terça-feira, 18 de setembro de 2018

No Tempo dos Empatas


Schalke 04 e Chaves, dois jogos, dois empates. Mudou radicalmente o contexto, manteve-se a confrangedora incapacidade da equipa para jogar futebol (com o mínimo) de qualidade. Quo Vadis, Porto de Conceição?




Começo pelo fim. O campeão português estreou-se hoje na mais importante prova futebolística de clubes do planeta, a Champions League, com um empate fora, na inesquecível Arena Auf Schalke.

Quem não tenha visto o jogo, dirá com grande probabilidade que não é um mau resultado tendo a qualificação em vista. E não é. A não ser que o Schalke venha a perder os seus restantes dois jogos caseiros, é um desfecho que em nada compromete as nossas aspirações. Começamos portanto sem atrasar nem adiantar.

O problema, o grande problema, é que voltamos a não jogar um caracol. Vindos de um intragável empate com o Chaves no Dragão (que também não comprometeu em nada a nossa continuação na Taça da Liga), voltamos a demonstrar uma intranquilidade e um desnorte difíceis de entender. É normal o nervoso miudinho a cada estreia na prova milionária, mas isso é algo passageiro, que desaparece após uns minutos de jogo.

A inultrapassável dificuldade para construir jogo e ligar sectores a propósito é que já não se percebe. E ainda menos a intranquilidade em momentos de pouca pressão, como quando na circulação da bola pela defesa e meio-campo recuado. Ou as incontáveis atrapalhações de quase todos os jogadores, desde as precipitações de Iker ao chuto na atmosfera de Herrera, com dezenas de outros pequenos erros não forçados pelo meio que, todos somados, resultam numa fragilidade excessiva e difícil de entender.

Não vale ainda a pena recapitular a paupérrima pré-época no que toca ao reforço do plantel, mas é preciso recuar até aí para tentar deslindar o que se passa com o grupo e, em particular, com Sérgio Conceição. A expulsão no último jogo ao intervalo é apenas o culminar lógico da sua atitude no banco, também já com alguns salpicos nas conferências de imprensa. 

Aos meus olhos, Conceição é neste momento um treinador que se sente desconfortável no seu papel de treinador do Porto. Tendo ele o feitio emotivo que todos lhe reconhecem, não consegue (ou não quer) sequer disfarçar. O pior deste estado de coisas é que aparentemente lhe acaba por tolher o raciocínio e o leva a tomar decisões durante o jogo menos do que óptimas, para ser suave. E, provavelmente, passa para os jogadores - os seus jogadores, que justamente o reconhecem como o seu líder - esse seu desconforto e intranquilidade.




Sendo claro, esta equipa alemã foi hoje uma equipa pouco mais do que vulgar, que teria muitas dificuldades em manter-se na primeira liga alemã se entretanto não melhorar muito (e certamente o fará). Um Porto próximo do que foi o ano passado teria vencido este jogo com alguma facilidade. Começando pelo aproveitamento dos lances de bola parada, com destaque óbvio para a penalidade falhada por Telles. O Porto actual não mereceu mais e teve até alguma felicidade em apanhar um árbitro que não quis saber do ambiente caseiro para nada e marcou (bem) o que viu.

Se alguma melhoria se viu hoje, foi a capacidade de luta que individualmente já se viu em muitos jogadores, tanto nos lances corridos como de bola parada. Temo é que seja ainda apenas um boost decorrente de estar a jogar na Champions, mas pode ser que não. Já veremos no Bonfim como vai ser.

É difícil de entender os motivos que levam a que quase toda a equipa (titulares e quem entrou) se apresentem abaixo do seu normal (já nem sequer falo em boa forma). Um ou outro é o habitual em qualquer equipa; quase todos já dá que pensar.

Deixando Iker de fora disto (apesar das tais precipitações incompreensíveis), como se explica que Telles, Felipe, Sérgio Oliveira, Herrera, Aboubakar, Marega não tenham simultaneamente um rendimento aceitável? E mesmo os que estão um pouco melhor, como Maxi e Brahimi, também não estão propriamente ao seu nível. Porquê? Coincidência terrível? Hard to buy. Há qualquer coisa de significativa a passar-se no ou com o grupo. Tem de haver. 

O lance do golo sofrido é o exemplo perfeito daquilo que tento dizer. Sucessão de disparates, equívocos e hesitações difíceis de entender, desde a ridícula perda da bola na área contrária até que ela se deteve, descontraída e importunada, no fundo da nossa baliza. Dá a sensação que os jogadores ou não sabem bem o que fazer ou então o que lhes é pedido não se adequa ao que o jogo "pede"; algo que colide frontalmente com o que se passou na época passada.

Mais do que saber o que realmente se passa, quero é que tudo se resolva rapidamente e que o grupo reencontre o Norte. Já em Setúbal, de preferência. Porque no campeonato cada ponto perdido vai ser o cabo dos trabalhos para recuperar.



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Notas DPcA 

(por ordem cronológica)


Dia de jogo: 14/09/2018, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - GD Chaves (1-1)



Nota (6): Vaná, João Pedro, Herrera, Diogo Leite, Danilo, Brahimi (>64'), Hernáni (>72') 

Nota (5): Telles, Maxi, Felipe, Otávio (<84'), Corona (<60'), Adrian

Nota (-): Aboubakar (>84')

Sérgio Conceição (5)

A "sorte" desta vez abandonou-o. Podemos acusar árbitro de erros grosseiros, adversário de anti-jogo e a Rússia de invadir a Crimeia e sendo tudo verdadeiro, nenhum dos factos justifica uma exibição tão frouxa e descaracterizada e a incapacidade para marcar mais golos a este pequenito Chaves. 

Certamente que fomos melhores, certamente que poderíamos ter vencido ainda assim. No entanto, o essencial é que a jogar ASSIM serão mais as vezes em que não ganharemos do que as que sim. A equipa está mal e não o consegue disfarçar. A rever com muita urgência.




Outros Intervenientes:


Fui dos que antecipou uma boa carreira para Daniel Ramos, mas neste momento devo reconhecer que talvez me tenha enganado com aquela época que fez no Marítimo. Compreendo que não poderia vir ao Dragão levar mais cinco, mas o que é demais, é moléstia. Demasiado pequenino para poder aspirar a vir a ser grande, digo eu.

Desconhecia até este jogo quem era Vítor Ferreira e sinceramente preferia continuar sem conhecer. Postura em campo que denuncia as evidentes insuficiências que o definem enquanto juiz. Demasiados erros com influência no resultado (para ambos os lados, diga-se, embora com mais razões de queixas para o Porto), incapacidade de liderar pelo exemplo, dificuldade gritante em ajuizar cada lance. Quem o trouxe até aqui e fez dele um árbitro de futebol profissional que se explique. Eu só quero que não se cruze connosco mais nenhuma vez.


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Dia de jogo: 18/09/2018, 20h00, Arena Auf Schalke, Schalke 04 - FC Porto (1-1)



Iker (6): Bem entre os postes, mas com erros na reposição da bola que não dá para entender. Ás vezes, fica difícil acreditar que acumula tanta experiência.

Maxi (6): Foi a todas, como sempre, mas por várias vezes se distraiu e chegou tarde à sua área de actuação defensiva. Talvez se tenha esquecido que já não tem as pernas que tinha aos vinte anos.

Alex Telles (5): Continua uma sombra do que é, com a agravante de ter desperdiçado um penálti por clara má marcação. Vouta prá nóis, tá?

Éder Militão (7): Estreia na Champions e quase parecia o mais experiente. Bem em quase todas as suas acções, só a menor (e compreensível) falta de entrosamento com Felipe deu alguma preocupação. Grande futuro pela frente.

Felipe (5): Esteve numa roda-viva, ou melhor, numa montanha russa de lances bem e mal decididos, alguns que quase mudavam o marcador (em ambas as balizas). Tem de esquecer a canarinha e voltar à sua realidade, até para que um dia possa lá voltar.

< 75' Danilo (7): Muito bom regresso à alta competição, já descontando a falta de forma devida à longa paragem. Não sei se foi o melhor em campo, mas foi claramente o melhor da equipa.

Herrera (5): Não tenho memória curta, começou muito bem a época (até foi o MeC contra o Moreirense). Mas neste jogo (e no anterior, em menor escala) voltou a ser Errera: trapalhão, despropositado e comprometedor. O que se seguirá?

Otávio (6): Teve a frieza para conseguir o empate na segunda grande penalidade, o que obviamente é de realçar sobretudo pelo antecedente. Mas se dependesse de mim, já não estaria em campo por essa altura. Se a primeira metade foi razoável, na segunda desapareceu até ser chamado a este lance. E depois até "regressou" ao jogo, mas só depois. Pouco.




< 82' Brahimi (6): Sempre muito cercado nos terrenos centrais que pisou durante a primeira hora, foi ainda assim tentando furar e ganhar terreno. Já mais descaído na lateral, conseguiu um pouco mais de espaço, insuficiente para brilhar como tanto deseja.

< 64' Aboubakar (5): Quase sempre desligado da equipa e longe da acção, não sei se por culpa própria, da equipa ou 50/50. Mas o certo é que quase não "produziu" jogo, limitando-se a fixar a atenção dos defesas contrários. Saiu bem pela exibição, mal pela ausência de banco à altura.

Marega (6): Um bocadinho melhor, mas sem ser ainda decisivo como foi. Corrijo, foi sobre ele a segunda penalidade, foi decisivo. Mas soube a pouco, foi mais burrice do defesa do que outra coisa. Pode e deve fazer bem mais, sobretudo se se julga mesmo merecedor de outros voos.

> 64'  Corona (5): Nada acrescentou ao que a equipa vinha fazendo, nem mesmo a largura que suponho o treinador lhe tenha "pedido".

> 75' Oliveira (6): Continuo sem ver essa subida de qualidade no jogo da equipa que supostamente provoca quando entra, mas deve ser por culpa de expectativas mal formadas.

> 90' Hernáni (-): Esteve em campo nos descontos, sem nada a relevar.

Sérgio Conceição (6)

Ouvi boa parte da sua conferência de imprensa enquanto escrevia esta crónica e fiquei com dúvidas se teríamos visto o mesmo jogo. Não me deveria surpreender, porque ao contrário do que aconteceu durante boa parte da época passada, este ano temos visto jogos muito diferentes em quase todos os jogos. Claro que sou eu quem não está a ver bem. Só falta que me prove que assim é (com urgência). A pontuação reflecte o resultado, positivo sem ser excelente, porque o jogo que nos trouxe a este resultado nunca teria nota tão alta. Tantos equívocos individuais até podem ser trágica coincidência, mas a incapacidade da equipa de esticar o jogo com critério e causar perigo já não. Tem mesmo A VER com o treinador.

Como sugestão de T.P.C. lanço desafio de analisar o que nos tem acontecido sempre que decidiu trocar um avançado por um ala ou médio, isto é, sem o substituir por outro avançado minimamente equiparado. A ver se ajuda para o futuro.




Outros Intervenientes:


Não tinha expectativas sobre este Schalke 04 que desconhecia, excepto o que a sua actual classificação na Bundesliga sugeria. No final, bateu certo: jogam realmente pouco. Tão pouco que nem deu para distinguir nenhum jogador (nem mesmo Embolo, jogador sobre o qual tenho boas sensações desde que o vi despontar na Suíça).

Muito boa arbitragem de Gil Manzano e seus pares pela capacidade de se alhear do ambiente pressionante dos da casa. Creio que decidiu quase sempre bem e adoptou um critério largo e uniforme.


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Vendo as coisas pelo lado positivo, está feita a estreia na Champions e continuamos com as mesmíssimas aspirações que se formaram após o sorteio. O resultado do outro jogo do grupo sugere que o Galatasaray será o outro candidato ao primeiro lugar e por acaso até é o próximo adversário que vamos defrontar, desta vez no Dragão. 

Antes disso, temos campeonato pela frente. Competição bem mais importante, digo eu. Há que preparar rápido e bem a estratégia para ir ao Sado buscar os essenciais três pontos. O resto... virá a seguir. Vamos lá.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




terça-feira, 11 de setembro de 2018

Ligas DPCM 18/19: Champions, Europa League e... Serie A!


Acabou a aborrecida paragem à conta das Seleções (a primeira de várias...) e assim regressam as competições de clubes e com elas as nossas ligas fantasy.




E regressam em grande estilo, com o início das competições europeias e respectivas ligas - Champions e Europa - e com uma estreia inesperada: a ITALY FANTASY da Realfevr que, como o nome sugere, se "ocupará" da Serie A italiana.

Isto significa que passam a ser seis as competições fantasy Do Porto com Mística, disputadas em sete ligas: Liga NOS Virtual, Fantasy Premier League, Spain Fantasy, Italy Fantasy, Europa Fantasy e a Champions que terá duas ligas, uma por plataforma, RealFevr e UEFA.



Italy Fantasy


Uma surpresa que a Realfevr nos reservou, a possibilidade de disputar uma liga fantasy da Serie A italiana, facto a que não será alheio o tremendo aumento de interesse registado pela competição à conta da transferência de CR7 para a Juve. Sorte a nossa, que poderemos desfrutar de mais uma liga!

Para participar na nossa liga Do Porto com Mística IT basta clicar aqui ou usar o token b5bb12b4 no caso de já terem criado a vossa equipa. Podem e devem desafiar os vossos amigos a juntarem-se, partilhando este link: https://fantasy.realfevr.com/t/b5bb12b4.

Token: b5bb12b4

Início: 15 de Setembro (hora limite para participar na primeira jornada: 15h00)

Prémios: Sim, RealFevr



Fantasy Champions League


À semelhança da época passada, vamos abrir uma liga DPcM nas duas plataformas, RealFevr e UEFA, sendo que a minha preferência vai para a plataforma portuguesa, por ter regras mais estimulantes e porque a própria plataforma é mais simples e intuitiva. No entanto, a UEFA tem vindo a esforçar-se, lançou uma plataforma redesenhada e um gaming hub, pelo que merece manter o nosso apoio.

RealFevr


A nossa liga Do Porto com Mística UCL vai presentear o vencedor com uma camisola oficial 2018/19 do FC Porto, tal como aconteceu nas edições anteriores. A isto, acrescem os muitos prémios desta plataforma para serem ganhos a vários "ritmos" - por jornada, mensais e finais.

Token: d022ad65

Início: 18 de Setembro (hora limite para participar na primeira jornada: 16h55)

Prémios: Sim, DPcM + RealFevr

UEFA


Aqui os prémios serão exclusivamente atribuídos pela UEFA, mas o número de adversários a bater e consequente desafio será consideravelmente maior.

Token: 09660564

Início: 18 de Setembro (hora limite para participar na primeira jornada: 17h55)

Prémios: Sim, UEFA



Fantasy Europa League


Por fim, a liga para especialistas. Com equipas oriundas dos quatro cantos do continente, é preciso saber de bola para conseguir bons resultados logo desde o início. Pode não ter o glamour da Champions, mas tem o seu brilho próprio que atrai os maiores conhecedores do jogo. Atreves-te?

Como incentivo adicional, o vencedor da nossa liga também receberá uma camisola oficial 2018/19 do FC Porto! 

Token: 231073ab

Início: 20 de Setembro (hora limite para participar na primeira jornada: 16h55)

PrémiosSim, DPcM + RealFevr


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Além destas estreias, relembro que ainda se podem (e devem!) adicionar às ligas que já estão em andamento:


Liga NOS Virtual


Token: 7b4fcb99

Início: a decorrer

Prémios: Sim, DPcM + RealFevr


Vencedores semanais:

J01 - CaciquesFX (Juan) - 107 pts
J02 - Abrantes F.C. (João Ventura) - 80 pts
J03 - Draconense (Bruno Almeida) - 66 pts
J04 - Jornalistas, Padres & Toupeiras (Frederico Cotta) - 86 pts


 

Spain Fantasy


Token: 5b0552c9

Início: a decorrer

Prémios: Sim, RealFevr


Vencedores semanais:

J01 - CaciquesFX (Juan) - 81 pts
J02 - Ruly All Star (Ruly) - 83 pts
J03 - Ruly All Fevr (Ruly) - 109 pts



Fantasy Premier League


Code: 415058-88447

Início: a decorrer

Prémios: Sim, FPL


Vencedores semanais:

GW01 - Salvador & Santiago (Hélder Aguiar) - 95 pts
GW02 - Vintage (Nuno Mateus) - 99 pts
GW03 - FCP1893 (Paulo Ferreira) & furaredes (Nuno Luz) - 66 pts
GW04 - Parrampeiros (Luís Pereira) - 68 pts



A escolha é muita e boa, agora é só escolher e jogar! Vamos lá, solta o Mister que há em ti...



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco




quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Reposta a Normalidade


Está reposta a normalidade, no Dragão ganha o FC Porto. Sempre que acontece uma anormalidade, como a derrota da jornada antecedente, há uma natural tendência para desconfiar de quase tudo e todos. É apenas humano, digam o que disserem muitos da boca para fora.




O jogo não foi fácil e sobretudo não decorreu com a "limpeza" que o resultado final sugere. Não apenas porque o Moreirense deu boa réplica e quis ser atrevido (quis, mas não foi), mas também porque do jogo com o Guimarães vinha a memória de uma derrota que começou por ser uma vantagem de 2-0 no marcador... Creio mesmo que só com o golo de Marega se pode "ouvir" o desabafo colectivo de alívio no estádio.

Não me sobra muito para comentar sobre o jogo que não seja o termos jogado malzinho durante largos períodos, que o adversário teve uma principal ocasião soberana para marcar mas Iker não deixou, que Marega ainda está longe de ser Marega, que Oliveira está um farrapo e que temos craque no pedaço. Como se tratam de destaques individuais, podem encontrar as respectivas referências já aqui abaixo.

Sobre a partida, pouco mais. Jogo ganho com mérito mas sem grande qualidade. Outra substituição que não resultou e que não entendo o propósito. A de Aboubakar por Corona, obviamente. Percebo a chamada do mexicano ao jogo mas não a subtracção do camaronês, quando (de novo) o meio-campo estava uma lástima, muito por culpa do sub-rendimento de Oliveira. Se a intenção era a de alargar o jogo e simultaneamente que Otávio reforçasse o sector intermédio, claramente não resultou. Se era outra, não alcancei, mas não muda o facto de que não resultou na mesma.

Aproveito apenas para dizer que me pareceu normal a relegação de Diogo Leite para o banco por troca com a titularidade de Militão (ainda antes do jogo, entenda-se).

Acrescento ainda que não faz sentido criar polémica à volta dos escolhidos para a Champions sem se saber as previsões de recuperação dos lesionados, em particular de Soares. Compreenda-se no entanto a frustração do jogador e a normal solidariedade do seu amigo/representante, que, por acaso, é apenas e só o Mágico Deco. Quem não sabe ou não entende o quanto vale esta jóia eterna do Portismo, que faça um favor à comunidade e a si próprio e que não se atreva a comentar. Imbecil por imbecil, mais vale que ninguém se aperceba disso.



Notas DPcA 


Dia de jogo: 02/09/2018, 20h30, Estádio do Dragão, FC Porto - Moreirense FC (3-0)


Iker (6): Espectador atento até ser chamado a um par de intervenções importantes.

Maxi (6): Lutador como sempre, desta vez sem se evidenciar de forma clara. Cumpriu, pois claro.

Alex Telles (6): Está a melhorar os índices físicos, mas ainda não está "pronto". Preparava-se para acrescentar mais um golo ao seu pecúlio quando o VAR reverteu a decisão de penálti e depois disso, pouco mais se viu no farejamento do golo, excepto aquele livre (quase) muito bem marcado.

Éder Militão (7): Não sou facilmente impressionável e "exijo" sempre observar uma série longa de jogos antes de qualificar um jogador, mas devo dizer que fiquei muito agradado com o que vi e não vi na primeira aparição deste minino. Toque de bola, jogo simplificado, tranquilidade, posicionamento... pode ter sido apenas um jogo, mas creio que não. Aliás, os dois melhores elogios que lhe posso fazer são que até me pareceu ser "desperdício" tê-lo a central e que - ainda assim - a ter que sair alguém da dupla, não seria ele o escolhido... Vamos com calma, mas a estreia foi muitíssimo promissora.

Felipe (6): Deve ser coincidência, mas desde que saiu a convocatória para o escrete, não voltou a fazer um bom jogo do princípio ao fim. Tem hesitações e mini-paragens à Maicon, que também parecem indiciar alguma deficiência na condição física. Tem de melhorar e depressa, se sonha continuar a ser testado na sua seleção.

< 75' Sérgio Oliveira (5): Não há outra forma de o dizer: é neste momento um passivo para a equipa e tem mesmo de ceder o lugar, fazer um refresh e depois voltar à luta. Assim, vai caindo até que um dia se estatelará ao comprido. 

Melhor em Campo Herrera (7): A operação cosmética parece ter tido impacto profundo a nível psicológico, porque está mais calmo e confiante do que nunca, o que se reflecte no bom que faz dentro do campo. Conseguiu desbloquear o marcador e fez um jogo muito positivo, o que num jogo em que ninguém se distinguiu de forma clara, me parece merecedora da distinção de melhor em campo.




Otávio (7): A nota reflecte mais a sua importância na definição do resultado do que a constância da qualidade da sua exibição. Teve maus momentos no jogo, alguns desesperantes, mas no final saiu a sorrir porque foi mesmo dos mais decisivos para os três golos marcados.

< 82' Brahimi (6): Tentou muito mas nem sempre bem, quedando-se por uma exibição de que ninguém guardará grande memória. Contribuiu, nevertheless.

< 64' Aboubakar (6): O mérito próprio no seu golo - importante e decisivo - foi pouco mais do que estar no sítio certo no momento certo e fazer a bola tabelar em si, pelo que não lhe confere grande "valor acrescentado" no acto. No demais, fez um jogo de esforço, poucas vezes solicitado pelos companheiros, tendo sido mais vítima do que culpado (embora o treinador pareça ter pensado o contrário).

Marega (6): Regresso discreto e quase "vulgar" à titularidade, um pouco disfarçado pelo golo. Está sem o mojo que fez dele a locomotiva imparável que nos levou ao título, falta saber se conseguirá voltar a sê-lo depois da rábula de verão.

> 64'  Corona (5): Nada acrescentou ao que a equipa vinha fazendo, nem mesmo a largura que suponho o treinador lhe tenha "pedido".

> 75' Óliver (6): Continuo sem ver essa subida de qualidade no jogo da equipa que supostamente provoca quando entra, mas deve ser por culpa de expectativas mal formadas.

> 82' Danilo (6): Momento arrepiante e emocionante que valeu a ida ao estádio só por si: o regresso ao relvado do Dragão de um dos que mais merece ser considerado dos nossos. Que o tendão não o volte a trair e continue a sua progressão rumo a ser um dos melhores da actualidade na sua posição.

Sérgio Conceição (6): Regressámos às vitórias, mas a não-progressão da equipa preocupa. Relembro, no entanto, que o mesmo sucedeu na época passada e também por esta altura (ou talvez um pouco mais adiante). A diferença é que agora já têm um ano de trabalho feito, com sucesso e deveria conseguir construir sobre essa base e acrescentar qualidade e variedade ao jogo colectivo. Veremos o que se segue.




Outros Intervenientes:



Foi interessante ver jogar este Moreirense, para lá de saber se tal se deveu mais às nossas fraquezas do que a forças próprias, mesmo que lhes tenha faltado conseguir finalizar as boas jogadas que desenvolveram. Não consegui estar atento o suficiente para me aperceber de destaques a nível individual.


Bem a equipa de arbitragem liderada por Hélder Malheiro ao assinalar penálti e depois reverter a decisão com recurso ao VAR, menos bem em alguns fora-de-jogo em lances promissores. No resto, algumas irritações mas insuficiente para desfazer o veredicto de arbitragem positiva. 

Pena que noutros campos, o VAR não tenha igualmente servido para assegurar a verdade desportiva: refiro-me concretamente ao golo "roubado" ao Marítimo nas Aves (sempre lá) e a expulsão perdoada a Cervi. Como acreditar na competência/seriedade desta gente perante imagens tão esclarecedoras?


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A actualidade fervilha com revelações quase diárias de novas alegadas trafulhices dos sem-vergonha, a par de se irem conhecendo desenvolvimentos das investigações das entidades competentes. A mais recente dá conta da constituição da SAD benfiquista como arguida no processo E-Toupeira, para lá do lavar de roupa suja das comadres ainda mais sujas da Secretaria do Desporto e do seu tutelado IPDJ.

Como já há alguns meses que não comento o assunto, aqui vai um refresh, um voto e um prognóstico num só: 

 - quem viu, como eu vi, como foram "ganhos" os últimos cinco ou seis campeonatos por estes sem-vergonha, tem poucas ou nenhumas dúvidas de que muito de ilícito foi feito à margem das quatro linhas (mas com impacto directo dentro delas) e que o SL Benfica só poderá voltar a levantar a cabeça sem vergonha quando tudo for apurado e punido de acordo com as leis em vigor;

 - até agora, tenho visto a Justiça (de forma genérica mas não abstracta) a circundar a carcaça fedorenta, mas sem realmente ir directa ao cadáver putrefacto; há uma série de "processos" a correr relacionados com assuntos graves mas periféricos face ao que realmente interessa a quem gosta de futebol: a (alegada) corrupção desportiva. Essa sim é que verdadeiramente importa apurar, condenar e castigar, porque será o corolário óbvio e justo de tantos anos de alarves vigarices. 

 - sabendo como funciona este estado dentro do Estado e conjugando com a corja parasitária que dá corpo a este centralismo bacoco e atrofiante que os políticos "de sempre" perpetuam e aprofundam, tenho ainda muitas dúvidas de que se permita que os bons e honestos possam ir até ao fim e levar os resultados do seu trabalho até às últimas consequências. Duvido mas não deixo de ter esperança e será talvez fundamental para o desfecho que todos nós façamos a nossa parte, divulgando, repetindo, provocando ecos sem fim de tudo o que se vai fazendo e com isso pressionando os outros sem-vergonha (governantes, políticos, juízes, polícias, etc.) a que se faça Justiça.
 


Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



domingo, 26 de agosto de 2018

A Conspiração dos Sérgios


Eu sabia. Eu sabia que tinha de haver outra razão para lá da merecida preguiça de férias para ter decidido adiar a crónica do jogo do Jamor e condensá-la na do jogo de hoje no Dragão. Eu sabia.




Isto de ser doentinho pelo Clube, antecipando a descida rumo ao paraíso só para parar a meio, no inferno, e ver o jogo do Porto, tem que se lhe diga. Fui, vi, sofri, injuriei e finalmente - sem saber bem como - festejei aliviado. Ainda não era dessa - à segunda jornada - que iríamos desperdiçar pontos, o que somado ao facto de se tratar de uma deslocação que se tem tornado complicada, poderia dar alento e aumentar a crença de que devagar, devagarinho, lá íamos indo. Só que...

Só que, o que se passou no Jamor - corrijo, o que eu vi no Jamor - foi pouco menos do que assustador. A equipa escolhida do plantel campeão nacional, descontando dois ou três titulares essenciais desbaratados sem eira nem beira, teve um comportamento muito preocupante para o muito que se segue. 

Mesmo com a sorte do jogo a soprar na nossa direcção, fomos incapazes de guardar uma confortável vantagem de dois golos, fruto de uma gritante incapacidade de controlar a bola e o jogo rápido do adversário (um bom adversário, diga-se, mas a lutar por uma época tranquila e pouco mais). O lance do segundo golo (estou ainda no Belenenses-Porto, ok?) é simplesmente uma inadmissível sequência de erros grosseiros, individuais mas também colectivo e sintomática de uma equipa à deriva, sem confiança no seu plano de jogo.

Como sabemos, no final tudo acabou em bem. O VAR deu-nos um penálti, da mesma maneira que tinha dado um ao adversário, e Telles teve a classe necessária para marcar o golo da vitória. Os três pontos foram para o Dragão, mas o amargo de boca ficou. 




Fast-forward para esta noite desconcertada no Dragão, frente ao até então sem-pontos Vitória de Guimarães. Em teoria, um adversário na mó de baixo, presa ideal para mais uma festança em família com a casa cheia. Mesmo onze da semana passada (...) e vamos a isso. 

Uma primeira parte sem grandes coisas para contar, para lá de um golaço de Brahimi e de um inacreditável erro da arbitragem ao validar o segundo golo ao estreante André Pereira, claramente em fora-de-jogo. Sim que a equipa esteve longe de ser brilhante, mas nem assim encontro respaldo para as "francas" declarações do treinador no final, ao carregar na tecla de que já na primeira parte as coisas não tinham estado bem. Não tinham, é certo, mas em que primeira parte desta época já estiveram? Houve assim uma quebra tão acentuada face as anteriores para merecer esse destaque? Não creio.

Quem assistiu, de forma privilegiada como Sérgio Conceição o fez, à segunda parte tenebrosa da sua equipa, só tem é de relevar o que aconteceu na primeira. O descalabro começou na burrice infantil de outro Sérgio, o Oliveira, que tal como na jornada passada, foi de longe o pior em campo e nem assim o treinador teve a inteligência de o mandar tomar banho mais cedo (muito mais cedo). Sim que as lesões alteraram os planos, mas mesmo ANTES delas já se justificava a "expulsão" do médio - demasiado fraco para jogar (para ser convocado) no Porto nesta forma actual. 

Acreditem ou não, uns 10 segundos antes da burrice que deu o penálti e consequente 2-1, já eu pensava para mim mesmo que ia dar asneira da grossa. É que não é preciso muito mais que dois olhos e uns anitos a ver futebol para o intuir. E já vinha do Jamor, insisto. Num meio-campo assente em apenas dois jogadores (Otávio é um "extra", não vem de "série"), quando um deles simplesmente não rende, tudo se tende a desmoronar.

[Para quem não me lê há pelo menos uma época, esclareço que sou um dos "fãs" de Sérgio Oliveira, um dos poucos que nunca deixaram de acreditar que ainda poderia "dar jogador", como tal sinto-me perfeitamente à vontade para agora escrever o que escrevo]

Compreendo, até certo ponto, o dilema do treinador, quando olha para o banco e não vê nem um jogador com o "perfil" adequado para substituir Oliveira e pedir-lhe que assuma as mesmas tarefas; mas caramba, há um limite que se traça quando o "original" passa a comprometer a equipa lance após lance defensivo: aí, não tendo cão, é mesmo preciso ir ao saco de gatos e confiar que um deles acabará a latir.




Os outros dois golos sofridos foram exemplos do descontrolo e da desorganização que reinava na equipa. Vários erros individuais nas marcações e no posicionamento, dificuldade em reagir, incapacidade para deter a bola e/ou os adversários. Como se explica isto, em jogadores com a experiência de Maxi (falhou hoje e no Jamor)? Ou Felipe, que desde que soube que ia à Canarinha só tem metido água? Ou? Ou? Ou?... 

Claramente, a equipa não está bem. Hoje, mal saiu Brahimi, o nosso íman de estimação, a equipa encolheu-se e perdeu a direcção da baliza adversária. Não por o argelino ser peça-chave no jogo colectivo, mas precisamente por ser peça-chave (e quase única, por estes dias) para individualmente manter uma mão cheia de adversários em sentido permanente. Sabendo-se da Maregodependência da época passada e da actual correspondente "ressaca", perder também Brahimi parece resultar no esmigalhar completo da equipa, perdendo o sentido colectivo e a necessária coesão para um bom funcionamento.

E por mais voltas que se dê - algumas bem justificadas, como a ausência de reforços, dignos do nome, para no mínimo compensar as saídas - é mesmo a Sérgio Conceição que devemos pedir explicações. O que se passa com a equipa, dentro da equipa, que possa explicar estas duas exibições tão, mas tão fracas?

Mais, o que se passa com o próprio treinador, que no Jamor tão mal mexeu na equipa? Má leitura do jogo? Achar que não tem soluções melhores no banco para o que pretende? Difícil de descodificar. Inegáveis são os factos. Por duas vezes a ganhar por 2-0, deixámo-nos empatar já perto do final. Na primeira, conseguimos vencer. Nesta segunda, acabámos inapelavelmente derrotados.

Parece-me que há uma conspiração momentânea dos Sérgios, ou melhor, contra os Sérgios. Os astros, os administradores e os adversários, todos se conjugam em conluio para lhes tramar a vida. E os pobres, atraídos pela luz brilhante, acabam por lhes fazer a vontade. Deixam-se levar, perdem o Norte e acabam a decidir mal, dentro e fora das quatro linhas. 

A solução? O reequilíbrio. Parar para analisar e pensar. Reflectir. Concluir e depois fazer de acordo. Pode cair bem no goto do adepto aquela postura frontal e coisa e tal após a derrota, mas na verdade de pouco vale se a seguir não se for ao fundo das questões com o objectivo único de as resolver. 

Esta equipa joga pouco futebol. E quando não tem a bola, parece não saber o que fazer, o que ainda assusta mais. Acredito que esteja tudo relacionado, faz sentido que assim seja. Mas já é tempo de encontrar o caminho, outro caminho e de o percorrer. Antes que seja tarde demais. 

Em simultâneo, continuar "irredutível" a fazer ver à direcção que faltam jogadores de qualidade para várias posições. Mas ir fazendo pela vida com os que cá estão, just in case. Assim é muito pouco. Assim não chega.




Notas DPcA 

(por ordem cronológica)


Dia de jogo: 19/08/2018, 18h00, Estádio do Jamor, Belenenses SAD - FC Porto (2-3)


Nota (7)Alex Telles, Herrera 

Nota (6): Iker, Diogo Leite, Otávio (<73'), Brahimi (<81'), Aboubakar, André Pereira (<64') 

Nota (5): Maxi, Felipe, Óliver (>73'), Corona (>64')Hernáni (>81')

Nota (4): Sérgio Oliveira

Sérgio Conceição (5)

Ganhou, é um facto, mas foi por pura sorte. Foi um tal de Capela que o safou, que nos safou do empate, já em plenos descontos. Não se compreende como é que uma equipa que recebe uma oferta adversária e se apanha a vencer por dois logo no recomeço da segunda parte, se deixa depois voltar a empatar já perto do final. Um autêntico hara-kiri de que o treinador tem de ser o principal responsável. 

Não compreendi a "bondade" das duas últimas, não só pelos "nomes" mas pelos respectivos momentos que o jogo atravessava. Creio que cada uma delas contribuiu para agravar o estado da nossa equipa, sobretudo por subtrair Otávio e Brahimi ao jogo, mantendo o morto-vivo Oliveira nas quatro linhas. Algo vai mal na cabeça de Sérgio (ou na minha).


Outros Intervenientes:


Outro bom jogo deste Belenenses de Silas contra nós, nomeadamente na forma como alterou a equipa durante o jogo. Destaque natural para Fredy, mas houve mais quem desse nas vistas.

Vi o jogo apenas no estádio e poucas repetições dos lances críticos à posteriori, mas fico com a ideia de que houve uniformidade do VAR no critério das grandes penalidades. Não que sejam lances iguais, mas o princípio subjacente parece coerente. Na minha forma de ver futebol e interpretar as leis, não marcaria nenhum deles, o que também me sugere haver proximidade entre os dois lances. No restante, foi Xistra.






Dia de jogo: 25/08/2018, 21h00, Estádio do Dragão, FC Porto - Vitória SC (2-3)


Nota (7): Brahimi (<51')

Nota (6): Telles, Otávio, Herrera, Aboubakar (<62'), André Pereira 

Nota (5): Maxi, Diogo Leite, Felipe, Óliver (>74'), Marega (>62')

Nota (4): Sérgio Oliveira

Nota (-): Corona (>51') (<74')

Sérgio Conceição (4)

Mesmo filme, final diferente: desta vez foi de terror. Indo directo aos assuntos, porquê manter Oliveira em campo para lá dos 50 e poucos minutos, de tão flagrante que já era o seu desacerto e falta de pulmão? Porquê retirar Aboubakar do jogo, fosse a troca por quem fosse (sim, sofremos três golinhos desde a sua saída)? 

O que explica esta fragmentação da equipa nos últimos trinta minutos dos encontros? Questões físicas? Mentais? E por que motivo temos sido fustigados com tantas lesões musculares, desde a Supertaça até agora? Não haverá aqui um padrão de treino com urgência de revisão? Muitas perguntas sem resposta (conhecida). Veremos o que se segue.


Outros Intervenientes:


Não sou capaz de alinhar no discurso dos parabéns a este Vitória de Luís Castro, que pelo que vi pouco mais fez do que aproveitar as escassas ocasiões que teve e depois resistir com a ajuda de todos os santinhos. Teve a sorte do jogo, depois de ter sido severamente prejudicado num golo pela arbitragem ausente. Não lhes tiro o mérito da resiliência, mas não me atirem com "vitórias justas" porque não foi o caso. O empate era o mais correcto.

Gritante o erro da validação do segundo golo, o de André Pereira, que depois se veio a saber devido a não ter havido VAR durante meia-hora. Coisas do arco da federação, já se sabe. Uma vergonha. O suposto penálti sobre JCT seria forçadíssimo, houve contacto mas de "ponta com ponta", nada que o derrubasse, acho acertada a decisão. Outros lances não posso comentar, porque não pude rever ainda.

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O Twitter, ah o Twitter. Quem acha que não há nada pior do que uma derrota caseira, que experimente navegar pelo pássaro azul nos momentos subsequentes. É vê-los, aos baluartes do portismo, a disparar alarvidades de todo o feitio e em todas as direcções. O meu top 10, injusto pelos outros 10 que mereciam igualmente estar na lista, mas enfim, a vida é tramada:

1) Pronto, já vêm (ou veem, FJM?) os abutres, os portistas de merda, criticar logo à primeira oportunidade [medalha de ouro, every time]
2) Agora é que temos de estar todos juntos, somos todos importantes, mar azul, sieg heil
3) A SAD é que é uma merda
4) Não, o treinador é que é uma merda
5) Não, não, os jogadores é que não valem nada: menos o André André e o Tozé, que faltinha nos fazem
6) E os gajos que comem pipocas no estádio? A culpa é deles, claro. Mais dos que saem antes de acabar, traidores!
7) Grande Vitória, derrota justíssima (mesmo perante stats que escancaram o oposto)
8) Isto sem o Marega não vai lá!
9) #MeteOMarega (e o Óliver)
10) Isto nem com o Marega lá vai!

Enfim, já desabafei também. Vou regressar às minhas férias. 



Não vou, não, que isto não se evapora assim. Amanhã vou passar ainda mais tempo dentro do mar salgado, diz que desincha mais rápido. Depois confirmo.



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco