Fevereiro 2018

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

De (Porti)Mão Cheia


Mais de 1.000 kms num domingo que deveria ser da família devem significar algumas coisas. A primeira, é que sou um bocadinho doente por esta coisa. A segunda, é que a família há-de receber em dobro o que tem "cedido" a esta doença. A terceira e mais relevante para o assunto, é que isto só acontece, neste estágio avançado, porque esta equipa o merece




O Mar Azul não é um cliché e muito menos uma invenção propagandística (sim, também temos a nossa): é uma realidade, construída com biliões e biliões de gotas de suor dos jogadores, agregadora de cada vez mais Portistas que se revêm e acreditam neles como raramente tem acontecido. É um ser vivo e dinâmico, cada vez maior e menos parável. Alimenta-se da equipa ao mesmo tempo que alimenta: simbiose perfeita.

Ontem em Portimão foi outra vez assim. "Crentes" de todas as paragens afluíram ao "arranjadinho" estádio do Portimonense e ajudaram a equipa a vencer mesmo antes do início da partida. Que mal começou, foi desde logo agarrada pelos colarinhos pelo Porto, que sufocou e não parou até estar a vencer por 2-0, com somente 16 minutos decorridos, sempre com Marega em grande evidência.

Só depois os da casa conseguiram tempo e espaço para tentar explorar o seu jogo, conseguindo algumas "aproximações" perigosas mas sem nunca ameaçar verdadeiramente a baliza de Casillas. Aliás, a sua maior oportunidade ocorreu com o marcador ainda em branco, num momento de completa excepção face ao rumo dos acontecimentos. Sempre em rotação alta, os nossos resistiram a tudo e ainda encontraram o timing perfeito para fazer o terceiro, mesmo sobre o apito para o intervalo. Tudo decidido em apenas 45 minutos, uma vez mais.

A segunda parte serviu para gerir formas e cartões, ampliar a vantagem com duas assistências do benjamim Dalot, ver Soares sair lesionado e ainda sofrer o golo da (malfadada) praxe. Foi um jogo muito fácil de assistir para os Portistas, porque o resultado nunca esteve verdadeiramente em causa, tal a competência que impusemos desde o apito inicial.

Assim sendo, missão totalmente comprida. Depois de uma exibição de gala, apenas microscopicamente manchada por aquele golo sofrido, os quilómetros de regresso até custaram menos, que é como quem diz: valeu a pena! Venha o próximo, que já me cheira a lagarto. 




Notas DPcA 



Dia de jogo: 25/02/2018, 20h15, Portimão Estádio, Portimonense SC - FC Porto (1-5)


Iker (6): Jogo muito tranquilo e um par de paradas com segurança.

Maxi (7): Apanhou várias lebres pela frente e sentiu naturais dificuldades em acompanhar, mas serviu-se da experiência para evitar danos. Mais do que isso, sobrou-lhe tempo e energia para acompanhar o ataque e acabou por ter sucesso numa das várias tentativas de assistência.

Dalot (7): A qualidade vê-se em muitos pormenores, mas o mais importante talvez seja o de perceber que fundamental é jogar simples e bem, que o resto, mais elaborado, acabará por "sair" na altura certa. Mesmo jogando no lado contrário ao seu, cumpriu lindamente em termos defensivos e a atacar... bem, "apenas" conseguiu duas assistências, uma com cada pé. Parece fácil, não é, Hernáni?

Felipe (6): Uma ou outra desatenção (golo incluído) não mancham uma exibição segura em termos defensivos. Pior foi com a bola no pé - ou, como pareceu, no tijolo. Quem não sabe, não inventa...

Marcano (7): Muito bem a defender e sem sequer se ter arriscado a ver o quinto cartão. Nada mais se pedia.

< 62' Herrera (7): Sempre pouco esclarecido a endossar a bola, mas muito bem no trabalho de marcação e recuperação. Enfim, Herrera. 

Sérgio Oliveira (7): O "cérebro" da equipa funcionou bem e tornou simples quase todos os lances em que participou, mesmo sem conseguir finalizar ou assistir. Bem também no trabalho de recuperação.

Otávio (8): Outra belíssima exibição, com a garra indispensável mas com muito bons critérios na altura de decidir o que fazer à bola. O corolário foi mesmo o merecido golo.

Brahimi (6): Está na mó de baixo, embora ontem se tenha notado menos, tal a dominância da equipa sobre o jogo. Sem deixar de ser o habitual "mel" para os adversários, está com dificuldade em decidir bem. Pode ser que o golo o ajude a recuperar o "instinto". 

Foto de Kapta+

< 69' Melhor em Campo Marega (8): Dois golos, uma assistência e pronto, jogo resolvido quase exclusivamente à sua conta. Claro que nada fez sozinho, mas o seu trabalho individual foi mesmo decisivo e impecável em grande parte do tempo. Saiu contrariado mas muitíssimo bem em termos de gestão de esforço. O hat-trick terá de ficar para outro dia - por mim, pode ser já sexta...

< 71' Soares (8): Muito bem ligado com Marega e Otávio, acabou por ser também ele fundamental na construção do resultado. Mais um golo (e uma assistência) para a sua conta, num momento de forma muito elevado. Rezemos para que a lesão seja apenas um efémero contra-tempo.

> 62' Óliver (6): Veio a jogo para poupar Herrera a um cartão suspensivo e demorou um bocado a entender(-se) com os companheiros de sector. Depois disso, participou de forma discreta no controlo de um jogo que já há muito estava sentenciado.

> 69' Hernáni (5): Não tem capacidade para perceber que o fácil tem de vir antes do difícil, o trivial antes do extraordinário, nem mesmo quando entra num jogo sem pressão de construir o resultado. E assim sendo, continua a desperdiçar oportunidade atrás de oportunidade. Até que se acabem de vez.

> 71' Waris (5): Jogou, a sério? Juro que não o vi...

Sérgio Conceição (8): Estamos imparáveis, não é? Claro que não e muito bem fizeste em dizê-lo no final. Nada de complacências, foram apenas três pontos conquistados. Agora que foram magistralmente conquistados, foram. E quem é o maestro, quem é? Isso mesmo. Well done, sir!



Outros Intervenientes:



É reconhecidamente uma boa equipa este Portimonense de Vitor Oliveira, mas ontem estiveram abaixo do seu normal, muito por culpa da forma avassaladora como o Porto entrou em campo. Tenho distinguido sempre Nakajima como a shoya da coroa, mas ontem, ao vivo, apercebi-me do porquê de tanto hype à volta de Fabrício: é que o moço é mesmo bom de bola. Não sei de "chega" para um grande, mas num clube com ambições uefeiras cabe de certeza.


Arbitragem simples de Jorge Sousa, com os lances de maior dúvida a recaírem sobre os ombros do VAR Hugo Miguel. Do campo, quase tudo me pareceu bem decidido, ficando apenas um par de cartões por exibir a portimonenses. O lance mais mediático terá sido a falta de onde surgiu o golo de honra dos visitados, que é hoje unanimemente considerada inexistente pelo Tribunal d'O Jogo. Em todo o caso, sem influência no desfecho pontual ou impacto nos jogos seguintes.


Mais um lance de beleza indescritível...


Jornada quase perfeita pelo reino dos Algarves, que garantiu a indispensável vitória após exibição de luxo e nenhum jogador suspenso para o Clássico de sexta, onde teremos oportunidade (e vontade, sem dúvida) de quase despedir o Spó'tin das contas do título. Apenas a lesão de Soares devolveu aquele pequeno pedaço de paraíso a um patamar terreno, espera-se que seja "falso" alarme e o nosso triturador de lagartos preferido fique apto para mais uma caçada impiedosa.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




sábado, 24 de fevereiro de 2018

Onde Está a Bola? #63


O último Clássico da temporada no Dragão aproxima-se a grande velocidade e nada como oferecer DOIS BLHETES para ansiar ainda mais pela sua chegada. E quem os oferece? O único e inigualável Onde Está a Bola? (OEaB?), evidentemente! Será já na próxima sexta, dia 2 de Março, que o Sporting vem a nossa casa pela segunda e última vez em 2017/18.

Veja então a imagem abaixo e tente descobrir onde está escondida a bola de jogo...

Onde Está a Bola? #63


Respostas possíveis #63 (Sporting):

A - Bola Azul
B - Bola Laranja
C - Bola Castanha
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação
         
1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória. 

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS). 

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo, acompanhadas da resposta à pergunta "Como foi a sua ida ao Estádio?" (duas frases bastam, desde que venham do fundo da Alma Portista...);

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido. 

- Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes. 

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte. 

7 - A edição #63 deste passatempo termina às 23h00 de 28 de Fevereiro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o prémio até às 14h00 de dia 1 de Março. 

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio). 

- A edição especial anual do passatempo tem um novo critério: o da melhor selfie. Todos os vencedores de edições anteriores ficarão automaticamente habilitados. Mas não só: todos os concorrentes de todas as edições podem participar, desde que também enviem as suas selfies no Dragão em dia de jogo (email para envio das fotos: lapisazulebranco@gmail.com )

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio de Portistas!


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Antes de fechar a bilheteira, há que dar conta do desfecho da edição dupla que antecedeu este novo passatempo.


#61 - Liverpool 

 

Resposta certa: C - Bola Laranja 

 

Vencedor: Hugo Godinho !



Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.



A seguir, os habilitados ao sorteio e respectivo vencedor.



Por fim, a composição das fotos enviadas pelo Hugo e a sua importante mensagem após presenciar tão grande desaire, ao vivo e a cores, no nosso Dragão:



"Boa noite...

Obrigado "Do Porto com Amor"  pela oportunidade de ir ver o jogo, pois de outra forma não seria possível devido ao elevado preço dos bilhetes.

Quanto ao jogo... Tenho mesmo que falar? Claro que sim, pois temos que enfrentar a realidade tal como ela é. 

Não vou ser mentiroso e dizer que não saí "aziado" no final do jogo, insultando tudo e todos, mas depois já calmo, subindo a alameda,  pensei no que já fizemos até aqui e que não pode ser manchado de maneira alguma.

Agora, vamos concentrar-nos nas competições internas porque VAMOS GANHAR, VAMOS SER CAMPEÕES #somosporto #obrigadodoportocomamor"

Vamos pois, vemo-nos em Maio... nos Aliados!


- - -

   

#62 - Rio Ave 

 

Resposta certa: D - Bola Verde 

 

Vencedor: João Rodrigues !




Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.



A seguir, os habilitados ao sorteio e respectivo vencedor.



A terminar, a composição das fotos do confiante João e a suas duas linhas da praxe:


"Boas!   

Mais um jogo e uma vitória, começamos a ganhar logo nos primeiros minutos, o que nos deu confiança para dar ao Rio Ave chapa 5  

Depois da Champions, demos a melhor resposta possível e seguimos mais fortes que nunca. Com adeptos como estes e o ambiente fantástico no estádio, não podia levar a outra coisa.   

Seguem-se os 45 min no Estoril e esperemos uma vitória que nos levará ainda mais para o topo.   

Vamos a isso, obrigado."


 De nada, vitória em 45 minutos alcançada, continuamos para bingo!  



Do Porto com Amor, 

Lápis Azul e Branco



 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Vendaval Azul e Branco


Há não muito tempo, houve quem tentasse justificar uma derrota inesperada com o vento. Sim, foi mesmo verdade. Como se as duas equipas não o tivessem de enfrentar (e dele beneficiar, na outra parte do jogo). 

Pois bem, deixem-me que vos diga: ontem estava uma ventania tramada no Estoril (como a minha garganta não pára de me lembrar) e, mesmo assim, o Porto conseguiu virar um resultado desfavorável em apenas 45 minutos, contra o vento, alargando a vantagem para cinco pontos face aos muito-favorecidos perseguidores da Segunda Circular.




A intensidade e a determinação com que a equipa entrou em campo foram decisivas para a reviravolta, até porque o adversário deu a sensação de estar conformado com tudo o que de mal lhe viria a acontecer. Estranho, para quem está a vencer ao intervalo, mas em sintonia com as declarações de Ivo Vieira, muito duras e contundentes para com a sua equipa. Problema deles, anyway.

Não há muito para contar sobre estes 45 minutos de sentido único. Pressão intensa logo na saída de bola do Estoril e quase todos os duelos aéreos e segundas bolas ganhos no miolo. Recuperar a bola e partir de imediato para cima do Estoril.

Os golos surgiram com naturalidade e apenas a falta de pontaria inibiu o marcador de ser (justamente) mais ampliado. Cinco, seis, sete... qualquer um destes cenários se poderia ter verificado se a eficácia de Herrera, Marega, Hernáni e companhia fosse um pouco superior.

As más notícias do fim de tarde foram as lesões, em particular a de Alex Telles, pela possível gravidade e pela importância nuclear que tem no rendimento ofensivo da equipa. Alex, as tuas lágrimas são as nossas, nada temas: voltarás em breve e ainda mais forte! O mexicano Corona também fará falta, mas por certo regressará muito em breve, talvez até já em Portimão.

Para lá da atitude dos que estiveram em campo, impressionou-me ver, a poucos metros de onde estava sentado, todos os não-convocados a sofrerem e vibrarem com o que os companheiros iam fazendo em campo. E a sua paciente simpatia, no final, para atender a todos os pedidos de selfies e autógrafos (Daniiiilo, faz-me um fiiilho :-)). São detalhes, mas é de muitos detalhes destes que se faz uma equipa vencedora.

No final, melões e melancias (verdes e vermelhas) para todos os que sonhavam com uma resistência inquebrantável do pobre Estoril, que nem sequer sabe receber condignamente os seus visitantes, e a imensa alegria de quem tem consciência da importância que estes três pontos podem ter para as contas finais.


Notas DPcA 



Dia de jogo: 21/02/2018, 18h00, Estádio António Coimbra da Mota, GD Estoril-Praia - FC Porto (1-3)


José Sá (4): Um peru de tamanho suficiente para alegrar o Natal de uma família numerosa e a intranquilidade que se lhe seguiu.

Maxi (6): Cumpriu discretamente em ambas as partes.

< 45' Ricardo (5): Primeira parte francamente abaixo do seu normal, à imagem do resto da equipa. Lesionado, não pode participar na reviravolta.

< 58' Alex Telles (7): Igualmente mal na primeira parte (ainda assim, dos melhores) e decisivo ontem ao marcar o primeiro golo. Saiu lesionado.

< 45' Reyes (5): Francamente mal, inseguro e a chegar tarde aos lances (a falta que deu origem ao golo estorilista é de sua autoria e perfeitamente desnecessária).

Felipe (6): Não comprometeu na primeira e ajudou ao assalto na segunda parte.

< 45' Danilo (5): Foi subjugado pela força do meio-campo canarinho na primeira metade. Lesionado na segunda.

Herrera (6): Mal na primeira parte, melhor na segunda, muito envolvido em todos os lances e na pressão ofensiva. Trapalhão mas a conseguir levar água ao moinho azul-e-branco.

< 45' Layún (5): Aposta falhada do treinador, não conseguiu ser mais do que medíocre naqueles primeiros 45 minutos.

Marega (7): Foi o rei do desperdício na primeira metade, mas ajudou decisivamente à reviravolta, mesmo sem marcar.

< 45' Aboubakar (5): Outro que foi forçado a falhar a segunda parte por lesão e não ficou com saudades do que (não) fez na primeira, com destaque para o golo desperdiçado à boca da baliza.
- - -

> 45' Iker (6): Com pouco que fazer, disse "presente" nos momentos em que foi chamado.

> 45' Marcano (6): Pouco trabalho mas atento e rápido a anular as investidas adversárias.

> 45' Sérgio Oliveira (7): O cérebro da equipa, num jogo onde esse órgão até parecia ser dispensável. Mas não era, foi importante para ir pautando os movimentos e na disputa de bolas no meio.

> 45' < 77' Corona  (6): Alguns bons movimentos mas pouco inspirado, até que saiu por... (sim, adivinharam) lesão.

> 45' < 87' Brahimi (6): Ainda na fase lunar, tentou agitar as águas desde o primeiro apito. Mesmo desinspirado como anda, é sempre uma fonte de preocupação para um par de adversários. Uma picardia quase lhe custava a expulsão...

foto Lusa

> 45' Melhor em Campo Soares (8): Só chegou para o segundo andamento mas muito a tempo de ser, uma vez mais, o mais decisivo para o resultado final. Dois golos fruto de um bom posicionamento para encostar. Está num grande momento.

> 74' Dalot (6): Depois de estreia, uma chamada inesperada pela lesão de Alex. Adaptou-se bem ao jogo e ao lado contra-natura, cumprindo sem deixar mácula, como se já andasse nisto há muito tempo.

> 77' Hernáni  (5): O lance em que remata em vez de tentar o passe para um dos dois companheiros isolados no centro da área define-o na perfeição: quer fazer tudo de uma vez e acaba por não fazer nada de jeito. Cabecinha...

> 87' André André (-): Nada a declarar

Sérgio Conceição (7): Bem, Serginho, muito bem. Os jogadores foram exactamente aquilo que deveriam ter sido e esse mérito tem de ser partilhado contigo. Excelente. Agora tratemos de não borrar a pintura em Portimão, ok? 



Outros Intervenientes:



Diferença do dia para a noite na prestação do Estoril, tão fraquinha que nem Evangelista escapou a mediocridade.


Arbitragem complicada e polémica de Vasco Santos e sus muchachos (VARes incluídos), dada a pressão intensa do Porto e os muitos lances no limite do fora-de-jogo. No estádio, não festejei nenhum dos dois primeiros golos antes que o VAR os confirmasse, pelas naturais dúvidas quanto à legalidade dos lances. Recorrendo depois à televisão, eis a minha opinião:

- Golo de Alex Telles: fora-de-jogo. Mesmo sem tocar na bola, Soares e até os demais que se faziam ao lance claramente condicionam a percepção que o GR tem do lance e a forma como a ele se fez. Admito que esteja coberto pela letra da lei, mas para mim, que vejo futebol há muitos anos, é offside e não deveria ter sido validado. E não, não me esqueço da forte probabilidade de os "rivais" já terem beneficiado de muitos lances idênticos. Mas eu não quero ser como eles, certo?

- Golo de Soares: golo limpo, sem mácula, Soares está atrás do penúltimo defesa.

Dito isto, não faltará quem conclua que o Porto foi beneficiado de forma decisiva para conseguir a vitória. Eu discordo. Pelo mesmo motivo de já ter visto muito futebol, infiro que a postura de ambas as equipas indiciava uma única e a mesma coisa: o Porto ia marcar e virar o jogo seria uma questão de tempo. Em todo o caso, fomos beneficiados com a validação de um golo irregular. Uma pequena gota que se dilui de imediato no oceano de benefícios decisivos (esses sim, que têm valido pontos) de que Sporting e Benfica têm beneficiado.




Agora, há que ir a Portimão buscar mais três pontos e assim consolidar esta vantagem, para que na jornada seguinte estejamos em condições de mandar um dos dois perseguidores às malvas. Vamos lá, malta, não se distraiam com o quentinho bom dos nossos Algarves.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Ligas DPcM: Actualização #3 - O Regresso das Competições Europeias


A tentar recuperar do ligeiríssimo atraso face ao programado, aqui está a necessária actualização sobre o andamento das melhores ligas fantasy do universo e arrabaldes - Ligas Do Porto com Mística, em parceria com o blogue A Mística Azul e Branca. A ideia era aproveitar o reinício das competições europeias para fazer o ponto de situação, mas... outros valores se alevantaram.


 

Seja como for, aqui fica a actualização devida, apenas com a informação relativa à Champions ainda por completar (estamos a meio da jornada, no seu final reedito o post). Apreciem então quem se destacou nestes últimos meses em cada uma das ligas e tomem nota dos respectivos vencedores semanais desde o último updating post.



Champions Fantasy League



A - RealFevr  


Ainda com a primeira-mão dos 8vos por completar, fica a tabela relativa à fase de grupos, liderada pelos Semos Cão Piões Europeus de Just-do-it (and he did), seguidos de muito perto pelos Salvador & Santiago e pelo vosso semi-deus das fantasias (salvo seja), moi même.


(clicar para ampliar)

Líder actual (J6): "Semos Cão Piões Europeus" (Just-do-it) - 490 pts.

Vencedores semanais:

J5 - Icesa_city (vitorgaspar) & JDBayern (jdguez)- 92 pts.
J6 - Do Porto com Amor (LAeB) - 105 pts.
J7 - em andamento



B - Site UEFA


Na spitting image do sítio oficial, os vencedores da fase de grupos foram os Ricardense 04, do soldado desconhecido :-), que garantiram ainda uma vantagem muito agradável sobre os Rissóis Goleada e os To Sem Pts. Agradável mas longe de decisiva, pelo que ainda muitas equipas sonham legitimamente com a vitória final. Vamos lá mostrar ao mundo aquilo de que são feitos!


(clicar para ampliar)

Líder actual: Ricardense 04 (Ricabrantes) - 425 pts.

Vencedores semanais:

MD5 - FCPorto-Fafe (Sérgio Castro) - 83 pts.
MD6 - Ricardense 04 (Ricabrantes) - 84 pts. 
MD7 - em andamento



Europa Fantasy League



Segue tranquilo na frente ABptista84, o nosso Jax Teller da Fantasy, com os seus Sons of Anarchy, tendo inclusive visto a margem alargada após a primeira ronda de 2018, dado que Vintage 2017 e os rapazes do world famous guru LAeB se atrasaram consideravelmente. Nada decidido, é certo, mas que para lá caminha...


(clicar para ampliar)

Líder actual: Sons of Anarchy (ABaptista84) - 447 pts.

Vencedores semanais:

J5 - Sons of Anarchy (ABaptista84) & FK Dinamo Moskva (pedro_silva_27) - 74 pts.
J6 - AOCC3 (botaquartilho) - 85 pts.
J7 - 1893FCP (Paulo Ferreira) - 75 pts.



Fantasy Liga Portuguesa



Mesmo quando o sistema ainda faz as continhas finais à J23, já é possível afirmar que estes Vintage de nbmateus são de uma safra especial, tal a vantagem que têm conquistado nas últimas jornadas. Vindos de trás, apanharam todos de surpresa e agora dedicam-se a consolidar a liderança. Na perseguição, estão agora os Mancos Surdos e Cegos (com a ajuda de um cão-guia, certo?) e os Canela1992. Estarão as outras "casas" pelos ajustes? Aposto que não!


(clicar para ampliar)


Líder actual: Vintage (nbmateus) - 1611 pts.

Vencedores semanais:

J16 - Zaire Boys FC (tiago_freitas_43) - 79 pts.
J17 - ArrebentaCanelas (Just-do-it) - 97 pts.
J18 - * em suspenso até 21/2
J19 - ArrebentaCanelas (Just-do-it) & Vintage (nbmateus) - 81 pts.
J20 - Vintage (nbmateus) - 98 pts.
J21 - Vintage (nbmateus) - 96 pts.
J22 - OrnitologoPortista (eugénio_sousa) - 91 pts.
J23 - SALVADOR & SANTIAGO FC (hbaguiar) - 115 pts.




Fantasy La Liga



Na liga de nuestros hermanos, nada de novo, a não ser uma vantagem cada vez menos recuperável dos CaciquesFX de JCFX, que já somam quase 100 pontos de avanço sobre o segundo classificado, os Draconian FC e "muitos" sobre o terceiro, my sorry ass.


(clicar para ampliar)


Líder actual: CaciquesFX (JCFX)1610 pts.

Vencedores semanais:

J18 - DracarysFC (LordGomes36) - 83 pts.
J19 - CaciquesFX (JCFX) - 82 pts.
J20 - CaciquesFX (JCFX) - 95 pts.
J21 - CaciquesFX (JCFX) - 77 pts.
J22 - Do Porto com Amor (LAeB) - 74 pts.
J23 - Recreativo San Mamés (joaquim_nisa) - 96 pts.
J24 - CaciquesFX (JCFX) - 93 pts.



Fantasy Premier League



Na liga das terras de Her Majesty, os Parrampeiros de Luis Pereira assumiram a frente da corrida após uma última ronda espectacular, relegando os Limianos para segundo. A segurar o bronze estão nesta altura os Salvador & Santiago, já um pouco distantes do duo que lidera. Tudo por decidir nesta competição, que promete emoção até ao último apito da última gameweek!


(clicar para ampliar)


Líder actual:  Parrampeiros (Luis Pereira) - 1568 pts.

Vencedores semanais:

GW22 - Sons of Anarchy (André Baptista) - 66 pts.
GW23 - Parrampeiros (Luis Pereira) - 95 pts.
GW24 - Parrampeiros (Luis Pereira) - 80 pts.
GW25 - Portugal_rulez (Marco_M) & NOIXXQUETA (ADALBERTO JUNIOR ) - 66 pts.
GW26 - PACHOLLA PHOÊNIX FC (Marcos Gomes) - 65 pts.
GW27 - Parrampeiros (Luis Pereira) - 113 pts.



E pronto, já está!  

Voltarei, de novo, algures num futuro não muito distante (nem muito próximo). Até lá, continuem a esforçar-se para merecer honras de "primeira página" :-)




Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Adivinha Quem Voltou (Yooo)


Faltava ainda uma hora para começar o jogo contra o Rio Ave e já estávamos a ganhar. Impossível? Not really, quando se trata de um treinador abraçar essa condição na sua plenitude: assumir os erros e tratar de os corrigir, quando finalmente já só ele não os queria reconhecer.

#AMINHATAMBÉM (Foto de Vítor Parente / Kapta+)

Aos meus olhos, Sérgio Conceição cresceu mais um pouco como treinador. Devolver Iker à titularidade foi um acto de justiça mas também de humildade. Não esperaria que o reconhecesse tal e qual, porque deve preservar-se dos abutres esfomeados que o rodeiam, disfarçados de pombas da paz, mas o acto falou por si e mais alto do que qualquer conjunto circunstancial de palavras.

E foi assim que entrámos em campo, com confiança renovada no que à segurança entre os postes diz respeito. Parecendo que não, é um excelente ponto de partida para os companheiros se sintam mais à vontade para tentar todo o tipo de "truques especiais", mais adiante no terreno de jogo. Coincidência ou não, ao segundo minuto já vencíamos.

Todo o jogo foi uma sequência mais ou menos lógica, no que à evolução do marcador diz respeito. Corajosamente fiel à sua filosofia, o Rio Ave de Miguel Cardoso voltou a apresentar-se no Dragão igual a si próprio, apenas focado em jogar o seu futebol, sem receio do peso dos números que pudessem castigar a ousadia. 

Não vou ser hipócrita e escrever que assim é que é bonito - e é! - porque eu, treinador do Rio Ave, não me atreveria a fazê-lo. Não por receio, mas por pensar que a defender (um bocadinho mais do que o "meu" normal) teria mais hipóteses de conseguir um resultado positivo. Para ser claro: admiro a postura e lamento que não haja mais quem o faça, mas não o faria. Bastard me...

Em todo o caso, neste cenário em concreto, duvido que, qualquer que fosse a estratégia, tivesse produzido outra distribuição de pontos ou até um menor volume no marcador. Porquê? Porque do outro lado estava um dragão ferido e furioso com isso. Havia que reparar os (irreparáveis?!) danos da derrota com o Liverpool.

Ficou claro que todos os jogadores estavam imbuídos desse espírito de missão, rescue workers a procurar resgatar tudo o que ainda fosse possível salvar do monte de escombros em que se havia transformado o seu próprio quartel-general.

Com um achado valioso logo no início das buscas, pelos pés de Sérgio Oliveira, a moral das tropas elevou-se e todos pareciam convencidos de que havia ali muito mais para encontrar. A operação de busca e salvamento foi interessante e agradável de assistir, fluindo com uma certa naturalidade (ou até inevitabilidade), tal a sequência "lógica" dos eventos.

Ao fim da tarde (que bom que é ver jogos no Dragão ao fim da tarde), liderança recuperada e desinfectada, após algumas horas em mãos sujas, e o povo voltou descansado para casa: descontando o marco histórico negro, nada se perdeu, apenas se transformou. E não foi para pior. Seguimos intactos rumo ao objectivo principal. Let's go!




Notas DPcA 


Dia de jogo: 18/02/2018, 18h00, Estádio do Dragão, FC Porto - Rio Ave FC (5-0)


Iker (6): Ei-lo que regressa ao lugar de onde nunca deveria ter saído, com a tranquilidade normal de quem tem a bagagem que ele tem. Que seja para ficar até ao fim e em grande estilo.

Maxi (6): O "velhinho" ainda mexe (sobretudo se mexerem com ele) e ontem substitui sem perdas assinaláveis o seu mais jovem concorrente ao lugar.

< 81' Alex Telles (8): O senhor assistências voltou ao seu elevado nível normal e, claro, às assistências. Trabalhinho feito, teve finalmente a oportunidade de ir descansar um pouco mais cedo. Será um caso muito bicudo com que a SAD terá de lidar no verão... 

Marcano (7): Teve muito mais trabalho do que o resultado sugere, precisamente porque o adversário quis jogar futebol durante todos os noventa minutos. Fê-lo bem feito.

Felipe (7): Ipsis verbis Marcano. 

Sérgio Oliveira (7): Foi o primeiro a apaziguar os espíritos ansiosos pós-Liverpool, logo na aurora do jogo, e isso foi fundamental para tudo o que se seguiu. Depois, não esteve particularmente inspirado, mas foi importante na manobra da equipa, denotando mais dificuldades em termos do posicionamento defensivo.

Herrera (6): Não atrapalhou muito, apesar de ter andado o jogo todo a suplicar por um amarelo. Bem bom.

< 80' Corona (7): Muito boa primeira parte, pela intensidade e qualidade do seu trabalho. Na segunda ainda deu alguma sequência, mas foi extinguindo até à habitual substituição.

Brahimi (6): Nem um resultado gordo como este permite disfarçar o mau período de forma que agora atravessa, em especial quando se trata de decidir como definir as jogadas. Mesmo assim, esteve sempre muito envolvido no jogo da equipa e globalmente foi uma exibição positiva. O problema é que dele se espera sempre mais do que um simples "positivo".

Marega (7): Também está a meio-gás, certamente como resultado do grande desgaste a que foi sujeito desde o início da temporada. Ainda assim, esteve directamente envolvido em dois golos, marcando um e "assistindo" no outro, o que significa que a "produtividade" se manteve muito elevada.

Foto de Vítor Parente / Kapta+

< 85' Melhor em Campo Soares (8): Até nem foi o seu melhor jogo, mas marcou dois dos cinco golos e isso, num desafio em que ninguém se destacou com grande relevo face aos demais, acabou por ser decisivo na atribuição da distinção. O que realmente importa é que está a assumir a ausência de Abou com grande capacidade e sem que a equipa se ressinta da ausência do camaronês.

> 72' Óliver (7): Talvez a sua melhor entrada a partir do banco da temporada, muito escorreito e esclarecido nas decisões e execuções. Fica a dúvida se só o consegue fazer quando o jogo já está resolvido a nosso favor...

> 74' Diogo Dalot (6): Pode não ter sido a dos seus sonhos, mas foi a estreia onde sempre sonhou. À pressão normal dessa estreia, ainda lhe acrescentaram ter de a fazer no lado oposto àquele onde conquistou a fama que o trouxe até esta premier. Por muito que digam que está a jogar bem à esquerda na B, o seu lado é o direito e deve ser nele que deve ter as oportunidades. Ontem foi necessário dar descanso a Telles, percebe-se, mas o futuro deverá ser mais justo para com Dalot. 

> 80' Hernáni (6): Boa entrada também, estando directamente envolvido no último golo do jogo. Sobra a mesma pergunta feita sobre Oli.

Sérgio Conceição (8): Resumo "tudo" a dois pontos fulcrais: 1) Conseguiu devolver a equipa às vitórias, em estilo e com grande reboost de confiança e 2) Devolveu justamente a Casillas a titularidade que injustamente lhe tinha retirado. Para mim, é mais do que suficiente para lhe tecer um rasgado elogio.

A Estreia (foto Vítor Parente / Kapta+)



Outros Intervenientes:



O Rio Ave de Miguel Cardoso voltou a defraudar as expectativas dos muitos milhões de melões portugueses, ao apresentar-se igual ao que sempre é para defrontar o Porto. Foi traído por um golo madrugador e pela "raiva" acumulada do adversário, mas nem assim mudou para o plano B. Concorde-se ou não, é de admirar. Geraldes teve espaço para mostrar alguma da sua qualidade e Pelé voltou a "gritar" bem alto que deveria ter sido trazido agora em Janeiro para colmatar a ausência de Danilo.


Muito assobiado por fantasmas de "natais" passados, o mau do Xistra até nem esteve assim tão mal. O que mais se notou foi mesmo a sua fraca qualidade técnica e de condução de indivíduos, de resto não me apercebi de nenhum dano crítico para a verdade do jogo. Aceito o "apenas amarelo" a Tarantini mas mais adiante deveria ter visto o segundo amarelo. Do nosso lado, Herrera fez demasiadas faltas para sair do campo sem advertência. 




Está atirada para as nossas costas a derrota com o Liverpool, agora falta aquele small step em tempo de jogo, mas gigante para a conquista do campeonato: em 45 minutos, dar a volta ao resultado no Estoril. Só isso interessa. Vamos lá, carago!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco