rally de portugal
Mostrar mensagens com a etiqueta rally de portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta rally de portugal. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Weekend in a nutshell


Agora entendo o milenar adágio "Fim-de-semana atarefado, blog encalhado".

E assim sendo, vamos dar a volta ao fds em 80 segundos, dando conta do que mais relevante se passou de sexta a domingo:

O Hepta: não foi "sem espinhas", foi suado até ao limite das (suas e nossas) forças mas, no final, chegou a recompensa. Foram grandes na atitude, compensando alguma inépcia "técnico-psicológica". Mas convém não esquecer que o Sporting tem um belíssimo plantel (quiçá teoricamente mais forte que o nosso) e foram (para variar) uns brilhantes vencidos. Quanto aos nossos, foram verdadeiramente Porto. E claro, fantástico o Dragão Caixa uma vez mais.

Rally de Portugal: diz-se que no melhor pano cai a nódoa, mas desta vez que se cale quem o diz! Não poderia ter sido mais perfeito o regresso a casa, com emoção, espetáculo (dos pilotos e do público) e uma organização impecável a que nem mesmo os incêndios fizeram mossa. E os saltos, senhores, os saltos na Lameirinha são sempre um espetáculo fora-de-série (mesmo este, à sua maneira)! Portanto, parece realmente difícil regredir, mas estamos tão habituados ao malabarismo- contorcionismo da macrocefalia bacoca, que o melhor é mesmo esperar para ver. 

As despedidas e o clubismo: dois exemplos de verdadeiro amor à camisola (não, não é igualzinho ao do adepto, nem podia porque são profissionais da coisa, mas atualmente será o que mais se aproxima), Stevie Gerrard e Jurgen Klopp despediram-se dos seus clubes, ainda que com sortes diferentes.

Gerrard é(ra) o Senhor Liverpool, mas ontem, já depois da arrepiante despedida em Anfield, participou no espetacular afundanço da sua equipa às mãos do contra-torpedeiro Stoke City. Mas ainda assim foi dele o golo de honra...

Já Jurgen Klopp teve uma despedida de sonho, não só pela fabulosa coreografia com que os "dortmunders" lhe prestaram tributo, mas também (e já agora) porque ganhou e deixou o Borussia em lugar europeu, depois de uma temporada muito complicada. Maravilhoso futebol este!

O não-assunto Champions Cup: como é de seu timbre, na sexta o Record ajudou muita gente neste país a acordar bem disposta, inventando mais uma patranha, ainda e sempre inebriado com a possibilidade de ver o Porto humilhado às mãos do Benfica. Depois, foi a vez de o clube apresentar a sua versão, o que terá deixado os até então bem dispostos a roçar a euforia, ao imaginar "mais" uma "mentira" do Porto para salvar a face. Por fim, já no dealbar do fim-de-semana, eis que é a própria organização do torneio de verão a confirmar a versão portista. O que aliás era fácil de prever, não só pelos factos, mas também pelo silêncio dos "figurões".

Quanto a mim, confesso que não percebo a forma como o clube geriu a nossa participação e sobretudo, não assumir a gestão da informação. Mas também não conheço os detalhes, logo benefício da dúvida...
Já do pasquim não espero outra coisa, por isso nem uma linha mais.

FCPorto - Penafiel (2-0): acabou. Parabéns Jackson pelo troféu individual. Obrigado Danilo e até sempre. Do comportamento de claques e adeptos, escreverei em separado. Ponto final. Venha a próxima época.

Para terminar, uma nota positiva. A renumeração de sócios do Porto já está em marcha, acontece a cada 5 anos (ao contrário de outros, que preferem deixar andar para serem os "mais maior grandes" - mas depois, porque a gravidade dita que "tudo" o que sobe tem que descer, levam inevitavelmente com a moca). Recebi o email sexta à noite e para minha surpresa, o processo está automatizado online, é simples e funciona! Venha de lá esse novo BI, risonho e reluzente!

E por agora, é tudo. Do Porto, com Amor.




quinta-feira, 21 de maio de 2015

De volta a casa


Após ausência prolongada, o Rali de Portugal volta à sua casa de sempre.

É bom tê-lo de volta, sobretudo pelo impacto que tem na economia regional.

O Rali de Portugal, como tantas outras coisas, é apenas mais um dano da macrocefalia que há décadas nos tolhe enquanto nação.

Apesar da reconquista da democracia há 40 anos atrás, esta corrente tacanha e atrofiante mantêm-se desde o Estado Novo, ou, para ser mais correcto, desde sempre.

Este conceito de país onde apenas existe uma supra-metrópole, para a qual todos os recursos e esforços dos quatro cantos da nação devem convergir, é simplesmente desprezível.

E se durante algumas décadas o Norte se destacou e resgatou alguma da sua dignidade, foi apenas e só às suas custas, do seu trabalho, investimento e geração de riqueza.

Mas isto não poderia continuar.

Com a panaceia da CEE, logo se aproveitou para reverter o panorama, voltando-se a concentrar grande parte dos recursos (nacionais e os fundos comunitários) na região da capital, relançando as bases para o seu desenvolvimento artificial e desequilibrado, deixando apenas migalhas para o resto do território.

Lançou-se a discussão da regionalização apenas para que nunca acontecesse. Mais do que isso, para garantir que nenhum outro modelo de repartição equitativa de recursos viesse a existir, tal o empenho que se colocou no seu falhanço (mesmo sem nunca ter avançado, o que é prodigioso).

São gerações consecutivas de governos, políticos e boys sempre na mesma direcção.

Temos culpas próprias? Claro que sim. Quantas "ilustres figuras" portuenses partiram rumo a Lisboa e se converterem em novos cristãos do centralismo? E entre as que não tenham cedido, quantas tiverem fibra para aguentar e lutar por dentro do sistema (rica palavra)?

Mas tudo tem um limite. Não é porque sempre foi assim que tem que continuar a ser. Não, senhoras e senhores. Sei que já somos muitos, consciências despertas e dispostas a fazer a mudança. E neste cenário, é fundamental que o nosso FCPorto continue a ser "a lança em Lisboa", a pedra no sapato, o "agigantador" deste povo nortenho na reconquista dos seus direitos.

Voltarei a este tema muitas vezes. Do Porto, com amor.

Por agora, start your engines!