Do Porto com Amor: E Pluribus Gatunum

terça-feira, 17 de maio de 2016

E Pluribus Gatunum


Está oficialmente encerrada a Liga NOS 2015/16, com a confirmação do campeão Benfica na derradeira jornada. Como habitualmente, será apenas isto que ficará para a história. Tal como o Benfica campeão europeu em Hóquei. E provavelmente em Andebol. E o Benfica B que se mantém na II liga.


"Eminência..."


Mas não é o que ficará na nossa memória colectiva. Porque felizmente haverá sempre quem denuncie, não por despeito ou maus fígados, mas porque se tratam de fraudes, mais ou menos explícitas, mais ou menos evidentes. E hoje já não é possível agrilhoar a verdade através da opinião publicada nos media "profissionais".


Antes de avançar para os factos, duas notas prévias muito importantes:


1 - Por muito que custe a muita gente (de todas as cores clubísticas), eu tenho bastante respeito pela grande instituição que é o Sport Lisboa e Benfica. Mais do que reconhecer a sua grandeza enquanto clube desportivo, congratulo-me pela sua existência enquanto tal. 

No entanto, jamais aceitarei ou deixarei de denunciar os favorecimentos ilícitos com que é bafejado desde que o senhor Oliveira concluiu que essa seria uma forma barata e terrivelmente eficaz de manter os portugueses felizes na sua ignorante miséria. Ele, que detestava o caos e até somente um imprevisto, garantiu que tudo fosse feito a régua e esquadro, conseguindo uma geometria tão singela quão denunciadora dos seus propósitos. 

Felizmente o senhor caiu da cadeira, a régua e esquadro foram para o lixo e uma nova ordem, de contrapoder, nasceu com a liberdade, com tremendo prejuízo para o Benfica. Sem vitórias por decreto e com líderes fracos, vaidosos e/ou vigaristas, viu-se totalmente esmagado e secundarizado perante uma liderança portista anos-luz mais competente, a todos os níveis. 

Até que chegou o actual presidente Vieira, alicerçado na sua rica experiência enquanto empresário de sucesso, com a lição bem estudada e um plano bem definido, que aliás não se coibiu de exibir: dominar as instituições que governam o futebol português. "Honra" lhe seja feita, conseguiu-o. Mesmo depois de consentir, no seu consulado, que o Benfica sofresse as maiores humilhações da sua história às mãos do Porto (nem é preciso enunciar, pois não?); sobreviveu-lhes e montou a teia que no domingo lhe garantiu um novo tricampeonato, 39 anos depois, com o mesmo fio condutor de há quatro décadas: o de ser falso como Judas.


2 - Ao longo de muitos meses tenho exposto e trazido a debate aquelas que considero ser as nossas falhas, que em conjunto nos têm enfraquecido ao ponto de não conseguirmos evitar a actual hegemonia encarnada. Portanto, não sou dos que enfiam a cabeça na areia e se escudam exclusivamente nos favorecimentos ilícitos aos adversários para justificar os insucessos do Porto. 

No entanto, há um mito que subsiste até nas mentes de muitos portistas e que deve ser erradicado de vez. Erros próprios e favorecimentos alheios não são mutuamente exclusivos. O Porto tem feito más opções em contratações de treinadores e jogadores e a consequência é não apresentar o nível competitivo que a todos habituou, que inclusive chegava para superar o nacional-benfiquismo e os seus obstáculos de sarjeta.

Os favorecimentos ilícitos ao Benfica são uma realidade paralela, que coexiste com a nossa menor competência na gestão desportiva. Sem eles, seria muito provável que mesmo cometendo todas estas falhas, o Porto (ou terceiros) continuasse a festejar campeonatos. Nuns casos de forma mais gritante (como na época passada e no campeonato do Estorilgate), noutros menos (todos os demais títulos do Benfica desde 1993/94). E não se escandalizem as virgens ofendidas e os paladinos da boçalidade: foram só cinco desde então.

E há também vários tipos de falhas próprias. As que dizem respeito às escolhas do departamento de futebol, as de cariz económico-financeiro e as que concernem à falta de combatividade ao poder instituído que, à falta de melhor palavra, está simplesmente capturado e corrompido em favor do Benfica. Em todos eles temos que melhorar, urgentemente e em simultâneo.



Avancemos então para os factos que sustentam a minha tese (que, na verdade, não é minha mas sim de domínio público) e que, mais uma vez, me impede de poder em consciência, sem hipocrisia e de boa vontade congratular os meus amigos benfiquistas pela "sua" conquista - precisamente porque não foi "só" deles. Fica para a próxima. Ou não.


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Isto reflecte simplesmente um pequeno e breve trabalho de recolha dos indícios mais evidentes, não é de forma alguma exaustivo. Aliás, parte desta recolha baseou-se no vídeo que circula por aí da "Liga Voucher 2015/16", criado por um sportinguista (o que à partida tende a descredibilizar a obra). No entanto, está bem estruturado como tese e serve de apoio. Escusava era de desviar as atenções para o fait-divers dos vouchers. Evidentemente que são ilegais e deveria por isso o clube ser punido, mas concentrar os holofotes nesse ponto desviou-os das nomeações, observações e classificações, onde fariam maior falta.

Mas ainda assim serve o seu propósito: demonstrar que, mais uma vez, o S.L.Benfica foi decisivamente beneficiado pelas arbitragens e que, mais uma vez, "conquistou" um título também alicerçado em ajudas ilícitas.

Na frase anterior, o "também" é de relevo. Porque existe também mérito próprio.

A começar e a acabar em Rui Vitória, que conseguiu sobreviver a um funeral que já tinha a cova aberta e passou de bobo da corte a rei da populaça. Apesar do seu incurável ar de pavão inchado, soube quase sempre comportar-se com elevação e conseguiu transformar as ofensas de Jorge Jesus num activo para o seu grupo. E foi até ousado na forma como se apresentou em vários jogos da Champions.

Pelo meio, um conjunto de jogadores que foi dando o que tinha. Jonas, Mitroglou e também Jiménez formaram uma máquina de fazer golos, que tantas vezes camuflou com goleadas exibições sofridas e erros de arbitragem. Pizzi, Samaris e Renato dividiram as suas atenções entre a bola e as canelas adversárias (porque indevidamente protegidos pelas arbitragens). E Gaitán, evidentemente. Na baliza, primeiro Júlio César e depois Ederson provaram ser de grande nível, ao ponto de conseguirem terminar jogos a fio sem sofrer golos, mesmo com uma defesa de toscos, onde só se aproveita o miúdo Semedo e uma dupla de centrais mediana (mas ainda assim melhor que as nossas). E claro, o novo Maxi da Luz, que assumiu em pleno o papel do uruguaio e deu pancada suficiente para passar mais tempo na bancada do que em campo. Quantas vezes mesmo foi expulso Eliseu?


Somar 88 pontos será sempre um bom desempenho num campeonato com 34 jogos. A questão é que vários desses pontos não foram conquistados pelo mérito desportivo mas sim pelo favorecimento arbitral. O segundo classificado Sporting, que também teve a sua quota-parte de favorecimentos - desde logo nos dois jogos contra nós, fora e em casa - mas em menor escala, ficou a apenas dois pontos e logo por aí, já se percebe da viciação do resultado final.

Até o Porto poderia lá ter chegado, mesmo a jogar "tão mal" como fizeram questão de escrever até acabar a tinta nos tinteiros, não tivesse sido prejudicado em tantos jogos e sobretudo nos momentos decisivos. Como favorecimento claro tivemos o jogo na Madeira contra o Nacional, como prejuízo... Marítimo (fora e casa), Rio Ave (casa), Arouca (casa), Tondela (casa), Sporting (fora e casa), Paços (fora) e claro, o jogo decisivo, em Braga, com os cumprimentos do "senhor" Xistra.

No entanto, reconheço que perante tanta irregularidade exibicional, é impossível adivinhar se mesmo sem estes prejuízos teríamos conseguido acabar em primeiro. Já em relação ao Sporting, é mais difícil contestar.



Quem melhor resumiu a época benfiquista foi Rui Costa: "Não andámos a falar, mas sim a trabalhar para ganhar". E de que maneira, acrescento eu.


Mas o polvo de Luís Filipe Vieira já se sente tão confortável nos meandros do "futebol de primeira" que lhe sobra tempo para estender os seus tentáculos a (quase?) todas as modalidades e escalões. Sem muitas palavras, ficam as imagens.



Tó Neves: "Saio daqui envergonhado com a modalidade"





Ricardo Costa acusa dupla de árbitros de 'roubo' na Luz


Todos os que ficaram surpreendidos com as palavras de Ricardo Costa, que comentou o afastamento nas meias-finais do playoff de andebol com a frase: ‘A mim não me roubaram a carteira. Entraram-me dentro de casa’, basta visitar esta página



E o azeite virgem no topo do polvo (à lagareiro):

Farense perde dois pontos por utilização irregular de Harramiz contra Benfica B


Porquê? Até um calimero conseguiu explicar. Aqui.

E como ficou a classificação final da II Liga?

"Ó pai, quanto é 54+2 ?"



Por onde andarão Maria José Morgado e Ricardo Costa, entre outros zelosos paladinos da justiça zarolha? Aposto que continuam no mesmo sítio onde já estavam quando se soube da Porta 18 (parte final do post) e das sucessivas declarações de Marco Ferreira.



Para terminar, bem sei que o título deste texto não me faz nenhum favor, que milhões (ou mais...) de benfiquistas se sentiriam ofendidos se o chegassem a ler e coisa e tal. Mas na verdade deu-me jeito precisamente pela brejeirice e cumplicidade fonética. E já agora, "E Pluribus Unum" não é originalmente do Benfica mas sim dos Estados Unidos da América. A não ser que os Founding Fathers fossem ali de Carnide ou arredores...



Do Porto com Amor



12 comentários:

  1. Boa análise. É com preocupação que tenho visto os campeonatos recentes e os futuros devido a 2 aspectos. Um primeiro, a subserviência de alguns clubes ao SLB. O do Farense é um bom exemplo, mas há outros, como no Belenenses não jogaram jogadores contra o Benfica, mas que são 100% pertencentes ao clube do Restelo (Miguel Rosa, por exemplo). Isso talvez explique uma 2ª volta de que não há memória, com a perda de apenas 3 pontos.
    É a outra é a arbitragem. Como disse o portista e ex-jogador do FCP Rodolfo Reis, o Porto mandava na arbitragem e agora é o Benfica. Nada mais verdade. Hoje em dia, não há grande respeito dos árbitros pelo Porto nas grandes penalidades por assinalar. Quanto ao Benfica, penalties contra ou expulsões dos seus jogadores nem vê-las. Não penso que vá melhorar com o Fontanelas Gomes, que só se insurge quando o Sporting contesta, nunca quando LFV critica algo.
    É preciso perceber que mesmo que o Sporting tenha sido favorecido num ou outro jogo, não foi por trabalho de bastidores. O Sporting não manda em nada. A minha esperança é que algum deste domínio seja atenuado com a introdução do vídeo-árbitro. Curioso só o Sporting se bater pela introdução desta medida...Já agora, a cereja no topo do bolo, a nomeação de Bruno Paixão na última jornada para o Benfica B, que na 1ª parte descobriu 2 penalties e colocou o Freamunde a jogar com 10.

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    1. A subserviência dos pequenos aos grandes é um mal endémico de uma sociedade como a nossa e o futebol não é excepção. O problema é quando essa subserviência ultrapassa o limite e vicia a competição, como foi o caso.

      O Rodolfo não é exemplo para nada nem ninguém, uma vez que é assalariado da SIC e "trabalha" para justificar a sua continuidade. A comprová-lo, as muitas incongruências e piruetas no seu discurso. O Porto, se mandava na arbitragem, tinha também algo que o SLB não tem: equipas muito superiores, que conquistaram TUDO dentro e fora de Portugal. Contra factos não há argumentos.

      De facto, nada de bom se antevê com a substituição de Vitor Pereira. Sai jerico, entra jumento.

      Quanto ao Sporting, estaria para acabar o mundo se o meu caro reconhecesse favorecimentos propositados. Mas foram, não duvide. Porque JJ trazia ainda lastro de respeito e a pressão concertada da trupe que lidera o seu clube produziu os seus efeitos. Não tiveram foi arcaboiço para derrotar o polvo de LFV, bicho muito mais desenvolvido e resiliente.

      A minha esperança é que um dia, antes que o futebol acabe tal como o conhecemos por falta de interesse das pessoas, os 3 grandes tenham ao leme pessoas com outro tipo de postura e visão e que em conjunto transformem "isto" num negócio sério e rentável. Para todos.

      Até lá, "ou matas ou morres". Não vejo meio termo.

      Abraço portista

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  2. Excelente análise. É simplesmente o espelho do que se passou, dentro e fora das quatro linhas (seja no Hóquei, Andebol ou futebol).
    Por partes.
    No hóquei foi uma autentica vergonha o que se passou no jogo com a Oliveirense, com a chuva de cartões azuis, só não viu quem não quis ver.
    No andebol, a final da taça contra o Sporting foi de rir. Desde faltas marcadas ao contrário, exclusões sem que houvesse contacto, tudo feito para desestabilizar a equipa. De notar que o golo da vitória foi conseguido nos últimos segundos do jogo num excelente remate que nada tem que ver com o que se passou antes (jogaram, salvo erro, duas vezes contra 4). Ainda no andebol os jogos contra o Porto foram... enfim. Mas aí julgo também por demérito da nossa equipa que não soube capitalizar todo o domínio demonstrado durante a época regular.
    Finalmente no desporto que nos apaixona. A nossa época foi um terror, sem dúvida. Não vou chover no molhado nas más apostas, nomeadamente no treinador (ou nos treinadores). A pergunta pode ser feita: teria o Porto conseguido ser campeão, tendo outro treinador? Na minha opinião, não. Na minha opinião este ano o título tinha destino traçado. O ambicionado tri que fugia há 39 anos. E foi forjado nos bastidores. Já enumeraste alguns jogos com lances que foram decisivos. E não me venham com as tangas de que acabou 4-0 ou 4-1. O 5lb, fosse marcada a mão do Talisca, começava logo a perder o jogo e seria, com certeza um jogo diferente. Fossem pessoas sérias, que não o são. De certeza que arranjaria logo forma de anular a desvantagem. Mas lá está, esse lance acalma ou enerva uma equipa. Não tenho dúvidas que ficou tudo decidido bem antes, e que esta vantagem de 3 pontos nunca seria ultrapassada. Naqueles jogos com os golos a cair do céu, cortes infelizes dos adversários, almoços ou jantares com os presidentes das equipas adversárias... fez-me lembrar o Estoril Gate, lembras-te? Foi a mesma trampa. A do costume. A criação de pseudo-vedetas na comunicação social, o branquear dos lances... TUDO! Nem falo naquela equipa Bosta. Não foi só o Farense. Não foi só os dois penalties e a expulsão do jogador do Freamunde. A equipa Bosta nunca desceria de divisão, tal como a A nunca perderia o primeiro lugar. A culpa destas coisas também é "nossa". Não fomos interventivos. Como mencionaste noutros posts, o PdC andou muitas vezes (demasiadas) calado. Só o BdC é que falava, e mal. Parecia o gajo com uma MG42 a atirar para a seara quando está vento a pensar que está lá o inimigo. Enfim...
    O RV lá se aguentou até ao fim e foi campeão, tal como disseste, quando no início, a mesma CS que o idolatra pedia a sua cabeça. Até o gomes da selva o fez. Enfim...
    Levantar a cabeça e olhar em frente dirão.
    Não meus amigos, não será assim.
    É olhar para esta época e para as anteriores e pensar. E mudar comportamentos. E ter uma equipa e não um punhado de vedetas (ou wanna be). Limpar a casa, todas as divisões. E procurar, bem dentro do clube (e fora também - treinador) alguém que encontre e recupere o nosso ADN. A nossa sede de vencer. Aqueles jogos com alma, com vontade e querer (e crer também). Aqueles que vemos hoje num youtube qualquer que nos fazem arrepiar. Recuperar esse passado bastante recente e transporta-lo para o presente e futuro. Sem isso, sem essa paixão pelo clube, pelo que ele representa, não sairemos da banalidade. Neste momento somos a sombra (quem dera) do que fomos. E só o iremos ultrapassar com atitude. E com atitudes para os que nos querem mal. E com atitudes para com os gatunos e xistras deste mundo. E atitudes para com os oportunistas. O problema é que sempre soubemos expulsa-los de nossa casa... excepto quando, também eles, são da nossa família. Força Porto!

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    1. Pois... excelente contra-análise! Nem me atrevo a acrescentar mais nada.

      Abraço

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  3. Falta acrescentar uma operação a la carte, para premiar ojamigos de Faro, marafado.
    De resto, grande posta. Era matá...pronto, prendê-los.

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    1. É muita fruta para uma cesta só, é o que é. Mas lá está, uns só fazem o que os outros deixam...

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  4. Do melhor que já escreveu.
    Sem dúvida, que matamos ou morremos. Mas as nossas armas resumir-se-ão à estrutura, equipa, treinador e adeptos. Em tudo o resto, não tenhamos esperança. Estamos pior que no tempo do Estado Novo e com técnicas muito mais refinadas.
    O justiceiro do regime, o Bruno Paixão da Justiça é muito selectivo nos seus ódios de estimação e esses ódios não se resumem apenas à indumentária de José Sócrates.
    Também o empresário que o país elegeu, está em guerra surda com o Dragão e nem os adeptos se apercebem.
    Prendem sucateiros e aranhas e premeiam árbitros auxiliares do último "servicinho" para a final da Taça Lucilio Calabote Baptista. O guião do filme já estava há muito escrito.

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    1. Temos que ser nós, mais uma vez. Bem liderados, mais uma vez. Com a vantagem de que, apesar do seu pessimismo, hoje há muito mais portistas espalhados por todo o lado, disponíveis para ajudar a acabar com esta pouca vergonha.

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  5. Sem dúvida que temos de ser nós. Não sei de que forma voltaremos a estar unidos (há um confronto latente entre portistas, cuja responsabilidade atribuo essencialmente a Lopetegui, com as suas divisões e ódios de estimação) que à mínima decepção, fazem os adeptos disparem em todas as direcções, mas para dentro do clube e não para o exterior. Enquanto não voltarmos a ser aqueles "brutos" do Norte, unidos e solidários, dificilmente lá chegaremos.
    Em retrospectiva, reveja que toda a gente malhava no "Portista com muito orgulho" e quando a imprensa do regime nos colocou em ponto de rebuçado, todos os outros cavalgaram a onda e foram muitíssimo piores que o dito cujo (esse pelo menos foi sempre coerente).
    Combater os inimigos externos é possível, mas se os piores inimigos estiverem dentro de portas, é uma tarefa hercúlea, mesmo para JNPC.

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    1. Meu caro, se fomos brutos, unidos e solidários foi porque houve um homem que nos agregou a todos à volta de um ideal e de uma bandeira. Hoje, é esse mesmo homem (e as pessoas que escolhe para o acompanhar) que nos dividem: uns ainda acreditam que é com ele que voltaremos a triunfar, outros não.

      Ou seja, falta-nos hoje o tal elemento agregador. Nem mesmo os "inimigos" de sempre chegam para atingir esse objectivo, precisamente porque muitos de nós acreditam e não admitem que andemos a dormir com eles, à vez, mas sempre em nosso prejuízo. E noutros casos, assistir à passividade e/ou incapacidade de quem nos lidera para acabar com os assaltos de que temos sido alvo. Sempre me ensinaram que quando levas uma, enches o peito e dás outra de volta. E assim sucessivamente, até que o outro desista ou eu caia redondo (mas pelo menos caio a tentar). E em casa onde não há pão...

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  6. Pois, aí não estamos de acordo. Para mim o elemento agregador sempre foi o F. C. do Porto. Esse tal Homem que diz que divide, é parte integrante, muito importante do símbolo que é o nosso orgulho. No Portugal perigosíssimo de hoje, o Homem, talvez tenha mesmo que refrear os ímpetos e ser por vezes passivo. Mas a imensa legião de adeptos NÃO. Se são capazes de se mobilizarem e organizarem para combaterem os seus, também o deveriam ser para defender o clube dos inimigos externos, sem precisarem de catequista ou de taxista.

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  7. Um mero exemplo dos fidalgos adeptos de hoje comparados com os de há uns anos atrás.
    Lembra-se da Parmalat e da FNAC.
    Não foi necessário Pinto da Costa dizer aos adeptos de outrora o que fazer. A dada altura as prateleiras dos hipermercados estavam cheias e nem um litro vendiam cá no Norte.
    Hoje, o clube assina contrato com a MEO e os adeptos ainda ficam revoltados com a administração, porque preferem a NOS.

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