Do Porto com Amor: Eleições no FC Porto

quinta-feira, 3 de março de 2016

Eleições no FC Porto


Faltam 14 dias para terminar o período de apresentação de candidaturas às eleições dos órgãos sociais do Futebol Clube do Porto. Onde param os (outros) candidatos?




Após treze mandatos consecutivos, Jorge Nuno Pinto da Costa prepara-se para, mais uma vez, concorrer sozinho à presidência do meu clube. Porquê?

Tem feito um trabalho assim tão notável que dispense a existência de alternativas?

Seremos por esta altura um clube sem outros adeptos com capacidade para liderar o clube com competência e seriedade?

Estaremos por esta altura reduzidos a um clube onde putativos candidatos aguardam cobarde e dolosamente na sombra, sem se preocupar realmente com o bem-estar do clube, mas apenas com as suas possibilidades de sucederem a Pinto da Costa quando este deixar de concorrer?

Não acredito. E a avaliar pela recente sondagem aqui feita, os adeptos também não. Aliás, o que a maioria dos votantes pede é o aparecimento de gente nova, de fora do círculo habitual. Renovação.

A pergunta "Quem gostaria de ver como candidato à presidência do FC Porto?" teve como respostas o que a imagem documenta (clicar para ver melhor). O meu grande destaque vai para os extremos: a mais e a menos votadas. A amostra é pequena, mas tirem as vossas conclusões.



 


Ninguém (portista) quer o caos. Ninguém. Só um irresponsável poderia preferir um clube desgovernado ou ingovernável a uma má liderança. Mas entre as duas coisas há alternativas. Tem que haver.

Por muito que três décadas de liderança incontestada tenham criado em todos nós uma sensação de cristalização, a realidade é que tudo muda, tudo passa, tudo tem o seu fim. Tudo e todos. Não vou, de novo, ser exaustivo na valorização da imensa obra que Pinto da Costa fez no clube, porque já o fiz muitas vezes. Para ser claro, Pinto da Costa praticamente refundou o FC Porto. Com a sua liderança atingimos o domínio absoluto nacional e uma projecção universal, ambos conquistados pela competência e tenacidade do líder e dos muitos que o acompanharam ao longo dos anos nos mais variados projectos. Merece uma estátua do tamanho do Cristo-Rei, ver o estádio nomeado com o seu e outras homenagens mais. Merece, sim senhor, serei o primeiro a subscrever tais iniciativas.

Mas toda essa obra justifica que possa agora delapidá-la? A obra pertence-lhe? Obviamente que não. Foi o arquitecto, o engenheiro e o mestre-de-obras, mas a obra é património do clube, é nossa.

Cabe-nos a nós, associados portistas, preservá-la e fazê-la crescer. Protege-la de toda e qualquer ameaça, venha ela de onde vier, mesmo se de quem tanto fez para a construir.

Este 13º mandato de Pinto da Costa é que deveria ir a votos, não o somatório dos doze anteriores, porque esses, cada um deles, deveria ter sido validado em cada uma das respectivas eleições passadas. Não quero sugerir que se ignore que existiram, mas apenas que se avalie o que deve ser avaliado: o último mandato.

E a minha avaliação é claramente negativa. Demasiado negativa, acrescentaria. Suficientemente negativa para que sinta a necessidade de ter outras propostas eleitorais para avaliar e depois decidir em consciência.

A 12ª recondução confirmou-se em finais de Maio de 2013, o que significa que em avaliação estão as três últimas épocas desportivas: 2013/14, 2014/15 e 2015/16.

Reconhecendo o futebol sénior como o principal objecto do clube, detalhemos sucintamente.


2013/14

 - 3º classificado na Liga (a 6 pontos do Sporting e a 13 do Benfica)
 - Taça de Portugal: eliminado na meia-final (a duas mãos) pelo Benfica
 - Taça da Liga: eliminado na meia-final (em casa) pelo Benfica
 - Vencedor da Supertaça (vs. V. Guimarães)
 - Liga dos Campeões: terceiros na fase de grupos com 6 pontos 
 - Liga Europa: eliminados nos quartos pelo Sevilha

Resumo: 1 supertaça e 2 treinadores (Paulo Fonseca e Luís Castro)


2014/15

 - 2º classificado na Liga (a 3 pontos do Benfica)
 - Taça de Portugal: eliminado na 3ª eliminatória (em casa) pelo Sporting
 - Taça da Liga: eliminado na meia-final (fora) pelo Marítimo
 - Supertaça: não classificado
 - Liga dos Campeões: eliminados nos quartos pelo Bayern 

Resumo: zero títulos e 1 treinador (Lopetegui)


2015/16

 - Liga: ainda a decorrer (neste momento em 3º, a 3 pontos do Benfica e a 4 do Sporting)
 - Taça de Portugal: ainda a decorrer (apurados para a final)
 - Taça da Liga: eliminado na fase de grupos
 - Supertaça: não classificado
 - Liga dos Campeões: terceiros na fase de grupos com 10 pontos 
 - Liga Europa: eliminados nos 16-avos pelo Borussia Dortmund

Resumo: em aberto a possibilidade de conquistar a Liga e a Taça de Portugal, apenas uma delas ou nenhuma e 2 treinadores (Lopetegui e José Peseiro).


Portanto, demasiado pobre, concluo eu. Sobretudo porque indicia, mais do que uma excepção, uma tendência.

