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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

O Porto de Conceição


Estava mortinho que este jogo acontecesse (e acontecesse assim!) para poder finalmente tecer as justas loas a Sérgio Conceição. Quem me segue sabe dos muitos reparos que lhe fui fazendo, a maioria de pormenor mas uma mão deles bem relevantes. Sinto-me por isso bem à vontade para o que agora vou escrever.




À quinta jornada, o Porto garantiu o primeiro lugar do grupo da Champions. O Porto, este Porto de Sérgio Conceição, está nos oitavos com uma jornada ainda por cumprir e no lote dos primeiros classificados no sorteio que há-de vir. Sob qualquer ponto de vista, resume-se numa palavra este desempenho: brilhante.

Não me esqueço nem por um segundo da muita "sorte" que tivemos nos primeiros quatro jogos: o penálti caído do céu em Gelsenkirschen, os inúmeros desperdícios dos turcos no Dragão e igual dose - a dobrar - no confronto duplo com os russos, somando-lhes ainda a penalidade defendida por Casillas. Em todos esses quatro jogos fiquei com a sensação que facilmente o desfecho final poderia ter sido diferente. Poderia... mas não foi.

Até porque me lembro bem do que "foi" Conceição na fase de grupos do ano passado - o ano da sua estreia na competição. Evoluiu depressa e bem, como se lhe exigia. Mas não é para todos, é só para quem tem essa capacidade.

Regressando ao presente, uma série de quatro jogos já tem de servir como "prova" de que há mais (bem mais) do que apenas ter caído nas boas graças da Dona Fortuna. Esta equipa está transformada num grupo muito resiliente, persistente e inamovível na persecução dos seus objectivos. Parece ter sempre seis vidas extra para sobreviver a cada uma das armadilhas que lhe são colocadas no caminho. E isto, meus amigos, mais do que outra coisa qualquer, é mérito do treinador.

Recuemos até ao defeso. O grupo a caminho do estágio em Portimão, convulsão interna, reforços que nunca o chegaram a ser e a conversa decisiva com o presidente. Conceição soube controlar a sua fúria e entender que o melhor caminho - o único caminho - era este, o de seguir viagem com aqueles que tinha à disposição, mas ainda assim sem permitir que outros sem qualquer valor acrescentado (na sua óptica) viessem para fazer número.

Engoliu em seco, contou até dez (milhões?) e seguiu em frente. Perdeu dois jogadores nucleares na defesa e apenas recebeu Militão em troca (até ver, pelo menos). Na direita, só há mesmo Maxi e em algumas ocasiões Corona pode chegar.



Início tremido, derrota caseira com o Guimarães e futebol pouco esclarecido, com poucas soluções para chegar às balizas contrárias. De vitória em vitória até à desesperante exibição que se concluiu com a derrota na Luz. Ponto mais baixo, disse Sérgio. E bem. Foi mesmo, mesmo rasteirinho. 

Aboubakar de fora por vários meses, Soares fora da Champions por má decisão técnica. Só com Marega na frente e André Pereira como enésima opção, a equipa conseguiu este registo próximo da perfeição nestes cinco encontros, sem com isso ter de sacrificar qualquer outra das provas em que está envolvido: liderança no campeonato, apurado na Taça de Portugal e "vivo" na da Liga. E com a Supertaça já conquistada, convém não esquecer.

Nada disto é especialmente diferente do que se exige sempre neste Clube, mas a diferença entre a exigência e a realidade tem sido bem significativa, tal como as quatro épocas antes eloquentemente comprovam. E é aqui que Conceição tem o seu imenso mérito: o de voltar a fazer coincidir as expectativas com a realidade dos números. 

Sobre a conquista da época passada já tudo foi dito, em relação ao que irá suceder nesta ainda é cedo para dizer em definitivo mas uma coisa é certa: tudo o que de positivo vier a suceder terá como principal responsável o nosso treinador. Insisto, o nosso treinador, não a "nossa" administração e nem o nosso presidente.

Sem Ricardo Pereira e sem Marcano, com Herrera outra vez "Errera", Telles eclipsado, Oliveira de volta à penumbra e sem Aboubakar. Logo no final da época disse em entrevista que este ano iria exigira mais a Corona e Otávio. Dito e feito, ei-los que nos enchem de golos, assistências e ainda mais esperança. E o craque Militão, que o é mas ainda agora chegou. E Maxi a dar tudo o que já não tem. E Óliver a tentar provar que merece mais. Isto, meus amigos, é "só" trabalho da equipa técnica.

Desde que a época começou e até aqui chegar, já muitos (poucos...) cabelos se esbranquiçaram à custa do bom do Sérgio. As exibições cinzentas, as vitórias sofridas e as tiradas descabidas. Destaco obviamente a rábula dos pseudo-adeptos, do Sá da Bandeira e quejandos: num primeiro momento profundamente errado e a dar nota de não saber lidar com a (justa) crítica, o treinador não tardou mais do que uns dias a ter a inteligência e o bom-senso de recuar, reduzindo ao mínimo o tom da contenda e assim pondo ponto final nesse não-assunto. Parece óbvio agora, mas na altura não seria tanto. 

E assim conservou atrás de si todo o Mar Azul, ciente do muito que havia conquistado e esperançoso no muito que ainda há para conquistar. E assim, já a entrar em Dezembro, seguimos. Felizes, líderes, esperançosos.



Notas DPcA 

(por ordem cronológica)



Dia de jogo: 31/10/2018, 19h00, Estádio do Dragão, FC Porto - Varzim SC (4-2)




Jogo bem mais acidentado do que se previa, com o Varzim a conseguir molhar a sopa por duas vezes (a última delas graças a uma mega-oferta de Sérgio Oliveira). No final, a vitória que se exigia apesar do susto. Na memória perdurará apenas a jogada mágica de Corona que ofereceu o golo a André Pereira.

Nota (8): Corona (>45')

Nota (7): Bazoer (<77'), Otávio, Soares (>65'), André Pereira

Nota (6): Vaná, Mbemba, João Pedro (<65'), Hernáni, Adrián, Óliver (>77')

Nota (5): Chidozie, Jorge (<45'), Oliveira

Sérgio Conceição (6): Deu lugar aos menos utilizados (e bem), apesar de ter exagerado na quantidade. Uma equipa que nunca joga junta (treinar não é jogar) não pode ter rotinas e nenhum adversário se pode menosprezar hoje em dia. No final, cumpriu o objectivo e por isso ganhou a sua aposta. Mas mais cuidado de futuro.


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Dia de jogo: 03/11/2018, 18h00, Estádio da Madeira, CS Marítimo - FC Porto (0-2)



Jogo tradicionalmente complicado e que se foi complicando ainda mais à medida que o cronómetro avançava (e muito pela nossa inabilidade) até que o desespero se parecia ter instalado com o penálti infantilmente desperdiçado por Marega.

Felizmente nas estrelas estava escrito um final feliz e quase foi preciso um prospecto para poder apreciar a obra de arte colectiva de onde resultou o primeiro golo do encontro, magnífico. O maestro foi Otávio, vindo do banco. Vitória muito importante e totalmente merecida.

Nota (8): Otávio (>67')

Nota (7): Militão, Danilo, Brahimi (<79'), Marega

Nota (6): Iker, Felipe, Óliver, Corona, Soares (<74'), Herrera (>74'), Mbemba (>79')

Nota (5): Maxi (<67'), Telles


Sérgio Conceição (7): Mais de uma hora de jogo nada brilhante que no entanto não comprometeu objectivo último dos três pontos. Bem ao "não deixar" a equipa esmorecer após o penálti falhado, mexendo de imediato e de forma decisiva com o lançamento de Otávio. Se a vitória esteve em dúvida, foi Conceição quem mais ajudou a desfazê-la.


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Dia de jogo: 06/11/2018, 20h00, Estádio do Dragão, FC Porto - Lokomotiv (4-1)



Outra exibição no "limite" com a fortuna a favorecer-nos uma vez mais. O Lokomotiv teve várias oportunidades para fazer duvidar o desfecho até final mas acabou por as desperdiçar. Ainda bem para nós, que assim seguimos na liderança do grupo. Reconfortante e merecida a standing ovation ao herói da pátria Éder.


Nota (7): Iker, Danilo, Herrera, Óliver (<84'), Brahimi (<68'), Corona (<77'), Marega, Otávio (>68')

Nota (6): Maxi, Militão, Felipe 

Nota (5): Telles, Hernáni (>77')

Nota (-): Oliveira (>84')

Sérgio Conceição (7): Outro jogo a demonstrar o quanto o treinador evoluiu a este nível, procurando dotar a equipa dos fundamentais equilíbrios em todos os momentos. Nada de euforias, nada de loucuras, saber jogar com o relógio e com paciência deu os frutos desejados. Ainda que pudesse ter sido diferente o resultado... só que não foi.


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Dia de jogo: 10/11/2018, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - SC Braga (1-0)




Bom jogo de futebol, do melhor que se tem visto por cá, com a fortuna de novo a sorrir-nos no final. Abomino o estilo de Abel mas devo reconhecer que a sua equipa fez um belo jogo no Dragão e que, com a tal sorte do seu lado, até poderia ter vencido. O empate nunca ficaria mal a nenhuma das equipas. Felizmente ganhámos nós e assim passamos a líderes isolados do campeonato. Como mais gostamos de estar.

Nota (8): Soares

Nota (7): Iker, Militão, Danilo, Óliver, Brahimi (<72'), Corona (<64') Otávio (>63')

Nota (6): Maxi, Telles, Felipe, Marega (<89'), Herrera (>72')

Nota (5): Hernáni (>83')


Sérgio Conceição (7): Boa postura desde o início, ainda que o jogo jogado nem sempre lhe tenha feito justiça. O melhor foi mesmo quando decidiu mexer, porque foi assim que desbloqueou o impasse e ganhou o jogo. A equipa "soube" resistir às boas investidas do adversário e acabou com xeque-mate. Que bela é a vida...


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Dia de jogo: 24/11/2018, 20h45, Estádio do Dragão, FC Porto - CF Belenenses (2-0)



Jogo de taça... desta vez o treinador foi mais prudente e reduziu a quantidade de mudanças no onze. o que se notou na fluidez do jogo colectivo, muito mais próximo da nossa normalidade. Vitória segura rumo à eliminatória seguinte e sempre com o Jamor em fundo.

Nota (7): Adrián, Óliver (<86'), Corona, Soares

Nota (6): Fabiano, Telles, Militão, Felipe , Herrera, Otávio (<66'), André Pereira (<76')

Nota (5): Oliveira (>66'), Marega (>76')

Nota (-): Mbemba (>86')

Sérgio Conceição (6): Sem deslumbrar e sem tremer, a equipa assegurou o único objectivo da partida. Missão cumprida.


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Dia de jogo: 28/11/2018, 20h00, Estádio do Dragão, FC Porto - Schalke 04 (3-1)



O jogo que o treinador classificou como o mais complicado do grupo - não o sendo, entende-se bem o propósito. Era o que bastava para garantir o apuramento em primeiro e assim ficar melhor posicionado para o sorteio dos oitavos, feito raro para as equipas deste rectângulo do vale-tudo. Jogo bem encarado, sem precipitações ou ansiedades prematuras e as coisas acabaram por acontecer com alguma naturalidade, depois de uma vez mais a equipa saber resistir a alguns momentos complicados.

É a tal da resiliência, do "calo" que vai crescendo na mentalidade deste grupo. Tudo pode ser possível, se trabalharem para isso. E uma equipa que acredita nisto é sempre mais difícil de derrubar. E a estreia do menino-craque a marcar na Champions a ficar para a posteridade.

Nota (8): Militão

Nota (7): Iker, Danilo, Corona (<79'), Marega

Nota (6): Telles, Felipe, Herrera (<85'), Óliver, Otávio (>79')

Nota (5): Maxi, Brahimi (<74') Adrián (>74') 

Nota (-): Hernáni (>85')

Sérgio Conceição (8): Nova prova de maturidade (prematura) do treinador, demonstrando que claramente entende como se disputa e se vencem jogos nesta competição. Claro que fomos felizes, mas desta vez sem nada de muito relevante e de que o adversário se possa queixar (a não ser de si mesmo). Este jogo e esta vitória foram o corolário de uma campanha quase perfeita e a nota também reflecte isso mesmo. Parabéns mister.


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Termino voltando à resiliência. É mesmo disto que os campeões, os vencedores das corridas de fundo são feitos. Sobretudo os que à partida não sugeriam grande capacidade para o ser. Sérgio Conceição não é perfeito - longe disso - mas foi o melhor que nos poderia ter acontecido neste momento do tempo. Por isso e quase só por isso, um outro e renovado agradecimento ao presidente Pinto da Costa por ter voltado a acertar ao fim de tantos falhanços sucessivos. 

Siga para campeonato, na batalha campal do Bessa. Lá estarei, como sempre.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco






segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Telles & Oliveira, Lda.


Noite de Dragão com a casa muito bem composta, para assistir ao duelo entre o (então) segundo e o quarto da liga, separados por apenas seis pontos antes do jogo começar.




O cartaz era aliciante e as equipas esforçaram-se por não defraudar as expectativas. Houve golos, emoção e algum futebol. A iniciativa foi, como teria de ser, do Porto, desde o primeiro minuto. Vindos de um frustrante empate, a resposta rumo ao título só poderia ser essa. 

Começamos então bem cedo a fazer pela vida. Quase sempre a explorar os flancos, com especial incidência no lado Telles, perdão, esquerdo. Uma, duas ameaças e à terceira foi de vez. De cabeça e contra as probabilidades, foi Sérgio Oliveira quem respondeu afirmativamente à primeira de três assistências do Senhor Alex.

Como se de um prenúncio se tratasse, foi mesmo esta dupla quem comandou o jogo e o encaminhou para o desfecho que acabou por ter. Telles a assistir, Sérgio a encher o campo com critério e qualidade. 

Quanto ao Braga, andou a ver navios até que, de repente e caído do céu (só tinha chegado perto de com algum perigo uma outra vez), chegou ao empate. Canto bem marcado e mal defendido, em especial por Reyes, que era o marcador de Raúl Silva. Vá que o mexicano se encheu de brio e foi lá à frente desempatar o jogo. Pimba, dívida saldada.

O intervalo chegou assim, com a vantagem mínima, mas poderia ter sido mais ampla se o acerto fosse um pouco maior. O costume...

A segunda parte foi mais táctica, com mais procura de desequilíbrios e re-equilíbrios a partir dos bancos, e só quando Abou fez o terceiro se sentiu que a vitória já não fugiria. Sá foi importante num momento em que ainda estava 2-1, negando o empate com uma grande defesa. Mas diga-se, em abono da verdade, que também na outra baliza houve várias hipóteses de voltar a marcar antes que finalmente o camaronês o conseguisse. Antes e depois. 

Estrearam-se um trio de reforços no Dragão e pouco mais houve a registar. Para a história fica mesmo é o resultado e os três pontos que nos acabariam por valer nova liderança isolada. Agora que tratem de não a desperdiçar em Chaves.

Um pormenor menos interessante, que pode até ser só coincidência: Soares fora dos eleitos para o jogo. Não vou especular (claro que já o fiz em pensamento), mas vou continuar atento.


Foto de Catarina Morais / Kapta +


Notas DPcA 


Dia de jogo: 03/02/2018, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - SC Braga (3-1)


José Sá (7): A nota justifica-se quase em exclusivo por duas boas e por uma grande defesa que nos mantive firmes no comando do jogo num momento de "tensão". É isso que se espera de um GR de uma equipa grande, pouco mas bem. No entanto, antes da primeira delas, houve aquele Sá nervoso e até displicente que ninguém gosta de ter como o último reduto da equipa. É preciso tranquilizar, Joselito.

Ricardo (6): Jogo de bom nível, mas menos consequente em termos ofensivos do que vem sendo hábito.

Alex Telles (8): Três assistências, três, com a aparência de ser tão simples que qualquer um o poderia fazer. Não pode, é mérito do Seu Telles mesmo. E muito trabalhinho em ambos os meios-campos. Top notch.

Reyes (6): Juro-vos que fiquei imensamente feliz e aliviado quando marcou o 2-1... já lhe estava a fazer o funeral, que não tem (mesmo) a competência necessária para singrar a este nível, tal a forma como é regularmente "comido" na sua área de jurisdição - o golo do Braga é "todo" dele. No entanto, não baixou a cabeça, fez pela vida e foi lá à frente compensar o erro. E isso vale qualquer coisa. Não apaga o erro e o que ele indicia, mas revela uma qualidade que muitas vezes permite ultrapassar "falhas estruturais": tem alma de lutador (por muito molenga que ela seja).

Felipe (7): De longe, o seu melhor jogo dos últimos tempos. Seguro pelo ar, bem na antecipação e sem aqueles destemperos que tendem a deitar tudo a perder. Muito bem.

Melhor em Campo Sérgio Oliveira (8): Como poderia ser possível roubar (parte d)o protagonismo a alguém que faz três assistências num jogo em que sua equipa marca três golos? Bem, sendo o que este menino foi neste jogo. Para começar, estava do outro lado da linha da primeira dessas assistências, respondendo afirmativamente ao presente. Mas muito mais do que isso, encheu literalmente o (meio-)campo com a sua omnipresença, disputando e conquistando muitas, muitas bolas e depois dando-lhes bons seguimentos. Foi a peça mais importante, porque garantiu consistência na defensiva e "olhinhos" na ofensiva, quase sempre em passe curto, simples e eficaz. Um pequeno monstro, em homenagem ao lesionado original. E já agora, gostei muito da forma como decidiu festejar o seu golo: em equipa, com suplentes e titulares. 




Herrera (6): Ora bem, o tal moço do lado andou por ali, a suar as estopinhas, embora revelando pouco acerto com a bola no pé. Na parte destrutiva foi competente, sort of, mas quando era preciso encontrar um final feliz para a bola é que a coisa se complicava. Más decisões, boas decisões mas mal-executadas, enfim... o mau, velho Héctor a fazer das suas.

< 65' Corona (6): Regresso de certa forma inesperado à titularidade, a que procurou corresponder. Não foi terrivelmente feliz e "apagou-se" cedo, mas enquanto esteve a 100% procurou ajudar e desenvolveu alguns lances com sentido. É preciso mais, mas o caminho parece ser este.

< 81' Brahimi (7): Muito em jogo, muito envolvido e a atrair adversários aos magotes, acabou por não conseguir "finalizar" uma daquelas jogadas à Brahimi. Mas esteve perto, por várias vezes, foram "pormenores" a estragar-lhe a festa.

 Marega (6): Tem tido pouco espaço para "explodir" e ainda menos acerto na hora de finalizar. Neste jogo foram três, pelo menos. E assim perde importância no jogo da equipa. Altura de parar para recarregar baterias?

< 85' Aboubakar (7): O seu golinho foi o da tranquilidade e valeu muito por isso a sua presença em campo. Teve uma boa cabeçada ainda o marcador estava virgem, mas Matheus defendeu. Trabalhar, trabalha sempre, mas o acerto é que acaba por definir a sua taxa de sucesso.

> 65' Paulinho (6): Ainda vive noutro planeta táctico, é um extraterrestre nesta equipa, e isso impede-o de mostrar já o que realmente vale. Ainda assim, duas coisas já demonstrou ter: visão de jogo e capacidade técnica para concretizar essa visão.

> 81' Waris (5): Continuo como estava antes do jogo - sem saber o que pode valer ou onde se pode encaixar na equipa. Não percam os próximos episódios... porque eu também não!

> 85' Gonçalo (-): Nada a relevar que não seja o seu regresso e um toque de classe... por sinal, o único que teve no jogo.

Sérgio Conceição (7): Conseguiu levar a equipa a conquistar os três preciosos pontos em disputa, com justiça alguma segurança, mesmo considerando o empate sofrido "do nada", que pareceu mexer um pouco com os jogadores nos momentos que se lhe seguiram. A exibição não foi brilhante nem nada que se parecesse, mas o q.b. para ganhar com autoridade. Apostou na utilização de três reforços a partir do banco, mas só Paulinho chegou ao jogo quando ainda era "a doer". Não sei se a ideia tinha mesmo a ver com o que achava que o jogo estava a pedir ou se mais com acelerar o processo de integração, mas o que foi notório é que nenhum reforça está já pronto a "compreender" a equipa - aqui excluo Gonçalo, porque nem sequer esteve em campo o suficiente para poder ser avaliado. 





Outros Intervenientes:


A filial bracarense dos sem-vergonha apresentou-se toda briosa no Dragão, desde jogadores a adeptos (até pareciam ser mesmo do Braga!), passando pelo protótipo descartado de um manual seboso de auto-ajuda que dá pelo nome de Abel. Era vê-lo todo empertigado no banco, como se a cada lance apitado a desfavor lhe estivessem a roubar a herança, como se a sua equipa estivesse a fazer um jogo do outro mundo (bem, se calhar, estava a comparar com os que faz com a casa-meretriz, e aí...). No final, tem a distinta lata de dizer que foi o quem fez a diferença. Labrego, palerma. Se o defeito estiver no nome, não admira que Caim tenha limpo o sebo ao primeiro da linhagem.

Dentro de campo, que é o que realmente interessa, vi menos Braga do que estava à espera, pese todo o empenho que puseram no jogo. Nevertheless, sobressaiu Raúl Silva, pelo golo e pelos pormenores de "loucura", Esgaio pela disponibilidade física e os dois do meio, Vukcevic e Danilo, que correram muito, jogaram um pouco menos e bateram um pouco mais (com mais rigor no apito, ambos tinham acabado expulsos).


Hugo Miguel fez o que pôde para que as coisas corressem certinhas, juntinhas, sem que nunca uma equipa se distanciasse em definitivo da outra. Não foi capaz de ver a cotovelada de Danilo em Brahimi, nem parou o jogo para dar o merecidíssimo segundo amarelo a Vukcevic. Em todo o caso, sendo lances importantes, não foram decisivos, o que até não é mau de todo, tratando-se de quem se trata.


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Na próxima quarta, temos o primeiro andamento da meia-final da Taça de Portugal, contra o Sporting dos Fissuras & Labregos Associados. Tal como aconteceu aquando da outra meia-final, em teoria temos a upper hand mental, após os resultados desta jornada. No entanto, basta lembrar o que aconteceu na outra (nós, eles e os árbitros) para perceber que teremos de fazer reset e encarar o jogo como aquilo que realmente é: o primeiro de dois a eliminar.

Perfeito seria resolver já a contenda com uns valentes 4-0; não sendo possível, partir para a segunda mão em vantagem no marcador, de preferência com pelo menos dois golos de avanço. Vamos a isso? Diz que bai estar um balente bentania na quarta...



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Onde Está a Bola? #60


E já lá vão sessenta... parece que foi anteontem que isto começou, mas o Onde Está a Bola? (OEaB?) avança firme e hirto nesta sua sexagésima edição, oferecendo dois bilhetes para o jogo contra o Sport Braga e Benfica, que se disputará no dia 3 de Fevereiro pelas 20h30.

Onde Está a Bola? #60

Respostas possíveis #60 (Braga):

A - Bola Azul
B - Bola Laranja
C - Bola Verde
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:

1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória.

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo, acompanhadas da resposta à pergunta "Como foi a sua ida ao Estádio?" (duas frases bastam, desde que venham do fundo da Alma Portista...);

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis vai investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.
7 - A edição #60 deste passatempo termina às 23h00 de 1 de Fevereiro e o vencedor (a quem será enviado um email logo após o sorteio) terá de reclamar o prémio até às 12h00 de dia 2.
8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no ponto anterior, será contactado o primeiro suplente. Se o primeiro suplente não reclamar o prémio até ao prazo limite indicado no email de contacto, será contacto o segundo suplente (e assim sucessivamente até que um sorteado reclame o prémio).

9 - A edição especial anual do passatempo tem um novo critério: o da melhor selfie. Todos os vencedores de edições anteriores ficarão automaticamente habilitados. Mas não só: todos os concorrentes de todas as edições podem participar, desde que também enviem as suas selfies no Dragão em dia de jogo (email para envio das fotos: lapisazulebranco@gmail.com )

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio de Portistas!



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A terminar, o fecho de contas da edição anterior, a #59.


#59 - Tondela

 

Resposta certa: C - Bola Castanha

 

Vencedora: Ana Cardoso !




Primeiro, a comparação entre imagem original e modificada.



A seguir, os habilitados ao sorteio e respectivo vencedor.



Por fim, a composição das fotos enviadas pela sorridente Ana e a suas duas linhas sobre esta visita ao nosso Dragão:


"Foi um jogo muito emotivo, com uma vantagem de 1 golo durante muitos minutos e com muitas oportunidades de golo para ambos os lados.

O Tondela parece que só joga assim forte contra o Porto, enfim.

Mas o final favoreceu o grande Porto e voltamos para o 1º lugar com menos 1 jogo, e que assim continue até ao fim do campeonato!

Obrigada pela oportunidade."


De nada, volte sempre!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco