quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Votos Natalícios


Os (pouco) tradicionais votos da época, em tons de azul e branco.




Caro leitor, 

Não me sinto confortável, com tanto de indecente, imoral, desumano e abjecto que se passa por este nosso mundo fora, a desejar-lhe um "Feliz Natal" sem me referir a essa imensa maioria que não terá nem natal nem felicidade. Nem sequer um tecto, ou o que comer, o que vestir ou - no mínimo - o afecto de um outro ser humano. Não vale a pena e não é justo para eles fazer de conta. Eles (elas, velhos, novos, brancos, pretos, amarelos, vermelhos) existem e alguns estão mesmo diante de nós. Passámos por eles muitos dias, todos os dias, como se fossem invisíveis. Falo por mim, claro.

Tenho consciência de que faço pouco, muito pouco por essas pessoas. Faço alguma coisa, mas poderia fazer muito mais. É este o desafio que lanço a mim próprio para 2016 e que aqui partilho convosco. Fazer mais pelos outros, os que realmente precisam.

Dito isto, desejo-lhe que tenha a sorte de passar bem esta quadra festiva, rodeado de quem lhe diz muito e a saborear os pequenos prazeres da época. 

E para desanuviar o ambiente, reproduzo esta anedota natalícia, uma das minhas favoritas de todos os tempos. Desculpem o vernáculo, mas tem mesmo que ser assim.


"Querido Pai Natal,

Acharás estranho que te escreva hoje, 26 de Dezembro, mas quero esclarecer umas coisas que me ocorreram desde que te enviei a carta cheia de ilusões, na qual pedia que trouxesses uma bicicleta, um comboio eléctrico, uma consola e um par de patins.

Quero dizer-te que me matei a estudar todo o ano, tanto que, não só fui dos primeiros da minha turma, mas também tirei 20 a todas as disciplinas e não te estou a enganar. Ninguém se portou melhor do que eu, nem com os pais, nem com os irmãos, nem com os amigos, nem com os vizinhos. Fiz recados sem cobrar, ajudei velhinhas a atravessar a rua e não houve nada que eu não fizesse pelos meus semelhantes e mesmo assim... que grande lata, ó Pai Natal...

É que deixar debaixo da Árvore de Natal um cabrão dum pião, uma merda duma corneta e um car@lho dum par de meias... fod@-se... quem é que pensas que és... barrigudo do car@lho!?

Pois é, porto-me como um camelo a merda do ano inteiro, para vires com essa merda de prendas e como se não bastasse, ao paneleiro do filho da vizinha, esse otário estúpido como o c@ralho que grita com a vaca da mãe e é um pandemónio lá em casa, tu deste-lhe tudo o que ele pediu.

Agora quero que te fod@s e que venha o car@lho de um terramoto e nos engula a todos, porque um Pai Natal incompetente como tu, não faz falta a ninguém.

Mas não deixes de regressar no ano que vem, porque vou rebentar à pedrada as put@s das tuas renas e hás-de vir bater com os cornos cá em baixo, que te hás-de f@der.

Vou começar pela tua rena Rudolph, que tem nome de maricas, e hás-de andar a pé, já que a merda da bicicleta que pedi era para ir pra escola, que é longe comá merda.

Ah!!!...É verdade...não me quero despedir, sem te mandar para a put@ que te pariu, pois tu és um filho da put@. E aviso-te que para o ano vais saber o que é bom, pois vou f@der o juízo a toda a gente o ano todo.

P.S.- Quando quiseres, podes vir buscar o pião, a corneta e as meias, mas acorda-me para eu te enfiar essas merdas todas pelo cu acima."


Reflectindo sobre este ano de 2015, bem que poderia ser a carta de um qualquer portista para o Pai Natal dos futebóis...

Quanto aos votos para 2016, ainda cá voltarei antes de 31 de Dezembro para os formular.

Para já, tenha um bom Natal, caro leitor.




Lápis Azul e Branco

Do Porto com Amor


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Dia de jogo: FC Porto - AA Coimbra (3-1)


É Natal, É Natal,

Sininhos e luz,

Já caiu, já caiu

O Sporting do Jesuuu-ús!


Getty Images


Foi ao som desta linda melodia natalícia que os nossos entraram hoje em campo para defrontar a  frágil Académica, que atravessa mais uma época conturbada.

E desta vez - quem sabe se já devidamente imbuídos do espírito da quadra - os nossos meninos entraram decididos a não voltar a desperdiçar prenda tão saborosa, com os cumprimentos do União da Madeira. E assim deram-me a prenda que mais tenho pedido ao longo da época, assumirem sem reservas o seu estatuto de favoritos desde o apito inicial.

Soltos, leves, velozes e com ganas, agarramos o jogo pelos cornos e fomos para cima dele(s) sem contemplações. Nenhum vendaval ofensivo, obviamente, mas o suficiente para encostar o adversário e quase não lhe dar tempo para respirar. 

Foi com naturalidade que ao minuto sétimo Layún (quem mais?) voltou a assistir de canto para o golo inaugural de Danilo, que respondeu bem de cabeça ao convite do mexicano. Tudo a correr de feição.

Apesar da vantagem, continuamos a praticar um futebol positivo - a espaços até entusiasmante - e a procurar chegar ao segundo. A Académica nada fez durante a primeira meia hora, apenas depois começou a tentar chegar perto de Casillas em ataques rápidos. Mas nada que o incomodasse verdadeiramente. 

O intervalo chegou com uma vantagem curta para a diferença de andamentos. No recomeço, novo assalto à baliza adversária, procurando conseguir um segundo golo que nos pusesse a salvo de qualquer percalço. Boa atitude (de novo) e velocidade de circulação foi suficiente para encostar de novo o adversário à sua área defensiva. Ao minuto 54 Layún voltou a ser decisivo, desta vez a partir de um livre na esquerda, assistindo para a cabeça de Aboubakar. Dois zero, tudo sobre rodas.

O treinador da Académica não perdeu tempo e esgotou as três substituições até aos 70', mas de nada lhe serviu porque aos 72' chega o momento alto da noite: a trupe do sombrero decidiu homenagear o calcanhar de Viena, recriando-o numa interpretação personalizada à su manera. Pela direita, Corona parte os rins ao seu marcador e desliza em direcção à linha final, fazendo no momento certo um passe mortífero para... (tcham tcham tcham tcham) Hector Herrera, que com toda a classe que nunca teve, fez um brilhante golo de calcanhar. Magnífico. Out of (t)his world...

Com três golos de vantagem, chegaram finalmente as substituições. Primeiro Evandro e depois Tello. Nenhum dos dois entrou mal e a expectativa cresceu no Dragão em relação à última mudança disponível. Muitos anteciparam um final de jogo apoteótico, com a estreia e quiçá golo de André Silva, arredado da equipa B para estar presente neste jogo.

No entanto, quer Lopetegui, quer a Académica tinham outros planos. Primeiro foram os estudantes a estragar a festa, através do seu golo de honra por Rui Pedro, que finalizou uma bela jogada de entendimento com Rabiola (mas em fora-de-jogo). Depois, logo de imediato (creio que até antes do recomeço), o público apercebe-se que o terceiro elemento a entrar seria Bueno e não o caçula. Monumental coro de assobios em vários andamentos e lá se foi o felizes para sempre. Antes do apito final, ainda uma boa oportunidade para o 3-2 que não se concretizou. Três pontos e de volta ao nosso lugar de eleição, o primeiro.


Os festejos do primeiro golo da noite


Notas DPcA: 


Casillas (6): Noite quase tranquila e respondeu bem ao "quase". Sem responsabilidades no golo.

Melhor em Campo Layún (8): Além de cumprir bem as suas missões específicas, mais duas assistências! A sério, não podemos de forma alguma banalizar estes feitos que se sucedem jogo após jogo. É cada vez mais decisivo, em especial no aproveitamento das bolas paradas. 

Maxi (7): Ei-lo que regressa do seu estado semi-vegetativo! Outra vez com velocidade, força e disponibilidade para se envolver na construção ofensiva. Seja bem regressado, uma vez mais...

Maicon (6): Pouco trabalho, sem percalços de maior. A queda de rendimento perto do fim foi mal geral, pelo que não será justo culpar ninguém em particular.

Martins Indi (6): Muito semelhante ao seu companheiro de armas, cumpriu sem problemas de maior.

Danilo (8): Andava eu a "queixar-me" que o rapaz estava sempre bem defensivamente mas que pouco contribuia nas missões de ataque e pronto, decidiu calar-me com um golo e um quase, naquele bom remate de longe. Ponto extra pelo golo.

<-73' Rúben (7): É o equilibrador da equipa, vai buscar jogo aos centrais e distribui quase sempre bem e a propósito. Cresce a olhos vistos. 19 aninhos...

Herrera (7): Não lhe contei mais do que DOIS passes errados. Resultou bem a sua colocação perto de Abou, atrás dos médios e junto aos centrais adversários. Contribuiu positivamente para o jogo da equipa! Golo à Madjer (com ponto extra). Estou estúpido.

<-85' Corona (7): Mais um que cresce de jogo para jogo. Conta já com um série de boas exibições bem jeitosa. Tem muito talento e parece estar a começar a perceber como o deve colocar ao serviço da equipa. Excelentes jogadas individuais e de entendimento, com destaque óbvio para a do terceiro golo. 

<-78' Brahimi (7): Mesmo sem marcar, fez um bom jogo, perfurando várias vezes a defesa academista. E gostei muito da sua atitude: esforçado a defender, disponível para o jogo e aplausos devolvidos ao público na substituição. É Natal mesmo...

Aboubakar (7): Mais um golito e uma exibição melhor que as anteriores. Não está já no pico mas continua a subir a montanha de onde caiu abruptamente. Progressos, portanto.

->73' Evandro (6): Entrou para refrescar e cumpriu.

->78' Tello (6): Entrou e fez coisas positivas. Se já estava chocado com a contribuição de Herrera, fiquei quase catatónico com a não-nulidade deste espanhol. Será que já lhe cheira a Sporting?

->85' Bueno (-): Sem tempo útil para ser avaliado. Mas note-se que entrou bem, apesar dos absurdos apupos com que foi presenteado (mesmo não sendo ele o alvo, certamente também os sentiu na pele).


Lopetegui (7): Ganhámos. Por uma vez, não desperdiçamos o trambolhão de um adversário directo. Passamos para a liderança isolada, uma estreia absoluta do basco. E a jogar um futebol bem razoável. Tudo se conjugava para uma noite boa para Lopetegui. Não fosse ele próprio o seu pior inimigo. Não teve a astúcia (ou o bom senso) de antecipar a reação do público à não inclusão de André Silva no jogo e com isso expôs Bueno a uma injustíssima vaia aquando da sua entrada. Ainda por cima com um golo sofrido de fresco, para agravar a irritação. Note-se que a mim me pareceu bem a entrada de Bueno. Seguiu a hierarquia normal, provavelmente reservando o "miúdo" para a taça da liga. A única crítica que poderia fazer teria a ver com o tardar das substituições. Mas sabendo ele que por esta altura são "muito poucos" os portistas que lhe dão crédito, optou por ignorar os previsíveis efeitos colaterais. It's your funeral, man (but please, die on your own).


Fumo no ar após o truque de magia de Hector, o Grande Herrera...


Outros intervenientes:


A Académica revelou-se frágil e pouco ambiciosa, apenas reagindo após o terceiro golo. Conseguiu reagir, mas não se pode elogiar quem espera até levar 3 tiros para se decidir a entrar no combate. Ninguém a destacar também.

Quanto ao árbitro, gostei do estilo "deixar jogar" com que ajuizou a maior parte do tempo. Dúvidas numa bola na mão/mão na bola de Layún na nossa área, golo da Académica precedido de offside e cartão amarelo injustificado a Danilo. Não o tenho como grande valor da arbitragem, mas hoje esteve globalmente bem e sobretudo sem influência na atribuição dos pontos.

Não poderia nunca terminar esta crónica sem me referir a quem assobiou Lopetegui aquando da não-entrada de André Silva. Quero dizer-lhes, a todos os que o fizeram, que foram umas bestas. Na minha opinião, é simplesmente estúpido que o tenham feito. 

Desde logo porque se tratava de uma opção sem influência previsível no resultado - estávamos a ganhar com margem folgada, não estávamos a perder ou empatados, a necessitar de "virar" o resultado. 

E depois, porque não gosto de ouvir assobios a despropósito. Bem sei que há sempre um ou outro anormal que assobia aos 20 segundos de jogo, ao terceiro passe da equipa que não é de desmarcação. Eu sei, faz parte, é estatístico.  Mas não significa que eu tenha de gostar.

Por último, e talvez mais importante, foram de uma insensibilidade atroz para com Bueno, que tem atravessado um pequeno calvário em função das opções do treinador e que, nas poucas oportunidades que teve, correspondeu bem. Mesmo admitindo que o jogador teria capacidade para discernir naquele momento que os assobios não eram para ele, certamente que não o iriam ajudar a entrar bem no jogo. Felizmente para ele e para mim, entrou. 

Como sempre defendi, todos são livres de se expressar como bem entendem. Não admito censuras de algum tipo. E é alinhado por esse diapasão que os crítico, a todos os que hoje assobiaram no Estádio do Dragão. Se pelo menos um dos que o fizeram, vier a refletir após ler isto, já terá valido a pena escrevê-lo.


E pronto, quanto ao campeonato, acabou por este ano. A 2 de Janeiro vamos a Alvalade consolidar a liderança. Mas antes, teremos a Taça da Liga contra o Marítimo, dia 29, no Dragão.
 


Do Porto com Amor


P.S. - vamos ao Bessa para a Taça de Portugal!




sábado, 19 de dezembro de 2015

Onde está a bola? #12 - VENCEDOR!


Está encontrado o vencedor da 12ª edição do "Onde está a bola?", que vai oferecer ao feliz vencedor a possibilidade de assistir com uma companhia da sua preferência ao FC Porto - AA Coimbra do próximo domingo!

Conforme anunciado, esta foi uma edição marcada pelo espírito natalício, com a apresentação de uma imagem facilmente detectável. Coincidência ou não, foi a que mais concorrentes acertaram na resposta :-). E sem demoras, a fotografia original seguida da disfarçada:


O inimitável Mané Garrincha em acção



A resposta acertada é pois a BOLA PÚRPURA!

E assim, num sorteio onde as probabilidades de cada um eram menores do que habitualmente, quem a fortuna bafejou foi...




Diogo Rocha!


O meu agradecimento a todos os participantes e uma menção especial aos que continuam a acertar na resposta mas ainda não foram favorecidos pela Lady Luck, aos quais envio um incentivo adicional para continuarem a tentar... porque um dia será o seu!



Nota final: o DPcA tem finalmente activo o sistema de subscrição por email, que permite que o estimado leitor seja notificado na sua inbox sempre que um novo artigo é publicado. O pessoal que tem concorrido a este passatempo fica por defeito adicionado, basta clicar no link do email de confirmação que já receberam para finalizar o processo (se não recebeu, p.f. procure no spam/junk ou em "promoções" no gmail). Se desejar remover-se basta clicar no link apropriado no final do email (ainda que eu não consiga imaginar porquê...). A todos os demais, recomendo vivamente que o façam inserindo o seu email no campo apropriado aqui a direita... não é aí, é lá em cima junto ao título do post... isso mesmo, nas "Cartas de Amor"!



Do Porto com Amor (e bilhetes e subscrição por email!)



quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Dia de jogo: CD Feirense - FC Porto (0-1)


Um jogo em ritmo lento, traço contínuo, monótono. E uma pequena desilusão chamada Feirense.


"Alô, Alô Ronaldinho... aquele abraço!"


Ok, confesso que sobreestimei o adversário e as dificuldades que iriamos sentir para passar a eliminatória.

Não significa isto que o Feirense não seja uma boa equipa de segunda liga nem que o jogo tenha sido fácil. Simplesmente esperava mais.

Dir-me-ão os eternos optimistas que fomos nós que não os deixámos jogar mais, mas eu discordo. É que o Feirense mostrou ser uma equipa bem organizada e com a lição bem estudada para esta partida. Nunca se desorganizou durante todo o encontro, foi combativo e certeiro nas marcações. O problema é que com tanta preocupação em bloquear o nosso jogo, quase se esqueceram de atacar. Foram pouco menos do que inofensivos.

Visto pelo nosso lado, foi um jogo que nos deu muito trabalho, obrigando os jogadores a correr muitos quilómetros. E foi desgastante também pela intensidade das marcações. Raras foram as vezes que conseguimos suplantar esse colete de forças, mérito dividido entre o adversário e a nossa habitual lentidão de processos. Passes muito previsíveis ou denunciados, excessiva lateralização e dificuldade em fazer a transição para o último terço do terreno. O costume.

Valeu-nos o regresso aos golos de Aboubakar, que aos 10' fez o golo solitário. O resto do jogo foi isso, um discurso monocórdico ocasionalmente interrompido por um "aííí" de suspense ou um "ahhhooo" de bocejo. Um jogo sem história, que rapidamente se apagará das nossas memórias, mas que valeu a passagem aos quartos de final da competição. Bem bom...



Notas DPcA: 


Hélton (7): Sempre atento, respondeu bem nas poucas vezes que foi chamado. Teve uma das suas típicas travadinhas, mas sem impacto. Ao contrário daquela defesa por instinto, no lance mais perigoso do aversário, já perto do final e que nos livrou do prolongamento.  sem

Layún (6): Sem encher o olho, foi mais uma vez dos jogadores mais influentes na manobra da equipa. É o Señor Layún.

Angel (6): Um bom regresso à equipa, contra as minhas eternas expectativas em relação a ele. Um ou outro erro menores não mancham a exibição positiva. Dos seus melhores jogos de dragão ao peito, diria.

Maicon (6): "Tenham cuidado, ele é perigoso, ele é o... Maicon Pereira Roque". Quando não está em forma, tem paragens de relógio demoradas e consecutivas, o que não raras vezes nos causa dissabores e quase sempre calafrios. Ontem pareceu estar a subir gradualmente... menos paragens e menos comprometedoras. E no resto do tempo, esteve bem a limpar a sua zona.  Nível de alerta reduzido para Defcon 3.

Martins Indi (6): Tem sido o melhor central e continuou a sê-lo ontem durante 89 minutos e 30 segundos. Nos outros 30 segundos, cometeu um erro de palmatória ao calcular mal a trajectória da bola e falhar o corte, deixando o avançado isolado na cara de Hélton. Felizmente falhou a recepção e a jogada perdeu-se pela linha de fundo. Mas poderia ter comprometido. Vamos manter a concentração, ok Bruno?

Danilo (6): Recuperou do choque que o fez sair cedo do jogo com o Nacional e manteve a titularidade, correspondendo com a habitual seriedade e acerto defensivo. É o maior músculo do nosso meio campo e ontem fez-se notar nesse capítulo. Jogo conseguido, sem brilhantismos.

<-80' Sérgio Oliveira (7): Entrou cheio de vontade e correu que se fartou até ser substituído. Não esteve tão acertado no passo como gostaria, mas compreende-se dada a falta de minutos consecutivos. Ainda assim, teve alguns bons momentos ofensivos, com destaque óbvio para o canto que marcou para a cabeça de Abou fazer o golo. Tem talento que justifica mais oportunidades. Por outro lado, não é mexicano, nem Dragão de Ouro, nem capitão...

<-90' Evandro (6): Outro que deve ter feito a meia-maratona dentro do terreno de jogo. Foi o homem dos equilíbrios, dos passes fáceis mas importantes para manter a máquina a funcionar. Continua a faltar-lhe conseguir fazer a diferença ofensivamente, mas mesmo assim é uma peça fiável com a qual se pode contar sempre. Saiu com cãibras, gosto disso.

Bueno (5): Jogo mais fraco do que os seus anteriores, provavelmente pela intensidade física que assumiu. O Alberto não gosta de encostos e por isso foge sempre ao choque. Ontem, sem isso, sobrava-lhe pouco para fazer. E além disso, não é jogador de ala. A rever, com novas oportunidades.

<-63' Tello (4): Sem comentários.

Melhor em Campo Aboubakar (7): Finalmente o golo voltou. Que bom, Abou. Mas fiquei com a sensação que foi uma visita de médico... importas-te de me desmentir já contra a Académica por favor?

->63' Corona (6): Com a sua entrada, passamos a jogar com 11, logo seria sempre uma melhoria. Não esteve tão desequilibrador como tem sido, mas o Feirense não estava para aturar espalha-brasas. Ainda assim agitou as águas e ajudou a suster a reação final do adversário.

->80' Rúben Neves (6): Dez minutos em campo para ajudar a controlar a bola e evitar que o Feirense pudesse acreditar no milagre. Cumpriu.

->90' Brahimi (-): Sem tempo útil para ser avaliado.


Lopetegui (6): Passamos a eliminatória controlando o jogo quase por inteiro, ainda que sem nunca o dominar. Aliás, fiquei com a sensação de estarmos a assistir a um jogo da segunda liga, tal a competitividade, com a intensidade física a sobrepor-se quase sempre à qualidade técnica. Deu para apostar em jogadores com poucos minutos e ainda assim chegar aos quartos nos noventa minutos. Não entusiasmou ninguém, mas cumpriram-se os objectivos mínimos. Já tenho visto bem pior.



Outros intervenientes:


Já me referi à boa organização e maturidade táctica da equipa de Pepa, falta apenas destacar o omnipresente Barge (será pelo nome?) e o talentoso Fabinho. Voltaremos a vê-los em breve, para a Taça da Liga.

Quase não dei pelo árbitro, não fossem aqueles olhares de mau que me fizerem pele de galinha. Ou então foi uma corrente de ar.


Domingo há mais, no Dragão, contra a Académica. Quem quiser DOIS BILHETES ainda pode concorrer aqui.


Nota: A seguir a este, assisti a outro, um grande jogo entre Braga e Sporting. Duas horas bem empregues e com final feliz. Que pena não terem tido tomates para jogar assim no Dragão, não é Sr. Fonseca? Deve ser SPT.



Do Porto com Amor




quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Hoje joga o Porto! (vs CD Feirense)


Mal a frágil jangada chegou a porto seguro e o périplo madeirense se deu por concluído, foi tempo de iniciar nova aventura. Desta vez, rumo a Santa Maria da Feira. 




Sem tempo de preparação. É assim que se pode definir o que antecedeu este jogo de hoje dos oitavos de final da Taça de Portugal contra o CD Feirense, que nos receberá em sua casa às 18 horas. E para cúmulo do azar, a equipa da FEira está a fazer uma grande temporada, tendo reduzido substancialmente a distÂncia que a separava do líder da segunda liga, a nossa equipa B, que aliás derrotou nesse processo. E sabendo-se que, por estes dias, os Bs jogam melhor do que os As, estão lançados os dados para um jogo de alto risco.

Sim, hoje sou eu a valorizar o adversário. Porque merece. Mas agora que já o fiz, vou colocá-lo no devido contexto. É uma equipa que joga na segunda divisão, ok? Não são papões, nem Messis, nem Guardiolas. São uma boa equipa no contexto da segunda liga. 

Portanto, dentro de todas as dificuldades que nos vão colocar, o único desfecho que antecipo e admito é a nossa passagem à próxima eliminatória. Apenas e só, sem mas. Para tal, será então avisado não abdicar de demasiados titulares, gerindo naturalmente a condição física de cada um. É para isso que lá está o treinador, não é assim?

Posto isto, vamos ao meu onze para hoje:




Pode parecer contraditório este onze com o meu pedido para não se abdicar de demasiados titulares, mas não é. Em todos os sectores mantive pelo menos um titular (Hélton para mim é co-titular) e no banco estão outros tantos para o que der e vier.

Antecipo um jogo muito complicado. Muito, mesmo. Espero que o nosso treinador também o antecipe e prepare a equipa de acordo.


Vamos a eles, carago!



Não termino sem antes deixar duas notas adicionais:


1) Continua a brilhante carreira do FC Porto B na presente temporada, desta feita aplicando chapa 4 aos leõezinhos da mais maior melhor academia do mundo. Não sou de forma alguma admirador de Luís Castro (bem pelo contrário), mas devo prestar-lhe justa homenagem pelo belíssimo trabalho que está finalmente a desenvolver (por oposição à miséria que foi a época passada). E salientar que gosto muito de ver esta equipa jogar (por oposição aos As de Lopetegui). Ainda bem que o basco ignorou esta equipa, poupando-a assim de se auto-destruir tentando aplicar o seu "estilo de jogo".


2) Um cretino será sempre um cretino e como tal, o melhor será sempre ignorá-lo, deixando-o a falar sozinho. No entanto, como há sempre alguém desesperado por disfarçar o indisfarçável, há que ir buscar o cretino à sua toca e pôr-lhe um microfone à frente. O de hoje é António Figueiredo - um dos promotores do Estoril Gate - um velho cretino já muito calejado nestas andanças de atirar areia para os olhos da sua populaça. Com a falta de pudor que caracteriza um cretino, o ex-dirigente do Benfica afirma que "Faltam ao Benfica os penáltis que têm favorecido, de uma forma ou outra, os seus rivais". Foi assim que rematou o seu vómito sobre o estado da sua equipa, começando por bater no treinador, omitindo como sempre o dono e terminando com os árbitros. Como se sabe, é a última mensagem que fica. Isto numa jornada em que ficou por marcar um penálti escandaloso a favor do Setúbal (no meu escandalómetro, fica apenas um nível abaixo do do Marcano e dois do do Naldo em Arouca). E no seguimento de uma época de benefícios vergonhosos como foi a anterior. Who let the dogs out?



Do Porto com Amor