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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Adivinha Quem Voltou (Yooo)


Faltava ainda uma hora para começar o jogo contra o Rio Ave e já estávamos a ganhar. Impossível? Not really, quando se trata de um treinador abraçar essa condição na sua plenitude: assumir os erros e tratar de os corrigir, quando finalmente já só ele não os queria reconhecer.

#AMINHATAMBÉM (Foto de Vítor Parente / Kapta+)

Aos meus olhos, Sérgio Conceição cresceu mais um pouco como treinador. Devolver Iker à titularidade foi um acto de justiça mas também de humildade. Não esperaria que o reconhecesse tal e qual, porque deve preservar-se dos abutres esfomeados que o rodeiam, disfarçados de pombas da paz, mas o acto falou por si e mais alto do que qualquer conjunto circunstancial de palavras.

E foi assim que entrámos em campo, com confiança renovada no que à segurança entre os postes diz respeito. Parecendo que não, é um excelente ponto de partida para os companheiros se sintam mais à vontade para tentar todo o tipo de "truques especiais", mais adiante no terreno de jogo. Coincidência ou não, ao segundo minuto já vencíamos.

Todo o jogo foi uma sequência mais ou menos lógica, no que à evolução do marcador diz respeito. Corajosamente fiel à sua filosofia, o Rio Ave de Miguel Cardoso voltou a apresentar-se no Dragão igual a si próprio, apenas focado em jogar o seu futebol, sem receio do peso dos números que pudessem castigar a ousadia. 

Não vou ser hipócrita e escrever que assim é que é bonito - e é! - porque eu, treinador do Rio Ave, não me atreveria a fazê-lo. Não por receio, mas por pensar que a defender (um bocadinho mais do que o "meu" normal) teria mais hipóteses de conseguir um resultado positivo. Para ser claro: admiro a postura e lamento que não haja mais quem o faça, mas não o faria. Bastard me...

Em todo o caso, neste cenário em concreto, duvido que, qualquer que fosse a estratégia, tivesse produzido outra distribuição de pontos ou até um menor volume no marcador. Porquê? Porque do outro lado estava um dragão ferido e furioso com isso. Havia que reparar os (irreparáveis?!) danos da derrota com o Liverpool.

Ficou claro que todos os jogadores estavam imbuídos desse espírito de missão, rescue workers a procurar resgatar tudo o que ainda fosse possível salvar do monte de escombros em que se havia transformado o seu próprio quartel-general.

Com um achado valioso logo no início das buscas, pelos pés de Sérgio Oliveira, a moral das tropas elevou-se e todos pareciam convencidos de que havia ali muito mais para encontrar. A operação de busca e salvamento foi interessante e agradável de assistir, fluindo com uma certa naturalidade (ou até inevitabilidade), tal a sequência "lógica" dos eventos.

Ao fim da tarde (que bom que é ver jogos no Dragão ao fim da tarde), liderança recuperada e desinfectada, após algumas horas em mãos sujas, e o povo voltou descansado para casa: descontando o marco histórico negro, nada se perdeu, apenas se transformou. E não foi para pior. Seguimos intactos rumo ao objectivo principal. Let's go!




Notas DPcA 


Dia de jogo: 18/02/2018, 18h00, Estádio do Dragão, FC Porto - Rio Ave FC (5-0)


Iker (6): Ei-lo que regressa ao lugar de onde nunca deveria ter saído, com a tranquilidade normal de quem tem a bagagem que ele tem. Que seja para ficar até ao fim e em grande estilo.

Maxi (6): O "velhinho" ainda mexe (sobretudo se mexerem com ele) e ontem substitui sem perdas assinaláveis o seu mais jovem concorrente ao lugar.

< 81' Alex Telles (8): O senhor assistências voltou ao seu elevado nível normal e, claro, às assistências. Trabalhinho feito, teve finalmente a oportunidade de ir descansar um pouco mais cedo. Será um caso muito bicudo com que a SAD terá de lidar no verão... 

Marcano (7): Teve muito mais trabalho do que o resultado sugere, precisamente porque o adversário quis jogar futebol durante todos os noventa minutos. Fê-lo bem feito.

Felipe (7): Ipsis verbis Marcano. 

Sérgio Oliveira (7): Foi o primeiro a apaziguar os espíritos ansiosos pós-Liverpool, logo na aurora do jogo, e isso foi fundamental para tudo o que se seguiu. Depois, não esteve particularmente inspirado, mas foi importante na manobra da equipa, denotando mais dificuldades em termos do posicionamento defensivo.

Herrera (6): Não atrapalhou muito, apesar de ter andado o jogo todo a suplicar por um amarelo. Bem bom.

< 80' Corona (7): Muito boa primeira parte, pela intensidade e qualidade do seu trabalho. Na segunda ainda deu alguma sequência, mas foi extinguindo até à habitual substituição.

Brahimi (6): Nem um resultado gordo como este permite disfarçar o mau período de forma que agora atravessa, em especial quando se trata de decidir como definir as jogadas. Mesmo assim, esteve sempre muito envolvido no jogo da equipa e globalmente foi uma exibição positiva. O problema é que dele se espera sempre mais do que um simples "positivo".

Marega (7): Também está a meio-gás, certamente como resultado do grande desgaste a que foi sujeito desde o início da temporada. Ainda assim, esteve directamente envolvido em dois golos, marcando um e "assistindo" no outro, o que significa que a "produtividade" se manteve muito elevada.

Foto de Vítor Parente / Kapta+

< 85' Melhor em Campo Soares (8): Até nem foi o seu melhor jogo, mas marcou dois dos cinco golos e isso, num desafio em que ninguém se destacou com grande relevo face aos demais, acabou por ser decisivo na atribuição da distinção. O que realmente importa é que está a assumir a ausência de Abou com grande capacidade e sem que a equipa se ressinta da ausência do camaronês.

> 72' Óliver (7): Talvez a sua melhor entrada a partir do banco da temporada, muito escorreito e esclarecido nas decisões e execuções. Fica a dúvida se só o consegue fazer quando o jogo já está resolvido a nosso favor...

> 74' Diogo Dalot (6): Pode não ter sido a dos seus sonhos, mas foi a estreia onde sempre sonhou. À pressão normal dessa estreia, ainda lhe acrescentaram ter de a fazer no lado oposto àquele onde conquistou a fama que o trouxe até esta premier. Por muito que digam que está a jogar bem à esquerda na B, o seu lado é o direito e deve ser nele que deve ter as oportunidades. Ontem foi necessário dar descanso a Telles, percebe-se, mas o futuro deverá ser mais justo para com Dalot. 

> 80' Hernáni (6): Boa entrada também, estando directamente envolvido no último golo do jogo. Sobra a mesma pergunta feita sobre Oli.

Sérgio Conceição (8): Resumo "tudo" a dois pontos fulcrais: 1) Conseguiu devolver a equipa às vitórias, em estilo e com grande reboost de confiança e 2) Devolveu justamente a Casillas a titularidade que injustamente lhe tinha retirado. Para mim, é mais do que suficiente para lhe tecer um rasgado elogio.

A Estreia (foto Vítor Parente / Kapta+)



Outros Intervenientes:



O Rio Ave de Miguel Cardoso voltou a defraudar as expectativas dos muitos milhões de melões portugueses, ao apresentar-se igual ao que sempre é para defrontar o Porto. Foi traído por um golo madrugador e pela "raiva" acumulada do adversário, mas nem assim mudou para o plano B. Concorde-se ou não, é de admirar. Geraldes teve espaço para mostrar alguma da sua qualidade e Pelé voltou a "gritar" bem alto que deveria ter sido trazido agora em Janeiro para colmatar a ausência de Danilo.


Muito assobiado por fantasmas de "natais" passados, o mau do Xistra até nem esteve assim tão mal. O que mais se notou foi mesmo a sua fraca qualidade técnica e de condução de indivíduos, de resto não me apercebi de nenhum dano crítico para a verdade do jogo. Aceito o "apenas amarelo" a Tarantini mas mais adiante deveria ter visto o segundo amarelo. Do nosso lado, Herrera fez demasiadas faltas para sair do campo sem advertência. 




Está atirada para as nossas costas a derrota com o Liverpool, agora falta aquele small step em tempo de jogo, mas gigante para a conquista do campeonato: em 45 minutos, dar a volta ao resultado no Estoril. Só isso interessa. Vamos lá, carago!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Onde Está a Bola? #61 & #62


Com o pensamento da equipa ainda totalmente direccionado para Chaves (so we hope), é o momento certo para antecipar o futuro próximo e seguinte a esse desafio. Liverpool e Rio Ave serão os convidados de honra do Dragão e nada como uma edição dupla do Onde Está a Bola? (OEaB?) para adiantar os preparativos.

Vamos então aos desafios...


OEaB? #61 - Liverpool

Respostas possíveis #61 (Liverpool):

A - Bola Azul
B - Bola Verde
C - Bola Laranja
D - Bola Castanha
E - Não há Nenhuma bola escondida



OEaB? #62 - Rio Ave


Respostas possíveis #62 (Rio Ave):

A - Bola Azul
B - Bola Púrpura
C - Bola Laranja
D - Bola Verde
E - Não há Nenhuma bola escondida



Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:


1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória. Pode obviamente concorrer a ambos os passatempos, se assim o desejar.

Exemplo: "#01: A - Amarela; #02: D - Verde"

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo, acompanhadas da resposta à pergunta "Como foi a sua ida ao Estádio?" (duas frases bastam, desde que venham do fundo da Alma Portista...);

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #61 deste passatempo termina às 22h00 de 12 de Fevereiro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 13h00 de dia 13. A edição #62 deste passatempo termina às 23h00 de 15 de Fevereiro e o vencedor terá de reclamar o seu prémio até às 12h00 de dia 16.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio).

9 - A edição especial anual do passatempo tem um novo critério: o da melhor selfie. Todos os vencedores de edições anteriores ficarão automaticamente habilitados. Mas não só: todos os concorrentes de todas as edições podem participar, desde que também enviem as suas selfies no Dragão em dia de jogo (email para envio das fotos: lapisazulebranco@gmail.com )

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio de Portistas! 


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Para encerrar em beleza, vamos espreitar o que se passou na edição #60.


#60 - Braga

 

Resposta certa: E - Não há nenhuma bola

 

Vencedor: Joaquim Costa!



Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada (agora sim :-)).



Agora, os habilitados ao sorteio e respectivo vencedor.



Por fim, a compilação das fotos enviadas pelo Joaquim, onde se destaca o seu filho Bruno, que o acompanhou ao Dragão:


"Ambiente incrível, como já é habitual quando o FC Porto joga, especialmente no Dragão. 

Os adeptos a empurrarem a equipa para o golo durante os 90 minutos... Fomos um Super Porto e vencemos, mesmo jogando contra 2 equipas! 

Muito obrigado pela oportunidade de poder estar presente neste memorável jogo!"


Bamoooooos!


 
Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Vislumbre dum Futebol de Outros Tempos


Bons tempos, diga-se. Em que o jogo se jogava ainda quase somente pelo prazer de jogar, pelo amor à camisola e para gáudio de todos os que assistiam, ali, à volta daquele rectângulo mágico.

Foto Catarina Morais/Kapta+ / Edição DPcA

Os bravos do Rio Ave FC acharam por bem vir ao Dragão presentear quem tem saudades desse futebol, mesmo (ou sobretudo) os que nunca o chegaram a conhecer. O flamboyant Miguel Cardoso jura ser fiel a essa maneira romântica de ver o futebol e ontem mostrou ser homem de palavra.

Bola sempre no pé, venha quem vier na pressão. Porque haverá sempre alguém a quem passar a bola, redondinha (só que não...). Defesa subida, winbgacks abertos - porque era nisso que se transformavam, com o recuo de Pelé e/ou Tarantini para junto dos dois centrais - e bola para a frente, sempre de pé para pé, rumo ao el dorado.

E de prenda em prenda, os moços de Vila do Conde acabaram por exagerar um bocadinho, oferecendo-nos o primeiro golo numa bandeja reluzente. Quem agradeceu foi Tiquinho Soares, que assim se redimiu do que lhe acontecera minutos antes: desperdiçar um golo aparentemente impossível de falhar. 

Quem antecipou magistralmente a postura do Rio Ave foi o nosso homem do leme, Sérgio Conceição, que ordenou uma pressão altíssima, logo na primeira saída de bola. Pressionados, surgiram os erros e as tais perdas de bola em zonas proibidas que nos souberam como prendinhas antecipadas da quadra.

Tudo somado, a primeira parte resultou em quarenta e cinco minutos de futebol como já não tinha memória. Se ao intervalo o resultado era um normal 2-0, tal ficou-se a dever exclusivamente à nossa terrível timidez em aceitar as oferendas adversárias... e dos companheiros de equipa. Soares, Marega, Brahimi, Herrera, todos se mostraram demasiado agradecidos e deslumbrados, acabando por errar na hora da decisão final. Caso contrário, o resultado poderia ser um histórico 5-0 ou 6-0 em apenas meio jogo. Ou vá, 6-1, para sermos justos. 

Tanto romantismo terá acabado por "enjoar" o treinador vila-condense, que no balneário rectificou posicionamentos e sobretudo as formas de sair a jogar, optando por um conservadorismo menos vistoso mas bem mais seguro. Do nosso lado, tirando o desperdício na reabertura (de novo por Tiquinho), houve também menos entusiasmo e mais gestão, feita uns metros mais atrás. 

Não foi a acção ideal, porque 2-0 é um resultado que não garante coisa nenhuma, mas o jogo lá se foi passando. Chegou então o tempo das substituições - as do costume, give or take - e consequente redução da "ligação" colectiva. Foi já a acabar que Abou picou o ponto, convertendo de forma algo displicente uma grande penalidade cometida sobre o próprio.

Pese o menor fulgor do segundo tempo, é um jogo que perdurará na (minha) memória, pela "pureza" dos primeiros 45 minutos. Uma bela prenda natalícia dos nossos amigos das Caxinas e arredores; Bom Natal para vocês também!




Notas DPcA 


Dia de jogo: 21/12/2017, 21h15, Estádio do Dragão, FC Porto - Rio Ave FC (3-0)


Nota (7): Telles, Ricardo, Herrera, Brahimi (<70'), Marega

Nota (6): Iker, Felipe, Marcano, Corona (<80'), Aboubakar (>63')

Nota (5): Layún (> 80'), André André (>70')

80' Danilo (4): Estava a fazer um jogo positivo, mesmo sem ser exuberante, mas perdeu a cabeça sem que (aparentemente) nada o justificasse. Não que tenha agredido alguém ou sequer dirigido um insulto, mas o gesto foi interpretado como desrespeitoso e eu aceito a decisão. A rever, para não mais repetir.

<63' Soares (7): Muito bom regresso em pleno à titularidade, demonstrando de novo aquela garra e fome de bola que o faz correr quilómetros atrás dela. É certo que depois paga a factura, perdendo frescura e com isso, discernimento. Mas dá gosto vê-lo morder os calcanhares aos adversários e - mais importante - resultou muito bem para o que a equipa pretendia. Só pecou mesmo foi no tremendo desperdício, mas, enfim, o jogo deu para acomodar tudo e mais alguma coisa...


Sérgio Conceição (8): Muito boa leitura de como o jogo haveria de ser, apanhando o adversário completamente desprevenido e retirando-lhe o discernimento durante quase todo o primeiro tempo. Como se não bastasse, assumiu finalmente que esta competição é para ganhar e depois traduziu as palavras em actos. Há dias em que tudo parece correr de feição, mas convém fazer por isso. Bravo, Sérgio, bravo.


Outros Intervenientes:



Agradeço com sinceridade a Miguel Cardoso por ter ajudado decisivamente a que aquela primeira parte fosse possível. A sério, do fundo do coração. Como alguém escreveu ontem, se se conseguir manter fiel a esta forma de jogar, pode ser um caso sério num grande... se lá chegar.

Quanto a jogadores, é difícil destacar uns sobre outros porque o jogo não saiu bem à equipa, mas talvez Geraldes, Novais, e Rúben Ribeiro merecem receber um pouco mais da luz dos holofotes sobre si, tal a qualidade do futebol que lhes está na cabeça e não raras vezes lhes sai dos pés.




Mais do que outra coisa, Nuno Ferrari demonstrou que é muito, muito fraco árbitro. As decisões despropositadas, a cada passo, só para demonstrar algo que não se percebe bem o quê, são a sua imagem de marca. 

Li o que se escreveu hoje no Tribunal d'O Jogo mas não sou tão peremptório a acusar nos lances mais críticos. Sim, seria penálti mas admito que o árbitro não tenha visto ou tendo, tenha julgado como inevitável o toque na bola. Não me apercebi do lance da expulsão de Rúben Ribeiro, pelo que não posso comentar. E sobre a expulsão de Danilo, aceito. Cartão amarelo para aquela atitude está no espírito da lei - sendo o segundo, out. Um bom árbitro talvez contemporizasse precisamente por ser o segundo, mas hey, não é de um que se trata neste caso.


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Segue-se pausa natalícia e depois o último jogo do ano, para selar o nosso apuramento para a final four da Taça CTT. Assim o espero, pelo menos. 

Até lá, desejo-lhe a si, caro leitor, um Natal com saúde, paz de espírito e rodeado dos que lhes são mais importantes. Se, por força das circunstâncias, isso não for possível este ano, aqui fica o meu forte abraço solidário e a esperança de que para o ano possa ser melhor.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Onde Está a Bola? #56 & #57


Com 2017 a dar as últimas, sobra ainda tempo para uma edição dupla do Onde Está a Bola? (OEaB?) para fechar o ano em beleza. Para juntar àquele magnífico conjunto de lencinhos e ao lote de três pares de peúgas que por certo já estarão debaixo da árvore à vossa espera, nada como quatro bilhetes para o nosso Dragão: dois para o jogo do campeonato contra o CS Marítimo, que se disputa já na próxima segunda, 18 de Dezembro pelas 21h00; e mais dois para o segundo andamento na Taça da Liga, desta vez contra o moralizado Rio Ave FC, três dias depois, às 21h15 de dia 21.

Feita a introdução, vamos sem mais demora aos passatempos!


OEaB? #56 - Marítimo


OEaB? #57 - Rio Ave


Respostas possíveis #56 (Marítimo):

A - Bola Azul
B - Bola Verde
C - Bola Laranja
D - Bola Castanha
E - Não há Nenhuma bola escondida


Respostas possíveis #57 (Rio Ave):

A - Bola Azul
B - Bola Púrpura
C - Bola Laranja
D - Bola Castanha
E - Não há Nenhuma bola escondida



Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:


1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória. Pode obviamente concorrer a ambos os passatempos, se assim o desejar.

Exemplo: "#56: A - Amarela; #57: D - Verde"

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo, acompanhadas da resposta à pergunta "Como foi a sua ida ao Estádio?" (duas frases bastam, desde que venham do fundo da Alma Portista...);

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #56 deste passatempo termina às 22h00 de 17 de Dezembro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 12h00 de dia 18. A edição #57 deste passatempo termina às 22h00 de 20 de Dezembro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 12h00 de dia 21.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio).

9 - A edição especial anual do passatempo tem um novo critério: o da melhor selfie. Todos os vencedores de edições anteriores ficarão automaticamente habilitados. Mas não só: todos os concorrentes de todas as edições podem participar, desde que também enviem as suas selfies no Dragão em dia de jogo (email para envio das fotos: lapisazulebranco@gmail.com )

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio de Portistas! 


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Antes de partir, vamos encerrar as contas da edição anterior, a #55.


#55 - Mónaco

 

Resposta certa: C - Bola Laranja

 

Vencedor: Sara Ribeiro Lopes!



Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.


Agora, os habilitados ao sorteio e respectivo vencedor.


E o vídeo do sorteio, para que saibam como a Dona Sorte vos escolhe... ou não...


Por fim, a compilação das fotos enviadas pela Sara, onde podemos ver o seu afortunado e compenetrado afilhado que a acompanhou ao Dragão

"Foi uma experiência única, foi o primeiro jogo da champions que [ele] foi ver. Noite cheia de golos e de muita emoção. Conseguimos o apuramento para os oitavos e mostramos a todos que sem o polvo somos superiores. Seguimos fortes e unidos. FORÇA PORTO!!"


Força Portooooooo!


 
Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A Mudança Nos Arcos da Liderança


Na tarde solarenga (e sem vento!) dos Arcos, o ovo-surpresa eclodiu assim que me chegou aos ouvidos o onze inicial. Pensava eu que eram águas passadas, de outros carnavais, isto das mudanças radicais de um jogo para o outro... mas afinal, parece que não. 




O que me preocupa, a única coisa que ainda me preocupava após o apito final que confirmou a nossa vitória, é a situação de Óliver. Não percebi o que se passou, nem na quarta, nem ontem. A saída ao intervalo foi estranha, mas, enfim, coisa de treinador impaciente, pensei. 

Já a relegação para o banco contra o Rio Ave não "encaixa", extravasa o jogo da Champions e sugere algo mais. Não sei se sim ou se não, mas preocupa-me. Por Óliver, mas principalmente... pelo resto. Já veremos o que nos reserva o próximo capítulo.

Nos Arcos, onde a bola rolou, jogava-se um encontro fundamental para a época Portista. Depois do circo ter ardido no Bessa e da vitória confortável do Sporting, a nossa resposta tinha de ser uma vitória. Apenas e só uma vitória.

Sérgio Conceição apostou numa mudança "radical" e deu-se bem. Além do espanhol, também Corona foi preterido no onze. Quem subiu ao palco foram Otávio... e Herrera. Sim, Herrera. No lugar de Óliver. 

Como seria de esperar, o nosso jogo não foi pensado. Não havia quem. E também não foi pausado, controlado, com bola, quero dizer. Não havia quem. E assim sendo, o plano só poderia ser um: pegar na bola e zarpar rumo à baliza de Cássio. Tudo rapidinho, a toque de caixa... a bola estava pouco tempo em nossa posse, porque o plano era outro. Quer dizer, só podia ser.

Após uma primeira parte repartida mas com as escassas oportunidades a serem essencialmente nossas (a mais flagrante por Brahimi, logo ao minuto 8), a equipa regressou mais determinada em conquistar os três pontos. Sentia-se pela forma como os jogadores se entregaram desde o apito do recomeço. Não (me) surpreendeu portanto o golo ao minuto 54, excepto pelo marcador: o totalmente fora de forma Danilo respondeu da melhor maneira a um canto de Telles e abriu a contagem. Melhor ainda, ele próprio se serviu desse estimulante para subir de rendimento.

O jogo continuou repartido, com o Porto a procurar o segundo. Que chegou treze minutos depois, pelo inultrapassável Marega, concluindo uma jogada individual de Brahimi, que recebeu a bola após um passe falhado de... Marega.

Com dois golos de vantagem, suspirei finalmente de alívio. Já não escaparia a vitória. Só que... o Rio Ave não desistiu (e muito bem) e a dupla substituição não resultou conforme seria esperado. Ricardo subiu no terreno, entrando Maxi para a lateral direita por troca com Otávio; e o perdulário Abou deu o lugar a Soares

A equipa quis então controlar o jogo, controlando a bola, mas não tinha como. A pressão alta do Rio Ave, que entretanto também mexeu (bem), quase que nos obrigava a subir sem hesitar, procurando o ataque em cada possibilidade para evitar perder a bola perto dos domínios de Casillas. O "plano" parecia estar a resultar - estava a resultar, porque o adversário não conseguia criar reais situações para marcar - até que Telles se lesionou e foi obrigado a sair. 

Na sequência, ainda Ricardo estaria a reprogramar o chip para defesa esquerdo, deu-lhe um "ecrã azul" e permitiu que Nuno Santos recebesse a bola à vontade nas suas costas e batesse o indefeso Casillas. E o coração lá voltou a bater forte, pois que ainda sobravam dez minutos mais os (previsivelmente longos) descontos. Soubemos gerir a vantagem sem grandes sobressaltos e ainda espreitamos o golo da tranquilidade.

No final, vitória justíssima e missão cumprida. Uma vez mais. Siga!




Notas DPcA 


Dia de jogo: 17/09/2017, 18h00, Estádio dos Arcos, Rio Ave FC - FC Porto (1-2)


Casillas (6): Jogo sem grande trabalho, o que teve de fazer foi sobretudo pelo ar - o que não o favorece, como sabemos - e cumpriu. Sem hipótese de defesa no golo.

Ricardo Pereira (5): Foi-lhe pedido muita coisa diferente durante o jogo e - por azar - falhou de forma grave numa dessas mudanças de papel. O resto do jogo foi positivo, mas esse lance marcou-lhe a exibição.

< 80' Alex Telles (7): Mais um jogo de vai-vém, não excepcional mas seguro. E mais uma assistência de bola parada. Que recupera a tempo do próximo jogo... ou do seguinte - sem precipitações!

Marcano (7): Jogo complicado para os centrais, a exigir muita concentração e disponibilidade física. Cumpriu bem em ambas, bom jogo

Felipe (7): O mesmo que Marcano, ainda que num estilo mais rude. Sem problema.

Danilo (6): Andava entre o mau e o sofrível, até que... golo. Uma bela tolada ao primeiro poste, a inaugurar o marcador. A forma efusiva como festejou foi um prenúncio de um resto de jogo a um nível superior, mesmo sem deslumbrar "como dantes". Que tenha sido o primeiro passo nesse caminho.

Herrera (6): A surpresa maior no onze, entrou com vontade de justificar a aposta, apesar da habitual trapalhice quando se trata de lidar com a bola. Descontando esses "detalhes", esteve bem no jogo, inclusive no transporte de bola e no passe (!). Se eu não soubesse, ficaria esperançado...

< 68' Otávio (6): Não resultou em pleno a aposta, mas também não foi "tempo perdido". O espírito combativo permite-lhe ir disfarçando a presente falta de inspiração, em especial quando outros acabam por assumir esse protagonismo e os resultados aparecem. Mas... é preciso arribar, só "isto" não chega.

Brahimi (7): Teve uma perdida logo a abrir que não deveria acontecer, mas não se deixou afectar e continuou igual a si próprio. Subiu de rendimento na segunda parte, com destaque para a assistência para Marega, após boa jogada individual.

< 68' Aboubakar (5): Mais uma falha "escandalosa", que põe em causa todo o outro trabalho que foi desenvolvendo, porque se trata do corolário desejado e necessário de um ponta de lança. Não foi ontem que voltou a cair nas boas graças de todos os adeptos...




Melhor em Campo Marega (8): All abord...The Might(y) Train! É uma verdadeira locomotiva este mousso, daquelas com milhares de cavalos para puxar centenas de vagões de carga... impressiona vê-lo cavalgar campo afora, abalroando (legalmente!) quem se atrever a cruzar-se no seu caminho. Um poço de força, que dura todos os 90 minutos. Cereja no topo do bolo: um golo... de bico! Marega é isto, não se lhe peça outras coisas. E "isto", neste jogo, foi fundamental para garantir os três pontos.

> 68' Soares (5): Rendeu Abou sem ganhos evidentes. Creio ser um caso onde ambos beneficiam com a presença um do outro... e se ressentem quando a solo. Empenhou-se, teve uma meia-oportunidade e pouco mais.

> 68' Maxi Pereira (5): Entrou para a sua posição natural e cumpriu, apesar de algumas dificuldades para conter a velocidade dos avançados do Rio Ave.

> 80' André André (5): Entrou para render um lesionado e acabou também ele lesionado. No entretanto, esforçou-se para manter a sua zona de acção estanque e cumpriu. Com bola, nada de relevante.

Sérgio Conceição (7): Quis abanar a equipa depois da primeira derrota da época, mexendo na zona nevrálgica da equipa, o que - em minha humilde opinião - é sempre arriscado. O jogo correu de feição, também porque a equipa fez por isso, em particular Herrera que respondeu bem à aposta nele. Mexeu e venceu. Pouco importa se não me convenceu. Mas importa (a todos) uma voz que nos tranquilize quanto ao que se passou com Óliver, seja por palavras, actos ou... omissões. Venha o Portimonense, que já hoje deu um belo espectáculo de futebol, em conjunto com o Feirense. 



Outros Intervenientes:



Muito bem este Rio Ave de Miguel Cardoso - para mim, (ainda hoje) um ilustre desconhecido - a justificar o porquê deste bom arranque de época. Joga um futebol positivo e bem elaborado, o que é bonito de se ver e de se saudar. Mesmo perante a ausência de Geraldes, a equipa bateu-se muito bem, fruto do jogo colectivo e das boas exibições de Nuno Santos, Barreto e Rúben Ribeiro.

Quanto à arbitragem da equipa liderada por Jorge "p*t@ da baliza" Sousa, não me apercebi de nada relevante a destacar. O que só pode ser bom sinal. Os meus parabéns, portanto, por esta boa arbitragem. Não é assim tão difícil, pois não??



Segue-se a recepção ao Portimonense, já na sexta, na antecâmara de Alvalade. Fundamental, portanto. Bilhetes para o jogo aqui.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Os Malucos das Máquinas Voadoras



Tudo fica bem quando acaba bem, não é assim? Nem sempre.


Alex e os amigos


O "acabar bem" é sem dúvida o mais relevante e a única coisa que não poderia falhar. Mas mais - muito mais - houve antes que chegasse o final feliz, presenciado por mais de 40 mil espectadores numa quase inédita soalheira tarde de sábado.

Logo à partida, deu a sensação de que Nuno "Dick Dastardly" Espírito Santo engendrou mais um plano maquiavélico para provocar uma síncope colectiva de dimensão IURDica na "fortaleza" do Dragão.

Tenho visto muita coisa inusitada nestes últimos anos, mas passar a maior parte de um jogo, em casa e contra "um" Rio Ave, a aliviar a bola para as couves, a recupera-la para logo a perder, tal a incapacidade revelada para a segurar e dar início à construção ofensiva, acho que foi a primeira vez.

Aliás, seria até capaz de jurar que a única coisa que Nuno se fartou de gritar para dentro do campo foi... 


Muttley, doooo something! 



E Alex Telles, o Muttley de ocasião, fez mesmo.

Ele foi o laser telescópico, os "olhos em terra" que guiaram a bola com extrema precisão para a intercepção perfeita pelas nossas máquinas voadoras: Felipe, Marcano, Danilo e Rui Pedro, todos marcaram de cabeça, os primeiros três a partir do segundo andar.

Mas este foi um jogo estranho, muito estranho, face àquilo que costumamos ser.

Fomos razoavelmente eficazes, encolhemo-nos atrás com medo que o céu nos voltasse a cair em cima, tivemos menos posse de bola que o adversário e, no final, ficámos com os três pontos no bolso. Uma mescla de ocorrências nada frequentes na nossa banda.

Regresso ao início do texto: tudo acabou em bem. E assim foi porque houve fibra, crença e vontade para recuperar de um penalti perfeitamente idiota provocado por Layún, que logo no recomeço nos deixou atrás no marcador. Em apenas 13 minutos demos a volta e isso foi o que de mais positivo sobrou deste jogo.

A primeira parte não deixou saudades a ninguém, especialmente a Casillas, Corona e (não sei se já o mencionei) ... Layún. O primeiro, deu uma contribuição generosa para o próximo Thanksgiving dos sobrinhos do Tio Trump; o segundo, lesionou-se mesmo a terminar e o terceiro... só fez asneira. Foram 45 minutos de jogo aberto, boa parte deles a ver jogar o Rio Ave. O empate era penalizador mas, enfim, aceitava-se.

A segunda parte recomeçou com... Layún, a desvantagem e a reviravolta, após a qual ainda sobrava cerca de meia hora para jogar. E aí a coisa voltou a ficar feia, com o já referido recuo, pareceu-me que fruto de um qualquer receio de voltar a sofrer um golo - como se recuar não fosse o primeiro passo nessa direcção. 

A tranquilidade só chegou aos '88, ironicamente na resposta à melhor oportunidade do Rio Ave para empatar. Sim, correu(-nos) bem. Felizmente. E justamente, também. Venha o próximo, que o sofrimento é já uma constante desta vida de Portista...

A festa do primeiro


Notas DPcA 

Dia de jogo: 21/01/2017, 16h00, Estádio do Dragão, FC Porto - Rio Ave FC (4-2). 


Casillas (4): Um frango embaraçoso e nenhuma oportunidade para se redimir.

< 56' Layún (1): Ponderei e "deixei arrefecer" antes de escrever... objectivamente, só fez cagada. Logo ao minuto '5 fez uma falta displicente junto à nossa área, como prenúncio do que se seguiria. Aos '24 pisou um adversário, aos '43 abalroou Cássio e viu o justo amarelo. No regresso fez aquele penalti e, não satisfeito, tentou expulsar-se por mais duas vezes antes de ser finalmente retirado do jogo. Ponderei e vou acreditar que foi apenas um dia muito mau, após uma ausência prolongada. E que a notícia da ESPN não teve nada a ver com isto - merece(-me) esse crédito pelo que já fez de Dragão ao peito. 

Melhor em Campo Alex Telles (8): Três assistências e outras tantas bolas perigosas, sempre a partir de livres laterais, foram a face mais visível da sua exibição, mas durante o resto do tempo esteve sempre activo e empenhado em conquistar a vitória. Não seria fácil fazer muito melhor.

Marcano (7): Jogo muito sólido e de raça, com dois pecadilhos (aquela entrada e um passe "perigoso") e um golo importante.

Felipe (7): Exibição muito semelhante à de Marcano (em termos da sua contribuição).

Danilo (8): Aquele momento em que, após perdemos a bola num canto ofensivo, galgou cem metros a toda a velocidade, ultrapassou o adversário que se isolava e acabou a sair com a bola para novo ataque, fez-me levantar da cadeira e define-o como homem. É cada vez mais um orgulho vê-lo de azul e branco. E marcou o terceiro, já agora.

Herrera (6): Ler e ouvir em diversos fóruns que foi dos melhores da equipa correspondeu ao meu ponto alto da noite (parte 2); para alguns (muitos?), o nível de exigência para com ele já é tão baixo que basta não ser incrivelmente mau para ser bom. Era doce... mas não. Vagabundeia pelo campo como alma penada, metade das vezes fora de tempo e posição, e com isso destabiliza o jogo colectivo, especialmente a defender. Foi preciso esperar 69 minutos para assistir a um bom passe de Herrera, altura em que já tinha recuado (e bem) para defesa direito, onde ficou amarradinho e jeitosinho, sem estragar noutras zonas. E cumpriu nessa posição. Iupi.


A justa aclamação do senhor Comendador

< 82' Óliver (7): Talvez o problema esteja nas minhas expectativas, mas uma vez mais falhou demasiados passes - não tipo Herrera, obviamente, mas daqueles que abrem espaços, criam rupturas e levam selo de golo. Fez um e outro, mas falhou vários. E eu sei que ele é capaz, todos sabemos. No resto, esteve incansável e foi importante nos equilíbrios, como sempre.

< 46' Corona (6): Saiu lesionado ao intervalo e o que ficou para trás não foi brilhante. Quer dizer, não foi mau, porque até construiu alguns lances relevantes, com destaque para o que Jota haveria de desperdiçar na trave. Antes disso, falhou o remate já na cara de Cássio. E foi-lhe sonegada uma segunda oportunidade, devido a uma má decisão arbitral.

Diogo Jota (7): Quase sempre discreto, porque não finalizou nem assistiu, mas teve bons momentos de qualidade individual e de entendimento colectivo. Está a crescer, ainda que a muitos possa passar despercebido. Pena a bola na trave.

André Silva (6): Desta vez, nem golos nem oportunidades flagrantes. Mas trabalhou muito, muito mesmo, e foi "para cima deles", quase sempre com critério. São os momentos de penumbra de um avançado, mas nem por isso obrigatoriamente maus - neste, não foi de certeza. 

> 56' Rui Pedro (7): O nosso júnior voltou a ser feliz em casa - e quando digo feliz, é literalmente, porque cabeceou mal e à figura no lance do seu golo. NES aparentemente acha que ele já está pronto, ainda que se contradiga na sala de imprensa. Eu acho que não está - mas, se continuar a marcar, ficará mais depressa, disso não tenho dúvidas. O problema é se não marca.

> 82' J.C. Teixeira (6): Deu uma lição práctica de como aproveitar ao máximo uma oportunidade escassa. Só precisou de seis minutos em campo para arrancar uma excelente jogada pela esquerda, ser feliz no passe (há ressalto no pé adversário) e assistir Rui Pedro. Nós e o júnior agradecemos, acrescentando eu que merece mais tempo de jogo. Já no próximo, sff.

> 46' André André (6): Entrou lento e sem a determinação necessária para ganhar ressaltos e bolas divididas, mesmo a pedir para ser emprestado. Foi subindo de produção com o jogo, ao ponto de se tornar relevante na última meia hora. É preciso mais, André, desde o primeiro segundo em campo até ao último. Para assistir ao jogo, é na bancada.

NES (6): Missão cumprida, outra vez aos solavancos (está bem, pode ser sempre assim até final, mas não me peçam para o glorificar por isso). Lançar Herrera no onze é sempre (em minha opinião) arriscar-se a surpresas. Desta vez não houve surpresa, "apenas" o normal do mexicano num dia mediano. E com isso, a equipa desequilibra-se, tem mais dificuldade em pressionar em conjunto e encontrar linhas de passe. A lesão de outro mexicano complicou-lhe as contas, de tal modo que preferiu substituí-lo por um médio pachorrento, que quase não dá profundidade e ainda menos criatividade (em especial nesta sua fase) - isto com o jogo empatado. A equipa reagiu por ele ao disparate do terceiro mexicano e aí sim, Nuno esteve bem ao tirá-lo do jogo, porque seria uma questão de minutos até ser finalmente expulso. Depois, creio que demorou muito a mexer quando nos encolhemos com medo do futuro. JC Teixeira deveria ter entrado bem mais cedo (aliás, ao intervalo, para o lugar de Corona). No final, teve "razão" porque ganhámos. Mas seria desonesto da minha parte não o criticar só porque ganhámos. 


Finalmente, a certeza da vitória



Outros Intervenientes:


Uma vez mais, foi Gil Dias quem mais reluziu no Rio Ave, agora de Luís Castro. Também em foco estiveram a motinha Héldon, Guedes e Felipe Augusto. É uma boa equipa este Rio Ave, e tem uma atitude positiva perante o jogo - a única que haveria de ser permitida. Perdeu, mas poderia ter ganho ou empatado. Perdeu, mas deixou boa imagem. Perdeu, mas o futebol ganhou. Viram, "Marafonas", o que são homens a jogar um jogo de homens? 

Jorge Sousa é um árbitro tecnicamente fraco, mas isso até nem se destaca muito quando comparado com o seu feitio, alinhavado por aquela mesquinhez recalcada de quem levou na tromba quando era petiz e só chorou em troca, e que agora parece ter escrito na testa "pelo menos nestas duas horas, posso, quero e mando". Deprimente, acima de tudo. Vários erros relevantes, desde a não-expulsão de Layún ao anulamento de duas jogadas em que Corona e Rui Pedro se isolavam perante o redes adversário. E alguns amarelos a menos, e um a mais a Telles. No nosso primeiro golo, pode haver offside fraccional - mas nem isso tenho como certo, porque mãos e braços já não contam para o fora-de-jogo desde Junho de 2016 - por isso a decisão de validar foi a mais correcta.


Segue-se a (não sei bem por que motivo) sempre difícil deslocação ao Estoril. Para ganhar, obviamente. Antes disso, publicarei as prometidas segunda e terceira parte da mid-season review. Stay tuned!


[Adenda]: por lapso, esqueci-me de registar o minuto de silêncio que se observou em memória de Carlos Alberto Silva, o nosso "professor Astromar". Foi a real encarnação do chegar, ver e vencer - duas vezes. Até sempre, bicampeão.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor