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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Merci Payet. Obrigado Fernando Santos.


Aquele que parecia ser o início do fim, acabou por ser o momento decisivo para fazer de Portugal o novo Campeão Europeu.
 


Estava o jogo ainda a dar os primeiros passos quando uma tragédia, de proporções aparentemente gregas (como a de há 12 anos), se abateu sobre todos os portugueses que assistiam à final de Paris. Ronaldo, o super-jogador/capitão/selecionador foi cirurgicamente abalroado pelo melhor jogador do torneio, o "francês" Payet. Pela reação de Cristiano, logo se anteviu que a sua participação acabara ali. O melhor jogador da Europa (no mínimo) estava fora do jogo decisivo, disputado em casa do adversário que, além do mais, era já o grande (e justo) favorito à vitória... Fossemos nós os gauleses e naquele momento o céu teria desabado sobre as nossas cabeças.



No entanto, aquele momento que parecia ser o fim do sonho português, acabou por ser precisamente o momento em que o sonho se começou a transformar em realidade. Do lado nacional, houve um toque a rebate que uniu ainda mais os restantes jogadores. Agora era preciso ganhar em nome do infortunado capitão. Dentro de campo, passamos a ter uma equipa onde todos defendiam e onde todos se sentiram mais à vontade a poder "exprimir" o seu futebol sem o constrangimento de poder desagradar ao craque (que o diga João Mário). Mais equilíbrio, ainda mais disponibilidade para defender e esperar pelo momento certo.



Do lado francês, veio também uma inesperada reacção à saída do lesionado Ronaldo. Deu a sensação que um sentimento de culpa teria invadido as cabeças dos jogadores, quebrando-lhes de imediato o ímpeto ofensivo (que já ameaçava transformar-se em golo) e os submergiu numa estranha apatia, numa tácito pacto de não-agressão durante largos minutos. Uma espécie de luto em memória do finalista CR7. Em particular a Payet, que pareceu nunca mais se ter recuperado e foi mesmo o primeiro a ser substituído em meados da segunda parte, quando o jogo recuperou enfim a sua normal competitividade.



Portugal voltou a ser Portugal. Compacto, fechado atrás, policiando de perto as movimentações dos bandidos mais temidos do adversário. Desta vez, sem o facilitador Ronaldo para resolver um dos "toca-e-foge" lá na frente.



Para lá da lesão e do golo de Éder (já lá vamos), houve outros dois momentos fundamentais no desfecho final. A careta que o poste de Patrício (grande exibição, o melhor em campo em minha opinião) fez a Gignac mesmo em cima dos noventa. E a decisão de Fernando Santos (finalmente posso fazer-lhe um elogio sem engasgo) em fazer entrar um ponta-de-lança. Foi Éder, porque não havia outro. Foi Éder porque foi ele o escolhido de seleccionador. O único escolhido para a posição. Nessa decisão, Fernando Santos foi, finalmente, audaz. E acabou por merecer a felicidade que chegou logo a seguir.



Éder, o acidental herói do mar. Não escrevi mas disse várias vezes entre amigos que Éder não justificava a presença na convocatória. Que era um erro levar apenas um ponta-de-lança mas que a seguir essa opção, André Silva faria muito mais sentido, por representar o futuro... e o presente. Não altero uma vírgula. Não só porque Éder não estava numa fase particularmente feliz na seleção, mas porque considero o nosso menino já hoje mais capaz. Quis a providência que houvesse um remake de um filme de sonho, agora intitulado "O Fabuloso Destino de Édelie". Ainda bem para Portugal e ainda bem para Éder. Valeu a pena estar no sítio certo à hora marcada.



Quanto a mim, acabei surpreendido (ou não...) ao espontaneamente gritar GOLO! após o remate de Éderzito. E a emocionar-me com quem se emocionava à minha volta. E a ficar muito feliz pela vingança servida aos franceses com tamanho requinte de malvadez que durante muito tempo irá alimentar um inabalável orgulho dos muitos portugueses que por lá vivem e trabalham. E pelos quatro cantos do mundo. Já hoje foi tempo de regressar à parvónia, com as avenidas da capital a encherem-se de felizes inúteis para saudar os campeões. Tudo normal, portanto.



Antes de encerrar de vez o EURO 2016, o reconhecimento de um erro. Ou de uma previsão falhada. Ou de uma crítica injusta. Escrevi que Renato Sanches não merecia estar nos 23 e mantenho-o. Mas escrevi também que não acrescentaria nada de útil à equipa e enganei-me redondamente. Foi de facto útil e importante nesta conquista. Mérito para quem confiou nele, portanto. E assim chego a onde queria: estou agora em paz com Fernando Santos. Não se trata de mudar de opinião, trata-se de reconhecer que ele estava certo e eu errado. Ele é que sabe. Ele é que ganhou, e nenhum outro antes dele o havia conseguido. Parabéns a Fernando Santos. Parabéns a Danilo e aos demais 22 selecionados.



Portugal é finalmente Campeão da Europa e assim continuará durante os próximos quatro anos. Ontem li isto algures no facebook: "Tenho 42 anos e já fui campeão da Europa três vezes. Que sorte a minha!". Subscrevo na íntegra. Quem nunca tinha sido, agora já sabe como é.







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Com o fim do EURO terminou também a respectiva liga Do Porto com Mística, com os Maldito EC de Luciano Silva a aguentarem brilhantemente a liderança e assim se sagrarem vencedores da nossa liga!



Parabéns ao Luciano e a todos os que jogaram até final. As ligas fantasy regressam em Setembro com as competições oficiais de clubes! 


Do Porto com Amor



segunda-feira, 30 de maio de 2016

Treinadorómetro 2.0 (edição JN)


Publiquei há dias o meu "sentimento" em relação aos principais nomes apontados ao cargo de treinador do FC Porto, resumido num pequeno quadro ordenado por níveis de "apreço" (e ignorantemente apelidado de "treinadorómetro").


Clicar para ampliar


Julgo que a imagem é suficientemente esclarecedora, mas em todo o caso aqui vai: os "verdes" incluem as opções que considero interessantes, os "amarelos" encerram em si (e em mim!) muitas dúvidas (mas poucos preconceitos) e os "vermelhos" (como teria de ser) suscitam em mim um vasto leque de sensações que vão desde a fúria incontida aos espasmos musculares alternados com pontadas dilacerantes.

E avancemos assim, em tom humorístico e descontraído (procurando evitar novos espasmos), para a versão 2.0 do Treinadorómetro, que sofreu importante actualização graças à capa de hoje do Jornal de Notícias ("confirmada" por uma chamada de capa de última hora d'O Jogo). 

Nela consta um nome que propositadamente deixei de fora da versão inicial, por considerar estar já definitivamente arredado das cogitações da SAD: o de Nuno Espírito Santo (*espasmo*). Ele que há dias foi apontado ao Braga de Jorge Mendes para suceder a Paulo Fonseca (*espasmo*) - e daí o tê-lo descartado com o rótulo "deste já nos livrámos". 

Sem me alongar em comentários ainda injustificados, deixo apenas um breve resumo da sua carreira de treinador (*outro espasmo*): 2 temporadas no Rio Ave de Jorge Mendes (6º e 11º classificado) e 1 temporada e meia no Valência de Jorge Mendes (4º e 9º ao fim de 13 jornadas).

Bem sei que já temos o pai e o filho, mas será mesmo necessário completar a estranhíssima trindade? Tenham juízo, se ainda forem a tempo disso.


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O Vitorioso Voo do Mo(n)cho!


Falando agora de coisas boas, muitos parabéns ao nosso basquetebol pela estrondosa conquista do campeonato nacional, precisando apenas de 4 jogos para derrotar o Benfica na final da competição. É mesmo verdade, mal acabamos de subir de divisão e já somos campeões! Sem pretender desmerecer ninguém, sobretudo os grandes homens que são os nossos jogadores, a principal palavra de apreço tem mesmo de ir para o galego Moncho López, que aceitou percorrer a via-crúcis, sem se conformar com o destino, e dela conseguiu regressar, mais vivo do que nunca. Muitos, muitos parabéns por esta grande conquista. À Porto.





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Termino com isto, em modo Euronews (versão Euskara): "No Comment".


"FC Porto é o clube que eu amo"










Do Porto com Amor



quarta-feira, 30 de março de 2016

Nojices


Felizmente que o manjar pascal já está devidamente digerido, caso contrário arriscava-me a ficar afrontado com as nojices com que sou confrontado.


Energia para dar e vender!

Nojice nº1 - Alexandre "Pimp" da Costa


Novos documentos roubados, novas revelações (pelo menos para mim). E ainda por cima anunciados pelo rasteiro Record, a voz local do Football Leaks. A combinação perfeita para me fazer vomitar de vez.

Como se não bastasse o que já se sabia sobre o parasitismo de Alexandre Pinto da Costa, eis que vem a público a informação de mais umas comissões recebidas pelo filho pródigo a propósito da sua inestimável contribuição para o sucesso que o clube tem conhecido nas últimas épocas.

Desta vez, vem-se a saber que a propósito da comissão paga pelo Porto à Doyen pela activação da cláusula de "call-back" de Casemiro por parte do Real Madrid (confuso?) no valor de €1,26M, Alexandre Pinto da Costa veio posteriormente a receber (via Doyen) €700.000. Setecentos mil euros. Por ter feito exactamente o quê? Aliás, a que propósito o clube se dispõe a pagar à Doyen este valor global pelo facto do Real ter optado por reaver o seu atleta? A genialidade na elaboração do contrato? Dos €7,5M que o Porto recebeu do Real pela retoma de Casemiro, apenas ficou - na melhor das hipóteses - com €5,04M (7,5-1,2-1,26). Inacreditável.

Mas ainda não é tudo. O bom do Alexandre também recebeu uns trocos extra, €140.000 para desenvolver a actividade de scouting, uma vez mais subcontratado pelo comparsa Nelio Lucas da Doyen, a quem o clube já havia encomendado o serviço por €300.000. E mais outros €140.000 para uma tal de PESARP SGPS, sobre a qual nada sei excepto que... tem a mesmíssima morada da Energy Soccer de... adivinharam, Alexandre PdC: RUA ANTÓNIO NICOLAU DE ALMEIDA, Nº 45 SALA 2.11. E quem assina é um tal de Pedro Pinho, que ou muito me engano ou é nada mais, nada menos do que o partner local da Doyen no Dragão e sócio de APdC na Energy Soccer. Estamos na era do outsourcing, sobraram €20.000 para despesas administrativas, imagino... fico ansiosamente à espera de conhecer os frutos destes serviços prestados.  

Nada de novo. Nada de surpreendente. Afinal, quem faz uma vez, faz mais. Com a complacência do presidente do meu Porto. Vergonhoso. Nojento.


Nota: Se alguma vez isto for cabalmente desmentido, aqui apresentarei as minhas públicas desculpas a todos os visados por ter dado eco a informações infundadas e delas ter feito deduções incorrectas.



"o meu menino é d'oiro..."

Nojice nº2 -  A Seleção de Todos Eles


Depois do degradante circo em que foi transformado o jogo com a Bulgária (#70 do ranking FIFA, será isso?) a propósito da estreia do mano ve'io da Musgueira com ares de Predador, seguiu-se hoje o último desta ridícula ronda de amigáveis, contra a desfalcada mas ainda assim boa seleção belga (actual #1 no mesmo ranking). Boa no papel, porque em campo não jogou nada. Sem culpa disso, Portugal aproveitou para fazer um jogo interessante, de que se seguem algumas notas:

 -> Gostei da solução dos dois "avançados", parece-me que permitirá jogar mais e melhor e serem mais objectivos a chegar à baliza adversária. Dada a gritante inexistência de um ponta-de-lança "já feito" e a qualidade e diversidade dos médios selecionáveis, acredito que possa ser por aqui o caminho para conseguirem fazer um Euro minimamente aceitável (passar a fase de grupos).

 -> Quanto ao selecionador não sei, mas eu já escolhi os meus 23. Bem como os 15, 16 que jogariam quase sempre. Guardo a divulgação da lista completa para o final da temporada a nível de clubes, mas sempre adianto isto:

- Raphael Guerreiro: onde andavam a Doyen e APdC enquanto este excelente lateral se ia afirmando em França e nos Sub-21? Ahhhh, foi pena, passaram mesmo lá ao lado. Já o tinha dito aquando do Euro Sub-21 e volto a repetir: tê-lo-ia trazido para o Porto sem hesitar.

- Titulares: Pepe, Raphael, Danilo, Moutinho, João Mário, CR

- Boas opções: Cédric (sim, está a custar a engolir), Vieirinha, Fonte, William, Bernardo, André Gomes, André André, Nani, Quaresma, Rafa

- Bluffs: Patrício, Eliseu, Adrien, Éder


Não fosse a nossa lusa capital futeboleira uma absoluta parvónia circense e seus acólitos nos merdia uns execráveis palhaços pobres, ainda dava por mim a torcer pelo sucesso do macambúzio engenheiro do penta. Veremos se até ao início da competição consigo abstrair-me disto tudo. Até lá, continuará a ser a seleção de todos eles, mas não a minha.



Do Porto(gal) com Amor



P.S. - Pela proximidade das "postagens", pode ter passado despercebido o concurso #18 do "Onde está a bola?" que vai oferecer 2 bilhetes para o jogo contra o Tondela. Clique aqui para concorrer!


terça-feira, 30 de junho de 2015

O Velho Fado e o Imberbe


Mais uma vez, derrotados nas grandes penalidades.

Chamem-lhe sorte, chamem-lhe azar. Para mim o problema é sempre o mesmo: mentalidade. Ou melhor, fraca atitude mental.

Não tem a ver com a entrega, nem com o querer. Tem quase tudo a ver com o crer.

Nesta final foi demasiado evidente essa falta de crença, pela postura corporal dos jogadores mesmo antes de ser marcada o primeiro penalti. Enquanto os suecos se "energizavam" abraçados numa roda a ouvir os incentivos de um e outro jogador, os portugueses iam-se encostando uns aos outros, praticamente em silêncio, como se estivessem a ser alinhados frente a um pelotão de fuzilamento. Quase todos pressentiam que ia correr mal: não o disseram alto, mas transparecia dos seus olhares e posturas.

Como se irremediavelmente amarrados a um fado inescapável...

Bullshit! 

É tudo uma treta isto do fado. O que falta é preparação mental adequada. Tecnicamente, não somos inferiores a ninguém (muito menos à Suécia). Faltou, como falta quase sempre, um trabalho mental adequado para preparar os jogadores para este desfecho.

É certo que a mentalidade se constrói desde o berço, e que esta é influenciada quer pelo espírito colectivo dominante, quer pela educação específica que cada um recebe. Não é fácil mudar em dias a mentalidade de uma vida, por isso é que se tornou essencial entregar a preparação psicológica das equipas a especialistas.

Sim, porque nem todos os treinadores têm essa componente bem desenvolvida, começando neles próprios os primeiros acordes desse triste fado. E isto explica porque alguns vendedores da banha da cobra têm tanto "sucesso", mesmo sendo personagens nada recomendáveis e que de futebol pouco percebem: conseguem como que inebriar os jogadores com os seus dotes mobilizadores durante curtos períodos de tempo, o suficiente para ganhar jogos e, às vezes, até competições.

Voltando ao jogo de hoje, creio (sim, eu creio) que Rui Jorge esteve particularmente mal, ao não antecipar (também ele) a possibilidade de o jogo ir para prolongamento e penáltis. Foi com demasiada "gula" ao pote, talvez com excessiva soberba, ao fazer as substituições tão cedo (a terceira foi aos 70 minutos). Terá acreditado que o jogo se resolvia nos 90 minutos e depois, quando precisou de ir ao banco, já não pode. Disto resultou um prolongamento arrastado da nossa seleção, onde aliás os suecos tiveram boas ocasiões para evitar os penáltis do seu contentamento.

Acho que o Ricardo e sobretudo o Sérgio saíram demasiado cedo e o Cavaleiro demasiado tarde. Quem entrou, não entrou mal, não foi por aí. Mas se Rui Jorge tivesse sido mais prudente e planeado para 120 minutos de jogo, talvez os escolhidos tivessem sido outros. Ficou bem à vista a falta de experiência do selecionador, a quem obviamente tem que ser dado o mérito de ter liderado este grupo até esta final. Não estou a questionar o seu valor, apenas a constatar a fase precoce do seu desenvolvimento enquanto treinador.

Nada disto seria diferente se tivéssemos ganho nos penáltis, excepto claro, a nossa alegria e o caneco a viajar para cá. Sorte teve Pinto da Costa, que ao ser tardiamente convidado, livrou-se de uma pesarosa viagem de regresso.

Os meus destaques desta seleção:

  • José Sá: o melhor do torneio. Ponto.

  • Raphael Guerreiro: mesmo sem ter estado em grande rotação, mostrou ter muito futebol e entender a posição. Seria um potencial substituto (ou concorrente) para o Alex

  • Sérgio Oliveira: a maior surpresa, mostrou qualidades defensivas e de equilíbrio que lhe desconhecia. Quero ver mais...

  • Bernardo Silva: não sei se será o novo Maradona, mas que tem muito talento, ninguém duvide. Bem fez o Mónaco que o comprou ainda baratinho...

  • Iuri Medeiros: gosto, gosto muito. Segui-o à distância no Arouca e já o tinha bem referenciado. Neste torneio mostrou uma capacidade que é pouco comum: entrar tarde no jogo mas ainda a tempo de o agitar e fazer a diferença. Curiosamente, quando jogou mais (hoje), foi quando menos brilhou. Fico a aguardar uma futura dispensa do Sporting.

Nota final para a "academia Sporting base da seleção": são realmente bons a formar jogadores, mas se calhar desistiam de competições profissionais. É que quando as coisas começam a ficar sérias, falham quase sempre.



sábado, 27 de junho de 2015

High Five


E por uma vez, foram 11 contra 11 e no final enfardou a Alemanha. Como gente grande.

Bom jogo dos nossos, recheado de eficácia, contra uma mannschaft perfeitamente banal.

Mas hoje não é dia de realçar a fraqueza dos outros mas antes a nossa força, até porque tem sido acompanhada pela consistência. E as duas juntas normalmente dão bons resultados.

Falta agora a Suécia, uma equipa que nunca desiste e com muito mais respeito por nós do que os alemães, pelo que deverá ser mais difícil a final. Ainda assim, estou plenamente confiante que vamos trazer o caneco.

Bem feito, miúdos!

Quanto aos "nossos nossos" (efectivos e potenciais):

  • Sérgio Oliveira: a habitual lambe-botice macrocéfala já se fartou se encher de elogios William e Bernardo, o primeiro porque "dá tranquilidade" e o segundo porque é o novo génio do futebol moderno (ainda não interiorizaram que já não mora no Seixal). E sendo verdade que ambos têm estado em muito bom plano, não é menos que o "invisível" Sérgio tem sido peça fulcral em todo o jogo da equipa, quer defensivo (uma novidade para mim), quer ofensivo. Eu que até ainda não me convenci de que ele tem o que é preciso para vingar no Porto, com este torneio passei a dar-lhe um maior benefício da dúvida, sobretudo pela tal disponibilidade para trabalhar para a equipa. Estou curioso para ver como vai entrar na pré-época.

  • Ricardo: mais um jogo como que a gritar aos ouvidos de Lopetegui "SOU BOM MAS NÃO SOU DEFESA!". É outro que ainda não me convenceu de que tem estaleca para o Porto, mas se lhe derem uma oportunidade a fazer aquilo que melhor sabe, talvez venha a dar jogador de primeira.

  • Rafa: entrou numa fase em que já tudo estava decidido, no esquema de poupança dos titulares. É um miúdo com muito potencial, mas também com muito por lapidar. Se efectivamente vier, temo que a sua progressão sofra um retrocesso, pela mais que provável falta de oportunidades de jogar regularmente. A ver.

  • Rúben, Tozé e Gonçalo: desta vez não foram chamados, mas possivelmente terão uma oportunidade na final (sobretudo o Mingos Júnior).

 Concluíndo, belo fim de tarde (mas a remoer Munique, pois claro).




quinta-feira, 25 de junho de 2015

Feio mas normal



Estive hoje a ver os últimos 15 minutos do jogo de ontem entre Portugal e Suécia, a contar para o Europeu de Sub-21 que por estes dias decorre na República Checa.

E fi-lo com o intuito de me elucidar sobre a grande indignação, italiana mas não só, sobre o suposto arranjinho entre as 2 seleções (sabendo que o empate servia a ambas, dada a vantagem confortável da Itália no outro jogo).

Ora, o que eu vi, foi algo perfeitamente normal.

E passo a explicar porquê: pelo que assisti em directo (primeira parte) e pelo resumo do jogo, ninguém pode acusar nenhuma das equipas de não ter tentado fazer golos. E a maior prova disso é que de facto se marcaram golos.

Após algumas boas ocasiões para inaugurar o marcador, Portugal marcou mesmo. Já passava dos 80 minutos, o que obviamente terá feito disparar todos os alarmes nas cabecinhas suecas - tinham já menos de 10 minutos para pelo menos marcar um golo e chegar ao empate.

Do lado português, um alívio. Sabendo nós que estando o jogo empatado, um qualquer lance fortuito que acabasse em golo da Suécia nos empurraria para fora do Europeu, aquela vantagem já perto do final terá tido um efeito tranquilizador. Mas não anestésico, porque entre os dois golos da partida, Portugal continuou a jogar e a tentar marcar o segundo.

Quando o golo sueco acontece, já depois do minuto 88, os alarmes dispararam outra vez, mas agora do nosso lado. Aquele receio latente que já antes haviam experimentado - o de sofrer um golo - voltou mas amplificado, porque tendo o jogo recomeçado a 15 segundos do minuto noventa, já não haveria tempo para ninguém se redimir de nova falha.

O que esperavam então que acontecesse? Que Portugal arriscasse na busca da vitória, em tempo de descontos, só para afastar dúvidas de quem quer que fosse?

Lamento desiludir quem pensa assim, mas seria perfeitamente anti-natural. Portugal conservou a bola durante aqueles 3 minutos e 15 segundos (sim, foram apenas 3 minutos e não uma parte do jogo!) e a Suécia nunca fez uma tentativa séria de a recuperar.

É bonito? Não.
É compreensível? É.

Para outras situações, em que efectivamente se percebe que as equipas não estão interessadas em jogar o desde o início ou durante grande parte do jogo (como aconteceu no Euro 2004 entre Dinamarca e Suécia, novamente com a Itália a ficar com a fava), talvez se devesse estudar um regra contra o jogo passivo: não sou especialista nem dediquei nenhum tempo a reflectir sobre o assunto, mas possivelmente haveria uma fórmula para pelo menos desincentivar tais práticas.
 
E para terminar: o que se diria hoje, se Portugal tivesse tentado marcar nos descontos e acabasse por sofrer outro golo?


Do Porto com Amor



terça-feira, 16 de junho de 2015

De cabeça erguida...

...como a Seleção!

CR Quê?

As de Portugal:

  • O fim do sonho dos Sub-20, ao caírem nos penáltis frente ao Brasil: consta que até foram melhores, mas "fartaram-se" de falhar golos. E depois sucumbiram nos penáltis. Tipicamente português, falta de capacidade mental para triunfar nos momentos decisivos (refiro-me ao desporto e nada mais). Mas dizem que saíram de cabeça erguida.

  • Vitória sofrida sobre a Arménia: a infantilidade de Tiago e a churrasqueira Patrício quase deitavam tudo a perder, mas lá conseguiram segurar a vantagem, muito importante para garantir o apuramento directo sem sobressaltos. Mesmo sem grande exibição, saíram de cabeça erguida (menos o Patrício). 

  • Vítória histórica de Portugal B sobre a Itália, que dizem não acontecia há 38 anos... trivelaça de Quaresma para o primeiro de sempre de Éder pela nacional. Os italianos falharam claras oportunidades para (pelo menos) empatar, mas por uma vez foram eles a abandonar o campo de cabeça erguida.

  • E o início do sonho para os Sub-21 na quinta-feira, defrontando logo uma das favoritas à vitória final, a Inglaterra. Gostei muito de os ver jogar durante a qualificação, detestei os amigáveis que se seguiram. Não tenho grandes expectativas, pelo que se passarem o difícil grupo já me surpreenderão. Pelo sim, pelo não, vou começar já a esticar o pescoço em frente ao espelho.


As que por estes dias disputam a Copa América:

  • Um fabuloso jogo de futebol ontem de madrugada: Chile - México, vale a pena gastar 90 minutos a ver este jogaço, quem puder que use a box e faça replay (mesmo considerando o histérico e provavelmente surdo narrador da TVI24, vale bem a pena). Que pena não haver muito mais jogos destes, dispensaria-se erguer cabeças no final.

  • Uma promessa de muita faísca, ainda que não necessariamente de grande futebol, hoje (ou melhor, amanhã) às 00H30, quando Argentina e Uruguai se defrontarem. Neste, espero que ninguém acabe sem cabeça...

  • E na quinta, a última hipótese da Colômbia ainda seguir em frente, mas o adversário é... o Brasil! Pelo que vi no primeiro jogo dos cafeteros, estão em plano muito inferior ao que se apresentaram no mundial, onde deveriam ter eliminado o Brasil, não fosse o medroso do treinador alterar por completo a sua forma de jogar nesse encontro a eliminar (à la Porto na Champions, se é que me faço entender). Espero que não, mas parece-me que vão para casa ao fim do terceiro jogo com la cabeza bien alta.

Só mesmo no defeso para escrever sobre seleções, mas enfim, por alguma coisa se chama Silly Season.

Com a cabeça bem erguida,

Do Porto com Amor