Costa, o bandeirinha que expulsa e inventa faltas e o aVARiado Bruno Esteves, não me resta alternativa que não seja apontar-lhes o dedo e dizer que são uma de três: a) vigaristas; b) incompetentes; c) todas as anteriores. Todos sabemos qual a resposta correcta, nem dá direito a prémio. Excepto aos próprios, claro - esses ficam a salvo de qualquer descida de nota.

Querem uma curiosidade estatística que ontem circulava no Twitter? Querem, pois.

Score de Rui Costa com o Porto desde que LFVieira lhe mandou destruir a nota: 1 vitória, 3 empates e 2 derrotas. E ainda dizem que o crime não compensa...


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Nada pode esconder o mau jogo da equipa, nada. A nossa atitude deveria ter sido totalmente diferente. Tal como ninguém poderá negar que, mesmo a jogar assim tão mal, fomos claramente prejudicados pela arbitragem e - com grande probabilidade - ficamos indevidamente sem dois pontos. Os sem-vergonha podem andar desorientados, mas o polvo continua em grande forma. Já cheira à mesma farsa dos últimos quatro anos.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco