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terça-feira, 18 de setembro de 2018

No Tempo dos Empatas


Schalke 04 e Chaves, dois jogos, dois empates. Mudou radicalmente o contexto, manteve-se a confrangedora incapacidade da equipa para jogar futebol (com o mínimo) de qualidade. Quo Vadis, Porto de Conceição?




Começo pelo fim. O campeão português estreou-se hoje na mais importante prova futebolística de clubes do planeta, a Champions League, com um empate fora, na inesquecível Arena Auf Schalke.

Quem não tenha visto o jogo, dirá com grande probabilidade que não é um mau resultado tendo a qualificação em vista. E não é. A não ser que o Schalke venha a perder os seus restantes dois jogos caseiros, é um desfecho que em nada compromete as nossas aspirações. Começamos portanto sem atrasar nem adiantar.

O problema, o grande problema, é que voltamos a não jogar um caracol. Vindos de um intragável empate com o Chaves no Dragão (que também não comprometeu em nada a nossa continuação na Taça da Liga), voltamos a demonstrar uma intranquilidade e um desnorte difíceis de entender. É normal o nervoso miudinho a cada estreia na prova milionária, mas isso é algo passageiro, que desaparece após uns minutos de jogo.

A inultrapassável dificuldade para construir jogo e ligar sectores a propósito é que já não se percebe. E ainda menos a intranquilidade em momentos de pouca pressão, como quando na circulação da bola pela defesa e meio-campo recuado. Ou as incontáveis atrapalhações de quase todos os jogadores, desde as precipitações de Iker ao chuto na atmosfera de Herrera, com dezenas de outros pequenos erros não forçados pelo meio que, todos somados, resultam numa fragilidade excessiva e difícil de entender.

Não vale ainda a pena recapitular a paupérrima pré-época no que toca ao reforço do plantel, mas é preciso recuar até aí para tentar deslindar o que se passa com o grupo e, em particular, com Sérgio Conceição. A expulsão no último jogo ao intervalo é apenas o culminar lógico da sua atitude no banco, também já com alguns salpicos nas conferências de imprensa. 

Aos meus olhos, Conceição é neste momento um treinador que se sente desconfortável no seu papel de treinador do Porto. Tendo ele o feitio emotivo que todos lhe reconhecem, não consegue (ou não quer) sequer disfarçar. O pior deste estado de coisas é que aparentemente lhe acaba por tolher o raciocínio e o leva a tomar decisões durante o jogo menos do que óptimas, para ser suave. E, provavelmente, passa para os jogadores - os seus jogadores, que justamente o reconhecem como o seu líder - esse seu desconforto e intranquilidade.




Sendo claro, esta equipa alemã foi hoje uma equipa pouco mais do que vulgar, que teria muitas dificuldades em manter-se na primeira liga alemã se entretanto não melhorar muito (e certamente o fará). Um Porto próximo do que foi o ano passado teria vencido este jogo com alguma facilidade. Começando pelo aproveitamento dos lances de bola parada, com destaque óbvio para a penalidade falhada por Telles. O Porto actual não mereceu mais e teve até alguma felicidade em apanhar um árbitro que não quis saber do ambiente caseiro para nada e marcou (bem) o que viu.

Se alguma melhoria se viu hoje, foi a capacidade de luta que individualmente já se viu em muitos jogadores, tanto nos lances corridos como de bola parada. Temo é que seja ainda apenas um boost decorrente de estar a jogar na Champions, mas pode ser que não. Já veremos no Bonfim como vai ser.

É difícil de entender os motivos que levam a que quase toda a equipa (titulares e quem entrou) se apresentem abaixo do seu normal (já nem sequer falo em boa forma). Um ou outro é o habitual em qualquer equipa; quase todos já dá que pensar.

Deixando Iker de fora disto (apesar das tais precipitações incompreensíveis), como se explica que Telles, Felipe, Sérgio Oliveira, Herrera, Aboubakar, Marega não tenham simultaneamente um rendimento aceitável? E mesmo os que estão um pouco melhor, como Maxi e Brahimi, também não estão propriamente ao seu nível. Porquê? Coincidência terrível? Hard to buy. Há qualquer coisa de significativa a passar-se no ou com o grupo. Tem de haver. 

O lance do golo sofrido é o exemplo perfeito daquilo que tento dizer. Sucessão de disparates, equívocos e hesitações difíceis de entender, desde a ridícula perda da bola na área contrária até que ela se deteve, descontraída e importunada, no fundo da nossa baliza. Dá a sensação que os jogadores ou não sabem bem o que fazer ou então o que lhes é pedido não se adequa ao que o jogo "pede"; algo que colide frontalmente com o que se passou na época passada.

Mais do que saber o que realmente se passa, quero é que tudo se resolva rapidamente e que o grupo reencontre o Norte. Já em Setúbal, de preferência. Porque no campeonato cada ponto perdido vai ser o cabo dos trabalhos para recuperar.



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Notas DPcA 

(por ordem cronológica)


Dia de jogo: 14/09/2018, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - GD Chaves (1-1)



Nota (6): Vaná, João Pedro, Herrera, Diogo Leite, Danilo, Brahimi (>64'), Hernáni (>72') 

Nota (5): Telles, Maxi, Felipe, Otávio (<84'), Corona (<60'), Adrian

Nota (-): Aboubakar (>84')

Sérgio Conceição (5)

A "sorte" desta vez abandonou-o. Podemos acusar árbitro de erros grosseiros, adversário de anti-jogo e a Rússia de invadir a Crimeia e sendo tudo verdadeiro, nenhum dos factos justifica uma exibição tão frouxa e descaracterizada e a incapacidade para marcar mais golos a este pequenito Chaves. 

Certamente que fomos melhores, certamente que poderíamos ter vencido ainda assim. No entanto, o essencial é que a jogar ASSIM serão mais as vezes em que não ganharemos do que as que sim. A equipa está mal e não o consegue disfarçar. A rever com muita urgência.




Outros Intervenientes:


Fui dos que antecipou uma boa carreira para Daniel Ramos, mas neste momento devo reconhecer que talvez me tenha enganado com aquela época que fez no Marítimo. Compreendo que não poderia vir ao Dragão levar mais cinco, mas o que é demais, é moléstia. Demasiado pequenino para poder aspirar a vir a ser grande, digo eu.

Desconhecia até este jogo quem era Vítor Ferreira e sinceramente preferia continuar sem conhecer. Postura em campo que denuncia as evidentes insuficiências que o definem enquanto juiz. Demasiados erros com influência no resultado (para ambos os lados, diga-se, embora com mais razões de queixas para o Porto), incapacidade de liderar pelo exemplo, dificuldade gritante em ajuizar cada lance. Quem o trouxe até aqui e fez dele um árbitro de futebol profissional que se explique. Eu só quero que não se cruze connosco mais nenhuma vez.


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Dia de jogo: 18/09/2018, 20h00, Arena Auf Schalke, Schalke 04 - FC Porto (1-1)



Iker (6): Bem entre os postes, mas com erros na reposição da bola que não dá para entender. Ás vezes, fica difícil acreditar que acumula tanta experiência.

Maxi (6): Foi a todas, como sempre, mas por várias vezes se distraiu e chegou tarde à sua área de actuação defensiva. Talvez se tenha esquecido que já não tem as pernas que tinha aos vinte anos.

Alex Telles (5): Continua uma sombra do que é, com a agravante de ter desperdiçado um penálti por clara má marcação. Vouta prá nóis, tá?

Éder Militão (7): Estreia na Champions e quase parecia o mais experiente. Bem em quase todas as suas acções, só a menor (e compreensível) falta de entrosamento com Felipe deu alguma preocupação. Grande futuro pela frente.

Felipe (5): Esteve numa roda-viva, ou melhor, numa montanha russa de lances bem e mal decididos, alguns que quase mudavam o marcador (em ambas as balizas). Tem de esquecer a canarinha e voltar à sua realidade, até para que um dia possa lá voltar.

< 75' Danilo (7): Muito bom regresso à alta competição, já descontando a falta de forma devida à longa paragem. Não sei se foi o melhor em campo, mas foi claramente o melhor da equipa.

Herrera (5): Não tenho memória curta, começou muito bem a época (até foi o MeC contra o Moreirense). Mas neste jogo (e no anterior, em menor escala) voltou a ser Errera: trapalhão, despropositado e comprometedor. O que se seguirá?

Otávio (6): Teve a frieza para conseguir o empate na segunda grande penalidade, o que obviamente é de realçar sobretudo pelo antecedente. Mas se dependesse de mim, já não estaria em campo por essa altura. Se a primeira metade foi razoável, na segunda desapareceu até ser chamado a este lance. E depois até "regressou" ao jogo, mas só depois. Pouco.




< 82' Brahimi (6): Sempre muito cercado nos terrenos centrais que pisou durante a primeira hora, foi ainda assim tentando furar e ganhar terreno. Já mais descaído na lateral, conseguiu um pouco mais de espaço, insuficiente para brilhar como tanto deseja.

< 64' Aboubakar (5): Quase sempre desligado da equipa e longe da acção, não sei se por culpa própria, da equipa ou 50/50. Mas o certo é que quase não "produziu" jogo, limitando-se a fixar a atenção dos defesas contrários. Saiu bem pela exibição, mal pela ausência de banco à altura.

Marega (6): Um bocadinho melhor, mas sem ser ainda decisivo como foi. Corrijo, foi sobre ele a segunda penalidade, foi decisivo. Mas soube a pouco, foi mais burrice do defesa do que outra coisa. Pode e deve fazer bem mais, sobretudo se se julga mesmo merecedor de outros voos.

> 64'  Corona (5): Nada acrescentou ao que a equipa vinha fazendo, nem mesmo a largura que suponho o treinador lhe tenha "pedido".

> 75' Oliveira (6): Continuo sem ver essa subida de qualidade no jogo da equipa que supostamente provoca quando entra, mas deve ser por culpa de expectativas mal formadas.

> 90' Hernáni (-): Esteve em campo nos descontos, sem nada a relevar.

Sérgio Conceição (6)

Ouvi boa parte da sua conferência de imprensa enquanto escrevia esta crónica e fiquei com dúvidas se teríamos visto o mesmo jogo. Não me deveria surpreender, porque ao contrário do que aconteceu durante boa parte da época passada, este ano temos visto jogos muito diferentes em quase todos os jogos. Claro que sou eu quem não está a ver bem. Só falta que me prove que assim é (com urgência). A pontuação reflecte o resultado, positivo sem ser excelente, porque o jogo que nos trouxe a este resultado nunca teria nota tão alta. Tantos equívocos individuais até podem ser trágica coincidência, mas a incapacidade da equipa de esticar o jogo com critério e causar perigo já não. Tem mesmo A VER com o treinador.

Como sugestão de T.P.C. lanço desafio de analisar o que nos tem acontecido sempre que decidiu trocar um avançado por um ala ou médio, isto é, sem o substituir por outro avançado minimamente equiparado. A ver se ajuda para o futuro.




Outros Intervenientes:


Não tinha expectativas sobre este Schalke 04 que desconhecia, excepto o que a sua actual classificação na Bundesliga sugeria. No final, bateu certo: jogam realmente pouco. Tão pouco que nem deu para distinguir nenhum jogador (nem mesmo Embolo, jogador sobre o qual tenho boas sensações desde que o vi despontar na Suíça).

Muito boa arbitragem de Gil Manzano e seus pares pela capacidade de se alhear do ambiente pressionante dos da casa. Creio que decidiu quase sempre bem e adoptou um critério largo e uniforme.


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Vendo as coisas pelo lado positivo, está feita a estreia na Champions e continuamos com as mesmíssimas aspirações que se formaram após o sorteio. O resultado do outro jogo do grupo sugere que o Galatasaray será o outro candidato ao primeiro lugar e por acaso até é o próximo adversário que vamos defrontar, desta vez no Dragão. 

Antes disso, temos campeonato pela frente. Competição bem mais importante, digo eu. Há que preparar rápido e bem a estratégia para ir ao Sado buscar os essenciais três pontos. O resto... virá a seguir. Vamos lá.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Taça AVARiada


Semanas a fio, perdão, meses a fio a ouvir os auto-proclamados peritos e expertos em arbitragem a justificar o motivo por que nunca o VAR assinala penáltis ou expulsa adversários a nosso favor:

"O VAR tem de ter certeza absoluta da sua decisão para interferir ou reverter uma decisão; em caso de dúvida, deve deixar prosseguir o jogo"

Até ontem.

Ontem o Porto marcou um golo após uma jogada rápida na qual Soares, o marcador do golo, está em linha ou ligeirissimamente adiantado/atrasado em relação ao penúltimo defesa do adversário e Soares Dias (outra vez ele, note-se) deu indicação ao calhambeque vermelho para anular o jogo por offside. Alguém de boa-fé que me explique e garanta que Soares está fora de jogo que Soares Dias conseguiu, em menos de um minuto, atingir essa certeza de que Soares estava em fora-de-jogo. NINGUÉM!




Isto tem que ser dito e redito até a exaustão. Vi 10 repetições e em todas fico com a sensação que está em linha, admitindo que possa haver (ou não) um fora-de-jogo fraccional, mas que o VAR jamais teria como descortinar com certeza absoluta. E NÃO A TENDO, NÃO PODIA INTERFERIR!

Assim sendo e na ausência de mais golos no tempo regulamentar, o adversário foi mais competente nas grandes penalidades e passou à final da Taça da Liga. Parabéns sVARting

Já não bastava ter de levar com o VARfica, agora levamos também com o sVARting (eu sei, já nem é de agora). Proponho de imediato à CML que altere o nome da estrada que os separa, renomeando-a Segunda CircuVAR. Melhor ainda, deixam cair a primeira parte, arredondam a segunda e atinge-se a perfeição: Circo VAR

Como nota final sobre o assunto, bem sei que é o primeiro ano, mas já tiveram tempo mais do que suficiente para perceber que é surreal deixar uma equipa e os seus adeptos festejarem um golo, permitir que a bola seja reencaminhada para o grande círculo e só depois, "do nada", reverter a decisão. Não só é absurdo, como arruína por completo a lógica e o prazer do futebol. 

O árbitro (ou o fantoche que lá está em seu lugar, como foi o caso de ontem) deveria imediatamente fazer uma sinalética bem visível a todos de que o VAR estava a analisar a jogada, levando a que naturalmente todos aguardassem o festejo / descarga de adrenalina até ser conhecida a decisão final. Assim, quem acabou por marcar um golo foi o adversário - pelo menos, festejaram-no como tal. 


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O jogo não começou bem para as nossas cores, pareceu-me haver alguma retracção e o sentir em demasia a responsabilidade do jogo. Foi preciso um lance "assustador" (carga para penálti na nossa área, felizmente precedida de claro fora-de-jogo) e cerca de 20 minutos para os jogadores se soltarem e perceberem in loco aquilo que já deveriam saber, até por experiência própria: este Sporting é fraquinho quando se trata de olhar nos olhos adversários de "igual" valor. 

Fazem-se de fortes com os fracos, mas são fracotes com os fortes. É assim que eu interpreto a postura de quem faz dois jogos contra nós, um deles em sua casa, e, pior do que ser dominado durante grande parte do jogo, se resigna ao empate, preferindo não ganhar do que arriscar perder. Onde é que eu já vi isto?...

Eu, que fiz questão de não ver o duelo da rua deles, tinha dificuldade em compreender expressões como "banho de bola" e "massacre", utilizadas às resmas no day after como resumo do que os sem-vergonha lhes teriam imposto, apesar do empate final. Ontem, percebi finalmente porquê.

Porque ontem, a partir dos 60 minutos de jogo, começaram a deixar-se cair no relvado e a demorar em todas as reposições da bola em jogo. Todas, sem excepção. Eu percebo, tinham uma estratégia bem definida (arrastar o jogo para os penáltis) e executaram-na benzinho. Podiam e deviam ter sido eliminados nos 90 minutos, fosse com o golo de Soares, fosse com os 3 ou 4 que Marega, Abou, Ricardo e companhia desperdiçaram de forma infantil (por oposição, o adversário teve uma única oportunidade, após uma desatenção de marcação num canto).

Faltou-nos sobretudo essa competência fundamental: decidir bem na última decisão. Fosse na hora de finalizar ou de escolher o melhor companheiro para assistir, falhámos. E por isso, fomos a penáltis, onde voltámos a falhar.  

Além da natural frustração e tristeza pela eliminação da competição (agravada pelo sentimento de saber que fomos muito melhores nos 90 minutos), sobra a preocupação pela lesão de Danilo. Sobre isso, aliás, importa-me destacar o seguinte: fiquei agradavelmente surpreendido com a forma como o Porto se conseguiu reorganizar e ainda assim superiorizar ao Leça, perdão, ao Sporting.

Estando na bancada e observando as reacções a essa perda fulcral, fiquei de imediato preocupado (ainda acreditava que eles eram outra coisa). No entanto, nem três rearranjos nos descompuseram. Muito significativos e impactantes, note-se. Marega passou a jogar mais recuado e a fechar o flanco. Herrera recuou para o sítio onde normalmente só mete água. Sérgio Oliveira avançou no terreno. E Óliver entrou a frio, para jogar onde também não se sente muito confortável. Em resumo, era como se fosse uma equipa nova na zona central, sem processos automatizados. Nem assim vacilamos, parabéns aos jogadores por isso.

Para a história, fica mais uma não-conquista da Taça da Liga. Desta vez, após uma boa prestação na prova, exceptuando a marcação dos penáltis (muito correcto o discurso de SC sobre o assunto). Há que treinar mais e melhor, porque ainda nos sobram duas competições a eliminar. Venha o Moreirense e quanto a sábado... Paciência.

Fracos com os Fortes Clube de Portugal (Fonte: GoalPoint.pt )

Notas DPcA 


Dia de jogo: 03/01/2018, 20h15, Estádio AXA, Sporting CP - FC Porto (0-0, 4-3 g.p.)


Casillas (7): Seguro e tranquilo durante os 90 minutos, apesar do habitual pecadillo da reposição apressada da bola em jogo, e igualmente bem no desempate por grandes penalidades. Duas boas defesas que lamentavelmente se perderão para a História.

Ricardo (7): Grande exibição, plena de disponibilidade física e de inteligência. Por pouco não foi coroada com um grande, grande golo. Talvez o melhor da equipa.

Alex Telles (7): Belo jogo, foi dos que menos merecia o desfecho final. Bem no seu posto defensivo e bem nas tarefas de construção ofensiva, tentou por várias vezes servir os companheiros na bola parada.

Marcano (7): Muito bem em quase todos os lances, em particular nos duelos com Bost, foi apenas batido no lance ao poste de Coates (mas não tenho a certeza de que devesse ser ele a ir àquela bola). E um penálti marcado com categoria.

Felipe (6): Muito melhor na concentração e no acerto defensivo, face ao que vinha demonstrando. Ainda assim, excesso de impetuosidade num e noutro lance que em nada o(/nos) beneficia.

< 7' Danilo (-): Cometeu um potencial penálti (não fosse pelo fora-de-jogo) e não teve tempo para mais, devido a uma ruptura muscular. Não por acaso, alertei há dias para a necessidade de ter um sósia no plantel. Que recupere muito rápido e que venha um reforço para a posição 6.

< 57' Herrera (5): Andou sempre ali, entre o razoável e o medíocre, mas sempre numa carga de trabalhos. Conseguiu adaptar-se ao pós-Danilo (pD) e foi fazendo o mínimo que se exigia. Ficaria em "positivos", não fosse pelo penálti tão mal batido.

< 80' Sérgio Oliveira (6): Mais uma vítima do pD, obrigado a refazer a cabeça após lhe ter sido designado um novo posicionamento em campo. Sem brilhantismo nem acerto no remate, foi dando o que o jogo lhe pedia e teve ponto alto na assistência para o golo de Soares. Perdeu fôlego nos últimos 20 minutos e, com ele, parte da clarividência.

Brahimi (6): Durante largo período do jogo (divido entre primeira e segunda partes), foi a única gazua que conseguiu desenrolar o novelo de adversários com que a equipa se deparou. Teve alguns momentos de classe, mas sem atingir o seu nível de elite. E "acabou com tudo", ao atirar ao poste aquela que seria a nossa última penalidade.

Marega (6): Muito massacrado pelas incessantes porradas que recebeu de quase todos os adversários, com destaque para o janado das Caxinas, acabou por perder a calma após sucessivos insultos do energúmeno. Compreende-se, mas não se pode aceitar. No jogo jogado, esteve envolvido em várias jogadas que poderiam e deveriam ter acabado no fundo da baliza de Patrício.

< 80' Soares (6): Marcou com oportunidade o único golo do jogo, mas o dedo ao vento de Soares Dias roubou-lhe essa glória. Esteve sempre muito dentro da partida, procurando criar e sendo o primeiro defesa, mas pecou excessivamente no número de offsides em que se deixou apanhar.

> 7' Óliver (5): Foi para o jogo determinado a suprir a ausência de Danilo e se em termos defensivos esteve regular, a verdade é que desiludiu muito quando com a bola no pé, para fazer o que supostamente melhor sabe fazer. Mesmo descontando o facto de estar muito recuado face ao que as suas características "pedem".

> 65' Aboubakar (5): Livro na mesinha de cabeceira de Vicent: "Noites em que é melhor não sair de casa".

> 80' Waris (6): Estreia sem possibilidade de se perceber o que quer que seja sobre o seu jogo, tirando a frieza demonstrada ao marcar a sua penalidade. Seja bem-vindo.

Sérgio Conceição (5): Eliminado da competição, nota negativa. Mas a "menos má" de elas todas, porque conseguiu que o Porto fosse claramente superior, até mesmo perante a inesperada e traumática lesão de Danilo. Talvez tenha mexido demasiado nas peças (porque não fazer entrar Óliver para médio mais adiantado, deixando Sérgio e Herrera atrás do espanhol?), mas isso é agora, depois das coisas acontecerem. Tentou que o jogo se resolvesse nos 90 minutos, não hesitando em lançar o recém-chegado Waris. 

Confesso que não percebi e estranhei muito a "roda da união" antes dos penáltis. A mim, que estava na bancada, passou-me a sensação "fica já feito, porque provavelmente não vamos ter grande vontade de fazer depois". Estarei com certeza enganado, mas foi o que senti.
Por fim, muito bem no pós-jogo, assumindo a falha na finalização e nas penalidades e projectando o futuro com todo o optimismo que a exibição justifica.


 

Outros Intervenientes:


O chico-esperto-saloio Jorge Jesus é o que é e assume-o, mesmo que de forma inconsciente. Ontem, preparou a sua equipa para resistir durante o jogo e confiar vencer nas penalidades. Conseguiu o objectivo, deve ser felicitado por tal. O modesto Covilhã está em festa, parabéns pois.


Arbitragem inenarrável, permissiva mas sem critério, sempre a interromper o jogo por tudo e por nada, desequilibradora e nada habilidosa. Há muitos lances "polémicos" (só à conta do charrado, são dezenas) e isso naturalmente dificulta a probabilidade de acerto até de um árbitro, quanto mais de Nuno Almeida. Revi o jogo na televisão e também por isso pouco confio no que hoje leio na imprensa, quando sei de tantos lances que foram convenientemente VARridos para baixo do tapete. 
Admito com naturalidade que algumas decisões que tenham também beneficiado o Porto, mas o que é claro e indesmentível é que no lance capital o VAR inovou em nosso prejuízo. Sim, lagartada, não há penálti nenhum porque antes havia lugar à marcação de fora-de-jogo. Jamais o VAR poderia marcar penálti num lance precedido de offside, porque tem obrigação de rever e validar toda a jogada. O único lance decidido de forma diferente à norma adoptada foi o do golo de Soares. E pedir a expulsão de Óliver ao minuto 50 é tão desonesto como absurdo, quando é evidente que não há qualquer outra intenção que não seja o de jogar a bola. Faltou o amarelo, nada mais. Ridículos.


Soares Dias, o homem que vê mais à frente
 

Acabou-se a Taça da Liga, assunto encerrado. Fica o amargo de, uma vez mais, não termos vencido sendo melhores. O que realmente nos interessa é o jogo em Moreira de Cónegos, no qual deveremos focar todas a nossa atenção, porque minas e armadilhas é o que mais encontraremos por lá. Hoje digerimos a derrota, amanhã retomamos o nosso caminho rumo à vitória final.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco





domingo, 31 de dezembro de 2017

EXTRA! EXTRA! Passámos à Final Four da Taça da Liga...


Tem mesmo de ser assim, um grande cabeçalho a bold gritado a plenos pulmões pelo ardina de outrora: afinal, é de uma extrema raridade chegarmos a um estágio tão avançado nesta competição...


Homenagem póstuma a Edu Machado


Sim, é a Taça da Liga, aquela competição que nunca vencemos e que (talvez por isso) muitos de nós desdenham de dentes cerrados. Já eu, nunca me revi nessa posição. Defendo sempre que TODAS as competições onde entramos são para levar a sério e, sendo nacionais, são para ganhar o respectivo troféu.

O empate caseiro frente ao Leixões, logo na jornada inaugural, deixou antever mais uma participação medíocre na prova, ao nível das mais recentes dos lorpas e dos nestums. Felizmente, este ano temos um treinador a sério, daqueles que, errando ou acertando nas decisões, tem sempre como firme propósito vencer tudo e todos. Daí termos derrotado o Rio Ave no segundo jogo, deixando tudo em aberto (mas bem encaminhado) para o jogo de ontem. Faltava saber como seria a nossa postura neste jogo final

A resposta foi a melhor possível, a começar com um onze de primeira escolha (pesem algumas mudanças naturais e até desejáveis) e tendo sequência com uma atitude competitiva e profissional desde o primeiro apito.

Os nossos dois primeiros golos surgiram assim com extrema naturalidade, perante um Paços de Ferreira incapaz de responder às múltiplas e diferenciadas investidas dos de azulebranco. O primeiro de cabeça, com Reyes a aproveitar bem mais um canto de Telles. O segundo, uma jogada magistral de Brahimi, que pegou na bola antes do meio-campo e só parou depois de fuzilar o redes dos castores.

Foi preciso que se instalasse uma desnecessária descontração após o 0-2 para que o adversário começasse a fazer o seu jogo (bem feito a espaços, sim senhor) e nos penalizasse com uma grande eficácia, que se traduziu num empate a dois ao intervalo. Duas boas jogadas colectivas dos pacenses, em particular a do segundo golo, mas sempre muito consentidas e fruto de um certo alheamento do jogo dos nossos meninos.

Assumindo em pleno a sua missão de treinador, Sérgio mudou muito e bem logo no descanso, fazendo entrar Abou e Corona para o lugar de Soares e Maxi. Como recompensa, o golo da vitória foi fabricado precisamente pelos dois reforços de intervalo. Ficamos a dever-nos mais um par (ou dois) de golos, que dariam a merecida tranquilidade até ao apito final. 

A manchar a noite, apenas a expulsão de Herrera, num gesto irreflectido e inédito da sua parte. Parecendo que não, já são duas expulsões em dois jogos consecutivos. Pode ser apenas coincidência... ou não. Talvez até ajude a perceber um pouco da postura do treinador na conferência de imprensa pós-jogo, quando questionado sobre o destapar da careca do polvo orelhudo.
Ainda assim, missão bem cumprida e o ano fechado em beleza. Clap! Clap!




Notas DPcA 


Dia de jogo: 30/12/2017, 20h15, Estádio da Mata Real, FC Paços Ferreira - FC Porto (2-3)


Nota (7): Telles, Marega

Nota (6): Iker, Marcano, Ricardo, Maxi(<46'), André André, Corona(>46'), Aboubakar(>46'), Layún(> 77')

Nota (5): Soares(<46')

Reyes (5): Marcou o primeiro golo do jogo, mas não é por isso que isolo aqui o mexicano, antes para explicar que não gostei (nada) da forma como se bateu ontem, em particular nos despiques individuais - em particular, no lance do primeiro golo sofrido - revelando-se demasiado ingénuo (ou simplesmente desconcentrado). E se isto acontece com os avançados do Paços, o que será de nós contra os do Liverpool... Há que melhorar, señor Diego, a concentração tem de ser uma constante durante todo o jogo - em todos os jogos.


88' Herrera (4): Estava a fazer um bom jogo e, vindo do "nada" e contra tudo o que conhecemos da sua forma de ser, perdeu a cabeça num momento irreflectido. Acabou por não ser grave - neste jogo, porque vencemos na mesma. Veremos o que significará na Feira...

<77' MeC Brahimi (8): Não precisou de fazer um jogo extraordinário ou muito completo para ser - de longe - o melhor em campo. Bastou-lhe ser Brahimi, arrastando adversário e criando oportunidades para os companheiros, e fazer um golo soberbo, daqueles com que muitos sonham mas só alguns sabem como fazer. Merci, Yacine.

Sérgio Conceição (7): Bem na mensagem que passou com aquela escolha do onze e ainda melhor ao reforçá-la com a dupla troca ao intervalo. Um treinador a sério.






Outros Intervenientes:



Tenho estado atento ao jovem Mabil, um homem com uma extraordinária história de vida, mas ontem, quem me chamou a atenção, foi um tal de Diego Medeiros: bons pés, confiança no seu jogo e sempre de cabeça levantada. E, inevitavelmente, aquele grupelho de arruaceiros que se sentou no banco do Paços, liderado pelo pequeno Armando, que sofrem de alergia ao azulebranco. Que se forniquem...

Bruno Esteves é um dos árbitros mais fracos em actividade, talvez até o primus interfracus, pelo que nada mais espero que não seja não influenciar decisivamente o desfecho do jogo. E isso não fez, honra lhe seja feita. Pelo caminho, demasiados erros e parvoíces.
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O caminho para a glória não será simples, tendo como próximo adversário o Sporting, mas a confiança só pode estar em alta. Iremos pois, para a Final Four de Braga com a legítima esperança de sair de lá com o caneco. Pela primeira vez.

Mas antes que chegue esse momento, temos um mês inteiro de jogos muito importantes para campeonato e taça. O primeiro deles, para o ano que vem (tinha que meter isto em qualquer lado), é na Feira e obrigatoriamente para ganhar. Entretanto, boas entradas em 2018 e que este seja (mais) um ano do Dragão. Do nosso Dragão.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Vislumbre dum Futebol de Outros Tempos


Bons tempos, diga-se. Em que o jogo se jogava ainda quase somente pelo prazer de jogar, pelo amor à camisola e para gáudio de todos os que assistiam, ali, à volta daquele rectângulo mágico.

Foto Catarina Morais/Kapta+ / Edição DPcA

Os bravos do Rio Ave FC acharam por bem vir ao Dragão presentear quem tem saudades desse futebol, mesmo (ou sobretudo) os que nunca o chegaram a conhecer. O flamboyant Miguel Cardoso jura ser fiel a essa maneira romântica de ver o futebol e ontem mostrou ser homem de palavra.

Bola sempre no pé, venha quem vier na pressão. Porque haverá sempre alguém a quem passar a bola, redondinha (só que não...). Defesa subida, winbgacks abertos - porque era nisso que se transformavam, com o recuo de Pelé e/ou Tarantini para junto dos dois centrais - e bola para a frente, sempre de pé para pé, rumo ao el dorado.

E de prenda em prenda, os moços de Vila do Conde acabaram por exagerar um bocadinho, oferecendo-nos o primeiro golo numa bandeja reluzente. Quem agradeceu foi Tiquinho Soares, que assim se redimiu do que lhe acontecera minutos antes: desperdiçar um golo aparentemente impossível de falhar. 

Quem antecipou magistralmente a postura do Rio Ave foi o nosso homem do leme, Sérgio Conceição, que ordenou uma pressão altíssima, logo na primeira saída de bola. Pressionados, surgiram os erros e as tais perdas de bola em zonas proibidas que nos souberam como prendinhas antecipadas da quadra.

Tudo somado, a primeira parte resultou em quarenta e cinco minutos de futebol como já não tinha memória. Se ao intervalo o resultado era um normal 2-0, tal ficou-se a dever exclusivamente à nossa terrível timidez em aceitar as oferendas adversárias... e dos companheiros de equipa. Soares, Marega, Brahimi, Herrera, todos se mostraram demasiado agradecidos e deslumbrados, acabando por errar na hora da decisão final. Caso contrário, o resultado poderia ser um histórico 5-0 ou 6-0 em apenas meio jogo. Ou vá, 6-1, para sermos justos. 

Tanto romantismo terá acabado por "enjoar" o treinador vila-condense, que no balneário rectificou posicionamentos e sobretudo as formas de sair a jogar, optando por um conservadorismo menos vistoso mas bem mais seguro. Do nosso lado, tirando o desperdício na reabertura (de novo por Tiquinho), houve também menos entusiasmo e mais gestão, feita uns metros mais atrás. 

Não foi a acção ideal, porque 2-0 é um resultado que não garante coisa nenhuma, mas o jogo lá se foi passando. Chegou então o tempo das substituições - as do costume, give or take - e consequente redução da "ligação" colectiva. Foi já a acabar que Abou picou o ponto, convertendo de forma algo displicente uma grande penalidade cometida sobre o próprio.

Pese o menor fulgor do segundo tempo, é um jogo que perdurará na (minha) memória, pela "pureza" dos primeiros 45 minutos. Uma bela prenda natalícia dos nossos amigos das Caxinas e arredores; Bom Natal para vocês também!




Notas DPcA 


Dia de jogo: 21/12/2017, 21h15, Estádio do Dragão, FC Porto - Rio Ave FC (3-0)


Nota (7): Telles, Ricardo, Herrera, Brahimi (<70'), Marega

Nota (6): Iker, Felipe, Marcano, Corona (<80'), Aboubakar (>63')

Nota (5): Layún (> 80'), André André (>70')

80' Danilo (4): Estava a fazer um jogo positivo, mesmo sem ser exuberante, mas perdeu a cabeça sem que (aparentemente) nada o justificasse. Não que tenha agredido alguém ou sequer dirigido um insulto, mas o gesto foi interpretado como desrespeitoso e eu aceito a decisão. A rever, para não mais repetir.

<63' Soares (7): Muito bom regresso em pleno à titularidade, demonstrando de novo aquela garra e fome de bola que o faz correr quilómetros atrás dela. É certo que depois paga a factura, perdendo frescura e com isso, discernimento. Mas dá gosto vê-lo morder os calcanhares aos adversários e - mais importante - resultou muito bem para o que a equipa pretendia. Só pecou mesmo foi no tremendo desperdício, mas, enfim, o jogo deu para acomodar tudo e mais alguma coisa...


Sérgio Conceição (8): Muito boa leitura de como o jogo haveria de ser, apanhando o adversário completamente desprevenido e retirando-lhe o discernimento durante quase todo o primeiro tempo. Como se não bastasse, assumiu finalmente que esta competição é para ganhar e depois traduziu as palavras em actos. Há dias em que tudo parece correr de feição, mas convém fazer por isso. Bravo, Sérgio, bravo.


Outros Intervenientes:



Agradeço com sinceridade a Miguel Cardoso por ter ajudado decisivamente a que aquela primeira parte fosse possível. A sério, do fundo do coração. Como alguém escreveu ontem, se se conseguir manter fiel a esta forma de jogar, pode ser um caso sério num grande... se lá chegar.

Quanto a jogadores, é difícil destacar uns sobre outros porque o jogo não saiu bem à equipa, mas talvez Geraldes, Novais, e Rúben Ribeiro merecem receber um pouco mais da luz dos holofotes sobre si, tal a qualidade do futebol que lhes está na cabeça e não raras vezes lhes sai dos pés.




Mais do que outra coisa, Nuno Ferrari demonstrou que é muito, muito fraco árbitro. As decisões despropositadas, a cada passo, só para demonstrar algo que não se percebe bem o quê, são a sua imagem de marca. 

Li o que se escreveu hoje no Tribunal d'O Jogo mas não sou tão peremptório a acusar nos lances mais críticos. Sim, seria penálti mas admito que o árbitro não tenha visto ou tendo, tenha julgado como inevitável o toque na bola. Não me apercebi do lance da expulsão de Rúben Ribeiro, pelo que não posso comentar. E sobre a expulsão de Danilo, aceito. Cartão amarelo para aquela atitude está no espírito da lei - sendo o segundo, out. Um bom árbitro talvez contemporizasse precisamente por ser o segundo, mas hey, não é de um que se trata neste caso.


- - - - - - - - - 


Segue-se pausa natalícia e depois o último jogo do ano, para selar o nosso apuramento para a final four da Taça CTT. Assim o espero, pelo menos. 

Até lá, desejo-lhe a si, caro leitor, um Natal com saúde, paz de espírito e rodeado dos que lhes são mais importantes. Se, por força das circunstâncias, isso não for possível este ano, aqui fica o meu forte abraço solidário e a esperança de que para o ano possa ser melhor.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Onde Está a Bola? #56 & #57


Com 2017 a dar as últimas, sobra ainda tempo para uma edição dupla do Onde Está a Bola? (OEaB?) para fechar o ano em beleza. Para juntar àquele magnífico conjunto de lencinhos e ao lote de três pares de peúgas que por certo já estarão debaixo da árvore à vossa espera, nada como quatro bilhetes para o nosso Dragão: dois para o jogo do campeonato contra o CS Marítimo, que se disputa já na próxima segunda, 18 de Dezembro pelas 21h00; e mais dois para o segundo andamento na Taça da Liga, desta vez contra o moralizado Rio Ave FC, três dias depois, às 21h15 de dia 21.

Feita a introdução, vamos sem mais demora aos passatempos!


OEaB? #56 - Marítimo


OEaB? #57 - Rio Ave


Respostas possíveis #56 (Marítimo):

A - Bola Azul
B - Bola Verde
C - Bola Laranja
D - Bola Castanha
E - Não há Nenhuma bola escondida


Respostas possíveis #57 (Rio Ave):

A - Bola Azul
B - Bola Púrpura
C - Bola Laranja
D - Bola Castanha
E - Não há Nenhuma bola escondida



Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:


1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória. Pode obviamente concorrer a ambos os passatempos, se assim o desejar.

Exemplo: "#56: A - Amarela; #57: D - Verde"

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo, acompanhadas da resposta à pergunta "Como foi a sua ida ao Estádio?" (duas frases bastam, desde que venham do fundo da Alma Portista...);

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #56 deste passatempo termina às 22h00 de 17 de Dezembro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 12h00 de dia 18. A edição #57 deste passatempo termina às 22h00 de 20 de Dezembro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o seu prémio até às 12h00 de dia 21.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio).

9 - A edição especial anual do passatempo tem um novo critério: o da melhor selfie. Todos os vencedores de edições anteriores ficarão automaticamente habilitados. Mas não só: todos os concorrentes de todas as edições podem participar, desde que também enviem as suas selfies no Dragão em dia de jogo (email para envio das fotos: lapisazulebranco@gmail.com )

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio de Portistas! 


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Antes de partir, vamos encerrar as contas da edição anterior, a #55.


#55 - Mónaco

 

Resposta certa: C - Bola Laranja

 

Vencedor: Sara Ribeiro Lopes!



Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.


Agora, os habilitados ao sorteio e respectivo vencedor.


E o vídeo do sorteio, para que saibam como a Dona Sorte vos escolhe... ou não...


Por fim, a compilação das fotos enviadas pela Sara, onde podemos ver o seu afortunado e compenetrado afilhado que a acompanhou ao Dragão

"Foi uma experiência única, foi o primeiro jogo da champions que [ele] foi ver. Noite cheia de golos e de muita emoção. Conseguimos o apuramento para os oitavos e mostramos a todos que sem o polvo somos superiores. Seguimos fortes e unidos. FORÇA PORTO!!"


Força Portooooooo!


 
Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco