Do Porto com Amor: Ambição de Perna Curta

domingo, 2 de abril de 2017

Ambição de Perna Curta


Estão encerradas as contas do Clássico. Pontos repartidos, tudo na mesma na tabela, uma jornada a menos por disputar e o Porto a já não depender apenas de si para ser campeão. Satisfeito, Nuno?

Por tudo o que fez e disse, não tenho dúvidas de que Nuno saiu feliz do Estádio da Luz. Inacreditável.




Este jogo teria sido aceitável - recomendável, até - se tivéssemos ganho ao Setúbal, como era nossa obrigação. Aí sim, justificar-se-iam as cautelas, o "mais vale segurar um ponto do que tentar ganhar três e ficar sem nenhum". Nas circunstâncias em que entramos hoje em campo, soube claramente a pouco.

Ainda no túnel de acesso ao relvado era possível descortinar a enorme tensão que os nossos jogadores sentiam. Faltou trabalho psicológico. A confirmação chegou mal o apito inicial do habilidoso Xistra se fez ouvir. Jogadores rígidos, passes a saírem curtos, presos a um receio desnecessário mas que lhes tolhia a capacidade de desenvolver o seu futebol.

O lance do penalti assinalado pelo ardiloso Xistra ilustra perfeitamente esse ligeiro descontrolo. Felipe foi imprudente, entrou mal ao lance e Jonas só teve de fazer o que faz melhor e piscar o olho ao Carlos. A perder logo aos sete minutos, terá havido quem temesse o pior. Eu, por exemplo. Mas, racionalizando agora, talvez tenha sido bom ter sofrido golo logo a abrir. Porque deixou de haver dúvidas quanto à necessidade de jogar para marcar, para manter o campeonato em aberto. De ficar à espera que o céu pudesse ou não nos cair na cabeça.

Apesar disso, pouco fizemos até ao intervalo. Entramos verdadeiramente no jogo a partir do quarto de hora, tivemos algumas aproximações à área contrária, mas nenhuma verdadeiramente capaz de se finalizar em golo. O livre de Brahimi foi o que de mais parecido conseguimos. Quem também não fez muito mais foi o adversário, cujo maior mérito terá sido o de saber agarrar a vantagem que lhe caíra do céu aos xistralhões.

Na segunda parte, inverteram-se os papéis. Entrada mais forte do Porto e golo igualmente madrugador, fruto de muita persistência e basta qualidade de Brahimi, André André e Maxi. Sobravam então uns longuíssimos quarenta minutos para jogar. Tudo nivelado, tudo para conquistar.

Poucos minutos volvidos, antecipava-se um bis do que Soares tinha feito contra o Sporting. Por azar, era Nélson Semedo quem desta vez ia na perseguição, o que intimidou o avançado e o levou a optar pela revienga, que apesar de bem sucedida, deu margem de manobra a Éderson para sair em grande estilo e matar o lance. Foi quase o nosso canto do cisne.

Daí até final, o Benfica esteve sempre por cima e mais perto de marcar. Foi San Iker que mais uma vez nos manteve vivos. As substituições não trouxeram nada de positivo, bem pelo contrário, ainda que por motivos diferentes. Jota foi absorvido pelo cerco adversário e o seu momento de glória sonegado por um dos assistentes do manhoso Xistra. André Silva entrou tenso e desconcentrado, só diminui à nossa já de si parca capacidade de pressionar alto e construir ataques. Otávio entrou tarde de mais para poder ser relevante. Elemento comum a todas as substituições: nem um milímetro adicional de risco. Zero. Nada.

No final, dei-me por contente por não ter perdido. Mesmo se empurrado pelo viscoso Xistra, o Benfica foi, pela primeira vez em muitos anos, claramente superior. Foi preciso ir buscar NES para conseguir fazer deste conjunto banal de jogadores uma equipa melhor do que a nossa. É obra!

Pior do que a exibição, só mesmo ter de assistir a alguns tolinhos a festejar como se tivessem ganho.


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Notas DPcA 

Dia de jogo: 1/04/2017, 20h30, Estádio da Luz, SL Benfica - FC Porto (1-1)


Casillas (8): Uma vez mais providencial para garantir o empate. Jogador de jogos grandes = grande jogador. Uma vénia. E agradecido por os mandar baixar a bola.

Maxi (8): Queria muito elegê-lo como o homem do jogo, pelo golo e pela enorme e quase sobre humana bravura e resiliência com que defrontou a cavalaria encarnada, especialmente Rafa e Cervi. Vinha muito desgastado de dois jogos intensos pelo Uruguai, mas foi ao fundo da alma buscar as forças. Notável. Foi o melhor dos nossos e só não é o melhor em campo, porque esse vestia outra camisola.

Alex Telles (6): Sempre muito retraído (alô NES?), nunca foi a ajuda que Brahimi precisava para rebentar a defesa encarnada. Mas nem a defender esteve especialmente inspirado, tendo-lhe valido quase exclusivamente a raça com que se entregou ao jogo.

Marcano (7): Teve algumas desatenções complicadas, sobretudo em lances de bola parada, mas a exibição foi globalmente segura e bem positiva. Bem nas dobras e antecipações, nunca foi foco de destabilização, bem pelo contrário.

Felipe (5): Lance displicente, a não repetir (sobretudo porque não foi a primeira vez), que poderia ter deitado tudo a perder. Demorou um pouco a recompor-se e nunca foi verdadeiramente o melhor Felipe, traído amiúde por perigosos passes falhados e abordagens fora de tempo. Acontece. 

Danilo (5): Escolheu mal o momento da época para baixar (drasticamente) de rendimento. Começou com o Setúbal e deu seguimento hoje. Mordeu o isco de Jonas demasiadas vezes, saindo da posição e deixando uma clareira aberta para infiltrações inimigas. Foi ingénuo. Ou é ainda ingénuo, não sei. Mas custou-nos muitos calafrios. A atacar, tentou virar o jogo variadas vezes, mas sempre sem criar rupturas - a excepção foi o passe que isolou Soares.

Óliver (6): Teve dificuldade em conter o meio-campo adversário (culpas repartidas com NES) e nunca foi realmente importante a atacar. Jogo esforçado mas pouco relevante, sem nada que fique na retina.

André André (7): Foi o nosso melhor jogador no primeiro tempo, pena que quase mais ninguém estivesse disponível para emparelhar com ele. Bem a marcar e a pressionar, mas melhor ainda a forçar as saídas, com garra mas também com critério. Infelizmente quebrou por volta da hora de jogo e começou a desaparecer. E que tal treinar mais o cardio para fazer noventa minutos de grande nível?


 
< 87' Brahimi (7): O agitador de massas do costume, sempre à procura de porfiar por todo e qualquer buraquinho, foi o principal foco de preocupação dos adversários. Chega a "enjoar" só de o ver fazer tantas curvas e contra-curvas. Tem uma capacidade técnica de eleição e até rara, mas hoje, como em muitos outros jogos, faltou dar-lhe o melhor uso possível: um último passe de morte ou um remate vitorioso. Sem isso, sabe a algo inacabado. Ainda assim, um bom jogo.

< 67' Corona (6): A "surpresa" no onze, quis ser protagonista e também ele se permitiu dar asas à sua técnica, um pouco mais longitudinal do que a do argelino, mas igualmente sem um bom final para tanta habilidade. Foi sugerido que saiu por lesão (não consegui confirmar), mas a verdade é que estava já no seu pior momento da partida e era o candidato principal a ir tomar banho mais cedo.

< 72' Soares (5): Parece ter esgotado o fogo-de-artifício com que nos maravilhou a todos à sua chegada, agora é apenas um jogador normal, que acerta e falha como os demais. Naquele lance, ficou a sensação que poderia ter tentado ir a direito até ao fim... e que bonito seria, saber que ainda se mantinha num plano extraterrestre. No restante, teve dificuldade em segurar e combinar, não dando tempo aos companheiros para subir. Foi substituído pela miúfa de NES.

> 67' Diogo Jota (5): Não acrescentou muito ao pouco que Corona vinha fazendo antes da substituição, sendo obrigado a dar mais atenção ao plano defensivo, mesmo tratando-se de Eliseu o seu adversário directo... Uma única vez, arrancou isolado rumo à glória mas um erro arbitral interrompeu-lhe o lance.

> 72' André Silva (4): Está uma sombra do que é, sem confiança nem instinto de jogo. Está tudo na cabeça, pois claro. Insisto, precisa de ir ao psicólogo. E não adianta insistir antes de limpar a cabeça. Encravou. Foi claramente inferior a Soares, que também já não tinha sido grande coisa.

> 87' Otávio (-): Tempo insuficiente para se tornar relevante.

NES (4): Se o onze parecia acertado, a estratégia claramente não o era. Ou então o golo sofrido alterou tudo, mas não me parece. Quem pode ir jogar a casa do rival sem antever como razoavelmente provável sofrer um golo? Apesar dos discursos de ambição e nhanha, apenas transmitiu falta dela. Receio, cautelas, pequenez.

No jogo estratégico, foi claramente derrotado pelo treinador adversário. Nunca conseguiu perceber como estancar as investidas dos médios e alas pelo meio, porque não lhe ocorreu fixar Danilo à frente da defesa e repartir a vigilância a Jonas pelos outros médios. Ofensivamente, deixou a equipa partida, pela falta de "ambição" de Telles, sempre preso atrás. Apostou no transporte de bola de Óliver e André e no "Brahimi pega na bola e resolve" (sem apoio).

Um treinador confiante teria aproveitado o empate para tentar ganhar o jogo. Nuno apenas se esforçou por não o perder - e mesmo assim foi por pouco que o conseguiu. Terá assim tanta desconfiança das actuais capacidades dos seus jogadores?

Quer ser campeão à custa de terceiros. Espera poder chegar aos Aliados fruto do trabalho de estranhos ao Clube. Não entendo. Como não entendo a falta de uma crítica contundente no final à arbitragem tendenciosa, preferindo antes concordar com o penalti que nos foi marcado. Mas lá está, ele é "somos Porto". E eu sou do Porto. Um mundo de diferenças, um mundo de distância.





Outros Intervenientes:


Para variar, o Benfica conseguiu ser melhor do que nós. Uma raridade extraordinária. Para isso muito contribuiu a melhor leitura do jogo de Rui Vitória e principalmente as exibições de Nélson Semedo e Rafa, ambas muito bem conseguidas. No extremo oposto, Jonas, o palhaço de serviço, cabalmente aplaudido pelo astucioso Xistra e seus comparsas.


Chegámos então à nomeação do ano, Carlos Xistra. O tal que encomendou as faixas do #tricolinho. Começo já por dizer que aceito a marcação do penalti, mesmo achando que foi Jonas quem se atirou para cima de Felipe. Em velocidade real e sob pressão de todo aquele antro, compreende-se.

O que é incompreensível e inaceitável é a diferença de critérios aplicados a cada uma das equipas na marcação de faltas e advertências. Quem quiser rever o jogo (e for sério), que me tente explicar como é que só o Porto viu amarelos (cinco!). Como é que Pizzi, Sálvio, Jonas, Samaris e outros mais conseguiram chegar ao fim sem ver um cartãozinho que fosse. Nas faltas, as que não eram para amarelo, ainda houve maior dualidade. Incrível como não se marcavam infracções sucessivas sobre Brahimi, Corona, André André e Soares, ao passo que, no nosso meio campo, muito do que era papoila tombada era falta energicamente apitada. É assim que se encaminham jogos equilibrados. Uma vergonhosa arbitragem, mesmo se sem erros capitais.

Ah, mas esperem, houve um lance potencialmente capital mal avaliado: o offside mal assinalado a Jota quando se isolava para a baliza. Um lance onde havia boas probabilidades de acabar em golo.

E houve um efectivamente capital: o palhaço Jonas atingiu intencionalmente o treinador adversário, gesto que só pode ser considerado agressão, punível com expulsão no jogo e suspensão severa posterior. Tivesse sido com Luís Godinho e estava bem arranjado o palhaço. Ou seria Nuno o visado, por intencionalmente não se ter desviado do artista de circo?





Tudo somado, foi uma arbitragem à Benfica numa exibição à Porto dos da casa. O empate é mau para as nossas aspirações, mas nada compromete. Teremos que derrotar Belenenses, Braga e Feirense, para começar, para ver no que dará o derby quando formos a Chaves.

O que me custou mesmo foi a receita de falta de ambição da equipa, sem dúvida alguma cozinhada pelo chef Espírito Santo. Não esteve à altura dos nossos pergaminhos. O preço a pagar, só mais adiante saberemos. Entretanto, só nos resta amealhar todo e qualquer ponto em disputa. Todos juntos.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



23 comentários:

  1. Sou sportinguista, mas força Porto. Se o Sporting não pode ser campeão (para variar), então que os lampiões não festejem 4 anos seguidos. Custa-me só 1 ano a vê-los festejar, então imagine 4.

    Quanto ao jogo, também esperava mais do Porto. Principalmente depois do golo do empate. Podiam continuar com a toada ofensiva, colocando o André Silva no lugar do Corona que já manifestava desgaste. Reparem que depois do golo do empate os lampiões calaram-se completamente, eu ouvi na rádio e só ouvia os adeptos do Porto, podiam também aproveitar esse factor emocional e ir para cima deles. Que Samaris, Luisão e Eliseu são fraquíssimos e facilmente os abalariam.

    Agora o que vocês têm que fazer é ganhar os 7 jogos até ao fim. Não pensem em empatar qualquer que seja o jogo, então uma derrota seria completamente impensável. Mesmo em Chaves, Braga e Funchal têm que ganhar todos os jogos.

    Eu gostava que o Sporting derrotasse o Benfica, mas recordo que o nosso histórico em Alvalade contra eles não é o melhor. Não lhes ganhamos para o campeonato em casa desde Abril de 2012. E não tenho confiança no Jorge Jesus nem em alguns jogadores. Por isso acho que não deviam estar a contar totalmente com esse derby, até eu tenho algum receio.

    Por fim, bem, só um tonto não percebe que o Jonas é dos jogadores + desonestos que já se viu. É fácil ir cumprimentar o guarda redes adversário quando se marca um golo c/ o resultado já feito, não é? Mas quando não está a ganhar torna-se um bicho do mato, agride jogadores e treinadores adversários, sempre c/ a conivência dos árbitros. Ainda estou para ver quando é que esse idiota vai ser expulso. Aliás, é daqueles jogadores que não me importava nada que se lesionasse. Por exemplo um jogador duro como o Schelotto podia fazê-lo nos primeiros minutos em Alvalade, mas corria-se o risco de o árbitro ver, e com 10 unidades aí é que perdíamos o jogo de certeza.

    Saudações leoninas,

    Aracaçu

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    1. Antes de mais, seja bem-vindo.

      A dor é comum, embora com uma diferença: eu sofro porque o Porto não ganha. Fosse o seu Sporting o actual tricampeão e a minha dor seria a mesma.

      Temos mesmo que vencer o próximo jogo. E o seguinte. E o seguinte. Até ao fim, mas um de cada vez. A ver o que faz o Benfica.

      Quanto ao derby, também não tenho especial fé no Sporting. Vão ter pouco por que lutar e à medida que o cronómetro avançar, imagino que a moral se vá esvaziando e seja o slb a querer mais. Mas enfim, pelo menos um empate parece-me possível.

      Mais vergonhoso que o Jonas só mesmo o encobrimento e a protecção de que beneficie. Note-se a diferença para o Slimani, jogador que "odeio" pela violência mas que aprecio pela qualidade, que demorou mas foi mesmo castigado. Mas mais do que isso, foi acossado pela imprensa (e bem) meses a fio. Estes vermelhos passam por entre os pingos da falta de vergonha como se nada fosse.

      Um abraço Portista e volte sempre, sobretudo depois do derby, para trocarmos impressões.

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    2. Caro Lápis Azul e Branco,

      E julga que eu não sofro por não ganharmos um mísero campeonato vai para 15 anos?

      Também ficava irritado quando o Porto era bi, tetra e tri campeão, principalmente pela falta de ambição que os dirigentes que foram passando pelo Sporting apresentavam, contentando-se com um apuramento para a Liga dos Campeões ou uma taça de vez em quando.

      Mas nesta altura, o Benfica tem sido uma equipa + forte, tanto dentro como fora de campo, mas não consigo suportar ver os benfiquistas a festejar títulos, penso que os do Porto acabam por ser mais comedidos e a própria imprensa fala muito menos. O raciocínio penso que seria o mesmo em caso de vitória do Sporting, é triste mas a grande maioria da imprensa e opinião pública é totalmente "lampionizada".

      Sim, o Slimani tinha actos de impetuosidade bastante criticáveis por vezes, mas não o deixaram actuar no máximo das suas capacidades futebolísticas no ano passado, na altura + importante da época (jogos contra V. Guimarães e Benfica, não só por causa da questão do 5º amarelo, mas também pelo processo disciplinar do lance com Samaris na Taça de Portugal). Condicionaram-no totalmente, e viu-se que depois desse derby apareceu um Slimani + solto e a fazer a melhor ponta final de época.

      Sim voltarei depois do derby, presumindo que até lá as 3 equipas ganham os seus jogos, e nessa altura o Benfica poderá perder em Alvalade e o Porto passar para a frente vencendo o Feirense em casa.

      Saudações leoninas,

      Aracaçu

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    3. Ok, pelos merdia e pela benfiquização desleal da sociedade sim, reconheço, fico sempre um pouco mais feliz quando eles (todos) perdem.

      Chamar impetuoso ao Slimani é próprio de quem ama :-)

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  2. Espetacular a exibição do Xistra a empurrar os tripas para trás. E também fiquei com a sensação que não era preciso, eles iam sozinhos..,

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    1. E é isso que mais custa, essa predisposição para não fazer melhor mesmo sem o Xistra.

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  3. Boas,

    Concordo com a análise. No entanto, reflectindo um pouco sobre o resultado permito-me analisar este cenário:
    O Porto recebe, a 8 jogos do fim, o 2º classificado, que dista menos um ponto. Todo o cenário está pronto para afastarmos (talvez de vez) o 2º classificado do título. Jogamos em casa,um árbitro amigo, não só para nos "dar" um penalty desbloqueador no inicio do jogo, mas também, com uma arbitragem amiga ao longo da partida. Chegamos ao fim e empatamos, temos o 2º classificado ainda e só a um ponto. E numa altura que o nosso futebol não convence, mesmo com as ajudas habituais.
    A questão que coloco,se o cenário fosse o inverso, o que diríamos,nós portistas? sairíamos satisfeitos? ou estaríamos a dizer mal da sad,treinador, jogadores por não estarmos com uma folga de 5 pontos?
    Pois, é mesmo este cenário que se passa com os encarnados. Eles (que jogaram em casa) perderam a maior oportunidade para, praticamente, nos afastar do título. E, curiosamente ou não, não vejo qualquer comentador/paineleiro a fazer esta leitura.
    Isto é motivo para festejos? Nunca, jamais.
    Mas, na realidade,com todo o circo montado, antes do jogo, na escolha do árbitro, no jogo da selecção, eles não conseguiram o principal objectivo. E nós, mesmo não dependendo só de nós,continuamos lá.
    Abraço, Paulo Torres

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    1. Caro Paulo, só posso falar por mim. A questão é muito bem colocada e ajuda de facto a colocar as coisas em perspectiva. Eu ficaria frustradíssimo, tal como fiquei contra o Setúbal. Mas animado por continuar à frente. E com o conforto de três campeonatos consecutivos, "pase lo que pase".

      O que me chateia mesmo não é não ter ganho, é não ter feito o suficiente para ganhar. É não ter tentado tudo, nem metade. É não poder dizer hoje que não ganhámos por causa do Xistra.

      De resto, mantenho o que disse antes e depois do jogo. Está tudo em aberto, mas agora teremos de contar com o trabalho de terceiros. Seja, mas façamos o nosso, sem mácula.

      Abraço Portista

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  4. pois. o resultado nao foi mau de todo pelo que jogamos, nao temos equipa nem jogo para mandar faltam nos 2 a 3 jogadores mesmo a serio. O treinador estava euforico com o empate porque assim pensa que tem mais um ano garantido mesmo nao ganhando nada, falta lhe claramente estofo a ele e a varios jogadores , mandem embora quanto antes os mexuicanos. Filipe foi improdente como o e algumas vezes. Mas nao me parece termos treinador para sermos uma equipa dominadora, parece calmo mas esta sempre ansioso e uma pilha de nervos. UMA COISA SE PERCEBE NAO SERA NESTES JOGOS GRANDES QUE SE GANHA OS CAMPEONATOS E CONTRA SETUBAIS EM CASA, NAO GANHAR NAQUELA ALTURA AO SETUBAL EM CASA NAO E ADMISSIVEL. O treinador estava euforico porque sabia que perdendo nem em segundo provavelmente ficariamos. Pode ser que aconteça um milagre mas tenho a impressao que contra o belenenses sera mais do mesmo, ou ganhamos a rasquinha ou sera mais uma desilusão.

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    1. Não concordo com a análise, acho precisamente o contrário: temos jogadores para fazer uma equipa bem melhor do que a deles. Para chegar lá e mandar no jogo. Para ganhar apesar do Xistra. É fácil deduzir onde está a falha...

      Ainda assim, temos boas possibilidades de ser campeões, se conseguirmos fazer bem o nosso trabalho.

      Abraço Portista

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  5. Depois da sua análise, vou fazer a minha, dividindo-a nalguns tópicos:
    - Esperava de facto, outra atitude por parte da nossa equipa. Os primeiros minutos foram de tremideira, passes errados e aquele lance infeliz por parte do Felipe (penalty discutível, mas nada de escandaloso. Também se não fosse marcado não seria nada demais).
    - Por outro lado, depois do golo, parece que acalmamos um pouco e consolidamos as nossas posições no campo. Claro que em termos de remates à baliza a produção não foi das melhores. Tivemos um livre perto da área (antes daquele remate do Brahimi) em que pedia claramente o jeitinho do Alex Telles para uma cabeçada do Marcano ou do Danilo (porque é que deixamos o Brahimi marcar os livres todos?).
    - Depois, a nossa entrada na segunda parte foi melhor, e dominamos claramente o jogo. O Benfica recolheu-se em torno da grande área até marcarmos aquele golo de raça do Maxi.
    - O Soares teve aquela oportunidade única para marcar, bem o sabemos. Mas porque é que deixamos de atacar após aquela oportunidade?
    - Eu, se fosse o NES e se ainda estivesse a perder, tiraria o Corona, metia o André Silva e voltávamos ao clássico 4-1-3-2. Perder por 1 ou por 3 seria igual. E penso que mesmo após o nosso golo justificava-se esta nova disposição táctica.
    - É necessário termos em conta que o Xistra condicionou as nossas saídas para o ataque com faltas por marcar por parte das galinhas; amarelando os nossos jogadores sempre que uma papoila saltitante caía ao chão, etc...
    - André, embora um dos poucos jogadores que sente a nossa camisola e num bom momento de forma, não aguenta 90 minutos de ritmo elevado. E é pena, porque assim é que temos jogador.
    - Finalmente, digo que o Jonas é uma VERGONHA para quem gosta de bom futebol. Depois de cavar o penalty ao Felipe ainda foi ver se cavava outro na área errada, junto do NES. E ainda passou a vida a cair sempre que podia. Com a benção de Xistra.
    - E concluo que é mau o NES dizer que o penalty foi penalty e o nosso Presidente a dizer que a arbitragem foi boa. Espero que ele tenha sido irónico...
    - E ainda digo (mas é a última coisa que escrevo) que o campeonato não se decide nos confrontos directos entre os primeiros. Mas também acredito que Setúbal poderá ter sido uma pedra no sapato, sobretudo em termos anímicos e...

    ... ainda temos EQUIPA. FORÇA PORTO! :-)

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    1. Estamos muito de acordo, não acha?

      Temos tudo para chegar ao objectivo. Vamos a isso!

      Um abraço

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  6. Estou triste com este resultado, podia ser pior? Podia mas não pode ser este o pensamento de nós Portistas é deprimente ver adeptos do nosso Porto conformados e tranquilos com este resultado. Eu ainda sou muito novo mas não é esta a educação portista que recebi e deixa-me muito triste e principalmente preocupado ver a minha geração de portistas a aceitar de bom grado este empate com o rival. Como adepto e sócio do FC Porto espero que a equipa dê uma resposta bem cabal daquilo que pretende deste campeonato. Seguimos juntos, sempre Porto!

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    1. Caro Rúben, acredito que somos muitos os tristes e inconformados. Mas agora resta-nos continuar a apoiar até final e deixar as contas e rescaldos para o final.

      Se ganharmos os nossos jogos, vamos ser campeões. Acredite em mim.

      Abraço Portista

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    2. Sim, apoiar sempre independentemente do que aconteça. Se sabemos comer filet mignon também temos de saber roer os ossos. Sempre Porto!

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  7. Não concordo nada com a análise, julgar a equipa por não ganhar no estádio do maior rival parece-me completamente injusto! Aceitava essas mesmas criticas se estivesse a falar do jogo contra o Setúbal! Agora no estádio da luz? Não fizemos nenhuma substituição defensiva, mantivemos dentro do possível a equipa com ambição ofensiva, na minha opinião se tentássemos arriscar mais um bocado de poderíamos sair derrotados! Com a arbitragem que tivemos, sofrer um golo aos 5min e conseguirmos reagir como reagimos só está ao alcance de uma grande equipa, o resultado não foi o melhor...mas o caminho faz-se caminhando! Abraço!

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    1. Viva Autor

      Se me leu com atenção, eu não critiquei a equipa por não ganhar: critiquei por não o ter tentado em quantidades aceitáveis. As críticas ao jogo anterior foram feitas na altura própria - pode encontrá-las facilmente.

      Também não disse que fizemos substituições defensivas, disse sim que não arriscamos um milímetro. Ou seja, para manter tudo igual em termos estratégicos.

      Aceito a sua opinião que poderíamos ter perdido tivesse NES arriscado, mas e tal como foi, não estivemos muito perto de perder? Eu preferia ter tentado ganhar, arriscando perder. Feitios.

      Concordo (e escrevi-o) que foi positivo termos sobrevivido ao golo cedo e à arbitragem caseira. E claro, seguimos juntos rumo ao objectivo!

      Abraço Portista

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  8. O clube do regime se for campeão, também será por terceiros!
    Porque os 180 minutos de confronto directo resultaram em dois empates!
    No somatório doas 180 min, ninguém honesto terá dúvidas sobre quem fez mais, ou mereceu ganhar!
    Talvez só o sonso do vitória, porque para ele, o banho descomunal que levou do Dortmund teria sido diferente se o cervi tivesse marcado!

    Abraço

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    1. Percebo a ideia, mas não é bem disso que estou a falar. Ao slb basta-lhe agora ganhar os seus jogos.

      E não creio que faça sentido falar em somatório dos 180 minutos, porque são dois jogos de 90. Sim, fomos "mais superiores" no Dragão do que eles na Luz. Mas, em minha opinião, os da casa mereciam mais os 3 pontos, em cada um dos jogos.

      Sem prejuízo de tudo o resto, desde o polvo à Porta 18, passando pelo ex-BES, neste jogo ficámos aquém.

      Abraço

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    2. Lápis, eu percebi a tua visão do depender de terceiros.
      Mas isto é sempre assim, tem de ser visto no todo.

      Se NES arrisca e perde, fica a 4, era o único resultado que podia dar um peso decisivo à conquista do título!

      Claro que se chegar-mos ao fim e ficarmos a 1 ponto, vamos castigar esse resultado!
      Embora fosse possível e até justo castigar qualquer outro empate!
      Se formos campeões, vai ser esquecido quando o justo seria elogiar!
      O futebol é assim.

      abraço

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  9. Ainda o vou ver escrever um post a agradecer ao Sporting a forte ajuda que vai ao Porto tornar-se campeão. Espero que assim seja, pois não quero tetras.
    Quanto à arbitragem, não penso que tenha razões de queixa, até porque já deve ter visto imagens do puxão do Maxi ao Samaris no lance do golo do Porto.

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    1. Permita-me citar o por si muito prezado (quando lhe dá jeito) Marco Ferreira:

      "Erro sem influência. lnfracção por assinalar de Maxi Pereira sobre Samaris. 0 jogador do FC Porto agarra a camisola do adversário. o árbitro não assinala e,na sequência, Samaris não fica impedido de disputar a bola, intercetando-a após o
      remate de André André. A jogada continua e numa segunda insistência existe corte
      de Lindelof para a zona onde Maxi remata sem oposição. Apesar de existir uma infracção no inicio do lance, não se pode considerar um erro com influência no resultado, visto que após a infracção dois jogadores do Benfica tocaram na bola
      com possibilidade de terminar a jogada de ataque, não o conseguindo. Na jogada do golo não existe qualquer tipo de infracção."

      Nem tetras nem tretas :-)

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  10. Nem me recordo de o citar, para ser franco. Posso eventualmente tê-lo incluído na lista de árbitros que UNANIMEMENTE confirmaram a legalidade dos golos leoninos no SCP-FCP na 1ª volta em Alvalade.
    Eu acho que tem influência, porque o puxão desequilibra o Samaris, impedindo de aliviar a bola e, obviamente, se tivesse sido assinalada, como Marco Ferreira confirma, não era golo. E era 2 segundos antes, não é meio minuto depois.

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