Do Porto com Amor: Febre de Domingo à Tarde

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Febre de Domingo à Tarde


Bola ao centro, sai o Tondela. Esperem lá, se a bola é dos visitados, então fomos nós quem escolheu o campo, certo? E escolhemos jogar contra o Sol? WTF? Alguém achou que na segunda parte ia ser pior? Socorro... Alguém que ponha o estádio de quarentena, que a Febre Amarela está a contagiar toda a gente.


Dá-lhe que está de costas! Era tudo canela até à ponta dos cabelos...

É só um pormenor, mas foi uma espécie de preview para  a "contaminação" que se seguiu. A história deste jogo resume-se com rapidez: três ou quatro oportunidades soberanas para marcar desperdiçadas  (e uma evitada) no epílogo de hora e meia de apatia, sem ideias nem soluções - em estado aparentemente febril - contra uma equipa de caceteiros sem punição.

O onze voltou a ser vítima de revolução, devolvendo o formato "Guimarães" à equipa mas com variação nos protagonistas. Brahimi ganhou a titularidade (porquê?), tal como Rúben, e para o banco foram Óliver (porquê?) e Danilo. Salvou-se a ausência de Herrera...

Estamos perante mais um belo exemplar dessa nova "escola" de treinadores que são muito incentivos e julgam não haver limites no seu laboratório experimental mas que devem ter faltado a algumas das aulas essenciais. Creio até que vêem a sua criatividade à semelhança do próprio Universo, em permanente expansão. Só que não. A criatividade deve ficar reservada aos jogadores, devidamente enquadrada por um modelo de jogo e por rotinas: as tais que só se adquirem pela repetição. É bom ter alternativas e planos B e C, mas só depois de ter o A consolidado, pode ser ??

Em vez de se concentrar em descobrir como conseguir ganhar espaços através do desposicionamento dos defesas contrários e que os nossos recebam a bola de frente para a baliza, parece que NES prefere apostar no desenvolvimento de um novo modelo híbrido através de um enxerto de 4-4-2 no 4-3-3. Uma coisa assim assimétrica, mal fecundada e feia de ser ver. Talvez o mundo tenha perdido um génio da botânica, mas duvido que tenha ganho um génio da táctica. Adiante.

Quanto ao desperdício de oportunidades, em particular por André Silva, relembro o que afirmei antes do fecho do mercado, inclusivamente alertando ilustres companheiros de escrita pela euforia de ter (apenas) AS: "(o que eu não vi:) um avançado capaz de me tranquilizar quanto à sua capacidade actual de fazer muitos e variados golos. André Silva é uma grande aposta, coerente, acertada e para manter mas precisa de alguém mais maduro para lhe dar espaço para crescer". Não há milagres.

Nota final para a preocupante subserviência a que assisti no final do jogo, com Layún a ser obrigado (sem aspas) a ir dar explicações ao líder dos Super (grande apoio à equipa durante os 90 minutos), tendo Herrera por companhia, talvez como intérprete. Acho importante que os jogadores se preocupem com o sentimento dos adeptos, mas há limites, ontem claramente ultrapassados. Ou então sou só eu, que tenho pesadelos de o meu clube estar capturado por algum tipo de interesses paralelos. 


A perdida mais flagrante do jogo: era "só" tocar para o Adrian, senhores...


Notas DPcA 

Dia de jogo: 18/09/2016, 18h00, Estádio João Cardoso, CD Tondela - FC Porto (0-0). 


Casillas (7): Talvez o melhor da equipa, pela importância e acerto das suas intervenções. Exemplo perfeito de que às vezes menos é mais. Assim sim. Dá-se bem com os ares de Tondela, pronto.

Layún (6): Mais discreto e com menor acerto, cumpriu os mínimos sem dar nas vistas. 

Alex Telles (6): o.m.q. Layún... sort of. 

Felipe (5): Várias antecipações falhadas, uma delas salva apenas por Casillas, sobressaem numa exibição tremida. 

Boly (6): Estreia com altos e baixos. Bom toque de bola, passes bem medidos, dominador no jogo aéreo... E alguns lances perdidos em zona proibida. É preciso ver mais para formar uma primeira opinião. 

Rúben (7): Bom regresso do menino Porto, ainda que uma vez mais a seis. Ok, neste jogo aceita-se pela menor intensidade do adversário na sua zona de acção, mas desperdiça-se uma das suas melhores qualidades, o passe. 

André André (6): Melhor na segunda parte, tal como contra o Guimarães, mas com menor exuberância. Foi a tal formiga de trabalho, mas nem sempre esclarecido ou eficaz. Apenas suficiente, espero sempre mais de qualquer jogador do Porto. 

< 56' Brahimi (6): Regresso à titularidade sem nada ter feito por isso (talvez nos treinos...) e correspondeu, sem ser brilhante. Talvez a "fé" num monumento semelhante da época passada tenha inspirado Nuno a apostar nele de início, mas se a teve, cedo a perdeu. Saiu demasiado cedo, em minha opinião. Era mesmo Depoitre ou um médio quem estava a mais.

< 77Otávio (6): Foi o alvo principal dos carniceiros de Tondela e disso naturalmente se foi ressentindo com o passar dos minutos e o acumular das nódoas negras. Sempre muito envolvido no jogo, nem sempre esclarecido na altura de decidir. Saiu exausto.

André Silva (4): Duas perdidas gritantes aos 81' e aos 82' (na segunda tinha Adrian para encostar) serão sempre o resumo deste exibição esforçada mas com muito desacerto, não apenas na finalização mas também no auxílio da construção ofensiva e no baixar a cabeça até perder a bola. Até agora tem sido o abono de família, que ninguém se esqueça disso antes de sequer considerar assobiar. Nem da idade e currículo deste jovem prodígio. Arriba André, que melhores dias virão... Já a seguir!

< 69' Depoitre (5): Depois de alguns jogos a "crescer", segue-se agora o segundo com pouco de positivo para assinalar. Terá mesmo sido o pior desde que chegou. Ineficaz e inconsequente, se fosse russo seria o Soestrova... A rever (outra vez).

> 56' Óliver (6): Outra vez recuado e mais longe das zonas onde faz a diferença. Ainda assim, descobriu um espaço vazio de luxo para AS finalizar, entre outras acções com menor relevo ou acerto. Por favor não desperdicem o talento que têm à disposição.

> 69' Adrian (6): Não entrou mal, "ligou-se" rapidamente ao jogo e ajudou no assalto final. Foi pena não ter conseguido marcar na última oportunidade do jogo. Foi mesmo pena. Mesmo (mas surpresa seria se o tivesse feito).

> 77' Corona (6): Chegou tarde ao jogo, mas ainda a tempo para desequilibrar a defesa adversária. Não conseguiu arrancar aquele passe com açúcar que nem o AS de ontem conseguiria falhar, mas foi útil e uma boa aposta - e tardia.

Nuno Espírito Santo (4): Anda perdido o Nuno - nas suas dúvidas e hesitações. Se tivéssemos feito um golo a perspectiva seria diferente, mas a conclusão não. É verdade que tivemos oportunidades flagrantes para sair de Tondela com os 3 pontos e que nenhum treinador pode marcar golos, nem mesmo os "fáceis", mas a produção foi demasiado fraca contra o último classificado da Liga. É preciso fixar e treinar até à exaustão um modelo de jogo, aquele que Nuno entender ser o melhor tendo em consideração a matéria-prima que tem à sua disposição. Mas é preciso fazê-lo já. Outro resultado destes simplesmente não é admissível. Tic-tac, tic-tac...


Medo, muito medo...
 

Outros Intervenientes:


Petit é o estrume que todos sabemos (futebolisticamente falando, obviamente). Discípulo de Jaime Pacheco e cirurgicamente aprimorado na forja da impunidade do Estádio da Luz, passa todo o seu "don't know-how" para a horda que tem sob o seu comando. Há quem "calado seja um poeta", Petit numa mina de carvão seria um grande treinador. Pobre Pité.

Não há desculpa possível para a permissividade de Hugo Miguel perante a violência com que os caceteiros de Tondela nos fustigaram. Além do óbvio perigar da integridade física dos jogadores, haveria lugar a expulsões com o acumular de cartões, o que alteraria o jogo. Como exemplo, o bárbaro que tinha o 14 nas costas deveria ter deixado o jogo ao minuto 25. E como ele, outros. Ou é mau ou fá-lo de forma intencional e em nenhum dos cenários interessa à arbitragem. No lance que o DD hoje contesta, parece-me que a decisão foi boa. O fiscal de linha marcou offside e o árbitro assinalou a falta imediatamente anterior, porque o Porto não tinha beneficiado da vantagem do jogo prosseguir. Para compensar, não "viu" um agarrão claro a AS a menos de um metro da área, já nos descontos, de onde deveria ter resultado um cartão e um livre perigosíssimo. E mais isto, ainda na primeira parte. Outra jóia de uma exibição arbitral em jogos nossos, portanto.




Tivemos sorte com o desfecho do jogo que se seguiu, que atenuou o impacto deste empate-derrota. Não vi mais do que os últimos 20 minutos, mas nem por isso hesito em dar os parabéns a Capucho e companhia - é um grande resultado sob qualquer perspectiva. Ah, e a um tal de Gil Dias, lembram-se?

No entanto, não é provável que tal se repita, pelo que outro resultado destes simplesmente não é admissível. Regressamos à competição na próxima sexta, em casa contra o Boavista. Bilhetes para o jogo já de seguida.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor 





34 comentários:

  1. A foto é ilustrativa do tipo de jogador. Grita e cai, só com o bafo, sempre. E passa 90 minutos nisso.
    É chato admitir, mas o meio campo sem Herrera e Danilo, pura e simplesmente não existe.
    Brahimi bem tentou, mas precisava de jogadores que soubessem entender o futebol.
    Não jogou o Herrera, não jogou o Danilo, não jogou o Marcano, era de supor que esta fosse a sua equipa de sonho e ....era com o Tondela!!!
    Ok, a culpa é da SAD porque contratou Depoitre o próximo mártir para chegar a PC.

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    1. O Kostadinov quer expandir um pouco o seu comentario para dizer algo que tenha significado e se possa provar?
      Explique la o que quer dizer com "o meio-campo sem Herrera e Danilo nao existe" - o que e para si existir?
      Se existir significa evitar que os adversarios facam combinacoes e controlem a bola a entrar no nosso meio campo entao existiu.
      Se existir significa passar bolas para os extremos e avancados em condicoes que possam ficar perto de marcar, entao existiu.
      Se existir significa ajudar na circulacao de bola quando a equipa esta muito adiantada e o adversario usa um bloco baixo, entao existiu.

      E que eu gosto de ver opinioes suportadas por factos e por isso dizer simplesmente que o Danilo e o Herrera sao melhores do que os que la estavam ontem vale o mesmo que eu dizer que se eu estivesse la tinha marcado 3 golos...

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    2. Exactamente, eu estive lá e vi. Como vi os anteriores jogos dele, como o de Alvalade, em que até o bétinho Adrien foi mais jogador à Porto do que ele. Não pressiona, com a bola nos pés é uma lástima e não se percebe o que faz dentro do campo. Mas pronto, a culpa é do Herrera: do nosso Treinador, que demorou uma eternidade para fazer entrar o Oliver, com a agravante de ter tirado do jogo um dos melhores, e ter deixado essa nulidade em campo: e como de costume, do apitador, que permitiu que 10 petit's andassem para ali a distribuir lenha até que os membros lhe doessem ( e isso só começou a acontecer por volta dos 75/80 minutos). Assim não dá para jogar muito à bola, ainda por cima num campo com aquelas dimensões. É o nosso futebol.
      Duas notas positivas; A entrega da esmagadora maioria dos nossos jogadores, que nunca viraram a cara à luta ao festival de cacetada dos petit's; e ouviram-se muitas assobiadelas dos nossos adeptos que se deslocaram a Tondela, mas para quem de direito; os adversários e o apitador.
      P.S.- o episódio do Layun e do Herrera não foi como relatou, a história é outra, e está contada, mais coisa menos coisa, num dos comentários do post do Porto Universal, do Jorge Vassalo, relativo a este jogo.
      Saudações Portistas

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    3. Joaquim - eu nao percebi a quem se esta a referir quando diz que viu os anteriores jogos "dele", etc etc... pode esclarecer?

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    4. Certo.
      Ele nao e definitivamente o meu preferido, nao entraria no meu 11 ideal, nem provavelmente no meu 16 base:
      Casillas; Layun, Marcano, Boly, Telles; Ruben, Oliver, Otavio; Brahimi, Corona, Andre + Filipe, Maxi, Evandro, Diogo J, Adrian

      Mas percebo mais facilmente a inclusao dele no 11 do que Danilo ou Herrera.

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    5. @Kosta: no meu plantel falta um grande central (o tal que não veio) e um outro avançado goleador (que não é Depoitre). Dentro do que temos, Óliver seria titular e não foi. Teria jogado mais perto dos avançados e não jogou. E Danilo também pertence ao meu onze preferido por agora. André André não fez um grande jogo, mas não foi dos piores em minha opinião. De Herrera já nem falo.

      @Joaquim: eu estive em Tondela, como facilmente pode ver pela foto do golo falhado. Eu vi o que aconteceu no final, ainda que à distância. Se interpretei mal (e posso tê-lo feito), as minhas desculpas, nunca pretendi desinformar. Mas até prova em contrário, fico pela "minha" - e já agora, não vi nada no post do Jorge que mencionasse sequer a situação.

      Abraços Portistas

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    6. Caro Lápis,
      O episódio Herrera e Layun aparece relatado num comentário ao post, não no post.
      Eu não pensei sequer em desinformação, até porque considero muito o seu blog, que com mais 3 ou 4 da Bluegosfera, são para mim de leitura obrigatória.
      Só não concordamos no que diz respeito ao Herrera, mas isso são só diferenças de opinião. O que interessa é que não assobiamos os nossos, independentemente dos gostos particulares..
      Parabéns pelo blog.
      Abraços Portistas

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    7. Joaquim, agradeço a simpatia. Obviamente que cada Portista, cada amante de futebol tem as suas próprias preferências no que toca a jogadores e treinadores, nada de anormal, bem pelo contrário: é salutar, haja respeito e tolerância para com a divergência.

      Quanto ao triste incidente, já encontrei uma outra explicação, provavelmente a mesma a que se refere e deixe-me dizer que é ainda pior do eu pensava. É triste mesmo, mas enfim, nada de surpreendente. No entanto, mesmo nesta versão se mantém a "obrigação" de Layún ter ido (claramente a contragosto, depois do que lhe fizeram) ouvir as explicações do Madureira. O melhor é avançar, que a criança que ficou sem a camisola já deve ter chorado que chegue...

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    8. Falta o grande central, posso concordar. Mas onde está e quanto custa esse grande central? Se estiver a pensar um central do nível Hummels, esqueça, não só pelo custo como pelo resto. Apesar de tudo Felipe tem superado as minhas expectativas, que não eram muito elevadas.
      Avançado - Diga lá um nome, pois todos os clubes do mundo estão interessados. Não se pode é afirmar que o André Silva é isto, é aquilo, já é, e depois dizer-se que temos de ter um para o relegar para o banco e ter o mesmo trajecto que o Fábio Paim que era melhor que o ReiNaldo! Não lhe inchem demasiado o ego, porque o André tem potencial, mas tem de saber aproveitá-lo.

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    9. Onde está? Quem tem que responder é quem trabalha no futebol PROFISSIONAL do clube! Eu já dei os meus palpites, há vários meses atrás. Palpites de adepto, sem responsabilidade nas contratações. Mangala servia perfeitamente, mas há muitos outros mais baratos.

      Avançado, a mesma coisa. Que trabalhe quem recebe por isso. Mas tínhamos em casa o Gonçalo, sempre defendi que não vindo mais ninguém, deveria ter ficado. Sempre fazia número e dificilmente menos do que Depoitre. Mas o mais ajustado seria um avançado com muitos golos no registo, mesmo que sem grande nome. Para suportar os momentos menos bons do André, não para o substituir. Todos os jogadores têm períodos de menor acerto (excepto o Herrera), ainda mais quando são muito jovens como o AS.

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  2. Este Adrian ainda vai ser importante. Quer dizer, se voltar a jogar...Ajudava se lhe passassem a bola quando está sozinho a um metro da linha de golo, pois claro. Then again, já vi o Pena falhar assim...

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    1. Este foi provavelmente o melhor jogo (ou parte de) que eu vi do Adrian. Se isso quiser dizer que os problemas psicologicos estao mais ou menos passados, e se o NES perceber que ele faria uma melhor dupla com o Andre do que o Depoitre, pode realmente ser muito importante.

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    2. Tenho um amigo que diz o mesmo, mas não sei se acredita mesmo nisso...

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    3. Aqui concordo com o Pancas. Adrian, parece outro, já não é enfadonho e displicente dentro do campo. Não se pode é exigir que em 15 minutos, no desespero,que tenha a frieza e a calma necessária para finalizar como já mostrou ser capaz. O turbilhão que NES provoca de ser titular, reforço para decidir ou nem convocado ser, não é bom para o atleta, para a equipa nem para a empatia que tem de haver com os adeptos.

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  3. O pancas responde a tudo isso.
    "Se existir significa evitar que os adversarios facam combinacoes e controlem a bola a entrar no nosso meio campo entao existiu.
    Se existir significa passar bolas para os extremos e avancados em condicoes que possam ficar perto de marcar, entao existiu.
    Se existir significa ajudar na circulacao de bola quando a equipa esta muito adiantada e o adversario usa um bloco baixo, entao existiu."

    Como? Evitar que os adversário façam combinações....Os de Tondela nem sabem o que é isso, no entanto criaram a melhor oportunidade...

    Passar bolas para os extremos em condições que possam ficar perto de marcar?!!!! Que jogo é que viu?
    A unica oportunidade é na 1ª parte é criada pelo talento do Brahimi que dá para o André Silva para chutar de primeira e ele enfeita até perder angulo de remate
    Na 2ª parte só a partir dos 80 quando o Tondela se acantonou e nós tínhamos lá tudo, só faltando o guarda-redes dos B que parece ser o único a querer marcar golos.

    Se existiu tudo isso que diz, então fizemos uma grande exibição!
    Tondela, Sr. Pancas!!!Acredita mesmo naquilo que escreveu?
    Não basta ler a predominancia do cérebro sobre a força, é também preciso ver e não adulterar aquilo que se vê.

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    1. O Tondela criou uma oportunidade, atraves de um lancamento longe e que so se tornou oportunidade porque o Boly escorregou/desconcentrou-se/foi empurrado... E por causa dessa oportunidade voce acha que o tondela entrou como quer no nosso meio campo? Ou que o nosso meio campo nao esteve bem defensivamente?

      Voce equaciona "ficar em condicoes de marcar" com "oportunidade clara de golo". Se o nosso 6 faz passes que rasgam o meio campo adversario e deixam um dos nossos com caminho livre a frente para fazer um cruzamento decente ou se circula a bola curta junto a meia-lua e deixa para remate ou para passe de rotura, eu considero isso "por colegas em condicoes perto de marcar". Como e logico nao estou a espera que o 6 seja o principal municiador do ataque nem que seja o tipico protagonista da ultima bola que poe o avancado isolado na cara do GR. Mas se a escolha e entre "por colegas em condicoes perto de marcar" ou "passar a bola 3 metros ao lado para o colega que estiver mais perto" como o Danilo faz, eu prefiro de caras o Ruben.

      Eu nunca disse que fizemos uma grande ou sequer boa exibicao. Agora, o meio -campo esteve bem. Nao e culpa do meio campo que o Depoitre nao consiga fazer uma recepcao de bola ou que o Andre nao aproveite as 3-4 oportunidades claras que teve.

      Alias, basta pensar assim - se o Depoitre e o Andre tivessem marcado algumas das ocasioes que tiveram e o jogo tivesse acabado 3-0, o Kostadinov ja achava que o meio-campo tinha jogado bem?

      Ainda assim gostava de perceber o que, no seu entender, o Danilo e o Herrera contribuem tanto que neste jogo teriamos marcado (porque melhor defensivamente seria dificil ja que nao sofremos).

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    2. Creio que foi o Felipe que falhou a antecipação.

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    3. Pelo que escreveu, o Pancas disse com todas as letras que o meio campo esteve preticamente irrepreensível. Discordo completamente. Não criamos nada a não ser nos ultimos minutos e não foi só essa oportunidade do Tondela que menciona, foi também aquela falta infantil do Ruben Neves, que não deu golo por centímetros. Danilo liberta mais os restantes elementos do meio campo e Herrera é o médio que estica mais o jogo, sendo dos poucos que aparece em zonas de finalização, não deixando de cumprir nas restantes tarefas. Perfeito, não é, se o fosse já estava no F.C. do Porto desde os iniciados.

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    4. Nao ponha palavras na minha boca... eu disse que estiveram bem, nao disse que pareciam o Busquets o Xavi e o Iniesta....
      O que voce descreve sobre o Danilo e que ele parte a equipa a meio... ele fica tao atrasado que se criam grandes espacos na zona central do meio campo ofensivo o que forca os colegas a terem de preencher esse espaco em vez de terem mais liberdade... tudo depende da maneira que se ve, nao e?

      O Herrera estica muito o jogo, mas so para a frente, porque vir atras so a passo... E infelizmente "aparecer" nas zonas de finalizacao nao serve de muito se nao consegue receber uma bola, desmarcar-se quando nao deve e remata torto (claro que tantas vezes vai o cantaro a fonte...).

      Ao contrario do que possa pensar, o facto de que eu gosto do Ruben em vez do Danilo nao tem nada a ver com ser das camadas jovens ou nao. estou-me a cagar para isso. A maioria dos meus idolos do Porto nao vieram das camadas jovens e nem sequer eram portugueses...

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  4. Lapis,
    concordo com a grande maioria do seu post.
    Gostei de ver a nota "alta" ao Boly. Apesar do calafrio que nos fez passar, esteve em geral bem e gostei muito de ver um central a nao ter medo de avancar com a bola e a desiquilibrar. Bom velho tempo do Ricardo Carvalho que ia ate a area adversaria se o espaco tivesse la - e os adversarios nao sabiam o que fazer!

    Acho que o Depoitre merecia nota mais baixa - para mim o pior. Nao me lembro de uma situacao em que lhe tivessem passado a bola e ele nao a tivesse perdido, normalmente por controle deficiente da mesma...

    Para mim a grande pecha do NES e que em posicionamento ofensivo nao ha apoios, o jogador que tem a bola esta sempre isolado sem linhas de passe. Tal qual como Lopetegui. Isso treina-se!!!

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    1. Sou capaz de concordar quanto ao Depoitre, mas quis destacar o AS pelo impacto mais negativo que tiveram os seus desperdícios.

      Sem linhas e de costas para a baliza! É notório que na maior parte das vezes quem tem a bola não sabe bem o que fazer com ela, sobretudo os laterais.

      Treina-se, mas é preciso quem treine o treinador primeiro...

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  5. Sou dos que desonfia do André Silva. Domina a bola como o Pena (ou o Marega), de facto, e acho que com a idade que tem já não vai a tempo de aprender. A finalizar... Também! A idade não desculpa tudo... Será que não fizemos asneira?!

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    1. Bem, é caso para dizer que é uma raridade Nuno! Eu não desconfio nem por um segundo do AS, apenas sei que precisava de ter outro goleador, mais maduro, para lhe dar espaço para ter os seus momentos menos bons (como está agora a atravessar).

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    2. Concordo claramente que o Andre tem problemas na recepcao da bola. Nao acho que seja um problema terrivel, mas esta la. Agora ele tem de fazer a mesma coisa que outros dois PL que tem o mesmo problema - Diogo Costa e Luis Suarez - fazer o minimo de recepcoes possiveis e aprender a rematar ou passar de primeira...

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    3. O Luís Suárez tem.uma boa técnica de recepção.

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  6. "Bola ao centro, sai o Tondela. Esperem lá, se a bola é dos visitados, então fomos nós quem escolheu o campo, certo? E escolhemos jogar contra o Sol? WTF? Alguém achou que na segunda parte ia ser pior?"

    Já estava a pensar que tinha sido o único a ter reparado neste tremendo disparate... A braçadeira de capitão não pode - nem deve - ser entregue somente a quem simboliza o FC Porto. Há que exigir algo mais, e este algo mais é experiência pois este tipo de disparate nem nos iniciados se admite.

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    1. Juro que hesitei em escrever sobre o tema porque me pareceu tão ridículo que certamente há uma boa explicação para o sucedido - e continuo a acreditar que haverá, de facto, algo que escapa ao comum adepto.

      Concordo quanto à exigência que se tem de exigir a quem envergar a braçadeira, mas neste caso quem deveria ter a palavra principal seria Casillas. Terá sido ele a preferir assim?...

      Abraço

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    2. Caro Lápis,
      Eu estava a olhar para o Ruben na altura, e ele teve uma troca de olhares com o Casillas, à distância, e depois escolheu o campo. Também não percebi a escolha, mas foi isto que vi.
      Abraço

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    3. Pois, normalmente seria o GR a dar o veredicto neste tipo de situação. Agora, porque foi essa a escolha final, escapa-me por completo...

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  7. Lapis, pus este comentario noutro blog mas gostava de ouvir a sua opiniao como sei que aprecia muito o Danilo:

    Ocorreu-me agora mesmo a melhor forma de comparar o Danilo com o Ruben a jogar a 6.
    Para mim e o mesmo que a diferenca entre o Martins Indi ou o Layun a jogar a defesa esquerdo.
    Se se pensar que a unica funcao de um defesa esquerdo e de defender e dar a bola aos companheiros mais avancados para eles criarem jogo, entao provavelmente o Martins Indi e melhor, ja que defende mais, e mais forte e nao se deixa apanhar com espaco nas costas.
    A posicao 6 segue exactamente o mesmo raciocinio - ha quem (como nos anos 90) ache que um 6 so serve para destruir e deve jogar junto aos centrais, enquanto que os treinadores modernos vem o 6 muito mais criador e avancado no terreno (especialmente em equipas grandes).

    Por isso e so escolher...

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    1. A comparação é feliz porque, tal como o Layún, o Rúben defende mal. E defende mal por dois motivos: desposicionamento e falta de agressividade positiva (a que não mata mas mói).

      Já o Danilo é mais agressivo e possante, não hesita em fazer uso dessa sua vantagem natural, mas também sofre ainda de "mau posicionamento" em muitas situações, deixando a zona frontal desprotegida. Tem que evoluir nesse aspecto.

      Daqui já se deduz que eu acredito que num 4-3-3 como o que tipicamente temos é o 6 posicional que mantém a equipa equilibrada e a zona frontal protegida dos avanços dos médios adversários.

      Não implica isto que o "trinco" não saia dessa zona, como Fernando fez durante muito tempo. EU acho que tem que sair, seja para a frente, seja para os lados, mas é preciso que um outro médio lhe dê cobertura nessa posição. Ou seja, o 6 é o responsável pela zona e para a abandonar, tem que ser substituído. Vazia é que ela não pode ficar.

      Contra equipas mais pequenas, se a defesa estiver junto à linha do meio-campo, como é suposto, essa questão esbate-se um pouco na maior parte do tempo de jogo. Mas em situações defensivas, lances corridos ou de bola parada, aquela zona de terreno tem que ser proibida para o adversário - e só um 6 agressivo e com grande inteligência táctica o pode garantir.

      Eu não escolho entre Danilo e Rúben, porque não vejo o Rúben aí. Acho que podem jogar juntos. Mas se tiver apenas um, prefiro o Danilo parao meu tipo de 6. Noutros modelos de jogo, as coisas são diferentes (com dois pivots, por ex).

      Abraço

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    2. Eu admito que haja uma (pequena) diferenca em termos defensivos e que o Danilo possa ser melhor por ter mais forca, basicamente. Mas no meu pensamento de equipa grande que joga para ganhar pelo menos 80% dos jogos, da mesma maneira que escolho Layun, tambem escolho Ruben.

      Em termos de cobertura defensiva, e por isso que se deve ter bons centrais, que percebem quando se tem de avancar para encurtar o espaco entre linhas, e bons medios (nao se ve o Oliver varias vezes descer sem bola porque se abriu espaco?).

      Em termos de jogarem juntos, eu acho que o Ruben nao tem tecnica suficiente e mais ainda, nao tem criatividade suficiente para jogar mais a frente (pode, claro, da mesma maneira que o Andre2 e o Herrera podem, cumprindo basicamente mas nao fazendo nada de especial). Por isso e que acho que e entre ele e o Danilo para 6.

      Lembro-me sempre do que Guardiola disse sobre o Xabi Alonso em Munique: (parafraseando) "O Xabi e o pior defesa do mundo para andar a correr atras dos adversarios. Mas nos nao o trouxemos para isso. Nos queremos ter a bola o maximo de tempo possivel e e por isso que o queremos"

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