E pronto, encerrou o mercado de inverno. Agora, já não há mais nada a fazer: quem está, está e é com esses que iremos até final da temporada. Seguem-se algumas notas sobre o retocado plantel, salientando as forças e fraquezas que mais saltam à vista desarmada de um simples adepto.
Ainda há poucos dias escrevi sobre os reforços (de verão e de inverno), na quarta e última parte do Mid-Season Review. Relembrando o mais relevante, por sector:
DEFESA
"O sector que mais me preocupa, de longe. Até agora, tivemos a felicidade de Alex Telles não se ter lesionado. Nem Marcano. Nem Felipe. Nem Reyes."
"No centro da defesa está o grande problema do plantel, em minha opinião. Pela falta de quantidade e de qualidade também. (...) Não contratar um central é correr um risco tremendo, em minha opinião."
Missão parcialmente cumprida. Central promissor contratado, já ambientado ao nosso futebol e pronto a entrar na equipa assim que surgir a oportunidade/necessidade (de imediato, acrescento eu). Faltou a lateral-esquerda, ainda por cima tendo libertado Layún. Gente ilustre fala em Dalot, que tem jogado nesse lado na B, mas eu insisto que seria sempre um remendo, com o risco de atrasar o seu desenvolvimento no seu lugar de eleição.
MEIO-CAMPO
"Aqui a questão tem mais a ver com o perfil do que com a qualidade/quantidade."
Chegou Paulinho do Portimonense, que pode acrescentar em termos de "variedade" ao plantel. Não sei se era imprescindível, mas pode tornar-se muito útil. A melhor das sortes...
"Se Danilo se
lesiona, cai o Carmo e a Trindade. A sério, pior que uma lesão de
Marcano, só mesmo uma de Danilo. Porque não há ninguém com as mesmas
características, mesmo se de qualidade inferior. Não há. E deveria
haver."
Pois é, caiu o Carmo, a Trindade e todo o Bairro Alto... No mínimo, estamos a falar de um mês de ausência, mas é provável que seja mais do que isso. Moreirense (f), Braga (c), Sporting (c), Chaves (f), Liverpool (c), Rio Ave (c), Estoril (f) e Portimonense (f). Sete jogos e meio - no mínimo. Se for mês e meio de paragem, há que somar ainda Sporting (c), Liverpool (f), Paços (f) e Boavista (c). Onze jogos e meio, completamente decisivos para o nosso futuro na temporada.
A lesão aconteceu a uma semana do fecho do mercado, o que significa que ou já tínhamos potenciais alvos em "carteira", ou se trataria de uma corrida desenfreada e às cegas contra o tempo. Em minha opinião, tinha de haver e deveria ser contratado mesmo sem haver o problema da lesão de Danilo.
Lamento dizê-lo assim tão cruamente, mas a SAD terá de ser outra vez chamada à pedra se este período hipotecar as nossas possibilidades de sucesso. E todos sabemos o que entendemos por "sucesso" nesta fase da nossa linda história.
ATAQUE
"Tudo tranquilo no centro do ataque."
Mesmo assim, fizemos Gonçalo Paciência regressar precocemente à base. Diz o treinador que acrescenta coisas diferentes em relação aos outros avançados, mas eu aposto mais no acautelamento do "vai-não-vai" de Soares para outras paragens. Acabou por ficar e agora são quatro avançados, três deles mais vocacionados para jogar no centro do ataque. Espero que não sobre para o miúdo, quando estava numa fase em que evoluía practicamente de jogo para jogo...
"Nas alas, Brahimi não tem substituto, ponto. É rezar a Alá para que não se magoe e desfrutar."
Continua intacto (toc toc toc), mas chegou Waris (Lorient) para acrescentar "profundidade" neste sector. Já confessei a minha total ignorância sobre o jogador e o pouco que já vi nada me esclareceu ainda. Nem onde pode jogar, nem o que pode acrescentar e muito menos o que pode valer.
Em resumo:
- Estamos "desgraçados" pelo vazio que o nosso comendador deixou, numa altura tão apertada e crítica da temporada, por duas razões: pela sua ausência e pela inexistência de um (qualquer) substituto de raiz para a posição;
- Continuaremos com o credo na boca em relação a todo o corredor esquerdo, com maior ênfase na defesa;
- Estamos razoavelmente apetrechados no ataque, com a polivalência de alguns dos jogadores a poder ser decisiva em caso de ausências forçadas.
A nível individual e dos possíveis bons reforços da nossa Liga, destaco os três que considerava os mais promissores e interessantes, quer pelo talento intrínseco, quer pelas necessidades do plantel:
1 - Lucas Evangelista: continua no Estoril, mas muito próximo dos sem-vergonha;
2 - Raphinha: segue no Vitória até final da época e depois ruma a Alvalade;
3 - Osório: é nosso!
33% de "eficácia. Melhor que zero, mas longe de aceitável. Acreditem em mim, quando vaticino que ainda nos vamos arrepender amargamente de não termos agarrado também os dois primeiros.
O empate em Moreira veio na pior altura, adensando ainda mais as dúvidas quanto ao impacto que a ausência de Danilo vai ter no rendimento da equipa. Ou melhor, na sua capacidade de vencer jogos, porque no rendimento será sempre muito relevante. Não vai ser fácil, vai exigir cabecinhas pensantes e espírito de superação, mas insisto: o futuro está apenas nas nossas mãos. Saibamos construí-lo risonho e vitorioso. Vamo que vamo!
Do Porto com Amor,
Lápis Azul e Branco
P.S. - os bandalhos do Conselho de Arbitragem de Fontelas "o meu filho joga nos lagartos" Gomes recusaram a solicitação de uma reunião com carácter de urgência feita pelo Clube.
Aguardo por uma resposta enérgica e contundente do Porto, para que não sejam cúmplices de tudo continuar exactamente na mesma.
Aguardo por uma resposta enérgica e contundente do Porto, para que não sejam cúmplices de tudo continuar exactamente na mesma.










