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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Do Bonfim aos Aliados: Navegação à Vista


Navegar à vista vem dos tempos idos dos Descobrimentos em que os valentes marinheiros lusos se faziam rumo ao Sul desconhecido, procurando manter visível a bombordo a costa africana por forma a minimizar os riscos associados a cada uma dessas epopeias. Era, portanto, uma navegação passo-a-passo, improvisada em função de cada novo desafio e sem grande ciência por detrás. "Vamos indo e vamos vendo", pensariam eles.



Tendo estado no Bonfim a assistir a mais um jogo deste Porto 18/19, creio que já vi o suficiente para constatar uma espécie de padrão de rendimento da equipa, bem como as principais falhas e insuficiências do jogo colectivo, pelo que me proponho projectar o que pode vir a ser esta temporada a nível do campeonato (aquilo que verdadeiramente nos interessa ganhar), não só mas também por comparação do que se tem visto dos outros três candidatos.

Sobre o jogo propriamente dito, não me vou alongar. Foi mais um, idêntico ao que têm sido quase todos: pouco futebol, poucas ideias positivas sobre como chegar com sucesso à baliza adversária, nenhuma capacidade de gerir o jogo, muitas falhas individuais e algumas colectivas e a felicidade de marcar nos momentos certos e de não sofrer nos errados. Pouco, muito pouco para quem pretende renovar o título.

O que mudou da época passada para esta, de forma assim tão radical, que justifique este "comportamento" da equipa aparentemente tão inferior ao que conseguiu fazer em 17/18?


E será que os resultados comprovam essa ideia de inferioridade de rendimento face a igual período da época passada? 

Comecemos por aí, pela comparação de resultados.


(clicar para ampliar)


 - Na época passada contávamos com um registo imaculado no campeonato nas primeiras sete jornadas; este ano, o mais próximo que poderemos chegar é às seis vitórias em sete jogos - o que a acontecer, implicará ter vencido Tondela e na Luz.

- Na Champions melhoramos substancialmente, passando de uma derrota caseira a um empate fora; Se vencermos em casa contra o Galatasaray melhoraremos a nossa prestação, qualquer resultado em Moscovo;

- Este ano já temos um troféu conquistado e um empate na Taça da Liga, ao passo que em 17/18 já tínhamos ultrapassado a primeira entrada na Taça de Portugal;


Resumindo, mesmo levando em conta a derrota inesperada com o Guimarães, em termos de resultados não estamos assim tão distantes do conseguido em 17/18: 5 vitórias, 2 empates e uma derrota versus 7 vitórias e 1 derrota. Pior, mas não muito.

Se conseguirmos vencer os três próximos jogos, ficaremos até em melhor situação do que no ano transacto. Se, se, se. Três grandes "ses" que se levantam não pela valia dos adversários, mas pela evidente fraca produção ao nível futebolístico.

A questão é (por enquanto) apenas essa: a qualidade do futebol produzido pela equipa. Temos conseguido vencer quase sempre apesar dela, o problema é que a jogar "assim" temos grandes probabilidades de voltar a falhar, uma e outra vez. De onde vem isto?

- Defeso demasiado atribulado. Pedem ao treinador para elaborar um plano para a época seguinte, destacando necessidades de reforços e colmatação de saídas (previstas e imprevistas). O treinador elabora e entrega esse plano à administração. E o que é que esta faz com ele? Decoração de gabinete ou algo pior. Só assim se entende as sucessivas fugas de jogadores pretendidos, por oposição à chegada de jogadores sem o aval do treinador. Um grande menosprezo pelo que Sérgio Conceição conseguiu dar ao Clube na época passada, digo eu. Consequência: um treinador instável, ofendido e com vontade de "partir tudo" e com isso menos focado no essencial.

- Balneário. Marega foi provavelmente a ponta visível e mediática do iceberg, porque parece terem desaparecido aquela alegria e bem-estar colectivo que transparecia ainda há poucos meses. Saíram alguns jogadores relevantes para o jogo e para o balneário (Ricardo e Sá, por exemplo), chegaram outros que ainda precisam de completar a integração no grupo. Tudo normal a este nível. Mas será só isto? Não parece. Quem souber o quê e porquê, que trate de resolver o problema.




- Má forma. Assusta ver este Telles em campo por comparação ao portento das épocas anteriores. Lento, maus tempos de entrada, má leitura de jogo, má execução técnica, incapacidade de fazer a diferença nas bolas paradas. Se fosse só ele, ainda a coisa ia (embora coxa). Mas e então Herrera, Felipe, Oliveira, Aboubakar, Brahimi e Marega? A mesma coisa, sombras do que já provaram serem capazes! Como se explica um fenómeno desta dimensão? A questão pode também ser de ordem física, mas garantidamente não será só e provavelmente nem a mais importante.

- Estratégia. Pegando no que se descreve acima, seria plausível de concluir que com jogadores em má forma nenhuma estratégia é boa, o que seria parcialmente verdade. O problema é que também é suposto que as estratégias potenciem e promovam a "forma" dos jogadores, que se adaptem ao que de melhor cada um dos jogadores pode dar à equipa. E isso eu não tenho visto. Constato antes a recorrência de um modelo quase único e que nem com as variantes que contém, consegue promover um exercício colectivo de futebol de qualidade na maior parte do tempo. Na esmagadora maioria do tempo, diga-se.

Naturalmente que todos os adversários nacionais já se adaptaram a esta forma de jogar, ainda que por vezes recorrendo a estratégias sujas, que em nada valorizam o desporto. Mas isso é lana-caprina porque sempre assim foi e é ao Porto (ao seu treinador e jogadores) que cabe a missão de vencer apesar disso. E sendo justo, mesmo perante adversários que pretendem jogar "algum" futebol, o nosso futebol pouco melhora.

Acresce que os pilares fundamentais em que assentava este "modelo" de Conceição estão de momento severamente "danificados": Marega primeiro e depois Telles, Ricardo e o meio-campo. Todos uma lástima. Tudo somado, temos o que temos.

E os outros candidatos?


Benfica, Braga e Sporting, pela ordem de "ameaça" que pressinto neste momento.

Os sem-vergonha, mesmo atolados no lamaçal que eles próprios criaram, seguem neste momento na frente da Liga e têm a oportunidade de ampliar a liderança ao receber o Porto em sua casa. Não por estarem a apresentar um futebol de grande qualidade - algo que aliás já não fazem há mais de cinco anos - mas porque têm conseguido vencer os seus joguitos, um a um. E já empataram com o Sporting, relembre-se. Pela plantel razoável que têm e pelo polvo que ainda mexe e muito, são o mais sério candidato a destronar o campeão, se este não fizer pela vida.

O Braga, treinado por um ser que me provoca desde arrepios até vómitos sempre que o ouço "discursar", tem o plantel mais forte da Liga em termos de profundidade. Pode não ter craques do nível dos melhores dos 3 grandes, mas têm bons jogadores para todas as posições e quase sempre a duplicar. E pese a alergia que tenho a Abel, não deixo de reconhecer que já pôs a equipa a jogar muito bom futebol (ano passado) e que neste parece estar mais apostado em garantir resultados do que na qualidade do jogo. Chama-se crescer, suponho. Fora das provas europeias, vão sem dúvida tentar manter-se colados ao líder e aproveitar um eventual descalabro simultâneo dos outros três.

Sendo (cada vez mais) certo que já mereciam ter sido campeões com Domingos Paciência ao leme, talvez tenham nesta época a sua melhor oportunidade de sempre para lá chegar.

O Sporting recuperou bem face à brutal queda no abismo que sofreu. Não perdeu os principais jogadores, livrou-se de uma lesma ou outra e tem finalmente nova liderança. O maior problema estará mesmo no treinador. Nunca gostei do treinador Peseiro e mais escaldado fiquei com a sua passagem pelo Porto. É mesmo um perdedor nato (sorry mister, mas é o que eu penso) e com esta derrota em Braga, não sei bem como as coisas se desenvolverão. Em todo o caso, enquanto se mantiverem próximos da frente, serão sempre um possível vencedor final. O último em que apostaria dinheiro.

E então nós, meu Porto?


Pois é, "nós" é que não sei.

Neste momento, acho que tanto podemos "re-engatar" e recuperar a dinâmica da temporada passada, como "engasgar" e atravessar uma época frustrante ao melhor estilo de NEStums, Lorpas & Associados. E não consigo dizer qual dos cenários é mais provável.

Pressinto, pelo que observo dentro e fora de campo, que muita coisa não está bem na equipa (no Clube já há muito tempo e não seria um título a mudar a situação). Quem tem a missão de reverter a situação é o líder, o treinador, Sérgio "Campeão" Conceição.

Mas primeiro terá de fazer as pazes com quem tiver de as fazer e consigo mesmo. Aceitar a situação actual e fazer dela o melhor possível. Ter a coragem e a humildade para rever as suas convicções e processos, identificar o que tem de ser mudado e seguir por esse caminho. Balanços e ajustes de contas têm mesmo de ficar para o próximo defeso.

Agora é hora de tocar a rebate, voltar a reunir e a motivar as tropas e partir para cada batalha como um só. Foi assim que, contra tudo, todos e todas as expectativas, fizemos das fraquezas forças e nos tornámos Campeões de Portugal. E só assim voltaremos a sê-lo.



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Notas DPcA 



Dia de jogo: 22/09/2018, 21h00, Estádio do Bonfim, Vitória FC - FC Porto (0-2)



Melhor em Campo Iker (7): Muito bem nas vezes que foi chamado a intervir, mantendo intactas as nossas aspirações em momentos decisivos.

Maxi (6): Sempre melhor no auxílio ao ataque do que a proteger a sua baliza, onde se acentua a preocupante tendência de ser batido pelas costas nas bolas aéreas. De resto, incansável.

Alex Telles (5): "Assusta ver este Telles em campo por comparação ao portento das épocas anteriores. Lento, maus tempos de entrada, má leitura de jogo, má execução técnica, incapacidade de fazer a diferença nas bolas paradas"

Éder Militão (7): Outro jogo de bom nível, incluindo um corte providencial e limpo a evitar uma situação de golo eminente. Vai durar pouco por cá...

Felipe (5): O lance em que quase foi expulso exemplifica bem a sua má leitura de jogo, ao deixar-se arrastar por um adversário e abrindo assim uma avenida que o avançado vitoriano aproveitou. Está em claro abaixamento de forma.

Danilo (6): Liderou o meio-campo, até por ausência dos demais companheiros de sector e genericamente esteve bem. Mais um passo rumo à sua recuperação completa-

Herrera (5): Outra vez Errera, embora um nível acima do que fez na Alemanha. Num meio-campo tão "curto", a sua ausência do jogo faz-se sentir de forma desproporcional. Com renovação ou não, tem é de voltar a jogar. Ou voltar para o banco.

< 60' Otávio (5): Muito desastrado a nível técnico, falhando várias recepções de bola e alguns passes fáceis. Teve também o seu lado positivo, ajudando em alguns momentos a equipa a chegar com relativo perigo à baliza contrária - algo que, devo reconhecer, só me apercebi ao rever o jogo na televisão. 

 < 79' Brahimi (6): Luta, corre, tenta mas não consegue fazer a diferença. E assim acaba por passar por banal, algo que não é nem nunca será.

< 74' Aboubakar (6): Melhorou também face a Gelsenkirschen e até fez o primeiro da noite, aproveitando bem a bola solta dentro da área. Procurou mais e melhor e quase conseguiu. Se fizer um golo por jogo, já não é mau de todo.

Marega (6): Ao contrário de Abou, não evoluiu face ao último jogo. Esteve no mesmo registo, um par de tentativas mas de pouco sucesso. Em todo o caso, a sua presença desgasta e ocupa o pensamento de vários adversários em simultâneo, libertando espaço noutros sítios do campo. E foi nele que começou a desenhar-se o primeiro golo.

> 60' Oliveira (6): Marcou o golo da tranquilidade (relativa) e só isso fez dele aposta ganha. Mas fez mais, fazendo-se notar clara melhoria ao que vinha sendo feito antes da sua entrada.

> 74' André Pereira (6): Regresso positivo após lesão a indiciar que terá mais oportunidades.

> 79' Corona (5): Nada acrescentou ao jogo, além de falhar um golo fácil.

Sérgio Conceição (6): Vitória importante como são todas, mas conseguida sem nenhum brilho e com dúvidas quanto ao desfecho quase até final. O Vitória marcou um golo que foi anulado e teve ainda outras duas grandes oportunidades (uma delas em offside), pelo que a clean sheet acaba por ser muito lisonjeira para a prestação da equipa. Tal como a diferença de dois golos, acrescento. Dá a sensação que está a insistir em ver as horas num relógio avariado e que se agarra às duas vezes por dia em que está certo para concluir que tudo está bem. Passe o exagero, porque obviamente tem melhor noção do que qualquer outro de que as coisas não estão a sair bem, parece não estar a encontrar a solução para reparar o relógio. Algo a rever com muita urgência, companheiro Conceição.



Outros Intervenientes:


Equipa bem arrumada e com um par de bons executantes lá na frente - Hildeberto e Valdu - o Vitória deu muito boa réplica e quase acabava a sorrir, mesmo com meia equipa amarrada atrás por Vidigalito. Porque das insuficiências do adversário não tem culpa nenhuma.

Jogo com casos complicados para Manuel Oliveira, que no essencial parece ter decidido bem em quase todos eles. Acharia o penálti sobre Marega forçado, tal como exagerado o vermelho a Felipe (ficou a faltar o amarelo). O golo do Vitória foi bem invalidade pelo VAR. Apesar da dificuldade, trabalho positivo. 


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Seguem-se dois jogos no Dragão e a ida à Luz. Três vitórias que nos elevariam para outro patamar. Menos do que isso... não sei. Vamos lá ao estádio e sempre a apoiar enquanto a bola rolar. E a Sérgio o que é de Sérgio. 



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

De Novo Em Primeiro (sem Sado-Maso)


Decorridos dez minutos de jogo, poucos poderiam antecipar o desfecho final da partida. A verdade é que o Vitória entrou um pouco melhor, atrevido e "aditivado" por aquele incentivo que está sempre lá, sempre à mão de semear de todos os nossos adversários.


Foto de Carlos Alberto Costa

A nossa menor concentração e falta de acerto colectivo ajudaram à pequenita festa setubalense, que nem chegou a ter direito a foguetes porque as duas tentativas morreram sem sequer subir aos céus. Serviu para fazer soar o alarme nos do Porto, que deixaram de conceder veleidades e trataram de ir atrás do resultado. 

Coisa que não tardou, pela mão da fortuna que normalmente sorri aos audazes. Sobre a meia-hora de jogo, canto de Telles para Abou finalizar de cabeça ao primeiro poste. Lance polémico, pelo contacto que envolveu o camaronês e o seu marcador de ocasião, mas após ver as repetições creio que muito bem ajuizado pelo árbitro e restante comitiva. 

A partir daqui, ficamos em definitivo por cima do adversário e o golo às três tabelas de Moussa dez minutos volvidos como que quebrou o espírito dos de Setúbal. Sobre o intervalo, penálti bem assinalado sobre Abou e fim do jogo.

Só que havia ainda toda uma parte para jogar. E os nossos não se fizeram rogados, valorizando o esforço de quem enfrentou os elementos e se deslocou ao Bonfim. Jogo mais aberto e propício ao nosso futebol de esticão, que acabou por resultar em mais dois golos e 45 minutos de futebol bem agradável.

Regressámos ao primeiro lugar e reforçamos a liderança com o reforço do goal-average. Tudo bem feito, siga para a Taça.



Notas DPcA 


Dia de jogo: 10/12/2017, 20h15, Estádio do Bonfim, Vitória FC - FC Porto (0-5)


José Sá (6): Duas intervenções logo a abrir (importantes mas sem dificuldade) e pouco mais.

Maxi (6): Guerreiro como sempre, mesmo quando as pernas já não podem o que a cabeça lhes pede. Vai compensando, sempre que possível, com a imensa experiência.

Alex Telles (7): Mais uma assistência, desta vez de bola parada, e todo um corredor para atacar, primeiro com Brahimi e depois com Corona. Fê-lo quase sempre bem e a bom ritmo.

Marcano (6): Está com algumas intermitências desde há alguns jogos, espero que seja apenas cansaço e que possa ter o merecido descanso já na quarta. Não jogou mal, pelo contrário, mas...

Reyes (6): Hesitante naquele quarto de hora inicial, mas compôs-se e fez um jogo de razoável qualidade, até porque a verdadeira exigência não durou muito mais do que esses primeiros quinze, vinte minutos.

< 73' Danilo (7): Sério candidato a melhor em campo, pelo que jogou e pelo que incentivou a que os outros jogassem, com aquela atitude de mostrar poder sempre mais do que os outros, sejam eles quem forem. 

Herrera (7): Arranque francamente mau, a pautar o (mau...) andamento inicial da equipa, que se foi corrigindo até ao ponto em que se sentiu como sal na tequilha, dando asas ao seu futebol "de comprimento". É um fenómeno mais imprevisível do que ojindependentes...

< 65' Ricardo (6): Voltou a ser chamado para funções mais ofensivas e cumpriu q.b. Curioso ter acabado por descair mais vezes para o meio do que seria previsível. Saiu para ter algum (merecido) descanso e não deixou grande marca no jogo.

< 46' Brahimi (6): Não consegui conter o pequeno insulto quando falhou isolado com o resultado ainda em branco, não só pela sua falha como por não ter visto Marega completamento isolado e pronto para encostar. O jogo acabou por correr de feição, também com o seu contributo, ainda que modesto, pelo que se livrou de maiores males. Não pode, senhor Yacine, não pode perdoar naquelas situações...

Marega (7): O grosso da nota justifica-se pela segunda parte, com novo golo, assistência e muitas jogadas de envolvimento "por esticão", porque na primeira foi quase tudo "sem saber como". A entrega é que foi constante e quase era posto fora de combate por um caceteiro sem punição (adequada), mas o mousso é de aço ou algo equivalente e ri-se na cara da adversidade...


Foto de Carlos Alberto Costa

Melhor em Campo Aboubakar (8): Tem mesmo de ser a figura maior do jogo, com um hat-trick e uma assistência no espólio pessoal. O Vincent anda feliz e isso nota-se em campo. Longe parece ir o tempo em que se recusou a voltar a jogar cá... e ainda bem. Só lhe falta mesmo é deixar de falhar golos fáceis, como hoje mostrou saber fazer no primeiro golo.

> 46' Corona (6): Boa entrada em cena, alavancada pelas circunstâncias mais do que favoráveis, realizando 45 minutos de bom nível. Bonzinho, vá.

> 65' André André (5): Entrou com o jogo já sentenciado e mais não fez do que seguir à risca o que lhe terá sido pedido, primeiro mais adiantado, depois a par de Herrera. Não fez nada mal, mas também não sei se fez algo realmente bem...

> 73' Soares (5): Fase de descontração, apenas deu para uma bicicleta com o "guiador" mal apontado.

Sérgio Conceição (7): Voltámos a vencer quando já nenhuma outra possibilidade se admitia, pelo que o mérito de saber lidar com essa pressão tem de lhe ser atribuído (por muito que a descarte, ela existia e a gritar bem alto). Bem também a sentar Felipe, creio que no momento certo: se o central não quiser aprender, o prejuízo maior será dele. De resto, o jogo acabou por nos sorrir, com as decisões arbitrais mais polémicas a serem bem apitadas nosso favor (apenas uma capital - a primeira, por sinal - não o foi) e a fortuna de fazer os golos nos momentos certos. A segunda parte foi uma mera formalidade e aproveitada para gerir esforços.



Outros Intervenientes:



Num Vitória que começou atrevido mas que cedo quebrou, ninguém se destacou sobre os demais (a meus olhos, evidentemente).


Ora bem, já tinha saudades disto. Escrever sobre um jogo do Porto sem ser forçado a tratar a equipa de arbitragem como (os) criminosos (que têm sido). Tiago Martins e seu gangue resistiram à tentação de agradar ao padrinho (ou terá sido por instrução deste, de modo a acalmar os ânimos?...) e tiveram a coragem de, na (eventual) dúvida, marcar a favor do Porto: parecendo que não, é uma raridade nos dias que correm.

De novo a meus olhos: o erro mais grave foi mesmo perdoar a expulsão de Vasco Fernandes por entrada muito violenta sobre Marega; o primeiro golo e o penálti são lances difíceis de analisar em bola corrida, pelo que só mesmo o VAR poderia esclarecer cabalmente o árbitro principal. Aparentemente, fê-lo pelo menos de forma neutra, aconselhando a ver o lance do penálti e não invalidando o golo. Creio que bem em ambos, porque sem ser escandalosamente nítido, em ambos se consegue observar e justificar o acerto das decisões.


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Com os espíritos mais aliviados, podemos agora preparar com tranquilidade a complicada eliminatória da Taça de Portugal contra o outro Vitória, que vai querer "fazer" a época nesta competição. Mesmo sendo no Dragão, que ninguém espere facilidades! É preciso encher o Mar Azul e ajudar a equipa a progredir para a ronda seguinte.

Antes disso, ficaremos a saber quem será o nosso adversário nos oitavos-de-final da Champions. Racionalmente, quero a Roma. Não sendo possível, posso ir a Anfield, posso?...


Nota: como habitualmente, não haverá OEaB? para a Taça de Portugal (na eliminatória anterior, foi uma excepção).



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Um Conto de Dois Pinheiros


Já está. Falhámos onde e quando não podíamos. De quem é a culpa? Dos dois pinheiros, evidentemente - e esta é a sua história.

O primeiro pinheiro é belga e chama-se Depoitre. A contratação cirúrgica de Pinto da Costa ao seu bom amigo D'Onófrio para atacar o play-off da Champions e que afinal não podia jogar mas era um trunfo importante para o restante da época. Era, mas já (ou ainda) não é.


Laurent, dá cá um abraço...

Empatado a zero a 16 minutos do final de um jogo onde apenas a vitória era admissível, o nosso flip-treinador achou por bem estourar as duas últimas substituições de uma vez só, dando-se ao luxo de não recorrer a um avançado centro de um metro e noventa e um de altura como último recurso para desbloquear um jogo perfeitamente encravado. É de génio, só pode, porque um idiota simplório como eu é incapaz de compreender a ciência por detrás desse golpe de asa - ainda mais quando um dos que entrou foi Rúben Neves, um médio de pouco pendor ofensivo (nada contra o jogador, obviamente, que mais uma vez foi também ele vítima de más decisões técnicas).

Fica bom de ver que a culpa não é do belga, mas sim de quem o contratou e/ou o aceitou mas não lhe encontra qualidade para justificar a sua utilização, nem mesmo em desespero de causa - ou então era só eu que já estava desesperado a 16 minutos do fim. Haverá quem pense que a diferença entre Brugge e Setúbal foi um árbitro neutro. Se calhar foi, mas não podemos deixar a resolução de um jogo para os descontos e ainda menos para a visão/disposição/inclinação de um árbitro nesse preciso momento e acreditar que vai "cair" sempre para o nosso lado. Evidentemente não vai.


A triste figura de ir reclamar quando já nada há a fazer. Somos (este) Porto?

O segundo Pinheiro é João, é lampião e é internacional. Deve ser genético na arbitragem: se é João, é lampião e não faz a coisa por menos do que embalar o seu clube no bafiento e vigarista #colinho. Já não bastava nos jogos do Benfica, agora atacam em força e sem pudor nos jogos dos adversários também. Muito se deve estar a rir o Pereira no Brasil, sabendo-se fora do alcance de uma eventual acusação, ao assistir aos bons frutos que o seu trabalhinho continua a dar. 

Desta vez nem preciso de me esforçar, porque o Dragões Diário enunciou tudo o que fazia falta: 

"O senhor João Pinheiro, um desses internacionais proveta, conseguiu a proeza de transformar um derrube a Otávio na área do Setúbal em cartão amarelo ao nosso jogador. Isto já não é só sorte ou azar, porque tal como em Alvalade, jogo também arbitrado por um desses - segundo o douto Conselho de Arbitragem - árbitros promissores, o FC Porto voltou a ser claramente prejudicado. Agora só falta mesmo pôr Fábio Veríssimo no clássico da próxima semana.

A mudança que se anunciou com o novo Conselho de Arbitragem, que garantia que as competições se voltavam a decidir exclusivamente pelo valor das equipas, está a resultar em mais do mesmo, com estes juízes que foram internacionais antes de serem árbitros a terem um peso inaceitável na classificação.

Se o pecado de João Pinheiro tivesse sido a grande penalidade não assinalada ainda se podia achar que tinha sido um caso sem exemplo, mas quem viu o jogo sabe bem a tendência do sr. árbitro, tanto a marcar faltas a todo o contacto dos jogadores do FC Porto e a aplicar um "critério largo" quando era o contacto era provocado pelo adversário. E depois temos os descontos, um assunto que por si só merecia um estudo, que neste jogo ficaram muito longe do tempo efectivamente perdido, tanto na primeira como na segunda parte
". 

Bem, nem tudo. Faltou rematar a exposição com a pergunta do milhão de vouchers: como é possível que o outrora muito perseguido por acusações bem menos fundadas presidente Pinto da Costa profira (sem se rir) declarações a desvalorizar a denúncia (com provas inequívocas) de situações ilegítimas perpetradas pelo Benfica? O que mais será preciso para o presidente se dispor a defender o clube como é sua obrigação? Ou será já pedir demasiado?


Antes do jogo, na unidade hoteleira

Ah esperem, possivelmente já delegou na descendência esse papel. 

É que apesar de não terem nenhum cargo no Clube, filho e neto pródigos vivem colados à equipa mesmo em dias de jogo. Como é que, numa estrutura blindada e altamente profissionalizada, passou a ser permitido a indivíduos sem nenhuma função no departamento de futebol ficarem com a equipa e com ela seguirem na mesma escolta policial? Não faltará quem ache que é apenas um pormenor sem interesse, mas eu afirmo precisamente o oposto: é um sinal inequívoco de que o fim deste percurso já deveria ter acontecido. E de que alguém tem a ilusão de que o Porto é uma monarquia.

Para compor o ramalhete desta curta-metragem de horror, só falta mesmo dizer que fui obrigado a ver o jogo de pé e encostado a uma grade porque os "verdadeiros dragões" entendem que a melhor maneira de apoiar é agitar bandeiras de 5 metros e impedir toda a bancada de ver o jogo. Mérito também para o clube, que teve a genialidade (é só génios nos dias que correm) de apenas disponibilizar um tipo de bilhete. Se o objectivo é ter apenas claques a apoiar o Porto nos jogos fora, mais valia assumir - é que assim eu também poderia fazer-lhes com propriedade um manguito do tamanho do Dragão e passar a comprar os bilhetes fora.


Queres ver o jogo? Isso é para pipoqueiros!


Notas DPcA 

Dia de jogo: 29/10/2016, 18h15, Estádio do Bonfim, Vitória FC - FC Porto (0-0). 


Casillas (6): Jogo sem trabalho e um golo sem hipótese mas felizmente em offside.

Layún (5): Fraco rendimento ao longo de quase todo o jogo, com enorme destaque para o péssimo aproveitamento dos muitos lances de bola parada que executou. Não haverá mais quem "bata" quando o mexicano está em dia não?

Alex Telles (6): Mais acutilante que Layún mas nada de extraordinário. Cumpriu os mínimos.

Felipe (6): Quase sempre autoritário e assertivo nas suas intervenções, com uma e outra excepção. Mal como os demais na altura de atacar a baliza.

Marcano (6): Ipsis verbis

Danilo (7): Senhor e comandante de todo o seu domínio territorial, ganhou bola atrás de bola, tanto na antecipação como "na raça". Grande jogo, dando seguimento à enorme exibição contra o Arouca. Que se mantenha assim, porque bem vamos precisar dele. 

< 62' Herrera (3): Ora fornique-se, esgotei o latim.

< 74' Óliver (5): Jogo de muita entrega e alguma clarividência mas que fica decisivamente marcado por aquele desperdício do tamanho de um roubo a favor do Benfica. Tinha que ter marcado. Tinha mesmo.

Otávio (6): A lesão ainda subsiste ou pelo menos as suas sequelas. Está com pouco ritmo e ainda menor inspiração. Deveria ter sido um dos primeiros a ser substituído. Foi tocado em falta pelo defesa no lance capital, mas para nosso azar caiu para lado errado.


Ainda sem bandeiras, um privilégio fugaz...


André Silva (6): Muito trabalho como habitualmente, mas muito menos em jogo. Pareceu até algo distante em certos momentos e nunca dispôs de uma grande ocasião para marcar (nem a conseguiu criar).

< 74' Diogo Jota (5): Jogo globalmente fraco, em grande medida pela gritante falta de aproveitamento. Dispôs de duas oportunidades flagrantes para marcar (uma delas de arrancar cabelos a um careca). Desta vez, nem parceria com AS, nem resolveu por si. Uma sombra.

> 62' Corona (5): Também não foi o Corona que tem sido e de que a equipa precisava. Deixou-se envolver por hordas de adversários até finalmente capitular a posse da bola e também por isso o um-para-um quase não existiu.

> 74' Brahimi (5): Foi o Yacine do costume, convencido de que sozinho poderia resolver o jogo. Infelizmente, "obras-de-arte" são só de longe a longe e assim teve de manter as provocações aos seus adeptos dentro dos calções. Mais uma vez.

> 74' Rúben Neves (5): Até poderia ter sido opção, mas nunca a última e nunca após as que o precederam. Foi quase o mesmo que dizer ao Setúbal que o empate estava bem. Mas disso ele não tem culpa, certo?

Nuno Espírito Santo (1): Já cansa. E já me enerva só de o ouvir com aquelas frases ocas e banais. "Não fomos Porto", "não conseguimos ser a equipa que queríamos", "sabemos que temos que corrigir".. Ó Nuno, ninguém te foi buscar para falar e muito menos para te especializares a reconhecer falhanços. É evidente que não tens ainda qualidade para justificar a aposta que fizeram em ti, mas a pergunta relevante é se tens capacidade para pelo menos "comprar tempo" para sobreviveres até que a qualidade (eventualmente) veja a luz do dia. O desnorte no banco é evidente e a sensação de não ter previstas soluções para as várias cambiantes do jogo é cada vez mais forte. Se não ganhámos em Setúbal, em boa medida foi por sua culpa. Tivemos oportunidades flagrantes, enfrentámos um árbitro do #colinho mas mesmo assim NES tinha que ter feito mais, mais cedo e melhor. Já não há tempo para rodeios, foi uma falha estrondosa que nos poderá custar o campeonato se não vencermos o clássico.

Os outros intervenientes deixaram tanto, mas tanto a desejar que me recuso a dar-lhes (mais) tempo de antena.

O título desta crónica resulta de uma adaptação da obra de Charles Dickens, mas na verdade teria sido muito mais apropriado ter recorrido a Stephen King. No final se farão as contas, mas era capaz de apostar bom dinheiro que este foi um dos momentos decisivos deste campeonato - e não em nosso benefício. A noite de ontem no Bonfim foi mesmo de verdadeiro terror, com os cumprimentos de NES e do lampião do apito.


Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor



domingo, 20 de março de 2016

O Adolescente Introvertido


Jogo descomplicado à beira-Sado, que quase se complicava irremediavelmente no seu final. E não, o título não se refere a quem resolveu o jogo. É sobre... outra coisa!


(Abou) "Como é que se faz isso, mon petit?"


Quase me saíam pela boca os deliciosos (e psicológicos, desta vez) chocos fritos quando Fábio Pacheco, em cima do apito final, recargou isolado a um metro da linha de golo, tendo apenas como obstáculos os desesperados Maxi e Iker. Felizmente a bola foi fazer companhia àquela chutada pelo Bryan Ruiz no derby lisboeta. E assim a noite pode acabar em sossego.

Até esse momento em que o mundo portista (e vitoriano) parou, o jogo foi quase sempre bem controlado por nós. Sem nunca ser esmagador ou genial, mas controlado. Em especial na primeira parte, em que o Vitória pouco se atreveu a chegar à nossa área. Mesmo na segunda, em que o jogo foi mais repartido, o domínio foi sempre do Porto.

O que mais ressalta deste encontro é a nossa ingenuidade. Sabem aquele tipo de equipa maliciosa, venenosa, que aparenta ser dócil e inofensiva mas que à primeira oportunidade desfere um golpe letal? E logo de seguida outro, e outro e ainda mais outro?

Pois bem, este Porto está nos seus antípodas! Constrói, chega perto do objectivo, circunda-o, avança e recua e finalmente... Nada. Parece o teenager tímido e borbulhento que se derrete por aquela miúda, que por sinal até lhe dá troco, oportunidades e sinais de luzes para avançar mas que, quando finalmente ficam sozinhos e ela se derrete discretamente, ele bloqueia. Inventa uma desculpa esfarrapada e desanda dali, perante o ar atónito da miúda, que finalmente se resigna ao pistolinhas da turma. E sai mais uma cicatriz emocional para o jovem introvertido...

Neste jogo criamos oportunidades suficientes para conseguir um resultado semelhante ao do Sporting contra o (desta vez inofensivo e afável) Arouca Vidigal. A diferença esteve apenas na finalização. Na falta de eficácia, de determinação ou de jeito, como preferirem. Zero killer instinct. Valeu-nos o miúdo, o tal que só é chamado quando não há mais ninguém disponível, a mostrar como se faz.

Mais uma vitória, menos um jogo para o final deste suplício que alguns apelidam de temporada. Venha o próximo.


"Ne me touche pas que je desafine..."



Notas DPcA:


Dia de jogo: 19/Mar/2016, 20h45, Estádio do Bonfim. Vitória FC - FCPorto (0-1).


Casillas (6): Duas abordagens heterodoxas e uma decidida que possivelmente atrapalhou decisivamente o adversário no que seria o irremediável empate. No restante, business as usual.

Maxi (7): Voltou a dar tudo pela equipa, o que sem ser brilhante, põe em sentido os adversários e empolga os companheiros. 

Layún (6): Parece ter perdido aquele fulgor que decidia jogos, agora aparece mais comedido e sem acrescentar muito à partida. Ainda assim cumpriu.

Indi (6): Jogo seguro, sem comprometer nem deslumbrar. Como se espera de um central.

Chidozie (6): Alguns passes falhados e uma abordagem comprometedora numa desmarcação em profundidade, eventualmente compensados pela exibição determinada e voluntariosa.

Danilo (7): Regresso importante para o equilíbrio e dinamismo da equipa. Um dos melhores, como quase sempre.

Melhor em Campo Sérgio (8): Já não é de agora que venho pedindo que tenha mais oportunidades. Além de muita qualidade técnica, é também um lutador, o que é raro em conjunto. Recupera muitas bolas com a sua boa agressividade, apesar de ainda perder infantilmente algumas delas. Ponto extra pelo golo decisivo.

Herrera (7): Agora que já tudo parece perdido na época, resolveu jogar bem e de forma consistente, ao ponto de se ter tornado num jogador importante na equipa. Como será no regresso após o reset do final da temporada?

< 89' Brahimi (6): Ainda não foi desta que ultrapassou a barreira da normalidade. Não joga mal, é aliás importante a inventar espaços e atrair adversários, mas não chega a ser decisivo. E é uma pena, porque tem tudo para o ser.

< 74' Corona (6): O golo salvador contra o União parece tê-lo motivado. Esteve melhor hoje, mais objectivo. Arriba hombre!

< 76' Aboubakar (6): Está transformado num jogador perfeitamente banal, que poderia inclusive nem ser titular no Vitória. É penoso vê-lo jogar...

> 74' Marega (5): Veio refrescar a ala com nova dose de vigor ofensivo e disponibilidade para defender. Nada de relevante a registar.

> 76' Suk (5): Também não foi acrescentou mais do que frescura física e pressão renovada sobre a defesa sadina.

> 89' Rúben (-): Sem tempo de jogo suficiente para ser avaliado.


Peseiro (6): Mais uma vitória tangencial e sofrida, mas desta vez dificilmente se poderão assacar-lhe grandes responsabilidades. Desta vez foi essencialmente a falta de eficácia dos jogadores que nos deixou vulneráveis na fase final da partida. E, desta vez, a sorte foi mãe.



"Ai que eles marcam, ai que eles marcam..."


Outros intervenientes:


Gostei bem mais do Vitória da primeira volta. Desta vez foram mesmo pequenos, sem mostrar grandes ideias de jogo. Estão numa fase má, é notório, mas ainda assim pouco. E ainda assim, quase empatavam... Se fosse obrigado a destacar alguém, escreveria sobre o possante Arnold e o Hassan filho. Como não sou, ficamos assim.

Quanto a Manuel Mota e seus auxiliares, agradecido por não se terem feito notar para além de alguns erros de pormenor. 


Seguem-se os insuportáveis amigáveis das selecções e a recepção ao Tondela (bilhetes em breve). Até lá, vamos falando.

Um abraço a todos os pais, um muito especial ao meu e infinito agradecimento a quem me faz ser um.


Do Porto com Amor