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quarta-feira, 25 de maio de 2022

Sir Sérgio Conceição


Finda que está a época 2021/22, com sucesso quase-absoluto do Futebol Clube do Porto no plano nacional, é, pois, tempo de revisitar o trilho percorrido pelo maior obreiro deste feito: o treinador Sérgio Conceição.

 


 

Uma época onde, a meio, se viu privado do melhor jogador (de longe) que até então actuava em Portugal, e que de certa forma tinha carregado a equipa às costas nos primeiros meses da temporada, oferecendo assim tempo e espaço para que a equipa e jogadores como Vitinha e Fábio se fossem desenvolvendo e habituando ao padrão de exigência mais elevado das suas curtas carreiras. Perder Luís Diaz foi um golpe tremendo para o treinador, não apenas a nível da ambição europeia como agora se faz crer, mas de todos os objectivos que tinha para cumprir, sobretudo o primordial, o campeonato.

Sérgio protestou (e bem) mas continuou a trabalhar. E conseguiu, de forma até algo surpreendente, que os que ficaram se ligassem ainda mais entre si, mostrando verdadeiramente que a força de um bom colectivo é o melhor remédio para suprir a partida do seu maior craque. Mérito absoluto aos jogadores, pois claro, mas também ao maestro (e seus ajudantes) que lhes deu as partituras adequadas e os ajudou a aprender a tocar em conjunto.

Nem tudo foram prestações melodiosas, houve - como sempre há - interpretações menos afinadas que até nos poderiam ter custado pontos importantes em momentos decisivos da época, mas, no final, qualidade, trabalho e alguma fortuna foi quanto baste para nos devolver a felicidade suprema, coroada com a sensação de já algum enfartamento de glória com a dobradinha assegurada este domingo. E assim também Diaz se tornou campeão de Portugal e vencedor da Taça.

 


 

Muito do que quero expressar neste momento sobre Conceição, já o disse no final de época do ano pandémico de 2020, pelo que seria perda de tempo estar a repeti-lo; antes, convido o estimado leitor a ler ou reler o que então escrevi em "Obrigado pelos Títulos, Agora Queremos Futebol" - prometo que vale a pena e que o conteúdo é bem mais simpático para treinador do que o título possa sugerir.

Prefiro então focar-me no que mudou desde então.

Em minha opinião, baseada somente na observação nas bancadas e por vezes na TV dos nossos jogos, a forma de jogar do Porto de Conceição 21/22 deu um claro passo (salto?) em frente, não só em termos de "agradabilidade" para quem assiste, como também em termos de consistência (a todos os níveis).

E relembro que me refiro a uma época onde, por exemplo, tivemos várias vezes Bruno Costa a lateral com tudo o que isso implicou de mau em termos de profundidade e capacidade de atacar por esse lado (sem nenhum desprimor ao Bruno, claro, que somente se sacrificou fazendo o que lhe foi pedido o melhor que podia). Quero com isto ilustrar o desequilíbrio em termos de posições que mais uma vez assolou o plantel e a necessidade de - mais uma vez - ir improvisando pelo caminho, sem perder o rumo.

Mesmo assim, observou-se clara evolução ao longo da época que só terminou, diria, por volta da eliminatória com o Lyon, quando me pareceu que a equipa sentiu a necessidade de se "defender" e passou a jogar mais em modo sobrevivência rumo aos títulos, do que preocupada em continuar a evoluir, mesmo que o treinador o não quisesse. Opção impossível de criticar, evidentemente.

Até esse momento, houve uma primeira fase onde o "herói" foi sendo Luis Diaz, não apenas por resolver grande parte dos problemas de construção e finalização ofensiva, mas também por com isso tirar o foco de vários outros jogadores, que assim puderam ir crescendo sem comprometer.

 


 

Com a sua saída para Liverpool, começou um novo período onde a equipa se fortaleceu nos seus movimentos colectivos, sob a batuta de Otávio, Taremi e Vitinha (sem desprimor, Pepe!) e demonstrou uma fiabilidade e consistência exibicional como ainda não se tinha visto no consulado de Conceição. Mesmo com trocas de um ou dois jogadores no onze, a equipa pouco oscilava nos seus propósitos e demonstrava a cada jornada o quão difícil seria ser destronada da liderança ou afastada da Taça.

Claro que ter jogadores mais esclarecidos e evoluídos ajudou e muito a construir esta "nova" forma de jogar, mas até porque já os tinha tido em épocas anteriores, é apenas justo reconhecer que o próprio treinador soube evoluir e limar arestas da(s) sua(s) proposta(s) de jogo.  

E até num dos seus pontos "menos fortes" me pareceu registar evolução, a capacidade de influenciar os acontecimentos a partir do banco. Foram vários, muitos os jogos onde começamos mal e foi necessário correr atrás dos pontos e prejuízos, operação quase sempre concluída com sucesso.

Em resumo, o mister fez o favor de atender ao meu pedido e, além de títulos, deu-nos também melhor futebol. Não que seja uma obra acabada (nunca é), porque ainda há muito por onde evoluir (a equipa e o treinador), mas que houve um claro salto qualitativo, ninguém pode negar. 

Espero e desejo, evidentemente, que Sérgio Conceição continue como treinador do FC Porto na próxima temporada e que volte a ser a pessoa mais decisiva na definição das contratações. Se possível, que se mantenha pelo menos até que se vire a página da presidência mais titulada de sempre. Por tudo.

 

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Os parolos e os desonestos que tentam decalcar este nosso ano de conquistas com o do Sporting na época passada, falham nos "piqueninos pormenores" que fazem toda a diferença:

- O Sporting em nenhum momento se viu confrontado com arbitragens unanimemente julgadas como surripiadoras de pontos decisivos, ao contrário do que nos fizeram há um ano nos campos de Belenenses, Braga e Moreira de Cónegos, onde nos privaram de seis pontos absolutamente decisivos na definição do campeão;

- O Sporting, em momento algum demonstrou a superioridade futebolística em 20/21 que o Porto exibiu esta época, bem patente nos confrontos directos entre candidatos a títulos;

- Por fim, devo fazer justiça ao Sporting do capitão Varandas e reconhecer o mérito onde o têm, porque falta ainda ser-lhes reconhecido o inédito título que só eles detêm: o de causadores do maior surto de infecções de COVID-19 do país e de todas as implicações económicas e sociais que daí advieram.


Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco


 


terça-feira, 30 de outubro de 2018

Kremlin de Gala, Circo, Taça e Fogaças


Vai de vento em popa a nossa campanha 2018/19 na Liga dos Campeões. Finalizada a primeira volta do grupo D, seguimos na frente com uns meritórios sete pontos e com o bando inteiro na mão para garantir o primeiro lugar no final desta fase.




Já lhes dei conta da falta de tempo e menor disposição para manter a regularidade da escrita nesta fase, pelo que não os vou maçar mais com isso. Avanço directo para o já longínquo jogo caseiro contra o Galatasaray, onde conseguimos talvez o resultado mais importante de todos rumo ao apuramento para os oitavos. Vitória tangencial mas a valer os mesmos três pontos de qualquer goleada. Jogo difícil contra uma equipa talvez menos equilibrada mas seguramente não inferior à nossa, o que ainda valoriza mais o feito. Não são nenhum papão, mas nós também não - nunca fomos e hoje ainda mais distantes de o ser.

Seguiu-se a barraca da temporada (até ver), na ida à Luz. De tão chateado com f que fiquei, não fui capaz de escrever sobre o assunto sem ensaiar um chorrilho de asneiras. Fiquei-me por um singelo tweet e hoje ainda não me apetece escrever muito mais: não jogámos nadinha, eles pouco mais e acabaram por ter a sorte que nós tivemos no jogo da época passada. 

Como quem não sabe perder também raramente sabe ganhar, os criminosos de Carnide que tomaram aquele clube de assalto passaram música de tourada no final do jogo, o que me deixou na dúvida: estariam simplesmente a celebrar à sua maneira ou confundiram com aquela musiquinha muito semelhante que normalmente toca nos circos, acompanhada de palminhas? Vou mais pela segunda, dado o contexto e a enormidade de palhaços que por ali tinham passado.

Saímos de lá vergados pela nossa incompetência e remetidos para um obscuro terceiro ou quarto lugar. Seguiu-se mais uma absurda pausa para Seleções e Taça (e já vem outra a caminho), onde cumprimos a obrigação de seguir em frente contra os briosos amadores do Vila Real. Destaque maior para o inédito poker do zombie Ádrian e side note para o regresso de Fabiano à titularidade.

O regresso à "alta competição" deu-se na monumental e acolhedora cidade de Moscovo, onde tive o prazer de estar a acompanhar ao vivo mais uma vitória na Champions, desta vez contra o Lokomotiv local. Vitória da melhor equipa num jogo onde quase tudo nos correu de feição (San Iker!) e contra um dos conjuntos mais fracos de que tenho memória de defrontar nesta competição. Bem sei que estavam sem vários dos habituais titulares, mas só me posso referir ao que vi neste jogo. Seja como for, cumprimos, vencendo. Ainda sem convencer.

E assim "chegámos a ontem" de volta a casa, ao nosso Dragão. Embalados com a surpreendente derrota dos sem-vergonha às mãos da ex-SAD do Belenenses (melhor definição que encontrei até que arranjem novo nome), arrancámos determinados em recuperar a liderança do campeonato. Do outro lado, o Feirense, uma equipa bem organizada e capaz de estender o jogo ao ponto de criar perigo junto da nossa baliza mais do que uma vez. 

Fomos suficientemente melhores para vencer, mas só perto do final pudemos descansar quanto à distribuição de pontos. Pelo meio, muitas peripécias arbitrais (quase todas em nosso benefício) e o regresso de Óliver às exibições de corpo inteiro, completas e de nível elevado. 

Tudo somado, cerca de um mês de futebol findo o qual mantemos intactas as aspirações em todas as competições e inclusive recuperamos a liderança do Campeonato após derrota na Luz. O nível de segurança que o jogo da equipa transmite é ainda baixo, mas fundamental mesmo é ir ganhando nos entretantos, enquanto se trabalha para melhorar. Convém é não deixar de o fazer (melhorar), porque um dia a "sorte" pode nos virar as costas.



Notas DPcA 

(por ordem cronológica)



Dia de jogo: 03/10/2018, 20h00, Estádio do Dragão, FC Porto - Galatasaray (1-0)




Nota (8): Iker

Nota (7): Militão, Danilo, Otávio (<80'), Marega, Brahimi 

Nota (6): Maxi, Telles, Herrera (<89'), Corona (<69'), Óliver (>69'), André Pereira (>80') 

Nota (5): Felipe

Nota (-): Oliveira (>89')

Sérgio Conceição (7): Vitória fundamental para relançar a nossa candidatura aos oitavos, conseguida muito à custa do coração, aquele que se agigante e nos enche de orgulho. Os turcos tiveram as suas oportunidades para sair do Dragão com pontos e não vejo como o treinador poderia ter feito mais ou melhor para o impedir. Correu-nos bem mas fizemos por isso. Sérgio Conceição já se pode apelidar de treinador com tarimba de Champions...


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Dia de jogo: 07/10/2018, 17h30, Estádio da Luz, SL Benfica - FC Porto (1-0)




Nota (7): Iker

Nota (6): Danilo, Otávio (<52'), Brahimi 

Nota (5): Maxi (<70'), Telles, Militão, Felipe, Corona (>70'), MaregaSoares (<76'), Oliveira (>52'), André Pereira (>76') 

Nota (4): Herrera

Sérgio Conceição (4): Equipa amorfa, sem ideias, irreconhecível do princípio ao fim. Muito diferente da do ano passado neste mesmo jogo? Nem tanto, simplesmente desta vez "caiu" para o outro lado. Esperava muito mais do campeão em título, numa altura em que os sem-vergonha vão sendo cada vez mais expostos pelo bando de criminosos que são. Nesse sentido, foi uma dupla derrota, muito difícil de "perdoar" pela falta de vontade demonstrada. Agora já passou, mas demorou. Que sirva de exemplo do que nunca mais se pode repetir.

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Dia de jogo: 19/10/2018, 20h15, C.D. Monte da Forca, SC Vila Real - FC Porto (0-6)




Nota (9): Ádrian (<73')

Nota (7): Óliver, Bazoer, Soares 

Nota (6): Fabiano, João Pedro, Jorge, Militão, Herrera (<63'), André Pereira (<63'), Corona (>63'), Marius (>63'), Oliveira (>73')

Nota (5): Felipe

Sérgio Conceição (6): Jogo encarado com total seriedade, resultado "normal" e oportunidade aos menos utilizados. Tudo bem feito.


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Dia de jogo: 24/10/2018, 20h00, Estádio Lokomotiv Mockba, FC Lokomotiv - FC Porto (1-3)




Nota (8): Iker 

Nota (7): Telles, Danilo, Óliver (<82'), Corona (<69'), Brahimi (<82') 

Nota (6): Maxi, Felipe, Herrera, André Pereira (>69'), Marega

Nota (5): Militão, Bazoer (>82'), Ádrian (>82')

Sérgio Conceição (6): Vitória fora na Champions é sempre de valorizar, mas houve tanto "acaso" a empurrar-nos para ela que me custaria dar ao treinador uma nota mais elevada. Houve San Iker, houve árbitro amigo, houve bolas de golo que não chegaram a entrar (também por mérito de quem defendia), tudo se conjugou a nosso favor. E ainda bem.


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Dia de jogo: 28/10/2018, 17h30, Estádio do Dragão, FC Porto - CD Feirense (2-0)




Nota (8): Óliver, Brahimi (<86')

Nota (7): Iker, Danilo, Corona (<64') 

Nota (6): Maxi, Telles, Militão, Felipe, Soares, Marega (<89'), Herrera (>64')

Nota (5): André Pereira (>82')

Nota (-): Ádrian (>86')

Sérgio Conceição (7): A equipa não falhou quando o rival se espalhou ao comprido e isso é sempre de louvar. Atitude certa desde o início, pese a dificuldade em chegar ao golo. Quando o conseguiu por vias travessas, a postura manteve-se (tal como a do adversário), o que adiou a decisão do jogo para perto do seu final. Boa leitura dos acontecimentos concretizada nas substituições, em particular a entrada de Herrera. Bem também no pós-jogo.


Outros Intervenientes:


Arbitragem difícil e cheia de erros de Rui Oliveira e do VAR Vasco Santos. Baseado em todas as imagens que vi, afirmo sem hesitar que me parece fora-de-jogo o lance do primeiro golo. É por centímetros, pode ter gerado dúvidas mas nunca certezas (critério único para justificar a intervenção do VAR neste tipo de lance/decisão). Admito também que possa ter sido penálti de Telles já perto do fim, mas não é evidente. Admito como boa a decisão de marcar falta a Marega, embora também não tenha ficado com certezas. Tudo somado, foi o Feirense quem saiu com mais razões de queixa, embora não me pareça que justifique de todo a derrota.


Segue-se o Varzim para a Taça da Liga (obrigatório vencer pelo máximo de golos possível) e depois três jogos complicados para o Campeonato [Marítimo (f), Braga (c), Boavista (f)] com a recepção a Lokomotiv e Belenenses (Taça) pelo meio. Seis jogos que ficariam lindamente pintados com seis vitórias. Vamos a isso?



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



P.S. - as minhas humildes desculpas pelo título à Markl




terça-feira, 2 de outubro de 2018

125 Azul


Tivesse escrito este texto nas primeiras horas após o encontro com o CD Tondela e quase todo ele seria sobre Sérgio Conceição, porque ou estou a ler mal a situação ou a sua teimosia está a empurrá-lo para um caminho demasiado perigoso e possivelmente sem retorno. Mais precisamente, para um caminho com pseudo-retorno.




A falta de tempo assegurou-se que não o faria até hoje. E ainda bem.

A esta distância, já me consigo focar no essencial: no centésimo vigésimo quinto aniversário do Clube e no jogo que a equipa do Porto fez dentro de campo. Ao intervalo, comentei que tinha assistido aos melhores 45 minutos da época e prontamente fui questionado pelo jogo contra o Chaves e a goleada. Sim, não fomos eficazes nestes 45 minutos, mas pelo menos jogamos futebol com nexo e alguma qualidade. Arrisco mesmo dizer que mais do que contra o Chaves. 

Frente ao Tondela, equipa bem orientada, fomos uma equipa que quis impor a sua superioridade teórica na relva, pressionando alto e bem e fechando espaços a cada portador da bola adversário, conseguindo assim recuperá-la depressa. Com bola, mesmo mantendo as habituais dificuldades de penetração, soubemos "rodá-la" com a paciência suficiente para encontrar uma brecha na muralha e depois explorá-la.

Chegamos ao intervalo sem golos mas com boas oportunidades para os ter conseguido. E, contra o que vem sendo norma, algumas não entraram por mero acaso - azar para os mais crentes - e não por "falta de jeito". Estava, portanto, confiante que a vitória acabaria por aparecer.

A segunda parte foi menos exuberante no futebol jogado mas nem por isso menos intensa na emoção. O justíssimo golo só chegou já perto do final, com a ajuda do melhor adversário, mas chegou. E pelos pés do regressado Tiquinho, que se refez antes do esperado mas não a tempo de estar inscrito na Champions. Uma lástima, sabendo-se agora o que aconteceu a Aboubakar - aquele abraço mon ami. Conforme o treinador explicou, foi a opção que considerou mais acertada com os dados de que dispunha no momento de decidir. Há que aceitar.

No dia em que comemorava(mos) 125 anos (não me cansem com as datas de fundação, get over it!), o Futebol Clube do Porto venceu. Dizem que desde 1893 que o andámos a fazer... não será exactamente assim, mas pelo menos nos últimos 40 anos tem sido um fartote. Que assim se mantenha nos próximos 125... ou 40, vá. Parabéns meu Clube!





Notas DPcA 


Dia de jogo: 28/09/2018, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - CD Tondela (1-0)



Iker (6): Espectador atento e motivador de ocasião. Numa palavra, líder.

< 80' Maxi (6): Menos intenso e "expressivo" do que é seu hábito, mas cumpriu.

Alex Telles (6): Ainda sem recuperar a sua chama ofensiva, esteve melhor no plano defensivo.

Éder Militão (7): Líder... da defesa. Mesmo sendo mais novo da quadra. É aproveitar enquanto cá dura...

Felipe (6): Começou bem, marcando cerrado, mas deixou-se envolver nas provocações dos adversários (aquele 15 merecia mesmo que lhe partissem os dentes, eu sei) e por pouco não ficou fora da Luz. Tem de se controlar mais e melhor.

< 59' Sérgio Oliveira (6): Foi a "surpresa" no onze, substituindo Danilo que nem convocado foi. Regressou "benzinho" e teve de lidar com um certo mexicano desastrado, tendo mesmo oportunidade de marcar. Está mais perto do nível exigido para continuar na equipa.

Herrera (5): Ai, ai, tanta coisa mal feita, Héctor Lindo... está mesmo a precisar de ir à Luz para atinar...

Otávio (6): Andou muito tempo pela irrelevância, quebrada a espaços com uma e outra arrancada com bola. Quando a "coisa" apertou e a equipa sofreu alterações, apareceu e ajudou mais no esforço de guerra.

Brahimi (6): Desta vez, além de tentar criar e atrair adversários, conseguiu mesmo ser decisivo, porque foi dele o remate que Tiquinho recargou para golo. Espera-se melhor a qualquer momento...

< 64' Aboubakar (6): Primeira parte bem envolvido com os companheiros, tendo até a mais flagrante oportunidade, à qual chegou... torto. Na segunda foi desaparecendo até que o azar terrível lhe bateu à porta. Volta depressa.




Marega (5): Está mais perto do "cepo" que foi dispensado do que do craque que desbravou o caminho para o título 17/18. Se sonha com voos mais altos, vai ter mesmo de fazer reset naquele cabecinha e reencontrar a mesma motivação que o trouxe até aqui. Caso contrário, cepo continuará.

> 59' Corona (5): Entrou apagado e parecia apenas mais uma substituição falhada quando, de repente, "acordou para o jogo" e ainda fez uns últimos 15 minutos positivos de envolvimento ofensivo.

> 64' Melhor em Campo Soares (7): Marcou o golo da vitória quando o cronómetro já fazia as malas e sorria de malvadez. Enough for me.

> 80' Hernáni (6): É o jogador fetiche do mister - uma espécie de antítese de Óliver - e como tal continua a ter todas as hipóteses do mundo, até a lateral. Sim, eu sei que alternativas escasseiam no plano ofensivo, mas desta vez até as tinha no banco. Seja como for, entrou para o último assalto e foi já no seu consulado que a equipa marcou. Coincidência? Temo bem que sim.

Sérgio Conceição (5): A nota ao treinador constrói-se, em grande medida, pelas suas opções e pelo impacto que elas têm no que a equipa faz dentro de campo. Nesse capítulo, o mister esteve mais feliz neste jogo do que em quase todos os anteriores. A opção de deixar Danilo de fora correu bem, a equipa mostrou o melhor futebol da temporada na primeira parte e as substituições correram bem no sentido em que ganhou o jogo já com as três feitas e foi mesmo a segunda quem desferiu o golpe decisivo. E realço também a boa decisão de trocar o defesa Maxi pelo extremo Hernáni.
No entanto, a nota do treinador também reflecte - em menor medida - o que diz antes e depois do jogo. E aí, voltou a estar horrivelmente mal, insistindo na ridícula demanda dos "pseudo". Seria bom que se lembrasse de quem o meteu nesta alhada e que mantivesse as armas a ele(s) apontadas. Ou, melhor ainda, deixasse de ser menino amuado e soubesse conviver com as contrariedades, venham elas de onde vierem. 

Ninguém quer criar problemas onde não existem, mas só um tem a obrigação de os evitar. Get a grip Sérgio. E parabéns a nós e a quem teve a ideia de ir buscar os miúdos para os cantar junto aos ídolos.




Outros Intervenientes:



Soube a pouco a nível ofensivo este Tondela de Pepa, mas parece-me que a culpa foi muito do Porto, que obrigou a que se concentrassem quase em exclusivo na defesa da sua baliza - por convicção e por falta de possibilidade de fazer mais que isso. Cláudio Ramos ficou negativamente ligado à derrota da sua equipa por ter falhado no lance do golo, mas... por quantos mais teria o Tondela perdido não fosse pelas suas defesas? 

E o "15", aquele imbecil do 15 de que nem quero escrever o nome, era mesmo quem lhe enfiasse uma murraça no nariz, provocador de m. Até parecia que alguém lhe tinha oferecido uma mala para arrancar algumas expulsões.

Quanto a Luís "continuas a correr de costas... porque gostas" Godinho, nada de muito relevante, embora os anti-corpos recíprocos tendam a exacerbar qualquer pequena insignificância. Segundo o tribunal d'O Jogo, parece ter ficado um segundo amarelo por mostrar a um tondelense já perto do final, mas confesso que não tenho memória do lance.




E assim nos colocámos como queríamos antes de visita à Luz: à frente deles. Que esta "conquista" sirva apenas para nos motivar a dar tudo para sair de lá com 4 pontos de avanço e NUNCA para nos fazer adormecer à sombra do "empate basta". Não só porque é estúpido em si mesmo, mas também porque tende a induzir o pior resultado de todos.

Nota final para o Braga, que venceu categoricamente no Jamor (para variar) e subiu ao primeiro lugar isolado com todo o mérito. Não sou fã do trolha nem do "livro foleiro de auto-ajuda", mas reconheço o bom trabalho que têm feito e a oportunidade histórica de lutarem pelo título.

Isto para nos relembrar que lampiões há em todo o lado, com nomes e cheiros diferentes, mas sempre lampiões. E que teremos, uma vez mais, de os derrotar a todos para voltar a festejar nos Aliados em Maio de 2019. Vamos a isso?



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Do Bonfim aos Aliados: Navegação à Vista


Navegar à vista vem dos tempos idos dos Descobrimentos em que os valentes marinheiros lusos se faziam rumo ao Sul desconhecido, procurando manter visível a bombordo a costa africana por forma a minimizar os riscos associados a cada uma dessas epopeias. Era, portanto, uma navegação passo-a-passo, improvisada em função de cada novo desafio e sem grande ciência por detrás. "Vamos indo e vamos vendo", pensariam eles.



Tendo estado no Bonfim a assistir a mais um jogo deste Porto 18/19, creio que já vi o suficiente para constatar uma espécie de padrão de rendimento da equipa, bem como as principais falhas e insuficiências do jogo colectivo, pelo que me proponho projectar o que pode vir a ser esta temporada a nível do campeonato (aquilo que verdadeiramente nos interessa ganhar), não só mas também por comparação do que se tem visto dos outros três candidatos.

Sobre o jogo propriamente dito, não me vou alongar. Foi mais um, idêntico ao que têm sido quase todos: pouco futebol, poucas ideias positivas sobre como chegar com sucesso à baliza adversária, nenhuma capacidade de gerir o jogo, muitas falhas individuais e algumas colectivas e a felicidade de marcar nos momentos certos e de não sofrer nos errados. Pouco, muito pouco para quem pretende renovar o título.

O que mudou da época passada para esta, de forma assim tão radical, que justifique este "comportamento" da equipa aparentemente tão inferior ao que conseguiu fazer em 17/18?


E será que os resultados comprovam essa ideia de inferioridade de rendimento face a igual período da época passada? 

Comecemos por aí, pela comparação de resultados.


(clicar para ampliar)


 - Na época passada contávamos com um registo imaculado no campeonato nas primeiras sete jornadas; este ano, o mais próximo que poderemos chegar é às seis vitórias em sete jogos - o que a acontecer, implicará ter vencido Tondela e na Luz.

- Na Champions melhoramos substancialmente, passando de uma derrota caseira a um empate fora; Se vencermos em casa contra o Galatasaray melhoraremos a nossa prestação, qualquer resultado em Moscovo;

- Este ano já temos um troféu conquistado e um empate na Taça da Liga, ao passo que em 17/18 já tínhamos ultrapassado a primeira entrada na Taça de Portugal;


Resumindo, mesmo levando em conta a derrota inesperada com o Guimarães, em termos de resultados não estamos assim tão distantes do conseguido em 17/18: 5 vitórias, 2 empates e uma derrota versus 7 vitórias e 1 derrota. Pior, mas não muito.

Se conseguirmos vencer os três próximos jogos, ficaremos até em melhor situação do que no ano transacto. Se, se, se. Três grandes "ses" que se levantam não pela valia dos adversários, mas pela evidente fraca produção ao nível futebolístico.

A questão é (por enquanto) apenas essa: a qualidade do futebol produzido pela equipa. Temos conseguido vencer quase sempre apesar dela, o problema é que a jogar "assim" temos grandes probabilidades de voltar a falhar, uma e outra vez. De onde vem isto?

- Defeso demasiado atribulado. Pedem ao treinador para elaborar um plano para a época seguinte, destacando necessidades de reforços e colmatação de saídas (previstas e imprevistas). O treinador elabora e entrega esse plano à administração. E o que é que esta faz com ele? Decoração de gabinete ou algo pior. Só assim se entende as sucessivas fugas de jogadores pretendidos, por oposição à chegada de jogadores sem o aval do treinador. Um grande menosprezo pelo que Sérgio Conceição conseguiu dar ao Clube na época passada, digo eu. Consequência: um treinador instável, ofendido e com vontade de "partir tudo" e com isso menos focado no essencial.

- Balneário. Marega foi provavelmente a ponta visível e mediática do iceberg, porque parece terem desaparecido aquela alegria e bem-estar colectivo que transparecia ainda há poucos meses. Saíram alguns jogadores relevantes para o jogo e para o balneário (Ricardo e , por exemplo), chegaram outros que ainda precisam de completar a integração no grupo. Tudo normal a este nível. Mas será só isto? Não parece. Quem souber o quê e porquê, que trate de resolver o problema.




- Má forma. Assusta ver este Telles em campo por comparação ao portento das épocas anteriores. Lento, maus tempos de entrada, má leitura de jogo, má execução técnica, incapacidade de fazer a diferença nas bolas paradas. Se fosse só ele, ainda a coisa ia (embora coxa). Mas e então Herrera, Felipe, Oliveira, Aboubakar, Brahimi e Marega? A mesma coisa, sombras do que já provaram serem capazes! Como se explica um fenómeno desta dimensão? A questão pode também ser de ordem física, mas garantidamente não será só e provavelmente nem a mais importante.

- Estratégia. Pegando no que se descreve acima, seria plausível de concluir que com jogadores em má forma nenhuma estratégia é boa, o que seria parcialmente verdade. O problema é que também é suposto que as estratégias potenciem e promovam a "forma" dos jogadores, que se adaptem ao que de melhor cada um dos jogadores pode dar à equipa. E isso eu não tenho visto. Constato antes a recorrência de um modelo quase único e que nem com as variantes que contém, consegue promover um exercício colectivo de futebol de qualidade na maior parte do tempo. Na esmagadora maioria do tempo, diga-se.

Naturalmente que todos os adversários nacionais já se adaptaram a esta forma de jogar, ainda que por vezes recorrendo a estratégias sujas, que em nada valorizam o desporto. Mas isso é lana-caprina porque sempre assim foi e é ao Porto (ao seu treinador e jogadores) que cabe a missão de vencer apesar disso. E sendo justo, mesmo perante adversários que pretendem jogar "algum" futebol, o nosso futebol pouco melhora.

Acresce que os pilares fundamentais em que assentava este "modelo" de Conceição estão de momento severamente "danificados": Marega primeiro e depois Telles, Ricardo e o meio-campo. Todos uma lástima. Tudo somado, temos o que temos.

E os outros candidatos?


Benfica, Braga e Sporting, pela ordem de "ameaça" que pressinto neste momento.

Os sem-vergonha, mesmo atolados no lamaçal que eles próprios criaram, seguem neste momento na frente da Liga e têm a oportunidade de ampliar a liderança ao receber o Porto em sua casa. Não por estarem a apresentar um futebol de grande qualidade - algo que aliás já não fazem há mais de cinco anos - mas porque têm conseguido vencer os seus joguitos, um a um. E já empataram com o Sporting, relembre-se. Pela plantel razoável que têm e pelo polvo que ainda mexe e muito, são o mais sério candidato a destronar o campeão, se este não fizer pela vida.

O Braga, treinado por um ser que me provoca desde arrepios até vómitos sempre que o ouço "discursar", tem o plantel mais forte da Liga em termos de profundidade. Pode não ter craques do nível dos melhores dos 3 grandes, mas têm bons jogadores para todas as posições e quase sempre a duplicar. E pese a alergia que tenho a Abel, não deixo de reconhecer que já pôs a equipa a jogar muito bom futebol (ano passado) e que neste parece estar mais apostado em garantir resultados do que na qualidade do jogo. Chama-se crescer, suponho. Fora das provas europeias, vão sem dúvida tentar manter-se colados ao líder e aproveitar um eventual descalabro simultâneo dos outros três.

Sendo (cada vez mais) certo que já mereciam ter sido campeões com Domingos Paciência ao leme, talvez tenham nesta época a sua melhor oportunidade de sempre para lá chegar.

O Sporting recuperou bem face à brutal queda no abismo que sofreu. Não perdeu os principais jogadores, livrou-se de uma lesma ou outra e tem finalmente nova liderança. O maior problema estará mesmo no treinador. Nunca gostei do treinador Peseiro e mais escaldado fiquei com a sua passagem pelo Porto. É mesmo um perdedor nato (sorry mister, mas é o que eu penso) e com esta derrota em Braga, não sei bem como as coisas se desenvolverão. Em todo o caso, enquanto se mantiverem próximos da frente, serão sempre um possível vencedor final. O último em que apostaria dinheiro.

E então nós, meu Porto?


Pois é, "nós" é que não sei.

Neste momento, acho que tanto podemos "re-engatar" e recuperar a dinâmica da temporada passada, como "engasgar" e atravessar uma época frustrante ao melhor estilo de NEStums, Lorpas & Associados. E não consigo dizer qual dos cenários é mais provável.

Pressinto, pelo que observo dentro e fora de campo, que muita coisa não está bem na equipa (no Clube já há muito tempo e não seria um título a mudar a situação). Quem tem a missão de reverter a situação é o líder, o treinador, Sérgio "Campeão" Conceição.

Mas primeiro terá de fazer as pazes com quem tiver de as fazer e consigo mesmo. Aceitar a situação actual e fazer dela o melhor possível. Ter a coragem e a humildade para rever as suas convicções e processos, identificar o que tem de ser mudado e seguir por esse caminho. Balanços e ajustes de contas têm mesmo de ficar para o próximo defeso.

Agora é hora de tocar a rebate, voltar a reunir e a motivar as tropas e partir para cada batalha como um só. Foi assim que, contra tudo, todos e todas as expectativas, fizemos das fraquezas forças e nos tornámos Campeões de Portugal. E só assim voltaremos a sê-lo.



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Notas DPcA 



Dia de jogo: 22/09/2018, 21h00, Estádio do Bonfim, Vitória FC - FC Porto (0-2)



Melhor em Campo Iker (7): Muito bem nas vezes que foi chamado a intervir, mantendo intactas as nossas aspirações em momentos decisivos.

Maxi (6): Sempre melhor no auxílio ao ataque do que a proteger a sua baliza, onde se acentua a preocupante tendência de ser batido pelas costas nas bolas aéreas. De resto, incansável.

Alex Telles (5): "Assusta ver este Telles em campo por comparação ao portento das épocas anteriores. Lento, maus tempos de entrada, má leitura de jogo, má execução técnica, incapacidade de fazer a diferença nas bolas paradas"

Éder Militão (7): Outro jogo de bom nível, incluindo um corte providencial e limpo a evitar uma situação de golo eminente. Vai durar pouco por cá...

Felipe (5): O lance em que quase foi expulso exemplifica bem a sua má leitura de jogo, ao deixar-se arrastar por um adversário e abrindo assim uma avenida que o avançado vitoriano aproveitou. Está em claro abaixamento de forma.

Danilo (6): Liderou o meio-campo, até por ausência dos demais companheiros de sector e genericamente esteve bem. Mais um passo rumo à sua recuperação completa-

Herrera (5): Outra vez Errera, embora um nível acima do que fez na Alemanha. Num meio-campo tão "curto", a sua ausência do jogo faz-se sentir de forma desproporcional. Com renovação ou não, tem é de voltar a jogar. Ou voltar para o banco.

< 60' Otávio (5): Muito desastrado a nível técnico, falhando várias recepções de bola e alguns passes fáceis. Teve também o seu lado positivo, ajudando em alguns momentos a equipa a chegar com relativo perigo à baliza contrária - algo que, devo reconhecer, só me apercebi ao rever o jogo na televisão. 

 < 79' Brahimi (6): Luta, corre, tenta mas não consegue fazer a diferença. E assim acaba por passar por banal, algo que não é nem nunca será.

< 74' Aboubakar (6): Melhorou também face a Gelsenkirschen e até fez o primeiro da noite, aproveitando bem a bola solta dentro da área. Procurou mais e melhor e quase conseguiu. Se fizer um golo por jogo, já não é mau de todo.

Marega (6): Ao contrário de Abou, não evoluiu face ao último jogo. Esteve no mesmo registo, um par de tentativas mas de pouco sucesso. Em todo o caso, a sua presença desgasta e ocupa o pensamento de vários adversários em simultâneo, libertando espaço noutros sítios do campo. E foi nele que começou a desenhar-se o primeiro golo.

> 60' Oliveira (6): Marcou o golo da tranquilidade (relativa) e só isso fez dele aposta ganha. Mas fez mais, fazendo-se notar clara melhoria ao que vinha sendo feito antes da sua entrada.

> 74' André Pereira (6): Regresso positivo após lesão a indiciar que terá mais oportunidades.

> 79' Corona (5): Nada acrescentou ao jogo, além de falhar um golo fácil.

Sérgio Conceição (6): Vitória importante como são todas, mas conseguida sem nenhum brilho e com dúvidas quanto ao desfecho quase até final. O Vitória marcou um golo que foi anulado e teve ainda outras duas grandes oportunidades (uma delas em offside), pelo que a clean sheet acaba por ser muito lisonjeira para a prestação da equipa. Tal como a diferença de dois golos, acrescento. Dá a sensação que está a insistir em ver as horas num relógio avariado e que se agarra às duas vezes por dia em que está certo para concluir que tudo está bem. Passe o exagero, porque obviamente tem melhor noção do que qualquer outro de que as coisas não estão a sair bem, parece não estar a encontrar a solução para reparar o relógio. Algo a rever com muita urgência, companheiro Conceição.



Outros Intervenientes:


Equipa bem arrumada e com um par de bons executantes lá na frente - Hildeberto e Valdu - o Vitória deu muito boa réplica e quase acabava a sorrir, mesmo com meia equipa amarrada atrás por Vidigalito. Porque das insuficiências do adversário não tem culpa nenhuma.

Jogo com casos complicados para Manuel Oliveira, que no essencial parece ter decidido bem em quase todos eles. Acharia o penálti sobre Marega forçado, tal como exagerado o vermelho a Felipe (ficou a faltar o amarelo). O golo do Vitória foi bem invalidade pelo VAR. Apesar da dificuldade, trabalho positivo. 


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Seguem-se dois jogos no Dragão e a ida à Luz. Três vitórias que nos elevariam para outro patamar. Menos do que isso... não sei. Vamos lá ao estádio e sempre a apoiar enquanto a bola rolar. E a Sérgio o que é de Sérgio. 



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco