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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Análise da Época 2015/16 - Parte Dois (O Veredicto)


Concluída a apresentação das estatísticas e dos prémios da época passada, é agora o momento de encerrar o capítulo 2015/16 com a análise individual a todos os jogadores que terminaram a época na equipa principal do (ou que regressaram entretanto ao) Porto, apontando já ao novo plantel com que iniciaremos a época oficial em Agosto.


Mais um grande trabalho do Bruno Sousa


Não é segredo para ninguém que o plantel da época passada foi um dos mais desequilibrados e carentes da era Pinto da Costa, tais as falhas gritantes de qualidade e quantidade em várias posições. Tirando a baliza, todos os demais sectores apresentaram carências importantes que se traduziram na falta de soluções para vários lugares da equipa.


E foi na defesa que o descalabro mais se notou.

Quando à partida se poderia temer que as saídas de Danilo e Alex Sandro resultassem nas maiores dores de cabeça para o treinador, o que se veio a verificar foi que o centro da defesa foi o verdadeiro calcanhar de Aquiles. Um problema que aliás já estava latente desde as saídas de Mangala e Otamendi, nunca devidamente colmatadas. É difícil para um portista do século passado entender como passamos de um clube formador de centrais de classe mundial para um clube sem centrais (nem formados nem contratados), mas foi o que de facto nos aconteceu. Adicionalmente e apesar da boa surpresa que foi Layún na esquerda, a verdade é que o mexicano é destro e Ángel nunca poderia ser alternativa a nada nem a ninguém.


No meio, coincidiu a abundância de jogadores de características semelhantes e/ou candidatos às mesmas funções com a escassez ou inexistência noutras.

Para a posição mais defensiva apenas Danilo, que felizmente valeu por dois. Também Rúben foi utilizado nesse papel, mas (pela enésima vez...) não é o lugar que melhor potencia as suas (grandes) valias. Para o papel de médio criativo e organizador de jogo, zero. Houve Óliver na época anterior mas foi-se e não regressou. E não veio mais ninguém. Evandro poderia ter sido opção, mas deixou-se formatar ao cinzentismo previsível de Lopetegui e perdeu o comboio da confiança. E pessoalmente creio que Sérgio Oliveira poderia ter sido aposta firme para o lugar. Sobraram quatro/cinco jogadores para jogar a "8", portanto condenados a enfrentar muitas horas de banco (ou de bancada). Não que sejam todos "iguais", mas Herrera, André André, Imbula, Evandro e Sérgio acabaram por colidir na luta pelo lugar no onze.


Na frente, no ataque às balizas contrárias, morou outro dos grandes desequilíbrios do plantel.

Aboubakar começou em grande estilo e criou a ilusão de poder substituir Jackson sem grandes dores. Infelizmente não passou disso, uma ilusão. Hoje todos o vemos como um negro grande, tosco e atabalhoado, incapaz de fazer golos de forma regular e consistente. Algures pelo meio estará a realidade, mas o Porto não pode depender de um jogador assim. Osvaldo nunca quis ser futebolista. André Silva ainda mal acabado de nascer para o futebol profissional e Suk não tem o que é preciso para assumir a posição "9" de caras.

Nas laterais ofensivas também não houve paz. Corona não confirmou ainda as credenciais e Brahimi caiu a pique face à temporada anterior. Foi necessário recorrer ao repescado Varela e ao improvável Marega para se (tentar) conseguir alguma coisa. Mas tudo somado foi pouco. Sobra o lesionado Bueno, que ninguém sabe o que pode exactamente valer e dar à equipa.

Sendo certo que os treinadores não tiraram o melhor partido daquilo que tinham à disposição, é imperioso reconhecer que o plantel viveu com mais carências do que poderia aguentar.


Avancemos então para os veredictos individuais, com os jogadores agrupados por sector e ordenados por média de pontos por jogo.


Baliza


Rankings DPcA - médias do sector: 149,5 /2.355/ 5,58 (pontos/minutos/pontos por jogo)

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12 - Iker Casillas (35 anos) 
Rankings DPcA: 236 / 3.600 / 5,90

Foi contratado para jogar e esse estatuto nunca foi verdadeiramente colocado em causa, a não ser por uma parte dos adeptos quando as coisas lhe correram "menos bem". É uma estrela do futebol mundial e revelou boas qualidades pessoais, para além de dominar as novas tecnologias de informação. A humildade que deixa transparecer em conjunto com a vontade expressa de continuar para ganhar títulos com o Porto garantem-lhe de novo a titularidade em 2016/17. 

Veredicto: FICA

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1 - Helton (38 anos) 
Rankings DPcA: 63 / 1.110 / 5,25

Escrevo sabendo já da sua partida, mas tal não poderia alterar a minha opinião. Helton nunca foi um GR de elite mas foi um bom exemplar da sua espécie. Para além disso, somou muitas épocas no Dragão e era já a única testemunha dentro daquele balneário de um passado recente glorioso. Se aceitasse a sua condição de suplente (ou até de terceira opção), deveria continuar. 

Veredicto: FICA

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24 - José Sá (23 anos) 
Rankings DPcA: sem utilização oficial

Tenho boa imagem dele, desde os jogos pelo Marítimo até ao Campeonato de Europa U-21, pelo que fiquei agradado com a sua contratação independentemente do exército de GR que já temos na nossa folha de pagamentos (o problema reside nos demais e não nele). Com a continuidade de Casillas, fica sem espaço para jogar, mas com a saída de Helton pode "candidatar-se" a jogar as taças nacionais. Pela idade que tem, talvez ainda beneficiasse mais se saísse para jogar todos os domingos. 

Veredicto: TALVEZ

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71 - Raúl Gudiño (20 anos) 
Rankings DPcA: sem utilização oficial

As exibições na B prometeram-nos o sol e a lua mas o choque frontal com a realidade de uma equipa pequena custou-lhe parte desse crédito previamente acumulado. É muito novo e tem condições óptimas para triunfar mas precisa de jogar. Muito. Penso que deveria sair para ser titular, em última análise ficar na B. 

Veredicto: TALVEZ

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Saídas: Helton


Conclusão: Casillas é a única referência para a baliza, para o bem e para o mal. Não faria sentido apostar na contratação de um nome sonante para ser suplente, até porque há outras prioridades, pelo que José Sá poderá ser o "sacrificado" para fazer esse papel.



Defesa


Rankings DPcA - médias do sector: 111,5 /1.676/ 5,69 (pontos/minutos/pontos por jogo)

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2 - Maxi Pereira (32 anos)
Rankings DPcA: 267 / 3.732 / 6,36

Depois da delícia que foi vê-lo fazer o upgrade da Luz para o Dragão, só uma época desastrosa poderia por em causa o seu estado de graça. Felizmente veio, chegou e venceu também dentro de campo. Fez esquecer Danilo e acrescentou experiência e ronha a um plantel pouco experiente. Apesar da madurez, não tenho dúvidas que fará de novo uma boa temporada em 2016/17.

Veredicto: FICA

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21 - Miguel Layún (28 anos)
Rankings DPcA: 260 / 3.610 / 6,34

Foi a grande surpresa (positiva) das contratações do verão de 2015, assumindo-se como fundamental no processo ofensivo da equipa. Contribuiu mais do que ninguém para a nossa "facturação", com golos e sobretudo assistências em catadupa. Tem como lacuna principal o mau posicionamento defensivo, em especial na linha de fora-de-jogo, mas não só poderá trabalhar esse aspecto como mudar de posição dentro da equipa. Em todo o caso seria um desperdício não o manter, salvo se o próprio fizesse questão de sair. 

Veredicto: FICA

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3 - Martins Indi (24 anos)
Rankings DPcA: 198 / 2.990 / 5,82

Bruno do Barreiro, Bruno do Barreiro... acredita que és dos jogadores que me causa maior dificuldade em decidir o que fazer contigo. Alternas exibições discretas mas seguras e eficazes com jogos "despassarados" e atitudes que se dizem ser menos apropriadas. Cingindo-me à parte futebolística, creio que apesar de tudo ainda tenho fé em ti, rapaz. Por mim, terias nova oportunidade. Mas se a tua cabeça ou a tua cotação "exigirem" que partas para novo destino, também não ficarei triste. Terei pena por pensar que poderias ter sido mais, mas... 

Veredicto: TALVEZ

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42 - Victor García (22 anos)
Rankings DPcA: 29 / 450 / 5,80 

Tudo, mesmo tudo apontava para que tivesse uma oportunidade no plantel principal. Temos Maxi e Layún, chegou Telles e tu serias o quarto lateral (mesmo que ficássemos com 3 direitos e um esquerdo). Nas poucas vezes que foi chamado durante a época, cumpriu bem com as suas tarefas. O treinador recém-chegado pensa de maneira diferente e nem o levou para estágio. Ele lá saberá porquê. No entanto, escrevo-o agora para que mais tarde se possa ler: falta um lateral a este plantel, não se justifica nova "loucura" como a de Telles e o jovem Victor era a minha escolha - fácil e barata. 

Veredicto: FICA

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63 - Chidozie Awaziem (19 anos)
Rankings DPcA: 73 / 1.084 / 5,62

Teve estreia de sonho na Luz, que se estendeu por mais um par de jogos, mas desde então foi caindo até à desgraça da final da Taça. No momento, o valor do nigeriano estará entre esses dois extremos, mas temo que não tenha ainda qualidade suficiente para se afirmar no plantel. Seria um desperdício deixá-lo ir em definitivo, pelo que um empréstimo com garantias de utilização seria o ideal. 

VeredictoSAI

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4 - Maicon (27 anos)
Rankings DPcA: 117 / 1.709 / 5,32

Já escrevi o que penso no post anterior, mas não me importo de voltar a pôr sal na ferida. Sempre me pareceu um tijolo reluzente vestido de azul e branco. Não gosto dele, é lento, duro de rins e "pouco inteligente" para ser contido. Já foi muito tarde. 

VeredictoSAI

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5 - Iván Marcano (29 anos)
Rankings DPcA: 173 / 2.966 / 5,24

Parecia ser um tipo discreto, que passa pelos jogos cumprindo a sua função sem dar muito nas vistas. Até que cometeu o primeiro erro de palmatória. E depois o segundo. E o terceiro. E o... E finalmente "limpou-nos" a Taça. Chega. É para mim uma afronta vê-lo ainda em estágio, com possibilidades de continuar. Serve para avaliar o quanto desceu a nossa fasquia de exigência. A nossa, não: a deles. A minha mantém-se: rua! 

VeredictoSAI

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24 - Igor Lichnovsky (22 anos)
Rankings DPcA: 15 / 270 / 5,00

Vi pouco do rapaz, para ser sincero. Mas foi contratado para a B, certo? E no empréstimo ao Gijón participou em apenas dois jogos. Não deve ser grande espingarda, deduzo. E por estes dias, não sobra espaço para incógnitas tão grandes. Assim sendo, deverá ceder a sua vaga no plantel a quem se possa assumir como opção válida quer na Taça da Liga, quer na Liga dos Campeões. 

VeredictoSAI

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14 - José Ángel (26 anos)
Rankings DPcA: 72 / 1.284 / 4,80

Se eu conseguisse traduzir por palavras tudo o que sinto pelo jogador em apreço, dedicava-me a escrever obras de terror. Como não consigo, apenas refiro que se trata de um tipo porreiro, como muitos dos que jogavam comigo e contra mim nos jogos ao fim-de-semana. Tudo dito, certo? 

VeredictoSAI

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Saídas: Maicon, Victor Garcia, Lichnovsky, Ángel, Alex Sandro, Cissokho

Entradas: Felipe, Alex Telles, Reyes


Conclusão: Mais uma verdadeira revolução no sector que de mais estabilidade precisa para dar boa conta de si. Fazendo fé no valor acrescentado que Felipe e Alex Telles trarão à equipa, falta ainda assim contratar outro central de valor inquestionável e decidir quais os outros dois que farão parte do plantel de entre o lote composto por Indi, Reyes, Chidozie e... Marcano. E falta encontrar um quarto lateral, já que Victor Garcia não servia.



Meio-Campo


Rankings DPcA - médias do sector: 155,5 /1.823/ 5,84 (pontos/minutos/pontos por jogo)

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22 - Danilo Pereira (24 anos)
Rankings DPcA: 282 / 3.558 / 6,41

Ganhou o Pedroto de Jogador do Ano do blogue e isso diz quase tudo. Foi das contratações que mais desejei e aplaudi e o rapaz pagou-me a confiança com juros obscenos. Uma primeira época muito, muito boa, que nem os recuos para central fizeram perigar. Para mim, seria já um dos capitães deste novo Porto. Que seja possível mantê-lo por alguns anos mais, é o que desejo. 

Veredicto: FICA

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13 - Sérgio Oliveira (24 anos)
Rankings DPcA: 106 / 1.240 / 6,24

Nenhum treinador quis verdadeiramente apostar nele (excepto talvez Rui Barros), mas o último dos coveiros viu-se forçado a apostar nele e acabou por se surpreender com a qualidade que acrescentou ao jogo colectivo. Ainda assim, em jogos chave como em Dortmund, foi vilmente sacrificado quando a equipa mais precisa dos seus préstimos. Não é um jogador acabado e muito menos perfeito, mas tem muito talento ainda mal aproveitado. Espero que se possa confirmar nesta nova temporada.

Veredicto: FICA

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20 - André André (26 anos)
Rankings DPcA: 227 / 2.499 / 6,14

Teve um começo de temporada que terá excedido os seus melhores sonhos, culminando com o golo da vitória nos últimos segundos da recepção ao Benfica. Não tem a genialidade de outros, mas é de raça e as grandes equipas também se fazem com estes jogadores cheios de alma. Infelizmente ficou sem pilhas ainda antes do final de 2015 e nunca mais conseguiu recarregá-las quando voltou de lesão. Naturalmente, a dúvida instalou-se e é legítimo questionar o que poderá ser realmente André André. Eu aposto que será o bom André e por isso estaria de pedra e cal no meu Porto 2016/17. 

Veredicto: FICA 

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6 - Rúben Neves (19 anos)
Rankings DPcA: 201 / 2.277 / 5,74 

Cresceu tão depressa na equipa principal que, de repente, já se comete a injustiça tremenda de o julgar como se de um jogador feito se tratasse. É ainda um menino e merece ter o tempo de que precisa. Tem, em minha opinião, sido mal encaminhado para posição mais defensiva do meio-campo, mas nem isso lhe retira o mérito de se estar a afirmar tão precocemente. Os próximos anos têm de ser de crescimento e consolidação em simultâneo e não conheço nenhum sítio melhor para o conseguir do que no Dragão. 

Veredicto: FICA

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15 - Evandro (29 anos)
Rankings DPcA: 103 / 793 / 5,72 

Um desperdício. É assim que resumo a carreira de Evandro no Porto. Tem mais talento do que alguma vez tenho podido/conseguido demonstrar, muito por culpa de ter aceitado as regras lopeteguianas (mas se não o tivesse feito, teria continuado?...). No entanto, o facto é que nunca conseguiu ser solução nem impor-se, ao ponto de o considerar dispensável. Mas atenção: tenho dele a melhor das impressões enquanto pessoa e não aceito que possa ser destratado de alguma forma. Se não o quiserem (e compreendo que assim possa ser), que o ajudem a encontrar um bom destino, condizente com a sua qualidade. 

Veredicto: TALVEZ

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16 - Héctor Herrera (26 anos)
Rankings DPcA: 207 / 2.841 / 5,59 

Este hombre é uma montanha russa de emoções, digno de uma verdadeira novela mexicana. Passa jogos a fio no fundo do poço, a puxar a equipa para baixo, para de repente subir aos píncaros e sacar exibições de grande qualidade. Infelizmente, apenas para voltar a cair para as profundezas. E como não tem (nem de perto) a qualidade suficiente para justificar ter uma equipa sujeita às suas variações de humor, creio que é altura de assumir que o melhor para todos seria a sua venda. Evidentemente que isso implica haver um comprador disposto a pagar um preço justo. Até ao momento, nada. Mas mantenho a fé no "mercado". 

Veredicto: SAI

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48 - Francisco Ramos (21 anos)
Rankings DPcA: 11 / 36 / 5,50 

Já é conhecido o seu empréstimo ao Desportivo de Chaves e devo dizer que concordo com a solução, desde que esteja acautelada a sua utilização. Para estar parado, não. Acredito que possa voltar um dia, mas confesso que não apostaria o meu dinheiro nisso... 

VeredictoSAI 

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24 - Giannelli Imbula (23 anos)

Foi-se no mercado de inverno após quatro meses decepcionantes. Pouco mais há a registar sobre este erro de casting, excepto para relembrar os responsáveis pela sua contratação do erro cometido, para que não o voltem a cometer.

Rankings DPcA: 107 / 1.339 / 5,35

VeredictoSAI

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Saídas: Imbula, Francisco Ramos (empréstimo)

Entradas: João Teixeira, Otávio, Quintero, Josué


Conclusão: sector de maior estabilidade mas que ainda assim carece de alguns ajustes. Se o treinador confia em Otávio ou em Quintero ou até em João Teixeira para ser o médio criativo, estamos servidos. Se não acredita, precisamos de um. E precisamos também de outro "trinco", para ser a sombra de Danilo (não, o Rúben não, por favor).



Ataque


Rankings DPcA - médias do sector: 155,5 /1.823/ 5,84 (pontos/minutos/pontos por jogo)

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7 - Silvestre Varela (31 anos)
Rankings DPcA: 166 / 1.728 / 5,35 

E não é que, contra as minhas expectativas, o velho Silvestre foi mesmo reintegrado como se nada fosse e acabou por ser bem útil? Útil, não importante. Muito menos decisivo. Mas ajudou a fazer número e a compor as laterais ofensivas. E teve alguns bons jogos, sejamos justos. Não há dúvidas que vai continuar e parece-me bem, desde que se perceba que é uma solução secundária - artistas principais, precisam-se. 

Veredicto: FICA

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8 - Yacine Brahimi (26 anos)
Rankings DPcA: 262 / 3.215 / 6,24

Tenho repetido que é (de longe) o tecnicamente mais dotado em todo o plantel, tal como tenho insistido que não sabe o que fazer com esse dote. A isto acresce o seu mau feitio (para ser suave), que a cada passo se revela para meu desespero. Tudo pesado, seria o primeiro que eu tentaria vender por bom dinheiro. Mas como há pouco quem compre Ádrians López por Griezmanns, não será fácil. E assim sendo o mais certo é ter que levar com ele mais uma época. Que pode ser estrondosa, se ele quiser e o ajudarem. Já veremos. 

Veredicto: TALVEZ

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11 - Moussa Marega (25 anos)
Rankings DPcA: 60 / 500 / 5,45

Outro que já se sabe que não vai continuar. Em todo o caso pergunto-me sobre os motivos que levaram à sua contratação. Será que desapontou assim tanto? Não creio. Na verdade, foi muito mais vítima do que culpado. E não é com falhas técnicas que se justifica a dispensa de um jogador contratado há 6 meses por €4M. Algo continua a não bater certo e esse algo é o desnorte de quem nos conduz navegando à vista. Para não ser mais cáustico. 

Veredicto: TALVEZ

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17 - Jesus Corona (23 anos)
Rankings DPcA: 207 / 2.311 / 5,91

Na sua época de estreia oscilou muito entre o bom e o medíocre, mas é um caso típico de jogador talentoso à espera que o ensinem a jogar o melhor que pode. Tem tudo para singrar se de facto evoluir. Aposto nele em todo o caso.

Veredicto: FICA

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9 - Aboubakar (24 anos)
Rankings DPcA: 237 / 3.086 / 5,78

Limito-me a repetir o que já escrevi acima sobre ele:
"(...) começou em grande estilo e criou a ilusão de poder substituir Jackson sem grandes dores. Infelizmente não passou disso, uma ilusão. Hoje todos o vemos como um negro grande, tosco e atabalhoado, incapaz de fazer golos de forma regular e consistente. Algures pelo meio estará a realidade, mas o Porto não pode depender de um jogador assim". É para vender, portanto.

VeredictoSAI

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19 - André Silva (20 anos)
Rankings DPcA: 69 / 800 / 5,75

Obviamente fica. E para jogar. Mas não sem concorrência à altura, seria cruel e contraproducente responsabilizá-lo por inteiro pela nossa facturação. 

Veredicto: FICA

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39 - Suk Hyun-jun (25 anos)
Rankings DPcA: 78 / 703 / 6,00

Gostei muito da atitude com que chegou mas tenho dúvidas sobre a sua capacidade para jogar cá. Na dúvida e na falta de alternativas mais credíveis, por que não mantê-lo?

Veredicto: TALVEZ

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23 - Alberto Bueno (28 anos)
Rankings DPcA: 38 / 410 / 6,33

Quem és tu, Alberto Bueno? É a pergunta do milhão de euros. Não sei quem é, mas - já que cá está - faço questão de descobrir. Se o rapaz entretanto aguentar dois jogos sem se lesionar, é claro.

Veredicto: FICA

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47 - Ismael Diáz (19 anos)
Rankings DPcA: 5 / 11 / 5,00

Desculpem a minha ignorância, mas à parte da lesão que sofreu, não sei que será feito deste jovem panamiano. Sei sim que gostei muito de o ver na B e que gostaria que evoluísse na equipa principal.

Veredicto: TALVEZ

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Saídas:  Marega, Osvaldo

Entradas: Hêrnani 


Conclusão: tudo espremido, sobram mais dúvidas do que certezas. Mas certa, certa é a necessidade de contratar um goleador para ombrear com André Silva (e de preferência, mais credenciado). Assim como parece evidente a urgência em reforçar as "extremidades", mais ainda se se der o milagre de se conseguir vender Brahimi.


Em resumo, precisamos de: um central, um lateral, um trinco, um criativo, um goleador e um extremo. Só. Mas algumas destas soluções podem já morar no clube, assim haja vontade para lhes dar um oportunidade. Tem a palavra a SAD.

Mesmo a propósito, aproveito para partilhar um quadro com a situação actual do exército de emprestados (ou a emprestar), símbolo máximo do desperdício que assola a gestão do clube:


Jogadores emprestados pelo F.C. Porto


Demasiada gente a soldo do clube e que em nada contribui para o seu sucesso. Quem quiser saber o que fez cada um dos emprestados na época 2015/16, pode consultar este bom trabalho do zerozero.pt.


E a propósito deste assunto não posso deixar de fazer uma referência ao "caso Zé Manuel", o ex-Boavista que foi contratado ainda durante o decorrer da época e que nunca chegou a ter uma hipótese real de tentar a sua sorte no Porto.

A pergunta essencial impõe-se: porquê contratar Zé Manuel? Já li várias tentativas de explicação mas nenhuma se aproxima de me convencer. Sem me querer aventurar nos terrenos pantanosos dos favores e das comissões (porque não tenho dados que o indiciem - nem o seu contrário), fica claro que se Zé Manuel foi contratado para não jogar, este acto de gestão - por pouco significativo que seja para as nossas contas - é um acto de gestão danosa e exige-se um esclarecimento oficial sobre o assunto que explique o propósito da contratação.

Hoje é noticiado que Zé Manuel vai representar o Vitória de Setúbal por empréstimo, o que a confirmar-se retira margem de manobra para mais especulação. O jogador foi mesmo contratado para não jogar. E eu - sócio e accionista da SAD - exijo saber por que motivo.




Do Porto com Amor




terça-feira, 19 de julho de 2016

Análise da Época 2015/16 - Parte Um (As Estatísticas)


Há sensivelmente um ano fiz a análise da época que tinha então terminado (2014/15) dividida por um conjunto de artigos que consagravam as diferentes vertentes que concorreram para o desfecho final mais relevante: segundo lugar no campeonato, a três pontos do Benfica. E por este facto, fiz essa análise em termos comparativos com os de Lisboa (onzes mais utilizados, golos, disciplina, posição a posição e a decisiva arbitragem).


Bruno Sousa

Ora em 2015/16 esse tipo de comparação não faz qualquer sentido, tão distantes que acabámos do primeiro (e do segundo) lugar. Mas para compensar, este ano tenho as Notas DPcA para "avalizar" o julgamento que farei de cada jogador do plantel. Assim sendo, começo agora pelas prestações individuais e no post seguinte tratarei de "comentar" os jogadores um a um, traçando-lhes um vaticínio quando ao seu futuro imediato.


Começando pela análise do grau de utilização dos jogadores que fizeram parte do plantel, atente o estimado leitor ao quadro abaixo.


Quadro 1 - Utilização

Na minha perspectiva, importa salientar o seguinte:

- Ao todo, foram 32 os jogadores que participaram em competições oficiais pela equipa principal;

- Quem participou em mais partidas foram Danilo (45), Brahimi (44), Aboubakar e Maxi (42), Layún (41) e Casillas (40);

- Não obstante, o top reorganiza-se quando se analisa quem somou mais minutos de jogo: Maxi (3.732), Layún (3.610), Casillas (3.600), Danilo (3.558), Brahimi (3.215) e Aboubakar (3.086) formam o sexteto que ultrapassou os três mil minutos de jogos;

- Mais alinhado com o ponto anterior está a tabela dos jogos completos (titular não substituído), registando-se um empate no primeiro lugar entre Casillas e Maxi (40 jogos completos), seguidos com alguma distância por Danilo (35 em 45 possíveis), Layún (34 em 41), Indi (33 em 34), e Marcano (31 em 33). Pela negativa, destaque para o reduzido número de Brahimi (apenas 12 em 44!), Aboubakar (22 em 42), Rúben (14 em 38) e Corona (11 em 35) e Varela (9 em 34).

- Outra estatística curiosa, a das maiores séries de jogos consecutivos, surpreendentemente liderada por Varela (16 participações consecutivas), seguindo-se a dupla Danilo e André André (14) e de novo outra surpresa: Marega com 12...




Compreendida a utilização nas suas diferentes perspectivas, avancemos agora para o sal e a pimenta do futebol, os golos e as assistências, em absoluto e "temperados" pelo tempo de utilização de cada jogador.


Quadro 2 - Golos e Assistências


Notas a reter:

- Apesar de "tudo", Aboubakar foi mesmo o nosso goleador-mor com um reduzido pecúlio de 18 golos oficiais. Os segundos da lista registaram apenas metade do camaronês, Herrera (!) e Brahimi com 9 cada e em terceiro ficou Corona com 8 golos;

- Destaque para os 6 golos de Layún, bem ladeado por Danilo e André André. Abaixo destes, ninguém conseguiu fazer mais do que 3 golos. No total, foram 21 os jogadores que fizeram o gosto ao pé;

- Aboubakar foi também quem registou a melhor média (0,43 golos por jogo), mas que ainda assim foi manifestamente baixa para um ponta-de-lança principal. O sempre lesionado Bueno acabou por ser o segundo da lista (0,25) e Herrera o terceiro (0,24);

- Em termos de minutos necessários para fazer um golo, Aboubakar (171) e Bueno (205) mantiveram os dois lugares cimeiros, mas o menino André Silva conseguiu ainda chegar a tempo de fechar o pódio com 267 minutos;

- Se Abou foi o rei dos golos, Layún foi o imperador das assistências. Para surpresa geral, o mexicano vindo do Watford somou um total de 16 assistências para golo em 2015/16 (pelas minhas contas, já que não há dados oficiais), consumando-se como o verdadeiro abono de família dos seus companheiros de equipa. Quem mais se aproximou dele foi o outro lateral da equipa, Maxi Pereira com umas respeitáveis 10 assistências. Já muito distantes ficaram em terceiro ex aequo Brahimi e Corona com 4 cada.



Revistos os golos e as assistências, avancemos para o ponto alto da festa: os Rankings DPcA! Como facilmente se poderá deduzir, esta classificação tem por base as análises feitas no blogue às prestações individuais de cada participante em cada um dos jogos "cobertos", que na realidade (sai de mim inginheiro!) foram todos os oficiais.

Sem mais demora, que se abram as cortinas e que subam ao palco o(s) melhor(es) e os piores desta época miserável...


Quadro 3 - Ranking DPcA


A partir deste ranking e de outros factores mais emocionais e qualitativos foram então escolhidos os laureados para os Pedrotos, que são os óscares DPcA.


Jogador do Ano DPcADanilo Pereira!

O jovem que mal chegou tive o prazer de baptizar de Godzuki (um pequeno monstro...) assumiu com grande qualidade e maturidade o peso de jogar de Dragão ao peito e paulatinamente foi conquistando o seu espaço, passando de incógnita a insubstituível. Venceu e convenceu duplamente, porque além de somar o maior número de pontos, registou igualmente a melhor média por jogo. Curiosamente, nunca acabou eleito o melhor em campo (MeC), embora me lembre de várias vezes o ter elegido como o melhor da equipa... faltou-lhe companhia adequada, portanto.

Candidato(s) vencido(s): Layún



MeC do Ano DPcA: Yacine Brahimi!

É com alguma surpresa e consternação que me resigno a entregar esta estatueta ao argelino... é factual, foi ele quem mais vezes conseguiu a distinção... mas custa-me dar-lhe um prémio positivo, uma vez que tem mau carácter. E além disso, tem muito talento mas é pouco jogador. Enfim, toma lá e desaparece.

Candidato(s) vencido(s): Layún (era só mais uma, carajo!)



Revelação do Ano DPcAAndré Silva!

Poderia ter sido outra a escolha, mas por esta altura não há portista que não suspire por ver mais do (muito) jovem avançado que a meio da época foi promovido da B para a equipa principal. Não é preciso explicar muito mais, basta ter assistido às suas exibições. Que para o ano possa ser ele o jogador do ano...

Candidato(s) vencido(s): Layún, Danilo, Sérgio Oliveira, André André



Prémio DPcA "O Azul Que Bem Que Te Fica"Maximiliano Pereira!

Os anos passam, já não vai para novo, já não é o que era... tudo certo. Mas veio. E, pese embora o desfecho do campeonato, deu-lhes um melão que se via do Marquês. E além disso, fez uma época bem positiva, tapando por completo o buraco deixado na direita pela saída de Danilo. Para mim, está justificado o prémio. Nem precisava de ter festejado daquela maneira na luz.

Candidato(s) vencido(s): Gaitán



Como a vida não é só coisas boas, temos também que distinguir aqueles que mais contribuíram para o nosso insucesso. Para tal, temos igualmente uma estatueta de chumbo, entregue em mãos aos vencedores a uma temperatura nunca inferior a 200 graus. Senhoras e senhores, eis os Lopeteguis do ano.


"Calhau com 2 Olhos" do Ano DPcA: Maicon!

E peço muita desculpa a todos os calhaus, incluindo os ceguinhos... não sei e creio que nunca irei saber ao certo se a rábula que finalmente o levou para fora daqui foi exactamente como que nos quiseram fazer crer. Mas, tratando-se deste paraplégico andante pouco me importa. O que releva é que foi. De vez. Obrigado, só falta mais meia-dúzia.

Candidato(s) vencido(s): Marcano (por uma unha negra)



Prémio DPcA "O Que É Que Estou Aqui a Fazer?":  José Ángel!

Permitam-me responder numa singela palavra: NADA! Ou se quisermos ser pessimistas, a ocupar a vaga de um jogador a sério. É isso.

Candidato(s) vencido(s): Marcano (por uma unha negra), Imbula, Osvaldo



Prémio DPcA "Quando For Grande Quero Ser Treinador":  LopeteguiPeseiro!

Que venham os dois ao palco... ai espera, não é um teatro, é uma feira circense... então sentem-nos na vertigem de um barril de piche, à distância de uma bola certeira num alvo de 10 metros... e estendam-lhes uma passadeira de penas (de ganso). E se sobrar material, é favor entregar na SAD, com serviço completo.

Candidato(s) vencido(s): Rui Barros...


 
E pronto, assim se avacalha um trabalho supostamente sério e moroso (muito moroso...) como é o Ranking DPcA. Mas se alguém o quiser discutir mais em detalhe, estou aqui, à disposição.


Para terminar e como consequência directa das pontuações acumuladas, seguem-se os melhores onzes da temporada 2015/16:


Quadro 4 - Melhores 11s


 Destaques:

- Como é que se pretende ganhar alguma coisa com aquela dupla de centrais, assumindo já que as alternativas eram ainda piores? Nada como a justiça "divina" das médias para pôr o espanhol de lá para fora;

- Apesar da queda abrupta na segunda metade da temporada, André André acabou por fazer o suficiente na primeira para merecer honras de onze principal. Em sentido inverso, Herrera acabou por ganhar o lugar já na segunda parte da época (o que também pode ajudar a explicar o desfecho final...). Nota para a entrada justíssima de Sérgio Oliveira quando se passa a considerar a pontuação média em vez da absoluta;

- O trio da frente acabou por ser o que se antecipava à partida - falta saber se por mérito próprio ou se por falta de melhores soluções. Bem, eu sei... Ainda assim, curiosa a entrada de Suk quando passamos a "falar" de médias (ainda que para o lugar de um defesa).



É esta a beleza dos números. São o que são, para quem os quiser ver e sobre eles reflectir. Já as reflexões podem ser diversas, já se sabe, mesmo tratando-se apenas das sérias (porque das outras nem vale a pena falar).

Infelizmente, todo este trabalho apenas acabou por confirmar todas as ideias que tinha sobre a fragilidade e inconsistência deste plantel. Traduziu-se tudo em (maus) resultados, mesmo que inacreditavelmente amplificados pelos péssimos préstimos dos "treinadores" que nos representaram.

Mais do que outra coisa qualquer, esta época de 2015/16 deverá ser lembrada como um falhanço absoluto da SAD liderada por Pinto da Costa. Em particular, Antero Henrique sai dela com a sua cotação muito desvalorizada, porque afinal se trata da terceira consecutiva sem ganhar o campeonato (ou outra coisa qualquer). Falharam as contratações do(s) treinador(es) e falhou a composição de um plantel equilibrado e capaz de ser campeão nacional. Entre outras coisas menos importantes. Um desastre. E por isso, aqui entrego o último "prémio" da época, infeliz e obviamente um Lopetegui:

Lampião do Ano DPcA: Antero Henrique (em representação de toda a FCP SAD)



Já a seguir, a análise individual aos jogadores e o meu "veredicto" quanto à sua continuidade nesta nova época que já está em andamento.



Do Porto com Amor



terça-feira, 31 de maio de 2016

Acerto de Contas (& Post Scriptum)


Na eminência do anúncio do novo treinador do FC Porto, aproveite-se o vazio para encerrar as contas da época 2015/16.


Dia do Juízo Final da época - Apocalipse Now?


Reconheço correr o risco de ser cansativa esta minha insistência, mas para terminar em beleza não posso deixar de o repetir, reportando-me à origem de todos os males: a manutenção de Lopetegui à frente dos destinos da equipa em Junho de 2015.

Já me cansei de enumerar as evidências recolhidas em 2014/15 que, em minha opinião, seriam mais do que suficientes para concluir pela inadequação do treinador basco para orientar o Porto. Mesmo assim, cansado, aqui ficam as palavras-chave: teimoso, obstinado, petulante, alienado, inadaptado, impreparado, estagnado, cristalizado e consequentemente, ostracizado.

Pinto da Costa e seus pares assim não o entenderam. Optaram pela sua continuidade. Pois bem, que assim fosse. Mas até ao fim. Não tendo sido, cometeu-se novo erro colossal, o de deitar fora o que estava feito (bom ou mau que fosse, estava feito) sem ter nada alinhavado e preparado para o substituir, e logicamente, só poderia ser por algo previsivelmente melhor.

Consumado o segundo erro, seguiu-se uma interminável espera pelo novo timoneiro, entretanto remendada por Rui Barros. Já tive oportunidade de o fazer no momento certo, mas repito-o agora: todos os portistas deveriam sentir gratidão pela disponibilidade e altruísmo de Rui Barros ao aceitar dar o peito às balas naquelas (e em muitas outras) circunstâncias.

Do remendo instantâneo passamos ao remendo de curta duração, José Peseiro. O automóvel portista tinha furado um pneu,  Rui Barros foi o spray para chegar à primeira oficina e Peseiro um daqueles pneus de dimensões reduzidas e velocidade muito limitada, apenas para continuar até à oficina habitual. E reparem na felicidade e fina ironia desta analogia: tipicamente, são soluções alternativas - ou se tem uma, ou se tem a outra, nunca as duas em sequência. E ambas longe do ideal, que é ter um pneu novo e uma equipa de mecânicos da F1, para uma substituição indolor e imediata.

Foi entre o choque e a incredulidade que recebi a notícia da vinda de Peseiro. Um perdedor nato da escola sportinguista, que nada de relevante apresentava no currículo para além de nos limpar uma final da Taça da Liga... Com o Braga. Mas veio e passou a ser o treinador da minha equipa. Começou bem mas durou pouco. Conforme o esperado. Depois seguiu-se o descalabro, que terminou em apoteose na final da Taça de Portugal... Contra o Braga.

José Peseiro não pediu para vir. Antes, aceitou e bem o convite que lhe foi dirigido, aproveitando aquela que, na sua perspectiva, poderia ser a última possibilidade de ascender à ribalta do futebol europeu. Certamente tinha noção dos riscos, ainda que admita perfeitamente que de boa parte deles só se tenha apercebido quando já em funções. E aí, já era tarde. 

A nível profissional, não sai melhor do que chegou. Também não sei se pior (pelo menos, todos nos relembramos da sua existência...), mas pouco importa. O que quero expressar é a minha convicção de que José Peseiro é um homem decente e dedicado ao seu trabalho. Falhou aqui mas não foi por não ter tentado. Deu o que tinha ou o que podia. E foi leal, ao contrário de Lopetegui. Registo pois a dignidade de um homem que vestiu e sentiu as nossas cores e como tal merece o meu respeito. E por isso me retracto pelos eventuais excessos de linguagem nos períodos de maior desilusão. Um abraço e até sempre (que também é até nunca), meu caro Peseiro.

Em suma, a época 2015/16 foi das piores de sempre de que tenho memória.

Além de não termos vencido nenhuma competição, falhámos o fundamental acesso directo à Champions e deixamos uma péssima imagem daquilo que somos, que sempre fomos e do que queremos continuar a ser, ao ponto de terminarmos ridicularizados por uma tragicomédia no anfiteatro do Jamor.

Somando esta às duas anteriores, é fácil concluir que este foi o pior mandato de Pinto da Costa como presidente do clube. Um desfecho perfeitamente previsível por altura das eleições de Abril. E nem assim houve quem avançasse na defesa do clube. Algo vai muito mal no reino do Dragão - e somos nós, os portistas, os únicos responsáveis por esta inércia.


Quanto à provável chegada de Nuno Espírito Santo, deixo-vos com a pergunta que considero mais pertinente: se já estava disponível aquando da saída de Lopetegui, por que motivo não serviu na altura (com tempo para analisar o plantel e preparar está nova época) e serve agora?



Do Porto com Amor




Post Scriptum


Mesmo a propósito do acerto de contas, foram entretanto divulgados os resultados consolidados do terceiro trimestre do corrente exercício. Infelizmente (mas sem surpreender), totalmente alinhados com os desportivos. Realço apenas a delapidação dos capitais próprios decorrente do resultado líquido negativo, que promete recolocar-nos em apuros quanto ao fair play financeiro a muito breve trecho - e agora já não há estádio para incorporar na SAD. Muito preocupante.


Noutro capítulo, teve seguimento a pequenez diária da nossa comunicação. Ontem ainda me consegui conter, mas como hoje voltam à carga contra MST, não consigo deixar passar em claro. Mais uma vez um portista (ninguém, de boa fé, pode duvidar disso) é visado por um órgão oficial do clube, incluindo ataques de baixo nível que nos devem envergonhar a todos. MST "fala" frequentemente com o coração, sem estar informado dos factos e possivelmente sem pensar sobre o que diz, mas é um direito que lhe assiste, tal como o de cada um de nós gostar ou não da sua "prosa". Daí a se justificar ser perseguido em estilo inquisitório pelo clube, vai uma grande distância. De nada valeram as promessas feitas na última AG, continua tudo na mesma.

Teria sido muito mais interessante ocupar o espaço dedicado a MST a desmentir as declarações de Marco Silva. Ou as de Ricardo Carvalho. A não ser que não haja nada para desmentir. Apenas incompetência e desnorte. Tirem-me deste filme. Ou melhor, que os tirem a eles.



terça-feira, 17 de maio de 2016

E Pluribus Gatunum


Está oficialmente encerrada a Liga NOS 2015/16, com a confirmação do campeão Benfica na derradeira jornada. Como habitualmente, será apenas isto que ficará para a história. Tal como o Benfica campeão europeu em Hóquei. E provavelmente em Andebol. E o Benfica B que se mantém na II liga.


"Eminência..."


Mas não é o que ficará na nossa memória colectiva. Porque felizmente haverá sempre quem denuncie, não por despeito ou maus fígados, mas porque se tratam de fraudes, mais ou menos explícitas, mais ou menos evidentes. E hoje já não é possível agrilhoar a verdade através da opinião publicada nos media "profissionais".


Antes de avançar para os factos, duas notas prévias muito importantes:


1 - Por muito que custe a muita gente (de todas as cores clubísticas), eu tenho bastante respeito pela grande instituição que é o Sport Lisboa e Benfica. Mais do que reconhecer a sua grandeza enquanto clube desportivo, congratulo-me pela sua existência enquanto tal. 

No entanto, jamais aceitarei ou deixarei de denunciar os favorecimentos ilícitos com que é bafejado desde que o senhor Oliveira concluiu que essa seria uma forma barata e terrivelmente eficaz de manter os portugueses felizes na sua ignorante miséria. Ele, que detestava o caos e até somente um imprevisto, garantiu que tudo fosse feito a régua e esquadro, conseguindo uma geometria tão singela quão denunciadora dos seus propósitos. 

Felizmente o senhor caiu da cadeira, a régua e esquadro foram para o lixo e uma nova ordem, de contrapoder, nasceu com a liberdade, com tremendo prejuízo para o Benfica. Sem vitórias por decreto e com líderes fracos, vaidosos e/ou vigaristas, viu-se totalmente esmagado e secundarizado perante uma liderança portista anos-luz mais competente, a todos os níveis. 

Até que chegou o actual presidente Vieira, alicerçado na sua rica experiência enquanto empresário de sucesso, com a lição bem estudada e um plano bem definido, que aliás não se coibiu de exibir: dominar as instituições que governam o futebol português. "Honra" lhe seja feita, conseguiu-o. Mesmo depois de consentir, no seu consulado, que o Benfica sofresse as maiores humilhações da sua história às mãos do Porto (nem é preciso enunciar, pois não?); sobreviveu-lhes e montou a teia que no domingo lhe garantiu um novo tricampeonato, 39 anos depois, com o mesmo fio condutor de há quatro décadas: o de ser falso como Judas.


2 - Ao longo de muitos meses tenho exposto e trazido a debate aquelas que considero ser as nossas falhas, que em conjunto nos têm enfraquecido ao ponto de não conseguirmos evitar a actual hegemonia encarnada. Portanto, não sou dos que enfiam a cabeça na areia e se escudam exclusivamente nos favorecimentos ilícitos aos adversários para justificar os insucessos do Porto. 

No entanto, há um mito que subsiste até nas mentes de muitos portistas e que deve ser erradicado de vez. Erros próprios e favorecimentos alheios não são mutuamente exclusivos. O Porto tem feito más opções em contratações de treinadores e jogadores e a consequência é não apresentar o nível competitivo que a todos habituou, que inclusive chegava para superar o nacional-benfiquismo e os seus obstáculos de sarjeta.

Os favorecimentos ilícitos ao Benfica são uma realidade paralela, que coexiste com a nossa menor competência na gestão desportiva. Sem eles, seria muito provável que mesmo cometendo todas estas falhas, o Porto (ou terceiros) continuasse a festejar campeonatos. Nuns casos de forma mais gritante (como na época passada e no campeonato do Estorilgate), noutros menos (todos os demais títulos do Benfica desde 1993/94). E não se escandalizem as virgens ofendidas e os paladinos da boçalidade: foram só cinco desde então.

E há também vários tipos de falhas próprias. As que dizem respeito às escolhas do departamento de futebol, as de cariz económico-financeiro e as que concernem à falta de combatividade ao poder instituído que, à falta de melhor palavra, está simplesmente capturado e corrompido em favor do Benfica. Em todos eles temos que melhorar, urgentemente e em simultâneo.



Avancemos então para os factos que sustentam a minha tese (que, na verdade, não é minha mas sim de domínio público) e que, mais uma vez, me impede de poder em consciência, sem hipocrisia e de boa vontade congratular os meus amigos benfiquistas pela "sua" conquista - precisamente porque não foi "só" deles. Fica para a próxima. Ou não.


Clicar para ampliar

 
Isto reflecte simplesmente um pequeno e breve trabalho de recolha dos indícios mais evidentes, não é de forma alguma exaustivo. Aliás, parte desta recolha baseou-se no vídeo que circula por aí da "Liga Voucher 2015/16", criado por um sportinguista (o que à partida tende a descredibilizar a obra). No entanto, está bem estruturado como tese e serve de apoio. Escusava era de desviar as atenções para o fait-divers dos vouchers. Evidentemente que são ilegais e deveria por isso o clube ser punido, mas concentrar os holofotes nesse ponto desviou-os das nomeações, observações e classificações, onde fariam maior falta.

Mas ainda assim serve o seu propósito: demonstrar que, mais uma vez, o S.L.Benfica foi decisivamente beneficiado pelas arbitragens e que, mais uma vez, "conquistou" um título também alicerçado em ajudas ilícitas.

Na frase anterior, o "também" é de relevo. Porque existe também mérito próprio.

A começar e a acabar em Rui Vitória, que conseguiu sobreviver a um funeral que já tinha a cova aberta e passou de bobo da corte a rei da populaça. Apesar do seu incurável ar de pavão inchado, soube quase sempre comportar-se com elevação e conseguiu transformar as ofensas de Jorge Jesus num activo para o seu grupo. E foi até ousado na forma como se apresentou em vários jogos da Champions.

Pelo meio, um conjunto de jogadores que foi dando o que tinha. Jonas, Mitroglou e também Jiménez formaram uma máquina de fazer golos, que tantas vezes camuflou com goleadas exibições sofridas e erros de arbitragem. Pizzi, Samaris e Renato dividiram as suas atenções entre a bola e as canelas adversárias (porque indevidamente protegidos pelas arbitragens). E Gaitán, evidentemente. Na baliza, primeiro Júlio César e depois Ederson provaram ser de grande nível, ao ponto de conseguirem terminar jogos a fio sem sofrer golos, mesmo com uma defesa de toscos, onde só se aproveita o miúdo Semedo e uma dupla de centrais mediana (mas ainda assim melhor que as nossas). E claro, o novo Maxi da Luz, que assumiu em pleno o papel do uruguaio e deu pancada suficiente para passar mais tempo na bancada do que em campo. Quantas vezes mesmo foi expulso Eliseu?


Somar 88 pontos será sempre um bom desempenho num campeonato com 34 jogos. A questão é que vários desses pontos não foram conquistados pelo mérito desportivo mas sim pelo favorecimento arbitral. O segundo classificado Sporting, que também teve a sua quota-parte de favorecimentos - desde logo nos dois jogos contra nós, fora e em casa - mas em menor escala, ficou a apenas dois pontos e logo por aí, já se percebe da viciação do resultado final.

Até o Porto poderia lá ter chegado, mesmo a jogar "tão mal" como fizeram questão de escrever até acabar a tinta nos tinteiros, não tivesse sido prejudicado em tantos jogos e sobretudo nos momentos decisivos. Como favorecimento claro tivemos o jogo na Madeira contra o Nacional, como prejuízo... Marítimo (fora e casa), Rio Ave (casa), Arouca (casa), Tondela (casa), Sporting (fora e casa), Paços (fora) e claro, o jogo decisivo, em Braga, com os cumprimentos do "senhor" Xistra.

No entanto, reconheço que perante tanta irregularidade exibicional, é impossível adivinhar se mesmo sem estes prejuízos teríamos conseguido acabar em primeiro. Já em relação ao Sporting, é mais difícil contestar.



Quem melhor resumiu a época benfiquista foi Rui Costa: "Não andámos a falar, mas sim a trabalhar para ganhar". E de que maneira, acrescento eu.


Mas o polvo de Luís Filipe Vieira já se sente tão confortável nos meandros do "futebol de primeira" que lhe sobra tempo para estender os seus tentáculos a (quase?) todas as modalidades e escalões. Sem muitas palavras, ficam as imagens.



Tó Neves: "Saio daqui envergonhado com a modalidade"





Ricardo Costa acusa dupla de árbitros de 'roubo' na Luz


Todos os que ficaram surpreendidos com as palavras de Ricardo Costa, que comentou o afastamento nas meias-finais do playoff de andebol com a frase: ‘A mim não me roubaram a carteira. Entraram-me dentro de casa’, basta visitar esta página



E o azeite virgem no topo do polvo (à lagareiro):

Farense perde dois pontos por utilização irregular de Harramiz contra Benfica B


Porquê? Até um calimero conseguiu explicar. Aqui.

E como ficou a classificação final da II Liga?

"Ó pai, quanto é 54+2 ?"



Por onde andarão Maria José Morgado e Ricardo Costa, entre outros zelosos paladinos da justiça zarolha? Aposto que continuam no mesmo sítio onde já estavam quando se soube da Porta 18 (parte final do post) e das sucessivas declarações de Marco Ferreira.



Para terminar, bem sei que o título deste texto não me faz nenhum favor, que milhões (ou mais...) de benfiquistas se sentiriam ofendidos se o chegassem a ler e coisa e tal. Mas na verdade deu-me jeito precisamente pela brejeirice e cumplicidade fonética. E já agora, "E Pluribus Unum" não é originalmente do Benfica mas sim dos Estados Unidos da América. A não ser que os Founding Fathers fossem ali de Carnide ou arredores...



Do Porto com Amor



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Os números da primeira parte da época


Após 27 jogos oficiais e finda a primeira volta do campeonato, é tempo para uma análise aos desempenhos individuais.



27 jogos repartidos por campeonato (17), Liga dos Campeões (6), Taça de Portugal (3) e Taça da Liga (1). Em cada um deles, pontuei os jogadores de acordo com a minha visão sobre o seu desempenho, apoiado na tabela de pontuação DPcA (que vai de 0 a 10). 

Chegados ao "meio" da época, é altura de pegar nessas pontuações (isoladas e ponderadas pelos jogos e minutos) e fazer uma análise de desempenhos qualitativa substanciada pelas estatísticas recolhidas.

Em termos colectivos, fizemos 51 golos e 35 assistências em todas as competições, o que produz médias por jogo de 1,89 festejos e 1,3 "passes de morte". Se olharmos apenas para a Liga, as médias melhoram: 34 golos (2 por jogo) e 27 assistências (1,59 pj). 

Por comparação (apenas campeonato), o actual líder Sporting marcou por 35 vezes (2,06) e regista 20 assistências (1,18), enquanto que o Benfica tem 45 (2,65) e 24 (1,41), respectivamente.


O melhor marcador em absoluto é Aboubakar, que mesmo apesar do seu eclipse, marcou até agora 13 golos (8 na Liga), seguido de longe por Corona com 7 (todos no campeonato), pela dupla Herrera e Brahimi, ambos com 5 tentos e por André com 4 (3 na Liga, 1 contra o "seu" Varzim). De seguida dois trios: Maicon, Layún e Danilo fizeram 3 cada um e Marcano, Bueno e Tello marcaram 2 cada. Quem apenas festejou uma vez: Varela e Osvaldo.  


Quem superou as expectativas em termos de concretização? Corona, Herrera, André, Maicon, Layún e Danilo.

E quem está aquém? Em primeiríssimo lugar, Osvaldo, claro. Também esperava bem mais de Brahimi e que Rúben, Maxi e André Silva já se tivessem estreado - o primeiro na época e os outros dois em absoluto.  


Já nas assistências, a surpresa maior é incontestavelmente Layún, com umas notáveis 11 assistências conseguidas nos 22 jogos em que participou (na Liga, 9 em 14!). O segundo é Maxi, com 7 (6 na Liga) e os terceiros são André e... Tello, com 3 cada.

A surpreender pela positiva, Layún e até mesmo Maxi.

Abaixo do esperado, outra vez Brahimi e também Corona, que ainda não se estrearam a oferecer a felicidade a um companheiro.


Avançando para a utilização de cada jogador, analisaremos a questão segundo três prismas distintos: a) jogos em que participou, b) jogos completos e c) minutos de jogo.




a) Jogos em que participou

Para minha surpresa, o jogador que em mais partidas actuou foi Danilo (25 jogos), seguido por Abou (24), Casillas e Brahimi (23); Maxi, Layún e André somaram 22, Marcano 21 e Tello 20. A fechar os onze mais utilizados, Rúben e Indi.

Acima do esperado: Danilo, notável para um menino que acabou de chegar ao clube, o que me dá muito gozo porque é um dos jogadores por quem mais torci para que acabasse no Dragão. Layún e André também, por serem recém chegados e terem "pouco cartaz".

Abaixo: Outra vez Osvaldo, acompanhado de Cissokho, Bueno e Sérgio Oliveira. Os dois primeiros justificaram o "esquecimento" a que foram votados, mas os dois últimos não - bem pelo contrário, responderam quase sempre bem quando foram chamados.


b) Jogos completos

Aqui o líder é (sem surpresa) Iker com 23 jogos do princípio ao fim, tendo apenas falhado (também por inteiro) os 4 encontros das taças nacionais. Segue-se Maxi com 20 e com menos um os outros três defesas mais utilizados: Indi, Marcano e Layún (Maicon esteve lesionado algum tempo).

Danilo fez apenas 17 jogos inteiros dos 25 em que participou, tendo sido muitas vezes solução de recurso e em outras menos sacrificado na procura de um resultado melhor. O mesmo se aplicará a Abou, que fez 16 jogos completos dos 24 em que deu o seu contributo, mas aqui muito menos compreensível. Só o seria se os incompletos se devessem a ser rendido por Osvaldo, pressupondo que os jogos já estariam resolvidos ou pelo menos bem encaminhados - mas nós sabemos (bem demais) que foi este o motivo....

As maiores surpresas foram todas negativas: Bueno fez apenas 3 jogos inteiros, Osvaldo 4, Herrera 5, Imbula 6, Rúben 7 e André apenas fez 9 jogos completos. Muita, demasiada rotação. Excluí desta lista os extremos porque normalmente são dos primeiros a serem substituídos.


c) Minutos de jogo

Este terceiro item resulta naturalmente dos dois anteriores e apenas "confirma" as conclusões já deles retiradas. Iker é por agora o recordista, com 2070 minutos jogados. Seguem-se outros nove dos onze mais utilizados.

Outras curiosidades:

 - A única variação entre os onze com mais minutos e os com mais jogos é Corona, que "agarra a posição" com 1163 minutos, mais dois do que o agora "relegado" Rúben;

 - Tello, apesar de ter participado em 20 partidas, somou apenas 1013 minutos (média 50,7 min/jogo), ficando atrás de 6 companheiros com menos participações.

 - Imbula, pela expectativa que (os contornos d)a sua contratação criou, desiludiu também nos minutos jogados, "apenas" 1129 - por comparação, Danilo soma 1859 (mais 730 minutos, mais do que 8 jogos completos!) e André totaliza 1508 (379 de diferença).


Vista que está a estatística "objectiva", vamos então para o prato forte da análise: a pontuação DPcA e a dialética que estabelece com o tempo de utilização.



O Quadro 3 apresenta os jogadores ordenados pela pontuação total, ou seja, a totalidade de pontos que cada jogador acumulou em todas as suas participações.

Sem surpresa, Danilo lidera a tabela com 155 pontos, o que se explica por ser o jogador com mais participações (25 jogos). O pódio completa-se com Abou (149) e a dupla Layún / André (143), mas é de realçar que tanto o mexicano como o português participaram em apenas 22 jogos, o que significa que potencialmente tiveram menos 3 pontuações do que Danilo e menos duas que Abou. E André tem significativamente menos minutos de jogo, o que normalmente limita a nota que se consegue atingir.

Destaco também Indi e Corona, que conseguem ficar à frente de jogadores com mais jogos e minutos e pela negativa Marcano, que apesar das suas 21 participações, está atrás de Indi e pontualmente muito distante de Maxi (22 jogos). Para este resultado do espanhol muito contribuíram as desastradas exibições na Choupana e para a Taça da Liga...


Em termos de pontuação média por participação, as coisas alteram-se. Este é aliás o indicador mais relevante para mim. "Ignorando" Alex (1 jogo) e Sérgio (3) por falta de relevância estatística, o líder actual deste ranking é Brahimi com uma média de 6,62 pontos por jogo. Na segunda posição segue (mais uma vez) a dupla Layún / André com média de 6,50. Em quarto encontra-se Bueno com 6,40, o que sugere que merece mesmo mais oportunidades, ainda que as suas melhores notas tenham sido conseguidas na Taça contra equipas de escalão inferior.

Descontando os "irrelevantes", note-se que Danilo (líder da pontuação total) ocupa um menos notável oitavo lugar com média de 6,20.

Mas quem está realmente a deixar ficar mal os companheiros são Varela, Evandro, Maicon, Imbula, Marcano, Tello e Herrera, por ordem decrescente. Todos eles exibem médias abaixo de 6 (primeira nota positiva) e têm portanto muito que melhorar na segunda metade da temporada.


Por último, olhemos para outra medida interessante: quantos minutos necessita um jogador para conseguir 1 ponto. Aqui ter menos é ter mais... quem chega ao mesmo objectivo (1 ponto) em menos tempo, é mais eficiente. Esta medida sofre de algum enviesamento provocado pelo facto de os jogadores que entram mais vezes como suplentes têm vantagem, porque desde que joguem o suficiente (10 minutos) e não façam asneira, têm a nota 5 garantida. Ora um companheiro que seja habitualmente titular e não faça nada de especial, também se habilita a ter o mesmo 5.

Ainda assim, parece-me interessante, dando esse desconto ao enviesamento e procurando comparar alhos com alhos. Ignorando então os bugalhos Varela, Osvaldo, Evandro e Tello, o primeiro da lista será Corona, que até agora precisou de apenas 10,38 minutos para conseguir cada um dos seus 112 pontos, logo seguido por Rúben (10,46) e André (10,55).

Sem surpresa, GR e defesas apresentam scores inferiores nesta análise, uma vez que são os que mais jogos completos fazem dentro do plantel e por isso, mais minutos têm nas pernas. Mesmo assim, não posso deixar de nomear o último da tabela dos "relevantes": Marcano, pois claro...


Vejamos finalmente os melhores onzes até ao momento:

Face a tudo o que fomos constatando anteriormente, não se pode dizer que haja grandes surpresas. Estão lá todos e corresponderão ao onze ideal de muitos portistas neste momento.

Ressalvo obviamente Marcano, que beneficia do facto de ter mais 3 jogos do que Maicon mas apenas mais 10 pontos (ou seja, bastaria que Maicon pontuasse 4 em cada um desses três jogos a menos para ultrapassar o espanhol). Não morro de amores por nenhum dos dois e a solução óbvia seria mesmo contratar um central de grande qualidade.

No meio estão os 3 mais utilizados e não há muito mais a acrescentar. Imbula e Herrera decepcionaram, foi tudo natural...

E na frente ainda menos. Brahimi é indiscutível e Abou não teve real alternativa. Nota apenas para Corona (tal como Layún, apenas se estreou em Arouca), que começou a jogar menos mas paulatinamente foi relegando para segundo plano Varela e Tello.

No onze assente na pontuação média, a única alteração face ao anterior é a entrada de Bueno por troca com... Marcano, que obrigaria a um ousado 3-4-3 (há quem lhe chame suicidário também :-)) mas que serve para a análise em questão.


Como curiosidade, mas a confirmar a desilusão que tem sido a época, a pontuação média da equipa (total dos pontos de todos os jogadores a dividir pelo somatório do total de jogadores que participou em cada jogo) é negativa: 5,78. Por pouco, mas é. Está bem, arredondando dava para passar de ano... acontece que nós somos o Futebol Clube do Porto, não jogamos para não descer mas sim para ficar em primeiro!

Ainda pior do que a média da equipa (a segunda parte da explicação da "má" época) está... adivinharam, Lopetegui, com a pobre média de 4,81 em 26 partidas oficiais.



O que se retira disto tudo?

1 - Sou um fonas a dar notas

2 - Há muitos jogadores em sub-rendimento, facto a que não é alheio (bem pelo contrário) o sistema do anterior treinador. Negativo pelo que já aconteceu, mas positivo pela esperança de que melhorem na segunda e decisiva metade da época. Para já, "apenas" nos custou a continuidade na Champions.

3 - É fundamental contratar já em Janeiro um central de qualidade indiscutível e um avançado goleador para render Osvaldo.

4 - A escolha do treinador que vai conduzir a equipa até final da época será determinante para o que dela conseguiremos levar; temos 3 troféus para adicionar ao museus, com o campeonato e a taça à cabeça.


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Não me posso ir embora sem antes lembrar que "Hoje joga o Porto!", outra vez no Bessa mas agora para decidir quem se apura para as meias-finais da Taça

Conto com uma equipa razoavelmente alterada e, claro, que sejamos nós a estar no sorteio defrontar o vencedor do Gil Vicente - Nacional na antecâmara do Jamor.

Volto no final para analisar as incidências.

Até lá... vamos a eles, carago!



Do Porto com Amor