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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O Canto da Sereia e o Banco Mau


Algo correu mal no Reino da Dinamarca. Mas nem tudo.


Antes o canto da sereia do que o canto do cisne...


Boa mesmo foi a visita, ainda que fugaz, à capital dinamarquesa. Copenhaga das bicicletas, da simplicidade racional, da arquitectura moldada à escassez de sol, da água e da Pequena Sereia (da personagem do conto de Hans Christian Andersen e da estátua de Edvard Eriksen em sua homenagem e que é o ex-libris dos postais da cidade). E da Carlsberg e da gastronomia, pois claro.

Menos bom foi o jogo contra o FC Kobenhavn no Parken Stadion, um recinto "muito arrumadinho" e racionalizado em conjunto pelas necessidades e arquitectura dinamarquesas, onde coabitam o desporto e o mundo empresarial em aparente harmonia perfeita.

Depois da escorregadela no Dragão na "primeira volta", afigurava-se essencial vencer este jogo. Até para (re)afirmar a diferença de estatuto entre os dois clubes e justificar por que motivo seremos nós e não eles a estar nos oitavos. Seremos? Seremos pois.

Na prática, sucumbimos ao canto da sereia dinamarquesa. Outra vez. Quiçá se adormecidos pela noite escura que já há várias horas se fazia sentir em Copenhaga, voltámos a deitar fora uma parte inteira de um jogo.

Quem apresenta o onze que NES apresentou, não pode jogar para deixar o tempo correr. Não batem certo uma com a outra. Aquele onze é para ganhar o jogo e começar a fazer por isso desde o primeiro apito do árbitro. Qual quê... não é exagero dizer que o nulo ao intervalo nos era lisonjeiro, porque as melhores oportunidades foram do adversário. Valeu Casillas e sus muchachos e um pouco de felicidade. Da nossa parte, muito pouco para contar.


Por cima da bancada superior... escritórios. Nada como ver um joguinho no final de um dia de trabalho, hein?


Na segunda parte, um outro jogo. A acutilância que nos faltou apareceu em razoável quantidade. O apoio lateral que lhes faltou chegou finalmente, dando seguimento e profundidade às nossas investidas. A intensidade para recuperar bolas e rapidamente lançar ataques marcou finalmente presença. Mas por que motivo só chegaram a partir do minuto 46?

Quem não tiver visto o jogo, poderá ser levado a imaginar que NES fez uma ou várias substituições ao intervalo. Pois não fez. E nem podia. Porque neste momento olhámos para o nosso banco e só nos vem à memória a rábula do banco bom e do banco mau. Neste caso, meia rábula: só temos o banco mau

Quando NES opta por este onze, o que jogou de início em Copenhaga, por um lado e deixa de fora Brahimi por outro, a sensação que fica é a de impotência caso seja necessário ir ao banco buscar uma solução para "desamarrar" um jogo. Arranque a fundo logo à partida, a queimar borracha por todo o asfalto, mas depois não leva outro jogo de pneus para trocar a meio da corrida. 

Evidentemente que a culpa aqui não pode ser apenas assacada ao treinador, porque não foi ele quem "fez" o plantel, nem foi ele que contratou Depoitre e depois manteve Adrian (ainda se lembram dele?), mas quanto a Brahimi a coisa afigura-se menos clara. Eu não criticaria se o tivesse excluído em definitivo com uma boa razão, mas assim, passando o argelino de titular para não-convocado e aquecendo "eternidades" para depois ser preterido quando a equipa precisa de marcar, não compreendo. Nuno também tem a sua quota-parte de responsabilidade na falta de soluções do nosso banco actual. Porque Sérgio Oliveira não conta, porque JC Teixeira esfumou-se sem sequer ter aparecido, porque Rúben tem muito menos minutos do que merece, porque Layún não é médio para jogar neste Porto. 

Regressando ao jogo, mais concretamente à sua segunda parte, foi de facto uma pena não termos conseguido fazer pelo menos um golo que nos valesse os três pontos. Trabalhámos para isso e só mesmo algum atabalhoamento e falta de concentração na finalização o impediu. Foi pena, porque nos resolvia a questão do apuramento e nos reposicionava na luta pelo primeiro lugar. Mas vistas bem as coisas, estamos onde merecemos. E passando aos oitavos, que o senhor dos futebóis nos livre de apanhar uma grande equipa.

Desperdiçamos o primeiro match-point para garantir os oitavos e com ele, a possibilidade de vencer o grupo. Não estávamos a isso obrigados (vencer), mas sim a tentar. E decorridas cinco jornadas, fica transparente que não tentámos como devíamos. Jogámos pouco para justificar o apuramento, simplesmente temos a felicidade (para variar, diga-se) de dois dos três adversários serem ainda mais fracos. 

Duas vitórias tangenciais frente ao Brugge e dois empates frente ao Copenhaga só com boa vontade se pode classificar de positivo, já para não falar dos pavorosos 70 minutos da exibição em Leicester. Ainda assim, temos o destino nas mãos. Só nos falta agarrá-lo.


Nyhavn (porto novo), outro dos "postais" de Copenhaga



Notas DPcA 

Dia de jogo: 22/11/2016, 18h15, Telia Parken Stadion, FC Kobenhavn - FC Porto (0-0). 


Casillas (7): Um conjunto de defesas complicadas e essenciais para nos manter invictos na partida, precisamente o que se espera de um grande portero. Menos esperados são aqueles passes sem destinatário conhecido, que devolvem a bola ao adversário mais rápido do que um empresário recebe uma comissão.

Maxi (5): Continua a revelar alguma dificuldade em recuperar o nível exibicional que o distinguiu desde o primeiro jogo que fez pelo Dragão. Apesar da inegável boa vontade, custa-lhe acompanhar as jogadas quando o ritmo aumenta, sejam eles defensivas ou ofensivas.

Alex Telles (8): Mais uma bela exibição deste lateral, fazendo o favor de justificar ao clube o dinheiro que por ele "pagou". Muito envolvido em todas as acções pelo seu flanco e um dos agitadores da nossa equipa.

Felipe (7): Jogo muito sólido perante as torres dinamarquesas, mesmo nos momentos de maior aperto.

Marcano (6): Globalmente bem, mas... com um e outro deslize... vá lá, Ivan, não estragues tudo o que tens vindo a (re)construir com tanto mérito e sacrifício...

Danilo (7): Outra grande exibição, o verdadeiro carro-vassoura do Dragão, aparecendo muitas vezes como a última hipótese de limpar a jogada... e sempre com êxito. Ofensivamente menos exuberante do que noutras ocasiões.

Melhor em Campo Óliver (8): Um jogo pleno, quase absoluto, pelo tanto que fez. Mesmo se algumas vezes com menor clarividência, na esmagadora maioria esteve bem. Recuperou muitas bolas, evitou muitos passes e progressões com bola. E depois, com ela no pé, foi o que melhor tentou servir os companheiros. Jogo francamente bom.


É agora, é agora... ah, não foi...

< 84' Otávio (6): Subiu mais uns degraus rumo à forma do início da época, mas ainda falta para lá chegar. No essencial, ele cumpre. Mas fica a faltar o supérfluo, o inesperado desequilíbrio que ajuda a resolver os jogos.

Diogo Jota (6): O elo mais fraco durante muito tempo, ainda que depois tenha "resolvido" entrar no jogo e dar um ar da sua graça. Não tenho a certeza que seja mais por sua responsabilidade do que da do treinador, mas o que "sobra" é a sua exibição, pálida durante demasiado tempo.

André Silva (6): As análises às suas exibições começam a cair na monotonia e não pelo melhor motivo: tanta entrega e abnegação para depois não colher os proventos... sem o golo, sem a assistência letal, fica sempre a faltar a parte melhor. E então se mais ninguém o fizer na equipa, mais pequena parece a exibição (e quão injusto isso pode ser às vezes).

< 89' Corona (7): Primeira parte modesta, tal como Jota, e a amostragem perfeita do jogo da equipa. Melhorou muito na segunda parte, empurrou a equipa para a área contrária e esteve perto de marcar e de assistir, por várias vezes. Faltou o "danoninho"... e o "Isostar".

> 84' Evandro (5): Entrou para... hã... bom, para dar descanso a Otávio e, acredito, para dar sequência ao nosso assalto final à baliza dinamarquesa. Que aliás deveria ter sido coroado com um golo... mas não foi. Entrou no jogo sem causar sobressalto - se isto é bom ou mau, depende do observador...

> 89' Varela (-): Entrou apenas para render as cãibras de Corona, sem tempo suficiente para ser avaliado.


Nuno Espírito Santo (5): A primeira parte é difícil de aceitar, menos de compreender. Mesmo lançando em campo os "onze melhores", tal não é garantia de sucesso. Porquê? Porque o futebol é um jogo colectivo... e uma boa equipa será sempre superior a onze bons jogadores. 45 minutos de equívocos e hesitações, com pouca posse e mesmo essa quase sempre sem propósito claro e com a defesa muitas vezes baixa. Tendência excessiva de "afunilamento" do jogo sem o indispensável alargamento lateral para quebrar a organização defensiva do Copenhaga. A segunda parte foi diferente para melhor, muito melhor... e eu pergunto, por que motivo demorou 45 minutos a lá chegar? O que mudou ao intervalo? E porque só mudou ao intervalo? E depois, a questão das substituições. Já descontado o tal dilema do banco mau, falta perceber por que motivo não mexe mais cedo na equipa. Que responda NES, se conseguir. Quanto mais jogos vejo deste Porto, maior é a sensação de que nos falta treinador. A matéria-prima, mesmo se imberbe (ou sobretudo por isso!), é de qualidade basta para nos permitir um nível de jogo e de resultados bem superior ao actual.  


A revolta "anti-Muller" continua... estou com vocês, rapazes!



Outros Intervenientes


Um árbitro com tendência para deixar correr o jogo, o que tende a irritar ambas as equipas de forma alternada. Eu gostei do estilo do senhor Milorad Mazic e não detectei nenhum erro significativo para lá de alguma incoerência na amostragem dos amarelos (o gatilho esteve sempre muito mais "leve" quando se tratou de disparar contra nós). Não foi por ele, certamente.

Quanto ao FC Copenhaga, foram aquilo que esperava deles. Jogo muito físico mas apoiado, menos directo do que muitos previam. Na primeira parte fizeram algumas jogadas muito boas e completas, falhando apenas o golpe final (felizmente). Os dois laterais, Ankersen e Augustinsson são muito interessantes. Gostei também do irrequieto Verbic, que muito trabalhinho deu aos nossos enquanto teve pernas para tal.

No grupo mais acessível de que tenho memória, conseguimos a semi-proeza de deixar a qualificação dependente do resultado do sexto jogo do grupo. O primeiro lugar já nem sequer é possível. Bem, pelo menos ainda temos possibilidades de apuramento e, melhor ainda, só dependemos das nossas capacidades para o garantir. Espero que NES não continue a fazer história negativa ao serviço do meu clube. Vamos lá conquistar a presença nos oitavos.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




terça-feira, 20 de setembro de 2016

Onde Está a Bola? #26 (e vencedores #24 e #25)


Nova edição do "Onde Está a Bola?", desta vez para oferecer 2 bilhetes para o FC Porto - Boavista FC a disputar na próxima sexta-feira, dia 23 de Setembro.


Onde Está a Bola? #26


Para se habilitar a ganhar os bilhetes, o estimado leitor apenas terá que observar com atenção a imagem acima e decifrar onde está escondida a verdadeira bola da imagem original (ou se não está lá de todo).


Respostas possíveis:

A - Bola Azul
B - Bola Laranja
C - Bola Preta
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Antes de responder, tenha em atenção as seguintes regras de participação:

1 - Escrever a resposta que considera acertada na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória (atenção: comentários anónimos já não são permitidos no blogue). 

2 - Entre os que acertarem, será sorteado o vencedor através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (com pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo;

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis irá investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #26 deste passatempo termina às 15h00 de 22 de Setembro e o vencedor será anunciado até às 14h00 de dia 23.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no email que lhe será enviado, haverá novo sorteio entre todos os que tiverem acertado na resposta (e assim sucessivamente até se encontrar um vencedor que reclame o prémio).

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio!


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Falta ainda dar nota dos resultados da dose dupla que antecedeu este concurso, os passatempos #24 e #25 do Onde Está a Bola?.


Edição #24 (V. Guimarães)

A grande vencedora foi a Catarina Machado, uma "velha" concorrente deste passatempo que na época passada havia sido presenteada com uma edição especial que reconheceu o concorrente que mais vezes participou. Desta vez, o sorteio sorriu-lhe...




...após ter acertado na resposta...


... a bola Azul!



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Edição #25 (Copenhaga)

Outra vez uma senhora dragona a vencer, estão endiabradas (salvo seja!) as nossas Portistas! Desta vez foi a Maria Oliveira a "sortuda", ainda que depois a nossa equipa nos tenha presenteado com um belo balde de água gelada...

Eis o resultado do sorteio...


... e a comparação de imagens...


 ... e mais uma vez, a cor certa era o azul, mas o azul certo: o Azul e Branco!




Parabéns a ambas as concorrentes e obrigado pelas fotografias, são exactamente aquilo que se pretende!



Do Porto com Amor




quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Dois Passos Atrás


Há dias em que não tenho a mínima vontade de escrever e hoje é um deles. Só o faço porque sei que, como eu, há muitos Portistas que não entendem por que motivo se estragou o que já estava (bem) feito. E que, como eu, ficaram estupefactos/apreensivos (riscar a que não interessa) com o regresso de Herrera e ao 4-3-3 do costume. Sábado demos um passo em frente, hoje demos dois atrás.




É por eles que escrevo, porque mesmo não havendo consolo possível após um empate caseiro com o FC Kobenhavn como consequência de um jogo tão mal conseguido, ficam a saber que não estão sozinhos e que há mais alguém a sofrer por igual.

Não vou gastar muitas linhas com o jogo. Entrámos relativamente bem, perante a normal expectativa dum adversário a reconhecer a nossa superioridade. Marcámos na primeira oportunidade, um belíssimo golo de Otávio após combinação com AS. A partir daí, o que se passou foi incompreensível. Descompressão ou receio? Não sei, talvez ambos. O certo é que baixámos as linhas e o ritmo - que já não era alto por sinal. Os da Dinamarca agradeceram e começaram a fazer o seu jogo, simples e directo. Até ao intervalo pouco mais, excepto um possível penalti por marcar sobre Corona

O regresso foi ainda pior. Lento, sem pressão, sem profundidade, sem nada. Tudo previsível. Um deserto de ideias. Pelo contrário, o Copenhaga entrou com vontade de fazer um golo e com mais vontade terá ficado ao constatar a nossa postura em campo. Não tardou a chegar o empate, perante o encolhimento e um incompreensível receio dos nossos. Um desvio infeliz de Danilo a um cruzamento sem oposición da esquerda deixou Alex Telles fora da jogada e Cornelius aproveitou para fazer um golo caricato, tal a inoperância defensiva do Porto após o primeiro contacto do avançado com a bola.

Tiveram de passar mais dez minutos para que Nuno se decidisse a mexer na equipa, tirando um ala (Corona) para meter Depoitre - um amigo que via o jogo comigo comentou "vendemos a TV para comprar o leitor de DVD". Deve ter sido algo do género, porque apostar num jogo mais afunilado perante uma equipa que defendia com onze dificilmente traria bons resultados. Entretanto Otávio conseguiu arrancar o segundo amarelo a um adversário e o jogo ficou 10 contra 10. Sim, 10 contra 10. A nulidade chamada Herrera continuava em campo, incrivelmente. Foram precisos 70 minutos - setenta - e vários coros de assobios ao mexicano para que ele fosse finalmente substituído.

Aqui abro um parêntesis. Sou seguramente dos maiores detractores do futebol de Héctor Herrera - o historial é longo e não me vou repetir uma vez mais. O que interessa é que não entendo como o mexicano continua a jogar no Porto. Sei que é um excelente rapaz, amigo do seu amigo e que promove o bom ambiente no balneário, mas isso não chega. Para mim, não tem condições para ser jogador do Porto, muito menos titular. Dito isto, acho inacreditáveis os assobios. Compreendo a frustração - também a partilho - mas não é assim que se ajuda quem quer que seja. Mal, senhores assobiadores, muito mal. Ponham por favor a mão na consciência e reflictam. No entanto, era previsível. Era uma questão de tempo para que este dia finalmente chegasse. Triste, lamentável mesmo, é ter sido necessário chegar a este ponto. Nem Herrera merecia "acabar" assim. Não estava tão bom de ver? Fecho parêntesis.

Com a entrada de Brahimi ficamos então em superioridade numérica, mas de nada nos valeu. E aqui está para mim o ponto fulcral e a maior ilação que se retira deste jogo. Os jogadores tentaram, os jogadores queriam mas simplesmente não sabiam como. O problema maior deste jogo chama-se Nuno Espírito Santo. Fez quase tudo mal, de princípio ao fim, e não soube como derrotar uma equipa da Dinamarca em superioridade numérica durante vinte e poucos minutos. E isso é muito preocupante.


Nem um pano tão grande conseguiu disfarçar a ausência de público no Dragão. Preguiça ou premonição?


Notas DPcA

Dia de jogo: 14/09/2016, 19h45, Estádio do Dragão, FC Porto - FC Kobenhavn (1-1).


Casillas (5): Um par de cruzamentos aos papéis, como é seu hábito, e absoluta ineficácia na abordagem ao lance do golo sofrido. Fora isso, pouco mais a registar.

Layún (6): Foi dos que mais tentou, mas poucas vezes bem. Desinspirado e sem soluções perante a muralha defensiva dinamarquesa. Mas tentou, muitas vezes.

Alex Telles (5): À imagem de Layún mas com menor intensidade. Muitos cruzamentos, quase todos mal feitos e inofensivos. Jogo globalmente fraco, tem valor para muito mais e melhor.

Felipe (6): Não foi por ele que não ganhámos.

Marcano (6): Anormalmente simples e eficaz a limpar os lances e as bolas mais quentes. É assim que se faz, quem não sabe não inventa. Jogo positivo.

Danilo (5): É, não está mesmo no seu melhor. Não joga propriamente mal, mas também não acrescenta valor ao jogo da equipa. E defensivamente, é apanhado muitas vezes com as calças na mão (leia-se fora de posição).

< 70' Herrera (4): Com a maior das honestidades, prefiro não comentar. Primeiro toque na bola, ainda no primeiro minuto de jogo, foi um passe fácil quase falhado numa zona já complicada. Perante os primeiros assobios, chegou a ser confrangedor (e perigoso para a equipa) ver os seus dois compatriotas a forçarem passes para que pudesse "brilhar". E adivinhem quem não estava a marcar o homem que centrou para o golo sofrido. E pronto, já chega. Mesmo.

Óliver (5): Entrou em campo nitidamente amarrado às instruções do treinador. Durante muito tempo, jogou mais recuado do que Herrera, o que acaba por ser um golpe duplo nas aspirações da equipa. E quando pode, sobretudo no segundo tempo, não esteve esclarecido como é seu timbre.


A festa do golo na estreia de Otávio ao jogo 200 do clube na Champions

< 82' Melhor em Campo Otávio (7): Boa primeira parte, apesar dos solavancos da equipa, e um grande golo. Decaiu com o avançar do jogo e saiu naturalmente (embora não tivesse sido essa a minha opção, numa altura em que precisávamos de marcar).

André Silva (5): Esteve especialmente bem no lance do golo e lutou sempre. Mas muitas vezes mal, fruto de muita coisa e da sua juventude, em especial quando era mais preciso - no assalto final à baliza dinamarquesa.

< 62' Corona (5): Outra exibição apagada e pouco ligada ao jogo. Irritante intermitência, qual luzinha de Natal. Foi o primeiro sacrificado, mas havia outro mexicano a fazer muito menos.

> 62' Depoitre (5): Desta vez não acrescentou quase nada, em termos práticos. E já pareceu um pouco mais tosco, além de alto. Nunca seria fácil, no meio de tantos jogadores a defender, muitos deles da sua altura.

> 70' Brahimi (5): Voltou o Al-Sebastião, para gáudio da populaça. Não compreendo a euforia, juro. Voltou com o al-rabinho entre as pernas, porque ninguém lhe pegou. É evidente que temos que o recuperar, nem que seja para o tentar vender de novo. Mas não merecia aquela recepção tão efusiva - e provou-o em campo.

> 82' Diogo Jota (5): Entrou tardiamente, já na fase do desespero e não conseguiu empurrar a equipa para a vitória, apesar de algumas boas decisões.


Nuno Espírito Santo (1): No jogo passado teve "8" pela coragem e resolução em arriscar um novo sistema de jogo que resultou. E por ter deixado Herrera fora desse novo esquema. Previsivelmente (mas nem assim mais aceitável), hoje recuou para a forma anterior. Regrediu para o 4-3-3 do costume e recheou-o de Herrera. Golpe duplo nas nossas aspirações. Aliás, golpe triplo: ao devolver o mexicano ao seu vagabundear aleatório pelo campo, amarrou Óliver às tarefas defensivas, afastando-o das zonas onde mais pode fazer pela equipa, as de decisão ofensiva. Mas enfim, começar mal não implicaria acabar mal. Poderia e deveria ter rectificado ainda na primeira parte ou no máximo ao intervalo. Não o fez e foi penalizado quase de imediato. Mais grave: depois do empate, não conseguiu claramente encontrar soluções para chegar com perigo à baliza adversária. Abandonou os jogadores ao seu talento e um treinador serve precisamente para o contrário: dar nexo e potenciar as qualidades individuais de cada jogador. Muito mal, espero que tenha aprendido tudo para que não se repita.


NES meteu tanta água que cada um salvou-se como pode...

Um mau começo, felizmente num grupo com margem para errar. O próximo jogo vai ser muito complicado, com muito (tradição incluída) em nosso desfavor. Mas face a este resultado, era bom não perder em Leicester. Perder não significa muito, mas implica cair para terceiro ou quarto. Nada que não se possa rectificar a seguir, mas deixem-me dar-vos um conselho, querida equipa: não deixem o apuramento a depender de uma vitória no último jogo - convém carimbá-lo na ida a Copenhaga.

Agora toca a digerir esta banhada e aliviar a tripa logo pela manhã. Corpo são em mente sã é o que se precisa, porque já no domingo regressa a nossa prioridade, em Tondela.



Lápis Azul e Branco,

Do Porto com Amor




terça-feira, 6 de setembro de 2016

Onde Está a Bola? #24 e #25 (e vencedor #23)


Cá está o regresso do Onde Está a Bola? com um formato especial (e excepcional) - a sessão dupla - dada a curta distância temporal entre o jogo contra o Vitória Sport Clube (20h30 de 10 de Setembro) e contra o FC Kobenhavn (14 de Setembro, 19h45). Desta vez, estão em jogo 4 bilhetes, dois para cada um dos jogos!

Assim sendo, o estimado leitor terá duas imagens para analisar e concorrer. A primeira correspondente à edição #24 (Guimarães) e a segunda à #25 (Copenhaga). Fácil, barato e dá bilhetes a dobrar!


Onde Está a Bola? #24


Onde Está a Bola? #25


Para se habilitar a ganhar os bilhetes, o estimado leitor apenas terá que observar com atenção a imagens acima e decifrar, em cada uma delas, onde está escondida a verdadeira bola das imagens originais (ou se não está lá de todo).


Respostas possíveis #24 (Guimarães):

A - Bola Azul
B - Bola Laranja
C - Bola Verde
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Respostas possíveis #25 (Copenhaga):


A - Bola Azul e Branca
B - Bola Laranja
C - Bola Verde
D - Bola Púrpura
E - Não há nenhuma bola escondida


Já descobriu? Então deixe o seu palpite na caixa de comentários, tendo em atenção as seguintes regras de participação:

1 - Escrever a(s) resposta(s) que considera acertada(s) na caixa de comentários deste post, indicando igualmente um nome e um email válido para contacto em caso de vitória (atenção: comentários anónimos já não são permitidos no blogue).

Exemplo: "#24: C - Bola Verde; #25: B - Laranja"

2 - Entre os que acertarem, serão sorteados os vencedores através da app Lucky Raffle (iOS).

3 - Para ser elegível para receber os bilhetes, deverá fazer o obséquio de:

   a) Comprometer-se a enviar-me duas ou mais fotos da sua ida ao estádio (com pelo menos uma selfie) nas 48h seguintes ao jogo;

   b) Registar e confirmar o seu email (nas "Cartas de Amor", na lateral direita do blogue);

   c) Seguir o FB e o Twitter do DPcA (basta clicar nos links e "gostar" ou "seguir"). 
   Quem não tiver conta nesta(s) rede(s) não será excluído, mas... cuidado porque o Lápis irá investigar :-)

4 - Apenas será aceite uma participação (a primeira) por cada email válido. Pode concorrer em simultâneo a ambas as edições ou fazê-lo em separado.

5 - Cumpridos todos os critérios, o vencedor sorteado será contactado através de um email onde encontrará instruções sobre como e quando levantar os bilhetes.

6 - Se já tiver Dragon Seat ou outro tipo de acesso, poderá oferecê-los a um amigo ou familiar que não tenha a mesma sorte.

7 - A edição #24 deste passatempo termina às 23h00 de 8 de Setembro e o vencedor será anunciado até às 14h00 de dia 9. A edição #25 termina às 23h00 de 12 de Setembro e o vencedor será anunciado até às 14h00 de dia 13.

8 - Se o vencedor não reclamar o prémio até à data e hora referidas no email que lhe será enviado, haverá novo sorteio entre todos os que tiverem acertado na resposta (e assim sucessivamente até se encontrar um vencedor que reclame o prémio).

E é só! Concorra e divulgue, queremos o Dragão sempre cheio!


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A edição #23 teve em Diogo Almeida o seu grande vencedor, finalmente sorteado de entre os (poucos) que acertaram na resposta. E digo finalmente porque o Diogo é um dos concorrentes que mais vezes participou - desta vez, a persistência foi recompensada.




E qual era a resposta correcta? Compare a foto original com a imagem do passatempo...



Nada mais, nada menos do que a sempre magnífica "Bola Azul"!


Cumpridas as formalidades, o Diogo recolheu os bilhetes e assistiu a um jogo complicado mas cujo desfecho final da contenda (a duas mãos) foi totalmente do nosso agrado. Segue-se uma compilação da sua foto-reportagem.



Obrigado Diogo, é assim mesmo que se faz! Espero que goste da edição à la Lápis...

Agora é o momento de se concentrar e deixar as suas respostas na caixa de comentários, para que se habilite a ser um dos próximos felizardos a ganhar os bilhetes. Campeonato e Champions, dois pássaros ainda a voar mas que podem aterrar na sua mão!



Do Porto com Amor