Do Porto com Amor: Fevereiro 2017

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Allegri e Felix vai esta Signora


Há dias em que mais vale falar do adversário para melhor perceber tudo o que (não) fizemos. São raros, felizmente, mas hoje é um desses dias.



A (ou melhor, o) Juventus FC, penta-campeão italiano e bem lançado a caminho do hexa, apresentou-se hoje no Dragão com uma equipa de sonho, fortíssima em todas as posições e com um banco de luxo. Nem mesmo a ausência (por opção) de Bonucci poderia lançar qualquer suspeição sobre o tremendo potencial desta equipa. Não sou especialista em Juventus, mas não tenho dúvidas em afirmar que tem um dos seus planteis mais fortes de sempre e que, por isso mesmo, aspiram (nada) secretamente a conquistar esta Champions.

Para juntar todas estas peças de relojoaria existe Massimiliano Allegri, um treinador experiente, vitorioso e de qualidade (apesar de má reputação de que goza junto de muitos adeptos), que soube dar seguimento ao não menos meritório trabalho de Conte (outro mal-amado, que está de novo a provar o seu valor no Chelsea).

Começaram a ganhar este jogo ao não subestimar este Porto, bem menos competente do que muitos outros de épocas passadas, apostando num jogo de circulação de bola, sem imprimir grande ritmo e muito menos sem se expor a dissabores nas costas da sua defesa. Evidentemente que a enorme experiência de Buffon, Chiellini, Barzagli e Lichtsteiner são um posto, mas cobram também uma factura em termos de velocidade e aceleração. E o nosso Alex Sandro também não é propriamente um speed demon (mas nem por isso deixou de fazer um grande jogo).

No meio, Khedira e Pjanic controlaram sempre as operações, o primeiro mais concentrado em evitar as investidas portistas, o segundo a levantar a cabeça e fazer jogar os seus companheiros mais adiantados.

Mandzukic e Cuadrado nas alas, a fechar e a investir, com Dybala solto a procurar criar o pandemónio por todo o lado. Na frente, sempre com a mira fixada para lá de Casillas, Higuain

Repito, equipa de sonho, bem orientada por um bom treinador. E sabem que mais? Foram dois suplentes que fizeram os golos.



Souberam ter a paciência necessária para esperar pelas suas oportunidades, que naturalmente foram surgindo com mais frequência à medida que o cronómetro avançava, fruto do desgaste de um adversário em inferioridade numérica e da sua própria imensa qualidade. O nulo ao intervalo era sobretudo um prémio para a qualidade do esforço defensivo do Porto, mas que, ao travar essa batalha, deixou de criar qualquer perigo. Tinha que ser assim, digo eu.

No recomeço, a mesma postura. Havia ainda muito tempo e seria improvável o adversário com dez resistir mais de sessenta minutos com a mesma intensidade defensiva. Bem surpreendido deverá ter ficado Allegri, quando viu sair Rúben Neves para dar lugar a Corona. Surpreendido mas agradecido, uma vez que em campo continuou a nulidade mexicana que dá pelo nome de Herrera

Não tardou muito a fazer entrar Pjaca, um médio croata muito promissor, para explorar a ainda mais reduzida presença no miolo defensivo. Cinco minutos volvidos, o croata inaugura o marcador com um bom remate cruzado e após assistência impecável de Layún.

Aqui, o Porto quebrou de vez, física mas sobretudo animicamente. A Juve e o seu treinador sentiram a oportunidade de selar a passagem aos quartos logo na primeira mão e vieram para cima de nós - com mais intensidade, mas sem nunca perder a compostura. Allegri retirou o já amarelado e entradote lateral suíço e lançou Dani Alves (sim, Dani Alves no banco, vejam bem), que apenas precisou de um minuto para aproveitar o bom cruzamento do soneca e a marcação virtual de Jota, entretanto chamado a substituir Brahimi.

Pelo meio e até final, sobraram ainda outras boas oportunidade para marcar, mas dois golos são já uma vantagem muito, muito confortável. Só uma hecatombe/milagre poderá ainda reverter o provável desfecho da eliminatória.

No final de contas, foi uma agradável viagem ao melhor destino europeu do momento, com a vantagem de levar já o apuramento na bagagem de regresso a Turim.

Uma nota final para a questão da cor do nosso equipamento. Insurgi-me mal vi que ia ser o preto, mas agora percebo porquê. Quem ainda não souber, que clique aqui. Azar puro.





Notas DPcA 

Dia de jogo: 22/02/2017, 19h45, Estádio do Dragão, FC Porto - Juventus FC (0-2). 


Casillas (7): Algumas boas defesas, dignas do seu palmarés, ensombradas apenas pelas apressadas e displicentes colocações da bola em jogo.

Maxi (5): A raça de sempre, mas já sem capacidade física para a acompanhar. Se contra os Tondelas já se vai notando, contras as Juventus é indisfarçável.

Alex Telles (1): Entrou no jogo nervoso como nunca o tinha visto, como que a fazer prever o que viria a seguir. O primeiro amarelo poderia ter sido vermelho directo, o segundo amarelo é justo, apesar do aproveitamento de Lichtsteiner. Momento muito mau que nos custou a eliminatória. Melhores dias virão, já fez o suficiente para merecer o meu perdão Portista.

Marcano (8): Um jogo soberbo, implacável em quase todos os duelas e dobras. Se falhou, não dei por isso.

Felipe (8): Um jogo soberbo, implacável em quase todos os duelas e dobras. Se falhou, não dei por isso.

Danilo (7): Estava a dominar a sua área de influência com classe, até que veio a expulsão. Depois teve de trabalhar a dobrar, mas nunca perdeu o sentido de estado. Muito boa partida. Será talvez o único que seria titular nesta Juve.

< 61' Rúben Neves (6): Estava a fazer um jogo bem razoável até à expulsão. Depois, foi obrigado a trabalho de sapa, sem margem para pensar em atacar. A sua saída é mais um dos insondáveis mistérios do universo, tendo em conta que havia Herrera.

Herrera (3): O seu único registo positivo aconteceu aos 83 minutos, quando ganhou apenas um amarelo mas derrubou dois italianos de uma vez só. E vá lá, aquela cabeçada não totalmente má a passe de Layún. Quase tudo o resto é inenarrável. Segundo O Jogo, a "agressão" ao seu pé esquerdo aconteceu aos '50, pelo que me sobram duas questões: 1) por que motivo não jogou durante esses primeiros 50 minutos e 2) por que motivo não foi substituído, se a dor correspondia ao que se pode ver no final. Tem a palavra NES. 

< 73' Brahimi (6): Não teve tempo nem engenho para brilhar no seu palco preferido, apesar do esforço. Sempre que tentava furar recorrendo à sua técnica de cabine telefónica, logo dois ou três italianos caiam em cima dele e não soube nunca como evitar a armadilha, por não levantar a cabeça e simplificar com um passe para alguém mais liberto. Ainda não é desta que nos rende uns milhões.

Soares (6): Alguma vez havia de ser, não marcar num jogo pelo Porto. Foi hoje e nem sequer foi por ser perdulário; simplesmente não teve oportunidades. Nem meia, sequer. Batalhou o que pode até que também ele quebrou.

< 30' André Silva (5): Estava a trabalhar na frente, como é habitual, à procura de espaço e de ganhar tempo para os companheiros poderem subir, quando foi sacrificado em nome de Telles. Antes disso, ainda arrancou o livre mais perigoso de que dispusemos em todo o encontro.

> 30' Layún (5): Assumiu bem o papel que lhe caiu no colo de surpresa, cumprindo nas tarefas defensivas e procurando alguns passes bem colocados, como lhe é característico. Por cruel ironia, a sua obra-prima foi a assistência involuntária para Pjaca e com isso fica negativamente ligado ao baixar de braços da equipa.

> 61' Corona (5): Aposta arrojada de NES, não foi capaz de corresponder porque entretanto vieram os golos do adversário e o descalabro colectivo. Correu como os outros...

> 73' Diogo Jota (4): Entrou a despropósito e não conseguiu acrescentar nada ao jogo, talvez porque já estivesse na linha quando aconteceu o tal primeiro golo que quebrou o nosso espírito. Certo é que teve grande responsabilidade no segundo, ao não acompanhar o seu Dani Alves. Só não teve culpa de ser chamado ao jogo.




NES (3): Começando pelo princípio, voltou a optar por incluir Herrera no onze inicial, com tudo o que isso representa (sempre) de mau para a equipa. O reforço dado por Rúben a Danilo seria sempre bem-vindo, mas haveria que ter alguém que desse algo mais, uma espécie de Pjanic, que por cá se chama de Óliver. Não teve evidentemente culpa da loucura de Telles e começou por mexer a preceito; o sacrifício de AS foi o mais natural para permitir recompor a defesa com Layún. A equipa respondeu como seria de esperar, defendendo-se com unhas e dentes e resistindo até ao intervalo, mesmo reduzida a nove (Herrera, lembram-se?). 

À hora de jogo, sacou do bolso a coragem que não mostrou ter contra o Estoril, por exemplo, e com menos um homem (dois, pois), tirou um dos dois jogadores que estavam a segurar o dique e lançou um extremo. Tirar Herrera em vez de Rúben? Tonteria! Mas ok, apreciei a atitude, imaginando que iríamos tentar fazer um golo (e com essa tentativa, assustar um pouco a Juve, que crescia a cada minuto que passava) e depois voltar a recompor o meio-campo, com a entrada de André André para o lugar de Brahimi. 

Qual quê! Homem que é homem não tem medo! Mas também não tem juízo... Relembro que Jota já estava destinado a entrar quando a Juve marcou o primeiro, o que significa que iríamos de qualquer forma jogar outra vez com três avançados, mesmo reduzidos a dez (nove), frente à poderosa e tactical master Juventus! O que esperava conseguir? Marcar um, dois, três golos e não sofrer nenhum? Com este Herrera ainda e sempre em campo? Uau... sou mesmo um simples adepto...

Por tudo isto, ter a mesma nota que Herrera assenta-lhe que nem um shot de Mezcal pela cabeça abaixo.





Outros Intervenientes:


Já disse muito sobre a Juventus, que hoje até só fez um jogo razoável e foi bastante perdulária. Dybala foi quem mais se destacou, mas Khedira, Pjanic e Alex Sandro também estiveram muito bem. Tal como os marcadores dos golos, Pjaca e Dani Alves, por inerência. Se subirem em mais um ou dois patamares a qualidade do seu jogo e continuarem a beneficiar de bons sorteios e arbitragens simpáticas, estou a vê-los a chegar à final, talvez contra o Bayern. Mas isso fica para depois da segunda mão, que por agora nada está confirmado. Rica equipa, sim senhor.


Chegou o momento mais quente da crónica, a análise ao trabalho da equipa de arbitragem liderada por Felix Brych. Pois no que me diz respeito, podem guardar as tochas e as forquilhas, porque não o quero queimar vivo. Não gosto do seu estilo, não aprecio a sua tendência para amparar os mais fortes nem sequer gosto da porcaria do nome. Foi sempre mais "simpático" para a Juve na análise de cada lance disputado ao milímetro, terá deixado de mostrar-lhes um ou outro cartão, mas esteve bem na decisão capital. Aliás, poderia ter expulso Telles logo ao primeiro amarelo, pelo pisão do brasileiro por trás. Poderia ter condescendido no segundo cartão? Sim, poderia, mas estaria a contrariar o espírito da lei. Claro que no estádio não tive esta percepção, inflamei como os demais 47.500, mas agora reconheço que o irritante alemão acertou mais do que errou.



Pronto, este ano está arrumado. Ou quase - a quem ainda acreditar, todo o meu apoio. Cumprimos os dois objectivos essenciais nesta competição: passar o play-off e o apuramento para os oitavos. Bem ou mal, missão cumprida.

O que interessa mesmo é ganhar no Bessa. E por isso, que cozam o pé do Herrera com calma, não apressem a recuperação. Temos mesmo de ganhar no Bessa.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




domingo, 19 de fevereiro de 2017

Recital em Desperdício Menor


Pronto, está feito. Encerrámos o ciclo pré-Juventus com total aproveitamento. Cinco jogos na segunda volta, cinco vitórias e mais 15 pontos. Exactamente o que era preciso para manter bem vivas as aspirações de festejar nos Aliados em Maio.



O último destes cinco jogos, este contra o CD Tondela, prometia ser o mais acessível de todos, mas a verdade é que o resultado final avolumado não diz das dificuldades por que passamos até ao momento do jogo - a expulsão de Osorio. Para lá da polémica e do marcador gordo, sobram as inúmeras oportunidades esbanjadas e um jogo bem agradável de se ver. Uma espécie de recital em desperdício menor.

Mesmo não desconsiderando a importância do penalti e consequente primeiro golo, que desbloqueou o marcador e nunca permitiria ao Tondela jogar com a mesma tranquilidade que o precedeu, o lance da expulsão foi mesmo o mais determinante, porque desequilibrou (ainda mais) as forças em combate.

Note-se que até começamos bem o jogo, com Soares a desferir uma cabeçada com selo de golo logo a abrir. E entretanto, mais algumas boas situações não aproveitadas. Onde houve surpresa foi na fragilidade defensiva da equipa, que durante vários minutos revelou muita dificuldade para acertar as marcações aos avançados contrários. A exemplificar essas dificuldades, a contagem de cartões após trinta minutos de jogo: 3 para o Porto e 1 para o Tondela. Ocasiões de verdadeiro perigo, não me lembro de nenhuma, o que explica a seca que Iker apanhou durante noventa minutos. 

A segunda parte teve pouca história, mas o jogo não deixou de ser interessante, sobretudo até ao terceiro golo. De forma algo surpreendente, apanhámos o Tondela várias vezes em contra-pé, partindo para rápidos (contra-)ataques, onde o desperdício foi quem mais ordenou.

Algumas perdidas realmente espetaculares, que se agradece o favor de não se repetirem, em especial contra o próximo adversário. Ainda assim, suficiente para ganhar tranquilamente por quatro. Missão cumprida, uma vez mais. Siga.


Celebração do 1-0

Notas DPcA 

Dia de jogo: 17/02/2017, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - CD Tondela (4-0). 


Casillas (6): Defendeu um remate acessível e saiu a soco num livre, de resto foi o trigésimo quinto milésimo ducentésimo décimo primeiro espectador (ufa).

< 69' Maxi (6): Está claramente em fase ascendente, o que significa que consegue disfarçar melhor o peso da "experiência". Um jogo certinho, muito aceitável, mas não mais do que isso.

Alex Telles (6): Menos "expressivo" do que vem sendo habitual, aliás uns bons furos abaixo na primeira parte, sugerindo alguma falta de concentração. Melhorou na segunda, mas não ao ponto de me fazer compreender como possa ter sido eleito MVP pelo público do Dragão.

Marcano (6): Tal como Felipe, andou um bom bocado aos papéis na fase embrionária da partida, o que por pouco não nos custou um dissabor (ou mais). Não apenas por sua culpa, a falha é claramente organizacional, mas também "participou". Recompôs-se, mais do que a tempo para justificar nota positiva.

Felipe (6): Pareceu perdido a determinada altura do jogo, tal a velocidade e trocas posicionais dos avançados adversários. Só com o intervalo já à vista é que a defesa estabilizou, mas o amarelo que o impedirá de jogar no Bessa já ninguém poderia anular. Segunda parte tranquila, fruto da inferioridade numérica do Tondela.

Rúben Neves (7): Creio que foi por ele que a equipa começou a defender tão mal, não porque não estivesse lá a dar o seu melhor, mas porque ocupou a vaga do (por agora) insubstituível Danilo, cujo magnetismo é o elo mais forte da nossa segurança defensiva. Nem no passe esteve particularmente bem nessa primeira meia hora, mas a hora que lhe seguiu foi de bom nível, em especial considerando a sua falta de ritmo. A cereja foi o seu golaço, daqueles que dá sempre vontade de continuar a rever.

André André (6): Na fase pior da equipa, pareceu sempre lento, pouco intenso e desligado dos movimentos colectivos (ou a desligá-los ele próprio). Subiu, "encontrou-se" e fez uma boa segunda parte, daquelas que justificaram a sua contratação ao Guimarães. Destaco alguns passes a rasgar, coisa que se lhe tem sido pouco vista esta época.

< 64' Otávio (6): Foi bom testemunhar o seu regresso à titularidade, ainda por cima confirmando que está a caminho de recuperar a sua boa forma. Não chegou ainda, nota-se bem, mas para lá caminha. Em boa hora. Teve duas oportunidades na cara do redes (uma em cada parte) que não conseguiu aproveitar, com destaque para a segunda, onde era mesmo "só" encostar com doçura.


A alegria do papá Rúben a contagiar os adeptos

Corona (7): Sempre muito irrequieto e com vontade de partir para cima dos adversários, o que tende a garantir alguma concentração de "olhares" sobre si, libertando outras zonas do relvado. Nem sempre foi feliz nas iniciativas, mas contribuiu para várias jogadas que mereciam ter terminado no fundo da baliza tondelense, com destaque para aquela onde, isolado, preferiu passar a AS, só que a bola saiu um pouco forte demais.

< 64' Melhor em Campo Soares (8): Isto começa a ser um caso sério. Terceiro jogo, terceira distinção de MeC. Juízos à parte, foi protagonista principal nos lances do penalti e da expulsão, para lá de ter marcado um belo golo. E de ter moído a paciência à defesa do Tondela, sendo o primeiro a criar sensação de golo, logo ao minuto 3. Sem dúvida, o jogador mais influente para o desfecho final - pela positiva, obviamente. A única mancha no cv foi aquela perdida incrível frente ao redes, ainda por cima com AS a seu lado completamente só.

André Silva (8): Talvez o seu primeiro penalti marcado de forma irrepreensível, com toda a calma e colocação. Até então, andou a fazer o seu meritório trabalho de desgaste do adversário, e depois disso continuou a fazê-lo. Teve ainda tempo para falhar um golo (quase) fácil e para assistir Jota para o quarto. Em resumo, fez tudo o que se pede a um avançado.

> 64' Diogo Jota (7): Entrou com ganas, ligado à corrente, e deu mais poder de fogo à nossa já evidente superioridade. Para mim, é sempre agradável encontrar motivação em quem entra, mesmo quando o jogo já está resolvido. Talvez por isso tenha sido recompensado com a honra de fazer o último da noite. Dois jogos a partir do banco, dois golos. Que bom.

> 64' Óliver (6): Surpreendeu-me a sua não-titularidade pela segunda vez consecutiva, mas entrou para o jogo como se nada fosse. Aplicado e com vontade de mostrar valor, ainda que nem sempre com sucesso, ajudou a equipa a manter a pressão alta.

> 69' Layún (6): Um regresso que muitos esperavam ter acontecido logo no onze inicial, ajudou a limpar-lhe a última má impressão que deixou com o Rio Ave. Sem ritmo, como seria de esperar, mas com vontade de o recuperar.

NES (7): Voltou a optar por uma dupla de médios, desta vez sem Danilo, e manteve os dois avançados e dois "extremos", sendo Otávio um falso, porque joga quase sempre por dentro. Contra este adversário, pareceu-me bem no papel. Na práctica, a equipa ressentiu-se da falta de homens no meio - ou da falta de Danilo - e demorou a conseguir o controlo do jogo, que só aconteceu com o penalti e expulsão. Tivesse sido concretizada uma das oportunidades madrugadoras e talvez o problema não se colocasse desta forma, mas o jogo foi o que foi. A equipa acabou por cumprir e passar o teste com distinção, pelo que o treinador deve ser reconhecido pelo feito. Bem Nuno, para variar.



Outros Intervenientes:


Bom jogo do Tondela até ficar reduzido a dez, ao ponto de nos ter causado alguns calafrios com o marcador ainda imaculado. Não vou disparar sobre Pepa, porque compreendo a sua frustração, pela forma como o jogo mudou irreparavelmente em quatro minutos. Sim, que é lampião e noutro contexto semelhante não se surrealizou, mas enfim, cada um é o que é. Montou bem a equipa para dar luta no Dragão, com destaque para as exibições da motinha Jhon Murillo, o irrequieto Miguel Cardoso e o inspirado Cláudio Ramos.




Quanto a Luís Ferreira e sus muchachos, jogo difícil de avaliar. Ao vivo, fiquei com a impressão que no lance do penalti, a falta tinha sido de Soares e que o segundo amarelo tinha sido bem mostrado. 

Após rever uma série de vezes na televisão, quase que inverti a minha opinião: há de facto um agarrão claro do defesa à camisola de Soares, a preceder o seu próprio; de nada importa argumentar que esse agarrão não lhe provocou a queda, porque a falta acontece antes - bem assinalado, portanto.

Sobre o lance da falta que leva ao segundo amarelo, não consigo dizer com certeza se sim ou não, mas inclino-me para que o defesa já estivesse na posição, "parado", antes do contacto com Soares, e nesse contexto, a falta terá sido mal marcada - tal como o cartão. Mas não consigo garantir que foi mesmo assim, mesmo após uma dezena de revisões do lance. O árbitro só viu uma vez e decidiu na hora. Possivelmente mal, com prejuízo para o Tondela.


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Já a seguir, o muito aguardado primeiro embate contra a Juve, a contar para os oitavos de final da Champions. Um jogo onde só a transcendência nos pode deixar em condições de discutir o apuramento em Turim. E para que isso aconteça, nada como ter o estádio cheio. Pela minha parte, relembro que ainda podem concorrer para ganhar 2 bilhetes para esse jogo.

Antes disso, já hoje, temos o desafio entre o quarto e segundo classificados do campeonato português. Os meus votos é que se mantenham nessas posições quando o jogo terminar. Mas se assim não for, que não seja pelas reuniões solicitadas com carácter de urgência. 

Bem sei que falta de decoro, de vergonha e de noção de ridículo é uma constante naquelas bandas, mas não imaginem nem por um segundo que somos todos iguais. O "basta!" já foi dito, alto e em bom som (nem foi preciso microfone), e felizmente já se vêem alguns frutos a nascer dessa árvore. 

Relembrando os menos atentos, não nos interessa trazer os benefícios ilícitos e premeditados para o nosso lado, apenas queremos que ninguém deles beneficie - para que os erros dos árbitros voltem a ser aceitáveis, como têm de ser.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Onde Está a Bola? #38 & #39 (e vencedor #37)


Regressam as sessões duplas do Onde Está a Bola? com a oferta de dois bilhetes para os jogos contra Tondela e Juventus. O primeiro a ser disputado já na próxima sexta e o segundo na quarta-feira seguinte, dia 22 de Fevereiro.

Para se habilitar a ganhar os bilhetes, basta que o estimado leitor descubra onde está escondida a bola original em cada uma das imagens abaixo (ou se não está lá de todo). A primeira corresponde à edição #38 (Tondela) e a segunda à #39 (Juventus). Fácil, barato e dá bilhetes a dobrar!


Onde Está a Bola? #38 (Tondela)


Onde Está a Bola? #39 (Juventus)
 

Respostas possíveis #38 (Tondela):

A - Bola Azul
B - Bola Verde 
C - Bola Branca
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Respostas possíveis #39 (Juventus):

A - Bola Azul
B - Bola Castanha
C - Bola Preta 
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:


1 - Escrever a(s) resposta(s) que considera acertada(s) na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória (atenção: comentários anónimos já não são permitidos no blogue).

Exemplo: "#38: A - Azul; #39: B - Castanha"

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (com pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo;

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #38 deste passatempo termina às 23h00 de 15 de Fevereiro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 13h00 de dia 16. A edição #39 deste passatempo termina às 23h00 de 20 de Fevereiro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 13h00 de dia 21. 

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio).

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio!


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Falta ainda dar conta do vencedor da edição anterior, a #37.


#37 - Sporting

 

Resposta certa: Bola Azul e Branca

 

Vencedora: Ana Maia!



Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.
 

Depois, os candidatos ao sorteio e respectivo vencedor.



Por último, as imagens enviadas pelo par de felizardos a quem a Ana Maia ofereceu os bilhetes, e que desse modo tiveram a oportunidade de assistir a uma emocionante vitória!

  


Agora toca a concorrer, que sobra pouco tempo para o concurso #38, jogo fundamental para manter a pressão alta sobre os da frente. E depois, Champions! Duas grandes assistências é o que se pede e precisa!



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CTF - Castelo Conquistado


Mais um prémio de montanha conquistado, mais uma etapa cumprida com total sucesso. Bem posso continuar a discordar das opções de Nuno Espírito Santo, desde que o Porto continue a ganhar.




Outro onze que não indiciava nada de bom. Desta vez, até o recém-contratado Óliver foi para o banco, para que a dupla infernal André André e Herrera pudesse mostrar todo o seu potencial. Uma espécie de novo Estoril, com essa e outra variante: Brahimi de início, para que Jota não tivesse de ser substituído à meia hora de jogo.

Pasmo com o entusiasmo dos que se orgulham deste Porto ser uma equipa que "não dá nada a ninguém", que exibe uma "defesa de betão", ao nível das "melhores da Europa", como se isso só por si fosse um feito notável.

Uma coisa são os números, e esses nunca permitem ser desmentidos, embora contemplem variadas interpretações. Temos, de facto, uma das equipas menos batidas dos principais campeonatos europeus. Mas esse feito só tem algum valor se e quando conseguirmos fazer golos, em concreto, pelo menos um a mais do que cada adversário que defrontámos. E temo-lo conseguido, nestes últimos cinco jogos.

Outra coisa é o plano que se tem para cada jogo, e o que se espera que dele resulte. Aí é que eu - um simples adepto, que pouco percebe de futebol - tenho muita dificuldade em acompanhar o brilhantismo táctico e estratégico de NES. 

Se a ideia do treinador passa por garantir, num primeiro momento, a "incapacidade" do adversário para criar lances de perigo, à custa da nossa própria capacidade para o fazer, discordo em absoluto dele. 

Primeiro, porque vejo o futebol como um jogo positivo, em que o propósito deve ser o de marcar e não o de não sofrer golos. Segundo, porque nada garante que, mesmo a tentar controlar o adversário, ele não acabe por marcar num lance qualquer. E nesse momento, estaremos ainda menos preparados para voltar ao jogo e tentar a reviravolta, quer táctica, quer psicologicamente.


Vitória, uma ilha de fervor clubístico no mar dos três grandes

Dirão os defensores de Nuno que, do mesmo modo, também nós "estamos sujeitos" a fazer golo "num lance qualquer", mesmo assim dispostos em campo - verdade, aliás comprovada neste jogo, dada a inatacável eficácia que voltamos a ter na primeira parte. Só que, por princípio, não me parece bem. Prefiro jogar para fazer golos desde o primeiro minuto, fazê-los em quantidade suficiente e então, mais adiante, dar tréguas aos mais desgastados e optar por baixar o ritmo de jogo. Ideias.

A nossa primeira parte foi então... o golo de Soares. O resto, muita bola disputada, muita marcação, mas clara incapacidade para construir lances de perigo (surprise, surprise) de forma sistemática. E sim, o Vitória também não os conseguiu flagrantes, apenas lances de bola parada, em tudo semelhantes aos nossos. Mas, uma vez mais, ficou bem patente a falta de soluções que acossava o portador da bola, desta feita por não haver quem alargasse (com qualidade) o jogo pelas faixas.

A vencer pela margem mínima, esperava que o recomeço trouxesse uma equipa bem acordada desde o primeiro apito. Na realidade, foi uma equipa apática e algo desconcentrada que se viu nos primeiros cinco a dez minutos após o intervalo. Valeu que o Vitória não conseguiu concretizar nenhuma das oportunidades razoáveis que criou nessa altura.

No entanto, ficava claro que sem um segundo golo, os da casa nunca baixariam os braços e os três pontos estariam sempre em risco. Foi então que se fez sentir a (boa) presença do treinador no banco, quando acrescentou um ala (o único, eu diria) ao jogo, por troca com um dos avançados. Foi o suficiente para reter mais adversários atrás, em especial no corredor de Corona. Mesmo sem brilhar muito, foi suficiente para impor respeito - que é muito lindo, como se sabe. Depois refrescou, saindo Brahimi e entrando Jota, que por felicidade, acabou por ser decisivo. Logo após a entrada de Óliver, que vinha com a clara missão de por água na fervura vimaranense.

Com o segundo golo, o jogo ficou fechado. Os últimos 10 minutos foram apenas para cumprir calendário. Boa e fundamental vitória no Castelo, com dedo do treinador. Viva ele.

Os festejos do segundo golo




Notas DPcA 

Dia de jogo: 10/02/2017, 20h30, Estádio D. Afonso Henriques, Vitória SC - FC Porto (0-2)


Casillas (6): Jogo bem mais calmo do que seria esperado, com uma defesa monstruosa num lance já invalidado.

Maxi (6): Voltou a ter liberdade (e talvez pernas) para se aventurar flanco acima e disso resultou uma boa exibição, a fazer lembrar o melhor Maxi que ataca e defende. Por agora, apenas lembrar, mas quem sabe...

Telles (8): Segundo jogo com oposição difícil pela frente, a limitar-lhe a investidas ofensivas, mas nem por isso deixou de as fazer, quase sempre com critério acertado, com destaque para a assistência para Jota.

Marcano (7): Aqueles passes despropositados, directos para o avançado perder a bola, são o ponto mais baixo de uma exibição defensiva de qualidade. Globalmente muito positivo, claro.

Felipe (7): Ao nível do companheiro, sem os passes despropositados. Quase marcavam em dueto.

Danilo (7): Outro jogo muito conseguido, nesta forma parece não saber jogar mal. Dominador no seu espaço e normalmente rápido a ele regressar, quando se aventura noutros terrenos. E entrega bem a bola, quase sempre de forma simples. Por pouco não repetiu a assistência contra o Sporting. 

Herrera (6): Primeiro lance, primeiro passe falhado - parece sina. Felizmente muitos dos que se seguiram acabaram melhor, com destaque para as coberturas defensivas, naturalmente. Não deixou de ser Herrera, mas já vi pior, bem pior. Ah, e marcou bem os cantos!

< 83' André André (6): Primeira parte de fraca qualidade, destacando-se apenas pela destruição de jogo. Aqui, isso não chega - nem o "6" se limita a isso. Melhorou com a entrada de Corona e respectiva alteração do esquema, mas soube a pouco. Cumpriu os mínimos no regresso a uma casa que já foi sua.

< 75' Brahimi (7): Não se destacou pela qualidade técnica ou por lances de golo, mas brilhou muito em termos de atitude (quem diria), entregando-se à batalha de corpo e alma, ao ponto de pretender também enfrentar os adeptos locais (soube bem, mas dispensável). Foi importante a fazer o que eu jamais imaginaria que fosse: ser um jogador de e para a equipa.

< 65' André Silva (6): Jogo complicado, pela opção táctica de Nuno e pelo adversário, mas não se escondeu e trabalhou muito, como é seu hábito. Acabou por ficar, de forma feliz, ligado ao primeiro golo - e ainda bem, porque esforçou-se para merecer essa felicidade. Saiu bem, porque o jogo precisava de outra disposição táctica.

Soares marcou mas conteve a alegria

Melhor em Campo Soares (8): Claro que ter aberto o marcador pesou na decisão, mas seria tremenda injustiça não acrescentar o imenso trabalho que deu à defesa contrária e o muito jogo que "inventou" para o nosso lado. Tem muitos pormenores de jogador, desde a recepção ao passe que lhe sucede, e procura jogar simples e com objectividade. Que seja para durar. Segundo jogo, segunda vez homem do jogo. Hum... talvez seja.

> 65' Corona (6): A grande ausência do onze inicial, entrou com vontade mas sem grande inspiração. Teve, ainda assim, alguns lances típicos que nos valeram cantos e livres, no fundo, tempo para respirar e acalmar o ímpeto dos da casa.

> 75' Diogo Jota (7): Entrou desatento (ou mal informado) sobre a marcação, fundamental, que deveria fazer ao lateral adversário, o que permitiu alguns lances de algum perigo. Foi rápido a acertar o passo e acabou por sentenciar o jogo na segunda tentativa de que dispôs na cara de Douglas.

> 83' Óliver (6): Foi a jogo para ajudar a fechar a porta, mas apenas dois minutos volvidos aconteceu o segundo golo, o que permitiu que a equipa se limitasse a gerir até final. Esteve regular.

NES (7): Já fui claro quanto a não ter gostado do plano inicial, mas - talvez pela primeira vez - creio que o treinador leu bem o jogo e mexeu na equipa de acordo! Parece pouco, mas não é. Penso que a troca de AS por Corona foi decisiva para colocar o Vitória em sentido e refrear as suas intenções ofensivas. E depois, acertou com a entrada de Jota. E finalmente, optou bem por Óliver (face a Otávio) para segurar o jogo. Portanto, mau plano inicial (digo eu), bem rectificado e o melhor resultado. Siga...
 
É assim que o Pizzi vê o mundo...


Outros Intervenientes:


A envolvência ofensiva foi o que mais gostei de ver na equipa de Pedro Martins, que até ao segundo golo (a cinco minutos dos noventa) fez pairar a incerteza quanto ao resultado final. Individualmente, gostei de Raphinha na primeira parte e do central Henrique durante todo o jogo.

Pela primeira vez em muitos jogos, não tenho nada a registar sobre a arbitragem. E logo uma liderada por Carlos Xistra, quem diria?... Teve falhas, como têm todos, mas nada que me parecesse relevante para o resultado final. Não revi o jogo na televisão, pelo que admito que me possa ter passado algum erro cabeludo.


Poortooooooooooo! Poortoooooooooo!


Bem resolvidos os dois ossos duros, desta e da jornada anterior, falta agora vencer o Tondela para encerrar este mini-ciclo pré-Juve de forma 100% vitoriosa. Vamos a isso, equipa? Bilhetes já a seguir.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Devaneios de Quarta à Noite


Lembra-se o caro leitor dos protagonistas da Caldeirada de Polvo, cuja "receita" publiquei há algumas semanas? Se não se lembra, clique no link e vá lá ver, por favor.




Já foi? Então veja agora se encontra algum desses filhos da polva nas linhas abaixo.

Nomeações do prestigiado Conselho de Arbitragem para a vigésima-primeira jornada da Liga "do patrociNadOr do SL Benfica":
  • Benfica - Arouca:     Manuel "não me partam mais os talhos" Mota
  • Vitória - FC PortoCarlos Xistra
  • Boavista - Braga:     Bruno Paixão
  • Tondela - Feirense:  Tiago "anti-Porto" Martins

E que jogos teremos na jornada 22?
  • Porto - Tondela
  • Braga - Benfica

Para lá da óbvia tendência das nomeações para os jogos de Porto e Benfica, joga-se pelo seguro nos desafios dos adversários de ambos na jornada seguinte?

Será que o jogo do Bessa vai ser uma terrível batalha campal, com muitos mortos, feridos e especialmente suspensos para o desafio seguinte? E que, pelo meio, se houver alguém do Boavista tapado, se limpe já o registo para poder defrontar-nos na jornada 23?

Será que o Feirense vai ser severamente castigado frente ao Tondela, enquanto os da casa passam pelos pingos da chuva ácida sem se queimar?

Obviamente que não, apenas devaneios de minha parte. Em todo o caso, ficam registados, como prova irrefutável da minha insanidade.


Mas aproveitando a visita aos cantos obscuros da psicanálise, e se, para lá destes jeitosos a apitar, Porto e Braga se vissem privados do apoio dos seus adeptos nessa jornada 22, sendo forçados a jogar à porta fechada a pretexto de petardos e bujardos, ao mesmo tempo que se ignora isto (obrigado JV)?

Ridículo! Absurdo! Internem esse doido e deitem fora a chave!


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Vitória épica no andebol, após estar com sete golos de desvantagem (26-19) aos 48 minutos de jogo. Nos últimos doze, fizemos um parcial de 0-8 (!) e garantimos a trigésima vitória consecutiva, e logo em casa do candidato... Sporting

Muitos, muitos parabéns pela qualidade e pelo espírito draconiano, equipa



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Ligas Do Porto com Mística 16/17 - actualização #1


Já se passaram uns bons meses e muitas peripécias futebolísticas desde que se iniciaram estas nossas duas competições, a Champions League Fantasy Football e a Liga Record, ambas sob a chancela Do Porto com Mística, uma parceria entre este vosso blogue e o notável A Mística Azul e Branca




Impõe-se, portanto, uma actualização das classificações, bem como dar conta do que aí vem. É já da "tradição" que Fevereiro e Março sejam dos meses mais intensos e excitantes do futebol europeu, pelo que cada mister terá muito trabalhinho para fazer nos próximos tempos. Vamos às ligas, uma por uma.



Champions League Fantasy Football



(clicar para ampliar)


Segue bem animada a competição! Após a conclusão a fase de grupos, os FCPorto92 de FC Porto estão na frente com 378 pontos, apenas mais dois do que o Ricardense 04 de ricabrantes, e mais sete do que os Alphas do Tiago.

Um pouco mais atrás, mas ainda com todas as hipóteses de sucesso, segue um conjunto vasto de equipas, com os White&Blue de Mr T, os JáCáMora de NRico, os Tudamonte de fracarv e o ornitologoPortista do ornitologo a liderar a perseguição ao trio da frente.

É já na próxima terça feira que regressa a competição, com os dois primeiros jogos dos oitavos de final, cuja primeira mão se repartirá por duas semanas. 

É tempo de olhar para os emparelhamentos dos oitavos, para as movimentações das equipas no mercado de inverno e fazer as indispensáveis transferências (ilimitadas nesta fase).

Relembro que, no final, o grande vencedor receberá uma camisola oficial 16/17 do F.C. Porto!



Liga Record



(clicar para ampliar)


Sendo uma competição bem mais longa, esta liga é ainda mais imprevisível quanto a "adivinhar" quem triunfará no final da época, tanto mais que este ano as equipas parecem apostadas em seguir numa montanha russa de resultados, com altos de forma a sucederem-se a "baixos", num processo sem fim à vista.

Ainda assim, concluída que está a jornada 20 da Liga NOS, há uma dupla que se destaca na frente: a Banda de Cabreiros de jpeg, com 899 pontos, e a domingos9 de garças9, com 898. Uma dezena mais atrás, seguem o FCP Funchal e Queroganhar FC, ambas de portistasoueu, e os underdogs Do Porto com Amor, do vosso LAeB.

O actual top-10 encerra-se com um notável e activo participante do blogue, o senhor Carrela, que aliás não poucas vezes discorda de mim nas análises futebolísticas. Não quero meter veneno, Carrela, mas há mais de trinta pontos de diferença a explicar quem realmente percebe da coisa :-)

Com ainda 14 jornadas por disputar, tudo está absolutamente em aberto, até para aqueles que seguem um pouco mais distantes neste momento. O importante é não desistir, aproveitar as seis transferências permitidas no mercado de inverno e apostar forte jornada após jornada!



Está assim feita a mais do que devida actualização, agora a bola fica do vosso lado. Voltarei com nova actualização após a conclusão dos oitavos da Champions. Até lá!



Lápis Azul e Branco, 

Do Porto com Amor (e Mística




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Um Clássico clássico


Foi mesmo um clássico, este clássico. Golos, emoção, alternância do domínio, agressividade e incerteza até final. E foi também um clássico clássico contra o Sporting: não podia faltar a arbitragem para nos atrapalhar.

 


Os primeiros bruás ouviram-se quando o nosso onze foi dado a conhecer. Apenas dois médios "verdadeiros", Corona e Bahimi no onze, juntamente com AS e o estreante Soares. Muita chicha no assador, logo a abrir a refeição. Tanta ambição contra um candidato ao título, tanta sede para ir ao pote, quando ainda na jornada anterior se optou por alinhar quatro médios eminentemente defensivos contra um adversário que apenas lutará para não descer. Mistérios de NES, que, no entanto, pareceu surpreender o Sporting.

Não entrámos a todo o gás, como eu gostaria, mas a estudar o adversário, como quase sempre acontece. Tudo bem, valeu-nos a imensa eficácia de Soares, que não desperdiçou logo na primeira oportunidade. Nem na segunda! Estreia de sonho do ex-Guimarães, que ainda na primeira parte teve uma oportunidade razoável para fazer um hat-trick histórico. O Sporting quase não se viu na primeira parte, excepto através da cobrança das muitas faltas cirúrgicas assinaladas pelo árbitro. Lances com algum perigo, mas sempre bem resolvidos pelos nossos, com maior ou menor dificuldade. Ao intervalo, ficava a sensação de estar a ser demasiado fácil. Algo não batia certo.

No regresso, percebi porquê. Jesus mexeu na equipa e com o jogo, passando a dominar pela superioridade que conseguiu em frente à nossa área, graças à entrada de Alan Ruiz. E nós não soubemos reagir. Nem NES, durante quase vinte minutos, durante os quais o adversário fez o seu golo. Mentalmente, passaram eles para cima e nós para baixo. Sempre com medo que a desgraça se abatesse sobre nós, tal como no outro clássico anteriormente disputado no Dragão. Houve vários lances onde o Sporting poderia ter empatado, mas o principal foi mesmo sobre o (suposto) apito final, onde não haveria tempo para reagir. Valeu-nos San Iker.

Três pontos, era tudo o que contava. Missão cumprida, etapa vencida. Venha a próxima, se possível com um bocadinho menos de sofrimento.





Notas DPcA 

Dia de jogo: 04/02/2017, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - Sporting CP (2-1). 


Casillas (8): Uma defesa histórica, assombrosa, foi o que foi, e valeu dois pontos. Não se pode pedir muito mais a um jogador do que o ser decisivo. E outras mais (uma também espantosa, apesar de o lance já estar invalidado). Não fosse aquela sensação de que podia ter feito mais no golo sofrido e a nota seria ainda melhor.

Maxi (6): Combativo como sempre, com pouco pulmão como actualmente. Na segunda parte sofreu a bom sofrer, com as investidas de dois e três adversários pela sua zona. No final, terá sorrido, exausto.

Alex Telles (6): Menos exuberante e assertivo do que em jogos recentes, o que se esperava tendo Gélson pela frente. Mas até nas bolas paradas esteve desinspirado, pelo que foi defensivamente que mostrou o seu valor e a sua garra.

Marcano (8): Grande, grande exibição. Em parceria com Felipe, secou Bas Dost & Cª. Mesmo na segunda parte, nunca se descompôs perante a avalanche ofensiva do adversário. Volto a dar o braço a torcer, após mais uma excelente resposta num jogo de elevado grau de dificuldade. Mas atenção, Iván: voltaste a dar duas ofertas com a bola controlada... e isso tende a correr mal, uma ou outra vez. Atenção.

Felipe (7): Também em muito bom nível, mas mais discreto do que Marcano. Cumpriu com distinção. E com a língua dobrada entre os dentes, o que cai sempre bem em todos nós.




Danilo (8): Sem nenhum colega de equipa a "estorvar", exibiu-se em todo o seu esplendor, controlando uma grande zona de vigilância. E ainda fez um passe soberbo para o segundo golo. É o (meu) Super Dragão.

Óliver (7): Percebeu bem o posicionamento de Danilo e procurou complementá-lo. Bem a limitar as acções de Bryan e Adrien na primeira parte, "sem mãos a medir" na segunda pelo acrescento de Alan Ruiz. Mas disso não teve culpa alguma e, ainda por cima, resistiu até chegarem os tardios reforços. E depois até final.

< 70' Brahimi (7): Notou-se que tinha na cabeça preocupações diferentes do (seu) habitual. Desta vez, tinha uma missão secundária (principal?), para lá de pegar na bola e desequilibrar a defesa contrária. E não se deu mal, procurou ajudar a evitar inferioridade numérica no nosso meio campo defensivo. E também tentou os seus desequilíbrios, mas esteve quase sempre muito longe das zonas onde sabe ser decisivo. Saiu cedo do jogo, talvez cedo demais.

< 83' Corona (7): A primeira assistência, após várias trocas de olhos e rins ao defesa, quase valeu pela sua chamada ao onze. Mas fez bem mais, apenas sem finais tão felizes como aquele. E defendeu, mas algumas foram as vezes em que chegou atrasado, e isso poderia ter sido mais "delicado" de resolver.

Melhor em Campo Soares (9): Foram os primeiros 90 minutos seguidos em que o vi jogar e não posso dizer outra coisa que não seja um UAU! à Inácio. Aquele segundo golo diz-me que é jogador, para lá de saber jogar à bola. E é craque a ganhar espaço para dominar a bola, com o defesa nas costas. E combina bem, de seguida. Grande surpresa para mim, espero que seja para continuar. Por agora, é "apenas" o melhor em campo, com uma nota que se aproxima da perfeição. E se for (para continuar assim), desde já endereço os meus parabéns a quem o tiver trazido para o Dragão.




< 64' André Silva (7): Ficou irremediavelmente na sombra de Soares, mas na sombra também se trabalha. Muito, como é de seu timbre. Não brilhou, mas fez tudo o que pode para que outros brilhassem. E eu gosto muito de quem se "presta" a esse papel.

> 64' André André (6): Entrou para estancar a sangria que a entrada de Alan Ruiz provocou na nossa estabilidade defensiva e, em certa medida, consegui-o. O problema é que não foi além disso, porque não conseguiu também ele "pôr a bola no chão" e segurá-la em nosso poder, para depois explorar ataques organizados. Ficou-se pela tarefa de sapador e cumpriu.

> 70' Diogo Jota (6): Rendeu Brahimi e calçou-lhe os sapatos, ainda que com maior disponibilidade (e frescura) para os usar. Teve uma ou duas arrancadas pelo campo fora, mas não conseguiu incomodar Rui Patrício. "Valeu" essencialmente pelo esforço defensivo.

> 83' J.C. Teixeira (6): Foi para o campo com vontade de ser aquele jogador que iria levar o jogo para o meio campo do adversário, mas, porque muito desapoiado, rapidamente se encolheu para ajudar os companheiros a segurar a magra vantagem. E nisso foi mais um par de pernas "a atrapalhar". Mas insisto, tem futebol para justificar mais minutos de jogos.

NES (6): Ganhámos. A equipa liderada por ele ganhou. Um jogo decisivo em várias frentes, onde só a vitória servia. Não fui dos que ficaram radiantes pelo onze inicial, mas a verdade é que resultou, muito à custa do efeito-surpresa e duma raríssima eficácia. O adversário rectificou ao intervalo e mudou o jogo a seu favor. Aqui, Nuno demorou demasiado a perceber e a corrigir - e mesmo quando o fez, já com 2-1 no marcador, não conseguiu que a equipa voltasse a querer jogar para fazer o terceiro. Não digo que tenha mexido mal (só teria tirado Corona, em vez de Brahimi), mas os efeitos produzidos ficaram aquém. Foi sofrer até final. Poderia ter sido diferente o desfecho, em nosso prejuízo, tal como noutros jogos mas em sentido contrário. Não foi brilhante, mas não é isso que fica para a história. São os três pontos. É a vida.





Outros Intervenientes:


Já o tenho comentado com amigos e digo-o agora em público: fui um acérrimo defensor da contratação de Jorge Jesus (várias vezes), mas hoje já não sou. Mudei de opinião depois das inacreditáveis declarações que proferiu sobre os seus jogadores a seguir ao jogo em Madrid, contra o Real. A forma como ontem destratou Palhinha após o jogo apenas reforçou essa convicção.

Quanto ao jogo jogado, teria muito para ensinar a NES. Avaliou mal a nossa forma de jogar e com isso sofreu na primeira parte. Ao intervalo, mudou um jogador, a forma de jogar da sua equipa e o jogo por completo. É isto que espero de um treinador durante os 90 minutos, que saiba ler o jogo e (re)agir de acordo. 

Quanto a jogadores, Gélson é um craque, quase dá pena vê-lo no Sporting. Gostei também (pela primeira vez) de Schelotto, fez um belo jogo. E Alan Ruiz mudou o jogo, em nome de Jesus.


Comovente...

Tinha alertado para o senhor Macron, também conhecido por Hugo Miguel. Esqueci-me de acrescentar ao rol Ricardo Santos, um artista português das bandeiras. Por pouco não lhes sobrevivíamos. Os lampiões, mais "abastecidos", partilham o patrocinador com a liga e fazem as transmissões dos seus próprios jogos, mostrando e ocultando o que bem lhes apetece; o Sporting, com uma mão atrás e outra à frente, só consegue "chegar" a um árbitro que também vende os "seus" equipamentos. É a vida.

Não foi só (nem sobretudo) pelos lances capitais, que também os houve: a não-expulsão de Marvin é anedótica, várias que foram as vezes que deveria ter acontecido. Como muito bem lembrou o Jorge no seu Porta 19, fez-nos lembrar a mais recente exibição de Layún. No lance do segundo golo, não considerou falta de Brahimi sobre Palhinha e bem, em minha opinião. O lance da bola na mão de Corona também foi (não sei como...) bem ajuizado.


Um velho conhecido nosso e um "artista" português, bem alinhados

O problema principal destas arbitragens habilidosas é a predisposição com que o árbitro entra em campo. Em todos os pormenores se nota a diferença. Para nós, sempre ríspido e impositivo. Para eles, "tenham lá calma e um abraço". Não mata, mas mói e muito a paciência e o discernimento dos jogadores. Em concreto, mediu-se pela "eternidade" que demorou a mostrar o primeiro cartão a alguém do Sporting (dois deles a... adivinharam, Marvin). E a prontidão com que o mostrou a Corona, à "primeira oportunidade". E a forma como apitou para o intervalo, após ter assinalado uma falta que poderia dar um livre perigoso para o Sporting. Pormaiores que não enganam. Demasiada proximidade para ser coincidência - até porque há reincidência.


Espero bem que Francisco J. Marques e demais companheiros de luta não deixem passar esta arbitragem em claro. É preciso também explicar as relações que orientam a vida deste senhor árbitro e do tal assistente, um artista de longa data.

 
Primeiro prémio de montanha conquistado, continuamos colados à roda traseira do líder da prova. Venha o próximo, já em Guimarães.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor