Do Porto com Amor: Jogo Offline "Polvo Encarnado" Seduz Jovens Árbitros

sábado, 29 de abril de 2017

Jogo Offline "Polvo Encarnado" Seduz Jovens Árbitros


Há um novo flagelo a colocar em perigo a honorabilidade dos jovens aspirantes a árbitros em Portugal.


#i_am_octopus_orelhudus


"Polvo Encarnado" é o nome do jogo offline que alicia jovens árbitros de várias modalidades a enfrentar uma série de desafios que, se superados com sucesso, lhes proporciona ascensões fulgurantes na carreira e até para lá delas, com promessas de bons empregos em vários meios de "informação" como opinadores especialistas ou como vendedores de pneus albinos.

Todos os desafios propostos aos imberbes juízes têm um denominador comum: beneficiar ilegalmente os sem-vergonha. O jogo funciona em grupos secretos e fechados e envolve tanto os insiders de cada modalidade (nomeadores, avaliadores e observadores dos árbitros, decisores dos órgãos de disciplina e organizadores das competições) como os outsiders (jornaleiros e paineleiros avençados, elementos subservientes das forças de segurança e investigação criminal, magistrados corruptos e políticos... políticos).

Para lá das promessas de glória rápida e vida facilitada, o que fica realmente é um conjunto significativo de auto-mutilações da honradez e do amor-próprio de cada juiz e, nos casos mais extremos, o suicídio das suas reputações de pessoas idóneas e de bem.

O presumível criador do jogo é um criminoso de colarinho branco, um conhecido de longa data das autoridades, graças a um vasto rol de prevaricações que vão desde o furto de pneus ao tráfico de estupefacientes, passando pelo apoio e encobrimento de gangues criminosos. Até ao momento, não há notícia de nenhuma detenção, nem sequer de uma investigação ao referido meliante digna desse nome. Será que o caso já assume proporções tão dantescas a ponto de envolver toda a máquina da Justiça deste país?

O DPcA junta-se ao conjunto de entidades sérias e sóbrias que lutam por um país e por um desporto livre de corrupção e lança este alerta a todos os jovens árbitros e candidatos a árbitros: observem bem a pouca-vergonha que está a ser este campeonato de futebol, as arbitragens habilidosas em jogos-chave das modalidades e fixem estes exemplos como a antítese do que deve ser um juiz competente, honrado e digno da sua actividade.


[N.d.r.] - Não confundir este jogo com outro igualmente popular nesta altura, denominado "A Mala de César" e que afecta sobretudo jogadores, técnicos e dirigentes dos clubes que defrontam os sem-vergonha a cada jornada.


- - - - - - - - -


O "jogo" "Baleia Azul" é um fenómeno que tenho dificuldade em entender mas onde não me atrevo a julgar quem se deixa por ele seduzir. É tamanha a perversidade humana que não é assim tão complicado admitir que crianças e jovens adolescentes com experiências de vida traumáticas procurem algum sentido em algo tão absurdo. E há de traumas de muitos tipos.

Gostaria imenso de poder dizer que isto não se compara ao que também se vai passando com a arbitragem em Portugal, mas na verdade há pontos comuns e divergentes.

Se, por um lado, a gravidade em termos da colocação em perigo de vidas humanas aconselha a sobrevalorizar em absoluto o fenómeno Baleia Azul, por outro, é mais compreensível que crianças e adolescentes vulneráveis se deixem "levar" do que adultos supostamente bem formados (é o mínimo que se deve exigir a um juiz, seja do que for, não é?) se deixem coagir em troca de ascensões meteóricas ou de simplesmente não serem excluídos da actividade, o que, no fundo, é a essência deste "Polvo Encarnado".



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco 



8 comentários:

  1. Por favor, não chames "jogo" à Baleia Azul.

    É assassinato. Puro e simples.

    De resto, naturalmente de acordo.

    Abraço

    ResponderEliminar
  2. Só falta a votação na Assembleia da República e o respectivo decreto.
    O Malfica tem que ser campeão, dê por onde der.
    As condições estão todas reunidas: comunicação social hostil, estruturas federativas e disciplinares inquinadas, árbitros com óculos de uma cor que não é o da Baleia Azul.
    E claro, a nossa equipa também ajuda à festa.
    A sério.
    Só falta mesmo o Marcelo assinar o Decreto.
    O Orelhudo já nem precisa de fazer mais nada.
    Peço desculpa pelo desabafo.
    Um abraço.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não é necessária votação na AR, é um direito natural que está acima da Lei dos homens.

      É o auge do #colinho, com a chegada ao adro do andor farsante.

      Eliminar
  3. Aha! Azul! Foi o PdC que inventou!
    Rui Santos

    ResponderEliminar
  4. Bem, pelo menos não convidamos os grupos secretos para bares de alterne, com oferta de "xampanha" e brasileiras quentes para afagar almas corruptas!
    Acusa os outros do mesmo que eles te acusam a ti. A experiência tem 30 anos de vida.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mais um jogo, mais uma vitória forjada pela arbitragem. Já são quantas, esta época? E somadas às vitórias que nos roubaram, dá o quê?

      Dá sem-vergonhas como esta Baleia, que ainda tem a distinta lata de tentar justificar o que hoje se passa (sim, porque nem sequer o negam, estes despudorados vigaristas) com a lengalenga da fruta. Se não viu o Porto jogar nestes 30 anos de massacre, tivesse visto. A ignorância não absolve ninguém. E já agora, e antes do 25 de Abril, o que se passava?

      Tenha vergonha na cara.

      Eliminar

Diga tudo o que lhe apetecer, mas com elevação e respeito pelas opiniões de todos.