quinta-feira, 21 de maio de 2015

De volta a casa


Após ausência prolongada, o Rali de Portugal volta à sua casa de sempre.

É bom tê-lo de volta, sobretudo pelo impacto que tem na economia regional.

O Rali de Portugal, como tantas outras coisas, é apenas mais um dano da macrocefalia que há décadas nos tolhe enquanto nação.

Apesar da reconquista da democracia há 40 anos atrás, esta corrente tacanha e atrofiante mantêm-se desde o Estado Novo, ou, para ser mais correcto, desde sempre.

Este conceito de país onde apenas existe uma supra-metrópole, para a qual todos os recursos e esforços dos quatro cantos da nação devem convergir, é simplesmente desprezível.

E se durante algumas décadas o Norte se destacou e resgatou alguma da sua dignidade, foi apenas e só às suas custas, do seu trabalho, investimento e geração de riqueza.

Mas isto não poderia continuar.

Com a panaceia da CEE, logo se aproveitou para reverter o panorama, voltando-se a concentrar grande parte dos recursos (nacionais e os fundos comunitários) na região da capital, relançando as bases para o seu desenvolvimento artificial e desequilibrado, deixando apenas migalhas para o resto do território.

Lançou-se a discussão da regionalização apenas para que nunca acontecesse. Mais do que isso, para garantir que nenhum outro modelo de repartição equitativa de recursos viesse a existir, tal o empenho que se colocou no seu falhanço (mesmo sem nunca ter avançado, o que é prodigioso).

São gerações consecutivas de governos, políticos e boys sempre na mesma direcção.

Temos culpas próprias? Claro que sim. Quantas "ilustres figuras" portuenses partiram rumo a Lisboa e se converterem em novos cristãos do centralismo? E entre as que não tenham cedido, quantas tiverem fibra para aguentar e lutar por dentro do sistema (rica palavra)?

Mas tudo tem um limite. Não é porque sempre foi assim que tem que continuar a ser. Não, senhoras e senhores. Sei que já somos muitos, consciências despertas e dispostas a fazer a mudança. E neste cenário, é fundamental que o nosso FCPorto continue a ser "a lança em Lisboa", a pedra no sapato, o "agigantador" deste povo nortenho na reconquista dos seus direitos.

Voltarei a este tema muitas vezes. Do Porto, com amor.

Por agora, start your engines!


Makes sense



"Foram dadas algumas bastonadas num adepto, por sinal sem consequências de maior, nem para a criatura vergastada, nem para o polícia insultado. Há mais alguma coisa a assinalar neste cenário banal, lamentável e patético? "

Partilho em grande parte desta opinião sobre os acontecimentos recentes entre polícia e "adeptos".
Há que vigiar e punir os excessos em ambos os lados da barricada.
No dia em que a polícia se demitir das suas funções de manter a ordem e a lei, estaremos ainda pior do que estamos hoje.

O texto completo: Nonsense

A minha sugestão: estudar o modelo inglês e adaptá-lo. Passaram de um dos países com mais violência associada ao futebol para um exemplo a seguir. 





quarta-feira, 20 de maio de 2015

É oficial... Silly Season is now open!




Já agora acrescento outros pensamentos similares:

  • Benfica pensa em Mourinho para suceder a JJ
  • Sporting pensa Ronaldo para suceder a Nani
  • FCPorto pensa em Messi para suceder a Jackson
  • A Leonor Pinhão pensa em operação para ser mulher 
Have mercy... 


Ditador Diário




Se há coisa que me aborrece, são os pseudo-ditadores.

Aquela gente mesquinha, agarrada a um pequeno poder que de nada vale, mas que num momento concreto e numa circunstância específica, ganham a capacidade de atrapalhar e/ou irritar uma quantidade razoável de pessoas.
É malta que pulula por toda a sociedade, seja numa repartição de finanças, no departamento de contabilidade da empresa, o arrumador encartado no parque de estacionamento, o steward que "zela" pela segurança no estádio ou - recentemente adicionado à lista - o escriba do Dragões Diário.

Já todos conhecemos de há muito o estilo de liderança de PdC - impositivo e autocrático - mas cuja legitimação resulta da livre expressão da vontade dos sócios do clube. E já agora, do trabalho e êxito ímpares que desenvolveu ao longo de todos estes anos, que lhe foi cumulativa e tacitamente dando carta-branca para tudo. É um estilo ditatorial, mas com legitimidade democrática, se é que isto faz sentido.

Mas isso é com e para PdC. E mesmo que tivesse sido ele a assinar a missiva, eu ficaria incomodado.

Agora este tal Francisco J. Marques... Com o devido respeito, quem é ou quem se julga ser Francisco J. Marques para se dirigir aos portistas desta forma, chamando a si uma legitimidade - que ninguém lhe confere - para destrinçar o que é aceitável daquilo que não é?

Os adeptos não têm o direito de interferir na planificação da equipa?

Estás a gozar ó J.?
Os "adeptos" aguentaram a dor em "silêncio" enquanto ainda era possível ganhar alguma coisa. Agora que se confirmou o que há muito se adivinhava, e enquanto não começa novo ciclo competitivo, é precisamente o momento certo para os adeptos se fazerem ouvir. A gritar-vos aos ouvidos, se necessário for.

Já para não falar sobre quem criou "o monstro" que são os destinatários específicos - os Super Dragões. Isso ficará para (muitos) outros escritos.
 
Fica o meu conselho: se queres usar desse tom, vira-te para fora, porque dentro ninguém te considera. Além de correres o risco de ganhar "amigos" para a vida.

Haja paciência.


terça-feira, 19 de maio de 2015

Burro sou eu




Digam o que disserem. Pensem o que quiserem. 

Que é um perdedor. Que faz cagada atrás de cagada. Que tem mau carácter (intriguista, desonesto, desleal, etc.). 

Mas ainda assim convence sempre alguém a pagar-lhe uma mula carregada de dinheiro pelos seus serviços. Para pouco depois o convidarem a sair (carregando a mula um pouco mais, claro está).

Há coisas do carago. Burro sou eu.