Do Porto com Amor: Dia de jogo: FC Porto - SSC Napoli (0-0)

domingo, 9 de agosto de 2015

Dia de jogo: FC Porto - SSC Napoli (0-0)


E pronto, finalmente matamos as saudades do Dragão (e ele as nossas).

Numa apresentação morna, semelhante a tantas outras, destaque para os dados mais curiosos registados pelo meu aplausómetro:
  • Helton, o mais aplaudido (sim, esse bandido que dá entrevistas nefastas); bem secundado por Casillas, Rúben Neves e André André
  • Aplausos salpicados de assobios para Maxi e Alex (vá-se lá perceber porquê) 
  • Saudação calorosa mas apenas q.b. a Osvaldo, como que a dizer-lhe "tens que provar que mereces usar esta camisola

Quanto ao jogo, o verdadeiro motivo que me leva (sempre) ao estádio, pode-se resumir como mais do mesmo, mas um pouco melhor.

Uma primeira parte entretida (com a boa ajuda do Nápoles, o adversário que mais suou e nos fez suar nesta pré-época), com circulação de bola fluída e variada até ao último terço (sai de mim, Freitas Lobo!), onde continuamos sem grandes soluções para chegar com frequência e em posição de marcar à baliza adversária.

Iker muito tranquilo a jogar com os pés, uma defesa relativamente certinha e com boa entreajuda quando algo (ou alguém) falhava e Cissokho a dizer que vem para lutar pela titularidade (se não lhe for oferecida por força das circunstâncias).

Rúben bem na ajuda à defesa e ainda melhor no início da construção (in)ofensiva, sempre de cabeça levantada a procurar quem estava em melhor posição para receber. Imbula a apoiar o "menino" e a ganhar muitos metros com a bola nos pés, ainda que várias vezes tenha ido longe de mais nesse esforço (algo que rapidamente corrigirá, estou seguro).

Depois, a coisa complica-se. Herrera esteva já bem melhor do que no jogo anterior, mas não é o jogador de que precisamos naquela zona... acaba por ser redundante com a presença do francês, porque ambos são jogadores de progredir com a bola mas nenhum parece ter o dom de fazer jogar a equipa, descobrindo o buraco da agulha para meter a bola e conseguindo metê-la no sítio desejado à hora certa. Algo que se fez sentir ainda mais com a saída precoce de Brahimi (por lesão, espero que nada de prolongado), que nos jogos anteriores tinha sido o desbloqueador-mor do nosso jogo atacante.

Tello, que entrou para o seu lugar, voltar a dar indicações que é um slow starter a cada temporada que se inicía. Do outro lado, o regressado Varela foi exactamente o que dele me lembrava, alternando bons dribles e combinações com cruzamento inócuos e perdas de bola escusadas. Aboubakar tentou mais uma vez ajudar os companheiros a subir e depois procurou as zonas de finalização, mas quase sempre sem sucesso.

Continua a faltar velocidade de circulação (damos tempo ao adversário para se deslocar para o lado da bola), a procura do espaço vazio de desmarcação e objectividade quando já nas imediações da grande área adversária. É o "modelo" de jogo do treinador da época passada, mas com novos jogadores que ainda não tem as mesmas rotinas.

Na segunda metade, com as primeiras alterações, a equipa perdeu a sintonia e foi tudo mais em esforço e à custa do talento e inteligência de cada jogador do que assente no plano de jogo. É normal. Ainda assim, destaque para André André, que retribui a ovação com que foi recebido com uma exibição de bastante garra e alguma clarividência. E também para Bueno, por dois motivos: primeiro, porque já me demonstrou que pode "fazer de" organizador de jogo, mesmo não sendo um; tem boa noção do posicionamento dos companheiros e executa rápido e bem o passe para o sítio certo. O segundo, porque também deixou claro que não pode ser um ala em 4-3-3, porque deriva para dentro e defensivamente não tem rotinas de acompanhamento do lateral adversário. É certo que tudo isto pode ser melhorado com trabalho, mas normalmente cada um é para o que nasce. Momento ideal para me referir a Ricardo, que ainda outra vez, gritou bem alto que não é defesa lateral mas sim um potencial bom extremo. Osvaldo não teve ainda condições para mostrar nada, como seria de esperar.

Fiquei surpreendido pela não-entrada no jogo de Evandro, mas não sei ainda o que poderá significar (a de André Silva é perfeitamente normal). Mas não pela nem-apresentação de Adrián, apenas desejo que o negócio seja bom e suerte.


Agora, venha de lá esse campeonato! É já no próximo sábado com o V. Guimarães e já estamos a oferecer dois bilhetes!



9 comentários:

  1. Bueno mais assertivo que Quintero, Tello e Hernani centram como Quaresma nunca seria capaz. Guardiões Lopeteguistas exultam com a máquina de jogar futebol em que nos transformamos. Todos os novos já estão entrosados na lentidão, falta de objectividade, inoperância. Maxi e Imbula, já "travam" com travões de disco ventilados, para jogarem o futebol pastelão de Lopetegui. A lopetegada feita a Evandro e André Silva, é um remake daquilo que Lopetegui é capaz. Graças a Deus por alguém dentro da estrura se ter imposto em relação a Adrian. Agora só falta a Sara Carbonero ter o tal programa no Porto Canal para os Lopeteguistas ficarem eufóricos com o rumo tomado.

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  2. Herrera não pode nem deve jogar nem sei como ainda não foi vendido..., Danilo tem de ser titular pois Ruben Neves ainda me parece um pouco "soft" a defender, gostei de Bueno e dos restantes jogadores. De resto mais do mesmo da época passada parece que este treinador pura e simplesmente não aprende espero estar enganado mas lá vamos nós ver o FCP a dominar e a não marcar golos.

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    1. Eu também espero... E Herrera é o fetiche do treinador, só deve sair perante uma proposta muito boa

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  3. O Porto tem de ser o principal candidato ao título. Só clubes da dimensão do Manchester City, Real Madrid, Manchester United, etc, é que podem esbanjar dinheiro como o Porto fez com o Adrian Lopez.
    Mas desconfio que o Adrian ainda vai dar lucro, num daqueles negócios que a compreensão do comum dos mortais não atinge.

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    1. Nem com uma raríssima supertaça para festejar deixa de pensar no custo do pobre Adrián... Não me diga que é o "típico" português que torce pelo seu clube e por um grande também...

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    2. "Não me diga que é o "típico" português que torce pelo seu clube e por um grande também..."

      Essa é maior que o Octávio Machado, loooool.

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  4. Esse negócio de dificil compreensão Verde Protector, só pode ser trocar Adrian por 30.000 espanhóis com lugar cativo no Dragão. Assim Lopetegui terá aplusos e os mimos que gosta, porque a paciência dos sócios portistas já atingiu os limites.

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    1. Fé homem, fé! Todos merecemos uma segunda oportunidade (e mesmo que não, agora já está feito)

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