Adorava ser o pessimista que muitos optimistas sem fundamento acham que sou. Era sinal que hoje não tínhamos perdido no Restelo e que continuávamos no primeiro lugar.
"Em teoria, o Porto tem o seu jogo mais complicado na deslocação ao Benfica R (de Restelo), pela normal dificuldade que sentimos nesse jogo e por tudo o que os da filial vão querer oferecer à casa-meretriz.", escrevi após a derrota em Paços.
"Em teoria, o Porto tem o seu jogo mais complicado na deslocação ao Benfica R (de Restelo), pela normal dificuldade que sentimos nesse jogo e por tudo o que os da filial vão querer oferecer à casa-meretriz.", escrevi após a derrota em Paços.
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| Foto de Carlos Alberto Costa |
Lamentavelmente, demonstrou-se que sou mais para o realista. Hoje mas não só, porque este foi apenas mais um andamento de uma série muito fraquinha de exibições, que só não deram mais nas vistas por força das sempre salvadoras vitórias que fomos conseguindo pelo caminho.
Aliás, este é um dos dois pontos importantes que quero passar nesta crónica, que de análise ao jogo propriamente dito terá muito pouco: se houvesse equilíbrio nos erros de arbitragem nos jogos dos três candidatos nas jornadas já disputadas, a derrota desta noite representaria apenas um encurtar de distâncias dos perseguidores para o líder, pouco ou nada relevante na caminhada triunfante até aos Aliados.
Como todos sabemos - mesmo os que fazem de conta que não sabem - não foi assim. O Porto, enquanto esteve na mó de cima, jogou e fez o suficiente para ter pelo menos mais SETE pontos do que tem hoje e os sem-vergonha um a menos (empate nas Aves: +2 pontos; empate com sem-vergonha: +2 pontos para nós e -1 para eles; empate em Moreira: +2 pontos). Isto sem contabilizar eventuais benefícios indevidos dos outros nos seus restantes jogos.
Este sete pontos seriam mais do que suficientes para ganhar o campeonato ainda em Abril, até porque não é difícil antecipar os efeitos psicológicos antagónicos que provocariam no Porto e nos da Segunda Circular e consequentes repercussões nas respectivas exibições.
Aconteça o que acontecer, nunca deixarei isto cair no esquecimento, tal como não deixo os (pelo menos) cinco títulos viciados que os sem-vergonha festejaram desde 2005.
Sobre o jogo, quero começar por dizer que é absolutamente vergonhoso que um adepto faça centenas de quilómetros e que o seu bilhete não lhe permita ver o jogo com as mínimas condições exigíveis. Já nem falo em conforto ou segurança, falo mesmo de conseguir ver o jogo. Cheguei já com o jogo a decorrer ao sector das claques e tive de ver toda a primeira parte a espreitar por entre cabeças, tal o excesso de pessoas presentes para o número de lugares. É ridículo e inadmissível, mas como estes são os que vão sempre, façam o que lhes fizerem, continuarão a tratar assim os adeptos visitantes. Lastimável.
Sobre o que vi ou fui vendo dentro de campo, uma outra lástima. Uma equipa totalmente perra, presa de movimentos e de ideias, aparentemente receosa do que finalmente lhe acabou por acontecer. É difícil entender como é que as cabecinhas dos jogadores não foram trabalhadas para estarem preparadas para enfrentar este jogo tão importante. Não se viu um passe de ruptura, não se viu um remate de longe, não se viu ninguém a arriscar poder ser feliz: tudo e todos retraídos, toques curtos e lateralizados ou balões sem velocidade para a defensiva contrária anular com toda a facilidade. Uma verdadeira lástima.
É verdade que o Belenenses foi feliz pela elevada eficácia que conseguiu, mas os erros foram nossos. Do primeiro golo nem falo, mas o segundo é uma falha de marcação colectiva, inadmissível e só compreensível à luz desse desnorte a que me refiro. Tolhidos dos pés a cabeça, todos os nossos. Mais grave do que os golos sofridos foi o que não conseguimos fazer. Tivemos oportunidades, várias, mas todas desperdiçadas, ora por finalizações ridículas, ora por boas defesas do GR adversário.
Nota (6): Iker, Maxi, Ricardo
Como todos sabemos - mesmo os que fazem de conta que não sabem - não foi assim. O Porto, enquanto esteve na mó de cima, jogou e fez o suficiente para ter pelo menos mais SETE pontos do que tem hoje e os sem-vergonha um a menos (empate nas Aves: +2 pontos; empate com sem-vergonha: +2 pontos para nós e -1 para eles; empate em Moreira: +2 pontos). Isto sem contabilizar eventuais benefícios indevidos dos outros nos seus restantes jogos.
Este sete pontos seriam mais do que suficientes para ganhar o campeonato ainda em Abril, até porque não é difícil antecipar os efeitos psicológicos antagónicos que provocariam no Porto e nos da Segunda Circular e consequentes repercussões nas respectivas exibições.
Aconteça o que acontecer, nunca deixarei isto cair no esquecimento, tal como não deixo os (pelo menos) cinco títulos viciados que os sem-vergonha festejaram desde 2005.
Sobre o jogo, quero começar por dizer que é absolutamente vergonhoso que um adepto faça centenas de quilómetros e que o seu bilhete não lhe permita ver o jogo com as mínimas condições exigíveis. Já nem falo em conforto ou segurança, falo mesmo de conseguir ver o jogo. Cheguei já com o jogo a decorrer ao sector das claques e tive de ver toda a primeira parte a espreitar por entre cabeças, tal o excesso de pessoas presentes para o número de lugares. É ridículo e inadmissível, mas como estes são os que vão sempre, façam o que lhes fizerem, continuarão a tratar assim os adeptos visitantes. Lastimável.
Sobre o que vi ou fui vendo dentro de campo, uma outra lástima. Uma equipa totalmente perra, presa de movimentos e de ideias, aparentemente receosa do que finalmente lhe acabou por acontecer. É difícil entender como é que as cabecinhas dos jogadores não foram trabalhadas para estarem preparadas para enfrentar este jogo tão importante. Não se viu um passe de ruptura, não se viu um remate de longe, não se viu ninguém a arriscar poder ser feliz: tudo e todos retraídos, toques curtos e lateralizados ou balões sem velocidade para a defensiva contrária anular com toda a facilidade. Uma verdadeira lástima.
É verdade que o Belenenses foi feliz pela elevada eficácia que conseguiu, mas os erros foram nossos. Do primeiro golo nem falo, mas o segundo é uma falha de marcação colectiva, inadmissível e só compreensível à luz desse desnorte a que me refiro. Tolhidos dos pés a cabeça, todos os nossos. Mais grave do que os golos sofridos foi o que não conseguimos fazer. Tivemos oportunidades, várias, mas todas desperdiçadas, ora por finalizações ridículas, ora por boas defesas do GR adversário.
Notas DPcA
Dia de jogo: 02/04/2018, 20h00, Estádio do Restelo, CF Os Belenenses - FC Porto (2-0)
Nota (5): Felipe, Telles, Herrera, Soares, Danilo
Nota (4): Osório, Sérgio Oliveira, Brahimi, Aboubakar, Paulinho, Gonçalo
Sérgio Conceição (3): Outra derrota impensável e desta vez quase merecida, de tão mau que foi o nosso jogo. Pouco importa o que se diga agora sobre opções, o que é factual é o desperdício de três pontos e uma exibição assustadora. O principal responsável neste tipo de derrota só pode ser o treinador. A equipa tem de melhorar, mas Sérgio Conceição tem de melhorar antes dela para que isso seja possível. Tem sete dias para o conseguir. Acredito sinceramente que o vai fazer.
Outros Intervenientes:
Quanto à equipa da SAD que é a rameira preferida da meretriz Sem-Vergonha, nada a dizer que não seja felicitar pelo resultado, com destaque para o guarda-redes André Moreira como o corolário desta equipa bem montada por Silas.
Sobre a arbitragem e dadas as condições em que vi o jogo, nada a dizer por agora. Se algo surgir entretanto, cá voltarei.
De repente, o Porto da segunda metade da época passada parece ter regressado. Há que o repelir de imediato para os confins do esquecimento e voltar a agarrar as rédeas do nosso destino. Este é o segundo ponto importante que vos quero transmitir agora, em cima desta derrota calamitosa: quem continua a mandar no que nos vai acontecer somos nós. Seis vitórias nos seis jogos derradeiros significam que atingimos o objectivo, mesmo com tudo o que nos fizeram pelo caminho (e vão continuar a fazer até final e ainda com mais força, como é óbvio).
Já no próximo jogo, vamos ter o mesmo Aves da primeira volta, a querer lamber as botas enlameadas do dono, recorrendo a todos os expedientes para o conseguir. A apitar e na sala de vício, estarão uns quaisquer atentos a tudo o que possam fazer para ajudar ao desígnio nacional do Portugalistão. No seguinte, dez vezes pior. E se em nenhuma das duas tropeçarmos, assim continuará até final. JÁ SABEMOS QUE VAI SER ASSIM, NÃO HÁ QUE FINGIR!
A começar pelos jogadores. Não podem continuar a discutir com os árbitros ou a deixarem-se envolver em querelas com adversários fraudulentos: se querem ser campeões, têm mesmo de vencer os jogos apesar deles. Não há nem haverá volta a dar enquanto toda esta corja não for finalmente varrida e colocada atrás de grades.
Isso significa jogar muito mais do que têm feito, em especial nos jogos fora do Dragão. Há que recuperar a força colectiva que nos fez chegar até aqui (Marega incluído nesse pacote, conforme venho insistindo). Como sempre até agora, tem a palavra o mister Sérgio Conceição.
Agora sim, acabaram-se em definitivo as margens para errar. Se voltarmos a falhar, falharemos de vez. Agora sim, é preciso que o espírito das Antas se entranhe neste grupo de jogadores ainda sem títulos e os ajude a serem os homens que podem e têm de ser. Contra TUDO e TODOS os sem-vergonha, como sempre foi.
De repente, o Porto da segunda metade da época passada parece ter regressado. Há que o repelir de imediato para os confins do esquecimento e voltar a agarrar as rédeas do nosso destino. Este é o segundo ponto importante que vos quero transmitir agora, em cima desta derrota calamitosa: quem continua a mandar no que nos vai acontecer somos nós. Seis vitórias nos seis jogos derradeiros significam que atingimos o objectivo, mesmo com tudo o que nos fizeram pelo caminho (e vão continuar a fazer até final e ainda com mais força, como é óbvio).
Já no próximo jogo, vamos ter o mesmo Aves da primeira volta, a querer lamber as botas enlameadas do dono, recorrendo a todos os expedientes para o conseguir. A apitar e na sala de vício, estarão uns quaisquer atentos a tudo o que possam fazer para ajudar ao desígnio nacional do Portugalistão. No seguinte, dez vezes pior. E se em nenhuma das duas tropeçarmos, assim continuará até final. JÁ SABEMOS QUE VAI SER ASSIM, NÃO HÁ QUE FINGIR!
A começar pelos jogadores. Não podem continuar a discutir com os árbitros ou a deixarem-se envolver em querelas com adversários fraudulentos: se querem ser campeões, têm mesmo de vencer os jogos apesar deles. Não há nem haverá volta a dar enquanto toda esta corja não for finalmente varrida e colocada atrás de grades.
Isso significa jogar muito mais do que têm feito, em especial nos jogos fora do Dragão. Há que recuperar a força colectiva que nos fez chegar até aqui (Marega incluído nesse pacote, conforme venho insistindo). Como sempre até agora, tem a palavra o mister Sérgio Conceição.
Agora sim, acabaram-se em definitivo as margens para errar. Se voltarmos a falhar, falharemos de vez. Agora sim, é preciso que o espírito das Antas se entranhe neste grupo de jogadores ainda sem títulos e os ajude a serem os homens que podem e têm de ser. Contra TUDO e TODOS os sem-vergonha, como sempre foi.
Do Porto com Amor,








