Agosto 2018

domingo, 26 de agosto de 2018

A Conspiração dos Sérgios


Eu sabia. Eu sabia que tinha de haver outra razão para lá da merecida preguiça de férias para ter decidido adiar a crónica do jogo do Jamor e condensá-la na do jogo de hoje no Dragão. Eu sabia.




Isto de ser doentinho pelo Clube, antecipando a descida rumo ao paraíso só para parar a meio, no inferno, e ver o jogo do Porto, tem que se lhe diga. Fui, vi, sofri, injuriei e finalmente - sem saber bem como - festejei aliviado. Ainda não era dessa - à segunda jornada - que iríamos desperdiçar pontos, o que somado ao facto de se tratar de uma deslocação que se tem tornado complicada, poderia dar alento e aumentar a crença de que devagar, devagarinho, lá íamos indo. Só que...

Só que, o que se passou no Jamor - corrijo, o que eu vi no Jamor - foi pouco menos do que assustador. A equipa escolhida do plantel campeão nacional, descontando dois ou três titulares essenciais desbaratados sem eira nem beira, teve um comportamento muito preocupante para o muito que se segue. 

Mesmo com a sorte do jogo a soprar na nossa direcção, fomos incapazes de guardar uma confortável vantagem de dois golos, fruto de uma gritante incapacidade de controlar a bola e o jogo rápido do adversário (um bom adversário, diga-se, mas a lutar por uma época tranquila e pouco mais). O lance do segundo golo (estou ainda no Belenenses-Porto, ok?) é simplesmente uma inadmissível sequência de erros grosseiros, individuais mas também colectivo e sintomática de uma equipa à deriva, sem confiança no seu plano de jogo.

Como sabemos, no final tudo acabou em bem. O VAR deu-nos um penálti, da mesma maneira que tinha dado um ao adversário, e Telles teve a classe necessária para marcar o golo da vitória. Os três pontos foram para o Dragão, mas o amargo de boca ficou. 




Fast-forward para esta noite desconcertada no Dragão, frente ao até então sem-pontos Vitória de Guimarães. Em teoria, um adversário na mó de baixo, presa ideal para mais uma festança em família com a casa cheia. Mesmo onze da semana passada (...) e vamos a isso. 

Uma primeira parte sem grandes coisas para contar, para lá de um golaço de Brahimi e de um inacreditável erro da arbitragem ao validar o segundo golo ao estreante André Pereira, claramente em fora-de-jogo. Sim que a equipa esteve longe de ser brilhante, mas nem assim encontro respaldo para as "francas" declarações do treinador no final, ao carregar na tecla de que já na primeira parte as coisas não tinham estado bem. Não tinham, é certo, mas em que primeira parte desta época já estiveram? Houve assim uma quebra tão acentuada face as anteriores para merecer esse destaque? Não creio.

Quem assistiu, de forma privilegiada como Sérgio Conceição o fez, à segunda parte tenebrosa da sua equipa, só tem é de relevar o que aconteceu na primeira. O descalabro começou na burrice infantil de outro Sérgio, o Oliveira, que tal como na jornada passada, foi de longe o pior em campo e nem assim o treinador teve a inteligência de o mandar tomar banho mais cedo (muito mais cedo). Sim que as lesões alteraram os planos, mas mesmo ANTES delas já se justificava a "expulsão" do médio - demasiado fraco para jogar (para ser convocado) no Porto nesta forma actual. 

Acreditem ou não, uns 10 segundos antes da burrice que deu o penálti e consequente 2-1, já eu pensava para mim mesmo que ia dar asneira da grossa. É que não é preciso muito mais que dois olhos e uns anitos a ver futebol para o intuir. E já vinha do Jamor, insisto. Num meio-campo assente em apenas dois jogadores (Otávio é um "extra", não vem de "série"), quando um deles simplesmente não rende, tudo se tende a desmoronar.

[Para quem não me lê há pelo menos uma época, esclareço que sou um dos "fãs" de Sérgio Oliveira, um dos poucos que nunca deixaram de acreditar que ainda poderia "dar jogador", como tal sinto-me perfeitamente à vontade para agora escrever o que escrevo]

Compreendo, até certo ponto, o dilema do treinador, quando olha para o banco e não vê nem um jogador com o "perfil" adequado para substituir Oliveira e pedir-lhe que assuma as mesmas tarefas; mas caramba, há um limite que se traça quando o "original" passa a comprometer a equipa lance após lance defensivo: aí, não tendo cão, é mesmo preciso ir ao saco de gatos e confiar que um deles acabará a latir.




Os outros dois golos sofridos foram exemplos do descontrolo e da desorganização que reinava na equipa. Vários erros individuais nas marcações e no posicionamento, dificuldade em reagir, incapacidade para deter a bola e/ou os adversários. Como se explica isto, em jogadores com a experiência de Maxi (falhou hoje e no Jamor)? Ou Felipe, que desde que soube que ia à Canarinha só tem metido água? Ou? Ou? Ou?... 

Claramente, a equipa não está bem. Hoje, mal saiu Brahimi, o nosso íman de estimação, a equipa encolheu-se e perdeu a direcção da baliza adversária. Não por o argelino ser peça-chave no jogo colectivo, mas precisamente por ser peça-chave (e quase única, por estes dias) para individualmente manter uma mão cheia de adversários em sentido permanente. Sabendo-se da Maregodependência da época passada e da actual correspondente "ressaca", perder também Brahimi parece resultar no esmigalhar completo da equipa, perdendo o sentido colectivo e a necessária coesão para um bom funcionamento.

E por mais voltas que se dê - algumas bem justificadas, como a ausência de reforços, dignos do nome, para no mínimo compensar as saídas - é mesmo a Sérgio Conceição que devemos pedir explicações. O que se passa com a equipa, dentro da equipa, que possa explicar estas duas exibições tão, mas tão fracas?

Mais, o que se passa com o próprio treinador, que no Jamor tão mal mexeu na equipa? Má leitura do jogo? Achar que não tem soluções melhores no banco para o que pretende? Difícil de descodificar. Inegáveis são os factos. Por duas vezes a ganhar por 2-0, deixámo-nos empatar já perto do final. Na primeira, conseguimos vencer. Nesta segunda, acabámos inapelavelmente derrotados.

Parece-me que há uma conspiração momentânea dos Sérgios, ou melhor, contra os Sérgios. Os astros, os administradores e os adversários, todos se conjugam em conluio para lhes tramar a vida. E os pobres, atraídos pela luz brilhante, acabam por lhes fazer a vontade. Deixam-se levar, perdem o Norte e acabam a decidir mal, dentro e fora das quatro linhas. 

A solução? O reequilíbrio. Parar para analisar e pensar. Reflectir. Concluir e depois fazer de acordo. Pode cair bem no goto do adepto aquela postura frontal e coisa e tal após a derrota, mas na verdade de pouco vale se a seguir não se for ao fundo das questões com o objectivo único de as resolver. 

Esta equipa joga pouco futebol. E quando não tem a bola, parece não saber o que fazer, o que ainda assusta mais. Acredito que esteja tudo relacionado, faz sentido que assim seja. Mas já é tempo de encontrar o caminho, outro caminho e de o percorrer. Antes que seja tarde demais. 

Em simultâneo, continuar "irredutível" a fazer ver à direcção que faltam jogadores de qualidade para várias posições. Mas ir fazendo pela vida com os que cá estão, just in case. Assim é muito pouco. Assim não chega.




Notas DPcA 

(por ordem cronológica)


Dia de jogo: 19/08/2018, 18h00, Estádio do Jamor, Belenenses SAD - FC Porto (2-3)


Nota (7)Alex Telles, Herrera 

Nota (6): Iker, Diogo Leite, Otávio (<73'), Brahimi (<81'), Aboubakar, André Pereira (<64') 

Nota (5): Maxi, Felipe, Óliver (>73'), Corona (>64')Hernáni (>81')

Nota (4): Sérgio Oliveira

Sérgio Conceição (5)

Ganhou, é um facto, mas foi por pura sorte. Foi um tal de Capela que o safou, que nos safou do empate, já em plenos descontos. Não se compreende como é que uma equipa que recebe uma oferta adversária e se apanha a vencer por dois logo no recomeço da segunda parte, se deixa depois voltar a empatar já perto do final. Um autêntico hara-kiri de que o treinador tem de ser o principal responsável. 

Não compreendi a "bondade" das duas últimas, não só pelos "nomes" mas pelos respectivos momentos que o jogo atravessava. Creio que cada uma delas contribuiu para agravar o estado da nossa equipa, sobretudo por subtrair Otávio e Brahimi ao jogo, mantendo o morto-vivo Oliveira nas quatro linhas. Algo vai mal na cabeça de Sérgio (ou na minha).


Outros Intervenientes:


Outro bom jogo deste Belenenses de Silas contra nós, nomeadamente na forma como alterou a equipa durante o jogo. Destaque natural para Fredy, mas houve mais quem desse nas vistas.

Vi o jogo apenas no estádio e poucas repetições dos lances críticos à posteriori, mas fico com a ideia de que houve uniformidade do VAR no critério das grandes penalidades. Não que sejam lances iguais, mas o princípio subjacente parece coerente. Na minha forma de ver futebol e interpretar as leis, não marcaria nenhum deles, o que também me sugere haver proximidade entre os dois lances. No restante, foi Xistra.






Dia de jogo: 25/08/2018, 21h00, Estádio do Dragão, FC Porto - Vitória SC (2-3)


Nota (7): Brahimi (<51')

Nota (6): Telles, Otávio, Herrera, Aboubakar (<62'), André Pereira 

Nota (5): Maxi, Diogo Leite, Felipe, Óliver (>74'), Marega (>62')

Nota (4): Sérgio Oliveira

Nota (-): Corona (>51') (<74')

Sérgio Conceição (4)

Mesmo filme, final diferente: desta vez foi de terror. Indo directo aos assuntos, porquê manter Oliveira em campo para lá dos 50 e poucos minutos, de tão flagrante que já era o seu desacerto e falta de pulmão? Porquê retirar Aboubakar do jogo, fosse a troca por quem fosse (sim, sofremos três golinhos desde a sua saída)? 

O que explica esta fragmentação da equipa nos últimos trinta minutos dos encontros? Questões físicas? Mentais? E por que motivo temos sido fustigados com tantas lesões musculares, desde a Supertaça até agora? Não haverá aqui um padrão de treino com urgência de revisão? Muitas perguntas sem resposta (conhecida). Veremos o que se segue.


Outros Intervenientes:


Não sou capaz de alinhar no discurso dos parabéns a este Vitória de Luís Castro, que pelo que vi pouco mais fez do que aproveitar as escassas ocasiões que teve e depois resistir com a ajuda de todos os santinhos. Teve a sorte do jogo, depois de ter sido severamente prejudicado num golo pela arbitragem ausente. Não lhes tiro o mérito da resiliência, mas não me atirem com "vitórias justas" porque não foi o caso. O empate era o mais correcto.

Gritante o erro da validação do segundo golo, o de André Pereira, que depois se veio a saber devido a não ter havido VAR durante meia-hora. Coisas do arco da federação, já se sabe. Uma vergonha. O suposto penálti sobre JCT seria forçadíssimo, houve contacto mas de "ponta com ponta", nada que o derrubasse, acho acertada a decisão. Outros lances não posso comentar, porque não pude rever ainda.

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O Twitter, ah o Twitter. Quem acha que não há nada pior do que uma derrota caseira, que experimente navegar pelo pássaro azul nos momentos subsequentes. É vê-los, aos baluartes do portismo, a disparar alarvidades de todo o feitio e em todas as direcções. O meu top 10, injusto pelos outros 10 que mereciam igualmente estar na lista, mas enfim, a vida é tramada:

1) Pronto, já vêm (ou veem, FJM?) os abutres, os portistas de merda, criticar logo à primeira oportunidade [medalha de ouro, every time]
2) Agora é que temos de estar todos juntos, somos todos importantes, mar azul, sieg heil
3) A SAD é que é uma merda
4) Não, o treinador é que é uma merda
5) Não, não, os jogadores é que não valem nada: menos o André André e o Tozé, que faltinha nos fazem
6) E os gajos que comem pipocas no estádio? A culpa é deles, claro. Mais dos que saem antes de acabar, traidores!
7) Grande Vitória, derrota justíssima (mesmo perante stats que escancaram o oposto)
8) Isto sem o Marega não vai lá!
9) #MeteOMarega (e o Óliver)
10) Isto nem com o Marega lá vai!

Enfim, já desabafei também. Vou regressar às minhas férias. 



Não vou, não, que isto não se evapora assim. Amanhã vou passar ainda mais tempo dentro do mar salgado, diz que desincha mais rápido. Depois confirmo.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Ligas Do Porto com Mística 2018/19: La Liga


Com a Liga NOS Virtual e a Fantasy Premier League (415058-88447) já em andamento, chega a vez do arranque da nuestra hermana, a La Liga fantasy (este ano rebaptizada Spain Fantasy), também na RealFevr.




Spain Fantasy



Para participar na nossa liga Do Porto com Mística ES basta clicar aqui ou usar o token 5b0552c9 no caso de já terem criado a vossa equipa. Podem e devem desafiar os vossos amigos a juntarem-se, partilhando este link: https://fantasy.realfevr.com/t/5b0552c9

Token: 5b0552c9

Início: 17 de Agosto (hora limite para participar na primeira jornada: 18h15)

Prémios: Sim, RealFevr (a anunciar)


Sim, é já hoje que começa! Vamos lá fazer as plantillas e entrar na melhor liga do planeta! Relembro que hoje arranca a segunda jornada da Liga NOS e no sábado a gameweek 2 da FPL, pelo que há retoques e escolhas a fazer.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Vestes de Campeão

Quem foi assistindo aos primeiros jogos da pré-época, a par com o desvario directivo nas contratações, certamente não antecipou uma exibição tão agradavelmente convincente logo a abrir o campeonato.




Mesmo sabendo de antemão que o jogo era no Dragão e o adversário o "remodelado" GD Chaves. Remodelado talvez não seja o termo mais apropriado, "em remodelação" talvez seja. Porque, de facto, este Chaves que se apresentou na primeira jornada é uma espécie de suculento bife do lombo; pitadas de sal e pimenta, 30 segundos de cada lado na grelha e lá vai ele goela abaixo, quase sem necessidade de mastigar de tão tenro que é (foi).

Não me cansem com a ladainha do luso-futebolês de que uma equipa joga o que a outra deixa e cousa e tal. É evidente que assim é, mas cada uma faz o que pode, quer ou sabe e a outra responde exactamente pelos mesmos parâmetros. É, é um jogo entre duas equipas. Irra.

O Porto jogou bem, jogou agradável e... jogou pouco. Sim, pouco, porque a mais não foi obrigado. Chegou para golear por alguns que poderiam ter sido muitos. E em bom estilo, concordo. Houve momentos de futebol de manual, como no caso do segundo golo. Estava tudo a nanar que nem pastéis de carne ligeiramente mais achatados e em forma de leque? Talvez, mas e nós com isso? Rico brilharete fizeram o Sérgio, o Otávio, o Yacine, o Abou, o Jesus e até um tal de Marius. Maravilha, amigos do Tâmega, assim voltem sempre!

Pronto, está resumido o jogo inaugural do Porto na Liga NOS. Gostei? Gostei. Fiquei descansado para o que aí vem? Claro que não. Os problemas continuam lá, por resolver, não é ó Conceição (ó Conceição, ó Conceição faz o Porto campeão)? Mas o primeiro obstáculo foi superado e com distinção. Venha o próximo, bem mais complicado com certeza. Entretanto, é fazer pela vida, senhores directores. Pela nossa, a do Clube, quero eu dizer.




Notas DPcA 


Dia de jogo: 11/08/2018, 21h00, Estádio do Dragão, FC Porto - GD Chaves (5-0)


Iker (6): Espectador atento. Vá lá que a noitinha estava agradável.

Maxi (7): Mais uma exibição à Maxi, sem fazer prisioneiros, embora desta vez sem marcar ou assistir. Está bem e não será fácil a ninguém relegá-lo para o banco nesta fase.

Alex Telles (6): Vítima das suas exibições, agora não basta que jogue bem; tem mesmo que continuar a fazer a diferença com golos e assistências para que a plateia se sinta confortável na sua normalidade.

Diogo Leite (7): Boa estreia em casa, de novo a sugerir ter já muitos anos disto. Cheira bem, cheira a grande carreira pela frente. Que os primeiros anos sejam ao nosso serviço.

Felipe (7): Seguro, sem dar veleidades aos adversários mais directos.

Sérgio Oliveira (7): Outro jogo de altos e baixos, agora com a vantagem de os baixos terem sido menos baixos e os altos, mais altos. Desenho magnífico do lance do segundo golo. Brilhante mesmo. 

Herrera (6): Jogo menos exigente do que o habitual, talvez por isso se tenha deixado relaxar um pouco e assim cometido um par de "herros". Positivo, nevertheless.

< 74' Melhor em Campo Otávio (8): Poucos alinharão comigo nesta distinção, mas sinto que a merece e mais, que dela precisa. Não sou o maior fã do moço, longe disso, mas nunca perdi a esperança que conseguisse elevar o seu jogo para um patamar superior. Neste jogo fê-lo, assumindo-se como a peça mais importante na primeira parte, mormente na primeira meia hora e que se materializou nas duas primeiras assistências da partida. Boa visão, melhor posicionamento e capacidade para decidir bem no momento certo. Parece fácil mas não é. Será possível transformar a excepção na regra?


Brahimi (7): O nosso solista presenteou-nos com alguns breves trechos de magia e sedução, por entre uma actuação de orquestra, embora nem sempre afinado com o resto da banda (em especial a defender o "seu" homem). Começa a época a prometer muito...

< 81' Aboubakar (8): Não me interessa se fez dois golos fáceis, já vi muitos falharem "pior". Assim é que se quer, a marcar o que há para marcar. Ok, ok, não foi bem assim... mas com dois golos por jogo, assino já. Para dar seguimento, sff.

< 67' André Pereira (6): Lidou bem com a pressão do estádio ou pelo menos pareceu fazê-lo, tal a forma desinibida como se apresentou em campo. Não foi brilhante, longe disso, mas ajudou no esforço de guerra sem destoar.

> 67'  Corona (7): Chegou, viu e voltou a facturar com categoria! É o nosso chuta-chuta, mas em bom e bonito (não-feio vá, por comparação ao original).

> 74' Ádrian (6): Entrou benzinho o morto-vivo, com a vantagem de não tentar comer as tripas a ninguém. Procurou fazer tudo simples mas bem e só se distinguiu mesmo quando não conseguiu fazer um golo fácil. Continuo ateu, confesso

> 81' Marius (7): Entrou e marcou na estreia. Dez minutos para a (sua) história.

Sérgio Conceição (7): Vitória segura e convincente, talvez até demasiado para os seus propósitos no que toca ao reforço da equipa. A jogar assim, não faltará quem "lá de cima" lhe diga "vês como estes chegam?". Só que ele e eu sabemos que não chegam. Em todo o caso, o fundamental é sempre ganhar cada jogo. O primeiro já está e ainda deu para lançar dois monos, perdão, dois jogadores cuja utilização se prevê escassa ao longo da temporada (salvo imponderáveis...). Bem ao renovar a confiança no onze que venceu a Supertaça.




Outros Intervenientes:



Uma sombra, esta equipa do Chaves. Demasiado frágil para se poder destacar alguém pela positiva. Muito trabalhinho pela frente para Daniel Ramos.

Quem é mau, apita mal por regra. Nuno calhambeque Almeida é mau, e por isso apitou mal um jogo muito fácil de apitar. Permitiu alguns excessos, nomeadamente aos nossos, e também facilitou, para ambos os lados. Ao sabor do vento, sem rumo nem propósito. Simplesmente mau.



Conforme referi, o próximo obstáculo promete ser bem mais duro de ultrapassar. Os Belenenses, ou a facção dissidente ou lá o que é, quase que nos punham fora de combate na época passada. E historicamente, quase nunca é fácil para nós. Vá lá que se joga no Jamor, talvez alivie a carga simbólica... Sem mas, vamos lá conquistar mais três pontos.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Ligas Do Porto com Mística 2018/19: Kick-off!


Senhoras e senhores, estão de volta as melhores ligas fantasy do mercado para a época 2018/19, as ligas Do Porto com Mística - uma parceria de sucesso renovado entre o blogue A Mística Azul e Branca e este vosso humilde espaço.




Como em equipa vencedora não se mexe, continuaremos a apostar na plataforma portuguesa RealFevr, que esta época se aliou à LPFP e ao patrocinador do campeonato para lançar a única competição fantasy oficial da Liga Portuguesa.

Além da prova rainha nacional, estará também disponível a La Liga, a Champions League e a Europa League. Apenas a Fantasy Premier League (FPL) será disputada na sua própria plataforma oficial.

A inscrição na RealFevr é muito simples e se for feita com uma conta FB ou Google, demora apenas alguns segundos a completar-se. A partir daí, é só escolher as competições em que se quer entrar (todas, obviamente!), criar uma equipa (que será sempre passível de ser alterada até ao início da respectiva competição) e adicionar-se às nossas ligas Do Porto com Mística conforme as simples instruções já aqui abaixo.



Liga NOS Virtual



Quem participou na época passada já percebeu as imensas melhorias face a tudo o que existia antes da Realfevr, mas agora que há parceria oficial é de esperar ainda mais e melhor. Além de tudo o resto, é completamente gratuito e oferece muitos prémios aos vários vencedores (semanais, mensais, finais).

Para participar na nossa liga Do Porto com Mística PT basta clicar aqui ou usar o token 7b4fcb99 no caso de já terem criado a vossa equipa. Podem e devem desafiar os vossos amigos a juntarem-se, partilhando este link: https://fantasy.realfevr.com/t/7b4fcb99

Token: 7b4fcb99

Início: 10 de Agosto (hora limite para participar na primeira jornada: 19h30)

Prémios: Sim, DPcM + RealFevr

Além dos prémios da plataforma, também haverá os exclusivos da nossa liga, a serem anunciados muito em breve, mas claro... serão sempre em tons de azul e branco!



Fantasy Premier League



A mais clássica de todas as competições fantasy, a FPL é uma espécie de modelo a seguir, de tantos anos que leva de experiência e desenvolvimento do conceito. Tem algumas diferenças interessantes face às regras da Realfevr, mas continua a ser muito fácil e desafiante de jogar. Nem hesitem!

Code: 415058-88447

Início: 10 de Agosto (hora limite para participar na primeira jornada: 19h00)

Prémios: Sim, da FPL (consultar aqui)



La Liga Fantasy



Quem participou na época passada já percebeu as imensas melhorias face a tudo o que existia antes da RealFevr, mas agora que há parceria oficial é de esperar ainda mais e melhor. Além de tudo o resto, é completamente gratuito e oferece muitos prémios aos vários vencedores (semanais, mensais, finais).

Para participar na nossa liga Do Porto com Mística ES basta clicar aqui ou usar o token 5b0552c9 no caso de já terem criado a vossa equipa. Podem e devem desafiar os vossos amigos a juntarem-se, partilhando este link: https://fantasy.realfevr.com/t/5b0552c9

Token: 5b0552c9

Início: 17 de Agosto (hora limite para participar na primeira jornada: 18h15)

Prémios: Sim, RealFevr (a anunciar)



Fantasy Champions League*



À semelhança da época passada, vamos abrir uma liga DPcM nas duas plataformas, RealFevr e UEFA, sendo que a minha preferência vai claramente para a plataforma portuguesa, por ter regras mais estimulantes e porque a própria plataforma é mais simples e intuitiva.

RealFevr


A nossa liga Do Porto com Mística vai presentear o vencedor com uma camisola oficial 2018/19 do FC Porto, tal como aconteceu nas edições anteriores. A isto, acrescem os muitos prémios desta plataforma para serem ganhos a vários "ritmos" - por jornada, mensais e finais.

UEFA


Aqui os prémios serão exclusivamente atribuídos pela UEFA.


Fantasy Europa League*



Por fim, a liga para especialistas. Com equipas oriundas dos quatro cantos do continente, é preciso saber de bola para conseguir bons resultados logo desde o início. Pode não ter o glamour da Champions, mas tem o seu brilho próprio que atrai os maiores conhecedores do jogo. Atreves-te?
Como incentivo adicional, o vencedor da nossa liga também receberá uma camisola oficial 2018/19 do FC Porto!


*Estas ligas só começam na fase de grupos, sendo lançadas após os respectivos sorteios


E por agora é isto, vamos lá fazer os plantéis para a Liga NOS e FPL, que é já daqui a 3 dias o arranque destas competições! Participa e convida os teus amigos para jogar contigo!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Supercaça ao Dragão


Talvez seja por terem nome de um tipo de animal desde sempre martirizado pela caça, os caceteiros do Mota decidiram tentar mudar o seu fado e passarem de caçados a caçadores. E como não fazem a coisa por menos, quiseram começar logo por um dragão - ou melhor, quatorze deles, todos impecavelmente equipados com a coleccionável camisola dos 125 anos do FC Porto.




Desse-se o caso de se tratar de uma caçada, a coisa até se poderia tolerar (para quem aprecia a coisa, que não é de todo o meu caso). Acontece que se tratava de um jogo de futebol, com regras bem definidas e supostamente defendidas dentro de campo pelo senhor do apito. Ora deu-se também o caso de "aleatoriamente" ter sido escolhido para o evento o senhor Luís marcha-a-ré-a-ver-se-levo-com-uma-coisa-grande Godinho, uma nova-mas-velha raposa deste tipo de malabarismo de anti-Portismo primário.

O resultado prático foi caça aberta aos jogadores do Porto. Era raro o lance em que o avense não ia ao lance com dureza excessiva e à margem das leis do Jogo, mas como cedo se aperceberam da complacência do apitadeiro, toca de aviar à grande e à motense. Já quando o (ocasional) excesso de vigor partia dos campeões nacionais, o espírito benevolente desaparecia e dava lugar à intransigência e ao excesso de zelo que caracterizam um coiso com uma missão.

O polvo sujo dos sem-vergonha apostou forte na rapina da Supertaça e Godinho não lhes falhou - até impediu Sérgio Conceição de estar no banco no(s) primeiro(s) jogo(s) do campeonato e tudo - mas o querer e a qualidade dos nossos dragões conseguiu superar este duro mas nada inesperado obstáculo logo a abrir a temporada.

É triste abrir a temporada oficial deste blogue a falar de vigarices e outras imundices, mas não podia ser de outra forma: se dúvidas houvesse, aí está a prova inequívoca de que esta será outra época onde o futebol será muito jogado fora de campo e todos estes sempre inclinados a favor dos sem-vergonha e contra o Porto. Que ninguém se distraia, porque há um vigarista-mor com o trono em perigo e só a reconquista (re-roubo não ficava bem) do campeonato lhe poderá dar mais uns tempos sem a justiça à roda.




No meio desta caçada ilegal patrocinada por Luís Godinho, houve também um jogo de futebol. É verdade, houve mesmo. E nele, o Porto não conseguiu entrar forte, a impor a sua lei, permitindo ao vigoroso adversário alicerçar-se na rudeza dos contactos para ganhar bolas aéreas e segundas bolas, tudo bem orquestrado pelo carniceiro Mota (deve ser do apelido), que viu bem a falta de capacidade física de uma ala composta por Brahimi e Telles e a que nenhum dos médios acorria a preceito. Foi quase sempre por ali que o Aves construiu os seus lances ofensivos, alguns com muito mérito e alguma qualidade, diga-se. 

E foi assim, com alguma felicidade mas sem grande surpresa, que os avenses se adiantaram no marcador, após tabela no árbitro e um bom remate de Cláudio Falcão que não deu hipótese de defesa a Casillas. Brahimi repôs a igualdade cerca de 10 minutos depois, sem que também muito tivéssemos feito por isso. Mas deu-nos alguma tranquilidade para continuar à procura da melhor estratégia para chegar à baliza adversária sem entrar em desesperos precoces. Poderíamos ter feito outro golo antes do intervalo, mas, diga-se também que, antes e depois do empate, o Aves teve ocasiões flagrantes para voltar a marcar.

O que não correu bem foi a lesão do argelino, infligida por um amilton qualquer, que o obrigou a sair do jogo ao minuto 39, sendo substituído por Corona. O intervalo não nos poderia fazer mal e chegou em boa hora.

A segunda parte foi mais do nosso agrado, com maior pressão sobre o adversário e intensidade de jogo, mas não recomeçou logo assim. O Aves continuou apostado em não nos deixar sair com a bola no pé, marcando com três homens logo à saída da área e obrigando a bater as bolas para a frente - onde muitas vezes se superiorizavam nos duelos aéreos. Foi preciso começar a ganhar essas bolas e sobretudo a interceptar tentativas de saída para o ataque, para então começar a criar perigo real e a fazer recuar o adversário.

Ao minuto 57, a obra-prima de Godinho. Herrera é agredido (talvez até sem intenção, mas não interessa para o caso) ao ponto de ficar a sangrar do sobrolho, o cegueta do apito nada assinala, o Aves recupera a bola e lança um contra-ataque, Sérgio Oliveira faz uma falta normalíssima ainda no meio-campo ofensivo e é premiado com cartão amarelo. Sérgio Conceição não se conteve na verborreia e acabou expulso. Polvus Orelhudus Est. Magnífico.

Os jogadores sentiram a injustiça e trataram dar ainda um pouco mais de si e ao jogo, "movimento" de que Maxi Pereira foi e é quase sempre o expoente máximo, tendo desta vez indo um pouco mais adiante, marcando o golo da re(vira)volta. A partir daqui, o Aves quebrou mesmo sem desistir e passou a ser mais fácil gerir o jogo. O terceiro, da autoria de Corona, foi o ponto final na partida, numa altura em que já jogávamos apenas com dez, devido à lesão impeditiva do recém-entrado Soares.

Conquista justíssima do troféu que é mais do nosso do que todos os outros juntos, abrindo-se assim a temporada com chave de ouro. E com o tal aviso do que aí vem, também. Seguiremos fortes contra todo o tipo de adversários, como é do nosso feitio.





Notas DPcA 


Dia de jogo: 04/08/2018, 20h45, Estádio Municipal de Aveiro, FC Porto - CD Aves (3-1)


Iker (7): O golo a frio e sem possibilidade de o evitar não o impediram de ser decisivo ou travar um outro que parecia certo, numa altura crítica do jogo.

Melhor em Campo Maxi (8): A idade está lá, com a consequente menor velocidade, mas nada que não pudesse disfarçar com a sua imensa experiência. Foi capaz de ir e voltar, tudo bem doseado, até que numa das vezes fez o seu golo, após um bom lance colectivo. Tudo o que deu à equipa foram bálsamos de tranquilidade e confiança. O mais decisivo de todos para o resultado final.

Alex Telles (6): Já se viu um bocadinho do senhor Telles, mas ainda tem alguns quilómetros para percorrer até chegar ao seu normal. Defensivamente, foi muito massacrado mas resistiu quase sempre bem.

Diogo Leite (6): Boa estreia oficial, ajudando à conquista do seu primeiro troféu sénior. Teve alguns passes perdidos, mas nada que ofusque uma exibição segura e tranquila, quase fazendo esquecer que ainda agora cá chegou.

Felipe (6): Algumas hesitações de pré-época, uma e outra falta desnecessária, mas a segurança habitual. Vai melhorar, seguramente.

Sérgio Oliveira (5): Primeira metade muito fraca, sendo o principal "culpado" do falhanço colectivo da primeira meia hora. Recompôs-se mesmo sem brilhar, devolvendo alguma coesão e acerto ao meio campo. Tem de dar mais e ele sabe-o.

Herrera (6): Está mais bonito. O futebol dele, quero dizer. Mais seguro, mais confiante, menos errático. Será de efeitos tão duradouros com os da sua cirurgia facial?
 

Otávio (5): Voluntarioso mas pouco acertado, andou quase sempre pelo limbo exibicional mas deixou a sua marca no jogo na combinação que permitiu a Maxi fazer o segundo.

< 39' Brahimi (7): Estava em crescendo após o golo marcado quando foi abalroado e forçado a abandonar por lesão. Que recupere depressa.

< 75' Aboubakar (6): Foi a jogo com vontade de voltar a facturar seis meses depois, mas a verdade é que desperdiçou um par de boas ocasiões e o melhor que conseguiu foi uma boa assistência para Brahimi. 

< 71' André Pereira (6): Foi o Marega de ocasião, mas evidentemente que não o poderia substituir nas funções desempenhadas e que tão decisivas são para a forma de jogar desta equipa. Entrou solto e desinibido, mas nunca conseguiu verdadeiramente entrar no esquema ofensivo da equipa ao ponto de criar perigo. Ainda assim, boa participação de "emergência".

> 39'  Corona (7): Parecia que ainda não ia ser desta que respondia ao desafio do treinador, mas lá engatou e arrancou uma exibição convincente  (metade dela, pelo menos), coroada com um belo golo.

> 71' Óliver (6): Entrada positiva, já com o controlo do jogo em mente, mas nem por isso deixou de desenhar bons lances ofensivos, com destaque para o grande passe que descobriu Corona para o terceiro golo. Bem também na fase final, já com a equipa reduzida a dez, a saber esticar e segurar a bola longe da sua baliza.

> 75' Soares (-): Entrou para refrescar o centro do ataque mas nem quinze minutos durou. Outra arreliadora lesão após tantas outras, a lançar dúvidas sobre o que poderá ser o seu real contributo ao longo da época.

Sérgio Conceição (7): Conquista suada e justa, mas totalmente exigível e exigida. O Porto tem sempre de ser superior ao Aves e de o demonstrar em campo, ainda mais numa final. Desconta-se a ausência de última hora de Marega e o impacto que isso tem no jogo colectivo mas renova-se o alerta: é preciso alternativas a este "modelo" de jogo. Não só já é mais do que conhecido por todos os adversários nacionais, como há fortes probabilidades de nos vir a faltar o elemento-chave. E isso é função do treinador. Quanto ao resto, vamos com calma. O que interessa mesmo, para já, é ir vencendo os jogos, um após o outro, sem pensar muito na forma como o conseguimos. Mais adiante logo se verá.




Outros Intervenientes:



Já perceberam por certo que não sou fã de José Mota, em nenhuma das suas facetas. Reconheço que soube montar uma estratégia "esperta" para nos condicionar, mesmo se exponenciada pela ajuda do árbitro, o que valorizou a final e merece um elogio por isso. No campo, voltei a gostar de ver Rodrigo Soares e fiquei com curiosidade para saber mais de Cláudio Falcão. E sim, sonho com o dia em que alguém me vai contar a estória que levou os progenitores a nomearem o seu descendente de Mama Baldé. Ainda se tivesse uma vírgula a separar os nomes...

A arbitragem liderada por Luís Godinho foi mais do que fraca, foi tendenciosa e com o claro intuito de prejudicar seriamente o Porto. Não há por que usar de meias-palavras. Foi evidente. Se é com isto que nos contam impedir de chegar ao bicampeonato, parabéns, podem mesmo consegui-lo. Que vergonha, que descaramento, que nojo de futebol de vigaristas sem-vergonha.


Conquistado o primeiro troféu, há que saber tirar partido dos high spirits que daí resultaram, garantindo já no sábado a primeira vitória no campeonato. Terá de ser assim, vitória sobre vitória, para ir comprando tempo para a reconstrução desta equipa. Sim, terá mesmo de ser reconstruida, nos seus intervenientes e nos seus princípios, para voltar a ter sucesso. Vamos a isso.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco