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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Strawberry Fields Forever (Algarve Cup)


Ao segundo e último jogo da Algarve Cup, chegou a primeira vitória (à porta aberta). Por sorte, contra a equipa teoricamente mais forte, os azuis de Liverpool, agora treinados pelo lampião de nariz empinado que dá pelo nome de Marco Silva. Calhou mesmo bem, digo eu.




Quem só assistiu a primeira meia hora do jogo jamais imaginaria que o desfecho final seria este. O Everton entrou muito mais forte (mesmo sem o ser) e abafou por completo as ténues tentativas do Porto construir o seu jogo - ou melhor, de ter espaço para lançar os seus ataques rápidos.

Quase sempre retidos no seu meio-campo, o Porto limitava-se a correr atrás da bola e dos adversários, aguentando estoicamente sem quebrar (até porque o poste intercedeu por nós naquele lance de Tosun). Nas reposições ou recuperações, foi raro ver a equipa conseguir levar a bola até perto da grande área dos ingleses. Sobrevivemos.

Ali entre os 25 e os 30 minutos, tudo começou a mudar. Algumas ameaças e o peso da pré-época terão tirado algum gás ao Everton e os nossos começaram - finalmente! - a explanar algum do seu futebol. E assim fomos, em crescendo, até ao intervalo.

No recomeço, os de Liverpool tentaram reganhar o ascendente na partida, mas o facto é que já não o conseguiram fazer. O Porto não voltou a deixar-se encostar ás cordas e acabou mesmo por rapidamente desferir o golpe que acabaria por ser decisivo: bom passe de Otávio para a desmarcação de Marega que, isolado, teve tempo para fazer um ligeiro compasso de espera e depois bater sem piedade Stekelenburg.

A partir daí, soubemos manter o adversário em sentido, por forma a evitar uma avalanche ofensiva na busca do empate. Tivemos, tal como eles, mais um par de oportunidades para marcar, mas nada de escandaloso. Por volta do minuto 70, começaram as substituições e a fluidez do jogo diminuiu, como seria expectável. Vencemos e vencemos bem, em mais um jogo de preparação para a nova época.


Notas de destaque:

 - João Pedro. Não brilhou nem nada que se pareça (embora se tivesse marcado poderia ter ficado lá perto), mas mostrou muito mais que nos dois jogos anteriores. E mostrou muita vontade de ter uma fighting chance, algo que nos é sempre muito querido neste clube. Mantenho a ideia que está longe de estar preparado para ser uma primeira opção, mas talvez tenha a capacidade para evoluir o suficiente e em tempo útil para lá chegar. Talvez. 

 - Diogo Leite, uma vez mais. Ou melhor, desta vez de corpo inteiro. Considerando o seu verdor, foi muito interessante e promissora a sua exibição perante adversários de valor. Qualquer rumor em relação à sua saída não poderá passar disso mesmo, porque de crimes lesa-Clube já estamos fartos (alguns de nós, pelo menos).

 - Telles, Alex Telles. O homem está de volta e com uma missão: voltar a ser um dos mais decisivos da equipa. Impressionou-me a sua garra e disponibilidade física, considerando as amostras recentes. Voltará a ser fundamental nesta equipa. Qualquer rumor em relação à sua saída não poderá passar disso mesmo, porque de crimes lesa-Clube já estamos fartos (alguns de nós, pelo menos).

 - Maxi, que só precisou de quinze minutos para dizer que está pronto para começar. E começará, aposto. Mais para meio da época é que não sei como será, mas um passo de cada vez.

 - Os suspeitos do costume estão a regressar aos poucos. Brahimi, Marega e Abou a aquecer os motores...

 - O meio-campo dos 3Os - Oliveira, Otávio e Óliver - já funcionou melhor e com isso, fez funcionar melhor a equipa. Nenhum se excedeu, mas todos tiveram bons momentos na partida. Queria apenas ressalvar uma nota em relação a Óliver: tem de jogar mais perto da área adversária para colocar o seu bom futebol ao serviço da equipa: foi assim aquando da sua primeira passagem e assim terá de ser; caso contrário, será apenas um recuperador de bolas mediano. 




Uma vitória é sempre boa, seja qual for a circunstância. Quando as águas estão agitadas, ainda melhor "cai". Poderá ter servido para todas as partes baixarem um pouco o tom e levantarem a cabeça à procura de soluções para os muitos problemas ainda por resolver.

Sim, porque estruturalmente nada mudou. Talvez por isso vi Sérgio Conceição mais agitado e irritado do que nos jogos mais decisivos da época passada. Ninguém está tranquilo com a indefinição que se vive. 

É preciso que o treinador, que já foi perfeitamente cristalino quanto àquilo que precisa, assuma agora um auto-controle e uma serenidade que se reflicta no plantel. Bem sei que está profundamente descontente e até desconfiado do que poderá ser o seu futuro próximo, mas a bem de todos e principalmente do Clube, deve prosseguir o caminho e confiar que receberá o que pediu.

Quanto à direcção liderada pelo presidente Pinto da Costa, só tem um caminho benigno a seguir: ser mais competente e focar-se exclusivamente nos superiores interesses do FC Porto. Continuar a ser menos do que isso, simplesmente não é aceitável.


Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see
It's getting hard to be someone
But it all works out
It doesn't matter much to me

(Strawberry Fields Forever)



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




sexta-feira, 20 de julho de 2018

Poor Li'lle Porto (Algarve Cup)


O primeiro jogo deste mini-torneio de pré-temporada aconteceu esta sexta, no fantasmagórico Estádio do Algarve, contra o Lille OSC, um adversário modesto que na época passada ficou em 17º na Ligue 1. 




Retomando o fio à meada de Portimão, o Porto voltou a sair derrotado e nem nas grandes penalidades foi capaz de se superiorizar (toda uma outra questão, que fica para outra altura). Um jogo ainda mais vazio de conteúdo do que o anterior, com muitas decisões erráticas e a natural desconexão entre jogadores, amplificada pela catadupa de substituições, e do qual poucas ilações se podem retirar a não ser a mais óbvia, escrita em letras garrafais do tamanho da Torre dos Clérigos: este plantel está ainda longe de estar completo em termos da qualidade que se exige para voltar a atacar as competições nacionais (e também quantidade para algumas posições, como é sobejamente conhecido) .

Sérgio Conceição voltou a mostrar que ainda não tem o lateral-direito que exige, optando por dar a titularidade... ao central Chidozie. Mais um post-it do mister para afixar na testa da senhora SAD. Quando foi chamado, João Pedro voltou a mostrar que está ainda longe do que a equipa precisa de um lateral titular.

Na falta de soluções mais maduras, Diogo Leite voltou a mostrar serviço e parece poder ser uma excelente opção para quarto central, treinando com os "grandes" e jogando com os meninos da B. Pedir-lhe já mais do que isso, seria um crime.

Hernáni. Dado por mim como "tara perdida", parece querer mostrar que ainda pode lá chegar. Tanto em Portimão como contra o Lille, mostrou ter algo que não lhe conhecia: cabeça. Vários lances de futebol (que parece) simples, onde conseguiu pensar e decidir bem, sem as habituais precipitações. Neste cenário de escassez, talvez acabe por agarrar um dos últimos bilhetes, até porque é notório que o treinador tem algum "carinho" por ele.

Também André Pereira voltou a mostrar genica e vontade de ser opções, com boas movimentações e posicionamento muitas vezes acertado. Não se pode é esquecer que um avançado tem de conseguir finalizar para se impor. E isso desta vez não conseguiu.




Dos "consagrados", destaque inicial para o bom ritmo da Brahimi e depois para o melhor da equipa, Felipe, com 70 e tal minutos de muito acerto na liderança defensiva. Os outros, ainda têm muita gordurinha para queimar (no corpo e na cabeça...)

Já na porta de saída: Waris, totalmente perdido, descrente e inconsequente; Chidozie (já nem joga na sua posição); Mikel, muito agressivo mas nada assertivo; Adrian, dead man walking (apesar de alguns bons momentos no jogo); Ewerthon e Saidy nem calçaram...

Mas aguardemos pelo jogo de domingo, contra o bem mais poderoso Everton, para solidificar convicções. A única que se pode gravar em pedra é mesmo a do péssimo trabalho da direcção da SAD até ao momento, quanto mais não seja pelo atraso nas contratações. Mas temo que seja bem mais do que isso. E o Sérgio também, como não se cansa de mostrar - obrigado também por isso, caro mister.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quarta-feira, 18 de julho de 2018

Primeiras Impressões


Tal como a grande maioria dos Portistas, assisti ontem ao primeiro jogo do FC Porto versão 2018/19. Por azar - ou por sorte, conforme já explicarei - começamos com uma derrota, às mãos de um renovado mas muito desfalcado SC Portimonense


Foto de Catarina Morais / Kapta +

Foi o primeiro de três jogos a realizar em terras algarvias, e, longe de ter sido brilhante, também não foi particularmente preocupante de ver, no que aos processos da equipa diz respeito. Conforme se previa, Sérgio Conceição deverá manter as suas "apostas" tácticas e estratégicas, possivelmente reforçando-as com uma ou outra versão alternativa.

Dentro dos normais condicionalismos da pré-época, o que se pode retirar de mais relevante deste jogo é que ainda há muito para fazer, dentro e sobretudo fora do campo. 

Lá dentro, viu-se que grande parte dos jogadores ainda está longe do seu pico de forma. Tudo normal, digo eu. O meu destaque positivo neste capítulo vai para Soares, que parece estar dois degraus acima dos demais. Pela negativa, Telles & Marega, ainda muito "gordinhos", facto que se nota ainda mais pela sua importância acrescida no jogo colectivo. Os demais, estão "na média", uns melhores, outros piores, mas todos num evidente estado de work in progress. Nota apenas para a fraca prestação conjunta da dupla de meio-campo, Óliver e Sérgio Oliveira.

Apertando a malha para fisgar apenas os reforços, reais ou temporários (equipa B), o cenário escurece e as fragilidades do plantel campeão, já depois de desfalcado pelas saídas (Ricardo, Marcano, Dalot, etc.), saltam à vista de qualquer um que não se recuse a vê-las.

Foram boas as indicações deixadas por André Pereira, Oleg e sobretudo Diogo Leite - que parece estar pronto para ficar no plantel principal - mas quase tudo o resto pareceu muito curto para jogar no representante português na Champions League.

João Pedro não me agradou e, ao contrário do que tenho lido hoje, não parece estar pronto para ser opção principal nem secundária sequer. Saidy ainda menos, mas o tempo que esteve em campo foi insuficiente para avaliar com precisão. Aliás, como sempre digo, é insuficiente para avaliar qualquer nova entrada no plantel. E não se trata sequer do potencial dos jogadores, mas sim daquilo que conseguem oferecer no momento - duas coisas bem distintas.

Chidozie fez-me regressar à final do Jamor com Peseiro ao leme, e mais não digo. Mikel continua excessivamente agressivo e pouco assertivo, tal como Bruno Costa o foi. Ewerton não deu para perceber muito, apesar de alguns bons pormenores. Adrian é um peso morto.

Pelo meio, os pseudo-reforços de janeiro passado sobreviventes continuam a não demonstrar o porquê das suas comissões, perdão, contratações. Paulinho e Waris entraram já na fase das múltiplas substituições, é certo, mas nada conseguiram individualmente que os fizesse sobressair pela positiva.

No final, uma sempre irritante derrota, fruto de duas auto-estradas na nossa defesa (ou seria a mesma?) e da baixa eficácia ofensiva. De bom, sobrou o cheirinho inicial ao futebol do campeão e a entrega ao jogo com que a maioria dos jogadores nos brindou.


Catarina Morais / Kapta +

Dito isto, o que realmente importa salientar neste momento da época?

- Que o sangue quente de Sérgio Conceição é a minha única esperança de que o plantel deste ano seja, se não melhor, pelo menos mais equilibrado do que o do ano passado;

- Que as saídas de Marcano e Ricardo Pereira (+Dalot) estão por preencher. Não há outra forma de o dizer. Quem já chegou parece estar a milhas de poder ser opção no imediato. Como as coisas estão, Maxi será titular absoluto e sem substituto, tal como Telles. Dois acidentes à espera de acontecer, que exigem duas boas contratações para concorrer pelas posições.

- A isto acresce o facto do que, no centro da defesa, saiu também o único backup que era Reyes (e já não era grande coisa), pelo que apenas temos um central de momento e uma boa promessa que, em último recurso, poderá ser o tal backup. Mas falta um titular indiscutível para parceiro de Felipe e um outro para lutar pelo lugar.

- No meio, não se pode avaliar grande coisa, porque não estão ainda os dois mais influentes do grupo, Danilo e Herrera (eu sei, eu sei). Claro parece ser que, continuando assim, o máximo que conseguiremos será igualar o que tínhamos no ano passado. O que é curto. É essencial um sósia para Danilo e, se possível, um André Gomes com opção de compra (bombs away).

- Na frente, não vejo a propalada urgência em contratar um outro goleador, ficando Marega, Abou e Soares. Muito mais importante seria reforçar as alas com titulares ou fortes candidatos a tal.


E pronto, por agora é só isto. Reforço a mensagem de que todas as análises sobre a valia dos jogadores nesta fase são prematuras e susceptíveis de serem desmentidas mais adiante. Mas são o que são, porque mais não há para ver.

Sinto enorme vontade de abordar a política de contratações da SAD, mas vou conter-me até final do mercado. Ou até ao final do primeiro jogo oficial, a Supertaça, dia 4 de Agosto. Entretanto, vamos vendo o que houver para ver e acreditar que os muitos erros do passado, intencionais e involuntários, não se repetirão. Haja fé.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



sexta-feira, 28 de julho de 2017

De Guimarães a Portimão em 80 Linhas


Após uma curta passagem pelo México, a preparação do plantel comandado por Sérgio Conceição teve seguimento em Portugal, com muitas sessões de treino duro e dois jogos de preparação pelo meio.




O primeiro foi em Guimarães, onde pudemos assistir a uma primeira parte de muito bom nível, talvez até acima do que seria expectável por esta altura. Muitas combinações ao primeiro toque, com progressão rápida pelo meio e sobretudo pelas laterais e muitas bolas a caírem em zona de finalização.

De novo, destaco a velocidade que conseguimos imprimir às nossas movimentações e a quantidade de jogadores que colocamos em posição de fazer golo. Saliento também as recuperações de bola em zonas adiantadas, fruto de uma pressão quase sempre alta. 

Nesse período, fizemos dois golos pelo pé dos dois avançados, Soares e Aboubakar, que voltaram a alinhar juntos desde o primeiro apito bem. Voltando à concretização, pelo menos outros tantos ficaram por marcar. Voltei a gostar de ver Óliver bem subido e a recuperar muitas bolas, gostei de rever Danilo (stay put, boy!) e da acutilância dos laterais Alex Telles e Ricardo, embora este último se tenha evidenciado mais quando subiu para médio. Dos titulares, só Corona me desiludiu pelo seu fraco envolvimento no jogo.

Foi evidente o pouco acerto do adversário, mas com esses problemas podemos nós bem. Quando "vierem" adversários melhores, trataremos de responder. E à altura, espero eu. 

A segunda parte para pouco serviu, uma vez que o árbitro optou por rigor máximo e expulsou André André logo a abrir. Decisão impossível de contestar, excepto pelo tal rigor num jogo de preparação. Mostovoi não facilita, nem a feijões...

Valeu para apelar ao espírito de sacrifício dos 10 que iam estando em campo, à medida que o treinador ia rodando e dando minutos a mais jogadores. E pouco mais. Foi igualmente positivo termos evitado sofrer qualquer golo, algo que não conseguimos contra o Chivas de Guadalajara.


Catarina Morais / Kapta +



Dia de jogo: 23/07/2017, 20h30, Estádio D. Afonso Henriques, Vitória SC - FC Porto (0-2)


Os novos e os regressados:

Ricardo Pereira - jogo bem conseguido, após ser outra vez aposta inicial do treinador. Voltou a experimentar a defesa e o ataque, sempre na sua lateral direita, e respondeu bem em ambas, com destaque para o que acrescentou quando mais adiantado, até pelo contraste com o que (não) havia feito o apagado Corona. Se não sair, parece-me que está bem encaminhado para agarrar a titularidade.

Martins Indi - apenas uma dúzia de minutos em campo, sem sobressalto, o que pode indiciar que agora já é tempo de trabalhar a dupla titular e que os demais terão de esperar por uma oportunidade. Ou então, que estará mesmo de saída...

Mikel Agu - teve a mesma dúzia de minutos de Indi e tratou de procurar não complicar, até porque entrou quando o Vitória procurava pelo menos o tento de honra. Foi varrendo o que lhe apareceu à frente, incluindo adversários, e aí tem de ter mais calma para não prejudicar a equipa.

Hernáni - não, ainda não foi desta que conseguiu mostrar que se pode contar com ele para acrescentar valor. Parece-me que está a ficar sem ar para poder sobreviver no Dragão.

Aboubakar - mais um golo, bem finalizado após recuperação e ataque rápido e bons pormenores de envolvimento no jogo colectivo. Falta-lhe ser mais eficaz a distribuir ou devolver após desmarcação, para que jogadas promissoras não se esfumem nos seus pés. Bom nível.

Marega - regressou de forma um pouco inesperada (para mim), pelo pouco tempo que levava de treino. Acredito que foi a forma do treinador lhe dizer que pode vir a ser opção, se trabalhar para isso. Agora, suspeito que tenha de suar muito até que volte a aparecer...


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Seguiu-se um mini-estágio no Algarve que culminou com o jogo de hoje, onde o Portimonense foi o adversário e o fantasmagórico Estádio do Algarve o palco escolhido.

Uma entrada de rompante que atordoou os algarvios, que nesse período sugeriam serem ainda um grupo impreparado para a divisão principal. Pressão a todo o campo, velocidade, largura e bola em zona de finalização! Dá gosto ver o Porto jogar, senhoras e senhores - quem não tinha já saudades disto?

A primeira vez que a bola entrou na baliza não contou, mas devia, porque não houve posição irregular de Aboubakar. Compensação cósmica ou pura aselhice do árbitro auxiliar, não sancionou a infracção por offside de Soares no primeiro golo do jogo. Pouco depois foi Abou a cabecear e desta vez valeu mesmo. Já depois de vinte minutos de futebol ofensivo e vistoso, foi Brahimi que interceptou um passe da esquerda e ficou perante o redes adversário, que contornou sem dificuldade para fazer o terceiro.

Muito bem os laterais e a dupla do meio campo nesta meia hora de luxo (para pré-época...), sempre em combinação com os alas e os dois avançados. Houve tempo e espaço para quase todos se destacarem, fosse com golos, assistências ou passes relevantes.

No último quarto de hora da primeira metade quase só deu Portimonense, como se de um eclipse azul se tratasse. E então sim, ficou a ideia de uma equipa mais competitiva e a caminho de fazer uma temporada positiva. Quanto a nós, caberá ao treinador encontrar os "porquês" e eliminá-los sem piedade. Quando for a sério, não pode haver quebras tão acentuadas no rendimento da equipa.

A segunda parte foi a melhor das segundas partes de toda a pré-temporada. Houve mexidas, como sempre tem havido, mas ainda assim se manteve alguma coisa daquela bolina sôfrega inicial. Mais temporizado, é certo, mas sem tirar o foco da baliza adversária. Destaque para a estreia de Reyes sem pecados e para a jogada do quinto golo: passe magistral de... Herrera (socorro...) e grande desmarcação e boa finalização de Hernâni.

Muito bom ensaio, a deixar água na boca. Que venha depressa os dois próximos (Deportivo e Gil Vicente), para que a época comece de vez. Sim, estou entusiasmado com o que tenho visto. Será crime?


Foto Kapta +



Dia de jogo: 27/07/2017, 20h30, Estádio do Algarve, Portimonense SC - FC Porto (1-5)


Os novos e os regressados:

Ricardo Pereira - acutilante e ameaçador na primeira meia hora, a melhor da equipa, envolveu-se bem no ataque e recuperou sempre a preceito para defender. Começo a importar-me ligeiramente com a possibilidade de não continuar. Vamos lá fechar as portas da SAD até 1 de Setembro, pode ser?

Martins Indi - teve mais minutos e geriu relativamente bem o seu espaço, mesmo perante as rápidas investidas que o adversário conseguiu em alguns momentos. Tendo em conta que fez dupla com Reyes, que se estreou apenas hoje, diria que entrou e saiu sem mácula.

Diego Reyes - estreia muito antecipada (por mim, pelo menos), dada a curiosidade que tinha de o rever em campo ao fim de tanto tempo. Surpreendeu-me pelo acerto e concentração, qualidades que lhe faltaram sempre nas passagens prévias. Já está ligado ao clube há demasiado tempo (foi o primeiro mexicano a ser contratado pelo clube, acreditam?) para não ser opção. Não sei se é verdade que está determinado em sair, mas, a bem de todos, a solução que se encontre agora deve ser definitiva. E se sair, é preciso quem o substitua.

Hernáni - hoje sim, mostrou poder ser opção para Sérgio Conceição! Descaído sobre a direita mas a "fugir" para o meio nas costas dos adversários, conseguiu um dos golos mais bonitos da noite precisamente nesse movimento. Mais do que tudo, terá sido importante para o próprio se sentir mais confiante e conseguir mostrar o talento que sabemos que tem. Ainda mexe...

Aboubakar - mais um jogo, mais um golo. Em boa verdade, foram dois, mas um foi precocemente invalidado por offside inexistente. Melhora o "entrosamento" a cada jogo de forma visível e só lhe falta mesmo ser mais consistente no passe. O que se perdeu em dignidade, ganhou-se em reforço de peso. 

Marega - não conseguiu tornar-se relevante, apesar do empenho. Valeu pelos minutos adicionais (que, conforme escrevi acima, pensei ver passar mais tempo antes que lhe fossem presenteados).


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Não havendo saídas relevantes, creio que está encontrado o primeiro onze de Sérgio Conceição no Porto - ou melhor, o primeiro treze, porque as dúvidas parecem recair somente sobre três jogadores para duas das onze posições. Refiro-me a Brahimi, Corona e Otávio, trio de onde provavelmente sairá uma dupla titular. Os outros nove parecem seguros, assumindo o risco que estas previsões implicam: Iker, Ricardo, Felipe, Marcano, Telles, Danilo (hands-off, bitches!), Óliver, Soares e Aboubakar.

Há ainda outra coisa que me importa dizer. É um sentimento, ou melhor, são sensações que o treinador me tem provocado. Nas decisões, nas atitudes e nas palavras, por esta altura sinto uma sintonia quase inédita com Sérgio Conceição (então se comparado com o pós-AVB, até assusta). São apenas indícios, porque a época a doer nem sequer começou e tudo se pode esfumar perante um mau resultado. Pode ser, mas não me parece. Nem creio que seja a míngua dos anos recentes a sobrepor-se ao meu realismo inato: desta vez, são mesmo só bons feelings. Que se confirmem. 



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Super Copa Tecate e Cortinas de Fumo


Agora que a comitiva já deve estar a aterrar no Sá Carneiro, é o momento de fazer o balanço desta deslocação ao México.
 

Começando pela deslocação em si mesmo, sou dos que considerem inevitável passar a incorporar este tipo de digressões na pré-época. Os maiores clubes da Europa já o fazem há mais de uma década, fruto da sua enorme popularidade fora de portas, o que lhes tem permitido aumentar as receitas e a base de apoio em paragens tão distantes do velho continente como a China, a Austrália ou os Estados Unidos. 

Para um clube como o Porto, parece-me uma boa oportunidade para ir procurando escapar ao espartilho que a pequenez da nossa Liga nos impõe em termos de receitas. Além disso, são sempre oportunidades para estreitar relações com agentes do futebol noutras latitudes, que mais adiante se podem converter na descoberta privilegiada de novos talentos ou de preferência em potenciais negócios. Nunca fez mal a ninguém conhecer mais "mundo".

Disto isto, vamos ao que mais interessa. Os dois jogos disputados neste meio-torneio (a outra metade foi cancelada por desistência da Juve).



Dia de jogo: 18/07/2017, 3h00 GMT, Estadio Azul, Cruz Azul FC - FC Porto (0-0, 3-2 após gp).

Sérgio fez alinhar de início oito titulares do ano passado, fazendo entrar Ricardo Pereira para o lugar de Maxi e faltando apenas os "impedidos" Danilo e André Silva para completar esse onze mais utilizado. Alinhou Mikel na posição 6 e Corona em vez do avançado.

Foi mais interessante essa primeira parte, porque se conseguiu ver alguma ordem e lógica nas acções ofensivas, ainda que sem criar muitas ocasiões. Aliás, o Cruz Azul teve nessa altura o seu melhor período no jogo e causou alguns calafrios a Iker.

A segunda parte já foi mais caótica, culpas repartidas pelas muitas substituições que fomos fazendo e pela nova postura do adversário, que se desligou e começou a jogar mais no risco, deixando muito espaço nas costas da defesa. Nessa fase, tivemos vários contra-ataques que deveriam ter acabado em golo, com Galeno em destaque no desperdício.

Quanto à forma de jogar e à atitude em campo, notei mais velocidade nas acções, mais verticalidade pela "ganância" com que quisemos chegar a zonas de finalização. Faltou foi isso... finalizar. Vi jogadores entusiasmados e conscientes da responsabilidade de não poderem voltar a falhar. É certo que falharam nos penáltis e não deveriam, mas pelo que se "ouviu" do rescaldo do jogo, a equipa está bem ciente que não podem continuar a não-ganhar e que, para isso, é necessário readquirir esse hábito em cada jogo disputado, mesmo que se trate de pré-época.


Os novos e os regressados:

Ricardo Pereira - aos meus olhos, reconfirmou a opinião que já tinha dele antes do produtivo empréstimo ao Nice: não é um defesa lateral. Pode ser um winger excelente, quando coberto por uma defesa com três centrais, mas defesa lateral não é. Ou, se formos mais optimistas, ainda não é. Falta-lhe instinto de posicionamento defensivo e capacidade para antecipar os movimentos colectivos adversários. Esteve bem nos desarmes de 1 para 1, mas foi algumas vezes surpreendido nas costas. Já a atacar, a conversa é outra. Aí sim, tem muito para oferecer à equipa - mas, lá está, partindo de uma posição de lateral/defesa, porque não o vejo a fazer a diferença como extremo puro. Será curioso ver o que vai sair daqui. Ou se será o próprio a sair, dado o interesse crescente que tem sido ventilado.

Martins Indi - regresso positivo, exibindo aquela robustez que o caracteriza e lhe permite ganhar no corpo-a-corpo e nas alturas. Por mim, seria bom que ficasse. Mas a Premier chama por ele, pelo que suponho que partirá em definitivo.

Mikel Agu - também positiva a sua estreia, tendo em conta a posição onde joga e quem teve de substituir. Naturalmente um pouco "perdido" a espaços, mas sempre soube se recompor e seguir a lutar. Pode mesmo ser que tenha nova oportunidade (que, em verdade, será a primeira em boas condições).

Sérgio Oliveira - um dos meus "protegidos", mostrou em pouco tempo as qualidades e os defeitos que mais o caracterizam. Bem a ler o jogo e a endossar a bola, se lhe derem tempo para isso, e bom marcador de bolas paradas. Menos bem ao deixar-se antecipar quando com a bola controlada e em alguns momentos de menor concentração. Está no fio da navalha...

Hernáni - pouco feliz nesta primeira aparição, até porque marcada por dificuldades respiratórias que o condicionaram em definitivo. Venha o próximo jogo, se possível ao nível do mar...

Aboubakar - regresso positivo à equipa, muito voluntarioso e a desesperar por mostrar serviço. Já expliquei que acho inadmissível reintegrar um jogador que disse o que ele disse, mas se a opção do Clube é essa, então que seja como Carlos Tê escreveu um dia: "ao menos que valha a pena" sacrificar os nossos princípios (ou serão só meus, se calhar). Vincent tem qualidade, apesar de no seu último ano no Dragão se ter revelado demasiado perdulário. Pode ser que tenha evoluído nesse capítulo.

Galeno - muita vontade mas pouco acerto. Desperdiçou duas jogadas de golo "feito", que a serem concretizadas (por ele ou pelo desesperado Aboubakar), lhe dariam desde já outra credibilidade na difícil luta pela permanência no plantel principal. Veremos como responde nos próximos jogos.

Rafa Soares - desejava ardentemente que entrasse e se afirmasse de imediato como a alternativa a Telles, mas tal seria difícil de acontecer. Primeiro, porque Rafa teve o bom-senso de não complicar, procurando fazer apenas o que lhe competia e tudo certinho. Segundo, porque entrou num momento complicado do jogo, quando já muitos tinham saído e entrado e a desorganização reinava. Em resumo, não me deu para ver nada de relevante. Next, please.

Jorge Fernandes - o central de B que veio fazer uma perninha (porque será, senhores que acham que o plantel já está completo?) entrou para dar o merecido descanso a Felipe e esteve (aparentemente) tranquilo, integrando-se bem no sector defensivo.




Dia de jogo: 20/07/2017, 1h00 GMT, Estadio Chivas, CD Guadalajara - FC Porto (2-2).

Início com dois avançados, Soares e Aboubakar, que se traduziu quase de imediato no primeiro golo. Desatenção e perda de bola de um adversário em zona proibida e Aboubakar a receber bem, ganhar espaço e finalizar com categoria. Talvez impulsionado por esse conforto madrugador, a equipa partiu para uma exibição muito agradável na primeira parte, com muitas combinações vistosas e vários lances para ampliar o marcador, com destaque para um remate na trave, outra vez do camaronês. Ainda assim, conseguimos chegar ao segundo, após uma brilhante jogada colectiva finalizada por Otávio... de cabeça! Destaque para a boa exibição de Óliver, talvez o melhor nos 35 minutos que esteve em campo.

A segunda parte foi bem diferente, para pior. Brahimi, que desta vez não fez parte dos planos iniciais, entrou e assumiu o protagonismo, à semelhança do que tinha feito na primeira parte do jogo contra o Cruz Azul. O resto foi um pouco mais desorganizado, em especial em fases defensivas, o que nos custou dois golos. O primeiro foi uma desatenção colectiva, com o Chivas a marcar um livre de forma rápida e apanhar todos em contra-pé. O segundo foi um bom golo, mas igualmente iniciado fruto de alguma desconcentração nas marcações. 

Foi pena porque, tudo somado, fomos a melhor equipa. Voltamos a adiar o recomeço do hábito de ganhar. Entende-se o desgaste, as novas ideias e todas as demais atenuantes. Não é sequer preocupante, porque se viu coisas bem interessantes. Mas o hábito, a exigência de ganhar sempre, esses ficaram para outras núpcias. Que não demorem, é o que peço.


Os novos e os regressados:

Ricardo Pereira -Voltou a ser titular e esteve outra vez bem a atacar (sem ser exuberante) mas mais acertado a defender. Anseio pelos próximos capítulos, se os houver.

Martins Indi -Jogou toda a segunda parte, voltando a denotar segurança e acerto, com o devido desconto de ser pré-época. No entanto, também fez parte do conjunto de sonecas que se deixaram bater nos golos.

Mikel Agu - Só 15 minutos, para ganhar mais minutos e pernas. Pouco deu nas vistas, porque procurou equilibrar (e equilibrar-se).

Sérgio Oliveira -Entrou após o intervalo e desde logo procurou assumir as despesas do jogo, sempre disponível para atacar e recuperar a bola. Algumas movimentações interessantes, dono de quase todas as bolas paradas, mas sem conseguir verdadeiramente brilhar.

Hernáni - desta vez começou a titular e teve 35 minutos para mostrar serviço, mas ainda não foi desta. Nota-se que precisa de espaço e de tempo para se afirmar, mas temo que ambos escasseiem no que lhe diz respeito.

Aboubakar - o mais influente da equipa, com um bom golo, uma bola na trave e bons envolvimentos ofensivos. Parece estar mesmo apostado na redenção.

Galeno - substituiu Soares ao intervalo e voltou a mostrar-se muito disponível, ansioso até, para demonstrar que merece uma oportunidade. Não sei se o conseguiu, mas de falta de empenho ninguém o pode acusar.

Rafa Soares - Jogou o último quarto de hora e desde logo se envolveu nas acções ofensivas pelo seu flanco, onde teve Brahimi e JC Teixeira como companhia. Procurou jogar simples, o que se recomenda. Foi no seu território que nasceu o lance do segundo golo, ainda que a culpa maior seja de JC Teixeira.

Vaná - estreia absoluta mas algo ingrata, porque sofreu um golo que dificilmente poderia evitar. Fica o registo de uma boa intervenção.

Jorge Fernandes - dez minutos finais e voltou a não tremer, mas foi também no seu turno que chegou o empate. Haverá de ter mais oportunidades, num futuro não muito distante.


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Por cá, os tentáculos do octopus orelhudus ainda mexem. E muito.

No que toca aos delegados da Liga, Bernardino Barros tem andado em cima "deles" como um pitbull atiçado. É assim mesmo que se os desmascara. Recomendo a leitura dos seus vários posts sobre o tema, que apropriadamente apelidou de Purga, baptizou  nesta sua página de facebook. E que leiam também o que desabafaram os ex-delegados Ana dos Santos e César Pereira. Ataca BB!




Noutro plano, a propaganda candeeira continua a lançar granadas de fumo para enganar a populaça mais estupidificada pelo brilho dos tretas desta vida. Porque está bem explicado tal como está, reproduzo o que vem escrito no Dragões Diário de hoje:

"Manobras de diversão
 

A comunicação do Benfica tem procurado contaminar a opinião pública com uma ideia peregrina: era o Tribunal Arbitral do Desporto que tinha competência para julgar o recurso de Pinto da Costa no processo ‘Apito Final’. Fê-lo quer através das suas famosas “fontes oficiais” (que, até ver, permanecem anónimas), quer pela voz dos seus cartilheiros, como André Ventura. 

Julgamos que isto já ficou bem claro, mas voltamos a explicar para que os mais incautos não possam dizer que não foram informados: o que motivou a decisão de maio de 2011 do Tribunal Administrativo de Lisboa - que considerou inexistente o acórdão de 4 de julho de 2008 do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol que negava provimento ao recurso de uma deliberação da Comissão Disciplinar da Liga apresentado por Pinto da Costa - foi a ilegítima constituição e funcionamento daquele órgão da FPF a partir do momento em que o seu presidente, com toda a legitimidade, encerrou uma reunião que seria depois pretensamente continuada à sua revelia. Esta decisão em nada se relaciona com o teor do processo. 

Nesse sentido, considerou o Conselho de Justiça que, face à deliberação do Tribunal Administrativo, transitada em julgado em dezembro de 2016, lhe cabia reapreciar aquele recurso e produzir um acórdão que, ao contrário do anterior, não carecesse de legalidade. Foi isso que aconteceu. O Benfica alega que a apreciação desse recurso caberia ao Tribunal Arbitral do Desporto, ignorando (porventura deliberadamente) que essa instituição só entrou em funcionamento em 1 de outubro de  2015 e que a lei que a regula (lei n.º 74/2013) inclui uma norma transitória que é bastante clara em relação aos processos cujo julgamento é sua competência: “1 - A presente lei aplica-se aos processos iniciados após a sua entrada em vigor. 2 - A aplicação da presente lei aos litígios pendentes à data da sua entrada em vigor carece de acordo das partes”. 

Tendo isto em conta, o discurso que o Benfica tem produzido ao longo dos últimos dias sobre este assunto só pode ser lido de duas formas: 1) ou é revelador de uma profunda ignorância jurídica; 2) ou não passa da tentativa de criação de uma manobra de diversão que só pode ter como objetivo desviar o foco da opinião pública sobre o que verdadeiramente atormenta os dirigentes daquele clube – os esquemas de eventual corrupção e tráfico de influências que têm sido denunciados no Universo Porto da Bancada. Até porque, como eles bem sabem, o melhor ainda está para vir."


E assim vai o mundo. Há que continuar a cerrar fileiras e a destapar-lhes os podres. Recomendo o uso de máscaras de gás ou, no mínimo, de uma mola no nariz.




Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

De Amarelo e com Mais Pedalada


E logo a dobrar! Quis a providência cósmica que os astros se alinhassem de forma a que as equipas de futebol e de ciclismo vestissem de amarelo e mostrassem significativos progressos em simultâneo uma com a outra. 




E é já aqui que paro de escrever sobre ciclismo, menos pela falta de interesse sobre a modalidade do que pela falta de conhecimento para o fazer. Vestem de azul e branco e usam o meu emblema ao peito, pelo que é sempre um prazer vê-los ter bons resultados e disso dar conta. Ouro sobre "amarelo" seria conseguir manter a amarela num dos ciclistas da equipa até final da Volta. Como prémio, mandava-se pintar o Lambo de azul e branco com um dragão dourado no capô.





Avançando para o futebol, foi uma agradável surpresa para mim (e para muitos, suponho) a exibição de ontem em Guimarães contra o Vitória local. A primeira metade teve coisas interessantes e a mais interessante de todas terá sido mesmo a sua duração. Não foram obviamente 45 minutos à Porto, mas em cerca de 30 (divididos por vários períodos) jogou-se benzinho e houve salpicos de genialidade e bom futebol. Ambos os golos resultam de grandes trabalhos individuais, primeiro por Corona sobre a esquerda e depois pelos olhinhos do pé de Otávio. Ambos acabaram por proporcionar (ainda que de forma diferente) oportunidades que André Silva não desperdiçou (o nosso ÁS, aproveitando a feliz "criação" de um amigo). 

Mas houve mais para lá dos golos. Houve fluidez no jogo, muita gente a cercar e a "invadir" o castelo vitoriano e algo parecido com uma defesa sincronizada. É neste sector que por agora moram os piores fantasmas. A questão dos centrais é mesmo central, mas as laterais também podem vir a dar que falar. Importante mesmo é que rapidamente consigam funcionar como "um só corpo".

Com a segunda parte vieram as substituições, mais espaçadas e em menor quantidade, e o jogo ressentiu-se. Mas não logo no recomeço, onde do nosso lado apenas entraram Adrián e Layún para os lugares de Otávio e Danilo. Alterou-se o esquema mas não o rendimento. Adrián está ainda longe de se assumir como solução consistente mas deu uns passos nessa direcção. Arrancou uma expulsão (não consumada) após grande passe de Corona e envolveu-se no jogo da equipa, coisa rara nele.

Destaques individuais para os "reforços" Otávio e Telles, o primeiro a subir a cada jogo que faz (que passe aquele...) e o segundo a fazer a primeira exibição convincente e indicativa dos seus pergaminhos, espero que a primeira de muitas. E ainda... Adrián. Duas grandes toladas e alguns sinais de que as notícias da sua morte futebolística possam ter sido exageradas.

Quanto aos "velhos", José Sá e Corona de novo bastante bem, André André subiu muito de rendimento e evidentemente o nosso AS, que começa a dar forma à peça do puzzle de grande avançado que ainda lhe falta: marcar golos.

Menos positivo o ensaio para Maxi, JC Teixeira e Rúben. Nada de preocupante, mas a rever.



Divido os destaques entre os golos de André Silva e as oportunidades para fazer mais, estas últimas repartidas por todo o encontro e por vários jogadores, desde o próprio AS até ao inesperado Adrián, passando por Felipe. Os verdadeiro sintomas das melhorias. Jogar, marcar e criar oportunidades. Já soube a campeonato e já fizemos mais em Guimarães do que nos últimos três anos.

Por último, se na derrocada contra o PSV fiz questão de salientar a grande valia do adversário, agora também não posso deixar de referir a fragilidade actual do Vitória. Pouco para quem começa o campeonato contra o grande rival, mas isso é problema deles. E não retira nenhum mérito ao que nós fizemos no jogo, apenas o contextualiza melhor. 


Segue-se a apresentação no próximo sábado, em casa contra o Villareal, onde espero poder assistir a novo salto qualitativo no jogo colectivo. Bilhetes para a festa já a seguir.



Duas notas finais:

 - Um abraço portista ao herói Hugo Laurentino que foi agraciado pela sua maior defesa de sempre, a defesa de uma vida humana (agradecido, Anónimo);

 - Condolências à família e amigos do Senhor Professor Mário Moniz Pereira, que para além de todos os méritos desportivos que lhe são reconhecidos, foi também (sobretudo?) uma grande pessoa.



Do Porto com Amor



quarta-feira, 27 de julho de 2016

Nada a Declarar


"Nada" é capaz de ser exagero mas, observando de fora, pouco se retira do jogo de hoje contra o Bayer 04 de Leverkusen. Ainda assim, marcou o encerramento de mais um capítulo desta pré-época. Por esta hora, a comitiva estará já de regresso ao Porto.




Não significa isto que não se tenha evoluído desde a última exibição pública, contra o Vitesse. Muito do trabalho que se faz nesta fase só dá frutos visíveis mais adiante. Além disso, começar com onze jogadores e acabar com outros onze não ajuda a perceber a real evolução da equipa. Mas, como sempre, há notas que relevam sobre as demais:

- José Sá voltou a afirmar que deve ser levado a sério como real opção para a baliza;

- Felipe tem qualidades que podem fazer dele uma boa solução mas ainda tem muito que aprender - e o jeito que (lhe) dava ter ao lado um central de qualidade para acelerar essa aprendizagem. Enquanto não tem, é bom que lhe trabalhem a cabeça porque hoje já deu sinais de ter ficado afectado pelo jogo menos feliz contra o PSV;

- Otávio subiu mais uns pontos. Nesta altura parece totalmente seguro no plantel e já na luta pela primeira titularidade oficial;

- Bueno voltou a estar bem e deve ter garantido em definitivo um lugar no plantel. Oferece de facto coisas diferentes à equipa, resta saber quanto tempo durará até à próxima lesão...

- Varela está longe de estar preparado para ser defesa - e nesta fase da carreira, exigirá um grande esforço para que consiga lá chegar;

- Layún está nesta fase bem melhor do que Telles e será expectável ser ele o dono da lateral esquerda quando a época arrancar;

- Adrián voltou e... foi Adrián. Tendo as expectativas (sempre elas) o mais baixo possível, não me pareceu "muito mal", mas será que chega como critério? Se ninguém "lhe pegar", mais vale mantê-lo e tentar recuperá-lo do que o deixar cair no esquecimento.

- Marcano, Reyes e Chidozie não servem. Ponto. Em último recurso, o nigeriano poderá ser o quarto central e rodar na B - apenas e só;

- Herrera, Brahimi e Aboubakar são candidatos óbvios a serem vendidos. Pelo valor de mercado mas também (e sobretudo) pelo que não acrescentam à equipa. Eu apostaria em vender este trio rapidamente, ainda que com algum "desconto", apostando de seguida em reforçar o plantel com duas contratações relevantes: central e goleador;

- Josué e Hernâni provavelmente já se juntaram a Indi e Quintero na porta de saída.

A primeira parte chegou a ter momentos interessantes, pese embora a evidente falta de consistência defensiva. Desta vez a eficácia suprema esteve do nosso lado logo no início e faltou ao adversário. Ambas as equipas criaram situações para fazerem golos mas apenas um entrou. Apesar da fragilidade atrás, já nos assemelhámos a uma equipa profissional.

O segundo período foi uma absoluta miséria, mais se parecendo a um solteiros-casados na manhã seguinte à festa da aldeia. Em especial da nossa parte, chegou a ser assustadora a falta de controlo sobre o jogo. Acabou por empatar o Leverkusen, fazendo justiça ao que se passou em campo. Tudo normal e ainda aceitável.

Admitindo como definitiva a premissa de que NES quer ficar apenas com 21 jogadores de campo, eis o meu ponto de situação agora que terminou o estágio fora de portas:




Fica claro que não me conformo com a miséria que se prepara para ser, um ano mais, o nosso centro da defesa. É evidente que um ou vários dos que arrisquei riscar podem continuar de dragão ao peito, quanto mais não seja por falta de pretendentes. Mas rezo pelo contrário. 

Admito que muito possa estar preso pelo apuramento ou não para a Liga dos Campeões, mas haverá sempre um círculo vicioso a pairar sobre qualquer decisão: não investe porque não sabe se entra - arrisca não entrar porque não investe.


Jogo à parte, registei (e gostei d)a postura de Evandro nas entrevistas mais recentes. Não me iludo porque não será fácil a sua adaptação, mas entendo que pessoas assim fazem falta ao clube.

E um andamento final para me despedir e desejar as maiores felicidades ao grande andebolista Gilberto Duarte que tão bem serviu o nosso emblema. Obrigado Gil e até qualquer dia.



Do Porto com Amor




segunda-feira, 25 de julho de 2016

TGV - Treino Ganho ao Vitesse


Depois de um fim-de-semana longe da tecnologia, nada como regressar a casa e abusar dela para pôr a "leitura" em dia.




Foi uma espécie de viagem no tempo a minha, uma que faço com relativa frequência mas que devolve sempre parte do meu consciente (ou será sub?) à minha infância, ao tempo em que os animais falavam (pelo menos eu falava com eles), tanto que era o tempo que havia para matar na quietude dos dias de verão, que se sucediam belos, quentes e iguais, como se saídos de um mesmo molde forjado algures no início dos (meus) tempos. Havia os 2 canais, a rádio e os jornais, pois claro. Mas pouco me interessavam, excepto em momentos muito precisamente identificados: a TV nas manhãs de fim-de-semana, os jornais se tivessem as 7 diferenças e a rádio quando havia relato do meu Porto

Desde essa "era" até hoje quase tudo mudou. Eu, a televisão, os desenhos animados (mas o que é "aquilo" a que as crianças de hoje assistem?), os jornais e o Porto. Todos envelhecemos, uns com maior graciosidade do que outros, e todos fomos varridos pelas novas tecnologias que fizeram do "", do "instantâneo", do "olha eu aqui a fazer isto" e do "sempre ligado", os novos mantras que com maior ou menor intensidade vão comandando as nossas vidas. De certa forma, a monotonia mantêm-se. Estamos sempre ansiosos por novidades, pelo que se acabou de passar (ou ainda nem se passou, em directo é que é). Mas no fundo é sempre igual. A monotonia da novidade.

No Porto vive-se um momento de passagem. Elementos do velho e do novo mundo, do antes e do agora, colidem com estrondo em vez de se abraçarem harmoniosamente. E é o clube quem paga as favas.

Tenho cada vez mais a convicção plena de que Pinto da Costa e a sua direcção já esgotaram o seu prazo de validade, enquanto rezo baixinho para que não. São demasiados sinais e evidências, disseminados um pouco por todas as áreas do clube. Pior do que isso, não houve quem ousasse apresentar-se como alternativa quando o momento chegou. O clube continuou assim inevitavelmente "refém" do seu enorme sucesso passado, a repetir receitas analógicas e anacrónicas nos dias do digital.




E com isto chegámos ao jogo de sábado com o Vitesse. Que aliás era onde queria ter começado... mas tinha qualquer coisa a querer sair. Já está.

Decididamente marcado por tudo o que li e ouvi, comecei a ver o jogo já com as expectativas muito em baixo. O que foi bom, porque as expectativas são a chave da felicidade (isso fica para outra vez). E nessa medida, fiquei até agradado com o que vi nos primeiros 20, 25 minutos. Não se jogou assim "tão mal", pensava eu. 

Claro que o adversário era o modesto SBV Vitesse de Arnhem, claro que chegávamos à área sempre com gente a menos, claro que jogámos sem centrais, mas... nem tudo era negativo. A começar (mais uma vez) pela atitude e predisposição que se percebe nos jogadores, como se já bem conscientes do momento que o clube atravessa e da enorme responsabilidade que lhes recai sobre os ombros para reverter a situação. Extensível aliás ao próprio Nuno (que será a fonte ele mesmo), que começo a gostar de ouvir pela coerência a aparente desassombro.

Depois, bom depois a coisa descambou um pouco até ao intervalo. E um pouco para lá dele. Admito que o calor e as cargas físicas tivessem pesado, mas acontece que o adversário também estava em circunstâncias idênticas. E não passou do nono lugar do campeonato holandês. Isso, contextos.

Duas bolas nos ferros poderiam ter ditado desfecho idêntico ao do jogo anterior (com os campeões holandeses... contextos...). Não entraram, azar deles, sorte a nossa. Houve sim uma espécie de reviravolta, fruto do refrescar da equipa, da mediania do adversário e de alguma felicidade. Como sempre, a diferença esteve em fazer (ou não) golos. E ganhámos. Sempre bom, sempre bom. Venha o Leverkusen.


Algumas notas:

- À atenção do roupeiro do clube: é favor não voltar a esquecer de tirar o cabide da camisola do Iker antes de lha entregar! O hombre é um distraído e depois entra em campo e não se consegue mexer...

- Interessante esse tipo que contratámos para defesa esquerdo... rápido, bom a centrar, remate espontâneo, barba bem aparada... só não percebo para que fomos contratar o Telles também...

- Um mimo a dupla Reydozie... mas para o próximo jogo sugiro testar um unicórnio com um duende de jardim, talvez a coordenação melhore um pouco!

- Varela a lateral... só mesmo como excepção ou em desespero. Parece-me, mas posso ainda estar enganado.

- Não vou voltar a falar do Rúben a seis, prometo. Até porque ele não o é. A não ser que não tenha de defender... mas aí já não será um seis...

- Está melhor o André André, a querer regressar ao ponto onde começou. Esperemos que sim.

- Hernâni, em quem deposito algumas esperanças, tarda em justificar a permanência no plantel, apesar de um par de bons momentos na partida (é preciso mais, durante mais tempo). Octávio convenceu-me um bocadinho mais neste jogo, ainda que não o suficiente para já confiar nele.

- Interessante a dupla Herrera - JC Teixeira no meio campo mais recuado, sobretudo por ter resultado com aqueles jogadores. Mas lá está, não tiveram que defender grande coisa. Noutro contexto, não sei se funcionará. Mas valeu pela experiência.




- Bom regresso de Bueno ao activo. Falta-lhe jogo físico e é quase desesperante estar a rezar para que nenhum adversário lhe dê um encosto sempre que vai a uma bola... mas com ela no pé, faz coisas úteis para a equipa, que até agora ainda não vi mais ninguém fazer.

- André Silva marcou! Mas na ala, não vai marcar muitos... e ficámos sem ala... a não ser que seja esse o objectivo...

- Corona entrou bem, fez até um golo, mas foi de Brahimi (suspiro) de quem mais gostei. Pena não gostar dele, Yacine... 

- Bons passes a rasgar de Josué. Pena eu não gostar dele. Sim, já deveria estar a procurar clube. 

- Bons pormenores de Abou em combinações. Pena não fazer golos. Sim, já deveria estar vendido.

- Não jogou Felipe porquê? (sem maldade na pergunta)


E por fim, que camisola tão, mas tão bonita é a nossa, senhoras e senhores! Aliás, todo o equipamento é lindíssimo. Mas a camisola... obrigado por ela, New Balance.


Já de volta à "magia" do instabook-umatweet, prometo voltar logo após o jogo com o Bayer Leverkusen, já com Adrián e quem sabe se já com Rafa, Óliver e dois centrais de jeito. Até lá.



Do Porto com Amor



P.S. - peço sinceras desculpas pelo título da crónica, mas com este calor já não dava para mais...




sábado, 23 de julho de 2016

Holandês Perfumado, Dragão de Papel


Ontem foi a minha primeira vez com o Porto de Espírito Santo. E como muitas vezes sucede nestas estreias, não foi bom. Aliás, como muitas vezes sucede nestas estreias, fiquei a pensar se é a isto que o "resto do mundo" se refere com tamanha gula e êxtase. Certamente não será. Ou será?


marcas tu ou marco eu?

É que, como também costuma suceder nestas andanças, é preciso insistir para se compreender onde está a beleza da coisa, para descobrir os petites je ne sais quois que fazem toda a diferença. 

É a isso que me agarro neste momento: acreditar que há uma centena de afinações por fazer que finalmente farão toda a diferença. Concentrando-me exclusivamente na equipa, no treinador e no futebol e abstraindo-me do que se consta (e quase se adivinha) que se vai passando mais acima.

Sobre a derrota sem espinhas de ontem, importa-me começar por esclarecer uma coisa que muito boa gente (e má também) não sabe (ou faz-de-conta): este PSV é uma bela equipa, ao nível das melhores que já tivemos, com bons e muito bons jogadores em todas as posições e que quase nada se alterou em relação ao ano anterior. Jogam juntos e bem há tempo suficiente para destroçarem qualquer grupo de gajos porreiros que lhes apareça pela frente. Que é o que nós somos por esta altura, um grupo de malta cheia de boas intenções mas vazia de jogo colectivo.

Dito isto, olhemos agora para os nossos.

Entradas em jogo interessantes em ambas as partes a nível da atitude, com pressão alta a condicionar a saída de bola do adversário. Fossem eles também apenas um grupo de bons rapazes e provavelmente tinha resultado. O problema é que são uma boa equipa de futebol profissional, com confiança e paciência suficientes para encarar sem receios as dificuldades que o jogo lhes apresenta, resistir-lhes e ripostar a seguir. 

Bastou essa resposta (com um golo) para destruir a máscara feroz de um dragão de papel e por a nu o que realmente somos: um grupo de bons rapazes ainda sem identidade própria, uma crisálida a meio caminho entre a larva basca e a borboleta com que todos sonhámos. Foi bom para o nosso Reininho, que assim ganhou novo significado (já tinha um?) para a sua Ana Lee.

Aos meus olhos, tratou-se essencialmente disso. Um projecto de qualquer coisa contra uma ideia sólida e com provas dadas.

O que eu vi:

- uma defesa sem o mínimo de ligação entre os seus elementos - normal dadas as circunstâncias;

- um bom central a precisar de tempo para entender e se adaptar ao futebol europeu - normal blá blá;

- um lateral direito sem pernas para jogadores rápidos - normal, dada a idade;

- um lateral esquerdo que me deixou preocupado - pouco normal...

- um Evandro a trinco - importa-se de repetir?

- um Herrera a atrapalhar-se e a atrapalhar...

- uma equipa sem extremos de raiz a afunilar o jogo para onde há mais adversários - mau princípio.


Mas também vi:

- uma "equipa" com vontade de jogar e ter sucesso, ainda que sem saber como;

- muitas soluções para o meio, demasiadas até, mas nenhuma que me convença desde já que será o novo Óliver (se escrevesse Deco batiam-me e com razão);

- muita gente com valor no banco e mesmo assim uma muito razoável equipa inicial.


O que eu não vi:

- um segundo central com que o recém-chegado possa fazer uma dupla decente, mas...

...vi Indi, o único candidato credível, a não ser utilizado mais uma vez - aberrante é o mais suave que posso escrever sobre mais esta rábula...

- um trinco para fazer sombra a Danilo (Rúben não é trinco raisvosf...);

- um avançado capaz de me tranquilizar quanto à sua capacidade actual de fazer muitos e variados golos. André Silva é uma grande aposta, coerente, acertada e para manter mas precisa de alguém mais maduro para lhe dar espaço para crescer;


Como bem diz o tasqueiro mais gourmet da bluegosfera, três secos doem sempre, não há como negá-lo. E (digo eu) não auguram nada de bom. Mas, lá está, ainda há tempo - para mim a época começa com o playoff da Champions. E se um mérito teve o jogo de ontem, foi o de esfregar na cara da SAD as muitas carências de que (mais uma vez) ainda padecemos. Na esperança de que ponham a mão na consciência (deixando os bolsos em paz, por uma vez) e tratem de fazer aquilo para que forem empossados.

Nuno e a equipa beneficiam de toda a minha tolerância, que não sendo muita, é a máxima que tenho sempre para qualquer nova equipa. Mas para a SAD não, tolerância zero. Não têm culpa de não terem tido adversários nas urnas, mas tal não lhes retira uma grama das responsabilidades com que se comprometeram ao assumir novo mandato.

Amanhã dificilmente terei possibilidade de ver o jogo é só domingo à noite o poderei fazer, pelo que não me pronunciarei antes disso. Mas conto com um resultado oposto ao de ontem. Já veremos.



Do Porto com Amor