Do Porto com Amor: A Montanha Russa

domingo, 13 de março de 2016

A Montanha Russa


Mais uma noite de contrastes no Dragão. Da pasmaceira ao frenesim. Da tranquilidade ao desespero ao alívio. E finalmente o despertar das suas gentes. Que quem não se sente não é filho de boa gente.


O melhor em campo na noite de ontem


Começou normal o jogo. O nosso normal. Com vontade, alguma atitude, pouco ritmo e quase nenhum vestígio de uma verdadeira equipa na sua forma de funcionar. As coisas fazem-se, vão-se fazendo. Deixam até perceber a existência de ideias de jogo, mas nada passível de se por em prática com efeito duradouro. Vai valendo a qualidade dos jogadores e as suas parcerias ocasionais e a falta de ambição e qualidade do adversário. E assim o golo chegou... normal. Lance de insistência com Maxi a sacrificar os calções para conseguir chegar à bola e assistir Abou para um golo feito (mas impossível para Bryan Ruiz). Mais vinte minutos de leitinho morno (creio que cheguei mesmo a adormecer por momentos) e intervalo.

O regresso foi normal. A dominar por completo, a procurar calmamente o segundo, sem grande oposição mas ainda menos ideias. O tal leite morno, reaquecido. E foi nesse ritmo pardacento que aos 51' já vencíamos por dois. Um golo de belíssimo efeito de Herrera - e destaco o "efeito", pois a bola ressaltou num pé adversário mal saiu do do mexicano, o que lhe conferiu aquela trajectória imparável até se render nas redes da baliza. A partir daí, o União mudou de opinião e resolveu aparecer ao jogo.

Ora, a vencer tranquilamente por dois, esperava mais uma caneca de leite de 40 longos minutos, talvez com um pouco mel para terminar a coisa com doçura. Mesmo considerando a decisão adversária de também jogar, seria normal sermos nós a fazer mais um e ainda outro golo para castigar o atrevimento unionista. E quase foi assim, tivemos um par de oportunidades para chegar ao terceiro antes de cumprida a hora de hoje. Não fizemos, mas aceitámos o leitinho com mel. Já confortados, pareceu-nos ajustado deixar o tempo correr, bem refastelados na cadeira de embalar, preferindo assistir do que fazer acontecer. 

E foi certamente já com um olho fechado que o nosso Sérgio resolveu devolver a emoção ao jogo com um erro duplo e em parceria com o inenarrável Ángel. Primeiro ao fazer um mau passe, para fora (do alcance do espanhol). Acto contínuo, o União repõe a bola em jogo pela linha, Ángel alivia como pode e Sérgio decide dar uma peitada na bola que fica curta e à disposição de um adversário, que apanhando os nossos em contrapé, decidiu bem e esboçou uma boa jogada que só acabou no fundo das redes de um desamparado Casillas.


Festejos após o golo de Herrera. Mal eles sabiam...

Reagimos de imediato. Herrera teve uma grande jogada individual que só pecou pela finalização e ainda um canto e uma jogada às três tabelas que foi interrompida já sobre a linha de golo. Mas depois... Depois aconteceu o impensável. Um contra-ataque rápido, péssimas movimentações defensivas da nossa parte e mais uma boa jogada do União que termina em golo. No espaço de 4 minutos, o adversário fez dois golos e repôs a igualdade! _ _ _ _   _ _ _   _ _ _ _ _!

É surreal aquilo por que os habitantes do Dragão têm que passar nos tempos que correm. É realmente surreal, parece mentira, muito difícil de compreender o fenómeno. Creio que serão infinitamente poucos os que se lembram de já ter assistido a tamanha fragilidade defensiva numa equipa do Porto, tamanho desligamento e aparente despreocupação, tamanha incapacidade de suster um ligeiro sopro de um qualquer adversário sem se constipar de imediato. Surreal.

Valeu de novo a reacção da equipa. Sim, porque a do treinador foi tardia e manifestamente curta. Cheguei a comentar com companheiros de sofrimento que Peseiro não deveria acreditar na capacidade de ninguém que estava então no banco, para ajudar a chegar de novo à vantagem no marcador. Suk, o primeiro a entrar, só o fez oito eternos minutos após o empate, quando já só restavam dezasseis para os noventa. Os outros dois, Chico Ramos e Marega, só foram para a zona de substituição após o terceiro golo, aos 88 (e entraram apenas aos 92 minutos). Difícil de compreender.

Importa destacar a determinação dos que lá estavam dentro. Mesmo sem um bom plano, puseram mãos à obra de reconstrução da liderança. E mesmo sem muitas forças ou tempo restante, conseguiram não desesperar e porfiaram ritmadamente. Fomos todos recompensados aos 87, quando Corona rematou para o 3-2. Remate colocado mas onde o GR adversário podia e devia ter feito mais. Soube ainda melhor, pelo tempo que queimou entretanto. Incha porco. 

Alívio geral e soltou-se de vez a indignação contida da bancada por detrás do banco de Norton de Matos e de um qualquer energúmeno provocador do staff madeirense, que se escondia na casota menor mesmo ali ao lado. Com a vantagem reposta, dentro de campo o jogo deslizou sem mais sobressaltos até ao seu final.

Foi assim que os outros perderam a guerra, Norton...


Notas DPcA:


Dia de jogo: 13/Mar/2016, 20h45, Estádio do Dragão. FC Porto - CF União (3-2).

Casillas (6): Noite ingrata, não teve trabalho mas sofreu dois golos sem nada poder fazer para os impedir.

Maxi (6): Fundamental no primeiro golo, não fugiu ao desacerto defensivo geral. Mas ajudou sempre no assalto ofensivo.

Ángel (4): Fiel a si próprio.

Layún (5): Quando não se destaca pelas acções atacantes, tem muita dificuldade em safar-se com uma avaliação positiva. Na verdade, suspeito que o Miguelito não é defesa. Desta vez teve a atenuante de jogar (ainda mais) fora de posição.

Chidozie (5): "Ninguém sai ileso" é o título mal traduzido de um bom filme. Mas resume bem a exibição deste jovem central.

< 74' Rúben (6): Não tem perfil para ser um 6. Mas joga a 6. E assim sendo acaba por se prejudicar e à equipa pelo caminho. Deveria ser o equilibrador, o handyman de apoio à defesa, mas muitas vezes apenas acrescenta gasolina à fogueira. Não é um 6. Para quê insistir?

Sérgio (6): Foi o espelho da própria equipa, com altos e baixos distribuídos ao longo da partida. Tal como a equipa, saiu por cima fruto da sua entrega e da vitória final.

Melhor em Campo Herrera (8): Exibição bem conseguida não só pelo golo ou pelas jogadas individuais, mas porque foi positivamente consistente de princípio ao fim. Coisa rara mas muito apreciada. Ponto extra pelo golo.

Brahimi (6): Esteve muito activo ao longo do jogo mas mais uma vez não conseguiu por o seu enorme talento ao serviço da equipa. Só o facto de lá estar já incomoda muito os adversários, mas por aquilo que sabemos que pode fazer, espera-se sempre mais.

< 90' Corona (6): Trabalha, luta, corre mas raramente fez alguma coisa bem feita. Safou-se pelo golo, que por sua vez nos safou a nós.

< 90' Aboubakar (6): o m. q. Corona

> 74' Suk (5): Entrou com a equipa já sobre brasas e foi aquilo que tem sido mais vezes: um lutador nato. Já  é qualquer coisa.

> 90' Chico Ramos (-): Valeu pela estreia no campeonato. Sem tempo de jogo suficiente para ser avaliado.

> 90' Marega (-)Sem tempo de jogo suficiente para ser avaliado.


Peseiro (6): Já fui adiantando o meu desalento pelo desenrolar das substituições. Tenho sempre dificuldade em entender como se abdica de não se tentar tudo para ganhar o jogo. Haverá quem discorde dizendo que o treinador poderia ter a noção de que tinha maiores possibilidades de vencer mantendo os que já lá estavam dentro. Não posso refutar com inteira convicção, mas sobra-me ainda assim aquele sabor agridoce da ignorância. Alargando ao contexto do jogo, não me posso esquecer da terrível dificuldade de mais uma vez ter que improvisar para formar uma defesa. E isso nunca seria culpa sua. Ganhámos, pelo que... "prova superada".


no comments


Outros intervenientes:


O CF União da Madeira veio com a estratégia bem definida, goste-se ou não. Abdicar de jogar durante os primeiros três quartos e apostar tudo no último. Quase resultou. Polémicas à parte, sabe bem ouvir treinadores como Norton de Matos explicar de forma desassombrada o que tentou conseguir com as várias opções que tomou. Um exemplo do que deveria ser, por oposição aos degradantes clichés futeboleiros que, catatonicamente, são repetidos uns atrás dos outros. Não sou conhecedor do plantel dos madeirenses, pelo que tive dificuldade em identificar os seus jogadores. Ainda assim, teria sempre que destacar o marcador dos dois golos, Danilo Dias, um jogador que prometeu mais do que cumpriu no auge, mas que mostrou ontem que ainda não desistiu de tentar deixar a sua marca.

Quanto à equipa de arbitragem de Manuel Oliveira, nada de muito relevante a dizer. A irritação do público com o desenrolar dos acontecimentos levou a que se reclamasse mais do que o razoável, pese embora alguns erros de análise para ambos os lados. Incluindo o tal lançamento que antecedeu o nosso terceiro golo. Era de facto bola do União. Mas daí a sugerir-se que o golo de Corona resulta desse erro, vai uma inatingível distância. Houve pelo meio uma longa jogada de avanços e recuos, pelo que jamais se poderia sugerir causa-efeito. Excepto pelos mal intencionados do costume. 



Antes de terminar, uma breve análise psicossociológica.

O comportamento de Norton de Matos durante a partida, reagindo de forma inapropriada às provocações de um público irritado, tanto pelos acontecimentos como pelas sugestões de tratamento diferenciado na abordagem dos madeirenses aos jogos com Porto e Benfica (a meu ver claramente exageradas), fez acordar uma parte do sonâmbulo Dragão. Ele e um idiota qualquer do seu staff, esse sim claramente provocador e merecedor de umas chapadas bem dadas (aliás, o nosso zeloso chefe dos stewarts foi avisá-lo directamente, para gáudio da turba enfurecida).





Mas regressando ao essencial da análise, por momentos confesso que fiquei com o pelo eriçado ao assistir ao meu povo (parte dele, pelo menos) a sair desta letargia que nos tem consumido e atrofiado, a protestar, ameaçar, gritar contra aqueles que identificaram como o inimigo. Demais é demais, terão sentido. Eu senti. Começa a ser indigna a forma como aceitamos passivamente que árbitros, treinadores e jogadores adversários venham a nossa casa gozar com a nossa cara. Qualquer badameco se atreve a fazer peito, a pisar o risco, a abusar da sorte. 

Ontem, vi uma manifestação colectiva de gente que está farta. Até à ponta dos cabelos. E ontem, o inimigo que os uniu e despertou era externo. Mas as causas dessa irritação não estão só fora de portas, nem sequer principalmente. Um destes dias, é possível que as gentes se dêem conta disso. Ou que disso dêem conta, publicamente, virados para a tribuna.




Do Porto com Amor



P.S. - Amanhã é dia de Assembleia-Geral, pelo que apelo a todos os sócios a comparecerem no Auditório do Estádio do Dragão um pouco antes das 20h30. É lá que se realiza o nosso magno concílio, onde com total propriedade e consequência se discute o futuro do clube. Todos na AG, pelo nosso Porto.

P.P.S. - Grande vitória do nosso basket sobre o SLB com um triplo no último momento da partida! É disto que esta malta gosta...




20 comentários:

  1. Aquilo que eu peço à sad, aos sócios e adeptos do FCPORTO é que apoiem o NOSSO TREINADOR, independentemente dos resultados deste ano. É mais fácil derrubar, que edificar.
    Uma vez mais friso, que o plantel AZUL e BRANCO de 2016/17 tem de nascer a partir de jogadores da equipe principal, dos emprestados e do PORTO B. não invalidando, que se contrate um, ou outro jogador, que José Peseiro considere útil. Espero que o departamento de Scouting seja competente e que acima de tudo não se cometam loucuras, como Adrians L. , Imbulas, C. Tellos, "Johnny Depp Osvaldos".
    O MEU, O TEU, O NOSSO FCPORTO nunca precisou de gastar muitos milhões, para ter bons jogadores e vencer, tanto em Portugal como lá fora.

    Luís (O José Peseiro)

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    1. LAPSO

      Luís (O do José Peseiro)

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    2. Não, faltou-me por, o (do) José Peseiro

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    3. Já vai numa comissão técnica maior que a do Europeu de 84.
      Lito Vidigal, Sérgio Conceição, Pedro Martins e José Peseiro.
      Só falta dizer que a culpa é da SAD que contratou os 4 para a comi$$ão

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  2. Consideram o Léo Bonatini um jogador à FCPORTO?

    Luís (O José Peseiro)

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    1. Para o Estoril tem sido, mas não vi o suficiente para adivinhar se tem capacidade para voos mais altos

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  3. Caro LAeB,

    Pede-se paciência e tolerância aos adeptos mas depois a Equipa não ajuda. No jogo de ontem tivemos tudo para acontecer uma vitória tranquila e até folgada e acabamos com o credo na boca por culpa própria. Cansa tanta vitória sofrida, cansa tanto discurso de mea culpa, cansa tanta promessa de rectificar os erros, cansa tudo voltar a repetir-se no jogo seguinte. Aproxima-se a quadra Pascal, mas a nossa via sacra começou há bem mais tempo. Haja então paciência, sobretudo, e fé.

    Como sabe não sou sócio, mas tomei nota do "seu programa eleitoral" que não é de desdenhar, antes pelo contrário. Mas o Sr. diz que não é candidato e duvido que alguém o aproveite, é pena.
    Só mais uma nota, sobre o ponto 3. b): Louvo-lhe a intenção e o optimismo, mas tenho algum cepticismo sobre a sua concretização, pelo menos a curto ou médio prazo, é que vivemos num País onde se continua a olhar e muito, apenas para o próprio umbigo.

    Um abraço

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    1. Pois, neste momento, é mesmo uma questão de fé. E resiliência. Se quiser alargar a dimensão temporal, poderá ser uma questão de renovação. E essa caberá aos sócios, em primeira instância, mas a todos os portistas enquanto desígnio.

      As minhas ideias foram passadas a papel (virtual) num par de horas, são pouco mais do que tópicos a precisar de amadurecimento, mas acredito serem os tópicos certos (podendo evidentemente serem acrescentados de outros igualmente pertinentes). Fi-lo como sugestão, quem quiser que o leve...

      O ponto 3 é dos mais platónicos, sem dúvidas, mas se não se começar um dia, nunca se lá chegará, não é verdade?

      Um abraço

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  4. Os que agora de repente se tornaram exigentíssimos, andaram ano e meio e ver futebol muito pior em que só se rematava à baliza adversária pela 1ª vez na 2ª parte. Gostavam de tartarugas moribundas e agora não gostam que lhes provoquem emoções. Muita porcaria e erros à la lopes a partir dos 55 minutos, mas pelo menos há vontade de dar a volta.
    Não me parece que a demora em perceber as alteração efectuadas pelo adversário, seja um problema de falta de visão da SAD, mas sim de quem deveria reagir de imediato.

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    1. Creio ter imputado ao treinador as suas responsabilidades, onde até destaquei as "más" substituições. Mas ser forçado a alinhar com outra defesa improvisada dificilmente será da sua responsabilidade. Same old, same old.

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    2. E imputou muito bem. Não soube ler as alterações do adversário e quando corrigiu, já o pânico estava instalado.

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  5. O que eu disse foi, que tanto Lito Vidigal, Sérgio Conceição, Pedro Martins, ou Nuno Espírito Santo eram superiores ao ilusionista do País Basco.
    Mas o que eu digo agora, é que a sad (composta por alguns comissionistas) do FCPORTO arranjou um BOM TREINADOR, José Peseiro e devia apostar nele.
    Espero ter sido explícito.

    Luís (O do José Peseiro)

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    1. Para mim foi. E mesmo discordando da maioria dos nomes que cita - e nem comparo com Lopetegui, porque não tem qualidade que o justifique - concordo que o assunto agora é Peseiro.

      Creio já lhe ter dito que só no final da época é que conseguirei dizer de minha justiça, mas independentemente da questão do treinador, há outra fundamental: a do plantel. Sem um bom, nenhum treinador se safa.

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    2. Ok, Luis, se o termo de comparação era Lopetegui, concordo, que mesmo o Jorge Gabriel, com um curso de treinador por correspondência, é melhor.

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  6. O recente movimento "volta Lopetegui" tem-me feito alguma confusão. Desde logo porque o basco não fez nada que mereça esse tipo de saudosismo, se ainda fosse "volta Jesualdo" ou "volta Vítor Pereira" ainda percebi, porque esses apesar de mal-amados por grande parte das massa adepta lá conseguiram ganhar qualquer coisita. Chorar por um treinador que desfilou incompetência e teimosia não me parece um caminho muito bom para se seguir.

    Assumo desde já que quem diz uma coisa dessas é porque ainda não parou para pensar e se o fez é porque se esforçou para não perceber. Duvido que seja assim tão difícil chegar à conclusão de que o Chidozie foi chamado à titularidade porque não havia mais ninguém, que o Layún só joga como defesa-central porque não há mais ninguém e que a equipa está uma lástima do ponto de vista físico porque foi mal preparada nesse sentido desde o dia um desta época. E de quem é a culpa disto? Até posso dar uma pista: não é de José Peseiro.

    A realidade é que o FC Porto está nesta situação por culpa da SAD e de Lopetegui e seus adjuntos. A administração não conseguiu formar um plantel equilibrado - ou permitiu que o anterior treinador o quisesse assim - e a equipa técnica que começou a actual temporada não soube dar aos jogadores o que eles precisavam para um ano desgastante.

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    1. Claro que concordo. Só faltou mesmo detalhar que o presidente lidera a SAD, para que não restem dúvidas na distribuição de culpas.

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  7. Em última análise o Presidente é culpado de tudo.
    É culpado se não dá autonomia à equipa técnica.
    É culpado se não aprovar os jogadores pretendidos pelo treinador.
    É culpado desses jogadores serem caros.
    É culpado de algumas vedetas desse treinador não se adaptarem e não terem o miminho a que estavam habituados.
    É culpado do treinador vetar grandes jogadores, porque alegadamente minavam a autoridade do mesmo.
    É culpado de não haver um 10 na equipa, quando o treinador os dispensou.
    É culpado do treino fisíco ser pior que qualquer equipa de amadores.
    É culpado do sistema de jogo inofensivo.
    Claro que é culpado disso tudo e do seu contrário.

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    1. É responsável por tudo, como qualquer líder de qualquer coisa. Pelos êxitos e pelos fracassos.

      Aquilo que os por si escolhidos fazem é indirectamente sua responsabilidade, com certeza.

      Da longa lista, é culpado de ter avaliado mal Lopetegui (duas vezes). Tudo o resto decorre dessa decisão.

      Parece-me que acha que decidi perseguir o presidente, mas não podia estar mais longe da verdade. Falo dele porque, daquela gente toda, é somente nele que ainda confio.

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  8. "Da longa lista, é culpado de ter avaliado mal Lopetegui (duas vezes). Tudo o resto decorre dessa decisão."

    Nisso estamos de acordo, mesmo Pinto da Costa já o reconheceu e se penitenciou.

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