cartão de sócio
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O meu novo B.I.


Recebi há dias o novo cartão de sócio, sobre o qual já tinha lido e ouvido várias queixas relativas à sua plasticidade e design.

Já se sabe que nunca se consegue agradar a todos, ainda mais quando se trata de uma componente tão íntima e subjectiva como o sentido estético de cada um, mas o volume e o tom das queixas levou-me a supor que talvez se justificasse uma rebelião com forquilhas e tochas.

Agora que já o tenho e após ter igualmente visto o cartão normal (azul) e o dourado (50 anos) - infelizmente, (já) não conheço quem tenha o platina -, estou finalmente em condições de partilhar as minhas impressões.




As primeiras, quando abri o envelope:

- Oh, não é azul...

- Ah, é por já ter mais de 25 anos de sócio, boa!

- Oh, já tenho assim tantos anos?... (não, não sou sócio desde que nasci...)

- Ah, não faz mal, o que interessa é que ainda cá estou!

- Oh, mas já andei mais de metade do caminho...

- Ah!

- Oh...

...


No dia seguinte, ao passar por ele na consola da entrada (nem XBOX One, nem PS4, é mesmo um móvel):

- É bonito!

- Mas demasiado simplista...

- Antes clean do que atafulhado de bonecada!

- Mas podia ter ali mais qualquer coisa, um dragão, sei lá...

- Para parecer do clube de fãs do Dragon Ball Z, não?!

...


Uns dias depois, quando já se podia cheirar a sua temida orfandade e finalmente o acolhi e o coloquei junto ao coração (onde normalmente anda a carteira, caramba!):

- Tudo o que encerras em ti é infinitamente mais relevante do que a tua aparência (tens sorte de não ser gaja). Não és perfeito, mas és o meu!
...


Efectivamente, este pedaço rectangular de plástico é de todos o que melhor me define e me dá o maior sentido de pertença a uma irmandade que, no seu essencial, comunga dos mesmos valores, e portanto muito superior a qualquer outro pedaço rectangular (incluindo o BI/CC). 

Quando não a complicamos, a vida é realmente simples, não é?



Do Porto com Amor