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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Valente Merda


Chega, Sérgio. Já são vários os avisos e as tentativas falhadas nas mesmas circunstâncias. Campos pequenos, equipas medíocres mas hiper-motivadas e cheias de "saúdinha", árbitros sempre "atentos" a tudo o que podem fazer para impedir as nossas vitórias e, por fim, incapacidade para impor de forma inequívoca a nossa indiscutível superioridade.


"Quem garantir que está offiside, é mentiroso ou mentecapto (ou ambos)"

Concordo com todas as críticas que o treinador fez na conferência pós-jogo, referindo-se precisamente ao que acima referi - neste e noutros jogos - mas há que acrescentar as culpas próprias, que se traduzem num jogo fraco do Porto em Moreira de Cónegos.

Apostámos na entrada directa de Paulinho para o onze, perante a ausência de Danilo, com Herrera e Óliver a assumirem o duplo pivô defensivo - ou melhor, alternando nesse papel. E aí começaram os nossos problemas. Se ao recém-chegado brasileiro nada se pode apontar (estreia razoável, com bons pormenores e natural falta de entrosamento), aos outros dois tudo se pode: ambos foram demasiado maus para ser verdade, e sobretudo, para que a equipa conseguisse ser perigosa e acutilante.

O Moreirense foi uma nulidade em termos ofensivos. O único lance de quase-perigo nasceu de um ressalto, ainda na primeira parte, e foi devidamente "limpo" por Felipe. De resto, um deserto. Remeteu-se a tarefas defensivas, com marcações muito cerradas aos quatro avançados e aos dois extremos, assim que passavam a linha de meio-campo. No meio, dois jogadores fisicamente poderosos e com "liberdade" para abusar dessa sua mais-valia.

Perante este cenário e após uma primeira parte confrangedora, não entendo a demora de Sérgio Conceição em mexer no que claramente não estava nem ia funcionar. 

Porquê desperdiçar mais vinte e dois minutos até finalmente meter outro avançado (Tiquinho)? 

Porque não tirar do jogo um ou ambos os médio(cre)s perante tão más exibições, dando uma oportunidade decente a Sérgio Oliveira

E Abou, fez sentido abdicar dele com o resultado a zero, metendo um jogador com mais velocidade mas sem capacidade física para disputar bolas aéreas na área? Não seria de esperar pela última substituição e então arriscar tudo, tirando um médio ou até um central? 

E já agora, também me pareceu haver excesso de desinspiração a mais, de forma quase transversal a toda a equipa. O que se passa, realmente? Se fosse um ou dois, era normal; quase todos...

Soube realmente a pouco, coach. Outra vez.

Não faltaram os habituais lances de perigo, as ocasiões de golo, mas em dias em que não há eficácia, são precisas mais para garantir pelo menos um golo. Ou então uma arbitragem competente, mas com isso já sabemos que não podemos contar. 

E agora, o mantra do costume: mesmo a jogar assim, mal, teríamos ganho o jogo se a arbitragem fosse correcta e/ou isenta. Onde lagartos e vigaristas ganham pontos à custa de erros e/ou paixões do apito, nós perdemo-los. E assim fica a dúvida se vale a pena participar nesta farsa.






Notas DPcA 


Dia de jogo: 30/01/2018, 21h00, Estádio Comendador J. A. Freitas, Moreirense FC - FC Porto (0-0)


José Sá (6): Nada a declarar.

Ricardo (5): Não gostei. Muita parra e pouquíssima uva. E no futebol pretende-se qualidade, não somente quantidade. Vi-o pensativo no final e percebo bem porquê: sabia que não conseguiu estar ao seu nível.

Alex Telles (7): Deu de bandeja o golo a Brahimi e ainda tentou (bem) fazer o seu, ambos os lances a partir de livres directos. Qualquer um destes bastaria para resolver o jogo, mas ainda acrescentou outros, que ninguém quis/soube aproveitar. Isto num jogo onde até não esteve particularmente inspirado.

Reyes (6): Ele esforça-se, mas aquela lentidão natural parece impedi-lo de chegar a outro patamar, aquele onde "moram" os bons centrais do Porto. Disto isto, lá foi cumprindo à sua maneira.

Felipe (7): O melhor da equipa, o que é uma dupla surpresa. Primeiro, pelo pouco que tem jogado; segundo e mais grave, porque significa que os demais estiveram abaixo do exigível. Quanto ao brasileiro, só faltou mesmo ser mais expedito na altura de empurrar de cabeça para o fundo da baliza, porque de resto esteve quase impecável, com destaque para o providencial desarme no único lance de perigo do adversário.

Herrera (5): O Errera voltou na pior altura, é tudo o que se me oferece dizer. Cada lance é um suplício, um sufoco, pela imprevisibilidade do desfecho. Até que começa a ser previsível, no mau sentido.

< 89' Óliver (4): Estou baralhado. Andei tanto tempo a defender a sua utilização para isto? Passes sem nexo, ou atrasados, ou adiantados, ou com força a menos, ou a mais, ou, ou, ou!! Irra, pá. Nem uma para a caixa? Que 89 minutos de nulidade.

< 67' Paulinho (6): Estreia talvez demasiado precoce, para uma posição onde é fundamental conhecer as rotinas para que o jogo flua e as coisas saiam com naturalidade. Sentiu essas dificuldades, pois claro, mas não se rendeu e do seu talento saíram dois ou três bons passes de ruptura que poderiam e deveriam ter tido outro desfecho.

Brahimi (4): Noite para esquecer. Creio que nada lhe saiu bem, nadinha. Zero. Nem o golo cantado conseguiu aproveitar. Que má altura para um enguiço deste calibre.

Marega (5): Quase nunca teve o espaço de que necessita para explanar os seus pontos mais fortes e quando o teve, não conseguiu grandes resultados. Creio que o posicionamento também o condicionou, algo que não será da sua (maior) responsabilidade.

< 74' Aboubakar (5): Pouco em jogo, quase sempre sufocado por uma muralha de adversários, teve um par de lances onde poderia ter conseguido melhor desfecho. Saiu, não por estar a ser pior do que os outros, mas por opção técnica no mínimo duvidosa.

> 67' Soares (5): Causou impacto imediato, infelizmente não soube dar sequência e mostrou-se absolutamente incapaz de atirar com precisão à baliza, para lá de algumas faltas escusadas. Acrescentou enquanto novo elemento no jogo, mas individualmente nada trouxe

> 74' Waris (6): E pronto, ao segundo jogo já sabe o que significa vestir esta camisola. Aqui nunca se pode festejar um golo até que o diabo acabe de esfregar os seus mil olhos. Vestidos a rigor, os encarnados do apito não validaram. Para lá desse lance decisivo, nada. Mas chegava, não chegava?

> 89' Sérgio Oliveira (6): Foi rápido a demonstrar que já há muito deveria estar em campo. Três ou quatro colocações a preceito na área e os lances perigosos a reaparecerem, com destaque para o último, o do golo anulado. Em seis minutos, conseguiu fazer mais em termos ofensivos do que Óliver e Herrera juntos.




Sérgio Conceição (4): Não, mister, assim não. Atirem-se à cara dos outros as suas culpas - que existiram, como tem existido em quase todos os jogos, mesmo nos que ganhámos - mas tratemos de ser mais competentes no que nos toca, até para prevenir essas "golpadas" do costume. Onze mal organizado, disfuncional, a desperdiçar outra parte. E ainda mais vinte minutos, sem melhorias evidentes. Não dá para esperar tanto tempo, Sérgio! Há que dar aos jogadores o sinal de que têm de resolver o jogo logo no início, porque de outra forma podem nunca o chegar a fazer. Erros vários e a vários níveis, num dos piores jogos do seu consulado no Dragão. A rever, com muita urgência. 



Outros Intervenientes:



Nesta equipa do Moreirense que nunca quis jogar futebol a valer, destaco o único que merece, por ter tentado fazê-lo e pelo muito (bem) que defendeu: Rúben Lima.


Outra arbitragem implacável, no pior sentido da palavra. Luís Ferreira e restante gang juntaram-se ao já extenso rol de árbitros que nunca hesitam em não validar lances capitais a nosso favor, mesmo quando disso resultam claros atropelos às Leis do Jogo. Um penálti evidente, porque Johnatan não joga na bola, mas apenas na cara de Felipe; um golo invalidade sem a mínima evidência de existir um offside claro e indiscutível; e muita, muita permissividade perante o anti-jogo do Moreirense, quer através de faltas, quer nas múltiplas e variadas perdas de tempo. Um sério candidato a árbitro internacional.


- - - - - - - - -


Infelizmente, aconteceu o que eu temia. Fraquejámos neste jogo, abrindo o flanco para artistas como Luís Ferreira. Mais dois pontos desperdiçados, que em si podem não representar muito, mas que teriam sido um golpe rude nas aspirações dos sem-vergonha. Com mais penálti, menos fora-de-jogo, amanhã a lagartada vai ganhar e anular a vantagem que era nossa, aumentando a pressão para a segunda parte do jogo do Estoril. Não havia necessidade, mesmo. Mas o destino continua nas nossas mãos, nada de desesperos: apenas mais rigor e competência.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




segunda-feira, 22 de maio de 2017

Na Hora da NESpedida


Nenhum encanto, vos garanto. A despedida, pois claro.

Como se já não bastasse o desfecho de época deprimente ao nível do jogo jogado pela equipa, eis que decidiram fechar com "chave de ouro": uma derrota humilhante em Moreira de Cónegos.




Para ser claro, a humilhação é toda deles, jogadores, treinadores, directores e presidente. Uma verdadeira amostra da situação actual do clube, onde apenas alguns - uma pequena minoria - parecem ter ainda presente o que significa ser do Porto.

Já esperava que não houvesse muita motivação nos jogadores, em especial naqueles lances de vida ou de morte, porque do nosso lado já nada havia para decidir. A honra, claro, de vestir esta camisola - mas não nos enganemos, hoje em dia essa pertence sobretudo a nós, os Portistas desinteressados.

Será um tema para voltar daqui a uns tempos, por agora fica o essencial: não é razoável continuarmos a sonhar com mística e afins neste tempo dos likes. Gone with the wind (of times).

Os jogadores, sejam portugueses ou não, da formação ou não, Portistas ou não, querem é chegar ao topo da sua profissão. Um lugar distante deste nosso campeonato.

Treinadores, idem.

Dirigentes, não exactamente, porque o mercado de transferências é quase inexistente. Mas o objectivo é claro: assegurar a permanência no poleiro pelo maior número de mandatos possível, para com isso estabilizar a vidinha e construir ainda mais pontes para o futuro. Note-se que não me refiro apenas ao Porto, mas a todos os clubes profissionais.

Dito isto, não entendo a escolha de Nuno.

Disse-o aquando da contratação, digo-o agora ainda com mais veemência. ERRO MONUMENTAL.

Vindo de alguém como Pinto da Costa, só a consigo entender como uma de duas situações (ou ambas):

1) Julgar-se eterno e inamovível por tudo o que já fez pelo Clube, dando-se ao desplante de arriscar em zeros à esquerda após três anos de insucessos;

2) Cedência a outros valores que não ao do interesse superior do Clube.

Mau, péssimo, terrível. 

Juntando a tudo isto à total incapacidade para se opor ao polvo corrupto dos sem-vergonha de Vieira, o que sobra? Nada. Zero.




Somos um clube à deriva em alto mar, assaltados anualmente pelos Piratas de Carnide, liderado por um comandante com traços de assombração. Pior, sem novos candidatos no horizonte para devolver o navio a bom porto. 

Sim, meus caros, este é seguramente um dos piores momentos da história do nosso Clube. Dentro da era Pinto da Costa, garantidamente o pior. Mas, animem-se, para o ano há mais...

Sendo eu um eterno passageiro deste navio, só posso desejar que, não sendo possível mais, pelo menos NES seja atirado borda-fora de imediato. Muitíssimo bem amarrado da cabeça aos pés para que não sobre a mais pequena hipótese de regresso a tona. 

IDIOTA.

Mais uma vez, pouco há a relatar sobre o jogo.

Compreensivelmente, o Moreirense apresentou-se no pico da sua capacidade emocional e competitiva, disposto a morrer em cada lance se necessário.

Compreensivelmente, o Porto apresentou-se amorfo, apático, desmotivado e desinteressado. À lá NES, mas ao quadrado. O que não se compreende nem aceita é a falta de brio demonstrada por praticamente todos. Desta vez, os jogadores são também réus sem absolvição possível. Mesmo que quisessem expressar, de forma mais ou menos consciente, o quanto estão desalinhados com o seu treinador.

A ténue reacção lançada com as entradas de André Silva e Corona foi de pouca dura, porque realmente ninguém da nossa equipa queria estar ali àquela hora. Sorte teve Casillas, que foi poupado de participar em mais este triste espectáculo. Se bem que, assistir ali de tão perto, também não deve ter sido grande coisa.

Uma derrota inaceitavelmente normal após uma exibição deprimente. Dá para acreditar? Que remédio, é a realidade nua e crua. 


Notas DPcA 

Dia de jogo: 21/05/2017, 18h00, Estádio Comendador Joaquim Almeida Freitas,  Moreirense FC - FC Porto (3-1).

Nota (7): Maxi 
Nota (6): Sá, Danilo, Brahimi (<64'), André Silva (>46')
Nota (5): Alex Telles, Marcano, André André, Herrera (<46'), Otávio (<46'), Soares (<67'), Corona (>46'), Rui Pedro (>67')
Nota (4): Felipe
NES (-): Dead man walking




Final de uma época vergonhosa a muitos níveis, com indisfarçável relevo para o escabroso roubo de que o Futebol Clube do Porto foi alvo por parte dos sem-vergonha do slb

Noutro plano menor mas também importante, a vergonha tem outro nome: Nuno Espírito Santo, aposta pessoal do presidente para tirar o Clube do fundo. Pois Nuno, o Coveiro, conseguiu a proeza de nos deixar uns níveis mais abaixo, rumo ao centro da Terra. 

RUA. JÁ. Sozinho ou acompanhado, é como preferirem.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



[Adenda]: A saída de Moreto Cassamá para o Borussia M'Gladbach aparenta ser mais uma decisão de lesa-clube. Não o afirmo peremptoriamente porque suspeito que a vinda dele e do outro "sócio" para o Porto, foragidos da lagartagem, tivesse já este desfecho como condição. A questão que coloco é: para quê e a servir os interesses de quem? Vamos tomar nota, acompanhar a carreira do Moreto na Alemanha e ver o que vai suceder.




quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Indignos


Falhanço estrondoso na segunda taça da época e menos uma possibilidade de conquistar um troféu. Se os dois primeiros empates caseiros foram maus, esta derrota foi ainda pior. Não apenas por ser uma derrota, mas pela falta de qualidade de jogo (apesar de tudo menos gritante na primeira metade, onde foi a ineficácia que falou mais alto) e de comprometimento de muitos.

Não soubemos aproveitar a felicidade arduamente conquistada, que prometia embalar a equipa para uma segunda metade da época de alto nível, pelo que voltamos a colocar-nos na beira do precipício, agarrados à vida por um fio de cabelo.

Neste jogo, quase tudo me pareceu indigno de estar associado ao meu Futebol Clube do Porto.


Indigno


 - Luís Godinho. Mais um palhacito de apito na boca, "bem" coadjuvado por dois malabaristas das bandeiras. A sério que eu os percebo, têm uma carreira para fazer e sabem bem os trilhos que devem calcorrear para que ela seja longa e frutuosa - até já chegaram a internacionais e tudo.

Pelo menos um penalti por marcar, podem ser dois ou três, qualquer um deles suficientes para nos colocar na liderança e devolver a tranquilidade necessária. Cartões perfeitamente gratuitos aos jogadores do Porto, expulsão de Danilo por impulso de vingança pelo "choque" (a não ser que o olho que tem na parte traseira lhe dê uma visão periférica do lance) e incompreensão pela expulsão da Brahimi, que carece ainda de uma explicação - não há registo de um primeiro amarelo, o árbitro exibe amarelo seguido de vermelho, sem que houvesse sequer tempo para palavras ou gestos que explicassem a expulsão directa. Erro técnico? Sem dúvida que o relatório encobrirá o que quer que haja para encobrir. Indignos.

[Actualização: pela ficha de jogo no site da liga, Brahimi viu o primeiro amarelo no lance da expulsão de Danilo (mesmo minuto), mas na televisão nunca se vê essa amostragem. Vê-se sim um amarelo a ser anotado na presença de Felipe e Maxi (o primeiro não tem nenhum cartão na ficha de jogo e o segundo foi advertido aos 53') e a realização a atribuir o cartão a Felipe ]





- Nuno Espírito Santo. Feirense, Belenenses e Moreirense. Último lugar no grupo. Vergonhoso. Indignos.

 - A equipa como um todo. Por muito "nabo" que seja o treinador, há momentos em que a qualidade de cada um aliada a uma vontade inquebrantável tem que ser suficiente. Hoje era um desses momentos. Qualidade houve pouca e vontade ainda menos, com algumas notáveis excepções. Podem muito justamente "atirar-se" ao árbitro por lhes dificultar o trabalho, mas não se podem esquecer do muito que não fizeram por eles próprios. Para piorar, foram incapazes de manter o controlo emocional quando deixaram finalmente de acreditar, acrescentando dificuldades para o jogo seguinte. Indignos.

 - Depoitre. Duvido que fosse titular em qualquer equipa da segunda Liga. Com o jogo de hoje, já vi o suficiente para concluir que foi uma contratação que nos envergonha a todos. Tenha vergonha por este enorme flop, senhor presidente. Indignos.

Fugaz nota de rodapé para um Acácio qualquer coisa, comentador ao jogo da Sporttv. Sofreu a bom sofrer e só acalmou após o golo do "seu" Moreirense, o anti- Porto à mão no dia de hoje. O canal e o comentador, bem um para o outro. Indignos (e uns quantos adjectivos mais).





Notas DPcA 

Dia de jogo: 03/01/2017, 21h15, Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, Moreirense FC - FC Porto (0-4)


José Sá (7): O único que verdadeiramente nos orgulhou por usar o Dragão ao peito neste jogo. Impecável numa mão cheia de boas e difíceis defesas. Pena não estar na baliza nenhum dos nossos problemas...

Nota (6): Felipe, Danilo, Brahimi
Nota (5): Maxi, Óliver, Corona, Rui Pedro
Nota (4): Boly, Telles, Jota, André André, Herrera

Depoitre (2): Absoluta nulidade, por vezes dá a sensação de nunca ter jogado futebol na vida. Os dois pontos são exclusivamente pela sua entrega.

NES (1): Arriscou voltar a rodar no jogo decisivo e deu-se mal. JC Teixeira, o que melhor sinais deu dos que tiveram "novas oportunidades", voltou para o banco. Depois foi incapaz de mexer no jogo com as substituições. Não entendo como não aproveitou o intervalo para "picar" os jogadores. Acabou na sala de imprensa a culpar finalmente um árbitro por um insucesso, o que neste cenário revela também a sua incapacidade para encontrar outras explicações. Temo pelo que aí vem.




Outros Intervenientes:

O Moreirense fez o jogo que lhe competia, liderado por um grande Francisco Geraldes, e nem precisou de queimar muito tempo para nos derrotar pela primeira vez na história. Os meus parabéns sinceros a Augusto Inácio por este feito.

Uma vez mais (já cansa isto), gravemente prejudicados pela arbitragem. No nosso melhor período no jogo - a primeira parte - há pelo menos um penalti evidente aos 40' por agarrão ostensivo do braço de André André. Ninguém "viu", como vem sendo hábito. Para a segunda parte ficou reservado o melhor, com a chuva de cartões mostrados sem critério nem coerência. Continuamos a ser gozados a cada jogo e nada acontece. Até quando, Portistas?


Vamos agora a Paços no próximo sábado, sem jogadores nucleares e sobre brasas. Teste decisivo, outro teste decisivo. É isto o Porto de NES, sempre a correr atrás de prejuízos evitáveis.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




sábado, 26 de setembro de 2015

Dia de jogo: Moreirense - FC Porto (2-2)


Carga preciosa ao mar. Depois de conquistada a muito custo no clássico, resolvemos deitá-la borda fora. Assim, sem mais nem menos.

Chelsea? Bye, bye, Brahimi... Getty Images


Mais uma vez, achei por bem rever o jogo na televisão quando cheguei do estádio.
Hoje nem francesinha tivemos vontade de comer. Foi zarpar de Moreira de Cónegos a todo o gás, despedidas rápidas e casa.


Vamos ao princípio.

Mais um onze surpreendente, mas no entanto perfeitamente aceitável.
Eu teria duas ou três opções diferentes, mas o treinador é Lopetegui e ele lá saberá porque decide como decide. Mais informação do que eu, tem de certeza.

Uma entrada à Porto de Lopetegui, a querer ter a bola em seu poder, fazê-la circular horizontalmente de um lado para o outro e pelo caminho, ir procurando um espaço livre para ganhar terreno. Nem vale a pena dizer se é bom ou mau, é apenas assim. E seria assim que teríamos de ter vencido o jogo.

Do outro lado, um Moreirense com mau arranque no campeonato, desesperado por pontos. Apesar de hoje ter sido uma equipa eminentemente defensiva (como são TODAS as outras que nos defrontam nesta competição), tem jogadores de bom nível e um treinador que parece perceber da poda. Mas hoje limitaram-se a ficar encostados atrás, a ver o que o jogo dava e se eventualmente "pintava". E "pintou".

Ao minuto 18, golaço de Maicon na cobrança de um livre directo, mas resultante de uma falta forçada sobre Maxi (se já o dizia quando vestia outra camisola, não vou agora dizer o contrário...). Até esse momento, uma ou outra tentativa de chegar à baliza do Moreirense mas sem grande convicção. O jogo estava perfeitamente controlado até ao golo e continuou a estar. Mas é um controlo enganador, porque é também consentido e incentivado pelo adversário. E porque em futebol, um golo de vantagem é apenas uma ilusão de vitória até que soe o apito final.

Aos 25 minutos, a segunda oportunidade, desta vez um remate de Osvaldo sobre a direita a que Stepanovic correspondeu com defesa de grande nível. Um fogacho. De resto, a mesma posse inócua. E como habitualmente, veio a consequência. Tanta posse sem criar perigo leva os jogadores a perderem confiança e ficarem sonolentos. E acto contínuo, retraírem-se e recuarem no terreno de jogo. Agradeceu o adversário, que nos derradeiros dez minutos da primeira parte perdeu parte da timidez e esboçou algumas tentativas de chegar perto de Casillas. Nada de relevante a registar, é certo, tirando a impeditiva lesão de Brahimi, que cedeu o lugar a Varela ainda antes do descanso.

Ao intevalo, a estatística de posse de bola seria suficiente para enganar alguém que tivesse recuperado recentemente de um coma de dois anos e não estivesse a assistir ao jogo: 73% a favor!

Mais uma vez contrariando a tendência inicial da época, não regressamos mal do balneário. Ou melhor, não regressamos pior. Continuamos a querer ter bola e a pressionar alto, com algumas aproximações à baliza do Moreirense nos primeiros minutos.

No entanto, ao minuto 50 surgiu o golo do empate. Sem antes nada ter feito por isso, o Moreirense voltou ao jogo graças a uma boa finalização do sportinguista Iuri Medeiros (devem ter grandes craques em Alvalade, para dispensar este miúdo... ah, já sei, têm o Carrillo...). No entanto, é um golo que antes de tudo resulta de uma absurda falha colectiva, liderada por Maicon que se fez ao lance com inadmissível ingenuidade de um iniciado e a ficar muito, muito mal na fotografia.

Se o empate caiu do céu, também o golo da vantagem tinha chegado pela mesma via. Nada a apontar aos deuses do futebol.

A primeira reacção ao golo sofrido foi demasiado tímida, situação piorada por Herrera, que nada mais fazia do que empastar o jogo e desperdiçar posses de bola. Sem surpresa a substituição aos 58, Tello por Herrera. Mais uma vez, o espanhol foi uma nulidade. Saiu uma, entrou outra. Continuamos a jogar com dez...

Nesta altura, o Moreirense começou a pressionar mais subido e nós sem soluções. Tudo era feito em esforço, com demasiados passes para conseguir chegar a situações de cruzamento ou remate, dando todo o tempo do mundo ao adversário para que tranquilamente acompanhasse o vaivém da bola e não se desposicionasse. Com o passar dos minutos, voltou a encolher, ficando lá atrás à espera do Porto e tentando sair rápido no contra.

Nesta altura voltamos a crescer no jogo. Primeiro foi Corona a rematar já na pequena área aos 68', para grande defesa instintiva do GR. Três minutos depois foi Osvaldo, também ele na área menor, desta vez com a bola a sair à figura de Stepanovic.

O primeiro acto de mais uma "tragédia grega"

Aos 77', a assunção do risco total: sai Marcano e entra Aboubakar. Na bancada, a minha reacção instintiva foi a de aplaudir a audácia. Era um jogo onde não fazia sentido desperdiçar pontos. Passamos a jogar com 3 defesas, com Danilo a juntar-se a Maicon quando perdíamos a bola.

E de facto deu frutos. Passamos a pressionar mais à  frente e a toda a largura do campo. Dois minutos depois, o 2-1 por Corona, e o jogo voltou a estar na nossa mão. Faltavam 10 minutos para os noventa.

Impensável desperdiçar a segunda vantagem, pensaria quem não estivesse a ver o jogo. Mas quem lá estava, podia pressentir que não seria bem assim. Porque se exceptuarmos André e Iker, ficamos a jogar com apenas defesas (Danilo adaptado) e avançados.

Aos 81, o nosso canto do cisne. Osvaldo é  bem desmarcado por Abou, contorna o GR e atira para a baliza deserta... mas sem a força necessária para que entrasse antes do corte de André Micael. Osvaldo esgotou as pilhas nesse esforço e a equipa, incapaz de se reorganizar sobre o tabuleiro com as pedras que tínhamos em jogo, encolheu-se de forma fatal.

Primeiro aviso aos 83, com uma boa defesa de Casillas. O Porto ignorou-o, incapaz de perceber que a única solução que tinha naquele contexto era continuar a pressionar e procurar o terceiro golo.

Perto dos 85, Maicon faz uma entorse, logo após queixas físicas de Tello. Ambos recuperam para o jogo, mas no caso do central, debilitado e em esforço. Talvez por isso tenha sido novamente o vilão no golpe de misericórdia. Canto, bola aliviada para lançamento. Reposição, insistência, cruzamento e golo. Três do Moreirense para três do Porto, Maicon irremediavelmente excluído do lance, Danilo escorrega ao perseguir o seu adversário e André Fontes, que tinha fugido a... Maicon, cabeceou demasiado perto para que Iker conseguisse desviar com sucesso.

Golpe demasiado profundo na moral da equipa, que não conseguiu voltar a incomodar Stefanovic, um dos melhores (se não o melhor) em campo.



Notas DPcA:


Casillas (6): Mais uma boa defesa a evitar um golo. Nos sofrido, fez o que pode e não se podia exigir mais. Deve ter mais calma nas reposições, evitando perdas de bola desnecessárias.

Maxi (7): Não recuperou a forma física (nem tinha como), mas a raça e entrega suplantaram essa debilidade. Foi dos mais esclarecidos com a bola nos pés e cavou a falta que deu origem ao primeiro do jogo.

<-78' Marcano (5): Teve uma falha comprometedora logo a abrir o jogo, nunca recuperou totalmente e continuou errático, o que gerou alguma intranquilidade na equipa. Saiu em nome de um bem maior, sem deixar saudade.

Maicon (6): Um golaço e erros decisivos nos dois golos sofridos. No restante, esteve bem a defender e a atacar. Que raio de exibição!

Layún (6): Esteve discreto, adjectivo que aliás parece ser o que melhor o define. Lamentavelmente, o segundo golo é cruzado do seu lado, ainda que fosse Varela a tentar sair a Sagna.

Danilo (6): Ao vivo fiquei com uma impressão pior do que a seguir vi na televisão. Teve muito, muito jogo a passar-lhe pelos pés. E nem sempre lhe deu o melhor seguimento, sobretudo defensivamente. Está a perder gás, vamos ter Rúben na terça de certeza (ainda que ele também possa jogar).

<-59' Herrera (4): Se na primeira parte conseguiu não estar mal (apenas sofrível), no regresso ao jogo veio o Herrera Mau. Muito mau. Chau!

André (7): Não conseguiu ser decisivo desta vez, mas ainda assim foi dos mais esclarecidos durante grande parte do jogo. Foi-se apagando a partir de meio da segunda parte e já não se reacendeu. 

Corona (7): Começou mal outra vez e melhorou quando mudou de posição (outra vez ). Mas desta vez, invertendo-se a ordem das posições. Hum... Mas desta vez, fez o golo e ajudou no assalto até lá chegar.

<-44' Brahimi (5): "Ele tenta, ele finta, ele chuta. Mas poucas coisas lhe saem totalmente bem por estes dias." E desta vez, lesionou-se. A 3 dias do jogo com o Chelsea. Se o seu Alá apreciar a fina ironia, está explicado... 

Osvaldo (7): Foi para mim o melhor do Porto em campo. Fartou-se de trabalhar até estourar, já perto do final. E mostrou bons pés, posicionamento, inteligência e sugeriu boa finalização. Queremos mais.

>44' Varela (5): Hoje entrou para ser o Varela do costume. Lutador mas trapalhão. Ajudou, mas não desequilibrou. Fico com a sensação que seria ele o responsável por marcar o seu opositor directo naquele lance do empate ao cair do pano.

>59' Tello (3): Começo a perder a paciência com este senhor. Parece um mono (em português ou castelhano, é à vontade do freguês). Assim, fica difícil de compreender porque se senta no banco sequer. Será Bueno assim tão mau?

>77' Aboubakar (6): A sua entrada representou o que seria o assalto final e a verdade é que dois minutos depois chegámos ao golo. Mas não terá sido especialmente por ele. De resto, experimentou jogar a médio e não teve oportunidade para muito mais.




Outros intervenientes:


Miguel Leal, com as armas que tem, deu boa luta. Tirou o marcador do primeiro golo e meteu... o marcador do segundo.

Stepanovic fez uma exibição memorável, Iuri Medeiros voltou a dizer que merece mais, Sagna mostrou talento e pulmão e Palhinha foi uma agradável surpresa.


O árbitro Vasco Santos não se notou em demasia. Foi demasiado condescendente disciplinarmente perante várias entradas duras dos moreirenses. Mas tecnicamente não foi de todo caseiro. Não foi por ele, seguramente.



Conclusão:


A falta de um pensador do jogo ofensivo fez-se mais uma vez sentir. A estatística atribui-nos uma posse de bola esmagadora, mas a realidade é que é uma posse quase sempre inofensiva, inócua e mentalmente desgastante, porque não se traduz em ocasiões de perigo.

Podemos cair na tentação de nos confortarmos com uma resposta afirmativa à pergunta "fizemos o suficiente para ganhar?", tal como Lopetegui nos quis fazer crer no final. No entanto, se abordarmos a questão pela óptica do Moreirense (fizeram o suficiente para não perder?), a resposta terá de ser igualmente afirmativa.

Estamos ainda na sexta jornada, não se podendo obviamente falar de um percalço decisivo. Mas a experiência diz-nos que normalmente o campeão não soçobra nestes momentos. É dificil de engolir este colossal desperdício de vantagem (pelo menos anímica e possivelmente pontual) sobre o Benfica e ficar a depender do outro jogo de Xadrez para saber se, acima de nós, já não estarão apenas os deuses do futebol.



Do Porto com Amor



Adenda cultural: depois de escrever esta minha análise, foi dar um giro pela bluegosfera e não posso deixar de registar o sentimento de consternação e revolta que a atravessa. Curioso. Que se passa com os fervorosos defensores de Lopetegui, tão fervorosos que se atrevem a questionar o portismo de quem não os acompanha nessa quimera? Alguém os desligou da Matrix? Não entendo. Eu preferia não ter razão. Mas não é por este jogo que vou mudar de discurso ou de convicções. Continuo a acreditar piamente que vamos ser campeões. Com Lopetegui.




sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Hoje joga o Porto! (vs Moreirense)


Depois da (sempre) saborosa vitória sobre o Benfica, segue-se a deslocação ao Moreirense F.C. A bonança depois da tempestade? Não creio.


Bruno Sousa

É daqueles jogos perigosos, porque situado entre dois compromissos de nível máximo de exigência. É realmente necessário "fazer ver" aos jogadores - a todos e a cada um deles - que não se pode vacilar neste desafio. Não só porque temos o Sporting com os mesmos pontos, mas porque se desperdiçaria a vantagem recém-conquistada sobre os da Luz.

Curiosamente, é uma jornada onde a liderança se disputa a jogar (contra os de) Xadrez. Os de Alvalade contra o original e nós contra a variante ecológica do tabuleiro. Falta pois saber se alguém ficará em Xeque após esta jornada ou se tudo seguirá inalterado.

Tendo em consideração a surpreendente repetição da última convocatória e aproveitando o embalo xadrezista, debrucemo-nos então sobre a possível disposição das pedras sobre o tabuleiro de jogo de Moreira de Cónegos.

Na baliza, a Rei deverá ser com certeza o mesmo - o de Castela, por supuesto, pelo que o do Carnaval terá que aguardar por uma taça nacional.

Na defesa do rei, penso que o mais provável será a repetição das peças, mas admito que possa ocorrer a entrada de Indi, ainda que sem saber se para jogar a Torre ou a Peão. Teria pensado que seria um boa oportunidade para reabilitar Cissokho, mas ainda não será desta.

No meio do tabuleiro, as (minhas) dúvidas são consideráveis. Por muito que se queira negar, o Chelsea já está naturalmente na mente de Lopetegui e sendo ele amante da (e crente na) rotação, podem acontecer várias coisas. Eu escolheria Danilo, Imbula e André para serem os Cavalos (do motor) da equipa, mas também me parece possível que jogue Herrera ou até Rúben. Por troca com quem e em que lugar, já é demais para a minha bola de cristal. Mas como temo que com o Chelsea voltemos a jogar com quatro médios de combate, o raciocínio para este jogo será desgastá-los o menos possível.

Na ofensiva ao rei adversário, Brahimi deverá manter a titularidade (o que acho mal, uma vez que raramente joga bem antes de um jogo de Champions) mas a surpresa poderá vir da escolha do segundo Bispo, que pode valer a Tello a oportunidade de começar de início, relegando assim os prelados Varela e Corona para o banco. A (fazer de) Rainha, e apesar do que se tem ventilado nestes últimos dias, acredito que deverá ser o suspeito do costume, o Rei Bakar, embora me pareça lógico que saia cedo do jogo, assim o resultado o permita.


Resumindo graficamente, eis a minha aposta para o onze inicial:




Será outro jogo onde mais uma vez não vai faltar apoio à equipa (nas bilheteiras do Dragão, ontem já não havia bilhetes). "Basta" que os jogadores se deixem contagiar pela onda, se entreguem sem reservas ao jogo e a vitória deverá sorrir-nos com mais ou menos dificuldade. 

Eu também vou lá estar, se alguém me quiser encontrar é fácil, vou estar de azul e branco :-)


Mais um passo dado hoje será menos um a dar rumo ao objectivo final. Vamos lá Porto!


Do Porto com Amor