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segunda-feira, 13 de julho de 2015

A morte do árbitro Marco


"Termina hoje a minha carreira de Árbitro, agradeço a todos as sentidas mensagens que recebi, foram muitos os amigos que quiseram deixar uma palavra de amizade, gente do futebol, da sociedade em geral desde a política até aos desconhecidos, a todos o meu muito obrigado... Dediquei 20 anos a esta nobre causa, sendo 9 deles no futebol profissional, abdiquei da minha profissão de 12 anos na Banca, dos meus amigos e até da minha família quando o dever chamava por mim, todas as minhas ausências eram compreendidas por quem gosta realmente de mim. Não me arrependo de nada, de nenhuma palavra que disse contra o "SISTEMA" enraízado. Saio neste momento não por deixar de gostar de arbitragem, muito pelo contrário, saio para poder ganhar a minha liberdade de expressão e acabar com as pessoas que destruiram e continuam a destruir anos e anos de conquistas que a arbitragem portuguesa alcançou. Tantas injustiças ao longo destes anos e não entendo como continuam a prestar vassalagem a incompetentes, todos se queixam mas infelizmente só o fazem no silêncio. O 25 Abril deu-nos liberdade, está na altura de perderem o medo, de levantar a cabeça e enfrentar as pessoas de frente, unidos venceremos e podem ter uma certeza, estarei na linha da frente como sempre estive nos momentos e nos sitios certos e se optarem uma vez mais em serem submissos façam-no de forma a que todos os dias consigam se olhar ao espelho e questionem, tenho orgulho em mim? Sou um bom exemplo para os meus filhos? Se a resposta for "sim" continuem que um dia os vossos filhos vão demonstar que estavam errados... Não saio por querer, levei um "cartão vermelho" por ter carácter, por ser sério e por não pactuar com injustiças, talvez estas infrações estejam este ano nas alterações às leis de jogo. Estudem bem para não seguirem o meu exemplo... bem hajam..."

É esta a declaração de despedida do agora ex-árbitro Marco Ferreira, que como sabemos desiste da arbitragem após ter sido despromovido como resultado de ser o último da classificação em 2014/15, algo inacreditável se recordarmos todos os artistas do apito que fizeram o bicampeão.

Já escrevi sobre a contundente e gravíssima acusação que fez após ter sido divulgada a classificação, bem como sobre a clarificadora entrevista que deu à RTP mais recentemente.

Tendo passado praticamente um mês desde as primeiras declarações, continua tudo na mesma.

Vitor Pereira ainda não se demitiu.

O sorteio ainda não foi aprovado e provavelmente nunca o será.

E, tanto quanto se sabe, nenhuma investigação judicial teve ainda início para apurar da veracidade das graves acusações do cidadão Marco Ferreira.

Ele promete nesta despedida acabar com as pessoas que "destruíram" as "conquistas da arbitragem". Logo veremos se terá mesmo coragem para o fazer ou não passará de uma ameaça vã de um árbitro no seu último suspiro.


Se hoje morreu o árbitro Marco Ferreira, que das suas cinzas renasça um homem de convicções inabaláveis, disposto a ir até ao fim para limpar o seu nome.

Em todo o caso, vou estar atento aos sinais. E se puder ajudar de alguma maneira, estou à disposição caro Marco.


Do Porto com Amor



terça-feira, 30 de junho de 2015

Obviamente, demita-se!


Passadas que estão cerca de 12 horas desde a aprovação do sorteio dos árbitros para o futebol profissional em AG da Liga, algumas considerações:


 - o grande responsável pela necessidade de fazer esta alteração aos regulamentos, o elusivo e viscoso Vítor Pereira, ainda não teve a decência de se pronunciar sobre esta claríssima declaração de incompetência e acto contínuo, apresentar a sua irrevogável demissão acompanhada de um solene pedido de desculpas. Fica a sensação de que terá de ser corrido ao pontapé... e candidatos para o fazer não devem faltar.


 - como seria de esperar, o Benfica não teve lata nem para votar, não só porque de facto não gosta da mudança, que o vai obrigar a ir outra vez à guerra pelo controle da arbitragem, mas também para não dar azo a uma potencial "deserção & confissão" de quem até agora esteve ao seu serviço.


 - Porto e Sporting não estiveram nem estarão juntos em qualquer circunstância enquanto (pelo menos) uma das direções não sair de cena; simplesmente votaram no mesmo sentido e individualmente terão feito todos os esforços para que as suas posições (desta vez, coincidentes) saíssem vencedoras da votação.


 - dando sequência às suas graves acusações de há uns dias, Marco Ferreira volta hoje ao ataque, sendo novamente muito claro sobre o estado da arbitragem em Portugal. Descontando o despeito e frustração pelo que lhe sucedeu, as palavras são inequívocas:

"Parabéns a quem teve coragem de acabar com o sistema, acabaram de passar um atestado de incompetência a quem se acha muito importante... Acabaram de tirar o único 'brinquedo' que restava. Uns brindam outros choram... Bem hajam.."

Do que estão à espera as autoridades competentes, desportivas e civis, para investigar tão graves acusações?


Sobre o sorteio propriamente dito, não me parece que seja a melhor solução mas apenas a melhor solução disponível.

Mesmo que já não seja possível pôr as bolas no congelador antes do sorteio, há sempre formas de conseguir adulterar o processo, se quem o realiza não for sério.

No estado em que as coisas se encontravam, não haveria outra forma para estancar a sangria de pouca-vergonha. Esta será uma daquelas épocas que ficará na história como uma das mais infames de todos os tempos, com Vitor Pereira a dar-lhe rosto.

Alerto no entanto para a subjectividade que resulta do que agora foi aprovado: será o CA a definir o que são " jogos de maior grau de dificuldade" para os quais "são elegíveis para o Sorteio os árbitros internacionais", pelo que a porta fica entreaberta para mais algumas aberrações.

A solução ideal passará sempre por ter gente séria e competente a fazer as nomeações, devidamente escrutinadas por um orgão independente. Mas a questão da arbitragem é bem mais complexa do que isto e um dia destes dedico-lhe um post.


Do Porto com Amor


 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Investigue-se! Já!


"Amigos, não tenho palavras para descrever o que sinto, todos vocês estão a demonstrar que o meu trabalho não foi em vão, não perdi a esperança que ser sério vale mesmo a pena, é a minha forma de viver custe o que custar. Agradeço aos meus pais a educação que me deram e a todos vocês o apoio e solidariedade que demonstraram nestes dias. Lamento não conseguir responder a todos, mas podem ter a certeza que estão todos guardados no meu coração. Felizmente o meu coração é da grandeza do meu carácter, da minha seriedade e da justiça que irá imperar, tratar todos por igual sem ceder seja ao que for. É um modo de vida e não uma obrigação. Estar bem com a minha consciência é algo que não tem preço. Vocês são grandes... bem hajam..."

Árbitro Marco Ferreira, no "seu" FB.
 



Terei sido o único a descortinar a gravíssima e inultrapassável acusação de Marco Ferreira?

 "ser sério vale mesmo a pena"

Não é preciso ser muito inteligente nem grande conhecedor da língua para perceber que Marco Ferreira está a afirmar ter sido penalizado com a descida de divisão por não ter abdicado de ser sério, o que obviamente significa que alguém o aliciou para que o fizesse, deixasse de ser sério. Transparente como água.

"justiça que irá imperar, tratar todos por igual sem ceder seja ao que for"

Se dúvidas restassem... volta a referir que não cedeu a aplicar tratamentos diferenciados. Mas acrescenta que haverá justiça no final.

Qual justiça, caro Marco? A divina? É que se vai ficar à espera dessa é capaz de demorar...

Vamos lá ser consequentes e denunciar publicamente e sem rodeios quem o pressionou, quando e com que objectivos.

Significa que há na arbitragem quem não seja sério, Marco Ferreira?

Então a sua obrigação é denunciá-lo(s).

Mas se não for tão sério como diz e se se ficar por meias palavras e acusações vagas, então que as autoridades desportivas e judiciais, outrora tão diligentes, o façam dizer aquilo que sabe, sob pena de difamação ou até cumplicidade.


Do Porto com Amor



quinta-feira, 18 de junho de 2015

Marco "este não pode ser" Ferreira

Jogos apitados por Marco Ferreira na Liga 14/15


Foi anunciada a classificação dos árbitros relativa à temporada 14/15 e com ela o último lugar e consequente despromoção do árbitro madeirense Marco Ferreira.

É um daqueles árbitros de que nenhum adepto dos 3 grandes gosta, porque várias vezes tem a ousadia de se enganar contra eles. É portanto, um árbitro potencialmente pouco influenciável, se não totalmente impermeável. O que, obviamente, é bom.

Claro que, à parte isto, importa saber se tem qualidades técnicas, e mais importante, se tem bons desempenhos. Fixando-me na classificação da época anterior, sim - ficou em segundo lugar, apenas atrás de Pedro "Elvis" Proença.

Será que de uma época para a outra teve uma quebra assim tão vertiginosa que justifique ficar em último?

Será que foi assim tão mau que tenha merecido ficar atrás de João Capela, Bruno Paixão, Paulo Baptista e Vasco Santos, entre outros?

Mas se foi assim tão mau, ainda assim o nomeiam para a final da Taça de Portugal?

Ah, e já agora, reparem na imagem p.f.


Sobre o grande vendedor, perdão vencedor da época há ainda mais para dizer.

Por agora fico pelo essencial: Jorge Sousa esteve em todos os jogos decisivos do campeonato e influenciou-os a todos, com maior clareza o Sporting - Benfica, cujo golo do empate no final dos descontos é claramente ilegal, por offside activo do querido Maxi. Este jogo não só afastou definitivamente o Sporting da corrida ao ouro, como impediu que o Porto ficasse a 3 pontos e portanto a depender de si próprio (o que, como se sabe, tem grande impacto psicológico em perseguidor e perseguido).

E já agora, quando é que se viu um árbitro apitar 3 clássicos na mesma época? Raramente, aposto. Nem o "melhor do mundo" Proença terá tido essa sorte...

Superdragão? Right...



Do Porto com Amor



sábado, 13 de junho de 2015

Jogo Aluado - a contra-resposta


Na sequência da resposta de Mário Fernando (Jogo Jogado/ TSF) à minha missiva original, segue a imprescindível contra-argumentação.




"Caro Mário Fernando

Agradeço a simpatia que teve em me responder.

Contudo, não posso deixar de contra-argumentar, sobretudo porque se trata de refocar a discussão naquilo que me motivou a escrever em primeira instância.

Devo dizer que concordo com praticamente tudo o que escreve, mas se fizer o favor de comparar a minha missiva com a sua, verá que pouco têm em comum. Ou seja, respondeu-me sem efectivamente me responder.

Concordamos em que o Jogo Jogado não se foca na arbitragem, tal como eu tinha assumido logo no início da minha reflexão. Bem como na comparação com outros programas, também considerado por mim como dado adquirido.

Seguidamente, refere-se à resolução do problema da arbitragem em Portugal. A isto eu não me referi, ainda que seja um ponto primordial. Mas não me referi precisamente porque concordo consigo no essencial: não será resolvido até que venha a ser imposto por factores exógenos. É certo e sabido que os dirigentes, regra geral, alinham pelo mesmo diapasão sempre que não ganham. Mas nem eu nem o estimado Mário somos dirigentes, confirma?

E o facto de nenhum de nós ter solução mágica para a arbitragem, não implica que aceitemos impavidamente aquilo se vai passando. Quando acharmos que se trata de adulterar o resultado final da competição (como eu acho), mesmo sem solução à vista, parece-me fundamental pelo menos dizê-lo alto e em bom som, para que não nos tomem por meros cúmplices e para que se saiba que há aqui quem se oponha e conteste.

Eu não acredito, até prova em contrário, que os erros que se acumularam em benefício do Benfica foram total ou sequer parcialmente intencionais, mas isso não me impede e, em minha opinião, também não deveria impedir o Jogo Jogado de assumir uma posição clara quanto à mera existência desses erros e ao impacto que teve nas contas finais do campeonato. Mesmo dando uma considerável margem de erro e de rigor nessa análise, verá certamente que houve um padrão que inevitavelmente deturpou a classificação final.

Acredite quando lhe digo que adoraria que o nosso futebol atingisse a maturidade em termos organizacionais, seguindo os bons exemplos que grassam por essa Europa fora. Remetido à minha singela faceta de adepto interessado, defendo várias e “simples” propostas para que se rume nesse sentido.

Mas nada disto colide ou me impede de dizer que, dentro do panorama actual, a época 14/15 ficou incorrigivelmente tingida pela influência perniciosa da arbitragem na atribuição do título de campeão.

Para terminar, reitero o meu convite para uma conversa mais detalhada e alargada aos outros membros do Jogo Jogado.

Saudações portistas,

Lápis Azul e Branco"


Do Porto com Amor


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Jogo Aluado - a resposta


Resposta de Mário Fernando, moderador do Jogo Jogado, ao meu comentário ao referido programa e já publicado aqui:


"Caro Lápis Azul e Branco :

Agradeço o comentário e respondo-lhe, antes do mais, porque a questão de fundo que coloca justifica uma explicação detalhada. De facto, o Jogo Jogado não tem na arbitragem o seu foco principal.

Para começar, porque o Jogo Jogado - como foi dito expressamente logo no seu arranque - não foi criado para replicar o que sucede na quase totalidade dos programas sobre futebol, ou seja, galgar audiências à custa do único tema que realmente arrasta multidões. A arbitragem, claro. Se retirasse esta temática a esses programas as audiências corriam enormes riscos. E nenhum operador no seu perfeito juízo cometeria esse suicídio. Já contabilizei 70 por cento da ocupação de antena de um programa com a discussão dos "lances polémicos" ou, como lhes chamam eufemisticamente, dos "lances marcantes" dos jogos. Incluindo (parece brincadeira, mas não é) a repetição do mesmo lance 14 vezes.

Depois, porque o problema da arbitragem em Portugal não vai resolver-se só pelo facto de se gritar muito e alto. Já passaram décadas, o barulho dos dirigentes nunca parou - ora uns, ora outros - e a verdade é que as coisas não mudaram. Nem vão mudar precisamente por aquilo que também não muda : os dirigentes vão continuar a contestar quando são prejudicados e a assobiar para o lado quando são beneficiados. Ou, o que até tem mais graça, a jurar que são "sempre" prejudicados. No fundo, caro Lápis Azul e Branco, o que quero dizer é que em Portugal não há qualquer preocupação com a arbitragem, mas sim com a contabilidade no deve e haver dos benefícios e prejuízos entre os clubes.

Chegados aqui vamos diretos ao que realmente interessa. A nossa posição é muito simples : os problemas - que são muitos e sérios há décadas - só se resolvem quando os clubes os quiserem resolver. O quadro de árbitros é de baixa qualidade (temos três ou quatro bons árbitros, mas o resto é de sofrível para baixo), as classificações são determinadas de forma muitíssimo discutível, os observadores são umas personagens meio obscuras, as nomeações são incompreensíveis em muitos casos, enfim, a lista é longa e conhecida. Simplesmente, a indignação só surge nas circunstâncias que referi atrás, quem fica abaixo não se cala. Não é preciso grande esforço de memória para conferirmos os comportamentos de Benfica, FC Porto e Sporting sempre que tal sucede.

Se os clubes forçassem a uma revisão geral da regulamentação - e a Liga tem aqui um papel determinante, nunca esquecendo que a Liga são...os clubes - e convergissem numa base de trabalho tornariam a solução muito mais simples. Só que - e esta é a dúvida crucial - ninguém está a ver os três grandes a acertarem agulhas neste aspeto (com todo o respeito, os restantes estão "condenados" a ir atrás). E não há convergência por causa de uma relação de poder. Qualquer um dos grandes, apesar das contestações, não arrisca mudanças radicais de credibilização, porque "hoje manda aquele", mas "amanhã posso mandar eu".

Digo-lhe, caro Lápis Azul e Branco, que tudo acabará necessariamente por mudar. Pode demorar mais tempo (em Portugal vai demorar de certeza), mas há de chegar o dia em que os clubes não terão saída. Até lá, bater na mesma tecla é somente chover no molhado
.
"


Obviamente, impõe-se contra-resposta. Dentro de momentos, no sítio do costume.

Do Porto com Amor



terça-feira, 9 de junho de 2015

TSF - Jogo Aluado


Carta aberta aos intervenientes do programa da TSF "Jogo Jogado"



"Estimados Mário Fernando, Luis Freitas Lobo e João Rosado

Sou um relativamente fiel seguidor do Jogo Jogado, mais até na temporada que agora terminou do que em anteriores, pelo simples motivo que é dos poucos programas (se não o único) em que efectivamente procuram falar sobre futebol. 

Ainda que não raras vezes discorde das vossas opiniões e escolhas, normalmente são 45 minutos a analisar o futebol que se jogou na semana anterior, a discorrer as vossas reflexões sobre o que viram e ouviram, dentro e fora de campo. 

Não se assiste a um destilar de ódios, nem tão pouco ao arrastar penoso de quem apenas espera pelo final da emissão para arrecadar o cachet, nem se atura as exaltações desproporcionadas de quem fala como o mais *** dos adeptos. E isso é bom.

No entanto, e após aguardar pacientemente pelo final da temporada, devo dar-lhes conta da minha desilusão. E dizer-lhes que, a não ser que por factos me convençam do contrário, irei deixar de ouvir o Jogo Jogado.

E vou pelo mesmo motivo que comecei a ouvi-lo: confirmei que não falam de futebol. Ou pelo menos, não falam do futebol como um todo.

Quem, como eu, os ouviu durante toda a época, fica com a incómoda sensação de que vivem noutro planeta, se calhar no tal Planeta Futebol do LFL, em que são 11 contra 11 e nada mais interfere no desfecho de um jogo.

Pois lamento ser eu a dar as más notícias, mas entre outros, há um factor que condiciona e tem o poder de alterar o desfecho de um jogo e de um campeonato. Sim, adivinharam, é a arbitragem.

Eu percebo e subscrevo que não faz sentido fazer a análise do desempenho das equipas exclusivamente a partir da arbitragem, obviamente que não, seria redutor. 

Mas daí a ignora-la por completo, quando se analisa uma época como esta, em que a arbitragem foi claramente favorecedora do Benfica e teve um impacto decisivo no desfecho final da competição, vai um passo abismal. Passo esse que, em minha opinião, nunca poderiam ter dado.

É fazer de conta que vivemos numa outra realidade alternativa e isso, ainda que inintencionalmente, acaba por os juntar à imensa procissão de adoração da Senhora da Luz em que se transformou este campeonato.

Não estão em causa os méritos e desméritos de cada uma das equipas, mas sim factos.
O Benfica acabou o campeonato com mais 3 pontos do que o Porto, mas como resultado objectivo dos erros de muitas e variadas arbitragens, quase sempre a favor do primeiro e em prejuízo do segundo.

Factos? Estão à vista de todos, mas também resumidos no meu blogue em http://doportocomamor.blogspot.pt/2015/06/analise-epoca-1415-influencia-da.html , que lhes peço a gentileza de consultarem, uma vez que não consigo aqui reproduzir o conteúdo a que me refiro.

O que mais me desilude é a forma como passam por cima do assunto, como se fosse algo menor ou sem importância. Não é e sabem certamente que o não é!

Se considerarem o favor de me responder, peço que não se baseiem no argumento “em épocas anteriores, também não falamos do tema, e os beneficiados podem ter sido outros” porque só por si não tem sustentação, a não ser que o façam acompanhar de factos objectivos. E já agora, porque o facto de se ter feito mal até aqui, não justifica que se continue a fazê-lo...

Compreendo a dificuldade em expor os vossos pontos de vista através deste meio, sobretudo estando eu a interpelar 3 pessoas em simultâneo, pelo que se tiverem interesse e vontade, terei todo o prazer em convidá-los para uma tertúlia em data e local da vossa conveniência.


Saudações portistas,

Lápis Azul e Branco
(Do Porto com Amor)"



segunda-feira, 1 de junho de 2015

Taças - a lei do mais forte



E pronto, está definitivamente encerrada a temporada de clubes na esmagadora maioria das ligas europeias.

Como habitualmente, a taça do país é a última a ter o seu desfecho e foi neste fim-de-semana que Arsenal, Barcelona, PSG e Wolfsburgo levaram o caneco para casa. Da goleada dos gunners à obra-prima de Messi, passando pelo golo decisivo do uruguaio mal-amado e pela robusta reviravolta dos alemães, houve de tudo e para todos os gostos.

Por cá, uma merecida palavra de apreço aos jogadores do Sporting e muito especialmente a Marco Silva, que na minha leitura foi o elemento (des)equilibrador de uma equipa que jogou com 10 quase desde o início. Estava naturalmente a torcer pelo Braga, mas só me resta reconhecer que a "sorte" foi justíssima.

No outro lado da moeda, está inevitavelmente Sérgio Conceição, que certamente ficou devastado com o que lhe aconteceu. No entanto, hoje e já na ressaca, terá de reconhecer que foi ele o grande responsável pela não conquista da taça pelo Braga. Teve tudo, mas mesmo tudo a seu favor para o conseguir, mas erros de análise e alguma falta de ambição em "matar" o jogo enquanto pode, acabaram por lhe ser fatal. Faz parte do crescimento Sérgio, pick yourself up, dust yourself off and try again. E certifica-te de que não volta a acontecer, porque a dimensão de uma carreira de treinador decide-se nestes momentos.

Sobre este jogo, uma última coisa: de tudo o que vi e sobretudo ouvi, desde os 120+ minutos da transmissão da Sporttv aos comentadores e opinadores do costume, nenhum foi capaz de salientar o efeito que o vento forte teve no jogo, em particular no segundo golo do Sporting. Incrível como até ex-jogadores não tiveram o discernimento de perceber a dificuldade adicional criada por este factor e servi-lo como atenuante da "enorme" falha do pobre Aderlan.

Quem parece que vai ficar um ano a digerir o amor ao BVB é Jurgen Klopp. Há quem diga que é mesmo assim, ou que está à espera da saída de Guardiola, mas eu acho que ele amuou quando soube que Lopetegui ia continuar...

Nota: o nosso menino 92 parece querer afirmar-se em definitivo, agora no seu país e ao serviço do Palmeiras. Pelo menos os adeptos do verdão já estão rendidos e ele ainda nem lhes deu um título nos descontos. Esperemos que seja desta, moleque, começa a ficar tarde.