Do Porto com Amor: Resgatadas as Chaves da Vitória

terça-feira, 2 de maio de 2017

Resgatadas as Chaves da Vitória


Vitória tranquila na mansidão do Tâmega, em profundo contraste com a visita anterior. Foi tudo assim tão diferente? Nem por sombras, a grande diferença resume-se sobretudo a isto: conseguimos vencer apesar dos erros arbitrais.



Desta vez segui o jogo pela televisão, o que me deixa sempre a sensação de não ter a melhor visão sobre os acontecimentos - sim, mesmo quando não é a Sem-VergonhaTV a fazer a transmissão. Ainda por cima, só o vi depois de já se ter consumado, com conhecimento do resultado e dos lances polémicos. 

Em todo o caso, o que vi foi uma equipa forçosamente diferente na sua constituição inicial, mas muito semelhante em termos de estratégia e postura. Outra primeira parte pouco explorada, mesmo se um pouquinho melhor do que os mais recentes empates, com o Porto a deixar tudo por fazer para a última metade. Vá lá, que o fez. E bem, para variar.

De positivo, destaco desde logo o regresso de Rúben à equipa. É para mim difícil compreender o porquê do seu afastamento, mas reconheço que, não assistindo aos treinos, não posso julgar. Posso sim, avaliar quando vejo as exibições nos jogos. A de Rúben foi muito positiva, o que reforça a minha dificuldade de compreensão da sua ausência. Mas adiante.

Primeira parte com alguns lances interessantes, uma ou outra meia-oportunidade, mas insuficiente para a fundamental vitória que se exigia. O primeiro registo de perigo aconteceu já depois da meia-hora com um remate de fora da área de Soares... Depois disso, os livres de Rúben e um par de remates para fora.

No recomeço, sentiu-se nos jogadores o sentido de urgência em chegar ao golo. Que, felizmente, chegou rápido. Talvez por saber já o resultado, a descontracção permitiu-me apreciar 45 minutos interessantes, com alguma fluidez e intensidade - caramba, até gostei!

O segundo golo decidiu a contenda, porque quebrou o ímpeto flaviense (não chegaram a Chaves as malas?). Não que tenham desistido de tentar, mas senti que as pernas tentavam o que a cabeça já não cria. Ainda mais porque do nosso lado não houve qualquer facilitismo. Bons 45 minutos, repito. 

Viva a descontracção de quem já sabe que ganhou... ah... esperem, será que é assim que os 6 milhões veem sempre os seus jogos? Será que é por isso que chegam ao final de exibições medíocres e sofridas e atrevem-se a elogiar a sua "superioridade incontestável"? Deve ser. Ou isso, ou jogaram à bola quando eram novos.



Notas DPcA 

Dia de jogo: 29/04/2017, 20h30, Estádio Municipal de Chaves, GD Chaves - FC Porto (0-2)


Casillas (6): Bem no essencial, que foi quase nada.

Maxi (5): Jogo de "azar", porque foi o escolhido para o sacrifício. E até por isso, poderia ter causado danos maiores, num lance normal na grande área, mas que facilmente poderia ter sido apitado como penalti contra nós, se alguns dos apitadores tivesse visto o agarrão. Mas, com toda a experiência que tem, não só pela idade mas por ter estado nos dois lados da barricada, deveria saber que não se pode expor desta maneira.

Alex Telles (6): Muito envolvido na construção pelo seu flanco, faltou-lhe mais assertividade no último passe. Mas o esforço é inegável e tem o seu valor.

Marcano (6): Uma época quase perfeita e ui... quase saía uma Marcanada... mas enfim, em nome dessa época quase perfeita e ignorando as anteriores, vou admitir que foi um lapso, daqueles a que todos estão sujeitos. Até porque fora isto, esteve tranquilo.

Felipe (6): Jogo relativamente tranquilo e sempre controlado.

Rúben Neves (7): Bom regresso à equipa e à titularidade, quase não se notando a natural falta de ritmo fruto dessa prolongada ausência. Defensivamente, cumpriu bem, sendo até mais posicional do que Danilo tem sido. Mas não se limitou a destruir, procurou ser o primeiro a iniciar o ataque e chegou várias vezes perto da área flaviense. E bateu razoavelmente bem dois livres.

< 81' Melhor em Campo André André (8): "Resolveu" renascer neste finalzinho de época e ainda bem, só tenho pena que não tenha sido um pouco mais cedo. Claramente o melhor na primeira parte, apenas com Jota como "parceiro", foi ainda mais importante e decisivo na segunda, ao fazer o remate que Soares recarregou para o primeiro golo e a fazer ele próprio o segundo após boa desmarcação diagonal a que Otávio deu o melhor seguimento. Mas fez bem mais, porque foi sempre o dínamo que mais empurrou a equipa para a ofensiva, sem nunca se alhear das suas responsabilidades de marcação e recuperação da bola. Muito bem.




< 76' Otávio (7): Se tenho dificuldade em entender o afastamento de Rúben, o que dizer do de Otávio. É que no primeiro caso há um substituto com ganhos (sim, porque quando o próprio diz que é trinco, quem sou eu para dizer que não...), o "indiscutível" Danilo, mas quem dê o que Otávio dá à equipa não vejo ninguém, estando Óliver arredado para outras funções. Não há quem tenha a mesma qualidade a ler o jogo e a distribuir de acordo, não há quem se aperceba melhor da "envolvência" a cada momento e identifique com mais precisão as lacunas adversárias. Com o bónus de também ir para cima do adversário no um-para-um sem receio e com elevada taxa de sucesso. Em resumo, não vejo neste plantel quem possa fazer jogar a equipa melhor do que ele. Mas o treinador discorda, obviamente. Enfim.

< 66' Corona (5): Regresso fraquinho após a inesperada lesão que o afastou do jogo anterior (e onde tanta falta fez). Desinspirado e visivelmente frustrado com isso, talvez se tenha apressado o seu regresso... 

Diogo Jota (6): Jogo interessante, mesmo se com intermitências, chegando a ser um dos mais inconformados no período morto que foi a primeira parte. Na segunda não se destacou tanto, sobretudo porque os companheiros subiram de produção, mas continuou a ajudar o "esforço de guerra" com talento e entrega. Falta-lhe ainda o click para passar de actor secundário a principal, transformando remates para a atmosfera em bolas ao ângulo...

Soares (7): Fez o seu golinho numa altura crucial, revelando de novo o seu faro apurado ao adivinhar o ressalto. No restante, fui o lutador do costume, sempre focado em ganhar todo e qualquer despique com os adversários.

> 66' Óliver (5): Entrou a tempo de colaborar no segundo golo, pelo melhor aproveitamento dos espaços que permitiu à equipa. Cumpriu sem se destacar.

> 76' J.C. Teixeira (5): Tem talento, tem. Saberá alguém (o próprio incluído) como aproveitá-lo?

> 81' Herrera (5): Nada a relevar.


NES (6): Outra primeira parte para o galheiro, já são demasiadas e sem justificação plausível. Mas regressou finalmente às vitórias, com uma exibição boazinha pela segunda parte, o que deve obviamente ser reconhecido e valorizado. 



Outros Intervenientes:


Reconheço que esperava um pouco mais do Chaves, pela reconhecida qualidade do seu jogo e pelos incentivos que - imagino - não devem ter sido tímidos. Não que o jogo tenha sido fácil para o Porto, bem pelo contrário, mas tinha a expectativa (talvez excessiva) que fossem obstáculo maior. Ou então que fizessem antijogo, como os anteriores adversários. Em todo o caso, têm um lote de jogadores muito interessantes e que permitem fazer esta bela equipa, pelo que destacar apenas um seria injusto. Fico-me pelo reconhecimento do trabalho de Ricardo Soares, o líder do grupo.


Quanto a Carlos Xistra & pandilha, nem me apetece qualificar. Vou aproveitar que ganhámos para deixar assim, limitando-me a registar os erros mais relevantes e as intoleráveis diferenças de critério quando se apita o Porto e os sem-vergonha.

Penalti evidente sobre Otávio por assinalar, mais um para a contabilidade. Que desta vez não fez falta porque conseguimos marcar outros dois golos. Mas só por isso. Miserável.

Poderia também ter marcado penalti pelo agarrão de Maxi a Ponck, embora eu preferisse que nestes lances não se marcasse nunca (e a ninguém), conforme tenho dito ao longo do tempo.

Em sentido oposto, cartão vermelho bem mostrado a Maxi, MAS... que raio de critério é este que só se aplica quando são jogadores do Porto, tal como FJM bem demonstrou mal o jogo acabou? Mais uma dose de Polvo à Sem-Vergonha.





Tudo na mesma, portanto. O Estoril bem que tentou, mostrou até capacidade, mas o bom do Hugo Miguel não lhes deu hipóteses. Mais do mesmo.

Só um milagre poderia fazer cair este andor bafiento, pelo que somente exijo que vençamos os nossos jogos, sem mais expectativas irrealistas. Preferia uma posição de força, mas ficou já claro que não a vamos ter. Enfim, mais do mesmo.

O jogo no Funchal será ideal para demonstrar que merecemos mesmo e deveríamos ser campeões, provavelmente até já nesta jornada, se as arbitragens fossem isentas. Como não são, resta-nos dar uma prova de vida convincente. Até lá.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco





1 comentário:

  1. É realmente incompreensível como o FC Porto, de há uns jogos a esta parte, desperdiça 45 minutos. Desta vez ganhámos, mas seria de todo conveniente que Sábado com o Maritimo, NES fizesse lembrar aos jogadores que um jogo tem pelo menos 90 minutos e que começa assim que o árbitro apite para início do mesmo.

    Um abraço e...

    FC PORTO SEMPRE

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