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quinta-feira, 16 de março de 2017

Gran Torino


Não gosto de perder nunca, mas ontem regressei tranquilo de Turim.

À partida, a missão era complicada. Reverter fora uma derrota caseira por dois golos, frente a uma equipa formada por excelentes jogadores e que joga de forma pragmática e cínica, sem ligar patavina ao que as bancadas esperam dela.  


Juventus Stadium

Aliás, as suas bancadas aparentam precisamente já não esperar nada mais para além do resultado. Entram mudos e saem calados, tirando o seu hino, o momento do festejo dos golos, uns segundos a comemorar o apuramento e mais meia-dúzia de momentos durante a partida. Já lá iremos, porque me ajudou a ultrapassar um trauma de infância e preciso de desabafar com V. Exas.

A Juventus entrou pressionante, talvez à procura do golo que sentenciasse de vez a eliminatória (na sua perspectiva). Não o conseguiu e cinco minutos depois já estavam no seu registo natural, organizados atrás, tranquilos, a ver o que o jogo dava, e a procurar explorar de forma fatal toda e qualquer desatenção na nossa defesa.

Daí até à meia hora, o jogo foi equilibrado nos seus equilíbrios, pese uma ou outra oportunidade dos italianos para fazer mossa. Da nossa parte, muito rigor nas marcações e compensações, demonstrando uma lição bem estudada. Faltou-nos fazer entrar o último passe para causar verdadeiro perigo, o que esteve para acontecer apenas uma vez, quando Soares podia ter desviado de cabeça já nas cercanias de Buffon.

Confortável e matreira, a Juve voltou a acelerar no último quarto de hora, conseguindo finalmente desposicionar-nos e criar alguma confusão. Num desses lances, a bola sobrou para Higuaín já em cima da pequena área, após defesa de Iker, que chutou para uma grande defesa de Maxi, que entretanto se havia lançado no ar para tentar parar o remate. Por azar, parou-o com as mãos. Penálti, expulsão, golo e outra vez em inferioridade numérica. Finito.


 

A segunda parte resultou em muito menos sofrimento do que antecipava ao intervalo, porque mesmo tratando-se da Juve, seria natural os seus jogadores ambicionarem "divertirem-se" a jogar e procurarem aumentar o score contra um adversário reduzido a dez homens. Mas não. A Juve, esta Juve, só joga aquilo que precisa. Nem mais um bocadinho, a não ser que a deixem - e nós não deixámos.

Como consequência, houve poucas oportunidades flagrantes de golo, mas, das que houve, duas foram nossas (Soares e Jota) e deveríamos ter concretizado pelo menos uma. Um empate final seria um justo prémio pela bravura e inteligência com que abordamos a segunda metade do encontro. 

Destaco a opção de Nuno ao intervalo, de substituir AS por Boly e despachar Marcano para a lateral esquerda, por troca com Layún. Não gostei no papel (se era para pôr um central a lateral, mais valia Herrera - (...) - por exemplo e manter a estabilidade da dupla de centrais). A verdade é que resultou muito bem, dadas as grandes exibições do francês e do espanhol. Viola ao saco.

Saímos do moderno e muito funcional Juventus Stadium sem ponta de arrependimento e com a sensação que, tendo em conta a valia do adversário e o duplo hara-kiri dos laterais, fizemos um bom trabalho. Aliás, o aplauso com que jogadores e treinadores foram recebidos ao chegarem ao avião demonstra perfeitamente esse sentimento reinante pelos Portistas que lá estiveram. Para o ano há mais.


Azul e Branco é o mundo inteiro (hotel em Turim)


Notas DPcA 

Dia de jogo: 14/03/2017, 20h45, Juventus Stadium, Juventus FC - FC Porto (1-0)


Casillas (7): Parou o que pode, com classe e experiência, passando a ser o jogador com mais jogos na Champions. Tau!

Maxi (4): Vinha da sua melhor exibição da época, em Arouca, pelo que o acto reflexo soube a traição divina. Claramente sem intenção, mas claramente imprudente e bem punido. E nós com dez, outra vez. Antes disso, foi o guerreiro destemido de sempre.

Layún (5): Foi sempre dos jogadores a menos, enquanto estava tudo de igual para igual. Falta-lhe convicção e acerto naquilo que faz, acrescenta pouco, muito menos do que no ano passado.

Melhor em Campo Marcano (8): Eu já "temia" que este dia chegasse, só não supunha que fosse quando jogasse metade do encontro... a defesa esquerdo. Que grande exibição de querer e determinação, adaptou-se de imediato e com benefícios à nova posição, sendo um dos principais responsáveis pela confiança que a equipa (re)adquiriu reduzida a dez. Até acertou umas bem dadas em adversários manhosos, vejam lá. Sim senhor, ontem foi um verdadeiro capitão (vénia).

Felipe (8): Outra enorme exibição, para Real Madrid ver. Uma pena que nos vá deixar tão cedo, se for esse o desfecho. Há que aproveitar então, que daqui só sai campeão! Um monstro papa-avançados no jogo de ontem.

Danilo (8): A classe com que faz sobressair os seus impecáveis domínios de bola, no meio de adversário, por forma a seguir a jogar, quase nos faz esquecer todo o poderio físico que impõe na sua zona de acção. Mais um candidato a sair em breve, para grande, grande pena minha. Grande jogador.

< 70' Óliver (6): Começou um pouco hesitante, mas lá engrenou e foi, de novo, a peça que une jogo defensivo e ofensivo, desta vez com outro parceiro de tarefa. Deu tudo o que tinha até ser (bem) substituído. 

André André (6): Tal como Layún, foi dos jogadores abaixo do expectável enquanto o jogo era de onze contra onze. Pouco esclarecido nas abordagens aos lances, demorou a encontrar o ritmo e o seu espaço. Depois, já com menos um, fez uma boa exibição, assumindo até mais risco na condução da bola e sempre batalhador para a recuperar.




< 67' Brahimi (6): Chegou a ser o paizinho da equipa, o único capaz de descompor a defesa juventina, mas nunca encontrou a inspiração final para o passe de morte ou o golo de artista. Tentou, muito e bem, durante 40 minutos. No regresso do balneário, perdeu naturalmente relevância ofensiva e foi-se desvanecendo até à substituição.

< 45' André Silva (4): Outro jogo para recordar, para que não se repita. Foi sempre o elemento estranho da equipa, desenquadrado com os lances, a decidir mal quando com a bola. Está a precisar de banco para limpar a cabeça - ou então não (de banco), mas a cabeça tem mesmo de ser limpa. Saiu com toda a propriedade ao intervalo (até com onze não seria descabido).

Soares (5): Vou já dar de barato o muito que trabalhou, porque já é essa a expectativa que recai sobre ele. O problema neste jogo foi ter subido à estratosfera para jogar futebol, onde ainda não está habituado a fazê-lo. Nomes como Bonucci e sobretudo Buffon são ainda demasiado absorventes para o Tiquinho, mas conto que na próxima época já os encare de igual para igual.

> 45' Boly (7): O seu melhor jogo pelo Porto, e em que circunstâncias! Rendeu muito bem Marcano no meio, agindo com precisão e determinação. Foi também por ele que a Juve apenas marcou de penálti. Gostei.

> 67' Diogo Jota (6): Voltou a entrar bem, mexeu positivamente com o conforto da Juve e criou-lhes alguns calafrios. Tal como Soares, só não tem melhor nota pela nódoa que caiu no seu melhor pano. É a vida.

> 70' Otávio (6): Não trouxe a criatividade que se esperava, para apanhar desprevenida a Juve num e noutro lance de ruptura, mas vestiu o fato de macaco e lutou ao lado dos companheiros com bravura. Às vezes, é tudo o que se consegue dar.

NES (7): Soa a estranho dar esta nota a um treinador que perdeu o jogo e foi eliminado, mas o contexto e a forma como reagiu dão-me cobertura. Começou logo bem, ao "não mexer" no onze, resistindo a fazer regressar o bom do Héctor. É certo que nunca chegámos a ameaçar de forma credível a baliza da Juve em 11x11, mas estávamos bem no jogo e nunca se saberá se lá poderíamos chegar. Reagiu de forma inusitada à expulsão, conforme já analisei, mas resultou. E daí em diante, continuou a reagir bem, fazendo boas substituições. Merecia que Soares e/ou Jota tivessem feito golo, garantindo assim o empate como prémio de consolação de uma eliminatória onde nunca tivemos a possibilidade de testar os nossos limites (a não ser os físicos). Keep going, mister...


Agradecimento final


Outros Intervenientes:


Esta Juve é de facto uma boa equipa, composta por grandes jogadores. A começar pelo senhor Buffon, passando por Alex e Dani nas laterais e Bonucci no centro (outro nível, não é Soares?) e o jovem Pjaca, que promete dar muito que falar - além de todos os outros craques. Mas o único que se destaca dos demais é mesmo Paulo Dybala, um craque de nível mundial que deixa água na boca só a imaginar o que poderá vir a ser num futuro não muito distante.

Quanto ao conjunto arbitral romeno liderado por Ovidiu Hategan, deu a sensação de não querer aborrecer ninguém em Turim, mas sem perder a compostura e com isso prejudicar notoriamente os forasteiros da Lusitânia. Creio que decidiu bem no lance capital e os erros terão sido de menor relevância.


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Regressando agora ao tema da catarse que a ida ao jogo me proporcionou, devo dizer que desde há muitos anos me sinto um pouco envergonhado pelo tipo de adepto que somos (sim, estou dentro) no nosso estádio: claques à parte (que têm muitos defeitos, mas aqui dão lições a quase todos), o adepto típico vai ao estádio para ver o jogo. Não para apoiar, não para cantar, não para participar no espetáculo das bancadas. 

Não, o típico adepto Portista vai ao estádio para ver o jogo e julgar. Somos todos juízes, conhecedores profundos do tema, e não tarda nunca o primeiro olhar de soslaio ou a desconfiança sobre o que o jogo irá dar. É o jogador que não está ao seu nível (ou nem sequer o tem para cá jogar), é o treinador que não sabe ler o jogo, é o árbitro que é uma besta encarnada. E muitas vezes será, mas a questão não é essa. A questão é saber o que se valoriza mais: o que a equipa faz por nós ou o que nós podemos fazer pela equipa (thanks, JFK).


É os Dragões...


Ora ontem cheguei à conclusão que afinal nada destas aflições se justificam. Nós, os sem-claque do Porto, somos uns grandes adeptos. E as vezes que vamos atrás dos cânticos mais entusiasmantes das claques, mesmo que de forma fugaz, chegam para golear a malta da Juve. É que nem piaram de princípio a fim. Tudo mudo. Tudo mesmo, até as supostas claques, tirando num ou noutro momento, talvez durante 2 ou 3% do tempo, tops. Se calhar estão zangados com a equipa, treinador, direcção ou os Agnelli e é assim que lavram o seu protesto. Se não for isto, não sei: mas nós, Portistas, somos britânicos à beira deles.

Ora, este estado vegetativo dos italianos só serviu para realçar ainda mais o espetacular desempenho das claques e demais adeptos que os circundavam. Verdadeiramente digno de registo, coisa que poucas vezes me viram escrever. Foi goleada das antigas, reconhecida com o aplauso final dos da casa. A encerrar a actuação, houve ainda a recepção no aeroporto. Por esta altura, seguimos mesmo todos juntos, não haja dúvida. Até domingo, pessoal!



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor



Nota: o título da crónica é singela homenagem a um grande filme e principalmente ao Senhor que o realizou.




quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Allegri e Felix vai esta Signora


Há dias em que mais vale falar do adversário para melhor perceber tudo o que (não) fizemos. São raros, felizmente, mas hoje é um desses dias.



A (ou melhor, o) Juventus FC, penta-campeão italiano e bem lançado a caminho do hexa, apresentou-se hoje no Dragão com uma equipa de sonho, fortíssima em todas as posições e com um banco de luxo. Nem mesmo a ausência (por opção) de Bonucci poderia lançar qualquer suspeição sobre o tremendo potencial desta equipa. Não sou especialista em Juventus, mas não tenho dúvidas em afirmar que tem um dos seus planteis mais fortes de sempre e que, por isso mesmo, aspiram (nada) secretamente a conquistar esta Champions.

Para juntar todas estas peças de relojoaria existe Massimiliano Allegri, um treinador experiente, vitorioso e de qualidade (apesar de má reputação de que goza junto de muitos adeptos), que soube dar seguimento ao não menos meritório trabalho de Conte (outro mal-amado, que está de novo a provar o seu valor no Chelsea).

Começaram a ganhar este jogo ao não subestimar este Porto, bem menos competente do que muitos outros de épocas passadas, apostando num jogo de circulação de bola, sem imprimir grande ritmo e muito menos sem se expor a dissabores nas costas da sua defesa. Evidentemente que a enorme experiência de Buffon, Chiellini, Barzagli e Lichtsteiner são um posto, mas cobram também uma factura em termos de velocidade e aceleração. E o nosso Alex Sandro também não é propriamente um speed demon (mas nem por isso deixou de fazer um grande jogo).

No meio, Khedira e Pjanic controlaram sempre as operações, o primeiro mais concentrado em evitar as investidas portistas, o segundo a levantar a cabeça e fazer jogar os seus companheiros mais adiantados.

Mandzukic e Cuadrado nas alas, a fechar e a investir, com Dybala solto a procurar criar o pandemónio por todo o lado. Na frente, sempre com a mira fixada para lá de Casillas, Higuain

Repito, equipa de sonho, bem orientada por um bom treinador. E sabem que mais? Foram dois suplentes que fizeram os golos.



Souberam ter a paciência necessária para esperar pelas suas oportunidades, que naturalmente foram surgindo com mais frequência à medida que o cronómetro avançava, fruto do desgaste de um adversário em inferioridade numérica e da sua própria imensa qualidade. O nulo ao intervalo era sobretudo um prémio para a qualidade do esforço defensivo do Porto, mas que, ao travar essa batalha, deixou de criar qualquer perigo. Tinha que ser assim, digo eu.

No recomeço, a mesma postura. Havia ainda muito tempo e seria improvável o adversário com dez resistir mais de sessenta minutos com a mesma intensidade defensiva. Bem surpreendido deverá ter ficado Allegri, quando viu sair Rúben Neves para dar lugar a Corona. Surpreendido mas agradecido, uma vez que em campo continuou a nulidade mexicana que dá pelo nome de Herrera

Não tardou muito a fazer entrar Pjaca, um médio croata muito promissor, para explorar a ainda mais reduzida presença no miolo defensivo. Cinco minutos volvidos, o croata inaugura o marcador com um bom remate cruzado e após assistência impecável de Layún.

Aqui, o Porto quebrou de vez, física mas sobretudo animicamente. A Juve e o seu treinador sentiram a oportunidade de selar a passagem aos quartos logo na primeira mão e vieram para cima de nós - com mais intensidade, mas sem nunca perder a compostura. Allegri retirou o já amarelado e entradote lateral suíço e lançou Dani Alves (sim, Dani Alves no banco, vejam bem), que apenas precisou de um minuto para aproveitar o bom cruzamento do soneca e a marcação virtual de Jota, entretanto chamado a substituir Brahimi.

Pelo meio e até final, sobraram ainda outras boas oportunidade para marcar, mas dois golos são já uma vantagem muito, muito confortável. Só uma hecatombe/milagre poderá ainda reverter o provável desfecho da eliminatória.

No final de contas, foi uma agradável viagem ao melhor destino europeu do momento, com a vantagem de levar já o apuramento na bagagem de regresso a Turim.

Uma nota final para a questão da cor do nosso equipamento. Insurgi-me mal vi que ia ser o preto, mas agora percebo porquê. Quem ainda não souber, que clique aqui. Azar puro.





Notas DPcA 

Dia de jogo: 22/02/2017, 19h45, Estádio do Dragão, FC Porto - Juventus FC (0-2). 


Casillas (7): Algumas boas defesas, dignas do seu palmarés, ensombradas apenas pelas apressadas e displicentes colocações da bola em jogo.

Maxi (5): A raça de sempre, mas já sem capacidade física para a acompanhar. Se contra os Tondelas já se vai notando, contras as Juventus é indisfarçável.

Alex Telles (1): Entrou no jogo nervoso como nunca o tinha visto, como que a fazer prever o que viria a seguir. O primeiro amarelo poderia ter sido vermelho directo, o segundo amarelo é justo, apesar do aproveitamento de Lichtsteiner. Momento muito mau que nos custou a eliminatória. Melhores dias virão, já fez o suficiente para merecer o meu perdão Portista.

Marcano (8): Um jogo soberbo, implacável em quase todos os duelas e dobras. Se falhou, não dei por isso.

Felipe (8): Um jogo soberbo, implacável em quase todos os duelas e dobras. Se falhou, não dei por isso.

Danilo (7): Estava a dominar a sua área de influência com classe, até que veio a expulsão. Depois teve de trabalhar a dobrar, mas nunca perdeu o sentido de estado. Muito boa partida. Será talvez o único que seria titular nesta Juve.

< 61' Rúben Neves (6): Estava a fazer um jogo bem razoável até à expulsão. Depois, foi obrigado a trabalho de sapa, sem margem para pensar em atacar. A sua saída é mais um dos insondáveis mistérios do universo, tendo em conta que havia Herrera.

Herrera (3): O seu único registo positivo aconteceu aos 83 minutos, quando ganhou apenas um amarelo mas derrubou dois italianos de uma vez só. E vá lá, aquela cabeçada não totalmente má a passe de Layún. Quase tudo o resto é inenarrável. Segundo O Jogo, a "agressão" ao seu pé esquerdo aconteceu aos '50, pelo que me sobram duas questões: 1) por que motivo não jogou durante esses primeiros 50 minutos e 2) por que motivo não foi substituído, se a dor correspondia ao que se pode ver no final. Tem a palavra NES. 

< 73' Brahimi (6): Não teve tempo nem engenho para brilhar no seu palco preferido, apesar do esforço. Sempre que tentava furar recorrendo à sua técnica de cabine telefónica, logo dois ou três italianos caiam em cima dele e não soube nunca como evitar a armadilha, por não levantar a cabeça e simplificar com um passe para alguém mais liberto. Ainda não é desta que nos rende uns milhões.

Soares (6): Alguma vez havia de ser, não marcar num jogo pelo Porto. Foi hoje e nem sequer foi por ser perdulário; simplesmente não teve oportunidades. Nem meia, sequer. Batalhou o que pode até que também ele quebrou.

< 30' André Silva (5): Estava a trabalhar na frente, como é habitual, à procura de espaço e de ganhar tempo para os companheiros poderem subir, quando foi sacrificado em nome de Telles. Antes disso, ainda arrancou o livre mais perigoso de que dispusemos em todo o encontro.

> 30' Layún (5): Assumiu bem o papel que lhe caiu no colo de surpresa, cumprindo nas tarefas defensivas e procurando alguns passes bem colocados, como lhe é característico. Por cruel ironia, a sua obra-prima foi a assistência involuntária para Pjaca e com isso fica negativamente ligado ao baixar de braços da equipa.

> 61' Corona (5): Aposta arrojada de NES, não foi capaz de corresponder porque entretanto vieram os golos do adversário e o descalabro colectivo. Correu como os outros...

> 73' Diogo Jota (4): Entrou a despropósito e não conseguiu acrescentar nada ao jogo, talvez porque já estivesse na linha quando aconteceu o tal primeiro golo que quebrou o nosso espírito. Certo é que teve grande responsabilidade no segundo, ao não acompanhar o seu Dani Alves. Só não teve culpa de ser chamado ao jogo.




NES (3): Começando pelo princípio, voltou a optar por incluir Herrera no onze inicial, com tudo o que isso representa (sempre) de mau para a equipa. O reforço dado por Rúben a Danilo seria sempre bem-vindo, mas haveria que ter alguém que desse algo mais, uma espécie de Pjanic, que por cá se chama de Óliver. Não teve evidentemente culpa da loucura de Telles e começou por mexer a preceito; o sacrifício de AS foi o mais natural para permitir recompor a defesa com Layún. A equipa respondeu como seria de esperar, defendendo-se com unhas e dentes e resistindo até ao intervalo, mesmo reduzida a nove (Herrera, lembram-se?). 

À hora de jogo, sacou do bolso a coragem que não mostrou ter contra o Estoril, por exemplo, e com menos um homem (dois, pois), tirou um dos dois jogadores que estavam a segurar o dique e lançou um extremo. Tirar Herrera em vez de Rúben? Tonteria! Mas ok, apreciei a atitude, imaginando que iríamos tentar fazer um golo (e com essa tentativa, assustar um pouco a Juve, que crescia a cada minuto que passava) e depois voltar a recompor o meio-campo, com a entrada de André André para o lugar de Brahimi. 

Qual quê! Homem que é homem não tem medo! Mas também não tem juízo... Relembro que Jota já estava destinado a entrar quando a Juve marcou o primeiro, o que significa que iríamos de qualquer forma jogar outra vez com três avançados, mesmo reduzidos a dez (nove), frente à poderosa e tactical master Juventus! O que esperava conseguir? Marcar um, dois, três golos e não sofrer nenhum? Com este Herrera ainda e sempre em campo? Uau... sou mesmo um simples adepto...

Por tudo isto, ter a mesma nota que Herrera assenta-lhe que nem um shot de Mezcal pela cabeça abaixo.





Outros Intervenientes:


Já disse muito sobre a Juventus, que hoje até só fez um jogo razoável e foi bastante perdulária. Dybala foi quem mais se destacou, mas Khedira, Pjanic e Alex Sandro também estiveram muito bem. Tal como os marcadores dos golos, Pjaca e Dani Alves, por inerência. Se subirem em mais um ou dois patamares a qualidade do seu jogo e continuarem a beneficiar de bons sorteios e arbitragens simpáticas, estou a vê-los a chegar à final, talvez contra o Bayern. Mas isso fica para depois da segunda mão, que por agora nada está confirmado. Rica equipa, sim senhor.


Chegou o momento mais quente da crónica, a análise ao trabalho da equipa de arbitragem liderada por Felix Brych. Pois no que me diz respeito, podem guardar as tochas e as forquilhas, porque não o quero queimar vivo. Não gosto do seu estilo, não aprecio a sua tendência para amparar os mais fortes nem sequer gosto da porcaria do nome. Foi sempre mais "simpático" para a Juve na análise de cada lance disputado ao milímetro, terá deixado de mostrar-lhes um ou outro cartão, mas esteve bem na decisão capital. Aliás, poderia ter expulso Telles logo ao primeiro amarelo, pelo pisão do brasileiro por trás. Poderia ter condescendido no segundo cartão? Sim, poderia, mas estaria a contrariar o espírito da lei. Claro que no estádio não tive esta percepção, inflamei como os demais 47.500, mas agora reconheço que o irritante alemão acertou mais do que errou.



Pronto, este ano está arrumado. Ou quase - a quem ainda acreditar, todo o meu apoio. Cumprimos os dois objectivos essenciais nesta competição: passar o play-off e o apuramento para os oitavos. Bem ou mal, missão cumprida.

O que interessa mesmo é ganhar no Bessa. E por isso, que cozam o pé do Herrera com calma, não apressem a recuperação. Temos mesmo de ganhar no Bessa.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Onde Está a Bola? #38 & #39 (e vencedor #37)


Regressam as sessões duplas do Onde Está a Bola? com a oferta de dois bilhetes para os jogos contra Tondela e Juventus. O primeiro a ser disputado já na próxima sexta e o segundo na quarta-feira seguinte, dia 22 de Fevereiro.

Para se habilitar a ganhar os bilhetes, basta que o estimado leitor descubra onde está escondida a bola original em cada uma das imagens abaixo (ou se não está lá de todo). A primeira corresponde à edição #38 (Tondela) e a segunda à #39 (Juventus). Fácil, barato e dá bilhetes a dobrar!


Onde Está a Bola? #38 (Tondela)


Onde Está a Bola? #39 (Juventus)
 

Respostas possíveis #38 (Tondela):

A - Bola Azul
B - Bola Verde 
C - Bola Branca
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Respostas possíveis #39 (Juventus):

A - Bola Azul
B - Bola Castanha
C - Bola Preta 
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:


1 - Escrever a(s) resposta(s) que considera acertada(s) na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória (atenção: comentários anónimos já não são permitidos no blogue).

Exemplo: "#38: A - Azul; #39: B - Castanha"

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (com pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo;

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #38 deste passatempo termina às 23h00 de 15 de Fevereiro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 13h00 de dia 16. A edição #39 deste passatempo termina às 23h00 de 20 de Fevereiro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 13h00 de dia 21. 

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio).

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio!


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Falta ainda dar conta do vencedor da edição anterior, a #37.


#37 - Sporting

 

Resposta certa: Bola Azul e Branca

 

Vencedora: Ana Maia!



Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.
 

Depois, os candidatos ao sorteio e respectivo vencedor.



Por último, as imagens enviadas pelo par de felizardos a quem a Ana Maia ofereceu os bilhetes, e que desse modo tiveram a oportunidade de assistir a uma emocionante vitória!

  


Agora toca a concorrer, que sobra pouco tempo para o concurso #38, jogo fundamental para manter a pressão alta sobre os da frente. E depois, Champions! Duas grandes assistências é o que se pede e precisa!



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor