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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Not Sporting Lisbon


Definitivamente, José Peseiro ainda não percebeu onde caiu de paraquedas. Em todo o caso, é bom que seja perspicaz e lesto a fazê-lo, caso contrário terá vida ainda mais curta do que muitos vaticinaram aquando do anúncio da sua contratação.


Impotentes à partida e à chegada. Ou então alguém perdeu o anel.


E pronto. Com esta horrível eliminatória europeia o mister Peseiro fez questão de explicar a todos por que motivo vinha tendo a carreira que todos conhecemos. Por ser pequenino, neste caso concreto demasiado pequeno para estar no FC Porto.

Peseiro, sozinho, perdeu 1/3 desta eliminatória.

Logo na abordagem que fez na antevisão da primeira mão, mostrou-se subserviente, temeroso e não conseguiu descortinar nada mais ousado do que apelar aos jogadores para não se deixarem derrotar por muitos. Disse e cumpriu, com a equipa que apresentou em campo mas principalmente com a forma de encarar o jogo. Mas esse jogo já foi devidamente escalpelizado.

Após um resultado que até se poderia considerar lisonjeiro face à exibição, sobrava esta segunda mão para demonstrar que a primeira tinha sido uma pálida amostra da capacidade desta equipa e, mais importante - muito mais importante do que isso, mostrar aos filhos da Merckel e a todos os que seguiram com infundado entusiasmo este duelo de champions (um sorriso amarelo) que o Porto é, ou melhor, continua a ser um clube especial.

Especial porque não sendo o que tem mais adeptos no país, é o que tem os melhores adeptos. 

Especial porque não tendo tido nunca orçamentos que se equiparem aos "rivais" europeus - onde se enquadra este Borussia Dortmund, nunca deixou de fazer das fraquezas força e minimizar essa décalage financeira com uma atitude insuperável. Sobretudo em casa.

Especial porque tinha o melhor presidente do mundo, que sabia escolher bem com quem se rodear, não hesitando em reparar um erro se assim o identificasse.

Mais uma vez, Peseiro preocupou-me na abordagem pré-jogo. Vamos ter calma, dizia ele. Um jogo de paciência, insistiu. Poderia até ser uma mensagem positiva, se nas entrelinhas não estivesse já o que eu mais temia: uma segunda dose de temor e subserviência. O que se confirmou em pleno.

E depois, entrou em jogo aquela dualidade tão típica do treinadorzinho português: ora encara o papão cheio de medo, ora, em acto de pura loucura, enche o peito de ar e a cabeça de minhocas e desata a reinventar o futebol mundial, promovendo alterações sem fim na equipa base para mostrar a todos quão genial sabe ser. 


"Que merd@ é esta?" pergunto eu...

Tantas foram as vezes a que já assisti a este filme que deveria ser-lhe indiferente. Mas não consigo. E suspeito que nunca conseguirei. Porquê? Porque sou do Porto. E ser do Porto não tolera nunca a cobardia disfarçada de prudência nem a palermice mascarada de genialidade.

Ainda no carro e a queimar etapas para chegar ao Dragão a horas, eis que de repente perco a pressa. Tomei conhecimento do onze inicial. Nem vou perder muito tempo com isto, apenas fazer uma afirmação: não estando Herrera e Brahimi lesionados, não há NADA que possa justificar a sua relegação para o banco. Nada. Fim de conversa.

Excepto, claro, a tal genialidade do portuguesinho, que para evitar que se notem as cuecas borradas decide vestir-se todo de castanho. O problema é que ainda assim tresandava... a medo. E a parvoíce, já o disse?

O jogo foi o que desde então se esperava, pois claro.  

E nem me venham acenar com o golo deles em fora-de-jogo ou qualquer outro erro de arbitragem. O grande erro, o colossal erro foi do nosso treinador. Ponto. Tivessem eles marcado ou não, tivesse o golo sido invalidado como deveria, não acredito que o desfecho fosse diferente. Porque na cabeça dos jogadores já estava bem estampado o carimbo da pequenez e da impossibilidade.

E reparem que por desfecho refiro-me ao deste jogo, nem sequer vou à eliminatória. Essa estava perfeitamente à mercê de ser perdida depois do resultado de Dortmund. O que nunca poderia ter acontecido foi este triste espectáculo de não sermos Porto. De não respeitarmos, uma vez mais, a nossa identidade. E de, enfim, passarmos mais uma triste figura para o palco europeu.

E já agora, mister, os aplausos no final não foram para reconhecer o "vosso" esforço. Aliás, aos 75 minutos começou a debandada do público que, tendo ficado até final, provavelmente não teria aplaudido. Depois, aquela cantoria autista das claques deve ter mais a ver com a recém-descoberta de que poderiam brilhar no Festival Eurovisão de Cânticos do que com satisfação propriamente dita. E por último, se houvesse esforço a reconhecer seria exclusivamente dos jogadores. Tivesse ficado sozinho no relvado e logo veria o que muitos pensaram da sua "exibição".

Lembram-se que comecei por dizer que Peseiro perdeu 1/3 da eliminatória sozinho? Pois, faltam os outros dois terços.


O segundo terço terá de ser evidentemente atribuído, qual medalha cavaca, à SAD na pessoa de Antero Henrique, o arquitecto-mor do nosso futebol profissional. E a Pinto da Costa, pois claro. As ridículas insuficiências de que padece o plantel são de um amadorismo que até há bem pouco tempo se julgaria impossível no Porto. 

Mas, por outro lado, até há bem pouco tempo a SAD não era nem uma sucursal das Doyens desta vida nem um palco de batalha entre Antero Henrique e Alexandre Pinto da Costa, o primeiro a distrair-se das suas responsabilidades para contrariar o regresso do filho pródigo (em disparates), o segundo a fazer um jogo sujo de guerrilha e a minar o mais possível o terreno que o primeiro pisa. Quem permite que isto aconteça é o mesmo de sempre, que também foi responsável pela imensa obra que todos conhecemos. E com tudo isto, perde o clube e perdemos nós, os que sofremos com ele.


Ide em paz e que o senhor dos futebóis vos acompanhe...

O último terço pertence justamente ao Borussia Dortmund, que além de ter uma boa equipa e um bom plantel, é um clube verdadeiramente especial. Como nós costumávamos ser, aliás. Também não são os maiores do seu país (há vários clubes com mais adeptos e mais museu e depois há o colosso Bayern a anos-luz de distância), mas estão seguramente entre os melhores. 

Tive a oportunidade de constatar na Alemanha como o clube está organizado para os seus adeptos nos mais variados pormenores. E claro, nada estranhamente, eles correspondem em campo. Com a maior média de assistências da Europa e com um apoio notável à equipa. E sabem que mais? Não há pipocas mas há pretzels e salsichas. E não é por isso que deixam de estar com a equipa de princípio a fim. E culminando com aquela comunhão entre jogadores e adeptos a que hoje todos (os que ficaram até final) puderam assistir. Não é exclusivo deles, já tinha assistido ao mesmo na derrocada da Munique, mas também não é isso que interessa, pois não? 

Até o seu jovem mas brilhante treinador foi de uma enorme delicadeza no final, não chamando a si ou à sua equipa todos os créditos deste sucesso. Por tudo isto, deixo-lhes os meus sinceros votos de sucesso para o que resta da competição.


Vamos a notas em modo compacto, mas com uma ressalva: quando tudo já estava condicionado pela estratégia, não seria justo penalizar em demasia os jogadores.


Notas DPcA: 


Dia de jogo: 25/Fev/2016, 20h05, Estádio do Dragão. FC Porto - BVB Dortmund (0-1).

Nota (7): Danilo

Nota (6): Casillas, Layún, Maxi, Marcano, Evandro, Marega, Suk

Nota (5): Ángel, Varela, Rúben, Abou, Brahimi, Herrera

Nota (1): Peseiro


Acabo como comecei. Peseiro teve um comportamento absolutamente deplorável na forma como encarou a eliminatória e cada um dos seus jogos. Apesar do primeiro erro, teve hoje uma oportunidade para se redimir. Mas atirou-a pela janela sem hesitar. 

Relembro que desde meados de Dezembro que defendo que a nossa única prioridade deve ser o campeonato (a que posteriormente juntei a taça, pela sequência de resultados). Portanto, nunca lhe iria cobrar o que quer que fosse na Liga Europa... excepto isto! Ser eliminado seria sempre mau, mas nunca dramático - contra qualquer adversário e ainda menos com o favorito dos bookies para vencer a competição. Mas sair de cena enxovalhado e diminuído é que nunca poderia esperar nem aceitar. E foi precisamente o que aconteceu. E isso não lhe perdoo. Caso ainda não tenha percebido, isto não é o Sporting. Isto é o Porto!

Para terminar em beleza, mais uma nota negativa para a política de preços definida para este jogo. A segunda desilusão da noite foi chegar finalmente ao estádio e reparar na grande quantidade de cadeiras vazias. Aparentemente, apostou-se em fazer muito com poucos, em vez de se apostar em encher o estádio através de preços acessíveis. Duplo erro: além de não ter o Dragão em plena força, a receita acabaria por ser a mesma ou até superior. Tanta asneirada num só dia...



Do Porto com Amor


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Os 12 Trabalhos de Peseiro


Pois é, meu caro Zé, aposto que quando recebeste aquele telefonema não antecipaste em que labirinto te vinhas meter. Mas agora já lá estás, perdidinho da Silva, e só te resta esgravatar (que não as paredes do labirinto, são demasiado duras e dás cabo das unhas) e encontrar a saída que dá acesso ao sucesso. Mas cuidado, há várias saídas possíveis mas apenas uma rumo ao sucesso. Sentes-te preparado para bater os minotauros ao sprint?

"Isto ainda está pior do que eu pensava..."

Acabado de chegar mas sem tempo a perder, José Peseiro tem pela frente a difícil missão de devolver o Porto ao lugar que o nosso estatuto exige. Não será de proporções bíblicas, mas ainda assim complicada.

Enquanto adepto dedicado e sofredor, também eu me sinto obrigado a embarcar numa missão secundária: ajudar José Peseiro a orientar-se nestes primeiros tempos no Templo do Dragão. Para tal, é fundamental identificar os problemas e estabelecer um plano para a sua resolução, definindo prioridades.

Foi com isto em mente que reflecti sobre a actualidade da equipa e do clube, procurando decifrar os motivos do nosso actual insucesso, e assim cheguei a este conjunto de tópicos quentes que exigem uma resolução premente.

São eles os 12 Trabalhos de Peseiro:


1) Devolver a confiança ao plantel. É a primeiríssima prioridade, limpar aquelas cabeças cheias de minhocas e relembrá-los da qualidade que possuem e da responsabilidade que têm por jogar de Dragão ao peito. Consta que é um dos pontos fortes de Peseiro, pelo que confio que o fará sabia e rapidamente.

2) Ganhar. É, só isto. Ganhar. Vão ver como faz diferença...

3) Implementar uma nova filosofia de jogo. Fundamental para consolidar o primeiro trabalho. Mas tem que fazê-lo sem esquecer que já domingo temos um jogo onde só podemos vencer. E outros logo de seguida. Tem que ser fácil de assimilar, por módulos ou como lhe quiserem chamar. Como? Não faço ideia, o treinador é ele...

4) Não hostilizar o Dragão. No fundo, ser inteligente. Jamais abdicar das suas ideias em função das palmas e dos assobios, mas ter a sensibilidade para gerir cada momento. E não complicar o que para todas as demais almas no estádio é demasiado simples. Uma pequena dica: se cumprir com os segundo e terceiro trabalhos, este vai ser canja.

5) Resolver o problema central. Convencer a SAD que os nossos centrais não seriam titulares em muitas equipas da segunda liga, que não servem para o Porto. Assim, sem rodeios. Só escapa Indi e mesmo ele precisa de alguém melhor ao lado. Portanto, precisamos de contratar dois centrais de qualidade de Champions, (pelo menos) um deles já em janeiro. Pode entretanto pegar em Marcano, Maicon e Lichnovsky, embrulhá-los nos equipamentos cacau e meter tudo na Bimby para fazer Trouxas de Chocolate.

6) Resolver o outro problema central. O do miolo. Estando de fora, tenho a sensação de que temos bons jogadores mas nenhum fora de série e vários de características semelhantes. Vê lá o que queres fazer da equipa e decide quais te dão mais garantias de o conseguir. E depois aposta neles, muitas vezes. Precisamos de consistência, que os jogadores se conheçam de olhos fechados e adivinhem o que os companheiros vão fazer a seguir. Cumplicidade só com regularidade.

7) Resolver ainda outro problema central. Desta vez no ataque. Convencer a SAD que para lutar a sério pelo campeonato precisamos de um goleador já em janeiro. Se esse goleador é Aboubakar ou não, só Peseiro e o próprio o poderão dizer. O camaronês atravessa uma fase péssima e foi um dos carrasquinhos de Lopetegui. Pelo sim, pelo não, que venha outro. Manter Suk a ver o que dá, obviamente, e devolver André Silva à sua equipa (a B), para que volte a recuperar a confiança e a alegria de jogar e continue o seu desenvolvimento, essencial para que um dia venha a ser o que todos esperamos dele. E Bueno, deposito muita esperança nele. Deves dar-lhe a possibilidade de mostrar o que vale, já que o elogiaste tanto de cadeirinha.

8) Ala(s) que se faz tarde. Por esta altura, o problema Tello já terá deixado de o ser (menos uma Trouxa), mas sobram outros assuntos (nada) laterais para resolver. Na defesa, é preciso decidir de Victor Garcia tem já condições para ser real alternativa a Maxi. Precisamos de uma. Se não for, terá que ser encontrado fora. O mesmo no lado esquerdo. Só Layún não chega e não há mais ninguém (que tenha qualidade para cá estar). Na frente, alternativas a Brahimi e Corona. Se Varela não quer ou não consegue ser, então que se dê oportunidades aos "miúdos" da B, sem os sobrecarregar com responsabilidades que ainda não podem ser suas. Para ir buscar mais uma Trouxa lá fora, não vale a pena. Hernáni? Ricardo? Kelvin? Your call, Zé.

9) Deslindar o mistério Imbula. Eu não tenho dúvidas de que o Gianneli é um bom jogador e ainda com margem para ser melhor. Tenho dúvidas é se conseguirá demonstrá-lo no Dragão. Lopetegui tentou assassiná-lo futebolisticamente e o rapaz agora tem medo. Compreensível. Falta portanto saber se terá Peseiro interesse em ter Imbula a fazer o que Imbula faz bem. Se não quiser, mais vale fazer já outra Trouxa (mas esta com um laço dourado de €20M). Também há a questão psicológica do jogador, mas acredito que se a outra for resolvida, esta se resolverá por si.

10) Transformar Errera em Herrera. Não, não é acrescentando um "H" (és um brincalhão, Zé...). Nem com poções mágicas. Talvez com uma esconjuração... não sei a fórmula, mas sei que este mexicano tira-nos anos de vida e quilos de paciência a cada jogo que faz. O hombre tem qualidades, a sério. Se conseguires isolá-las dos defeitos capitais (a Preguiça dos lances fáceis, a Avareza dos passes certos e a Ira que os outros dois nos provocam) e deitá-los fora para sempre, então terás ganho um bom jogador. E portistas com prazo de validade alargado.

11) Fazer Licor de Merda. Com João Gabriel, João Gobern, Pedro Guerra, Rui Gomes da Selva, António Simões, José Eduardo, Octávio Malvado e mais uns quantos. Se calhar estou a exagerar no ingrediente principal, mas paciência, fica mais encorpado. Para acompanhar com as Trouxas, claro.

12) Dar um chuto no traseirão de Bruno de Carvalho. Só porque sim. E porque precisava de 12 trabalhos.


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유럽 연합 버리는 좁 ...


Ah, e houve um jogo também. Perdemos por 1-0 em Famalicão. Pior que o resultado só mesmo a exibição. Tão, mas tão fraquinha que nem me vou dar ao trabalho. Não foi uma equipa que defrontou os famalicenses, foram 14 jogadores descrentes, sem confiança e sem saber o que fazer em campo. Vou dar notas porque preciso delas para a estatística da época, mas só por isso. E vai ser em modo compacto.

Dia de jogo: 20/Jan/2016, 19h45, Estádio Municipal de Famalicão. FC Famalicão - FC Porto (1-0)

Nota 6: Victor Garcia, Suk

Nota 5: Lichnovsky, Varela, Francisco Ramos, Corona, Ismael Diaz

Nota 4: Hélton, Angél, Maicon, Rúben, Sérgio, Imbula, André Silva

Nota 3: Rui Barros 


Mau de mais para ser visto. Adiante que hoje começa vida nova para todos.


Do Porto com Amor




quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

The Almost One


Confesso que fui apanhado de surpresa. Não contava de todo que fosse esta a escolha da direcção para suceder a Lopetegui.

Como muitos, apenas duvidava entre a vinda imediata do treinador para as próximas épocas (com Jardim e Marco à cabeça das minhas preferências) e a de um “interino de provas dadas” como Jesualdo Ferreira.


Adrego Design

Por José Peseiro, de facto não esperava. E não, a surpresa não foi positiva. Tenho lido (com agrado) vários argumentos válidos que justificam o acerto da contratação no contexto actual e até lhes reconheço uma boa lógica, mas simplesmente sinto que é curto para as nossas ambições.

Após dois falhanços consecutivos, esperava uma contratação à Pinto da Costa: relâmpago, eficaz e a provocar ahhhs em toda a gente. Quero lá saber se o(s) preferido(s) está/ão a trabalhar, queria é que ele fosse convencido e viesse de imediato treinar o meu clube!

Não foi assim. Foi José Peseiro o escolhido. Discordo da escolha.

Por que motivos ?

- Pelo seu historial profissional. Falhou no Sporting (pouco releva que quase tenha ganho) e não tenho ideia de que posteriormente tenha tido verdadeiro sucesso em algum lado. Sim, ganhou-nos uma Taça da Liga. Mas convenhamos que é manifestamente pouco.

- Pela desconfiança que a sua contratação vai gerar junto dos adeptos. Não é uma pessoa que (enquanto treinador) granjeie empatia com facilidade. A sua forma de falar, a sua postura corporal, tudo contribui um pouco para isso. Prova disso são as dificuldades que tem sentido em todo o lado por onde a sua carreira tem passado. Haverá uma quantidade relevante de adeptos dos seus ex-clubes que o tenha em boa conta? E claro, a lembrança do regozijo que provocou em muitos portistas aquando das decepções leoninas - e o medo que as coisas se invertam agora.

- Pelo contexto do clube. Escolher alguém que não gera à partida um consenso alargado, no momento actual que a equipa atravessa, é exponenciar o risco de forma pouco avisada. À primeira falha, que margem de manobra sobrará a José Peseiro? Quanto do seu capital de reconhecimento, granjeado durante todos estes anos, estará PdC disposto a apostar em sua defesa?

Definitivamente, não seria José Peseiro a minha escolha. Mas eu sou apenas um adepto.


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Dito isto, vamos ao futuro.

Não o longínquo, mas aquele que começa já hoje (ou talvez amanhã).

José Peseiro é agora o meu treinador. Sim, o meu, não apenas o da SAD ou de Pinto da Costa, mas o meu também.

Como tal, só lhe posso garantir o meu apoio incondicional durante os jogos, ainda que sempre crítico antes e depois deles, até que um dia deixe de o ser. Já nada me interessa tudo o que fez antes de cá chegar, apenas me interessa o que fará daqui em diante.

Meu caro Zé, só te posso desejar todo o sucesso do mundo, porque ele será também o meu, o nosso, o de todos os portistas. Tens agora uma oportunidade dourada (quem sabe se a única) de provares a todos e a ti próprio que o “quase” foi apenas uma infeliz conjugação de factores, que és capaz de ir até ao fim e cortar a meta em primeiro. Pode parecer-te injusto, mas o mínimo que te peço é sermos campeões já este ano. E o mínimo que te exijo é que te esforces por compreender o que é o FC Porto e que o respeites em cada momento de cada jogo. Não é muito, mas é tudo. Vamos a eles carago!


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Hoje joga o Porto! Às 19h45, em Famalicão, para disputar o nosso segundo jogo na Taça da Liga. 

É absolutamente irrelevante que as nossas possibilidades de apuramento sejam muito reduzidas, teremos que (como sempre) entrar fortes, assumir o favoritismo e vencer. Só isto. E depois... e depois José Peseiro is in da'house!


Do Porto com Amor



terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Stop. Rebobina a fita, puxa o filme atrás. Stop. Replay


Nada como umas más horas de sono para pôr as coisas em perspectiva.



Já temos treinador. Thy name is Peseiro, José Peseiro.

Vamos por partes.


1 - Há umas semanas atrás, deixei bem clara a minha posição sobre a então eventual mudança de treinador a meio da época.

"Como regra, não acredito em mudanças de treinador a meio do percurso. Apenas se reunidas condições excepcionais e incontornáveis admito que a mudança possa trazer benefícios. E que condições poderão ser essas?
 
a) O treinador abandonar o clube unilateralmente;

b) Já não haver nada para ganhar na época desportiva;

c) A direcção decidir mudar de rumo, ter já encontrado o sucessor e ele estar disponível para assumir funções de imediato, começando já a preparar a época seguinte enquanto luta pelos objectivos ainda atingíveis da actual.

Mas - um enorme "mas" - no caso desta última alínea, esta opção representa para mim o assumir de um rotundo falhanço por parte da direcção. As ilações que cada sócio portista retirar do processo, deverão ser reflectidas no seguinte acto eleitoral."

Isto é o que mais releva desse post para o assunto em questão. Mas recomendo a leitura completa para melhor compreensão do meu pensamento sobre todos os intervenientes.

Primeira conclusão: Pinto da Costa e a sua direção falharam duas vezes neste processo. Primeiro, na manutenção de Lopetegui após a desastrosa época anterior. Segundo, ao despedi-lo a meio da época - contradizendo as suas convicções de há seis meses atrás - sem ter uma alternativa melhor já contratada para lhe suceder.


2 - Não havendo plano B, foi Rui Barros o cordeiro sacrificial escolhido para carregar com o peso morto desta equipa até que finalmente fosse encontrado o sucessor do basco. Conseguiu fazê-lo com sucesso nos dois confrontos com o Boavista (apurando-nos para a meia-final da Taça) mas falhou estrondosamente em Guimarães. 

Segunda conclusão: a ausência de um plano custou-nos mais 3 pontos, numa jornada em que o líder até empatou em casa com o último. E não se ouve a voz a um dirigente portista desde que tivemos a fugaz passagem pelo primeiro lugar. Haverá correlação entre uma e outra? Aposto que sim.


3 - Ontem à noite, o universo portista foi brindado com mais uma notícia estrondosa: José Peseiro é o escolhido para recolher e colar os cacos desta equipa, reabilitando-a de forma a ainda conseguirmos atingir o nosso grande objectivo de qualquer época, sermos campeões. Apesar de todas as pequenas catástrofes que já vivenciamos esta época, estamos a apenas 5 pontos do primeiro quando ainda faltam disputar 48 pontos! Quarenta e oito! Isto após uma semana em que foram apontados muitos nomes para assumir o nosso comando técnico, um deles o próprio Sérgio Conceição que nos acabou de derrotar. O que tinham em comum? Serem portugueses e (na minha opinião) os "interessantes" estarem todos empregados. E Peseiro também, já agora.

Terceira conclusão: José Peseiro não era nenhuma das primeiras opções do plano de contingência traçado à pressa pela SAD. Terá sido a quarta ou quinta solução, já apontando para baixo. É evidente que Conceição foi sondado, tal como AVB, Marco Silva e Leonardo Jardim, pelo menos. Podem não ter sido "contactados directamente", brinquem o que quiserem com o português, mas foram sondados. 

Quarta conclusão: aquele Porto a quem bastava estalar os dedos para que qualquer treinador português abanasse a cauda e suspirasse de ilusión já não existe; a dura realidade é que hoje em dia já nem sequer conseguimos convencer aspirantes a deixarem os seus medianos (ainda que muito bem pagos) empregos para virem treinar o Futebol Clube do Porto. Sim, porque não estamos a falar de treinadores consagrados, que já venceram tudo ou qualquer coisa que fosse, mas sim de técnicos jovens, promissores mas com quase tudo por conquistar no futebol (apenas AVB não se enquadra nesta conclusão, já têm CV, ainda que ganho cá ).


4 - No meio disto tudo, estão previstas eleições no clube ainda antes do final da temporada. E se nada mudar entretanto, de novo com lista única.

Quinta conclusão: seria de todo recomendável que as eleições fossem adiadas para setembro/outubro, por dois motivos principais. Primeiro, para que a actual direção pudesse ser avaliada pela totalidade das épocas desportivas que compuseram este mandato. Segundo, para que outros interessados tivessem tempo para ganhar coragem e preparar as suas candidaturas com projectos credíveis. Ainda não averiguei se alguma questão estatutária o impede, mas em todo o caso temo que apenas se a voz de muitos portistas se fizer ouvir alto e em bom som é que será colocada a hipótese do adiamento.


Termino renovando o meu apelo a todos os portistas com aspirações a serem presidentes do meu clube: se querem ter a possibilidade de conseguir o meu voto, é agora que têm que dar a cara

Agora é que o clube precisa de alternativas, para que cada um as possa comparar e escolher em função da sua avaliação. Nada poderia ser mais nocivo do que voltarmos a ter eleições de lista única. Tem que haver quem contradiga, quem esteja atento, quem pense diferente. 

O tempo da unanimidade está morto e enterrado. Quase arriscaria dizer que para sempre. 

Quem continuar na penumbra, assistindo impávido enquanto Roma é consumida pelas chamas, para depois surgir como o salvador da pátria, só terá o meu desprezo. O meu e de muitos milhares de portistas, tenho quase a certeza.


Quanto a José Peseiro, é já a seguir. Estou mesmo a acabar a digestão. A carne de sapo sempre me provocou uma azia terrível, ainda para mais em sashimi.


Do Porto com Amor




segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O novo Zé


It's SAD, so SAD

It's a SAD, SAD situation
 

And it's getting more and more absurd
 

It's SAD, so SAD
 

Why can't we talk it over
 

Oh it seems to me
 

That sorry seems to be the hardest word




Estou sem reacção. Paralisado. Peseiroso.



Do Porto com Amor