Do Porto com Amor: Julho 2016

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Nada a Declarar


"Nada" é capaz de ser exagero mas, observando de fora, pouco se retira do jogo de hoje contra o Bayer 04 de Leverkusen. Ainda assim, marcou o encerramento de mais um capítulo desta pré-época. Por esta hora, a comitiva estará já de regresso ao Porto.




Não significa isto que não se tenha evoluído desde a última exibição pública, contra o Vitesse. Muito do trabalho que se faz nesta fase só dá frutos visíveis mais adiante. Além disso, começar com onze jogadores e acabar com outros onze não ajuda a perceber a real evolução da equipa. Mas, como sempre, há notas que relevam sobre as demais:

- José Sá voltou a afirmar que deve ser levado a sério como real opção para a baliza;

- Felipe tem qualidades que podem fazer dele uma boa solução mas ainda tem muito que aprender - e o jeito que (lhe) dava ter ao lado um central de qualidade para acelerar essa aprendizagem. Enquanto não tem, é bom que lhe trabalhem a cabeça porque hoje já deu sinais de ter ficado afectado pelo jogo menos feliz contra o PSV;

- Otávio subiu mais uns pontos. Nesta altura parece totalmente seguro no plantel e já na luta pela primeira titularidade oficial;

- Bueno voltou a estar bem e deve ter garantido em definitivo um lugar no plantel. Oferece de facto coisas diferentes à equipa, resta saber quanto tempo durará até à próxima lesão...

- Varela está longe de estar preparado para ser defesa - e nesta fase da carreira, exigirá um grande esforço para que consiga lá chegar;

- Layún está nesta fase bem melhor do que Telles e será expectável ser ele o dono da lateral esquerda quando a época arrancar;

- Adrián voltou e... foi Adrián. Tendo as expectativas (sempre elas) o mais baixo possível, não me pareceu "muito mal", mas será que chega como critério? Se ninguém "lhe pegar", mais vale mantê-lo e tentar recuperá-lo do que o deixar cair no esquecimento.

- Marcano, Reyes e Chidozie não servem. Ponto. Em último recurso, o nigeriano poderá ser o quarto central e rodar na B - apenas e só;

- Herrera, Brahimi e Aboubakar são candidatos óbvios a serem vendidos. Pelo valor de mercado mas também (e sobretudo) pelo que não acrescentam à equipa. Eu apostaria em vender este trio rapidamente, ainda que com algum "desconto", apostando de seguida em reforçar o plantel com duas contratações relevantes: central e goleador;

- Josué e Hernâni provavelmente já se juntaram a Indi e Quintero na porta de saída.

A primeira parte chegou a ter momentos interessantes, pese embora a evidente falta de consistência defensiva. Desta vez a eficácia suprema esteve do nosso lado logo no início e faltou ao adversário. Ambas as equipas criaram situações para fazerem golos mas apenas um entrou. Apesar da fragilidade atrás, já nos assemelhámos a uma equipa profissional.

O segundo período foi uma absoluta miséria, mais se parecendo a um solteiros-casados na manhã seguinte à festa da aldeia. Em especial da nossa parte, chegou a ser assustadora a falta de controlo sobre o jogo. Acabou por empatar o Leverkusen, fazendo justiça ao que se passou em campo. Tudo normal e ainda aceitável.

Admitindo como definitiva a premissa de que NES quer ficar apenas com 21 jogadores de campo, eis o meu ponto de situação agora que terminou o estágio fora de portas:




Fica claro que não me conformo com a miséria que se prepara para ser, um ano mais, o nosso centro da defesa. É evidente que um ou vários dos que arrisquei riscar podem continuar de dragão ao peito, quanto mais não seja por falta de pretendentes. Mas rezo pelo contrário. 

Admito que muito possa estar preso pelo apuramento ou não para a Liga dos Campeões, mas haverá sempre um círculo vicioso a pairar sobre qualquer decisão: não investe porque não sabe se entra - arrisca não entrar porque não investe.


Jogo à parte, registei (e gostei d)a postura de Evandro nas entrevistas mais recentes. Não me iludo porque não será fácil a sua adaptação, mas entendo que pessoas assim fazem falta ao clube.

E um andamento final para me despedir e desejar as maiores felicidades ao grande andebolista Gilberto Duarte que tão bem serviu o nosso emblema. Obrigado Gil e até qualquer dia.



Do Porto com Amor




segunda-feira, 25 de julho de 2016

TGV - Treino Ganho ao Vitesse


Depois de um fim-de-semana longe da tecnologia, nada como regressar a casa e abusar dela para pôr a "leitura" em dia.




Foi uma espécie de viagem no tempo a minha, uma que faço com relativa frequência mas que devolve sempre parte do meu consciente (ou será sub?) à minha infância, ao tempo em que os animais falavam (pelo menos eu falava com eles), tanto que era o tempo que havia para matar na quietude dos dias de verão, que se sucediam belos, quentes e iguais, como se saídos de um mesmo molde forjado algures no início dos (meus) tempos. Havia os 2 canais, a rádio e os jornais, pois claro. Mas pouco me interessavam, excepto em momentos muito precisamente identificados: a TV nas manhãs de fim-de-semana, os jornais se tivessem as 7 diferenças e a rádio quando havia relato do meu Porto

Desde essa "era" até hoje quase tudo mudou. Eu, a televisão, os desenhos animados (mas o que é "aquilo" a que as crianças de hoje assistem?), os jornais e o Porto. Todos envelhecemos, uns com maior graciosidade do que outros, e todos fomos varridos pelas novas tecnologias que fizeram do "", do "instantâneo", do "olha eu aqui a fazer isto" e do "sempre ligado", os novos mantras que com maior ou menor intensidade vão comandando as nossas vidas. De certa forma, a monotonia mantêm-se. Estamos sempre ansiosos por novidades, pelo que se acabou de passar (ou ainda nem se passou, em directo é que é). Mas no fundo é sempre igual. A monotonia da novidade.

No Porto vive-se um momento de passagem. Elementos do velho e do novo mundo, do antes e do agora, colidem com estrondo em vez de se abraçarem harmoniosamente. E é o clube quem paga as favas.

Tenho cada vez mais a convicção plena de que Pinto da Costa e a sua direcção já esgotaram o seu prazo de validade, enquanto rezo baixinho para que não. São demasiados sinais e evidências, disseminados um pouco por todas as áreas do clube. Pior do que isso, não houve quem ousasse apresentar-se como alternativa quando o momento chegou. O clube continuou assim inevitavelmente "refém" do seu enorme sucesso passado, a repetir receitas analógicas e anacrónicas nos dias do digital.




E com isto chegámos ao jogo de sábado com o Vitesse. Que aliás era onde queria ter começado... mas tinha qualquer coisa a querer sair. Já está.

Decididamente marcado por tudo o que li e ouvi, comecei a ver o jogo já com as expectativas muito em baixo. O que foi bom, porque as expectativas são a chave da felicidade (isso fica para outra vez). E nessa medida, fiquei até agradado com o que vi nos primeiros 20, 25 minutos. Não se jogou assim "tão mal", pensava eu. 

Claro que o adversário era o modesto SBV Vitesse de Arnhem, claro que chegávamos à área sempre com gente a menos, claro que jogámos sem centrais, mas... nem tudo era negativo. A começar (mais uma vez) pela atitude e predisposição que se percebe nos jogadores, como se já bem conscientes do momento que o clube atravessa e da enorme responsabilidade que lhes recai sobre os ombros para reverter a situação. Extensível aliás ao próprio Nuno (que será a fonte ele mesmo), que começo a gostar de ouvir pela coerência a aparente desassombro.

Depois, bom depois a coisa descambou um pouco até ao intervalo. E um pouco para lá dele. Admito que o calor e as cargas físicas tivessem pesado, mas acontece que o adversário também estava em circunstâncias idênticas. E não passou do nono lugar do campeonato holandês. Isso, contextos.

Duas bolas nos ferros poderiam ter ditado desfecho idêntico ao do jogo anterior (com os campeões holandeses... contextos...). Não entraram, azar deles, sorte a nossa. Houve sim uma espécie de reviravolta, fruto do refrescar da equipa, da mediania do adversário e de alguma felicidade. Como sempre, a diferença esteve em fazer (ou não) golos. E ganhámos. Sempre bom, sempre bom. Venha o Leverkusen.


Algumas notas:

- À atenção do roupeiro do clube: é favor não voltar a esquecer de tirar o cabide da camisola do Iker antes de lha entregar! O hombre é um distraído e depois entra em campo e não se consegue mexer...

- Interessante esse tipo que contratámos para defesa esquerdo... rápido, bom a centrar, remate espontâneo, barba bem aparada... só não percebo para que fomos contratar o Telles também...

- Um mimo a dupla Reydozie... mas para o próximo jogo sugiro testar um unicórnio com um duende de jardim, talvez a coordenação melhore um pouco!

- Varela a lateral... só mesmo como excepção ou em desespero. Parece-me, mas posso ainda estar enganado.

- Não vou voltar a falar do Rúben a seis, prometo. Até porque ele não o é. A não ser que não tenha de defender... mas aí já não será um seis...

- Está melhor o André André, a querer regressar ao ponto onde começou. Esperemos que sim.

- Hernâni, em quem deposito algumas esperanças, tarda em justificar a permanência no plantel, apesar de um par de bons momentos na partida (é preciso mais, durante mais tempo). Octávio convenceu-me um bocadinho mais neste jogo, ainda que não o suficiente para já confiar nele.

- Interessante a dupla Herrera - JC Teixeira no meio campo mais recuado, sobretudo por ter resultado com aqueles jogadores. Mas lá está, não tiveram que defender grande coisa. Noutro contexto, não sei se funcionará. Mas valeu pela experiência.




- Bom regresso de Bueno ao activo. Falta-lhe jogo físico e é quase desesperante estar a rezar para que nenhum adversário lhe dê um encosto sempre que vai a uma bola... mas com ela no pé, faz coisas úteis para a equipa, que até agora ainda não vi mais ninguém fazer.

- André Silva marcou! Mas na ala, não vai marcar muitos... e ficámos sem ala... a não ser que seja esse o objectivo...

- Corona entrou bem, fez até um golo, mas foi de Brahimi (suspiro) de quem mais gostei. Pena não gostar dele, Yacine... 

- Bons passes a rasgar de Josué. Pena eu não gostar dele. Sim, já deveria estar a procurar clube. 

- Bons pormenores de Abou em combinações. Pena não fazer golos. Sim, já deveria estar vendido.

- Não jogou Felipe porquê? (sem maldade na pergunta)


E por fim, que camisola tão, mas tão bonita é a nossa, senhoras e senhores! Aliás, todo o equipamento é lindíssimo. Mas a camisola... obrigado por ela, New Balance.


Já de volta à "magia" do instabook-umatweet, prometo voltar logo após o jogo com o Bayer Leverkusen, já com Adrián e quem sabe se já com Rafa, Óliver e dois centrais de jeito. Até lá.



Do Porto com Amor



P.S. - peço sinceras desculpas pelo título da crónica, mas com este calor já não dava para mais...




sábado, 23 de julho de 2016

Holandês Perfumado, Dragão de Papel


Ontem foi a minha primeira vez com o Porto de Espírito Santo. E como muitas vezes sucede nestas estreias, não foi bom. Aliás, como muitas vezes sucede nestas estreias, fiquei a pensar se é a isto que o "resto do mundo" se refere com tamanha gula e êxtase. Certamente não será. Ou será?


marcas tu ou marco eu?

É que, como também costuma suceder nestas andanças, é preciso insistir para se compreender onde está a beleza da coisa, para descobrir os petites je ne sais quois que fazem toda a diferença. 

É a isso que me agarro neste momento: acreditar que há uma centena de afinações por fazer que finalmente farão toda a diferença. Concentrando-me exclusivamente na equipa, no treinador e no futebol e abstraindo-me do que se consta (e quase se adivinha) que se vai passando mais acima.

Sobre a derrota sem espinhas de ontem, importa-me começar por esclarecer uma coisa que muito boa gente (e má também) não sabe (ou faz-de-conta): este PSV é uma bela equipa, ao nível das melhores que já tivemos, com bons e muito bons jogadores em todas as posições e que quase nada se alterou em relação ao ano anterior. Jogam juntos e bem há tempo suficiente para destroçarem qualquer grupo de gajos porreiros que lhes apareça pela frente. Que é o que nós somos por esta altura, um grupo de malta cheia de boas intenções mas vazia de jogo colectivo.

Dito isto, olhemos agora para os nossos.

Entradas em jogo interessantes em ambas as partes a nível da atitude, com pressão alta a condicionar a saída de bola do adversário. Fossem eles também apenas um grupo de bons rapazes e provavelmente tinha resultado. O problema é que são uma boa equipa de futebol profissional, com confiança e paciência suficientes para encarar sem receios as dificuldades que o jogo lhes apresenta, resistir-lhes e ripostar a seguir. 

Bastou essa resposta (com um golo) para destruir a máscara feroz de um dragão de papel e por a nu o que realmente somos: um grupo de bons rapazes ainda sem identidade própria, uma crisálida a meio caminho entre a larva basca e a borboleta com que todos sonhámos. Foi bom para o nosso Reininho, que assim ganhou novo significado (já tinha um?) para a sua Ana Lee.

Aos meus olhos, tratou-se essencialmente disso. Um projecto de qualquer coisa contra uma ideia sólida e com provas dadas.

O que eu vi:

- uma defesa sem o mínimo de ligação entre os seus elementos - normal dadas as circunstâncias;

- um bom central a precisar de tempo para entender e se adaptar ao futebol europeu - normal blá blá;

- um lateral direito sem pernas para jogadores rápidos - normal, dada a idade;

- um lateral esquerdo que me deixou preocupado - pouco normal...

- um Evandro a trinco - importa-se de repetir?

- um Herrera a atrapalhar-se e a atrapalhar...

- uma equipa sem extremos de raiz a afunilar o jogo para onde há mais adversários - mau princípio.


Mas também vi:

- uma "equipa" com vontade de jogar e ter sucesso, ainda que sem saber como;

- muitas soluções para o meio, demasiadas até, mas nenhuma que me convença desde já que será o novo Óliver (se escrevesse Deco batiam-me e com razão);

- muita gente com valor no banco e mesmo assim uma muito razoável equipa inicial.


O que eu não vi:

- um segundo central com que o recém-chegado possa fazer uma dupla decente, mas...

...vi Indi, o único candidato credível, a não ser utilizado mais uma vez - aberrante é o mais suave que posso escrever sobre mais esta rábula...

- um trinco para fazer sombra a Danilo (Rúben não é trinco raisvosf...);

- um avançado capaz de me tranquilizar quanto à sua capacidade actual de fazer muitos e variados golos. André Silva é uma grande aposta, coerente, acertada e para manter mas precisa de alguém mais maduro para lhe dar espaço para crescer;


Como bem diz o tasqueiro mais gourmet da bluegosfera, três secos doem sempre, não há como negá-lo. E (digo eu) não auguram nada de bom. Mas, lá está, ainda há tempo - para mim a época começa com o playoff da Champions. E se um mérito teve o jogo de ontem, foi o de esfregar na cara da SAD as muitas carências de que (mais uma vez) ainda padecemos. Na esperança de que ponham a mão na consciência (deixando os bolsos em paz, por uma vez) e tratem de fazer aquilo para que forem empossados.

Nuno e a equipa beneficiam de toda a minha tolerância, que não sendo muita, é a máxima que tenho sempre para qualquer nova equipa. Mas para a SAD não, tolerância zero. Não têm culpa de não terem tido adversários nas urnas, mas tal não lhes retira uma grama das responsabilidades com que se comprometeram ao assumir novo mandato.

Amanhã dificilmente terei possibilidade de ver o jogo é só domingo à noite o poderei fazer, pelo que não me pronunciarei antes disso. Mas conto com um resultado oposto ao de ontem. Já veremos.



Do Porto com Amor 




quinta-feira, 21 de julho de 2016

Análise da Época 2015/16 - Parte Dois (O Veredicto)


Concluída a apresentação das estatísticas e dos prémios da época passada, é agora o momento de encerrar o capítulo 2015/16 com a análise individual a todos os jogadores que terminaram a época na equipa principal do (ou que regressaram entretanto ao) Porto, apontando já ao novo plantel com que iniciaremos a época oficial em Agosto.


Mais um grande trabalho do Bruno Sousa


Não é segredo para ninguém que o plantel da época passada foi um dos mais desequilibrados e carentes da era Pinto da Costa, tais as falhas gritantes de qualidade e quantidade em várias posições. Tirando a baliza, todos os demais sectores apresentaram carências importantes que se traduziram na falta de soluções para vários lugares da equipa.


E foi na defesa que o descalabro mais se notou.

Quando à partida se poderia temer que as saídas de Danilo e Alex Sandro resultassem nas maiores dores de cabeça para o treinador, o que se veio a verificar foi que o centro da defesa foi o verdadeiro calcanhar de Aquiles. Um problema que aliás já estava latente desde as saídas de Mangala e Otamendi, nunca devidamente colmatadas. É difícil para um portista do século passado entender como passamos de um clube formador de centrais de classe mundial para um clube sem centrais (nem formados nem contratados), mas foi o que de facto nos aconteceu. Adicionalmente e apesar da boa surpresa que foi Layún na esquerda, a verdade é que o mexicano é destro e Ángel nunca poderia ser alternativa a nada nem a ninguém.


No meio, coincidiu a abundância de jogadores de características semelhantes e/ou candidatos às mesmas funções com a escassez ou inexistência noutras.

Para a posição mais defensiva apenas Danilo, que felizmente valeu por dois. Também Rúben foi utilizado nesse papel, mas (pela enésima vez...) não é o lugar que melhor potencia as suas (grandes) valias. Para o papel de médio criativo e organizador de jogo, zero. Houve Óliver na época anterior mas foi-se e não regressou. E não veio mais ninguém. Evandro poderia ter sido opção, mas deixou-se formatar ao cinzentismo previsível de Lopetegui e perdeu o comboio da confiança. E pessoalmente creio que Sérgio Oliveira poderia ter sido aposta firme para o lugar. Sobraram quatro/cinco jogadores para jogar a "8", portanto condenados a enfrentar muitas horas de banco (ou de bancada). Não que sejam todos "iguais", mas Herrera, André André, Imbula, Evandro e Sérgio acabaram por colidir na luta pelo lugar no onze.


Na frente, no ataque às balizas contrárias, morou outro dos grandes desequilíbrios do plantel.

Aboubakar começou em grande estilo e criou a ilusão de poder substituir Jackson sem grandes dores. Infelizmente não passou disso, uma ilusão. Hoje todos o vemos como um negro grande, tosco e atabalhoado, incapaz de fazer golos de forma regular e consistente. Algures pelo meio estará a realidade, mas o Porto não pode depender de um jogador assim. Osvaldo nunca quis ser futebolista. André Silva ainda mal acabado de nascer para o futebol profissional e Suk não tem o que é preciso para assumir a posição "9" de caras.

Nas laterais ofensivas também não houve paz. Corona não confirmou ainda as credenciais e Brahimi caiu a pique face à temporada anterior. Foi necessário recorrer ao repescado Varela e ao improvável Marega para se (tentar) conseguir alguma coisa. Mas tudo somado foi pouco. Sobra o lesionado Bueno, que ninguém sabe o que pode exactamente valer e dar à equipa.

Sendo certo que os treinadores não tiraram o melhor partido daquilo que tinham à disposição, é imperioso reconhecer que o plantel viveu com mais carências do que poderia aguentar.


Avancemos então para os veredictos individuais, com os jogadores agrupados por sector e ordenados por média de pontos por jogo.


Baliza


Rankings DPcA - médias do sector: 149,5 /2.355/ 5,58 (pontos/minutos/pontos por jogo)

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12 - Iker Casillas (35 anos) 
Rankings DPcA: 236 / 3.600 / 5,90

Foi contratado para jogar e esse estatuto nunca foi verdadeiramente colocado em causa, a não ser por uma parte dos adeptos quando as coisas lhe correram "menos bem". É uma estrela do futebol mundial e revelou boas qualidades pessoais, para além de dominar as novas tecnologias de informação. A humildade que deixa transparecer em conjunto com a vontade expressa de continuar para ganhar títulos com o Porto garantem-lhe de novo a titularidade em 2016/17. 

Veredicto: FICA

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1 - Helton (38 anos) 
Rankings DPcA: 63 / 1.110 / 5,25

Escrevo sabendo já da sua partida, mas tal não poderia alterar a minha opinião. Helton nunca foi um GR de elite mas foi um bom exemplar da sua espécie. Para além disso, somou muitas épocas no Dragão e era já a única testemunha dentro daquele balneário de um passado recente glorioso. Se aceitasse a sua condição de suplente (ou até de terceira opção), deveria continuar. 

Veredicto: FICA

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24 - José Sá (23 anos) 
Rankings DPcA: sem utilização oficial

Tenho boa imagem dele, desde os jogos pelo Marítimo até ao Campeonato de Europa U-21, pelo que fiquei agradado com a sua contratação independentemente do exército de GR que já temos na nossa folha de pagamentos (o problema reside nos demais e não nele). Com a continuidade de Casillas, fica sem espaço para jogar, mas com a saída de Helton pode "candidatar-se" a jogar as taças nacionais. Pela idade que tem, talvez ainda beneficiasse mais se saísse para jogar todos os domingos. 

Veredicto: TALVEZ

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71 - Raúl Gudiño (20 anos) 
Rankings DPcA: sem utilização oficial

As exibições na B prometeram-nos o sol e a lua mas o choque frontal com a realidade de uma equipa pequena custou-lhe parte desse crédito previamente acumulado. É muito novo e tem condições óptimas para triunfar mas precisa de jogar. Muito. Penso que deveria sair para ser titular, em última análise ficar na B. 

Veredicto: TALVEZ

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Saídas: Helton


Conclusão: Casillas é a única referência para a baliza, para o bem e para o mal. Não faria sentido apostar na contratação de um nome sonante para ser suplente, até porque há outras prioridades, pelo que José Sá poderá ser o "sacrificado" para fazer esse papel.



Defesa


Rankings DPcA - médias do sector: 111,5 /1.676/ 5,69 (pontos/minutos/pontos por jogo)

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2 - Maxi Pereira (32 anos)
Rankings DPcA: 267 / 3.732 / 6,36

Depois da delícia que foi vê-lo fazer o upgrade da Luz para o Dragão, só uma época desastrosa poderia por em causa o seu estado de graça. Felizmente veio, chegou e venceu também dentro de campo. Fez esquecer Danilo e acrescentou experiência e ronha a um plantel pouco experiente. Apesar da madurez, não tenho dúvidas que fará de novo uma boa temporada em 2016/17.

Veredicto: FICA

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21 - Miguel Layún (28 anos)
Rankings DPcA: 260 / 3.610 / 6,34

Foi a grande surpresa (positiva) das contratações do verão de 2015, assumindo-se como fundamental no processo ofensivo da equipa. Contribuiu mais do que ninguém para a nossa "facturação", com golos e sobretudo assistências em catadupa. Tem como lacuna principal o mau posicionamento defensivo, em especial na linha de fora-de-jogo, mas não só poderá trabalhar esse aspecto como mudar de posição dentro da equipa. Em todo o caso seria um desperdício não o manter, salvo se o próprio fizesse questão de sair. 

Veredicto: FICA

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3 - Martins Indi (24 anos)
Rankings DPcA: 198 / 2.990 / 5,82

Bruno do Barreiro, Bruno do Barreiro... acredita que és dos jogadores que me causa maior dificuldade em decidir o que fazer contigo. Alternas exibições discretas mas seguras e eficazes com jogos "despassarados" e atitudes que se dizem ser menos apropriadas. Cingindo-me à parte futebolística, creio que apesar de tudo ainda tenho fé em ti, rapaz. Por mim, terias nova oportunidade. Mas se a tua cabeça ou a tua cotação "exigirem" que partas para novo destino, também não ficarei triste. Terei pena por pensar que poderias ter sido mais, mas... 

Veredicto: TALVEZ

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42 - Victor García (22 anos)
Rankings DPcA: 29 / 450 / 5,80 

Tudo, mesmo tudo apontava para que tivesse uma oportunidade no plantel principal. Temos Maxi e Layún, chegou Telles e tu serias o quarto lateral (mesmo que ficássemos com 3 direitos e um esquerdo). Nas poucas vezes que foi chamado durante a época, cumpriu bem com as suas tarefas. O treinador recém-chegado pensa de maneira diferente e nem o levou para estágio. Ele lá saberá porquê. No entanto, escrevo-o agora para que mais tarde se possa ler: falta um lateral a este plantel, não se justifica nova "loucura" como a de Telles e o jovem Victor era a minha escolha - fácil e barata. 

Veredicto: FICA

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63 - Chidozie Awaziem (19 anos)
Rankings DPcA: 73 / 1.084 / 5,62

Teve estreia de sonho na Luz, que se estendeu por mais um par de jogos, mas desde então foi caindo até à desgraça da final da Taça. No momento, o valor do nigeriano estará entre esses dois extremos, mas temo que não tenha ainda qualidade suficiente para se afirmar no plantel. Seria um desperdício deixá-lo ir em definitivo, pelo que um empréstimo com garantias de utilização seria o ideal. 

VeredictoSAI

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4 - Maicon (27 anos)
Rankings DPcA: 117 / 1.709 / 5,32

Já escrevi o que penso no post anterior, mas não me importo de voltar a pôr sal na ferida. Sempre me pareceu um tijolo reluzente vestido de azul e branco. Não gosto dele, é lento, duro de rins e "pouco inteligente" para ser contido. Já foi muito tarde. 

VeredictoSAI

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5 - Iván Marcano (29 anos)
Rankings DPcA: 173 / 2.966 / 5,24

Parecia ser um tipo discreto, que passa pelos jogos cumprindo a sua função sem dar muito nas vistas. Até que cometeu o primeiro erro de palmatória. E depois o segundo. E o terceiro. E o... E finalmente "limpou-nos" a Taça. Chega. É para mim uma afronta vê-lo ainda em estágio, com possibilidades de continuar. Serve para avaliar o quanto desceu a nossa fasquia de exigência. A nossa, não: a deles. A minha mantém-se: rua! 

VeredictoSAI

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24 - Igor Lichnovsky (22 anos)
Rankings DPcA: 15 / 270 / 5,00

Vi pouco do rapaz, para ser sincero. Mas foi contratado para a B, certo? E no empréstimo ao Gijón participou em apenas dois jogos. Não deve ser grande espingarda, deduzo. E por estes dias, não sobra espaço para incógnitas tão grandes. Assim sendo, deverá ceder a sua vaga no plantel a quem se possa assumir como opção válida quer na Taça da Liga, quer na Liga dos Campeões. 

VeredictoSAI

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14 - José Ángel (26 anos)
Rankings DPcA: 72 / 1.284 / 4,80

Se eu conseguisse traduzir por palavras tudo o que sinto pelo jogador em apreço, dedicava-me a escrever obras de terror. Como não consigo, apenas refiro que se trata de um tipo porreiro, como muitos dos que jogavam comigo e contra mim nos jogos ao fim-de-semana. Tudo dito, certo? 

VeredictoSAI

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Saídas: Maicon, Victor Garcia, Lichnovsky, Ángel, Alex Sandro, Cissokho

Entradas: Felipe, Alex Telles, Reyes


Conclusão: Mais uma verdadeira revolução no sector que de mais estabilidade precisa para dar boa conta de si. Fazendo fé no valor acrescentado que Felipe e Alex Telles trarão à equipa, falta ainda assim contratar outro central de valor inquestionável e decidir quais os outros dois que farão parte do plantel de entre o lote composto por Indi, Reyes, Chidozie e... Marcano. E falta encontrar um quarto lateral, já que Victor Garcia não servia.



Meio-Campo


Rankings DPcA - médias do sector: 155,5 /1.823/ 5,84 (pontos/minutos/pontos por jogo)

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22 - Danilo Pereira (24 anos)
Rankings DPcA: 282 / 3.558 / 6,41

Ganhou o Pedroto de Jogador do Ano do blogue e isso diz quase tudo. Foi das contratações que mais desejei e aplaudi e o rapaz pagou-me a confiança com juros obscenos. Uma primeira época muito, muito boa, que nem os recuos para central fizeram perigar. Para mim, seria já um dos capitães deste novo Porto. Que seja possível mantê-lo por alguns anos mais, é o que desejo. 

Veredicto: FICA

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13 - Sérgio Oliveira (24 anos)
Rankings DPcA: 106 / 1.240 / 6,24

Nenhum treinador quis verdadeiramente apostar nele (excepto talvez Rui Barros), mas o último dos coveiros viu-se forçado a apostar nele e acabou por se surpreender com a qualidade que acrescentou ao jogo colectivo. Ainda assim, em jogos chave como em Dortmund, foi vilmente sacrificado quando a equipa mais precisa dos seus préstimos. Não é um jogador acabado e muito menos perfeito, mas tem muito talento ainda mal aproveitado. Espero que se possa confirmar nesta nova temporada.

Veredicto: FICA

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20 - André André (26 anos)
Rankings DPcA: 227 / 2.499 / 6,14

Teve um começo de temporada que terá excedido os seus melhores sonhos, culminando com o golo da vitória nos últimos segundos da recepção ao Benfica. Não tem a genialidade de outros, mas é de raça e as grandes equipas também se fazem com estes jogadores cheios de alma. Infelizmente ficou sem pilhas ainda antes do final de 2015 e nunca mais conseguiu recarregá-las quando voltou de lesão. Naturalmente, a dúvida instalou-se e é legítimo questionar o que poderá ser realmente André André. Eu aposto que será o bom André e por isso estaria de pedra e cal no meu Porto 2016/17. 

Veredicto: FICA 

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6 - Rúben Neves (19 anos)
Rankings DPcA: 201 / 2.277 / 5,74 

Cresceu tão depressa na equipa principal que, de repente, já se comete a injustiça tremenda de o julgar como se de um jogador feito se tratasse. É ainda um menino e merece ter o tempo de que precisa. Tem, em minha opinião, sido mal encaminhado para posição mais defensiva do meio-campo, mas nem isso lhe retira o mérito de se estar a afirmar tão precocemente. Os próximos anos têm de ser de crescimento e consolidação em simultâneo e não conheço nenhum sítio melhor para o conseguir do que no Dragão. 

Veredicto: FICA

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15 - Evandro (29 anos)
Rankings DPcA: 103 / 793 / 5,72 

Um desperdício. É assim que resumo a carreira de Evandro no Porto. Tem mais talento do que alguma vez tenho podido/conseguido demonstrar, muito por culpa de ter aceitado as regras lopeteguianas (mas se não o tivesse feito, teria continuado?...). No entanto, o facto é que nunca conseguiu ser solução nem impor-se, ao ponto de o considerar dispensável. Mas atenção: tenho dele a melhor das impressões enquanto pessoa e não aceito que possa ser destratado de alguma forma. Se não o quiserem (e compreendo que assim possa ser), que o ajudem a encontrar um bom destino, condizente com a sua qualidade. 

Veredicto: TALVEZ

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16 - Héctor Herrera (26 anos)
Rankings DPcA: 207 / 2.841 / 5,59 

Este hombre é uma montanha russa de emoções, digno de uma verdadeira novela mexicana. Passa jogos a fio no fundo do poço, a puxar a equipa para baixo, para de repente subir aos píncaros e sacar exibições de grande qualidade. Infelizmente, apenas para voltar a cair para as profundezas. E como não tem (nem de perto) a qualidade suficiente para justificar ter uma equipa sujeita às suas variações de humor, creio que é altura de assumir que o melhor para todos seria a sua venda. Evidentemente que isso implica haver um comprador disposto a pagar um preço justo. Até ao momento, nada. Mas mantenho a fé no "mercado". 

Veredicto: SAI

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48 - Francisco Ramos (21 anos)
Rankings DPcA: 11 / 36 / 5,50 

Já é conhecido o seu empréstimo ao Desportivo de Chaves e devo dizer que concordo com a solução, desde que esteja acautelada a sua utilização. Para estar parado, não. Acredito que possa voltar um dia, mas confesso que não apostaria o meu dinheiro nisso... 

VeredictoSAI 

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24 - Giannelli Imbula (23 anos)

Foi-se no mercado de inverno após quatro meses decepcionantes. Pouco mais há a registar sobre este erro de casting, excepto para relembrar os responsáveis pela sua contratação do erro cometido, para que não o voltem a cometer.

Rankings DPcA: 107 / 1.339 / 5,35

VeredictoSAI

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Saídas: Imbula, Francisco Ramos (empréstimo)

Entradas: João Teixeira, Otávio, Quintero, Josué


Conclusão: sector de maior estabilidade mas que ainda assim carece de alguns ajustes. Se o treinador confia em Otávio ou em Quintero ou até em João Teixeira para ser o médio criativo, estamos servidos. Se não acredita, precisamos de um. E precisamos também de outro "trinco", para ser a sombra de Danilo (não, o Rúben não, por favor).



Ataque


Rankings DPcA - médias do sector: 155,5 /1.823/ 5,84 (pontos/minutos/pontos por jogo)

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7 - Silvestre Varela (31 anos)
Rankings DPcA: 166 / 1.728 / 5,35 

E não é que, contra as minhas expectativas, o velho Silvestre foi mesmo reintegrado como se nada fosse e acabou por ser bem útil? Útil, não importante. Muito menos decisivo. Mas ajudou a fazer número e a compor as laterais ofensivas. E teve alguns bons jogos, sejamos justos. Não há dúvidas que vai continuar e parece-me bem, desde que se perceba que é uma solução secundária - artistas principais, precisam-se. 

Veredicto: FICA

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8 - Yacine Brahimi (26 anos)
Rankings DPcA: 262 / 3.215 / 6,24

Tenho repetido que é (de longe) o tecnicamente mais dotado em todo o plantel, tal como tenho insistido que não sabe o que fazer com esse dote. A isto acresce o seu mau feitio (para ser suave), que a cada passo se revela para meu desespero. Tudo pesado, seria o primeiro que eu tentaria vender por bom dinheiro. Mas como há pouco quem compre Ádrians López por Griezmanns, não será fácil. E assim sendo o mais certo é ter que levar com ele mais uma época. Que pode ser estrondosa, se ele quiser e o ajudarem. Já veremos. 

Veredicto: TALVEZ

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11 - Moussa Marega (25 anos)
Rankings DPcA: 60 / 500 / 5,45

Outro que já se sabe que não vai continuar. Em todo o caso pergunto-me sobre os motivos que levaram à sua contratação. Será que desapontou assim tanto? Não creio. Na verdade, foi muito mais vítima do que culpado. E não é com falhas técnicas que se justifica a dispensa de um jogador contratado há 6 meses por €4M. Algo continua a não bater certo e esse algo é o desnorte de quem nos conduz navegando à vista. Para não ser mais cáustico. 

Veredicto: TALVEZ

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17 - Jesus Corona (23 anos)
Rankings DPcA: 207 / 2.311 / 5,91

Na sua época de estreia oscilou muito entre o bom e o medíocre, mas é um caso típico de jogador talentoso à espera que o ensinem a jogar o melhor que pode. Tem tudo para singrar se de facto evoluir. Aposto nele em todo o caso.

Veredicto: FICA

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9 - Aboubakar (24 anos)
Rankings DPcA: 237 / 3.086 / 5,78

Limito-me a repetir o que já escrevi acima sobre ele:
"(...) começou em grande estilo e criou a ilusão de poder substituir Jackson sem grandes dores. Infelizmente não passou disso, uma ilusão. Hoje todos o vemos como um negro grande, tosco e atabalhoado, incapaz de fazer golos de forma regular e consistente. Algures pelo meio estará a realidade, mas o Porto não pode depender de um jogador assim". É para vender, portanto.

VeredictoSAI

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19 - André Silva (20 anos)
Rankings DPcA: 69 / 800 / 5,75

Obviamente fica. E para jogar. Mas não sem concorrência à altura, seria cruel e contraproducente responsabilizá-lo por inteiro pela nossa facturação. 

Veredicto: FICA

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39 - Suk Hyun-jun (25 anos)
Rankings DPcA: 78 / 703 / 6,00

Gostei muito da atitude com que chegou mas tenho dúvidas sobre a sua capacidade para jogar cá. Na dúvida e na falta de alternativas mais credíveis, por que não mantê-lo?

Veredicto: TALVEZ

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23 - Alberto Bueno (28 anos)
Rankings DPcA: 38 / 410 / 6,33

Quem és tu, Alberto Bueno? É a pergunta do milhão de euros. Não sei quem é, mas - já que cá está - faço questão de descobrir. Se o rapaz entretanto aguentar dois jogos sem se lesionar, é claro.

Veredicto: FICA

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47 - Ismael Diáz (19 anos)
Rankings DPcA: 5 / 11 / 5,00

Desculpem a minha ignorância, mas à parte da lesão que sofreu, não sei que será feito deste jovem panamiano. Sei sim que gostei muito de o ver na B e que gostaria que evoluísse na equipa principal.

Veredicto: TALVEZ

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Saídas:  Marega, Osvaldo

Entradas: Hêrnani 


Conclusão: tudo espremido, sobram mais dúvidas do que certezas. Mas certa, certa é a necessidade de contratar um goleador para ombrear com André Silva (e de preferência, mais credenciado). Assim como parece evidente a urgência em reforçar as "extremidades", mais ainda se se der o milagre de se conseguir vender Brahimi.


Em resumo, precisamos de: um central, um lateral, um trinco, um criativo, um goleador e um extremo. Só. Mas algumas destas soluções podem já morar no clube, assim haja vontade para lhes dar um oportunidade. Tem a palavra a SAD.

Mesmo a propósito, aproveito para partilhar um quadro com a situação actual do exército de emprestados (ou a emprestar), símbolo máximo do desperdício que assola a gestão do clube:


Jogadores emprestados pelo F.C. Porto


Demasiada gente a soldo do clube e que em nada contribui para o seu sucesso. Quem quiser saber o que fez cada um dos emprestados na época 2015/16, pode consultar este bom trabalho do zerozero.pt.


E a propósito deste assunto não posso deixar de fazer uma referência ao "caso Zé Manuel", o ex-Boavista que foi contratado ainda durante o decorrer da época e que nunca chegou a ter uma hipótese real de tentar a sua sorte no Porto.

A pergunta essencial impõe-se: porquê contratar Zé Manuel? Já li várias tentativas de explicação mas nenhuma se aproxima de me convencer. Sem me querer aventurar nos terrenos pantanosos dos favores e das comissões (porque não tenho dados que o indiciem - nem o seu contrário), fica claro que se Zé Manuel foi contratado para não jogar, este acto de gestão - por pouco significativo que seja para as nossas contas - é um acto de gestão danosa e exige-se um esclarecimento oficial sobre o assunto que explique o propósito da contratação.

Hoje é noticiado que Zé Manuel vai representar o Vitória de Setúbal por empréstimo, o que a confirmar-se retira margem de manobra para mais especulação. O jogador foi mesmo contratado para não jogar. E eu - sócio e accionista da SAD - exijo saber por que motivo.




Do Porto com Amor




terça-feira, 19 de julho de 2016

Análise da Época 2015/16 - Parte Um (As Estatísticas)


Há sensivelmente um ano fiz a análise da época que tinha então terminado (2014/15) dividida por um conjunto de artigos que consagravam as diferentes vertentes que concorreram para o desfecho final mais relevante: segundo lugar no campeonato, a três pontos do Benfica. E por este facto, fiz essa análise em termos comparativos com os de Lisboa (onzes mais utilizados, golos, disciplina, posição a posição e a decisiva arbitragem).


Bruno Sousa

Ora em 2015/16 esse tipo de comparação não faz qualquer sentido, tão distantes que acabámos do primeiro (e do segundo) lugar. Mas para compensar, este ano tenho as Notas DPcA para "avalizar" o julgamento que farei de cada jogador do plantel. Assim sendo, começo agora pelas prestações individuais e no post seguinte tratarei de "comentar" os jogadores um a um, traçando-lhes um vaticínio quando ao seu futuro imediato.


Começando pela análise do grau de utilização dos jogadores que fizeram parte do plantel, atente o estimado leitor ao quadro abaixo.


Quadro 1 - Utilização

Na minha perspectiva, importa salientar o seguinte:

- Ao todo, foram 32 os jogadores que participaram em competições oficiais pela equipa principal;

- Quem participou em mais partidas foram Danilo (45), Brahimi (44), Aboubakar e Maxi (42), Layún (41) e Casillas (40);

- Não obstante, o top reorganiza-se quando se analisa quem somou mais minutos de jogo: Maxi (3.732), Layún (3.610), Casillas (3.600), Danilo (3.558), Brahimi (3.215) e Aboubakar (3.086) formam o sexteto que ultrapassou os três mil minutos de jogos;

- Mais alinhado com o ponto anterior está a tabela dos jogos completos (titular não substituído), registando-se um empate no primeiro lugar entre Casillas e Maxi (40 jogos completos), seguidos com alguma distância por Danilo (35 em 45 possíveis), Layún (34 em 41), Indi (33 em 34), e Marcano (31 em 33). Pela negativa, destaque para o reduzido número de Brahimi (apenas 12 em 44!), Aboubakar (22 em 42), Rúben (14 em 38) e Corona (11 em 35) e Varela (9 em 34).

- Outra estatística curiosa, a das maiores séries de jogos consecutivos, surpreendentemente liderada por Varela (16 participações consecutivas), seguindo-se a dupla Danilo e André André (14) e de novo outra surpresa: Marega com 12...




Compreendida a utilização nas suas diferentes perspectivas, avancemos agora para o sal e a pimenta do futebol, os golos e as assistências, em absoluto e "temperados" pelo tempo de utilização de cada jogador.


Quadro 2 - Golos e Assistências


Notas a reter:

- Apesar de "tudo", Aboubakar foi mesmo o nosso goleador-mor com um reduzido pecúlio de 18 golos oficiais. Os segundos da lista registaram apenas metade do camaronês, Herrera (!) e Brahimi com 9 cada e em terceiro ficou Corona com 8 golos;

- Destaque para os 6 golos de Layún, bem ladeado por Danilo e André André. Abaixo destes, ninguém conseguiu fazer mais do que 3 golos. No total, foram 21 os jogadores que fizeram o gosto ao pé;

- Aboubakar foi também quem registou a melhor média (0,43 golos por jogo), mas que ainda assim foi manifestamente baixa para um ponta-de-lança principal. O sempre lesionado Bueno acabou por ser o segundo da lista (0,25) e Herrera o terceiro (0,24);

- Em termos de minutos necessários para fazer um golo, Aboubakar (171) e Bueno (205) mantiveram os dois lugares cimeiros, mas o menino André Silva conseguiu ainda chegar a tempo de fechar o pódio com 267 minutos;

- Se Abou foi o rei dos golos, Layún foi o imperador das assistências. Para surpresa geral, o mexicano vindo do Watford somou um total de 16 assistências para golo em 2015/16 (pelas minhas contas, já que não há dados oficiais), consumando-se como o verdadeiro abono de família dos seus companheiros de equipa. Quem mais se aproximou dele foi o outro lateral da equipa, Maxi Pereira com umas respeitáveis 10 assistências. Já muito distantes ficaram em terceiro ex aequo Brahimi e Corona com 4 cada.



Revistos os golos e as assistências, avancemos para o ponto alto da festa: os Rankings DPcA! Como facilmente se poderá deduzir, esta classificação tem por base as análises feitas no blogue às prestações individuais de cada participante em cada um dos jogos "cobertos", que na realidade (sai de mim inginheiro!) foram todos os oficiais.

Sem mais demora, que se abram as cortinas e que subam ao palco o(s) melhor(es) e os piores desta época miserável...


Quadro 3 - Ranking DPcA


A partir deste ranking e de outros factores mais emocionais e qualitativos foram então escolhidos os laureados para os Pedrotos, que são os óscares DPcA.


Jogador do Ano DPcADanilo Pereira!

O jovem que mal chegou tive o prazer de baptizar de Godzuki (um pequeno monstro...) assumiu com grande qualidade e maturidade o peso de jogar de Dragão ao peito e paulatinamente foi conquistando o seu espaço, passando de incógnita a insubstituível. Venceu e convenceu duplamente, porque além de somar o maior número de pontos, registou igualmente a melhor média por jogo. Curiosamente, nunca acabou eleito o melhor em campo (MeC), embora me lembre de várias vezes o ter elegido como o melhor da equipa... faltou-lhe companhia adequada, portanto.

Candidato(s) vencido(s): Layún



MeC do Ano DPcA: Yacine Brahimi!

É com alguma surpresa e consternação que me resigno a entregar esta estatueta ao argelino... é factual, foi ele quem mais vezes conseguiu a distinção... mas custa-me dar-lhe um prémio positivo, uma vez que tem mau carácter. E além disso, tem muito talento mas é pouco jogador. Enfim, toma lá e desaparece.

Candidato(s) vencido(s): Layún (era só mais uma, carajo!)



Revelação do Ano DPcAAndré Silva!

Poderia ter sido outra a escolha, mas por esta altura não há portista que não suspire por ver mais do (muito) jovem avançado que a meio da época foi promovido da B para a equipa principal. Não é preciso explicar muito mais, basta ter assistido às suas exibições. Que para o ano possa ser ele o jogador do ano...

Candidato(s) vencido(s): Layún, Danilo, Sérgio Oliveira, André André



Prémio DPcA "O Azul Que Bem Que Te Fica"Maximiliano Pereira!

Os anos passam, já não vai para novo, já não é o que era... tudo certo. Mas veio. E, pese embora o desfecho do campeonato, deu-lhes um melão que se via do Marquês. E além disso, fez uma época bem positiva, tapando por completo o buraco deixado na direita pela saída de Danilo. Para mim, está justificado o prémio. Nem precisava de ter festejado daquela maneira na luz.

Candidato(s) vencido(s): Gaitán



Como a vida não é só coisas boas, temos também que distinguir aqueles que mais contribuíram para o nosso insucesso. Para tal, temos igualmente uma estatueta de chumbo, entregue em mãos aos vencedores a uma temperatura nunca inferior a 200 graus. Senhoras e senhores, eis os Lopeteguis do ano.


"Calhau com 2 Olhos" do Ano DPcA: Maicon!

E peço muita desculpa a todos os calhaus, incluindo os ceguinhos... não sei e creio que nunca irei saber ao certo se a rábula que finalmente o levou para fora daqui foi exactamente como que nos quiseram fazer crer. Mas, tratando-se deste paraplégico andante pouco me importa. O que releva é que foi. De vez. Obrigado, só falta mais meia-dúzia.

Candidato(s) vencido(s): Marcano (por uma unha negra)



Prémio DPcA "O Que É Que Estou Aqui a Fazer?":  José Ángel!

Permitam-me responder numa singela palavra: NADA! Ou se quisermos ser pessimistas, a ocupar a vaga de um jogador a sério. É isso.

Candidato(s) vencido(s): Marcano (por uma unha negra), Imbula, Osvaldo



Prémio DPcA "Quando For Grande Quero Ser Treinador":  LopeteguiPeseiro!

Que venham os dois ao palco... ai espera, não é um teatro, é uma feira circense... então sentem-nos na vertigem de um barril de piche, à distância de uma bola certeira num alvo de 10 metros... e estendam-lhes uma passadeira de penas (de ganso). E se sobrar material, é favor entregar na SAD, com serviço completo.

Candidato(s) vencido(s): Rui Barros...


 
E pronto, assim se avacalha um trabalho supostamente sério e moroso (muito moroso...) como é o Ranking DPcA. Mas se alguém o quiser discutir mais em detalhe, estou aqui, à disposição.


Para terminar e como consequência directa das pontuações acumuladas, seguem-se os melhores onzes da temporada 2015/16:


Quadro 4 - Melhores 11s


 Destaques:

- Como é que se pretende ganhar alguma coisa com aquela dupla de centrais, assumindo já que as alternativas eram ainda piores? Nada como a justiça "divina" das médias para pôr o espanhol de lá para fora;

- Apesar da queda abrupta na segunda metade da temporada, André André acabou por fazer o suficiente na primeira para merecer honras de onze principal. Em sentido inverso, Herrera acabou por ganhar o lugar já na segunda parte da época (o que também pode ajudar a explicar o desfecho final...). Nota para a entrada justíssima de Sérgio Oliveira quando se passa a considerar a pontuação média em vez da absoluta;

- O trio da frente acabou por ser o que se antecipava à partida - falta saber se por mérito próprio ou se por falta de melhores soluções. Bem, eu sei... Ainda assim, curiosa a entrada de Suk quando passamos a "falar" de médias (ainda que para o lugar de um defesa).



É esta a beleza dos números. São o que são, para quem os quiser ver e sobre eles reflectir. Já as reflexões podem ser diversas, já se sabe, mesmo tratando-se apenas das sérias (porque das outras nem vale a pena falar).

Infelizmente, todo este trabalho apenas acabou por confirmar todas as ideias que tinha sobre a fragilidade e inconsistência deste plantel. Traduziu-se tudo em (maus) resultados, mesmo que inacreditavelmente amplificados pelos péssimos préstimos dos "treinadores" que nos representaram.

Mais do que outra coisa qualquer, esta época de 2015/16 deverá ser lembrada como um falhanço absoluto da SAD liderada por Pinto da Costa. Em particular, Antero Henrique sai dela com a sua cotação muito desvalorizada, porque afinal se trata da terceira consecutiva sem ganhar o campeonato (ou outra coisa qualquer). Falharam as contratações do(s) treinador(es) e falhou a composição de um plantel equilibrado e capaz de ser campeão nacional. Entre outras coisas menos importantes. Um desastre. E por isso, aqui entrego o último "prémio" da época, infeliz e obviamente um Lopetegui:

Lampião do Ano DPcA: Antero Henrique (em representação de toda a FCP SAD)



Já a seguir, a análise individual aos jogadores e o meu "veredicto" quanto à sua continuidade nesta nova época que já está em andamento.



Do Porto com Amor



segunda-feira, 11 de julho de 2016

Merci Payet. Obrigado Fernando Santos.


Aquele que parecia ser o início do fim, acabou por ser o momento decisivo para fazer de Portugal o novo Campeão Europeu.
 


Estava o jogo ainda a dar os primeiros passos quando uma tragédia, de proporções aparentemente gregas (como a de há 12 anos), se abateu sobre todos os portugueses que assistiam à final de Paris. Ronaldo, o super-jogador/capitão/selecionador foi cirurgicamente abalroado pelo melhor jogador do torneio, o "francês" Payet. Pela reação de Cristiano, logo se anteviu que a sua participação acabara ali. O melhor jogador da Europa (no mínimo) estava fora do jogo decisivo, disputado em casa do adversário que, além do mais, era já o grande (e justo) favorito à vitória... Fossemos nós os gauleses e naquele momento o céu teria desabado sobre as nossas cabeças.



No entanto, aquele momento que parecia ser o fim do sonho português, acabou por ser precisamente o momento em que o sonho se começou a transformar em realidade. Do lado nacional, houve um toque a rebate que uniu ainda mais os restantes jogadores. Agora era preciso ganhar em nome do infortunado capitão. Dentro de campo, passamos a ter uma equipa onde todos defendiam e onde todos se sentiram mais à vontade a poder "exprimir" o seu futebol sem o constrangimento de poder desagradar ao craque (que o diga João Mário). Mais equilíbrio, ainda mais disponibilidade para defender e esperar pelo momento certo.



Do lado francês, veio também uma inesperada reacção à saída do lesionado Ronaldo. Deu a sensação que um sentimento de culpa teria invadido as cabeças dos jogadores, quebrando-lhes de imediato o ímpeto ofensivo (que já ameaçava transformar-se em golo) e os submergiu numa estranha apatia, numa tácito pacto de não-agressão durante largos minutos. Uma espécie de luto em memória do finalista CR7. Em particular a Payet, que pareceu nunca mais se ter recuperado e foi mesmo o primeiro a ser substituído em meados da segunda parte, quando o jogo recuperou enfim a sua normal competitividade.



Portugal voltou a ser Portugal. Compacto, fechado atrás, policiando de perto as movimentações dos bandidos mais temidos do adversário. Desta vez, sem o facilitador Ronaldo para resolver um dos "toca-e-foge" lá na frente.



Para lá da lesão e do golo de Éder (já lá vamos), houve outros dois momentos fundamentais no desfecho final. A careta que o poste de Patrício (grande exibição, o melhor em campo em minha opinião) fez a Gignac mesmo em cima dos noventa. E a decisão de Fernando Santos (finalmente posso fazer-lhe um elogio sem engasgo) em fazer entrar um ponta-de-lança. Foi Éder, porque não havia outro. Foi Éder porque foi ele o escolhido de seleccionador. O único escolhido para a posição. Nessa decisão, Fernando Santos foi, finalmente, audaz. E acabou por merecer a felicidade que chegou logo a seguir.



Éder, o acidental herói do mar. Não escrevi mas disse várias vezes entre amigos que Éder não justificava a presença na convocatória. Que era um erro levar apenas um ponta-de-lança mas que a seguir essa opção, André Silva faria muito mais sentido, por representar o futuro... e o presente. Não altero uma vírgula. Não só porque Éder não estava numa fase particularmente feliz na seleção, mas porque considero o nosso menino já hoje mais capaz. Quis a providência que houvesse um remake de um filme de sonho, agora intitulado "O Fabuloso Destino de Édelie". Ainda bem para Portugal e ainda bem para Éder. Valeu a pena estar no sítio certo à hora marcada.



Quanto a mim, acabei surpreendido (ou não...) ao espontaneamente gritar GOLO! após o remate de Éderzito. E a emocionar-me com quem se emocionava à minha volta. E a ficar muito feliz pela vingança servida aos franceses com tamanho requinte de malvadez que durante muito tempo irá alimentar um inabalável orgulho dos muitos portugueses que por lá vivem e trabalham. E pelos quatro cantos do mundo. Já hoje foi tempo de regressar à parvónia, com as avenidas da capital a encherem-se de felizes inúteis para saudar os campeões. Tudo normal, portanto.



Antes de encerrar de vez o EURO 2016, o reconhecimento de um erro. Ou de uma previsão falhada. Ou de uma crítica injusta. Escrevi que Renato Sanches não merecia estar nos 23 e mantenho-o. Mas escrevi também que não acrescentaria nada de útil à equipa e enganei-me redondamente. Foi de facto útil e importante nesta conquista. Mérito para quem confiou nele, portanto. E assim chego a onde queria: estou agora em paz com Fernando Santos. Não se trata de mudar de opinião, trata-se de reconhecer que ele estava certo e eu errado. Ele é que sabe. Ele é que ganhou, e nenhum outro antes dele o havia conseguido. Parabéns a Fernando Santos. Parabéns a Danilo e aos demais 22 selecionados.



Portugal é finalmente Campeão da Europa e assim continuará durante os próximos quatro anos. Ontem li isto algures no facebook: "Tenho 42 anos e já fui campeão da Europa três vezes. Que sorte a minha!". Subscrevo na íntegra. Quem nunca tinha sido, agora já sabe como é.







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Com o fim do EURO terminou também a respectiva liga Do Porto com Mística, com os Maldito EC de Luciano Silva a aguentarem brilhantemente a liderança e assim se sagrarem vencedores da nossa liga!



Parabéns ao Luciano e a todos os que jogaram até final. As ligas fantasy regressam em Setembro com as competições oficiais de clubes! 


Do Porto com Amor