Se quisermos ser generosos, podemos incluir o magnífico Museu FC Porto by BMG como obra deste mandato (inaugurado a 28 de Setembro de 2013), mas em rigor toda a sua projecção foi feita no mandato anterior. Mas seja, fica como o grande marco positivo do 13º mandato. E mais? Que mais de positivo podemos destacar? O andebol, sem dúvida. E mais? A recuperação do basket? Talvez, desde que nos lembremos que foi a mesma direcção que o "extinguiu". O fim do ciclo vitorioso no hóquei? A não abertura do futsal?




Sem mais atenuantes à vista (e havendo, agradeço que faça o caro leitor a justiça de as apontar), consideremos ainda as agravantes extra-resultados:


1) A trajectória desportiva


A travessia de deserto iniciada com Paulo Fonseca não se começou a desenhar nesse momento. É indesmentível que foi a má opção de o contratar que mais determinou o seu próprio insucesso, mas convém não esquecer que o plantel que teve à disposição terá sido dos mais fracos deste século.

Mas recuemos ao pós-Dublin, para não ir mais longe - se quiséssemos, era fácil recuar ainda mais, até ao triénio sem campeonatos precisamente no virar do século, por obra e graça do insonso engenheiro do penta (secundado pelo agora tão exigente Rodolfo Reis) e do paupérrimo Octávio Machado. Surgiu Mourinho, um conjunto extraordinário de jogadores e as duas conquistas internacionais que ainda hoje de tanto orgulho nos enchem. E depois disso? Sete títulos de campeão nacional em onze possíveis. E pelo meio, nova conquista europeia com AVB. Excelente, dirá qualquer um. E, de facto, é muito bom.

O problema é o que com a saída de AVB terá emergido uma nova tendência (ou simplesmente retomada, segundo os mais pessimistas) que sugere a decadência da gestão desportiva: plantéis sucessivamente mais fracos, más escolhas de treinadores e apostas insustentáveis de "fuga para a frente", como aconteceu na época anterior a esta. Algo que nem a tão desejada conquista deste campeonato poderá voltar a tapar.


2) A incapacidade de combater o #colinho


Na verdade, não sei se se trata de incapacidade, falta de vontade ou impossibilidade de o fazer. Mas sinceramente não me interessa. Interessa-me, sim, o que ressalta à vista de todos: o actual e quase absoluto domínio do Benfica das instâncias desportivas, desde a arbitragem à justiça desportiva. Se o presidente está de alguma forma condicionado pelas investigações a que foi sujeito no Apito Limitado, pois então deveria ter encontrado alguém que o pudesse fazer por ele. E se não está, bom, então será mesmo incapacidade. E avisos não faltaram.


3) A evolução da situação económico-financeira


O admirável mundo (de novo-riquismo) que se abriu após a conquista da Champions em 2004 levou a que se apostasse em definitivo num modelo de gestão altamente alavancado e portanto, de alto risco, em que todos os exercícios se baseiam em receitas "extraordinárias" para que acabem equilibrados. Passou a ser essencial uma boa prestação europeia que permita valorizar os activos (jogadores) ao ponto de possibilitara encaixar mais-valias sucessivas com os melhores de cada plantel.

Mas até este modelo foi sofrendo alterações significativas, com a compra de jogadores cada vez mais caros, oferecendo-lhes salários cada vez mais elevados e, mais recentemente, reduzindo as participações do clube nos direitos económicos dos jogadores. Tudo no sentido de aumento do risco. Ao ponto de a situação presente ser perto de explosiva, como tão bem o Tribunal do Dragão explicou neste artigo. É demasiado risco para tão pouco proveito. Gestão imprudente, no mínimo.


4) O clientelismo e a falta de transparência 


Este ponto é uma lástima, dá-me voltas ao estômago ter que o reconhecer. Mas é preciso fazê-lo. É por demais evidente e está plasmado nos sucessivos R&Cs, para quem os quiser aprofundar.

Vou-me focar apenas em Alexandre Pinto da Costa, que não sendo o único, será o mais paradigmático. Não sei nem quero saber se tem outras fontes de rendimentos, mas o que é factual é que só aquilo que o clube lhe tem dado a ganhar permite a qualquer pessoa viver muitíssimo bem. Como é evidente, não é o facto de ser filho do presidente que está em causa (embora apenas essa condição os obrigasse a serem absolutamente transparentes em todos os negócios, para que não suscitassem dúvidas a ninguém). O que está em causa é o valor que a pessoa acrescentou em todos esses negócios pelos quais recebeu comissões do clube. De novo, cinjo-me ao exemplo mais emblemático: €500.000 foi quanto terá recebido pelo regresso de Quaresma ao clube. Sendo o jogador livre naquela altura, o que poderá Alexandre ter feito para justificar tão avultado pagamento?

Dentro e fora do clube, criaram-se muitos vícios ao longo dos anos e a sensação que hoje tenho é a de que muita gente lá dentro se julga inimputável ou, pelo menos, acima de qualquer escrutínio ou auditoria independente. E isso não é aceitável.


5) O crescente distanciamento dos adeptos


É raro o associado portista que não se queixe. Desde os mais fiéis, que vão ao estádio jogo sim, jogo sim, aos que apenas visitam o Dragão quando podem. O clube que outrora os cativou e os fez parte da família através daqueles valores que julgávamos garantidos, hoje trata-os como meros clientes, espartilha-os pela justa medida das suas bolsas e recusa-se a tratá-los como aquilo que são: os verdadeiros donos do clube.

Não será um fenómeno exclusivo do Porto nem tão pouco fácil de deslindar. Houve a obrigatória modernização, a consequente empresarialização do clube e contratação de profissionais. Tudo factores que sugerem distanciamento e perda de identidade. No entanto, um clube nunca poderá ser igual a uma qualquer empresa, porque há um lado emocional, afectivo que se sobreporá sempre à gestão impessoal; no mínimo, terão de coabitar pacificamente.

E nestas coisas o exemplo vem sempre de cima. Se o pessoal que atende os telefones é pouco simpático, se quem nos atende cara-a-cara é pouco compreensivo, se quem nos tenta vender uma camisola (ou nem isso) pouco percebe sobre o emblema que leva agarrado, não é apenas por deficiente formação ou má política de recrutamento. É porque esses tais valores portistas não são os 10 mandamentos com que todo e qualquer funcionário se depara desde o seu primeiro dia de trabalho, porque se não os souber ou simplesmente os ignorar, não há outros que o chamem à atenção e o ensinem a bem ou a mal. Falta sim, cultura de tratar os portistas como aquilo que realmente são: uma segunda família. Mas como, se no topo o que é mais visível é a própria família de quem comanda?



Com tudo isto somado e avaliado, a minha posição é simples. O clube precisa urgentemente de novo(s) projecto(s) de liderança. E por urgência refiro-me a estas próximas eleições. Não sei se os apoiarei ou não, caso apareçam, tudo dependerá do que trouxerem para cima da mesa. Mas o que não deixarei de fazer é de as estudar e comparar, dando eco posterior da minha análise. E mesmo que não me identifique com elas, alguns méritos ninguém lhes poderá retirar: o de suscitar o debate, o de demonstrar que há outras vias e o de por em sentido a actual direcção.

Termino portanto lançando um repto e um aviso a todos os putativos candidatos.


Senhores Joaquim Oliveira, Vítor Baía, Fernando Gomes e outros ainda por se revelarem,

Se de facto têm como objectivo vir a liderar o Futebol Clube do Porto, o momento de se apresentarem é agora. Agora. Mais do que nunca, o clube precisa de despertar deste unanimismo que nos deformou e tolheu a veia democrática passadas mais de três décadas. O clube precisa de se renovar e tal só será possível com o surgimento de novas ideias e novas propostas. 

Se de facto o objectivo de ser presidente tem como pressuposto principal servir o clube, a apresentação de uma candidatura a estas eleições é um dever. Certamente reconhecem a trajectória pouco auspiciosa em que o clube se encontra, pelo que ficar confortavelmente recolhido na sombra ou no conforto dos comentários será um comportamento inaceitável e revelador de que o engrandecimento do clube não é a prioridade maior. 

Por isso, apelo-vos: apresentem-se a eleições. Agora. O tempo urge mas ainda permite que o façam com rigor e credibilidade.

Enquanto portista, associado e accionista, se não o fizerem estarão a defraudar-me em relação às vossas putativas intenções. Pelo que, se e quando decidirem finalmente avançar, num futuro mais ou menos longínquo, cá estarei para os renegar, justificando-o a todos quantos me queiram ouvir.

Ser Portista não é ter um cargo, é uma condição, uma forma de encarar o mundo. Ou se é, ou não se é.  




Faltam 14 dias para terminar o período de apresentação de candidaturas às eleições dos órgãos sociais do Futebol Clube do Porto. Onde param os (outros) candidatos?



Do Porto com Amor



53 comentários:

  1. É por tudo isto que acho que nós tripeiros somos uns pilantras... só temos é garganta!!!!
    É inadmissivel um clube com a projecção do FC PORTO não ter ninguém que apareça como oposição credivel a Pinto da Costa! E eu que até me considero um pintista, creio que igual, igual só na Coreia do Norte!

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    1. Maus hábitos... nada que não se reeduque rapidamente. O importante é começar. Aliás, quase garanto que quando PdC deixar de se recandidatar, a democracia vai regressar em todo o seu esplendor populista. Entretanto é que é o caraças...

      Para mim é acima de tudo falta de visão. Quem tem planos sólidos para ser presidente daqui a 4 anos só teria a ganhar perante os sócios dando a cara neste preciso momento e alertando para o que vai mal no Reino do Dragão.

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    2. Excelente artigo. Eu diria mesmo dos melhores - e mais importantes - que já li na blogosfera portista. Parabéns!

      Está tudo praticamente dito. Acrescento apenas uma grande crítica (e preocupação para o pós-PdC) a PdC & Cia: terem alimentado desmesuradamente esse «monstro» q dá pelo nome de «Macaco & Cia», que irá ter certamente um factor desestabilizador enorme nas eleições do FCP (e para além disso), exercendo enorme coação nas listas concorrentes, para não dizer pior.

      José Rodrigues (do R.P.)

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    3. Agradecido caro José Rodrigues.

      Admito que esse seja (já hoje) outro problema, mas demasiadas frentes de batalha em simultâneo nunca foram boa estratégia.

      Com tudo o que possam ter de negativo, também têm um aspecto muito positivo e necessário que é o apoio incondicional. Tento sempre não me esquecer e valorizar essa faceta. E, eventualmente, sendo um monstro alimentado a "ar", no dia em que se fechar a "torneira" ele diminuirá consideravelmente. Falta saber é se quem vier a seguir terá interesse em fazê-lo ou se, pelo contrário, vai alimentá-lo com ração "pure gold".

