A Portista

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

A Portista


Em jeito de preparação para a leitura do que se segue, faça o caro leitor o favor de fechar os olhos por uns segundos e cantarolar mentalmente o Hino Nacional. Lálá lálaaá, lá lálá lálá láláláláá lá lá lálá...
Mantendo-o como música de fundo, coloque a mão direita sobre o coração azulebranco e avance sem precaução, cantando a plenos pulmões. Senhoras e senhoras, eis A Portista:


Heróis do VAR, padres podres
Jogos com vício
Tudo a cheirar mal
Demonstrai sexta de novo
O pior de Portugal

Entre os zurros da escória
Ó Dragão, ergue a tua voz
Que é a de todos nós
E há-de guiar-te à vitóoooria!

Às armas! Às armas!
Sobre a relva e no Azul Mar
Às armas! Às armas!
Pelo nosso Porto lutar
Contra os burlões, massacrar, massacrar!
 
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo! 

Às armas! Às armas!
Sobre a relva e no Azul Mar
Às armas! Às armas!
Pelo nosso Porto lutar
Contra os lampiões, ganhar, ganhar!


Muitos ficarão surpreendidos ao tomar conhecimento que a estrofe a preto pertence à versão completa d'A Portuguesa (actual hino português, composto por Alfredo Keil e escrito por Henrique Lopes de Mendonça) mas aplica-se tão bem ao nosso sentimento que não pude deixar de a incluir.

Sexta, é sem dó nem piedade. Dentro de campo e no apoio incessante e incondicional fora dele.

Conto com o nosso treinador, Sérgio Conceição, para fazer perceber a todos os jogadores, um por um, a importância de vencer categoricamente este jogo. Por tudo o que nos têm feito e por tudo o que somos.

Conto, igualmente, com o sentido de responsabilidade e a determinação de todos os jogadores, muitos deles já vítimas bem reais dos truques sabujos dos sem-vergonha, para que deixem no relvado do Dragão tudo o que têm e ainda um pouco mais.

Mas se detectarem um lampião perto de vós, não o maltratem, por favor. Limitem-se a ter pena dele. Somos diferentes e temos de o demonstrar uma vez mais.

Sexta, é com tudo para cima deles, c@r@lho!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




2 comentários:

  1. O Henrique ligou. Quer o poema dele de volta :)

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    1. É só mais um lampião centralista, ele que o venha cá buscar ;-)

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