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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Órfãos do Comendador


E pronto, encerrou o mercado de inverno. Agora, já não há mais nada a fazer: quem está, está e é com esses que iremos até final da temporada. Seguem-se algumas notas sobre o retocado plantel, salientando as forças e fraquezas que mais saltam à vista desarmada de um simples adepto.

Volta depressa, meu bom rapaz...

Ainda há poucos dias escrevi sobre os reforços (de verão e de inverno), na quarta e última parte do Mid-Season Review. Relembrando o mais relevante, por sector:


DEFESA

"O sector que mais me preocupa, de longe. Até agora, tivemos a felicidade de Alex Telles não se ter lesionado. Nem Marcano. Nem Felipe. Nem Reyes."

"No centro da defesa está o grande problema do plantel, em minha opinião. Pela falta de quantidade e de qualidade também. (...) Não contratar um central é correr um risco tremendo, em minha opinião."

Missão parcialmente cumprida. Central promissor contratado, já ambientado ao nosso futebol e pronto a entrar na equipa assim que surgir a oportunidade/necessidade (de imediato, acrescento eu). Faltou a lateral-esquerda, ainda por cima tendo libertado Layún. Gente ilustre fala em Dalot, que tem jogado nesse lado na B, mas eu insisto que seria sempre um remendo, com o risco de atrasar o seu desenvolvimento no seu lugar de eleição.


MEIO-CAMPO

"Aqui a questão tem mais a ver com o perfil do que com a qualidade/quantidade.

Chegou Paulinho do Portimonense, que pode acrescentar em termos de "variedade" ao plantel. Não sei se era imprescindível, mas pode tornar-se muito útil. A melhor das sortes...

"Se Danilo se lesiona, cai o Carmo e a Trindade. A sério, pior que uma lesão de Marcano, só mesmo uma de Danilo. Porque não há ninguém com as mesmas características, mesmo se de qualidade inferior. Não há. E deveria haver."

Pois é, caiu o Carmo, a Trindade e todo o Bairro Alto... No mínimo, estamos a falar de um mês de ausência, mas é provável que seja mais do que isso. Moreirense (f), Braga (c), Sporting (c), Chaves (f), Liverpool (c), Rio Ave (c), Estoril (f) e Portimonense (f). Sete jogos e meio - no mínimo. Se for mês e meio de paragem, há que somar ainda Sporting (c), Liverpool (f), Paços (f) e Boavista (c). Onze jogos e meio, completamente decisivos para o nosso futuro na temporada.

A lesão aconteceu a uma semana do fecho do mercado, o que significa que ou já tínhamos potenciais alvos em "carteira", ou se trataria de uma corrida desenfreada e às cegas contra o tempo. Em minha opinião, tinha de haver e deveria ser contratado mesmo sem haver o problema da lesão de Danilo.

Lamento dizê-lo assim tão cruamente, mas a SAD terá de ser outra vez chamada à pedra se este período hipotecar as nossas possibilidades de sucesso. E todos sabemos o que entendemos por "sucesso" nesta fase da nossa linda história.


ATAQUE

"Tudo tranquilo no centro do ataque.

Mesmo assim, fizemos Gonçalo Paciência regressar precocemente à base. Diz o treinador que acrescenta coisas diferentes em relação aos outros avançados, mas eu aposto mais no acautelamento do "vai-não-vai" de Soares para outras paragens. Acabou por ficar e agora são quatro avançados, três deles mais vocacionados para jogar no centro do ataque. Espero que não sobre para o miúdo, quando estava numa fase em que evoluía practicamente de jogo para jogo...

"Nas alas, Brahimi não tem substituto, ponto. É rezar a Alá para que não se magoe e desfrutar."

Continua intacto (toc toc toc), mas chegou Waris (Lorient) para acrescentar "profundidade" neste sector. Já confessei a minha total ignorância sobre o jogador e o pouco que já vi nada me esclareceu ainda. Nem onde pode jogar, nem o que pode acrescentar e muito menos o que pode valer. 


Em resumo:

- Estamos "desgraçados" pelo vazio que o nosso comendador deixou, numa altura tão apertada e crítica da temporada, por duas razões: pela sua ausência e pela inexistência de um (qualquer) substituto de raiz para a posição;

- Continuaremos com o credo na boca em relação a todo o corredor esquerdo, com maior ênfase na defesa;

- Estamos razoavelmente apetrechados no ataque, com a polivalência de alguns dos jogadores a poder ser decisiva em caso de ausências forçadas.


A nível individual e dos possíveis bons reforços da nossa Liga, destaco os três que considerava os mais promissores e interessantes, quer pelo talento intrínseco, quer pelas necessidades do plantel:

1 - Lucas Evangelista: continua no Estoril, mas muito próximo dos sem-vergonha;
 
 2 - Raphinha: segue no Vitória até final da época e depois ruma a Alvalade;

 3 - Osório: é nosso!

33% de "eficácia. Melhor que zero, mas longe de aceitável. Acreditem em mim, quando vaticino que ainda nos vamos arrepender amargamente de não termos agarrado também os dois primeiros.


O empate em Moreira veio na pior altura, adensando ainda mais as dúvidas quanto ao impacto que a ausência de Danilo vai ter no rendimento da equipa. Ou melhor, na sua capacidade de vencer jogos, porque no rendimento será sempre muito relevante. Não vai ser fácil, vai exigir cabecinhas pensantes e espírito de superação, mas insisto: o futuro está apenas nas nossas mãos. Saibamos construí-lo risonho e vitorioso. Vamo que vamo!



Do Porto com Amor,

Lápis Azul e Branco



P.S. - os bandalhos do Conselho de Arbitragem de Fontelas "o meu filho joga nos lagartos" Gomes recusaram a solicitação de uma reunião com carácter de urgência feita pelo Clube.


Aguardo por uma resposta enérgica e contundente do Porto, para que não sejam cúmplices de tudo continuar exactamente na mesma.




segunda-feira, 25 de maio de 2015

Weekend in a nutshell


Agora entendo o milenar adágio "Fim-de-semana atarefado, blog encalhado".

E assim sendo, vamos dar a volta ao fds em 80 segundos, dando conta do que mais relevante se passou de sexta a domingo:

O Hepta: não foi "sem espinhas", foi suado até ao limite das (suas e nossas) forças mas, no final, chegou a recompensa. Foram grandes na atitude, compensando alguma inépcia "técnico-psicológica". Mas convém não esquecer que o Sporting tem um belíssimo plantel (quiçá teoricamente mais forte que o nosso) e foram (para variar) uns brilhantes vencidos. Quanto aos nossos, foram verdadeiramente Porto. E claro, fantástico o Dragão Caixa uma vez mais.

Rally de Portugal: diz-se que no melhor pano cai a nódoa, mas desta vez que se cale quem o diz! Não poderia ter sido mais perfeito o regresso a casa, com emoção, espetáculo (dos pilotos e do público) e uma organização impecável a que nem mesmo os incêndios fizeram mossa. E os saltos, senhores, os saltos na Lameirinha são sempre um espetáculo fora-de-série (mesmo este, à sua maneira)! Portanto, parece realmente difícil regredir, mas estamos tão habituados ao malabarismo- contorcionismo da macrocefalia bacoca, que o melhor é mesmo esperar para ver. 

As despedidas e o clubismo: dois exemplos de verdadeiro amor à camisola (não, não é igualzinho ao do adepto, nem podia porque são profissionais da coisa, mas atualmente será o que mais se aproxima), Stevie Gerrard e Jurgen Klopp despediram-se dos seus clubes, ainda que com sortes diferentes.

Gerrard é(ra) o Senhor Liverpool, mas ontem, já depois da arrepiante despedida em Anfield, participou no espetacular afundanço da sua equipa às mãos do contra-torpedeiro Stoke City. Mas ainda assim foi dele o golo de honra...

Já Jurgen Klopp teve uma despedida de sonho, não só pela fabulosa coreografia com que os "dortmunders" lhe prestaram tributo, mas também (e já agora) porque ganhou e deixou o Borussia em lugar europeu, depois de uma temporada muito complicada. Maravilhoso futebol este!

O não-assunto Champions Cup: como é de seu timbre, na sexta o Record ajudou muita gente neste país a acordar bem disposta, inventando mais uma patranha, ainda e sempre inebriado com a possibilidade de ver o Porto humilhado às mãos do Benfica. Depois, foi a vez de o clube apresentar a sua versão, o que terá deixado os até então bem dispostos a roçar a euforia, ao imaginar "mais" uma "mentira" do Porto para salvar a face. Por fim, já no dealbar do fim-de-semana, eis que é a própria organização do torneio de verão a confirmar a versão portista. O que aliás era fácil de prever, não só pelos factos, mas também pelo silêncio dos "figurões".

Quanto a mim, confesso que não percebo a forma como o clube geriu a nossa participação e sobretudo, não assumir a gestão da informação. Mas também não conheço os detalhes, logo benefício da dúvida...
Já do pasquim não espero outra coisa, por isso nem uma linha mais.

FCPorto - Penafiel (2-0): acabou. Parabéns Jackson pelo troféu individual. Obrigado Danilo e até sempre. Do comportamento de claques e adeptos, escreverei em separado. Ponto final. Venha a próxima época.

Para terminar, uma nota positiva. A renumeração de sócios do Porto já está em marcha, acontece a cada 5 anos (ao contrário de outros, que preferem deixar andar para serem os "mais maior grandes" - mas depois, porque a gravidade dita que "tudo" o que sobe tem que descer, levam inevitavelmente com a moca). Recebi o email sexta à noite e para minha surpresa, o processo está automatizado online, é simples e funciona! Venha de lá esse novo BI, risonho e reluzente!

E por agora, é tudo. Do Porto, com Amor.