      Quanto à interferência nas eleições, não duvido que venha a existir mas mais uma vez a solução é a mesma: o clube é nosso, de todos os sócios e cabe-nos zelar pelo que é nosso.

      Abraço portista e volte sempre.

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    4. «Com tudo o que possam ter de negativo, também têm um aspecto muito positivo e necessário que é o apoio incondicional.»

      Mas qual apoio «incondicional»?? Muitos dos membros de base dos SD sim, mas quem os controla não dá apoio incondicional coisa nenhuma. O apoio é completamente condicional a continuarem a ter «mama», disso ninguém duvide.

      «E, eventualmente, sendo um monstro alimentado a "ar", no dia em que se fechar a "torneira" ele diminuirá consideravelmente.»

      Pois, mas a questão é q precisamente por causa disso é q eles vão fazer tudo o q estiver ao seu alcance - seja qual for o método necessário - para se assegurarem q a lista q lhes der mais garantias de «mama» será a lista vencedora. Para a cúpula dos SD está muita coisa em jogo nas eleições, e falo do q lhes toca $$$$ directamente a cada um deles.

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    5. ...já agora, e ainda sobre os SD, a forma de resolver o dilema q mencionei acima é maquiavélica no seu melhor... e mais não digo aqui.

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    6. Meu caro, eu não reduzo os SD ou C95 à meia dúzia que os lidera. Refiro-me às claques como um todo. Talvez se o clube se reformar, eles próprios sigam o exemplo, elegendo novas lideranças. Ou talvez não. Não desvalorizo a força que o Macaco e os seus tenentes têm neste momento.

      E não duvido que façam o que puderem para manter o que descreve como o seu "$$$$" mas o melhor antídoto que conheço contra isto é a força dos números. Não vejo como possam levar a melhor sobre uma assembleia geral com muitos milhares de sócios. É para isto que tento mobilizar os portistas, para comparecerem em massa no sítio certo.

      O clube é nosso - deles também, certamente, se forem sócios, mas apenas na proporção de um para cem mil.

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  2. pinto da costa foi eleito com quase 100% portanto tudo o resto sao tretas e fait divers, os socios votaram e assim querem.

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    1. tambem nao exageremos mas fatos sao fatos.

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    2. Fatiotas, quer o senhor Vidente-Mor dizer. Fait-divers e tretas são coisas como aquele comunicado, mais parece que três ou quatro gatos pingados se juntaram e pensaram, 'olha, temos que eleger aqui o Pinto e já agora vamos juntar o Antero que é um bom rapaz e tal'. Onde é que há a transparência? Num comunicado que se digna a escrever que 0.0005% é contra e se abstém? Não seja ingénuo. E se são factos, onde é que estão as contagens? Onde é que está a listagem dos accionistas presentes? Isto sim, é areia para os olhos.

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    3. Caro Vidente Mor. Faça só este pequeno exercício. As AG do F. C. do Porto são pouco concorridas e são quase sempre as mesmas caras que lá vão. Se o Vidente se der ao trabalho de ler os blogs, todos os seus autores lá vão e acompanham tudo da vida do clube. Certo?
      Pinto da Costa é eleito quase com 100% dos votos como diz. Obviamente que esses blogers que estão lá sempre e que são tão criticos de Pinto da costa nos blogs...votaram em Pinto da Costa!!!! Foram coagidos?!!! Há anos que têm mêdo desse tal monstro criado e alimentado pela estrutura, como escrevem?!!! Que conclusão é que tira?
      Uma delas é que a vaca está mais magra e o leite já não chega para todos!
      Outra, é que são tão seguidores da vida do clube e vão tantas vezes às Assembleias, como se fartam de escrever, como eu vou a Fátima a pé.

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    4. Não creio que o problema esteja na vaca mas na forma como a estão a sacrificar. Seria suposto distribuir o leite e os queijos de forma regrada, decente e ética para evitar que adoeça e não deixá-la amarrada e à mercê da nossa versão dos chupa-cabras.

      Falando por mim, vou estrear-me "a sério" no próximo dia 14. Encontramo-nos lá?

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    5. Caro Lápis, porque tenho memória e estou grato a JNPC por tudo o que nos deu, enquanto se candidatar só lá estarei se ele necessitar do meu voto. Louvo-lhe a coerência e como facilmente concluirá, a "boca" não era para si.

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    6. Deduzi que não fosse para mim, no entanto fico surpreendido com esse seu cheque em branco. Acha mesmo que o facto de ter feito tanto dá direito a tudo, incluindo destruir parte dessa obra? Não estará a confundir gratidão com resignação ?

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    7. «porque tenho memória e estou grato a JNPC por tudo o que nos deu, enquanto se candidatar só lá estarei se ele necessitar do meu voto»

      Acho extraordinario como há gente q confunde eleições com homenagens...

      Pelos vistos, para o caro Anónimo os britânicos foram extremamente ingratos e sem memória quando em 1945 deram a vitória nas eleições aos rivais de Winston Churchill. Cá eu diria que já há mais de 70 anos os britânicos compreendiam o q é uma democracia muito melhor do q muitos portistas hoje em dia, sabendo separar as águas entre o q deve ser separado.

      Q os Anónimos deste mundo me digam q acham q PdC está a fazer, e tem feito no mandato q agora acaba, um óptimo trabalho e merece portanto todo o apoio... posso discordar, mas respeito como uma posição legítima. Q queiram usar eleições como homenagens pelo q o PdC fez no passado, isso já não consigo respeitar.

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    8. Os anónimos que têm memória, são os que não fogem deste país para não pagarem os roubos que os artistas ao serviço da Arrow e de outras que tais, fizeram na tal democracia ao estilo britânico. Aguentam a bomboca nos bons e maus momentos.
      Esse povo que agora venera, foi o tal que rejeitou Churchil e passada uma legislatura foi a correr repescá-lo.
      O Dragão Caixa, o museu, não são obras do século passado, nem mesmo a Liga dos Campeões ou a Liga Europa. Arriscou em treinadores jovens e deu-lhes toda a autonomia e os milhões necessários para construirem um plantel ao nível do prestígio do clube. Autorizou a tal revolução que todos reclamavam. Todos diziam e dizem que a estrutura não deve interferir na área técnica. No entanto, agora responsabilizam a SAD pelo desequilibrio na feitura do plantel.
      As eleições são abertas a todos os sócios do F. C. do Porto e se o Sr. José Rodrigues cumpre os requisitos mínimos para se candidatar, avance. Os sócios do F. C. do Porto, não são tão parvos como quer fazer crer e sabem avaliar muito bem, novos e velhos projectos, bem como o que consideram melhor para o clube.

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    9. Caro Lápis, resignado, só ao miserável futebol de Lopetegui e à péssima condição física e psicológica em que deixou o plantel.
      Posso não concordar com os Anterinhos e em última análise ter concedido tanto tempo ao medíocre basco, mas não considero que seja por ele que o clube seja destruído. Alías, o grande erro foi ter dado rédea solta a um verme daqueles, para fazer o que bem entendeu e nunca visivelmente ter colocado um travão a isso.
      Cheque em branco. Sim e porquê? Porque sei, de certeza absoluta, que prefere o F. C. do Porto a qualquer vantagem pessoal, familiar ou outra.

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    10. A isso se chama bode respiratório (segunda vez hoje, eu sei). O basco tem muitas culpas, mas não se contratou per si. Nem se renovou o contrato. Se lhe deram rédea solta como diz, tem essa quota parte de responsabilidade. E acresce as contratações, que não acredito serem exclusivamente "bascas", nem de perto nem de longe.

      Mas, para lá da questão desportiva, essa promiscuidade nada envergonhada que hoje grassa na SAD não o choca? Não o repugna? A mim sim. E, como sempre, o líder máximo é o primeiro e último responsável, seja por acção ou omissão.

      Não ponho sequer em questão que "não prefira o Porto", porque acho que nesta fase da vida coloca as coisas noutro plano. Acho que considera que fez tanto pelo clube (e, na sua opinião, continua a fazer) que merece poder ajudar a família sem reparos e que, no fundo, se tratam de trocos sem importância. Como se a decência tivesse um valor mínimo. Para lá de outras questões também relevantes, como a incapacidade de travar uma real guerra com o domínio do slb sobre o futebol e a relação com as claques.

      Todo somado, é muita coisa. Aceito logicamente a sua postura, simplesmente não a partilho. Para mim, chega. Ou melhor, deveria chegar. Não havendo alternativas como tudo indica, pois sobra-me exigir que se reformem comportamentos. Ou, finalmente, dar o devido uso aos estatutos, coisa que ninguém quer. Para mim, é assim tão grave. Não apenas por uma questão ética, mas por aquilo que prevejo que seja o futuro do clube se continuar neste caminho.

      Um abraço

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    1. O da sondagem, o bibota carago. Só especifiquei aqueles nomes em função da sondagem. Neste momento, não estou virado para nomes mas sim para ideias e projectos para as concretizar.

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    2. Nesse caso, estou como o orelhas: O Fernando...pode ser o Fernando.

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  4. Se PC não se candidatar, surgiram candidatos, se PC candidatar-se esqueçam.

    Luís (O do José Peseiro)

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    1. Obviamente que se vai recandidatar. No dia em que deixar de o fazer, vão surgir aos magotes...

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  5. Caro LAeB,

    Só para dizer que o meu comentário de ontem à noite não entrou, aliás, já é o segundo. Porventura o defeito é meu. Sem problemas.

    Um abraço.

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    1. Meu caro, não faço ideia do que se possa ter passado. O último comentário seu que recebi antes deste foi, como sempre, publicado.

      Faça como eu, quando comento noutros locais: copio antes de submeter. Assim se falhar, basta "colar" e tentar de novo.

      Abraço e não desista!

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  6. Bom comentário com o qual concordo plenamente. É uma vergonha não aparecer outra lista pois se não aparecer é uma forma de se pactuar com a actual Sad que pelo que se tem visto tem sido de uma incompetência a todos os níveis.

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    1. A verdade é que já muitos estão frontalmente contra esta gestão mas ninguém quer dar a cara para enfrentar Pinto da Costa. Uma lástima.

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    2. Caro Lápis,

      «já muitos estão frontalmente contra esta gestão mas ninguém quer dar a cara para enfrentar Pinto da Costa»

      mas não é preciso apenas gente que seja contra. Por exemplo, e esse não é de todo o exemplo do seu importante e lúcido texto, até certo ponto é fácil fazer como o Baía e limitar-se a ser do contra. O mais importantíssimo seria a apresentação de um programa credível, com propostas concretas e que apontasse um modelo de gestão financeiro-desportiva. Tirando parte deste post e mais meia dúzia de textos na bluegosfera quem é que até agora fez algum tipo de articulação entre o diagnóstico dos problemas e de terapêutica concreta a prescrever?
      E aí dou inteira razão a este seu texto quando fala do populismo. É que se não se começar a falar em soluções alternativas possíveis e credíveis o tipo mais populista que surgir vai sugar votos a muitos dos sócios descontentes (e com toda a razão) mas também, e isso é o mais preocupante, aos pipoqueiros.
      Não quero ser mal interpretado. É triste dizer isto, mas creio que haverá poucas dúvidas de que o actual modelo preconizado por esta SAD está numa espiral auto-fágica. Mas não quero que a esta SAD venha algo ainda pior, e que apenas tenha sido eleito por ser do contra. Que ao esgotamento desta SAD não se suceda um populismo ainda pior.

      Sob um ponto de vista meramente especulativo. Não sei porquê mas a chegada de Antero Henrique à SAD poderá significar uma preparação da passagem de testemunho a médio prazo, para quando Pinto da Costa sair de cena. Por outro lado, a recente entrevista de Angelino Ferreira, ex-CFO da SAD antes da entrada de Fernando Gomes, ao Jogo é interessante porque crítica, apesar de comedida no tom e nas palavras. Talvez, quando o gigante Pinto da Costa se reformar, surja uma alternativa à SAD que conjugue triplamente: rigor financeiro, conhecimento dos meandros do clube e do futebol e amor ao clube. Espero que nessa situação não ideal (digo não ideal porque deveria ser hoje que um projecto alternativo teria de ser apresentado) haja gente competente e com amor ao clube para se assumir como alternativa.

      Abraço portista

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    3. Absolutamente de acordo quanto à apresentação de um caminho alternativo e ao receio de que a este se siga o "caos". Mas não pode ser esse receio a justificar a inércia de quem já não duvida do erro grosseiro em que se incorre indo por este traçado.

      Sobre o caminho, conto dar a minha modesta contribuição nos próximos dia, assim Domingo nos corra de feição.

      Quanto a pessoas prefiro nem me pronunciar nesta altura. Aquilo que vou sabendo de uns e de outros só me aumenta exponencialmente a preocupação.

      Não duvido que no pós-PdC a sua corte se reúna à volta de um ou de outro "Antero" para manter tudo na mesma. Por isso insisto e cada vez mais: é preciso gente nova, de fora deste círculo viciado.

      Abraço portista

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  7. Como se dizia nos anos 70 FCPORTO AME-O OU DEIXE_O,agora é a hora daqueles que dizem amar o clube aparecerem,o ideal como já aqui o referi era Pinto da Costa ter tido a percepção de que ajudava mais o clube não se candidatando.

    Saudações Portistas
    Paulo Almeida
    P.S. parabéns pelo post

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    1. Caro Paulo, agradeço a deferência. Infelizmente, nem os que cá estão saem por eles nem os de fora se apresentam contra. Estamos literalmente encurralados.

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  8. Boa Tarde

    Porque não uma candidatura apoiada por todos os que pela blogosfera manifestam a sua preocupação. Não tem de ser uma figura pública. Pode ser uma candidatura de um Portista comum. De certeza que pelo menos serviria para abrir espaços de discussão dos problemas do clube e alertar o nosso presidente para as nossas preocupações. E demonstrar que a maioria dos Portistas não se revê e não concorda com muitas das opções tomadas nos últimos anos pela SAD.

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    1. Viva Francisco, percebo o seu ponto e até certo ponto gostaria de me iludir com ele. Mas temo que uma candidatura sem um rosto reconhecido e um projecto credível acabasse por ter o efeito contrário, ridicularizando as alternativas e reforçando quem lá está "desde sempre". Nem sequer tenho a certeza que abrisse a tal discussão, tão necessária neste momento.

      Dito isto, se um movimento desses emergir não deixarei de lhe dar toda a cobertura possível, para que no mínimo se tente deixar o "alerta". Não me sinto é confortável para ser um dos iniciadores, dadas as dúvidas que comecei por levantar.

      Abraço portista e vá passando

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    2. O candidato ideal para os Egas da bluegosfera deveria ser o José Manuel Coelho da Madeira. Esse é tão transparente que até despe toda a roupa e é mais portista que a maior parte dos acrobatas que escrevem em nome do clube.

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  9. Parabéns pelo artigo. Excelente!

    Não conhecia o blog, que visitei pela indicação na crónica do caríssimo Jorge Vassalo, mas vou passar a acompanha-lo.

    Saudações Portistas.

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    1. Agradecido, caro iur. Volte sempre que é bem vindo.

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  10. Perdoem-me a ignorância, mas desde que a actual direcção foi eleita pela primeira vez quantas vezes existiu uma lista alternativa?

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    1. Não sei responder e o Felisberto já deu uma ajuda. Mas não creio que seja relevante para a discussão saber como aconteceu no passado mas sim do que o clube necessita para garantir o seu futuro. E para mim precisa de ideias e projectos novos.

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    2. Agradeço ao Felisberto Costa a resposta, a ideia que tinha é que não há uma lista alternativa há pelo menos 2 décadas.

      A meu ver está tudo ligado, ou seja, não é possível ter chuva na eira e sol no nabal. Não se pode por um lado dar poder total e absoluto (mas absoluto a sério) durante mais de 30 anos e depois ficar surpreendido quando ele "corrompe" absolutamente e quando essas mesmas pessoas se convencem que o clube é "seu" e ninguém de "fora" tem o direito de colocar isso em causa (sejamos honestos, se um anónimo avançasse para a liderança seria "apertado"). Quando alguém é tratado como um deus durante décadas (como é descrito no texto) estranho é se não se convencer que é intocável.

      O facto de ninguém se "atrever" a avançar para a liderança após 3 épocas miseráveis a todos os níveis (embora a actual ainda possa ser remediada), nada mais é que uma consequência da forma como o clube está estruturado. De 0 a 100, sendo 0 uma ditadura e 100 uma utopia democrática, dava um 20 ao regime actual. Eleger a SAD 45 dias antes das eleições é cuspir na cara dos sócios (não há outra forma de interpretar este gesto). Sim, é possível uma derrota nas urnas, mas isso é basicamente uma realidade alternativa.

      Mas digamos que esta direcção é derrotada e entra outra, que tem sucesso. É para ficar lá mais 30 anos?

      Em 2016 será que faz algum sentido alguém poder ficar +30 anos na liderança de uma "empresa" que não lhe pertence? É suposto o clube ser liderado como se fosse um país africano de 3º mundo?

      Uma direcção devia no máximo ter direito a 3 mandatos (é ver o efeito que os mandatos ilimitados tiveram nos municípios, por exemplo).

      Como é que os estatutos permitem a extinção do basket, por exemplo, sem consultar os sócios? No limite até podem acordar um dia, extinguir todas as modalidades e transformar o pavilhão num salão de dança. Isto diz o quê sobre o papel dos sócios no clube?

      A meu ver isto vai muito além de uma lista alternativa, ou melhor, a aparecer uma lista alternativa ela, primeiro que tudo, deve comprometer-se a democratizar o clube, começando por assim que entrar impedir que ela própria se eternize.

      Agora, como ninguém vai arriscar a sua "pele" concorrendo contra "a" figura do clube vão ser mais 4 ou 8 anos, e depois o Antero ou outro dos "donos" vai dizimar seja quem for que avance contra a sucessão (ver Bruno de Carvalho vs Roquettismo), pois estamos a falar de milhões de €€€€€€€€ (só num mandato!). E também não vale a pena fingir que a claque, que lucra, e muito, com o regime actual, não vai "inclinar" o campo a favor de quem lhes dá mais "garantias", que é quem tem o poder na mão.

      A "democracia" do clube é o que é e agora vai ser necessário uma autêntica "guerra civil" para renovar a liderança. Concordo a 100% com tudo o que escreveu, mas se calhar antes de pensar em alternativas o melhor é começar a criar uma vaga de fundo que defenda um clube verdadeiramente democrático e sem "dono".

      Cumprimentos.

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    3. Um democracia tipo PSG? Chelsea? MU ? Arsenal? Bayern? Real Madrid? Barcelona? At. Madrid? M. City? Mónaco? ou Salgueiros 08? Huelva? Estrela Vermelha de Belgrado, Lille, Astana, etc.?

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    4. Bem, pode começar por copiar algumas coisas do modelo democrático do FC Barcelona, que tem eleições onde participam mais de 50.000 votantes e onde existe limitação de mandatos, algo que foi introduzido para evitar que as direcções se eternizem (tiveram um presidente mais de 20 anos que acabou sendo acusado de gestão danosa).

      Mas também posso mencionar a ironia dos fans do Liverpool não serem donos do clube mas terem - muito - mais influência na gestão do mesmo, por exemplo ao nível do preço dos bilhetes, que sócios que, por definição, são donos do clube.

      Mas se acha que este modelo de gestão não é passível de ser melhorado tudo bem, é apenas uma opinião.

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    5. Caro Fernandes

      Estou muito de acordo com o que enuncia e mesmo que não estivesse, seriam sempre questões relevantes a meu ver.

      Eu faço mea culpa pelo meu absentismo nas últimas décadas mas nem assim aceito que tal me retire legitimidade para agora exigir mudanças. A democracia não tem prazo de validade.

      Concordo com a revisão dos estatutos e limitação de mandatos consecutivos mas comecei pelas alternativas de liderança precisamente porque não acredito que se façam reformas deste calibre de dentro para fora. Não após 30 anos.

      No entanto não discordo da validade de começar já (no próximo dia 14) a exigir mudanças. Aliás, subscrevo essa necessidade. Se os dirigentes ignorarem 50 sócios, talvez tenham mais dificuldade em fazê-lo se forem 500 e muito mais se forem 5000 a exigir. Está, como sempre esteve, nas nossas mãos.

      Abraço portista

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  11. A falta (crónica) de uma lista alternativa a Pinto da Costa, não significa que tenhamos que apressadamente escolher um candidato á Tino de Rans!
    O que nós portistas gostaríamos era que, mesmo nos anos dourados de Pinto da Costa, (e eu acho que esses anos ainda não acabaram!), era que também alguém se apresentasse com novas ou velhas, sábias ou estúpidas ideias.
    Porque é do ser humano saber que quando não se é confrontado fica-se regra geral... afrontado!
    E até para o próprio Pinto da Costa, eleições com listas alternativas dão mais credibilidade e maior honra ao seu longo historial como presidente do FC PORTO!

    Em resposta ao fernandes, Pinto da Costa nos primeiros mandatos foi sempre confrontado por listas alternativas, desde o Martins dos autocarros até ao falecido Teles Roxo se não estou em erro.

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  12. Rebuscando na minha falivel memória, estou em crer que Pinto da Costa foi eleito presidente do FC PORTO pela 1ª vez em 1981, e sem oposição! Afastado Américo de Sá (retirou-se de vez para deputado do CDS), Pinto da Costa foi sufragado em lista única.
    Depois sim, houve durante alguns periodos opositores, como o dr. Alberto Martins (dono dos os autocarros de Penafiel) que se candidatou umas 2 ou 3 vezes, e aqui é que não tenho a certeza, mas parece-me que aquando da ruptura entre Teles Roxo (director do futebol aquando da mágica Viena) e Pinto da Costa, o falecido Teles chegou a ser candidato, agora não sei se candidato a candidato ou realmente candidato. E Teles Roxo, curiosamente rompeu com PdC por causa da estratégia a seguir e numa altura em que não se sonhava com... SAD's!

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    1. Deixe-me corrigi-lo, caro Felisberto Costa. Houve duas candidaturas do Dr. Martins Soares contra Pinto da Costa: numa delas teve 5% dos votos (tínhamos sido campeões) e noutra teve 20% (não tínhamos sido campeões). Uma foi em 1988, mas já não me lembro se a primeira, se a segunda.

      Teles Roxo nunca foi candidato contra Pinto da Costa. Mais: os seus desentendimentos com Pinto da Costa tiveram lugar no famoso Verão Quente das Antas, em 1980, quando foi escolhido pelo então presidente Américo Sá para substituir Pinto da Costa na chefia do Dep. Futebol. Mais tarde, depois da eleição de Pinto da Costa, fariam as pazes e Teles Roxo viria a ocupar de novo o cargo no referido departamento. Mas nunca houve qualquer cisão entre os dois depois da eleição de Pinto da Costa, a qual, já agora, teve lugar a 17 de Abril de 1982.

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  13. Estão aqui uma serie de erros, talvez por muitos serem mais jovens. A tal candidatura era Martins Soares, Teles Roxo nunca se candidatou, e um dia contarei porque se zangou!
    Agora uma questão apenas - o ideal seria que PC chamasse a ele um vice-presidente capaz de de se distanciar de Oliveiras, Baías, Alexandre e Antero...e Renovasse o FCP - mas isso é impossivel. Noutro dia desafiei um amigo com 50 anos de associado, como eu, para ele criar um Grupo que pudesse juntar umas dezenas de associados para criar um movimento com Opinião, uma coisa tipo " Acorda Dragão" - resposta dele, eu ??? tenho 3 Lojas abertas no Grande Porto, nesse dia os SD iam lá partir tudo !!!
    É isto.

    Carlos Andrade - Espinho

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    1. Caro Carlos, esse era o sonho que todos tínhamos e muitos desconfio que ainda têm. Que o nosso "velho" presidente reaparecesse e refizesse a estrutura que o acompanha.

      Hoje parece-me absolutamente lírico pensar assim. Não só pelas tantas coisas que têm em comum, tantas "vivências complicadas", chamemos-lhes assim, como pelo próprio envelhecimento do presidente, normal, natural e inadiável.

      Quanto ao receio das claques, compreendo mas repulsa-me só de admitir. O Porto é nosso! E nada como a nossa presença aos milhares, idealmente muitos milhares nas AGs para diluir esse efeito. E mais, acredito que 90% dos SD são realmente portistas acima de tudo e que no limite, mais cedo ou mais tarde, acabarão por "ver" quem está pelo clube ou à custa do clube.

      Eu defendo que se crie uma Associação de Adeptos Portistas, à semelhança do que existe em muitos emblemas por essa Europa fora. Para monitorizar a vida do clube, de preferência em harmonia e colaborante com as direções. Um "think tank" para os mais cândidos, um "watchdog" para os mais desconfiados. Desculpe o inglês mas não conheço melhores expressões na nossa língua.

      Abraço portista e volte sempre

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    2. Pode traduzir "watchdog" à letra: cão de guarda. É mesmo do que aquilo está a precisar. Um Serra da Estrela ou um Castro Laboreiro.

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  14. Agora parece que está a ficar na moda criticar os invisíveis não-candidatos mais do que se critica quem governa a SAD.

    É muito fácil chamar cobardes a quem, pura e simplesmente, tem amor à própria pele e não está para ser incomodado por jagunços. É esse clima insalubre que, nesta altura afasta as candidaturas, tal como afasta o amigo do Sr Andrade de "think tanks" ou coisa que o valha.

    Mas mesmo quando Pinto da Costa se retirar, e apesar de já várias vezes ter dito que não recomendará nenhum sucessor (como dizia que não precisava de empresários para comprar jogadores e que nunca presidiria a um clube transformado em sociedade) a candidatura "oficial" beneficiará do apoio maciço nas urnas de pessoal arrebanhado pelo pessoal das claques e pelos Cerqueiras que tão acrisoladamente, no final de cada mandato, convencem o renitente Pinto da Costa a voltar a candidatar-se. Esse pessoal todo junto vai angariar milhares de votos. Ou há apenas uma lista opositora e uma grande mobilização, ou então o poder continuará no politburo.

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    1. Diagnóstico feito. E agora, resigna-se como os demais? Eu não.

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  15. E o que recomenda "democrata" Pedro? Uma lista de "homens justos" que metralhem tudo o que é SD e amigo do Cerqueira? Uma intervenção "pacifica" da ONU para derrubar essa monstruosa ditadura? Pelos vistos o caro Pedro é uma espécie de Sérgio Moro sem qualquer interesse em se "apropriar" do F. C. do Porto.

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