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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Lapidar - Até os Benfiquistas Se Revoltam


Salvo revelações graves e irrefutáveis, não contem que embarque na onde da divulgação massiva de tudo o que está a ser "libertado" dos emails dos sem-vergonha (grupelho criminoso que lidera o Benfica). 

Primeiro, porque não reconhecendo a tal especial gravidade, não vejo motivo para vasculhar e expor vidas alheias. 

Segundo, porque não tenho a certeza das reais intenções destas divulgações massivas. Há já quem suspeite terem sido eliminadas as partes comprometedoras, ficando apenas alguma "palha" e os burros sacrificiais... para que se conclua que não houve nada de ilegal. Estão a perceber, certo?

Terceiro, tenho mais e melhor que fazer.

Esta excepção que agora abro parece-me justificadíssima pela actualidade do tema - impunidade das claques ilegais do Benfica e vista grossa das autoridades - e porque reaviva a minha crença de que grande parte dos benfiquistas, por muito megalómanos e delirantes que possam ser, não se revêm nestes comportamentos criminosos. E é disso que o clube deles mais precisa.

Sem mais demoras, fiquem com um apelo desesperado de uma benfiquista. Um entre muitos, segundo os próprios. Dividido em duas imagens, a primeira identifica o assunto e a segunda contém a emocionada missiva.

E não, isto não é de agora. Isto é de... 2008!




(clicar para ampliar)

Não só não foi atendida, como fizeram ou permitiram o preciso oposto. Como vem sendo habitual, onde há porcaria, está Paulo Gonçalves. Ele e os demais elementos do gangue são, portanto, co-responsáveis por tudo o que esses criminosos e assassinos têm feito desde então. Que paguem também por isso.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Qualquer Dia Uma Pessoa Séria Não Pode


Qualquer dia uma pessoa séria não pode estar no futebol” - LFV, O General Ventoinhas, ao vivo n'Os Serões do Hélder.

Nem na construção, nem nos pneus, nem nos empréstimos e nem na vida em geral, faltou-lhe dizer, agastado. Mas apreciei a finesse da referência exclusiva ao futebol. Um verdadeiro estadista da vigarice, que seria o orgulho de muitos dos seus precursores.





A propósito e seguindo a mesma linha de desonestidade - vá, vou usar o termo "intelectual", mesmo sabendo que estou a exagerar - o que teriam dito alguns dos seus mestres da patranha?

Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser sortuda - Vale e Azevedo, a esfregar o convés do Lucky Me.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode levar uma vida modesta em Paris enquanto escreve um livro - José Sócrates, agarrando Vítor Gonçalves pelos colarinhos.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode estar na política - Dias Loureiro, a pescar lagostas ao largo do Sal; Isaltino Morais, reeleito presidente em Oeiras...


Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser banqueiro - José Oliveira e Costa & Ricardo Salgado, num uníssono indignado.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode estar na filatelia - Alberto Figueiredo, enquanto colava selos com a testa.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode correr a maratona - Fred Lorz, enquanto buzinava o calhambeque.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser atleta de lançamento do martelo - Thor, Deus do Trovão.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser atleta de lançamento do disco - Capitão América.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser atleta olímpico feminino - China, Rússia & Ex-RDA, de mãos dadas (musculadas e peludas).


Qualquer dia uma pessoa séria não pode jogar à cabra cega - Super-Homem, a lamber um gelado de kryptonite.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser atleta de salto em comprimento (nem espetar cinco nos lampiões)” - O Incrível Hulk, a partir (uma vez mais) os rins a David Luiz


Qualquer dia uma pessoa séria não pode jogar Risco nem fazer investigação genética - Adolf Hitler, ao assinar mais um decreto para sacrificar outro lote de judeus em nome da ciência.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode estar no import/export - Pablo Escobar, enquanto limpava salpicos de sangue da cara.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode prestar aconselhamento financeiro - Bernie Madoff & Charles Ponzi - "Nem trabalhar pela solidariedade social!" - acrescentou ufana Dona Branca.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode operar no imobiliário de luxo - Victor Lustig & George C. Parker, digladiando-se sobre qual seria mais valiosa, se a Torre Eiffel ou a Estátua da Liberdade...


Qualquer dia uma pessoa séria não pode ser exímia na arte da multiplicação" - Alves dos Reis & Mary Butterworth, distribuindo notas pelos pobrezinhos.


Qualquer dia uma pessoa séria não pode estar na música - Milli Vanilli, cantarolando "girl, you know it's true, uh, uh, uh!"


Qualquer dia não se pode ser sério... enfim, são tantas as vítimas desta terrível incapacidade de se poder ser sério, que nunca mais daqui saímos. Fica a amostra. E o convite para as vossas contribuições, pois claro - mas com seriedade, por favor.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quarta-feira, 6 de setembro de 2017

L. Fantoche V.


Após um período de algum marasmo, eis que o UPdB voltou a fazer uma revelação digna desse nome. Foi no programa de ontem que FJM desvendou mais uma faceta do modus operandi deste polvo vigarista e bacoco, liderado pelo famoso estadista, o General Ventoinhas. Ou não será assim?


- O que passou se?


É pois, mas nem tanto. Cada macaco no seu galho, ou melhor, cada cefalópode no seu buraco. É que o "general", quiçá consciente das suas terríveis e inultrapassáveis limitações, culturais e cognitivas (quem não as tem?...), concentra-se nos assuntos onde se sente mais à vontade: as negociatas. Sejam de jogadores, construções ou farinhas, é ele quem lidera tudo. 

Se meter coisas mais elaboradas ou gente mais sofisticada, entra em campo o Domingos. Se tiver a ver com os contornos da lei, chama-se o Gonçalves. Quando se trata de imprensa - livre ou açaimada - vai o Bernardo. Já responder a entrevistas fajutas, é com o Galamba. Tudo muito profissional naquele clube, cada tentáculo en su sitio.

Aparentemente, tudo bem. Só que não. 

Há uns dias e a propósito da negociata Mitroglou, um empresário envolvido apelidou Vieira de ser um "4 em 1". Acertou, mas não da maneira que imaginava. Domingos, Gonçalves, Bernardo e Galamba é que são o quatro em um, porque o "um" não tem capacidade para o fazer por si só. Nem interesse, nem tempo, estrebucharão os seus lacaios.

Talvez assim seja, mas nada justifica ou torna admissível o que FJM revelou sobre as famosas entrevistas de regime de ano novo, que A Bola "faz" religiosamente "ao presidente" do Benfica.

Aspas porquê? Porque o pasquim, na realidade, não entrevista ninguém. Garantidamente, não o presidente do Benfica. Envia as perguntas por email, mas é o referido "4 em 1", o póker de mosqueteiros ao serviço da eminência parda, quem elabora as respostas e as devolve ao jornaleiro. Ao Ventoinhas, toca apenas tomar conhecimento e, admite-se, dar um ou outro palpite nas perguntas que envolvam negociatas.

FJM disse-o com todas as letras: é uma FRAUDE. Eu acrescento: de várias dimensões. 

Do pasquim, que engana os seus leitores mas não só (quem o lê, gosta de ser enganado, e por isso até não seria grave), muitos outros meios se servem do conteúdo para propagar as mensagens nele contidas; de Vieira, porque assume a autoria de algo que não fez; do Benfica, porque se faz "ouvir" subrepticiamente por uma quadrilha de ventríloquos que, à vez, vão desbobinando a propaganda, cabendo ao presidente o triste papel de fantoche, que abre e fecha a boca em sincronia mas sem emitir um único som.

O que se retira disto?

Que um burro, mesmo com diplomas, riquezas ou títulos, será sempre um burro. Seja ele presidente, sócio votante ou leitor de pasquins.

E que a falta de vergonha desta gente tende para mais-infinito.

Amén.


Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

P'ra Cima Deles, C@r@lho!





Enviado hoje para vários destinatários no Futebol Clube do Porto: 


Meus senhores, espero que todos Portistas como eu,

O que se passou ontem em Moreira de Cónegos não foi nada de novo, nem sequer o mais gravoso dos prejuízos que, jogo após jogo, nos vêm sendo causados por erros de arbitragem, mais ou menos grosseiros conforme a sensibilidade de cada um, mas sempre erros com prejuízo.

O presidente deste meu e vosso clube decretou o início de uma nova era há pouco mais de nove meses, consubstanciada com a recuperação de um plantel e uma equipa à Porto. Não sendo esse um desígnio menor, já nessa altura se sabia que o nosso futebol está manietado e às ordens do Benfica de Luís Filipe Vieira. 

Estranhei por isso, na altura, que o presidente optasse por assobiar para o lado ou aliviar para canto sempre que publicamente interrogado sobre questões directamente ligadas aos favorecimentos e actos ilícitos do Benfica, quando havíamos perdido pelo menos um campeonato à custa do infame #colinho, que, como todos sabemos, não é mais do que o filho pródigo desta rede de influências e compadrios que Vieira montou em todas as estruturas que tutelam o futebol profissional.

Erros próprios de casting na construção do plantel à parte (e haveria tanto para dizer sobre eles), a verdade é que mesmo sem produzir um futebol de qualidade e com consistência, não fosse pelo somatório de todos estes erros e seríamos lideres do campeonato, com tudo o que isso nos traria de positivo por acréscimo.

Como seja possível que ninguém, com real peso dentro do clube, se tenha ainda insurgido, publica e ferozmente, contra tudo isto, é algo que escapa à minha compreensão.

No entanto, como fica fácil de perceber, a vigarice de ontem abriu-nos uma rara janela de oportunidade para bradar a plenos pulmões, com critério e assertividade, o que se passa neste nosso podre futebol. 

Se, como tantas vezes têm demonstrado, não há no Clube quem a nível nacional consiga enfrentar o tal polvo a que hoje se referem, então pelo menos aproveitem a oportunidade para, de forma inteligente e concertada, passar uma mensagem simples, clara e que não possa passar despercebida:

"O futebol em Portugal está viciado em favor do Benfica"

Ponham o departamento de relações com a imprensa a funcionar, preparem bem a estratégia e a mensagem e façam sair um comunicado de imprensa, de preferência alicerçado numa prévia declaração pública do presidente ou director desportivo, para todos os meios que estão a dar eco à expulsão de Danilo.

Não é com respostas a tweets que lá vamos, meus senhores, é preciso que a nossa resposta seja una, clara e audível na Nova Zelândia. No mínimo, em Zurique e em Nyon. A janela de oportunidade é fugaz, não demorem a aproveitá-la. No post que publicarei de seguida encontrarão alguns exemplos de ecos da imprensa internacional, os tais que devem ser aproveitados e de que, por certo, já têm conhecimento.

O futebol português já está na sarjeta, não seremos nós a atirá-lo para lá: apenas faremos com que alguém mais repare nisso.

Sejam dignos do Clube que representam.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor



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Clipping de imprensa


"Un árbitro portugués recula, choca con Danilo del Oporto... y lo expulsa"

"Esto es de traca: la expulsión más injusta de la historia

"Porto's Danilo sent off after 'Portuguese Mike Dean' runs into player and sends him flying"

Daily Mirror
"Porto ace Danilo bizarrely sent off after referee Luis Godinho stands on HIM in accidental collision"

"Watch the hilarious moment Porto ace Danilo is sent off after being fouled… by the REFEREE
Danilo's scandalous red card has left Porto fans branding Luis Godinho as the worst referee in the world
"

"Farcical Scenes As Porto Star Is Sent Off After Referee Runs Into Him"

"Most absurd red card ever? Danilo sent off after referee runs into him"  

Who Ate All The Pies
"‘I Honestly Do Not Understand The Decision’ – Porto Midfielder Danilo Sent Off After Being ‘Fouled’ By Referee"

"Most absurd red card ever? Man sent off after referee runs into him"

"Is this the worst sending off ever?

"L’arbitre lui rentre dedans… et l’expulse!"

"Portugal : L'incroyable carton rouge de Danilo"

"Porto, Danilo: video espulsione più assurda della storia" 

Tuttosport
"È questa l'espulsione più assurda della storia?"

"Porto detona arbitragem após expulsão bizarra de Danilo: veja o lance"


E pasmem-se todos os incautos, até em Portugal os merdia do costume deram o braço a torcer! Sem deixar a porta aberta para uma saída airosa, obviamente, mas lá escreveram qualquer coisa fora do (seu) ordinário.



Em contraste absoluto (mas totalmente esperado), a corja benfiquista e anti-Portista primária que parasita n'A Bola escreve que Danilo deu um encontrão ao árbitro. Como se não bastasse, perante a chapada que levaram pela clara contradição com o resto do mundo, alteraram ligeiramente o texto hoje de manhã. Cambada de rafeiros sem escrúpulos nem valores, tomara que se engasguem no próprio veneno. Ou que se cruzem comigo na rua.


Antes e depois



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Será Luis Godinho o mais empedernido e corrupto lampião à face da terreola da arbitragem? Claro que não (ainda que possa ser benfiquista, o que não tenho como certo nem seria um problema em si mesmo).

Será a maioria dos árbitros benfiquista no exercício das suas funções arbitrais? Claro que não, descontando uma ou outra paixão à capela.

Nada aqui me sugere algum tipo de desonestidade... ou sequer benfiquismo do árbitro
 

Haverá uma multiplicidade de pedidos expressos de dirigentes (de clubes e da arbitragem) aos árbitros para prejudicarem ou beneficiarem uns e outros? Claro que não.

No máximo, cada árbitro deverá receber duas ou três "missivas" por época, do género do telefonema de Vitor Pereira para Marco Ferreira antes do Rio Ave - Benfica. Apenas a dar o toque, a relembrar como a geringonça das classificações funciona. E depois... no pasa nada.

É só isto... e basta.

O problema está bem enraizado na própria arbitragem e pouco tem a ver com a competência dos árbitros. Claro que é desejável que todos sejam bons a apitar, mas não chega. Errar, todos erram, pretende-se que seja o menos possível e sem destinatários favoritos.

O problema está na forma como a carreira de um árbitro se faz.

O que verdadeiramente condiciona o consciente e o subconsciente de um árbitro é saber que está na bancada um observador que vai avaliar a sua prestação durante o jogo.

Quem são todos estes observadores? Que formação ou características se exigem a quem quer ser observador? Onde são recrutados? Quem os indica? Quem são eles? E quem avalia os avaliadores?

O que verdadeiramente condiciona o consciente e o subconsciente de um árbitro é saber que, para lá do relatório do observador, há um poder discricionário para aceitar ou rever essa avaliação. Como "alguém" bem entender, sem estar obrigado a justificar publica e cabalmente essa aceitação ou revisão.

Quem detém esse poder? Quem o sugeriu para o cargo? Que credenciais apresenta? Que relações tem com outros dirigentes, nomeadamente de clubes? Quem monitoriza o seu trabalho?

Por fim, o que verdadeiramente condiciona o consciente e o subconsciente de um árbitro é saber que há um poder factual - do Benfica de Vieira - que, tendo conseguido colocar nos lugares relevantes os seus devotos amestrados, assegura que toda e qualquer decisão que os prejudique ou os beneficie terá efeitos opostos nas suas nomeações, observações e classificações.


É isto, minhas senhoras e meus senhores. E basta, como bem temos sentido na pele. Até quando o toleraremos?



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Tentativa de Homicídio Qualificado


Extra! Extra! Escutas exclusivas DPcA sobre o Apito Encarnado, captadas horas antes de serem anunciados os árbitros nomeados para os jogos desta jornada 14:


Escuta #1

- 'Tou Vasco?
- Olá Zé, então... falaste com ele?
- Falei Vasco, acabei de falar com o homem... 
- E então, o que disse o padrinho?
- Pá, tenho boas notícias para ti... ainda te podes redimir, ele achou por bem dar-te mais uma hipótese...
- Oh pá, obrigado Zé! Já me estava a ver a acabar como o Marco... e então, está resolvido?
- Resolvido... não... mas podes redimir-te... vou-te pôr no jogo do Dragão, a pedido do homem... agora vê lá o que fazes, ele só quer que não te precipites, não apites nada a favor deles que não tenhas a certeza absoluta de estar certo, vê lá...
- No Dragão? Oh carago, à porta de casa... ó pá, se eu os prejudico, estou tramado, não me deixam em paz no dia seguinte...
- Pois... tu é que sabes... mas para continuares a ser nomeado, já sabes.  E essa malta agora só ladra mas não morde, vai tranquilo...
- Ok, eu vou falar com a minha malta... pá, agradece ao padrinho por mim, ok? E diz-lhe que aquilo na Madeira não foi por mal... 
- Ok Vasco, até logo...


Escuta #2

- 'Tou Bruno?
- Oh Zé, então... vou ser eu o escolhido? Diz-me que sim...
- Vais pá, ele pediu especificamente para seres tu... já viste a honra? 
- Oh Zé, que alegria... sabes que me emociono sempre que tenho o privilégio de os apitar...
- Agora vê lá, Bruno, que corra tudo bem, ah?
- Tranquilo, já sabes que comigo não brincam... eles que joguem tranquilos, comigo não se passa nada. O costume, estás a ver?
- Sim pá, bom trabalho então...


Escuta #3

- 'Tou Hugo? É o Zé...
- Olá Zé, então a que horas é para estar em Alvalade? (ligeira gargalhada)
- Parece que és bruxo! (devolve a ligeira gargalhada) O homem autorizou, diz que é preciso acalmá-los, depois da semana passada e tal...
- Oh pá, eu não quero nada a ver com isso... vou lá fazer o meu trabalho e mais nada... 
- Onde, à Macron? (outra gargalhada, mais sonora)
- Não brinques, esse filme já passou, já acertei o saldo... agora nada, vou lá fazer o meu trabalho... mas diz ao homem que não se esqueça de mim na altura das classificações, ok? Preciso de subir a média...
- Ok, vai lá descansado, mas não vás contra a tua natureza, percebes?...
- Ok pá.


Escuta #4

- 'Tou? Presidente? Daqui fala o Diamantino...
- Diamantino... Ó Diamantino, há quanto tempo... então o que contas?
- Ó presidente, o homem pediu-me para lhe ligar... diz que vocês são uma grande equipa, que é um prazer vê-los jogar...
- O homem?...
- Sim... você sabe, O homem...
- Ah, o seu presidente...
- Isso... dizia eu que ele me pediu para lhe ligar, para o felicitar pela rica equipa que têm... e que tem pena de o Simão se ter ido embora, que ficou preocupado...
- Ficou? Não tem por que se preocupar, a vida continua, e em breve cá teremos outro bom treinador!
- Pois, eu sei, mas ainda assim... o homem quer ajudá-los a ultrapassar este momento mais difícil... e então sugeriu que eu vos oferecesse uma prendinha de Natal, para distribuir pelos jogadores e assim... se conseguirem fazer um bom resultado no próximo jogo...
- ...
- 'Tou? 
- Sim, estou aqui... isso é pouco habitual, sabe?
- Sim, sim, mas não se preocupe, não tem nada de mal... é só um incentivo para que não desmoralizem com a saída do Simão...
- Eu percebo, mas não me parece boa ideia. Mas agradeça ao homem por mim, pode ser?
- Ok... olhe, já agora, dá-me o número do Luís Alberto por favor?



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Mais de 300 quilómetros chegaram para apaziguar a minha escrita. Saí do Dragão com vontade de escrever um incentivo à violência contra todos estes bandalhos que nos prejudicam e ainda gozam por cima. Já no outro lado desses quilómetros, estou mais calmo - mas não menos revoltado.

Que importa dizer que a nossa primeira parte foi fraquinha, pela falta de intensidade primeiro e discernimento depois?

Que importa dizer que o GD Chaves tem uma equipa que joga muito bem à bola, quer a fechar os caminhos da sua baliza, quer a atacar a do adversário?

Que importa dizer que Casillas e Danilo foram Dragões de Ouro? E que Depoitre já brilha que nem um pinheiro enfeitado para as festividades?

Que importa acrescentar ainda que a nossa segunda parte foi de uma alma imensa, como já há muito não se via em nossa casa?

Quando há um grupelho de bandalhos, empossados como juízes do jogo, determinados a falsear o seu resultado, quase tudo o resto perde a importância de ser dito. Porque objectivamente o que eu vi hoje no Dragão foi uma equipa de arbitragem totalmente condicionada pelo Marítimo-Benfica, de tal forma que no seu consciente (já nem é sub) pairava apenas uma certeza: não podiam arriscar favorecer o Porto. Tudo, mas tudo, foi apitado in dubio pro Chaves. E não me venham com a suposta penalidade já perto do final, é quase tão ridículo como o Vieira no balneário de cuecas.  

Até Pinto da Costa se viu obrigado a falar no final do jogo, para que se veja bem ao que isto chegou. Duas vezes! Parece "que já começa a ser demais" e estão "a ficar fartos" - eles vivem, afinal. Estamos a ser prejudicados em quase todos os jogos com erros graves, potencialmente causadores de diferentes atribuições dos pontos em disputa face ao que as equipas produzem em campo. Mas hoje, senhores, hoje passaram o limite. Hoje foi tão descarado o condicionamento desta equipa de arbitragem, cirurgicamente escolhida, que quem melhor o define é mesmo Rodolfo Reis: mete nojo!

Porque hoje, senhores, as aspirações do nosso Porto à conquista deste campeonato foram vítimas de uma emboscada, uma tentativa de homicídio qualificado, perpetrada por um grupelho de imbecis armados de paus, bandeiras e um apito. 

Contra todas as probabilidades, sobrevivemos

Graças à única coisa que importa mesmo dizer, para lá do próprio crime intentado: os nossos foram de uma grandeza extraordinária, souberam resistir às muitas provocações de árbitros e adversários, não perderam a cabeça e foram ao fundo da alma buscar uma resistência heróica, que os trouxe de volta à vida e nos manteve na luta por aquilo que merecíamos liderar - e já com considerável vantagem. Grandes, grandes homens equiparam hoje de azul e branco no Dragão.


Olha... é o Luís Alberto! E como o Dragão gosta dele...



Notas DPcA 

Dia de jogo: 19/12/2016, 20h00, Estádio do Dragão, FC Porto - GD Chaves (2-1). 


Casillas (9): Três grandes paradas e uma defesa extraordinária. E sem falhas no demais. É isto um guarda-redes de um clube grande. É a isto que se chama passar das palavras aos actos. Bravo!

Maxi (6): Começou o jogo muito desinspirado, trapalhão, frio como a noite portuense. Foi pela quebra de rendimento do seu lado que o nosso jogo mais se ressentiu. Voltou forte e decidido do intervalo e contribui também para a reviravolta.

Alex Telles (7): Tal como Maxi, primeira parte fraca, segunda bem melhor. A diferença foi que também fez uma primorosa assistência para o fundamental golo do empate.

Marcano (6): Lá tivemos um vislumbre do Marcano mau - passes perigosos falhados, cortes esdrúxulos, ultrapassado num canto e quase nos enterrava - mas recompôs-se antes que os danos fossem maiores e também ele mordeu a língua perante as duas equipas adversárias. Ok, que volte o Marcano bom pf.

Felipe (6): Menos inspirado do que habitualmente, mal batido no golo (apesar de escorregar - uma vez mais), compensou com o que tinha à mão: uma garra imensa que alimentou o espírito da equipa na sua hora mais sombria. Um lutador nato (mas convém não descurar a parte do futebol, também).

Melhor em Campo Danilo (9): Juro que não é pelo golo (nem tem ponto extra porque atingiria o perfeito 10), mas Danilo é o verdadeiro Dragão desta equipa. Toda a sua revolta, toda a sua preocupação, toda a sua perseverança, toda a sua explosão de raiva e alegria... e todo o seu talento. Caramba, ser do Porto é isto. Ponto. 





< 82' Óliver (7): Foi sempre dos melhores na fase pior da equipa, ajudando a aguentar até que chegasse o momento de virar a mesa. E depois juntou-se "à festa" (diz que assistiu para Danilo, embora eu ache que o golo não teve assistência) até ser substituído. É o único que equilibra as duas missões da equipa a partir do posto de comando. Captain on the bridge!

Corona (5): Uma sombra do que tem sido, trapalhão, desconcentrado, muito fraca a sua primeira parte. Melhorou mas apenas ligeiramente na segunda, pelo que deveria ter sido o primeiro a sair, ou então o segundo, no máximo o terceiro. Mas acabou o jogo com ele ainda em campo, vá-se lá saber porquê.

< 85' Brahimi (7): Foi dos nossos quem melhor começou, quase marcando num remate em arco. Sempre irrequieto mas muito marcado - legal e ilegalmente, não conseguiu fazer a diferença.

André Silva (6): A entrega foi a mesma, mas voltou à falta de eficácia de há uns jogos atrás. Teve pelo menos três boas ocasiões para facturar de cabeça, mas rematou à figura em duas e assistiu a uma boa defesa na outra. E voltou a ceder à tentação de se picar com os lenhadores de trás-os-montes: não pode ser, André - vai acabar mal, um dia destes. 

< 64' Diogo Jota (5): Também entrou no jogo em ponto morto e depois teve sempre dificuldade em engatar até a primeira, quanto mais a quinta ou a sexta. Provavelmente esta curta paragem vai ajudá-lo, esperemos que sim.

> 64' Depoitre (7): Entrou e marcou à primeira oportunidade. Bom golo e fundamental, a propósito. Boa! Pinheirinho, pequenino, láláláláláááá...


 

> 82' Rúben Neves (6): Entrou após a cambalhota, para estancar o jogo. Não foi especialmente feliz nesse propósito, mas não por sua (exclusiva) culpa. E ainda deu uns amassos a uns lenhadores, pelo que está bem.

> 85' J.C. Teixeira (6): Segunda aparição, desta vez sem muito para mostras que não fosse entrega total e compromisso com o jogo - que era o mais importante naquela altura.

Nuno Espírito Santo (7): Vitória contra o Chaves e a arbitragem, pelo que tem duplo mérito na façanha. Claro que nem tudo foram rosas e voltamos ao tempo em que oferecíamos uma parte de avanço. A rever, já. E não se percebe porque não tirou Corona do jogo, de todo. E tirar Brahimi foi convidar o adversário a assaltar a nossa baliza com tudo nos minutos finais. Mas o fundamental foi conseguido, de forma épica, e sendo ele o timoneiro, mérito a quem o merece. No entanto, volto a repetir: esta sequência de vitórias assenta em momentos de superação, raros e caros. Não se pode contar sempre com eles para ganhar jogos, há que estabilizar a produção da equipa.
 




Outros Intervenientes:


Ponto prévio: tenho enorme consideração e até alguma estima pelo clube GD Chaves (já o expliquei aquando do roubo da taça). Consideração essa que até se reforçou um pouco mais ao ver a mui respeitável falange de apoio que trouxe até ao Dragão num dia de semana.

No entanto, tenho que falar da equipa que actualmente representa o clube: e essa é composta por um grande número de bandalhos batoteiros, de que são belos espécimes Paulinho, Freire, Lenho, Perdigão, Fábio Martins (traidor) e sobretudo Rafael Assis, o candongueiro-mor. Todos mereciam levar com o Depoitre pelas nalgas acima - e de chuteiras calçadas.

Uma coisa é defender com unhas e dentes, outras é fazer tudo para que o jogo não se jogue. O execrável Simão partiu, mas o seu veneno ficou bem presente na equipa. A moda Marafona pegou, infelizmente. Nem quero imaginar como será, agora que Simão e Matrafona se juntaram na mesma equipa. No final deu realmente gosto vê-los provar do próprio veneno.


"E agora, quem me dá outro incentivo de Natal?"



Quanto à equipa de arbitragem liderada por Vasco Santos, vou-me conter e abster-me de usar a palavra premeditação. Vou continuar com condicionamento, acrescentando "prévio" para ficar mais bonito. Sempre a deixar jogar quando a falta era sobre os nossos, quase sempre a interromper quando era sobre os deles. Total complacência com todo o tipo de anti-jogo flaviense. E houve um penalti claro, muito mais penalti do que qualquer um possível e imaginário na Amoreira no sábado passado. O erro maior - lance do golo mal anulado - é simplesmente lapidar: mal a bola entrou, desviei de imediato o olhar para o senhor da bandeira e apercebi-me que ainda não estava levantada. É evidente que foi um segundo reflexo, ou melhor, a reflexão após o reflexo da jogada que o fez levantar o pequeno pau. Condicionados. Todos. #colinho  


Estou exausto, emocionalmente falando. O resto fica para depois.



Grande vitória, carago. Bandalhos... Vou dormir. Aliviado e feliz.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




domingo, 27 de novembro de 2016

Os Pais do Tetra


Parece que hoje houve uma treta de um jogo em Belém. Mas apetece-me antes falar do tetra.

 


Sejamos claros e frontais, para amortecer a pancada no final: o Benfica vai ser tetracampeão. Do #colinho, com certeza. Mas ainda assim tetracampeão.

Vou repetir, para carregar um pouco mais na ferida: o Benfica vai ser tetracampeão. Ao #colinho de vários pais:

- LFV, de vulgar vigarista a auto-proclamado estadista. Algum mérito terá, quanto mais não seja o de saber imitar.

- Vítor Pereira, o cão-de-fila de Vieira. Lançou os sólidos alicerces da corrupção benfiquista da arbitragem antes de fugir para o Brasil. Como se esperaria de um verme.

- Pinto da Costa, de melhor presidente de todos os tempos a um presidente derrotado, cansado e impotente. A queda de um semideus que afinal é apenas um homem, mortal e falível como o resto de nós. 

Pode parecer cruel associar o presidente do FC Porto à (mais do que provável) maior conquista nacional do Benfica, mas é apenas justo. Vejamos os factos ou, se preferirem, os seus quatro pecados capitais:

a) Erros consecutivos na escolha do treinador (já vai pelo menos em QUATRO, conforme os resultados comprovam), tarefa que sempre anunciou aos sete ventos ser de sua exclusiva responsabilidade;

b) Consentir o enfraquecimento da estrutura directiva pela ingerência excessiva de entidades externas, em particular pela reaproximação ao filho Alexandre e subsequente permissão (tácita ou expressa) para influenciar e interferir na gestão da SAD;

c) Provavelmente também consequência do ponto anterior, incúria na gestão desportiva (e por arrasto financeira) que se traduziu em plantéis cada vez menos competentes mas mais caros e extensos (incluindo emprestados e dispensados);

d) Incapacidade total e confrangedora em combater e reverter o domínio do Benfica sobre as estruturas do futebol, desde as disciplinares à fundamental e primordial da arbitragem. O descaramento chegou ao ponto a que todos temos assistido esta temporada, após outras três de indiscutível, ilícito e descarado favorecimento dos lampiões.




Temos também uma longa série de tios do tetra, alguns dos quais convém não deixar cair em esquecimento: Adelino Caldeira, Alexandre Pinto da Costa, Antero Henrique, Paulo Fonseca, Lopetegui, Peseiro, Nuno Espírito Santo, Maria José Morgado, Ricardo Costa, Ferreira Nunes e federação e árbitros em geral.

Que se consolem os que vivem na alegria de um ainda inédito penta, pois que ainda lhes sobra mais um ano e tal de exclusividade. Não abram já os olhos, não vão para a rua gritar, porque este presidente fez tudo por nós. Mesmo se hoje tudo esteja a ruir à nossa volta, enquanto o alegre bando dos Super emula a banda do Titanic. Há um vazio que nos envolve.


[ Digo já hoje o que me assola o pensamento para que não restem dúvidas. Não voltarei a falar de Pinto da Costa nem da sua direcção/administração até que chegue o (nosso) final da época, salvo novas "revelações". E em relação a NES, apenas analisarei o seu desempenho e evolução. A contratação foi um erro mas está consumada. E todos sabem o que penso sobre mudanças de treinador a meio da época (e se não sabem, podem ler aqui).]



Sobre o tal jogo em Belém, umas notas rápidas.

A equipa do Porto fez-me lembrar quando jogava futebol de 11 com amigos, ao fim-de-semana. A malta encontrava-se uma hora antes, tomava café, fumava uns cigarros, mandava umas piadas, equipava-se e ia aquecer. Uns minutos (segundos?) antes de começar, relembrava-se as posições de cada um e pronto. Estava feito. Cada um que fizesse o melhor que soubesse. A diferença? Normalmente não nos saíamos mal. E até golos marcávamos. Sem treinador.

Devo, porém, insistir na mesma tecla: os jogadores entregam-se, lutam, tentam, mesmo não sabendo como. Há essa diferença face ao ano passado e ao anterior a esse. O que já não conseguem é sacudir a pressão acumulada de tantos maus resultados consecutivos, a cabeça já não está limpa como seria desejável (e fundamental). O factor de continuidade do problema está no banco, obviamente - pela incapacidade do treinador e pela falta de soluções que (também) daí deriva.



Notas DPcA 

Dia de jogo: 26/11/2016, 18h15, Estádio do Restelo, CF Os Belenenses - FC Porto (0-0)


Nota 7: Casillas
Nota 6: Danilo, Telles, Marcano
Nota 5: Maxi, Felipe, Corona, Otávio 
Nota 4: Óliver, André Silva, Jota, Varela, André André, Depoitre
Nota 3: NES



Outros Intervenientes:


Nem vou perder tempo com a arbitragem de Manuel Oliveira (o tal que foi muito contestado pelo vigarista-mor após o SLB - V. Setúbal), foi apenas mais uma actuação hostil e nem foi das piores. Tudo na boa.

Quero sim saudar o regresso do bom, velho Belém, aquele clube honrado e honesto cuja equipa de futebol dá tudo em campo e que tanto orgulha os seus adeptos. Por momentos ainda temi que pudesse subir ao relvado aquela versão de rameira oferecida que se abre toda mal sente o cheiro a papoila. Só que não, era contra nós que iam jogar. Continuem a depositar flores, meus senhores, só lhes fica bem.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor



 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Ventoinhas, o Estadista


Que banho de bola levámos ontem. E nem sequer jogámos.



Duas horas de prime time dedicados pela TVI de Moniz ao presidente do Benfica. O ponto alto foi a comovente reportagem de vida, em que todos ficámos a saber que pai e filho Vieira se tratavam por "Fanã" e "Ventoinhas", enquanto no quadradinho pequeno se via, casualmente, o bom do Luís a enxugar as lágrimas. Que ternura.  Afinal os homens também choram.

Trata-se de uma estação privada, pelo que pode e deve fazer o que muito bem entender, dentro dos limites normais da sã convivência democrática. Se optassem por um big brother na primeira pessoa, com uma GoPro aparafusada numa das orelhas de Vieira, 24h por dia, por mim dava no mesmo. Não é o critério editorial ou "programático" da TVI que ponho em causa. Aliás, tenho a certeza que tanto a SIC como a "nossa" RTP (em especial esta) devem estar roídas de inveja. A ver se não aproveitam esta minha sugestão do big brother...

Mas todo o espectáculo foi cuidadosamente pensado e meticulosamente preparado




Já há tempos dei aqui conta do PREV: Processo Refundador do Estadista Vieira, um plano amplamente apoiado - tácita ou activamente - de forma transversal pelos vários quadrantes da sociedade lisboeta com o intuito de promover a metamorfose do presidente benfiquista de uma larva burgessa para uma maravilhosa borboleta com dotes e pose de estadista.

Não vou perder tempo a comentar as respostas do Luís, nem com a candura do grande jornalista que o entrevistou, nem com os três estarolas que lhe sucederam. Por certo são todos bons rapazes, mas quando se trata do SLB... perdem o norte, metem a dignidade na algibeira, deixam o cérebro em casa e viva o aisêlebê. Como muitos outros milhões, de resto.

O que me importa salientar é o efeito global que todo aquele show tem no subconsciente da nação, mesmo em quem não é do Benfica, se não tiver uma atitude crítica perante o que lhe é apresentado. 

Aos poucos, vão-se apagando da memória colectiva as trafulhices com os pneus, as vigarices com as obras, as portas 18 e os calotes astronómicos. Tudo isso se esbate, perante o super-competente, poderoso e implacável mas humano e solidário Vieira, a imagem que lhe estão a construir. Reescrever a história ainda com ela em curso. Notável. Mas mentirosa. Letra por letra, lágrima por lágrima.




A continuar por este caminho, não tardará a aparecer um qualquer lacaio a jurar que o apelido não era Gaddafi dos pneus, mas sim o Ghandi dos pneus.

Numa coisa LFV tem razão: na altura em que ele e Vilarinho chegaram ao clube, era "a pior coisa que tinha visto na vida". E só não se extinguiu para os distritais porque foi socorrido pelo Estado Português, por várias formas e em diferentes momentos. 

Quando a nata benfiquista se apercebeu da "capacidade táctica" do Gaddafi dos pneus e dos efeitos práticos que prometia alcançar para o ressurgimento do glorioso nacional-benfiquismo, o apoio começou a crescer. Com a chegada e obra feita por JJ, Vieira passou a ser o Querido Líder, a quem todos deveriam venerar. Que importa se pelo caminho roubou, vigarizou ou defraudou pessoas e instituições, se o SLB é tricampeão do #colinho?




Não termino sem dizer que Vieira tem sido um bom presidente para o Benfica. Mesmo que tenha sido no seu consulado que o Porto tenha infligido aos benfiquistas as maiores humilhações da sua história, Vieira conseguiu sobreviver e superar isso e apresenta hoje um clube em melhor forma do que o nosso. Como lá chegou, é o outro lado da estória. 


Tudo isto para chegar ao que me interessa: não podemos continuar a assistir a isto de braços cruzados. Bem sei que é uma força imensa e saltitante, mas não foi isso que nos impediu no passado. Se não conseguimos ter armas para lhes declarar "guerra" nos mesmos campos de batalha onde se movimentam, façamos guerrilha, que nisso sempre fomos bons.

Eu quero um futebol regenerado e profissional, liderado por uma organização acima e à prova dos interesses individuais dos clubes. E quero um Porto alinhado pelo mesmo paradigma. Mas esse passo só será possível de dar quando todos os outros também estiverem disponíveis. Com Vieira ao leme do Benfica, nunca será possível. Voltemos pois às trincheiras. Com quem tiver capacidade e vontade para o fazer - se não os actuais, que venham os próximos.


Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




terça-feira, 17 de maio de 2016

E Pluribus Gatunum


Está oficialmente encerrada a Liga NOS 2015/16, com a confirmação do campeão Benfica na derradeira jornada. Como habitualmente, será apenas isto que ficará para a história. Tal como o Benfica campeão europeu em Hóquei. E provavelmente em Andebol. E o Benfica B que se mantém na II liga.


"Eminência..."


Mas não é o que ficará na nossa memória colectiva. Porque felizmente haverá sempre quem denuncie, não por despeito ou maus fígados, mas porque se tratam de fraudes, mais ou menos explícitas, mais ou menos evidentes. E hoje já não é possível agrilhoar a verdade através da opinião publicada nos media "profissionais".


Antes de avançar para os factos, duas notas prévias muito importantes:


1 - Por muito que custe a muita gente (de todas as cores clubísticas), eu tenho bastante respeito pela grande instituição que é o Sport Lisboa e Benfica. Mais do que reconhecer a sua grandeza enquanto clube desportivo, congratulo-me pela sua existência enquanto tal. 

No entanto, jamais aceitarei ou deixarei de denunciar os favorecimentos ilícitos com que é bafejado desde que o senhor Oliveira concluiu que essa seria uma forma barata e terrivelmente eficaz de manter os portugueses felizes na sua ignorante miséria. Ele, que detestava o caos e até somente um imprevisto, garantiu que tudo fosse feito a régua e esquadro, conseguindo uma geometria tão singela quão denunciadora dos seus propósitos. 

Felizmente o senhor caiu da cadeira, a régua e esquadro foram para o lixo e uma nova ordem, de contrapoder, nasceu com a liberdade, com tremendo prejuízo para o Benfica. Sem vitórias por decreto e com líderes fracos, vaidosos e/ou vigaristas, viu-se totalmente esmagado e secundarizado perante uma liderança portista anos-luz mais competente, a todos os níveis. 

Até que chegou o actual presidente Vieira, alicerçado na sua rica experiência enquanto empresário de sucesso, com a lição bem estudada e um plano bem definido, que aliás não se coibiu de exibir: dominar as instituições que governam o futebol português. "Honra" lhe seja feita, conseguiu-o. Mesmo depois de consentir, no seu consulado, que o Benfica sofresse as maiores humilhações da sua história às mãos do Porto (nem é preciso enunciar, pois não?); sobreviveu-lhes e montou a teia que no domingo lhe garantiu um novo tricampeonato, 39 anos depois, com o mesmo fio condutor de há quatro décadas: o de ser falso como Judas.


2 - Ao longo de muitos meses tenho exposto e trazido a debate aquelas que considero ser as nossas falhas, que em conjunto nos têm enfraquecido ao ponto de não conseguirmos evitar a actual hegemonia encarnada. Portanto, não sou dos que enfiam a cabeça na areia e se escudam exclusivamente nos favorecimentos ilícitos aos adversários para justificar os insucessos do Porto. 

No entanto, há um mito que subsiste até nas mentes de muitos portistas e que deve ser erradicado de vez. Erros próprios e favorecimentos alheios não são mutuamente exclusivos. O Porto tem feito más opções em contratações de treinadores e jogadores e a consequência é não apresentar o nível competitivo que a todos habituou, que inclusive chegava para superar o nacional-benfiquismo e os seus obstáculos de sarjeta.

Os favorecimentos ilícitos ao Benfica são uma realidade paralela, que coexiste com a nossa menor competência na gestão desportiva. Sem eles, seria muito provável que mesmo cometendo todas estas falhas, o Porto (ou terceiros) continuasse a festejar campeonatos. Nuns casos de forma mais gritante (como na época passada e no campeonato do Estorilgate), noutros menos (todos os demais títulos do Benfica desde 1993/94). E não se escandalizem as virgens ofendidas e os paladinos da boçalidade: foram só cinco desde então.

E há também vários tipos de falhas próprias. As que dizem respeito às escolhas do departamento de futebol, as de cariz económico-financeiro e as que concernem à falta de combatividade ao poder instituído que, à falta de melhor palavra, está simplesmente capturado e corrompido em favor do Benfica. Em todos eles temos que melhorar, urgentemente e em simultâneo.



Avancemos então para os factos que sustentam a minha tese (que, na verdade, não é minha mas sim de domínio público) e que, mais uma vez, me impede de poder em consciência, sem hipocrisia e de boa vontade congratular os meus amigos benfiquistas pela "sua" conquista - precisamente porque não foi "só" deles. Fica para a próxima. Ou não.


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Isto reflecte simplesmente um pequeno e breve trabalho de recolha dos indícios mais evidentes, não é de forma alguma exaustivo. Aliás, parte desta recolha baseou-se no vídeo que circula por aí da "Liga Voucher 2015/16", criado por um sportinguista (o que à partida tende a descredibilizar a obra). No entanto, está bem estruturado como tese e serve de apoio. Escusava era de desviar as atenções para o fait-divers dos vouchers. Evidentemente que são ilegais e deveria por isso o clube ser punido, mas concentrar os holofotes nesse ponto desviou-os das nomeações, observações e classificações, onde fariam maior falta.

Mas ainda assim serve o seu propósito: demonstrar que, mais uma vez, o S.L.Benfica foi decisivamente beneficiado pelas arbitragens e que, mais uma vez, "conquistou" um título também alicerçado em ajudas ilícitas.

Na frase anterior, o "também" é de relevo. Porque existe também mérito próprio.

A começar e a acabar em Rui Vitória, que conseguiu sobreviver a um funeral que já tinha a cova aberta e passou de bobo da corte a rei da populaça. Apesar do seu incurável ar de pavão inchado, soube quase sempre comportar-se com elevação e conseguiu transformar as ofensas de Jorge Jesus num activo para o seu grupo. E foi até ousado na forma como se apresentou em vários jogos da Champions.

Pelo meio, um conjunto de jogadores que foi dando o que tinha. Jonas, Mitroglou e também Jiménez formaram uma máquina de fazer golos, que tantas vezes camuflou com goleadas exibições sofridas e erros de arbitragem. Pizzi, Samaris e Renato dividiram as suas atenções entre a bola e as canelas adversárias (porque indevidamente protegidos pelas arbitragens). E Gaitán, evidentemente. Na baliza, primeiro Júlio César e depois Ederson provaram ser de grande nível, ao ponto de conseguirem terminar jogos a fio sem sofrer golos, mesmo com uma defesa de toscos, onde só se aproveita o miúdo Semedo e uma dupla de centrais mediana (mas ainda assim melhor que as nossas). E claro, o novo Maxi da Luz, que assumiu em pleno o papel do uruguaio e deu pancada suficiente para passar mais tempo na bancada do que em campo. Quantas vezes mesmo foi expulso Eliseu?


Somar 88 pontos será sempre um bom desempenho num campeonato com 34 jogos. A questão é que vários desses pontos não foram conquistados pelo mérito desportivo mas sim pelo favorecimento arbitral. O segundo classificado Sporting, que também teve a sua quota-parte de favorecimentos - desde logo nos dois jogos contra nós, fora e em casa - mas em menor escala, ficou a apenas dois pontos e logo por aí, já se percebe da viciação do resultado final.

Até o Porto poderia lá ter chegado, mesmo a jogar "tão mal" como fizeram questão de escrever até acabar a tinta nos tinteiros, não tivesse sido prejudicado em tantos jogos e sobretudo nos momentos decisivos. Como favorecimento claro tivemos o jogo na Madeira contra o Nacional, como prejuízo... Marítimo (fora e casa), Rio Ave (casa), Arouca (casa), Tondela (casa), Sporting (fora e casa), Paços (fora) e claro, o jogo decisivo, em Braga, com os cumprimentos do "senhor" Xistra.

No entanto, reconheço que perante tanta irregularidade exibicional, é impossível adivinhar se mesmo sem estes prejuízos teríamos conseguido acabar em primeiro. Já em relação ao Sporting, é mais difícil contestar.



Quem melhor resumiu a época benfiquista foi Rui Costa: "Não andámos a falar, mas sim a trabalhar para ganhar". E de que maneira, acrescento eu.


Mas o polvo de Luís Filipe Vieira já se sente tão confortável nos meandros do "futebol de primeira" que lhe sobra tempo para estender os seus tentáculos a (quase?) todas as modalidades e escalões. Sem muitas palavras, ficam as imagens.



Tó Neves: "Saio daqui envergonhado com a modalidade"





Ricardo Costa acusa dupla de árbitros de 'roubo' na Luz


Todos os que ficaram surpreendidos com as palavras de Ricardo Costa, que comentou o afastamento nas meias-finais do playoff de andebol com a frase: ‘A mim não me roubaram a carteira. Entraram-me dentro de casa’, basta visitar esta página



E o azeite virgem no topo do polvo (à lagareiro):

Farense perde dois pontos por utilização irregular de Harramiz contra Benfica B


Porquê? Até um calimero conseguiu explicar. Aqui.

E como ficou a classificação final da II Liga?

"Ó pai, quanto é 54+2 ?"



Por onde andarão Maria José Morgado e Ricardo Costa, entre outros zelosos paladinos da justiça zarolha? Aposto que continuam no mesmo sítio onde já estavam quando se soube da Porta 18 (parte final do post) e das sucessivas declarações de Marco Ferreira.



Para terminar, bem sei que o título deste texto não me faz nenhum favor, que milhões (ou mais...) de benfiquistas se sentiriam ofendidos se o chegassem a ler e coisa e tal. Mas na verdade deu-me jeito precisamente pela brejeirice e cumplicidade fonética. E já agora, "E Pluribus Unum" não é originalmente do Benfica mas sim dos Estados Unidos da América. A não ser que os Founding Fathers fossem ali de Carnide ou arredores...



Do Porto com Amor