Do Porto com Amor: Caldeirada de Polvo

sábado, 7 de janeiro de 2017

Caldeirada de Polvo


Júlio Verne deve estar orgulhoso, onde quer que se encontre. Desde o infame jogo de Moreira de Cónegos que não se fala de outra coisa no lusopontapénachincha. Monstros, polvos, polvos monstruosos, autismo, Fontelas, Fontelas autista, idiotas, Vitória, Vitória idiota. Tudo personagens dignas de assombrar os pesadelos do seu capitão Nemo, a partir das profundezas dos mares ou de um qualquer esgoto.


Oito tentáculos é manifestamente pouco...


Finalmente, alguém de dentro do meu Clube resolveu que já chegava e começou a nomear o polvo e os seus tentáculos. Foi num Universo Porto - da bancada que começou, com seguimentos muito a propósito no Fórum TSF e no Dragões Diário de ontem - devo aliás dizer que pela primeira vez me revi por completo na publicação diária. Demorou umas centenas a lá chegar, mas chegou. É exactamente para isto que deve servir o DD, para desmascarar e denunciar tudo o que souber ou de que simplesmente desconfiar. Quem se destacou em todos estes "cenários" foi Francisco J. Marques, que parece finalmente ter percebido o caminho a trilhar, após um começo no clube "às aranhas": da minha parte, pazes feitas Francisco, vamos a eles!

Regressando ao cefalópode, finalmente alguém com (alguma) responsabilidade disse-o sem reservas: 

O polvo existe, foi criado por e serve os interesses de apenas uma entidade, o Benfica.


Já há vários anos que todos o sabiam, mas com a conivência descarada da imprensa e perante o incompreensível silêncio do Porto, foi passando mais ou menos despercebido, por entre os pingos da (falta de) vergonha e da vigarice.

Eu comecei este blogue por vários motivos, entre os quais a incontrolável necessidade de o denunciar. E assim continuarei, mesmo que um dia os dedos que teclam me possam doer.

A imagem é bem elucidativa, pelo que de polvos estamos conversados. Ah, não estamos não. Falta ainda dar-lhe um destino. Pessoalmente, gosto de polvo esquartejado, bem limpo, panado e acompanhado de arroz do mesmo. Este parece-me demasiado tóxico para sequer tentar cozinhar, pelo que só vejo um caminho: off with his head!... e lixo.

Manual Arbitragem FPF (candidatos a internacionais)
Mas dificilmente será assim. Pelo menos, no imediato. O polvo começou pequeno (excepto nas orelhas, que sempre foram extraordinárias), mas cresceu em areias e rochedos férteis, com os potenciais predadores a dormir ou a assobiar para o lado, pelo que hoje é um bicho de tamanho considerável. Acabar com ele não será coisa simples.

Além da dimensão (e também por causa dela), os efeitos que este octopus orelhudus já produziu são muitos e estendem-se bem para lá do infame Tri, mais falso do que Judas. Suspeito até que muitos desses efeitos sejam ainda desconhecidos ou estejam por produzir, só mais adiante se poderá perceber o seu real impacto. Três campeonatos e algumas taças já lá moram, mas há mais.

Certo, certo, é que depois de Moreira de Cónegos nada voltará a ser como dantes e que, considerando o despertar da ira e revolta de muitos adeptos, o mais certo é termos caldeirada de polvo não tarda nada. Não é preciso serem superdragões (nem convém que sejam, digo eu) a "incomodar" os árbitros vendidos, qualquer um de nós tem perfeita legitimidade e muita vontade (falo por mim) para o fazer. Pelo sim, pelo não, ando sempre com um frasquinho de pimenta no bolso, não se dê o caso de me cruzar com um dos senhores que parasitam um dos tentáculos do animal.

Mudando agora de animal, foi engraçado assistir ao resumo da conferência de Rui Vitória. Tão emproado que só pode ser um pavão, tão intelectualmente desonesto que talvez seja um burro, tão inchado que me faz lembrar um peru de Natal pronto a trinchar. Quem tiver estomago, que se dê ao trabalho de imaginar como poderia ser uma combinação das três espécies...

Eu só tenho isto para lhe dizer de volta: #euponhoemcausaomeritodobenfica



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E agora, um curto estágio (também conhecido por soneca), que daqui a nada são horas de abalar para Paços de Ferreira. Sim, porque hoje joga o Porto. Mais do que desejar que o árbitro passe despercebido, desejo que se assim não for, os nossos jogadores se façam dotar de um imprescindível autocontrole, para que não acabem a prejudicar a equipa neste e nos jogos seguintes.

Mas como nem só de erros alheios se faz o nosso sofrimento, tenho de deixar esta pergunta à consideração dos estimados leitores, uma vez que eu sozinho não consegui encontrar uma resposta satisfatória: 

Que raio de gestão é esta a de colocar três jogadores dispensáveis a treinar à parte, transformando-os em proscritos, retirando-lhes valor de mercado, com a misera justificação de querer encurtar o plantel?

É assim que se fortalece o espírito e a coesão do grupo, quando qualquer um fica a pensar que o próximo pode ser ele?
É assim que se acautela a evolução de um bom valor Portista como é Sérgio Oliveira?
É assim que se pretende tentar enganar algum incauto para que leve Adrian de vez?

A sério, alguém menos lerdo do que eu faça o favor de me explicar.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




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