Do Porto com Amor: Recital em Duas Notas

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Recital em Duas Notas


É fácil de resumir esta época da divisão superior do futebol nacional. Repugnante, mas fácil.

Sem complicar, explica-se rapidinho: em 2016/17, a tribo do futebol luso foi brindada com um Recital em Duas Notas tocado a quatro mãos (de corpos distintos). 




A nota , que em rigor não foi tocada por nenhuma mão mas antes por tentáculos, muitos e sucessivos, que assim Fabricaram um campeão Falso como Judas. Dos mais de trinta anos que levo a ver futebol com muita atenção, não me lembro de alguma vez ter assistida a tamanho despudor e falta de vergonha na cara como agora vejo no benfica de Vieira e toda a sua corte rastejante de sabujos e invertebrados. 

Nem eu, que afirmo sem hesitar que o Benfica não ganha um campeonato por mérito próprio desde 1994, havia alguma vez imaginado que a vigarice desavergonhada assumisse tamanhas proporções. Ao contrário de outros títulos comprados, onde os benefícios do andor se destacaram sobre tudo o resto, nesta época acumularam ainda mais vergonhosa conspiração de prejuízos ao Porto - algo impensável nos anos em que tínhamos um presidente que presidia com todo o seu ser - que a não terem existido, já nos teria permitido ter festejado o título há algumas semanas atrás.

Pois que festejem até lhes saltarem os olhos das órbitas, porque este rótulo de sem-vergonhas nunca mais ninguém lhes tira. É uma tatuagem de infâmia que lhes manchará as almas para todo o sempre. Cada um deles que se desenrasque a viver com isso. Sabendo eu que a boçal imensa maioria nem articula mais do que meia-dúzia de palavras com sentido e portanto nem sente o toque, sei igualmente que há muitos benfiquistas que são tão bons ou tão maus quanto eu - e é a esses que me dirijo agora. Saibam que sempre que vos encarar, a todos e a cada um, verei a etiqueta da desonestidade estampada na vossa testa.

A nota (que mete) ficou a cargo do sofrível Nuno Espírito Santo. Um "treinador" (desculpem, mas não encontro justificação para remover as aspas) sem eira nem beira, fraco de convicções e ainda menos de capacidades, a que se junta um discurso melado que dá ideia de ser dito por alguém que acabou de ler (apenas uma vez) um livro foleiro de auto-ajuda, daqueles de quem acha que é a bater punho que se chega a algum lado.

Uma época inteira sem que alguém (ele incluído, suspeito) consiga perceber o que pretendia para a equipa. Equívocos, enganos e desenganos, avanços e recuos e uma recta final inaceitável, uma sequência de exibições tão medíocres quanto o treinador, que se traduziram em cinco empates. E o pior de tudo, é ter aquela sensação que com nenhum deles aprendeu coisíssima nenhuma, que voltando atrás, faria exactamente as mesmas cagadas. 

Caísse o Carmo e a Trindade e o Porto fosse ainda campeão, que não mudaria sequer uma vírgula. Mais um tremendo erro de casting por parte de Pinto da Costa. Sugerir sequer que pode continuar nem chega a ser insultuoso, é motivo para por em causa a sanidade mental do presidente e seus pares.

Sem coincidência, as duas notas juntas dão FaDo. Mesmo ao jeito do revivalismo saudosista que esta liga salazarenta ressuscitou. 


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O jogo de sábado no Funchal foi semelhante a todos os outros recentes que também acabaram mal. Uma equipa mentalmente destruída, sem confiança, com medo de tudo e de todos - apesar de bem tentar fazer peito e disfarçar.




A primeira parte até foi boa, com a equipa a começar a jogar desde o primeiro apito, com boa pressão e a colocar bastantes unidades em zona de finalização, o que me surpreendeu de tal maneira que ao intervalo me interrogava se já não teríamos "gasto" os 45 minutos da praxe. Não foi bem assim, mas quase. Regressámos do balneário com o tal peito feito, a ver se convencíamos o Marítimo da nossa invulnerabilidade de papel. Por volta da hora de jogo, a máscara começou a cair com demasiada rapidez para o nosso próprio bem, o adversário não teve receio algum de ir à procura do empate, mesmo sabendo que poderia sofrer o segundo. 

Mais do que coragem, acredito que fosse uma convicção de que iríamos ceder sob pressão, a exemplo de vários outros jogos. E cedemos, claro. Não conseguimos fazer o segundo em condições favoráveis, oferecemos um canto que nem nos amadores e, com alguma falta de sorte à mistura, sofremos o empate sem que houvesse uma qualquer oportunidade anterior. Convicção de uns, medo de outros. E quem vive no terror de que tudo lhe corra mal, muitas vezes acaba mesmo por lhe correr. 

Com o empate, o meu lado racional logo concluiu que estava feito, na melhor das hipóteses não perderíamos. Claro que o emocional continuou a acreditar cegamente até ao penúltimo minuto dos descontos, mas no fundo, no fundo, até ele sabia que não marcaríamos outro golo. O desacerto e a falta de convicção com que tentamos fazê-lo chegaram a ser deprimentes. 

São os jogadores que não têm qualidade? Certamente que não, a grande maioria definitivamente que não. O problema está no sótão e nas minhocas que lá habitam. 

Uma psicose resultante de um massacre de uma época inteira a sentir a completa animosidade das arbitragens, de saber que nenhum pequeno deslize deixaria de receber um enorme e desproporcionado castigo, ao passo que a nosso favor apenas casos de morgue ou, vá lá, de internamento nas urgências, mereceriam alguma deferência por parte dos "senhores" do apito. Um amarelito, se tivéssemos em dia de sorte. Se fosse fora da área adversária, obviamente. 

Quando a este status quo se junta um treinador que não consegue transmitir segurança nem confiança aos jogadores no seu plano de jogo (admitindo que existe algum) e, por inevitável consequência, nas suas próprias capacidades que, por definição, não chegam para resolver um jogo que é colectivo, chegámos a onde estamos hoje. No final de mais uma época e sem nenhuma conquista. E uma próxima sem estar sequer na Supertaça. Miserável.




Notas DPcA 

Dia de jogo: 06/05/2017, 20h30, Estádio dos Barreiros, CS Marítimo - FC Porto (1-1)


Casillas (6): Um quase-espectador que nada podia ter feito no golo sofrido. Ingrato.

< 85' Fernando Fonseca (6): Chamado de surpresa pela ainda maior surpresa que foi a ausência de Layún da convocatória (quem souber, que explique), mostrou-se solto e desinibido, com bons pormenores e atrevimento que quase lhe valeram uma estreia de sonho coroada com um golo. Teve algumas falhas menores que passariam sem remoque mas infelizmente fazia parte do trio que assistiu em primeira fila ao movimento de Djousse que só acabou no fundo da nossa baliza. Em todo o caso, uma boa estreia a pedir nova oportunidade.

Alex Telles (5): Já não é o primeiro nem o segundo jogo em que denota uma falta de concentração pouco compatível com um profissional com o estatuto e a capacidade técnica que possui. Este acabou mesmo por nos sair caríssimo, porque o canto absurdo que cedeu resultou no empate que nos tramou.

Marcano (6): Não esteve tranquilo na primeira metade, mas também não cometeu nenhum deslize "cabeludo" nesse período. Recompôs-se e fez um resto de jogo de qualidade aceitável, mesmo se incapaz de ajudar no ataque.

Felipe (5): Também pouco seguro na fase inicial, mas também se reergueu e recuperou a sua normalidade. Mas na fase final, perdeu por completo o controlo emocional, "aliviando" para a bancada bolas sucessivas quando seria fundamental tentar mantê-las em jogo para iniciar novo ataque. É a cabeça, estúpido.

< 76' Rúben Neves (6): Jogo bem menos conseguido do que em Chaves, talvez pela maior agressividade destes adversários na disputa da bola, pelo chão e sobretudo pelo ar. Foi demasiado macio para aquilo que a equipa precisava, mais concretamente no segundo tempo, mas o saldo consegue ainda ser positivo (barely).

André André (5): Depois de ter sido o melhor em Chaves, foi dos piores na Madeira. Fraco nas disputas de bola, foi ainda pior na construção, revelando-se muitas vezes incapaz de fazer um passe de desmarcação e até de "assistência", mesmo quando as condições eram favoráveis. Foi um mau André na ilha, aquele que dá razão aos que dizem que não tem estofo para ser titular do Porto. Eu acho que tem, mas neste jogo não o demonstrou. E era (também) neste jogo que precisávamos que o demonstrasse.

Herrera (6): A verdadeira surpresa no onze enquanto médio, já que muitos até lhe adivinhavam presença como defesa direito. Teve um ou dois pares de passes "à ele mesmo", mas nem isso o afastou de uma exibição globalmente positiva, pelas recuperações e acelerações ofensivas, onde esteve particularmente activo. Já vi Herreras piores, bem piores..

< 71' Otávio (7): Menos exuberante e eficaz do que no jogo anterior, mas ainda assim o único capaz de ver as desmarcações dos companheiros e conseguir pôr-lhes a bola redondinha. Tem essas características (únicas no plantel ?) de que jamais NES poderia ter prescindido durante tanto tempo. Mas, para não destoar, tirou-o do jogo assim que o empate chegou. Brilhante. Afinal, já tinha marcado um golo e quem sabe se faria outro.

Brahimi (6): De regresso à equipa após uma injustiça de dois jogos, não foi capaz de pôr o seu jogo ao serviço da equipa. Sempre muito centrado em si mesmo, raras foram as vezes em que "meteu" o último passe em boas condições, acabando o jogo a desesperar com ele próprio. Já éramos dois, Yacine.

Soares (5): Não conseguiu marcar, apesar das oportunidades flagrantes de que dispôs. E isso tem sempre de marcar negativamente a exibição do suposto goleador da equipa, em especial quando o resultado final é um empate. Só luta não chega. Mesmo.

> 71' Corona (5): Não foi capaz de acrescentar nada à equipa, seguindo o modelo Brahimi de auto-atrapalhação com a bola. Já bastava um, digo eu.

> 76' André Silva (5): Entrou a frio, dispôs de uma oportunidade de cabeça mas não acertou na baliza. Melhores treinadores virão, André - aqui ou noutro lado melhor.

> 85' Rui Pedro (5): Nada a relevar, apesar das tentativas.

NES (1): Chega. Fim. Rua.





Outros Intervenientes:


Sou apreciador deste trabalho de Daniel Ramos no Marítimo, infelizmente desta vez tocou-nos levar com ele. Não que a sua equipa tivesse feito um grande jogo, aliás confesso que esperava mais, mas claramente foi suficiente para nos empatar, mesmo se com alguma sorte à mistura. Daquela que dá trabalho, já se sabe. Também já se sabe que não fica na Madeira na próxima época, pelo que possivelmente seguirá carreira noutro campeonato. Vou continuar a segui-lo. Da sua equipa, devo destacar as boas presenças em campo de Charles (boa surpresa), Raúl Silva (de quem nem sou grande fã), Fransérgio (porquito mas bom jogador) e claro, o imprestável Luís Martins, que se lesionou ainda antes de nos poder brindar com um dos seus famosos auto-golos. Que azar o nosso...

Tirando aquele autoritarismo inclinado que apareceu na fase final (pós-empate), típico de Jorge Sousa quando apita o Porto onde supostamente foi superdragão (permissão para rir à gargalhada), nada de relevante a apontar. Definitivamente, não foi por ele que não ganhámos. 



Não foi intencional, mas acabo por escrever este texto já depois do Rio Ave - benfica. Até parecia mal que não ganhassem um jogo decisivo graças à (não-)intervenção divina da arbitragem, onde mais um penálti escandaloso e uma expulsão ficaram por marcar em desfavor dos candeeiros. Apenas e só mais um episódio dos #sem-vergonha no país do faz-de-conta, nada mais.

Vou continuar a ver os jogos até final, nem saberia fazer diferente, mas a partir de agora já com o olhar centrado na avaliação do que foi a época, nas conclusões que se devem tirar e nas consequências para o que se segue.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




36 comentários:

  1. Pois, é maijómenos isso. Por essa ordem.

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    1. Claro que é por esta ordem, DoFa não resultaria tão bem :)

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  2. Caro Lápis,

    Partilho da mesma indignação expressa na sua nota Fá e creio até, que a mesma é sentida por todo o Universo Portista de adeptos e sócios, tão evidente foi o tamanho das vigarices que ajudaram o clube do regime a alcançar o tão almejado e inédito tetra da treta, assumido desde o início da Época como desígnio nacional, perante o impávido conformismo dos responsáveis do FC Porto. Certo é, que a horda vermelhusca e seus acólitos não deixarão de festejar a preceito, pouco ou nada se importando com a nossa indignação. As coisas são assim, questionando-me até e sem prejuízo do atrás exposto, se nós não teríamos a mesma atitude.

    Igualmente partilho da nota Dó, permitindo-me acrescentar alguma dose de responsabilidade aos jogadores, embora concorde consigo que tínhamos plantel para conquistar o Título, e dose grande de responsabilidade de quem dirige o FC Porto, afinal, o primeiro responsável de tudo o que de bom e menos bom acontece no Clube.

    Do jogo de Sábado, não tenho nada acrescentar tamanha desilusão e por ter sido mais do mesmo, uma manifesta falta de estofo.

    Um abraço e...

    FC PORTO SEMPRE

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    1. Caro Fernando

      Não duvido por um segundo que uma imensa maioria do nosso lado festejaria exactamente como eles, nas mesmas circunstâncias. Mas cada um sabe de si e da sua consciência, não é verdade?

      Eu não isento os jogadores de culpas, mas parece-me que são os menos culpados.

      Abraço

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    2. Caro Lápis, recebeu o meu segundo comentário só para sua leitura??!!

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  3. Apesar de toda a ajuda que o SLB teve, não nos devemos alhear das nossas próprias culpas. Falhamos sempre que tivemos a chance de passarmos ou igualarmos os encarnados e nem sempre por culpa do árbitro, Os árbitros não são responsáveis pelo futebol miserável que jogamos a época toda, os árbitros não são os responsáveis pela péssima e para mim surpreendente escolha feita por PC em NES. Os árbitros não são os responsáveis pela total falta de arte de NES em manter a mesma equipa em 2 dois jogos seguidos, Os árbitros não são os responsáveis pela total falta de coragem de NES. O grande culpado de mais uma época, a todos os níveis miserável é do nosso presidente, pois é este e só este que escolhe os treinadores, e nestes últimos anos só escolheu MERDA. Já que infelizmente não aparecem candidatos que possam mandar PC gozar a sua reforma onde bem entender, só resta uma solução, mandar já de imediato NES para a rua e desta vez, escolher um treinador a sério, que ponha uma equipa a jogar sempre para ganhar, sem medo de algum adversário, ou seja a jogar à PORTO.

    Valdemar Martins

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    1. Valdemar, creio que já tivemos esta troca de argumentos, mas não me custa repetir. Em nenhum momento me esqueci das falhas próprias, mas insisto e insistirei que mesmo com elas teríamos sido campeões, não fosse pelas arbitragens vergonhosas contra nós e em favor deles.

      Claro que NES só pode sair, não imagino sequer outro cenário. O presidente é o primeiro e último responsável, sempre, mas não tem culpa que não haja mais candidatos a liderar o clube.

      Enfim, aguardemos...

      Abraço

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  4. Bom dia,
    Concordo em parte com muita coisa que foi escrita... No entanto, a culpa nunca morre solteira. Claro que o NES tem a sua quota parte da culpa, mas a mesma tem de ser questionada à SAD do FCP e ao seu presidente, PdC. Afinal de contas, não foi ele que escolheu o treinador?
    Já não é a primeira, nem será a última vez que digo... enquanto este presidente lá andar... o Porto vai ganhar bolha... Deu muito ao clube? Sem dúvida... mas tudo tem um início e um fim... o fim dele já devia ter sido há muito... Pergunta: Se fosse um outro presidente a não ganhar nada nestes anos todos, o que seria? Já lá não estaria... e a claque SD seria a primeira a vir a terreno pedir a demissão da mesma... e isso não acontece neste momento porque eles andam a comer do mesmo prato onde o PdC come...

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    1. Eu referi no texto que o responsável primeiro é o actual líder do clube. Pelas más escolhas de treinadores e pela incapacidade para travar este andor salazarento.

      Mas de tudo o que lhe pode ser imputado, o facto de não ter concorrência só nos deve envergonhar a todos nós, sócios, mas não ao presidente. Era o que faltava ter de se demitir para os meninos ganharam tomates e sairem das tocas onde se escondem à espera que isto caia de podre, para depois fazer o assalto ao trono.
      O que nos falta mesmo é cultura democrática.

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  5. O principal responsável deste descalabro há já alguns anos tem um nome: Pinto da Costa! Infelizmente para o clube não sabe reconhecer a sua falta de capacidade atual e agarra-se ao poder como qualquer ditadorzeco de um país africano. É pena pois corre o risco de ficar conhecido na história do clube como aquele que tudo deu e tudo tirou. Quanto ao treinador se fosse uma pessoa vertical punha desde já o seu lugar à disposição tanta foi a incompetência demonstrada para o cargo. É impossível que quem manda o vá manter pois isso seria um insulto a todos nós que só por amor sofremos pelo clube. O Porto está acima de quem circunstancialmente o dirige.
    Quanto a este post só tenho de dar os parabéns pois é brilhante.

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    1. Sim Francisco, mas é o mesmo há mais de três décadas, grande parte das quais com imbatíveis e retumbantes sucessos. Insisto que o problema é nosso, dos sócios, e da nossa falta de cultura democrática. Estávamos habituados a que a mesma pessoa resolvesse sempre os problemas e esse tempo já passou. Não culpo o presidente por querer continuar, está no seu direito - culpo quem aspira a ser presidente e não dá o passo necessário, agora que o clube mais precisa.

      Sobre este treinador, já nem me apetece escrever. Estou à espera que anunciem a rescisão, nada mais.

      Abraço Portista

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  6. Aí está. Já cá tem as beatas dos costume a dizer que a culpa do Alex Telles ter concedido canto é do Pinto da Costa. Mas, vai aparecer um ainda mais inteligente que vai escrever que desde que o Alexandre é amigo do pai, não ganhamos nada. Apesar destes e de NES, temos de ganhar. Como? Jogando um pouquinho mais.

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    1. E como se joga um bocadinho mais? Com um treinador competente? E quem tem por responsabilidade contratar um? :-) Circulo que já foi virtuoso mas agora é vicioso e sem fim à vista.

      Por outro lado, um treinador competente pode não chegar (teria chegado este ano), porque se não anularmos esta pouca-vergonha os campos ficarão cada vez mais inclinados em nosso desfavor.

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    2. Com um treinador competente, forçosamente joga-se um pouquinho mais.
      Ajudava ter 2 bons jogadores, no meio campo, onde se ganham jogos. Colmatamos satisfatoriamente as laterais e gastamos milhões num sector, onde qualquer curioso da bola, vislumbra que o Rio Ave ou Marítimo, tem aí melhores elementos que os nossos.
      Era mais que suficiente.

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    3. Já se sabe que sim, mas a questão importante é saber por que se tem falhado tantas vezes na escolha de um que seja competente!

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    4. Mesmo nós, apenas pensando nos nomes, com orçamento ilimitado, quem escolheríamos?
      Com toda a certeza, mencionaríamos 3 ou 4 dos que são impossíveis de contratar.
      Pela minha parte, Marco Silva, ainda o acho um produto dos média, apenas.
      Dos que encaixavam, para o nosso futebol, já não há muito espaço de manobra.
      Temo que o único com capacidade, mas com imensos anti-corpos seja....mesmo esse! Não vejo grandes alternativas válidas.

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    5. Apesar do frenesim mediático dos últimos dias, não acredito que essa hipótese seja sequer plausível.

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  7. Esta época começou há um ano com J.Peseiro, lembram-se da pré-época, 6 jogos e pardais ao ninho ? Pois, tanto tempo e o Depoitre nem podia jogar com a Roma. Esse foi só o prenúncio duma catástrofe anunciada.

    Seguiu-se o Adriàn lopez na B e depois titular na Roma; o Brahimi vendido, encostado, sei lá, durante meia-epoca. Apenas e só o melhor jogador.

    Lápis, achad que o Porto merecia este campeonato? Em jogo jogado...foram os 3 fracos, mas com este NES... Deus me livre, seria milagre mesmo.

    O Porto já n tem os planteis de antigamente, faz muita falta um treinador. De jeito vá. Este é capaz de ser pior que o flop do selecionador espanhol ( e n morria de amores).

    Há que reformular quase tudo e parafraseando PC, n sei por onde vou, mas sei q n vou por aí.

    Vendam, aproveitem a B e tragam um treinador!!

    Soares 11

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    1. Soares, o que o Porto não merecia era ter sido tão prejudicado como foi. Já se sabe que candeia que vai à frente alumia duas vezes, o que neste caso significa um aumento progressivo da autoconfiança, que tantas vezes significa a diferença entre a bola entrar ou não. Se tivéssemos passado para a frente como seria suposto pelo jogo jogado (que mesmo sendo fraco, seria suficiente se os erros de arbitragem se equivalessem para todos), não tenho grandes dúvidas de que nos alimentaríamos de bónus, ao passo que os sem-vergonha se afundariam na desconfiança de quem sabe não ser a melhor equipa.

      Quanto ao resto, totalmente de acordo. Só não sei o que lhe diga em relação ao futuro próximo, porque mantendo-se a liderança, não vejo como se irá reinventar ao fim tantos anos a fazer da mesma maneira.

      Abraço Portista

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  8. Pedro Guerra disse mais ou menos a mesma coisa que alguns ditos portistas escrevem.
    A cartilha tem muitos apóstolos.

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    1. Viu o programa Lápis? Pedro Guerra não disse que o Porto estava a tratar muito mal esse excelente e jovem treinador? Que a culpa era da estrutura, da SAD e de Pinto da Costa.
      Também destratou Francisco J. Marques e Candido Costa, mas os cartilheiros omitem isso,... para já.

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    2. Desde o início da época que esse precário anda a dizer isso. Tal como muitos de nós, percebeu cedo a falta de competência de NES para lhes fazer frente.

      É um mentiroso compulsivo, capaz de dizer tudo e o seu contrário no momento seguinte. Um invertebrado puro. Só serve mesmo para divertir, qual bobo da corte. Pena não termos um Pôncio a representar-nos no programa, para o pôr em brasa todo o santo programa.

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    3. Pois, mas tem audiência e por incrivel que pareça, são mairitariamente os alegadamente portistas, que repetem, palavra por palavra o que aquela santola vocifera.

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    4. maioritariamente

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  9. Mais um empate, mais uma acha para a fogueira da festa do #paísdocolinho. A época está quase decidida e quase que podemos desde já fazer um balanço. Não me vou repetir nas palavras do Lápis nem dos restantes comentadores - o essencial já está dito aqui - mas vou antes perguntar uma coisa: como é que nós, adeptos, podemos obrigar a direcção a reinventar-se, a atacar onde for preciso (neste caso, minando as influências do benfica na Federação e na Liga), contratando com critério e vendendo com qualidade, sabendo que o nosso clube já não tem a influência que tinha há uns anos atrás?

    Qual será a solução que nós vamos arranjar para voltarmos rapidamente onde desejamos, isto é, aos títulos?

    Foi referido, e bem, que os sócios do Porto têm uma falta de cultura democrática. Nada mais acertado. Então, se não dermos a volta à falta de cultura democrática, como é que podemos obrigar a Direcção do clube a fazer mais e melhor?

    E, embora não gostando nada do discurso do NES, da falta de preparação psicológica que o NES impôs aos seus jogadores (e que muito jeito daria nos momentos decisivos), pergunto-me: trocarmos de treinador será solução?

    E quem poderia vir?

    O Marco Silva? Eu gosto do Marco Silva, mas no momento em que atravessamos, não seria um outro NES com outra roupagem e discurso?

    E com que linhas a nossa equipa se vai coser para o ano?

    Quem sai? Danilo e mais quem? Danilo, que é o nosso melhor jogador neste momento?

    Como vamos resolver o dossier Brahimi, visto que é um jogador que quer sair de qualquer maneira?

    Como vamos resolver problemas como o do André Silva, que está num momento em que pode ser tudo (um grande jogador) e não ser nada (um fiasco)?

    Como é que vamos motivar um plantel de jogadores que oscilam nos extremos do bom e do mau: Oliver, André André, Corona, Herrera (embora este ande mais no extremo do mau)?

    Como é que para o ano, se formos roubados (sim, o #paísdocolinho quer o penta e o hexa, não nos iludamos) vamos ser levados a sério? Como é que vamos evitar esta inclinação do campo?

    São questões que me preocupam. E ainda mais me preocupa quando temos adeptos que dizem que só estamos assim por culpa da equipa (que não joga nada, ou joga pouco). E o problema está aí: jogamos pouco, mas mesmo assim, ainda conseguimos perder à conta dos roubos dos árbitros! Porque se não houvessem erros, talvez ainda pudéssemos ter discutido o título de outra maneira.

    E eu não teria escrito este discurso a falar da época 2017/18, mas ainda estaria a falar da suposta possibilidade de sermos campeões este ano.

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    1. Caro Monteiro

      Com toda a sinceridade, já não acredito que esta direcção saiba, queira ou possa reinventar-se, pelo que a resposta à sua pergunta passa inevitavelmente por uma nova liderança. Por agora, nem candidatos há. O que podemos nós sócios fazer entretanto? Marcar presença massiva nas AGs e dar conta do descontentamento. Com a forço dos números, não há guarda pretoriana que resista ou intimide.

      A cultura democrática passa pela alternância do poder, algo de que abdicamos há muito tempo, porque Pinto da Costa nos dava tudo o que esperávamos de um líder. A culpa é "nossa". Quem lá está já não vai mudar nem entender que agora lhe queiram impor um estilo que nunca foi o seu.

      A questão do treinador é relevante e pertinente. Creio que não podemos mudar por mudar. NES já mostrou do que não é capaz, para mim não serve e deveria ser já sabido que não continua. Estamos em Maio, se demorar muito a contratação de um possível novo treinador, a época seguinte já estará preparada e quem vier pouco poderá alterar. Mas insisto, para vir outro NES, não vale a pena. É altura de apostar em alguém com provas dadas, os tempos não são para experiências.

      Quanto ao plantel, vamos aguardar. Não adianta muito conjecturar, porque é sabido que precisamos fazer uma tonelada de euros neste defeso e obviamente sairá quem tiver melhores propostas. Se pudesse, manteria Danilo acima de qualquer outro.

      A incapacidade para reverter este estado de coisas, este #colinho bafiento, é para mim uma falha tão grave como a má escolha de treinador. É preciso gente disposta e disponível para este combate que será sempre uma guerra suja até que tudo esteja limpo como se exige.

      Vamos falando ;-)

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  10. Monteiro, ter alguma influência nos orgãos de decisão, no poder politico, na justiça e nos meios de comunicação!?! Esqueça, nem daqui a 20 anos se mudaria alguma coisa.
    Só com um levantamento popular e teria de partir do Sporting, senão, os "primitivos" do Norte, seriam completamente dizimados. Eles montaram bem o negócio. Acabaram com tudo o que pudesse ser uma pedra na roda dentada.
    Só com um treinador competente, com eles no sítio e com jogadores a sério, lá vamos.
    Se pensam que podemos ganhar como eles ganham, estão completamente equivocados.

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    1. Acha mesmo? Experimente pôr cem mil portistas à porta da cidade do futebol...

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    2. São dizimados pela policia de choque, mesmo à paisana e acusados de terem o telemóvel ligado.:))
      Não faltarão comentadores nas televisões a enumerarem os crimes em que os manifestantes ocorreram. A lavagem cerebral já chegou a isso.

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  11. Caro Lápis, vamos lá ser claros.
    Isso da falta de cultura democrática quer dizer o quê, na verdade?
    É que eu já vi escrito por aí que Fernando Gomes...e tal...competência...astucia e...esse é que era.
    Eu pela minha parte, estou farto desses portuenses que amam o Norte, o Porto e que são portistas até ao tutano, como Fernando Gomes, Paulo Gonçalves, Jorge Gomes e as dezenas de outros que emigraram para Lisboa.
    Será que os portistas, portuenses esquecem fácilmente o que tem feito Fernando Gomes? Se há cólinho, árbitros corruptos (sim, corruptos para ser bem claro), Meirins na Disciplina, Apafs nas nomeações, Humbertos nas selecções, tudo mas tudo foi orquestrado por esse senhor.
    Não tenho dúvidas que a grande vitória dessa gente, seria disputar eleições ou orquestrar uma golpada para tomarem o poder no clube e acabarem o trabalho que iniciaram há tempos.
    O caro Lápis já se esqueceu do que esse traste tem feito? Eu não e tão cedo não esquecerei.

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    1. Quer dizer o que escrevi acima ao Monteiro. Achar normal e expectável que em cada eleição haja vários candidatos. Achar fundamental que quem lidera se explique sem subterfúgios nem fuga possível nos sítios próprios e a quem de direito.

      FG não me diz nada. Sempre disse que tem agenda própria e sonha com a UEFA e talvez até a FIFA. E lá chegará, ou bem perto. Não creio que tenha partido dele nada do que se passa hoje, acho sim que terá olhado para o lado muitas vezes, "delegando", para que mantivesse o fundamental apoio dos sem-vergonha. Honestamente, acho que se está perfeitamente a [obrar] para o Porto.

      Lá está, num clube habituado à democracia, nem se falaria em "assalto ao poder" ou "golpada", porque seria normal que os presidentes e direcções se sucedessem. É mesmo a isto que me refiro. Se noutros tempos poderia ser considerado secundário, hoje é a nossa única "salvação".

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  12. O bom senso levar-me-ia a estar completamente de acordo com o caro Lápis. Seria saudável se aparecessem candidatos crediveis, revitalizadores e com verdadeiros projectos.
    Infelizmente localizamo-nos numa zona, tipo Damasco. Constantemente bombardeada, armadilhada, sabotada, por inimigos figadais, externos e internos.
    Ao longo de 35 anos, não só resistimos, como prosperamos. Com um lider que enfrentou tudo e todos, até ao limite do que se julgava tolerável.
    Se o Lápis me conseguir apontar uma personagem verdadeiramente "patriota", com equivalente coragem, determinação, que seja capaz de formar uma equipa coesa para combater e vencer esses terroristas, então aí dar-lhe-ei completa razão.
    Aponte-me um vendedor de banha da cobra, um encantador de multidões, um populista profissional, um politico, um notável, um empresário, um novo rico à procura de reconhecimento social, com verdadeiro espírito de missão, coragem e capacidade para enfrentar tudo isso. Só um.

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    1. Esse síndrome de orfandade/ endeusamento de um homem é que nos tem impedido de gerar alternativas. Ninguém nega a imensa obra feita, merecedora de um novo colosso de Rhodes à porta do estádio, mas esse tempo já passou.

      Vamos ter de encontrar outras pessoas, a bem ou a mal, porque todos somos finitos. Seria importante ser a bem, porque a mal significa escolher sob pressão, ambiente perfeito para o aparecimento dos xaninhos desta vida, esses sim capazes de levar o Clube para profundezas inimagináveis.

      Não lhe vou citar nomes, mas tenha a certeza que não faltam Portistas capazes. Haja disposição e coragem para se dar o passo.

      Posso antes falar do perfil que me agrada: gestor com provas dadas fora do futebol, mais dado à razão do que à emoção da bola entrar ou não. Íntegro da cabeça aos pés, no entanto disposto a lutar nos cenários a que for obrigado, com as armas adequadas, para garantir que as competições são isentas e orientadas para a maximização do negócio como um todo. Uma espécie de Bruce Wayne, trocando o morcego pelo Dragão :-)

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